Zendaya vai viver a cantora Ronnie Spector no cinema
A cantora Zendaya está em negociações avançadas para viver a cantora Ronnie Spector, líder do grupo vocal feminino Ronettes, em uma cinebiografia produzida pelos estúdios A24 e New Regency. A própria Spector escolheu pessoalmente a atriz vencedora do Emmy por “Euphoria” para retratá-la. As duas também vão compartilhar a produção do filme, junto com Marc Platt, que atualmente está produzindo as adaptações para o cinema de “A Pequena Sereia” e “Wicked”. O filme será baseado na autobiografia “Be My Baby”, que Spector escreveu com Vince Waldron, e as negociações com Zendaya acontecem antes mesmo do roteiro começar a ser escrito. Segundo o site da revista Variety, também há negociações paralelas com a vencedora do Pulitzer, Jackie Sibblies Drury, para assinar a adaptação. Refletindo a autobiografia, o filme dará ênfase ao início da carreira da cantora, particularmente à formação do grupo Ronettes, o sucesso comercial com o hit “Be My Baby” e o envolvimento com o produtor Phil Spector, com quem Ronnie acabou se casando. Mas também deverá mostrar o divórcio e a batalha da cantora para recuperar os direitos de suas músicas. Zendaya será visto a seguir na superprodução sci-fi “Duna”, com Timothée Chalamet, e “Malcom & Marie”, drama indie que ela filmou ao lado de John David Washington durante a quarentena – e que foi recentemente vendido para a Netflix por US$ 30 milhões. Relembre abaixo dois grandes hits das Ronettes, com Ronnie ao centro.
Filme inspirado pela vida de Céline Dion ganha primeiro trailer
A Gaumont divulgou o pôster e o trailer de “Aline”, um drama musical francês inspirado pela vida da cantora Céline Dion. O filme tem roteiro, direção e é estrelado pela estrela francesa Valerie Lemercier (“50 São os Novos 30”). Ela interpreta a Aline do título, uma cantora fictícia que tem uma vida bastante parecida com a de Céline Dion. A trama acompanha a artista desde a infância no Canadá, na região do Quebec durante a década de 1960, passa por sua transformação em cantora nos anos 1980 e segue até seu estrelado, enfatizando seu romance e seu casamento com o empresário bem mais velho que a descobriu. Na vida real, Céline se casou com o homem que a descobriu e apostou tudo no seu sucesso, René Angélil, falecido em 2016. A estreia está marcada para 18 de novembro na França.
Billie Eilish vai ganhar documentário na Apple TV+. Veja o teaser
A cantora Billie Eilish vai ganhar um documentário. Intitulado “Billie Eilish: The World’s a Little Blurry” (O mundo está meio borrado), a produção ganhou seu primeiro teaser, que revela que será lançada em fevereiro de 2021 pela plataforma Apple TV+. Não há muitos detalhes sobre o projeto, que terá direção de R.J. Cutler, responsável pelo filme “Se Eu Ficar” (2014) e vencedor do Emmy pelo reality “American High” (2000). O documentário acontece durante a melhor fase da carreira de Billie Eilish, que venceu múltiplos prêmios no Grammy 2020, se apresentou no Oscar e gravou o tema do novo filme de James Bond, “007 – Sem Tempo para Morrer”.
Veja o clipe de Travis Scott lançado em IMAX com o filme Tenet
O rapper Travis Scott disponibilizou no YouTube o clipe de “Franchise”, que foi lançado nos cinemas IMAX antes das sessões de “Tenet” nos EUA. A conexão se deve ao fato de Scott ter contribuído com uma música inédita (“The Plan”) para o filme de Christopher Nolan. Dirigido pelo próprio rapper em parceria com White Trash Tyler, após o último assinar um documentário sobre Scott para a Netflix (“Travis Scott: Voando Alto”), o vídeo também tem participações de Young Thug e da sumida M.I.A. A narrativa abraça o rap ostentação e explora o endosso a um produto fictício, enquanto a letra bate recorde de citações a marcas como Nike, Sprite, Kawasaki, Google, Kodak, etc. Scott ainda cita textualmente diretores e filmes, e grava cenas que remetem à “Humble.”, de Kendrick Lamarr, e ao terror “Midsommar” (a roupa literalmente florida de M.I.A.). Ao final, “Franchise” tanto pode ser visto como uma crítica à transformação dos clipes em comerciais publicitários de marcas aleatórias quanto seu oposto, uma apologia ao business acima de tudo, levada adiante pelo rapper que virou McLanche Feliz (The Travis Scott Meal). “Bangers in the system, it’s that”. Confira abaixo e tire suas conclusões.
