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Música

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  • Música,  Série

    Série documental de Justin Bieber bate recorde de visualizações no YouTube

    7 de fevereiro de 2020 /

    “Justin Bieber: Seasons” quebrou o recorde de visualização de estreia de uma série original no YouTube. Lançado em 27 de janeiro, o capítulo inicial teve mais de 32 milhões de visualizações em sua primeira semana na plataforma. Com isso, ultrapassou a audiência de estreia de “Liza On Demand”, concentrando o maior público de uma produção original do YouTube durante sua semana inaugural. Até hoje, a estreia de “Justin Bieber: Seasons”, de apenas 11 minutos de duração, já foi vista 42,1 milhões de vezes. O seriado tem, ao todo, dez episódios e acompanha o cotidiano do cantor após o cancelamento de sua turnê em 2017. É possível assistir à produção com legendas em português pelo YouTube, que já disponibilizou gratuitamente mais três capítulos. Veja abaixo. “Changes”, o próximo álbum de estúdio de Bieber, será lançado em 14 de fevereiro.

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  • Música

    Redemption Song: Último clássico de Bob Marley ganha clipe de aniversário de 40 anos

    5 de fevereiro de 2020 /

    A gravadora Island Records divulgou um clipe inédito de “Redemption Song”, música famosa de Bob Marley, que em 2020 completa 40 anos de seu lançamento original. Última faixa do último álbum gravado pelo cantor, “Uprising”, lançado em julho de 1980, “Redemption Song” é considerada o clássico final de Marley. Foi também o último single que ele lançou em vida. O disquinho de vinil com a canção chegou às lojas em outubro de 1980, sete meses antes de sua morte. Com letra extraída de discursos do ativista Marcus Garvey, “Redemption Song” surpreendeu por ser diferente de tudo o que o artista tinha feito até então. Acústica, ela registra a voz do cantor jamaicano apenas com acompanhamento de violão, aproxima-se do folk de protesto, ao estilo das primeiras músicas de Bob Dylan, sem o apelo do reggae que transformou Marley num ícone mundial. Com direção e artes dos artistas franceses Octave Marsal e Theo de Gueltz (que já assinaram lenços da grife Hermés), o vídeo consiste de cerca de 2,7 mil desenhos feitos à mão e animados artesanalmente, retratando os temas da canção e a interpretação de Marley.

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  • Música

    Liam Gallagher enfurece fãs boleiros com novo clipe

    1 de fevereiro de 2020 /

    O cantor Liam Gallagher, ex-Oasis, lançou um novo clipe, que criou polêmica gratuita com parte de seus fãs. Isto porque “Once” é estrelado pelo ex-jogador de futebol Éric Cantona, ídolo do Manchester United. Liam, que é natural de Manchester, sempre disse que torcia para o time rival, o Manchester City. O clipe deixou os torcedores do City furiosos: “Judas” e “patético” foram alguns dos “elogios” recebidos pelo artista após a divulgação. Como se não bastasse, Catona aparece com trajes de rei, seu apelido na época de jogador, e Liam ainda se disse emocionado por sua participação, nas redes sociais “Estou absolutamente emocionado por ter Éric Cantona, o último jogador de futebol do rock’n’roll, estrelando meu clipe “Once”. Músicas como essa não surgem com muita frequência, e nem jogadores como ele”, escreveu o cantor no Twitter. Famoso pelos excessos fora e também dentro dos campos – seu chute voador de artes marciais num torcedor adversário marcou época – , o atleta francês virou ator após pendurar as chuteiras, mas ainda prefere interpretar a si mesmo, como em “À Procura de Eric” (2009), de Ken Loach, e “Os Encontros da Meia-Noite” (2013), de Yann Gonzalez. I’m absolutely thrilled to have Eric Cantona, the last Rock n roll footballer, star in my video for ‘Once’. Songs like this don’t come around very often and neither do football players like him LG x https://t.co/RSS8EFGfZE — Liam Gallagher (@liamgallagher) January 31, 2020

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  • Música

    Taylor Swift lança música inédita do documentário Miss Americana

    31 de janeiro de 2020 /

    A cantora Taylor Swift disponibilizou uma nova música nesta sexta (31/1), intitulada “Only the Young”, que faz parte de seu documentário “Miss Americana”, lançado pela Netflix no mesmo dia. A canção traz Swift encorajando seus jovens fãs a enfrentar um mundo caracterizado como injusto. “Não diga que está cansado demais para lutar/ É só uma questão de tempo/ Ali na frente está a linha de chegada/ Então corra”, diz um trecho. A letra reflete o tom do documentário, em que a cantora aborda as pressões que enfrentou no começo da carreira para apresentar uma imagem conformista de “boa garota”, contra a qual decidiu se rebelar. Dirigido por Lana Wilson (“The Departure”), “Miss Americana” teve sua première mundial no Festival de Sundance, nos EUA, onde foi elogiado pela crítica por fazer um panorama completo da carreira da jovem estrela pop. O filme atingiu 89% de aprovação na média do site Rotten Tomatoes.

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  • Música

    Dua Lipa revela influências dos anos 1980 em novo clipe

    31 de janeiro de 2020 /

    A cantora Dua Lipa divulgou o clipe de “Physical”, que mistura coreografia live-action e animação. Muito colorido, o clipe ainda destaca cenografia, figurinos e iluminação inspirados em matizes da new wave – como o verde limão, o amarelo gritante, o rosa-choque e o lilás neon. A referência aos anos 1980 evidencia a inspiração da canção, que tem batida e sintetizadores da época. Os detalhes animados completam a dica, lembrando de vez a banda A-ha. Apesar da premissa, a influência do synthpop é retalhada por trechos destoantes, que buscam deixar o arranjo mais próximo do pop genérico – e brega – atual. “Physical” é o terceira single do segundo álbum da cantora inglesa, depois da dançante (house music!) “Don’t Start Now” e da faixa-título, “Future Nostalgia”. Ainda inédito, o disco só será lançado em abril.

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  • Música

    Tove Lo lança divertido clipe de funk brasileiro

    29 de janeiro de 2020 /

    A cantora pop sueca Tove Lo divulgou seu divertido clipe brasileiro, “Are U Gonna Tell Her?”. O vídeo tem participação do funkeiro MC Zaac, foi dirigido pela dupla brasileira Alaska e gravado em um restaurante flutuante de São Paulo. Com um baixo poderoso, tão marcante quanto a outra parceria popular de Zaac, “Vai Malandra”, de Anitta, a canção embala uma história de paixão à primeira vista, que a imaginação da dupla Alaska (Gustavo Moraes e Marco Lafer) leva às raias do absurdo. Numa sequência incendiária, a relação torna-se literalmente tórrida. Em outra, faz os personagens voarem como num desenho animado – ou quadrinhos. A cenografia colorida e o desempenho dos atores-dançarinos Eddy Soares e Larissa Ozato praticamente transformam Tove Lo em figurante da própria produção. Mas o resultado é mais que positivo e credencia a conversão da “branquela” sueca ao funk eletrônico nacional.

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  • Música

    Sertanejos e Dedé Santana homenageiam Bolsonaro em evento que pede fim da meia-entrada

    29 de janeiro de 2020 /

    O presidente Jair Bolsonaro recebeu uma homenagem de cantores sertanejos – e do comediante Dedé Santana – nesta quarta-feira (29/1), em uma cerimônia no Palácio do Planalto. Uma carta de apoio, lida no encontro, diz que Bolsonaro realiza “notáveis feitos” em “diversos setores produtivos” e é um “um governante que trabalha em prol de seu povo”. Aproveitando a oportunidade, um representante dos produtores de shows pediu a Bolsonaro o fim da meia-entrada em evento culturais e uma mudança na regulamentação dos direitos autorais. A carta de apoio foi lida pelo locutor oficial da festa do peão de Barretos (SP), Cuiabano Lima, já o porta-voz do pedido do fim do desconto nos ingressos de estudantes, idosos, deficientes e jovens de baixa renda foi o presidente da Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (Abrape), Doreni Caramori Junior, que classificou a meia-entrada de “injustiça histórica”. “Meio livro não existe, meia bicicleta não existe. Não pode o Estado brasileiro intervir na economia e tomar 50% sem nenhum tipo de compensação”, ele reclamou. Além de shows, a meia-entrada vale para cinemas, teatros e outros eventos culturais e esportivos. Sem dar detalhes, o presidente prometeu trabalhar por pleitos apresentados pelo segmento, seja por meio de decretos ou por projetos de lei. Ele disse que atenderá os pedidos desde que não seja encontrado “óbice jurídico ou constitucional”. De acordo com lista divulgada pelo Palácio do Planalto, estiveram presentes 56 artistas, entre eles as duplas Bruno & Marrone e Cesar Menoti & Fabiano, além do ator Dedé Santana, ex-integrante do grupo “Os Trapalhões”.