Zayn lança clipe após virar papai
O cantor Zayn Malik lançou o clipe de “Better”, música romântica sobre a superação de um coração partido. Com tema e falseto de música sertaneja, batida de hip-hop e refrão de R&B, a gravação segue a tendência do pop genérico atual, que além de não diferenciar muito os estilos de seus intérpretes também confunde os gêneros, trazendo um pouco de tudo ao mesmo tempo para agradar o maior número de fãs possível. O vídeo dirigido por Ryan Hope, que fez muitos comerciais da Prada, remete a ensaio de moda, com o cantor britânico mostrando as tatuagens e o abdômen definido, enquanto veste um terno de grife com cara de quem se leva a sério. Revelado na sexta (25/9), dois dias após o nascimento da primeira filha do artista com a modelo Gigi Hadid, o clipe de “Better” também é o primeiro trabalho do ex-One Direction em 2020, e faz parte do repertório de seu vindouro terceiro álbum-solo. O disco anterior, “Icarus Falls” foi lançado em 2017 com nada menos que 27 faixas, mais duas músicas bônus, e foi um estrondoso fracasso comercial.
Jennifer Lopez e Maluma vivem romance criminal em dois clipes
Jennifer Lopez lançou dois clipes com participação de Maluma, em que os dois esbanjam sensualidade como um casal. Mas o romance não termina bem. O primeiro, “Pa Ti”, é pura ostentação, com mansão, carrões e negócios bilionários. Só que a casa cai no segundo, “Lonely”, quando o FBI acorda o casal e leva J-Lo para a prisão. Os negócios, aparentemente, eram ilícitos. E para piorar Maluna, de 26 anos, tinha uma paixão de mentirinha pela cantora com o dobro de sua idade, revelando-se um agente infiltrado para levantar seus crimes. A historinha serve para mostrar a química da dupla, que será vista a seguir vivendo um casal na comédia “Marry Me”, estreia de Maluma como ator de cinema. No longa, dirigido por Kat Coiro (“Disque Amiga para Matar”), o romance também não dá certo. Já os clipes cantados em espanhol e inglês, repletos de “product placements” (propaganda escancarada de produtos), foram dirigidos por Jessy Terrero, parceiro frequente de Maluma – que inclusive registrou dois duetos do cantor colombiano com Anitta.
Juliette Gréco (1927 – 2020)
A cantora e atriz francesa Juliette Gréco, musa do existencialismo, morreu nesta quarta feira (23/9) aos 93 anos, em sua casa em Ramatuelle, na França. Ela foi símbolo de resistência, mas também ícone da moda, uma artista que simbolizou o “radical chique” da boemia parisiense. Foi grande amiga do casal formado pelo filósofo Jean-Paul Sartre e a escritora feminista Simone de Beauvoir, e também amante da lenda do jazz Miles Davis e do poderoso produtor de Hollywood Darryl F. Zanuck. Sua rebelião começou na adolescência e lhe rendeu prisão, com apenas 16 anos, pela Gestapo, a polícia nazista, durante a ocupação alemã da França. Ela tomou o lugar da mãe e da irmã mais velha na Resistência Francesa, após as duas serem enviadas a um campo de concentração, e lutou pela libertação de seu país. Presa, só foi poupada dos campos de concentração e da deportação para a Alemanha por causa de sua idade. Mas suas experiências de guerra selaram uma aliança vitalícia com as causas da esquerda política. Após a guerra, ela virou cantora e passou a se apresentar nos chamados cafés existencialistas da época. Seus shows e presença marcante na noite parisiense foram imortalizados por alguns dos fotógrafos mais famosos de todos os tempos, como Robert Doisneau e Henri Cartier-Bresson, que transformaram seu look entristecido, sempre de roupas pretas, em modelo para a juventude beatnik. Ela também foi uma das primeiras mulheres a usar camisetas no dia-a-dia, numa época em que o visual era identificado como masculino. Juntava-se a isso um voz sombria, que a tornava a intérprete perfeita das canções de “fossa” compostas por Jacques Prévert (“Je Suis Comme Je Suis”, “Les Feuiles Mortes”), Jacques Brel (“Ça va la Diable”), Leo Ferré (“La Rue”) e, nos anos 1960, Serge Gainsbourg (“La Javanaise”). Mas até Jean-Paul Sartre e o escritor Albert Camus escreveram letras para ela cantar. Em 1952, ela veio pela primeira vez ao Brasil, apresentando-se no Rio de Janeiro, numa turnê que deveria durar 15 dias. Mas ela se apaixonou pelo país e não queria mais ir embora. Ficou