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  • Música

    Johnny Depp toca em evento de homenagem aos 50 anos do Aerosmith

    25 de janeiro de 2020 /

    Johnny Depp se juntou ao Aerosmith para celebrar os 50 anos de carreira do grupo musical, durante uma performance em um jantar de gala na sexta-feira (24/1) em Los Angeles. O ator tocou guitarra durante o avento, como costuma fazer na banda Hollywood Vampires, cuja formação inclui o guitarrista do Aerosmith Joe Perry, além do cantor Alice Cooper, também presente no evento, junto de uma dúzia de artistas, como a banda Foo Fighters, Sammy Hagar, Keisha, John Legend e até os Jonas Brothers, que cantaram os maiores sucessos da banda. Organizado pela Academia das Gravadoras, responsável pelo prêmio Grammy, o evento teve renda revertida para o MusiCares, que oferece serviços de saúde para membros da indústria musical, e foi apresentado pelo comediante britânico Russell Brand, responsável por várias piadas sobre o passado tumultuado da banda e a idade avançada de seus integrantes. “É um milagre que ele ainda esteja vivo!”, disse Brand sobre o cantor Steven Tyler, de 71 anos, chamando-o de o “septagenário mais sexy da história”. O Aerosmith, formado em 1970 em Boston, chegou a ser considerada a resposta americana aos Rolling Stones, por sua fusão de hard rock e blues. Mas a banda implodiu após o final de sua primeira década, quando Tyler e Perry ganharam o apelido de “os gêmeos tóxicos” devido ao uso pesado de drogas. O cantor foi expulso (ou se demitiu, dependendo de quem conta) em 1979 por conta das inúmeras brigas e múltiplas passagens por clínicas de reabilitação. Perry foi reintegrado em 1984, mas o disco lançado em seguida não rendeu hits. A banda praticamente sumiu. Até que o grupo de rap Run-DMC surgiu em sua trajetória. A ideia original era usar a base de um dos antigos sucessos do Aerosmith, “Rock This Way”, numa nova gravação de 1986. Só que as negociações de direitos viraram parceria. Os artistas entraram em acordo e Steve Tyler e Joe Perry se juntaram aos rappers na versão hip-hop da música. O resultado foi histórico: a primeira parceria de rap e rock, que se estendeu ao clipe, um dos vídeos mais importantes da MTV. Foi um verdadeiro fenômeno, que popularizou o rap e trouxe o Aerosmith de volta à ativa. E a banda não decepcionou, lançando vários hits e se transformando numa das bandas de rock mais populares do mundo até os anos 2000. Conflitos internos apareceram novamente em 2009 após Tyler cair do palco e seus companheiros de banda ameaçarem contratar um novo cantor para substituí-lo. “Caso eu caia novamente, coisa que não irei fazer, vocês podem me ajudar a levantar de novo, e eu amo vocês demais por isso”, disse Tyler ao público na sexta-feira, elogiando o trabalho da MusiCares. As disputas apareceram novamente nesta semana quando o baterista Joey Kramer perdeu uma disputa jurídica para tocar no jantar após ficar fora um período por lesão no ano passado. Mas embora não tenha tocado, Kramer esteve junto de seus companheiros no palco para receber a homenagem pelo cinquentenário da banda.

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  • Música

    Novo clipe de Billie Eilish celebra a parceria com seu irmão

    24 de janeiro de 2020 /

    A cantora Billie Eilish divulgou um novo clipe, que, pela quinta vez, ela própria dirigiu. A narrativa de “Everything I Wanted” foi inspirada no irmão da cantora, Finneas, que também é seu parceiro musical. O vídeo abre com uma mensagem de Billie: “Finneas é o meu irmão e meu melhor amigo. Independentemente da situação, estaremos sempre apoiando um ao outro”. E materializa essa cumplicidade de forma mórbida, com a participação do próprio Finneas ao lado da irmã num carro, sentado no banco de passageiro, enquanto o veículo acelera numa praia, mar adentro, até ser totalmente coberto pela água. Sob o mar, os dois seguem serenos, dão as mãos e sorriem, num aparente pacto de suicídio. O single é a primeira composição de Billie e Finneas desde o álbum “When We All Fall Asleep, Where Do We Go?”, lançado em março de 2019. A artista de apenas 18 anos gravou o disco no quarto do irmão e teve seis indicações ao Grammy, incluindo Melhor Álbum, Gravação, Revelação e Música do ano. A premiação acontece no domingo (26/1), em Los Angeles.

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  • Música

    Rosalía lança clipe com participação de ator da série Elite

    24 de janeiro de 2020 /

    A cantora espanhola Rosalía lançou o clipe da música “Juro Qué”, que conta com a participação do ator Omar Ayuso, conhecido pelo papel de Omar na série “Elite”, da Netflix. Na trama do clipe, Rosalía vive uma mulher de bandido, que jura vai esperar pelo amante preso, enquanto ele cumpre sua pena. Ayuso interpreta seu amor aprisionado. Mas longe de trazer cenas de realismo prisional, o vídeo estiliza esse relacionamento, colocando uma divisória de vidro entre o quarto colorido da cantora e uma sala azulada de prisão. A direção é de Tanu Muino, que recentemente assinou o clipe de “Small Talk” (aquele dos cachorros), de Katy Perry. O colorido sempre marcou os trabalhos de Rosalía, assim como sua inspiração na música flamenca. “Juro Qué” torna isso ainda mais evidente – desta vez, com um pé no fado. Um detalhe curioso é que a música parece aludir ao disco “El Mal Querer”, lançado há 446 dias. A letra diz que seu amante está preso há mais de 400 dias. “Juro Qué” é o primeiro single inédito da cantora desde o lançamento do álbum em 2018. Rosalía está concorrendo como Revelação e Melhor Artista Latina do ano no Emmy 2020, principal premiação da indústria musical dos EUA, que vai acontecer no domingo (26/1), em Los Angeles. E vale lembrar que ela também fez uma pequena aparição no filme “Dor e Glória”, de Pedro Almodóvar, que concorre ao Oscar na categoria de Melhor Filme Internacional.

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  • Música

    Pearl Jam lança seu primeiro clipe desde 2013

    22 de janeiro de 2020 /

    O Pearl Jam está de volta. A principal banda remanescente da era grunge lançou o clipe de “Dance of the Clairvoyants”, primeira faixa de seu novo álbum, “Gigaton”. Os roqueiros americanos não lançavam um disco inédito desde “Lightning Bolt”, de 2013, nem faziam um clipe desde “Sirens”, segundo single daquele álbum. Por isso, a primeira sensação diante do novo trabalho é de choque. Em primeiro lugar, pela textura eletrônica da produção, calcada em sintetizadores e batidas eletrônicas, em vez de guitarras distorcidas. Chega a evocar a transformação sofrida pelo U2 nos anos 1990, mas, de forma inesperada, a influência musical soa mais como os Talking Heads! Também chama atenção a ausência completa dos músicos no vídeo. Tradicionalistas, os integrantes do Pearl Jam geralmente são estrelas de seus próprios clipes. Mas, desta vez, as imagens lembram documentários sobre a natureza realizados para o National Geographic ou para o circuito IMAX, com cenas aceleradas e imponentes de biologia e geologia terrestres, entre incêndios, erupções e desabrochar de flores, brevemente entrecortadas por detalhes musicais – como, por exemplo, a inserção de um auto-falante do “tamanho” da Terra, durante uma montagem com formações arredondadas, de rochas ao planeta. Há um tênue viés de crítica ambiental na letra, “poética” e subjetiva, que uma interpretação bastante esforçada pode entender como justificativa para as imagens. “Esperar a perfeição deixa muito a ignorar. Quando o passado é o presente e o futuro não existe mais, todo amanhã é o mesmo de antes”, canta Eddie Vedder no refrão. “Gigaton” é 11º disco de estúdio da banda, e será lançado em 27 de março.