meses e chegou a considerar o casamento com um amante brasileiro. Sua carreira, porém, só decolou para valer dois depois, quando foi convidada a se apresentar na sala de concertos Olympia de Paris – então o templo da música popular francesa. Paralelamente, Gréco também se lançou como atriz, convidada pelos amigos cineastas e intelectuais para pequenos papéis, como em “Orfeu” (1950), de Jean Cocteau, e “Estranhas Coisas de Paris” (1956), de Jean Renoir, entre muitos outros filmes. Até que a indústria cinematográfica francesa passou a vê-la como protagonista, escalando-a como estrela de filmes como “Quando Leres Esta Carta” (1953) e “Rapto de Mulheres” (1956). Logo, ela começou a ser cortejada por Hollywood. Ou, mais especificamente, cortejada por Darryl F. Zanuck, o chefão da 20th Century Fox, que a importou para o filme “E Agora Brilha o Sol” (1957), de Henry King, superprodução com um dos elencos mais grandiosos da época – Tyrone Power, Ava Gardner, Errol Flynn, Mel Ferrer, etc. Juliette Gréco acabou promovida a protagonista de Hollywood em seu filme seguinte, “Raízes do Céu” (1958). Ela aparecia seminua no pôster, envolta numa toalha e com Errol Flynn, o grande machão do cinema americano, prostrado a seus pés. Zanuck apostava em consagrá-la, mas o filme enfrentou um grande problema de bastidores. Rodado na África equatorial, ficou mais conhecido pelas bebedeiras de Errol Flynn, pelo surto de malária que afligiu o elenco e pela ausências do diretor John Huston, que preferia caçar a seguir cronograma de filmagens. Foi um desastre e a produção teve que ser finalizada num estúdio em Paris, com a maioria dos atores febris. Para completar, Zanuck ainda decidiu realizar sua montagem em Londres, para ficar próximo de Gréco, enquanto ela fazia sua estreia no cinema britânico, no thriller “Redemoinho de Paixões” (1959). O próprio Zanuck escreveu o filme seguinte de sua musa, a adaptação de “Tragédia num Espelho” (1960), em que ela foi dirigida por Richard Fleischer e contracenou com Orson Welles. Fleischer também a comandou em “A Grande Cartada” (1961), mas sua carreira hollywoodiana não foi o sucesso esperado. Contratada como atriz, ninguém esperava que ela cantasse em seus filmes, e isso pode ter lhe frustrado. Não por acaso, o maior clássico de cinema de sua carreira foi uma produção em que interpretou a si mesma, cantando em inglês a música-título de “Bom Dia, Tristeza”, numa pequena cena do famoso filme estrelado por Jean Seberg em 1958. Ela acabou voltando para a França, onde estrelou mais alguns filmes. Mas foi uma minissérie francesa que lhe deu seu maior reconhecimento como atriz: “Belphegor – O Fantasma do Louvre”, um mistério sobrenatural de 1965 sobre um fantasma que assombrava o museu do Louvre. Gréco ainda atuou na superprodução “A Noite dos Generais” (1968), um suspense passado durante a 2ª Guerra Mundial e estrelado por Peter O’Toole e Omar Sharif, e na comédia “Le Far-West” (1973), escrita, dirigida e protagonizada por seu colega cantor Jacques Brel, antes de se afastar do cinema por um quarto de século. Sua carreira nas telas só foi retomada em 2001 por conta de uma homenagem, ao ser convidada a figurar rapidamente numa nova versão de sua célebre minissérie, lançada no cinema com o título de “O Fantasma do Louvre” e com Sophie Marceau em seu papel original. Depois disso, ela ainda estrelou um último filme, o alemão “Jedermanns Fest”, ao lado de Klaus Maria Brandauer no ano seguinte. No período em que se afastou das telas, a artista priorizou a música. Em 1981 foi praticamente expulsa do Chile, então sob a ditadura de Augusto Pinochet, por cantar canções censuradas pelo regime militar. Apesar de muitos amantes conhecidos, entre homens e até mulheres famosas, ela também foi uma esposa dedicada. Casou-se três vezes: brevemente em 1953 com o ator Philippe Lemaire, com quem teve uma filha (Laurence-Marie, falecida em 2016), depois, com o famoso ator Michel Piccoli entre 1966 e 1977 e, por fim, vivia desde 1988 com o pianista e compositor Gérard Jouannest, que co-escreveu algumas das melhores canções de Jacques Brel, incluindo “Ne Me Quitte Pas”. Ela seguiu cantando até os 89 anos, quando sua carreira foi encerrada por um derrame. A causa da morte não foi divulgada.