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    Miss Americana: Taylor Swift revela trailer de filme sobre sua carreira

    22 de janeiro de 2020 /

    A cantora Taylor Swift divulgou em suas redes sociais o trailer e o pôster do documentário sobre sua carreira, que será lançado pela Netflix. Intitulado “Miss Americana”, o filme apresenta as mudanças que a artista sofreu ao longo da carreira, comentadas por meio de depoimentos exclusivos, em que Taylor aparece despenteada, com maquiagem básica, roupas amassadas e disposta a soar o mais confessional possível. “Executivos de gravadoras me diziam que uma boa menina não impõe suas opiniões às pessoas. Uma boa menina sorri, acena e diz ‘obrigada'”, narra ela na prévia, explicando porque resolveu sumir por um ano, mudar radicalmente sua imagem e descobrir sua verdadeira voz. “Eu tinha que desconstruir um sistema inteiro, jogar fora e rejeitá-lo”. Dirigido por Lana Wilson (“The Departure”), “Miss Americana” terá sua première mundial no primeiro dia do Festival de Sundance, que começa nesta quinta-feira (23) em Park City, Utah, nos EUA. O documentário também lançará uma faixa inédita da cantora, “Only The Young”. A estreia em streaming está marcada para 31 de janeiro.

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  • Música

    Pabllo Vittar faz denúncia polêmica sobre “censura” para “bombar” clipe

    21 de janeiro de 2020 /

    Pabllo Vittar está denunciando uma curiosa “censura” no YouTube. Em tempos de Bolsonaro, basta dizer “é o lobo” para todos se mobilizarem. Mas o cantor drag queen – que, é bom frisar, mantém identidade social masculina – pode ter errado de tom, ao fazer uso de vitimização como estratégia de marketing. Vittar gravou um Stories no Instagram para alertar seus seguidores: “Como vocês viram ontem, meninas, recebemos uma restrição de idade no clipe de ‘Parabéns’ porque estou lá segurando um copo de vodka. Sendo que já havia uma mensagem lá dizendo ‘beba com moderação’. E mesmo assim eles quiseram restringir para maior de idade”, ele disse, em seu relato. Assumindo pose de vítima, Vittar afirmou que a censura aconteceu por ele ser drag queen. “A gente sabe também que há vários videoclipes muito mais nocivos no YouTube, com conteúdos muito mais explícitos e não são restritos, não são banidos. Nem sequer são lembrados. Mas atacam a drag queen”, teorizou. Em seguida, pediu para que os fãs ajudassem a fazer o clipe bombar mesmo com esse problema imposto pelo Youtube. “Vamos fazer de ‘Parabéns’ uma das músicas deste Carnaval querendo ou não. Diga não à censura seletiva, gente! E quero que vocês saibam que isso não vai ficar assim. Eu vou recorrer na justiça. Vou ter o meu clipe de volta”, completou. Diante da acusação, o YouTube se pronunciou, deixando claro o equívoco de Vittar. “O conteúdo do vídeo não viola as políticas do YouTube e foi enviado com restrição de idade pelo usuário que fez o envio. Configurações de restrição de idade podem ser editadas pelo YouTube Studio. Se precisar, estamos aqui para ajudar! Arrasa”, informou a plataforma. Ou seja, segundo o YouTube, a iniciativa de estabelecer uma classificação etária – e não “censura” – partiu de quem postou o vídeo. Muito provavelmente da própria gravadora do cantor. Fez mais: ainda se colocou a disposição para ensinar como mudar a classificação nas configurações. Mas Vittar não apagou os posts em que pede para o público ajudar a “bombar” o clipe, para transformar “Parabéns” em hit de carnaval. Em outro post, incentivou os seguidores a aumentarem a visualização do vídeo, acusando: “Essa censura seletiva tem que acabar”. Embora o governo federal e algumas prefeituras realmente tenham transformado ataques à comunidade LGBTQIA+ e à liberdade de expressão em “política cultural”, não parece ser este o caso do clipe do cantor. O vídeo em questão não traz Vittar apenas “segurando um copo de vodka”. “Parabéns” é uma propaganda assumida de vodka, com closes (plural) na marca e com uma direção de arte estudada para refletir as cores da embalagem do produto. Trata-se sim de um comercial de bebida, como a Pipoca Moderna apontou por ocasião de seu lançamento em outubro passado. E nem foi o primeiro da carreira de Vittar. Em 2018, o CONAR (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) reforçou as restrições a comerciais de bebidas no Brasil, para incluir também as redes sociais e influenciadores digitais. Um dos pontos destacados foi justamente o fato de que “as mensagens são destinadas unicamente a adultos”. O comunicado ainda apontou que as plataformas digitais que fizerem esse tipo de comercial “deverão conter dispositivo de acesso seletivo, de modo a evitar a navegação por menores”. Portanto, se a gravadora de Vittar resolveu acatar a orientação do CONAR, não se trata de “censura”, mas observância da regulamentação que vale para todos os “influencers” – sem exceção para aqueles que são “drag queens”. Há tempos os clipes de Vittar são comerciais ambulantes de vários produtos. Se servem para incentivar consumo de mercadorias voltadas ao público adulto, devem estar sujeitos à regulamentação. A solução é simples: deixar os clipes promoverem apenas as músicas do artista. Mas Vittar não faz essa distinção e já está trabalhando com outro fabricante de bebida, desta vez refrigerante, num novo “clipe”. Como o YouTube não teve realmente nada a ver com a classificação etária de “Parabéns”, a suspeita de uma ação do CONAR passou a motivar uma mobilização online. “O clipe de ‘Parabéns’, lançado pelo cantor e drag queen brasileiro Pabllo Vittar, está sendo alvo de perseguição pelo CONAR. Existem diversos vídeos de outros artistas, majoritariamente heterossexuais, que contêm publicidade de marcas de bebidas alcoólicas (destilados) e que não foram notificados pelo CONAR. Exigimos, através desta petição, a retirada da restrição sobre o hit de Pabllo Vittar, pois o ato é visivelmente homofóbico. Caso contrário, que a restrição seja APLICADA A TODOS!”, diz o texto de um abaixo-assinado na plataforma Avaaz. A petição sugere que existem outros clipes com publicidade de bebida que não sofreram as mesmas restrições. De fato, é possível encontrar clipes do gênero no YouTube disponíveis para menores. “Make It Hot”, mais recente parceria entre Anitta e Major Lazer, é até mais explícito, ao mostrar o rótulo de uma garrafa em mega-close nos primeiros segundos de exibição. Também deveria ter classificação etária. Há até o caso de “Viaja na Skol Beats”, de MC Maiquinho, que identifica o produto no título da canção. Mas esses e outros precisariam ser denunciados para serem analisados pelo conselho. Interessados, podem tomar a iniciativa. O CONAR ainda não comentou o caso de “Parabéns”. Houve realmente uma reunião em dezembro sobre o vídeo, com anotação de decisão por “unanimidade”, mas até o momento ela não foi explicada nos relatórios de “Decisões” publicados no site oficial do conselho. O que há registrado é uma contestação de fevereiro do ano passado, em que a organização abriu representação ética contra uma ação publicitária feita pela cerveja Skol no clipe da canção “Seu Crime”. Na ocasião, a queixa foi sobre a idade de Vittar, que na época dizia ter 24 anos. Comerciais de bebida só podem ser feitos por maiores de 25 anos no Brasil. Vittar revelou que, na verdade, era mais velho do que dizia. E o clipe foi mantido no ar. Está lá na página do YouTube do cantor, inclusive para menores. Vale lembrar que, anteriormente, o CONAR deu parecer favorável – e unânime – para a exibição sem classificação etária de campanhas da Natura, do Boticário e do bombom Sonho de Valsa, que enfrentaram protestos conservadores por incluírem beijos LGBTQIA+. E que nenhum outro clipe de Vittar sofreu restrição. Estão todos disponíveis para menores. Nem sequer o clipe “censurado” saiu do ar. “Parabéns” já acumula mais de 50 milhões de visualizações. Por outro lado, existem várias peças, exposições, filmes e séries enfrentando homofobia e censura reais, impedidos de ser produzidos ou assistidos no Brasil. Pabllo Vittar se pronunciou sobre o ocorrido que aconteceu ontem com o clipe de “Parabéns” no YouTube. #DigaNãoACensuraSeletiva! pic.twitter.com/IqCYGgzK3M — Pabllo Daily (@PablloDailyV) January 21, 2020 Ver essa foto no Instagram PARABÉNS SEM RESTRIÇÃO JÁ! continuem assistindo o clipe vittarlovers e ouvindo nas plataformas, essa censura seletiva tem que acabar. Uma publicação compartilhada por Pabllo Vittar ✨ (@pabllovittar) em 21 de Jan, 2020 às 4:00 PST

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