Sepultura lança clipe ambientalista contra devastação da Amazônia
A banda Sepultura voltou às suas raízes (ou “roots bloody roots”) com o lançamento do clipe de “Guardians of the Earth”, música que integra o novo álbum “Quadra”, lançado em fevereiro passado. O vídeo dirigido por Raul Machado (que trabalhou com Anitta) a partir de imagens cedidas por ONGs, retoma a célebre temática amazônica do álbum “Roots” (1996), último disco da formação clássica, ao juntar uma letra de temática ambientalista com imagens da devastação da floresta, queimadas e povos indígenas. Mas o som é completamente diferente, resultado da mudança de integrantes, mais progressivo que tribal. “Quadra” é o 15º álbum do Sepultura, que na formação atual conta com Derrick Green nos vocais, Andreas Kisser na guitarra, Paulo Jr. no baixo e Eloy Casagrande na bateria e percussão.
Justin Bieber lança clipe dramático com atriz da série Star
O cantor Justin Bieber lançou o clipe de “Holy”, que é praticamente um curta cinematográfico. Assinado por Colin Tilley (parceiro do cantor desde 2010), o vídeo de “Holy” traz Bieber como um operário da indústria petrolífera que perde o emprego quando a fábrica fecha e vê seus planos de casar com uma enfermeira, vivida por Ryan Destiny (a Alexandra Crane da série “Star”), naufragarem. Para completar, o casal é despejado por atrasar o aluguel. Sem teto e sem rumo, o clipe não vira uma desgraceira completa porque um bom samaritano em uniforme militar, vivido por Wilmer Valderrama (Nick Torres em “NCIS”), resolve acolher os dois jovens e alimentá-los em sua casa. O clima de depressão econômica, registrado em tom sépia, é bastante dramático, e combina com a melodia da balada triste, inspirada em clássicos da música soul. Mas a música só ganha vida realmente quando Chance the Rapper interrompe a choradeira com versos velozes e furiosos – em que cita até o grande “esquerdista” Lionel Messi. Confira.
Anitta lança clipe da parceria com Cardi B, gravado em Salvador
Anitta lançou o clipe de sua parceria com a rapper americana Cardi B. Gravado no Pelourinho, em Salvador, o vídeo de “Me Gusta” traz as duas entre percussão afro e modelos brasileiras, desfilando nas ruas e numa passarela improvisada, enquanto cantam em inglês e espanhol, acompanhadas pelo porto-riquenho Myke Towers. Quem conhece Cardi B pelos hits “WAP”, “Money” e “I Like It” pode se espantar por sua desenvoltura em espanhol. Mas ela nasceu no caldeirão cultural do Bronx, em Nova York, filha de pais caribenhos. Ela também já se mostrou fã de funk brasileiro, tendo compartilhado vídeos cantando hits do gênero nas redes sociais. Mas a verdade é que Cardi B não veio ao Brasil. Sua participação foi virtual, inserida por efeito especial. Ficou bem convincente. A música tem produção de Rafa Dias e Wallace Carvalho, integrantes do grupo baiano Attooxxa, enquanto o vídeo foi dirigido pelo americano Daniel Russell, que já trabalhou com Cardi B anteriormente – além de Justin Timberlake, SZA, Missy Elliott, Normani e Khalid.
Lady Gaga lança clipe delirante com direção de Tarsem Singh
Lady Gaga voltou à música dançante com o lançamento de “911”. A música segue a tendência atual do revival nu disco (pode chamar de electropop), num resgate do som consagrado na cena house francesa dos anos 1990, que deixou o underground para ter em Dua Lipa um de suas maiores representantes. Melhor que a música é o clipe, literalmente delirante, dirigido por um especialista neste tipo de produção, o cineasta indiano Tarsem Singh, voltando a seus dias de “A Cela” (2000) e “Dublê de Anjo” (2006). Repleto de cenas surreais, com figurino audacioso e muita abstração, o vídeo evoca imagens oníricas, que, ao final, revelam vir de uma intersecção entre o consciente e o inconsciente da cantora. Quando a cantoria termina, Lady Gaga troca os tons melódicos pelos gritos e a câmera revela cenas de um acidente de trânsito. Ela acorda cercada de paramédicos e, aos poucos, encontra os elementos “reais” que inspiraram seu devaneio, entre cartazes de festival de cinema armênio, transeuntes aleatórios, emblemas médicos, luzes piscantes, outdoor com propagandas turísticas – e com direito a publicidade descarada de uma certa marca de equipamentos eletrônicos. Por curiosidade, a exposição das “pistas” segue um padrão de filme de suspense do estilo “whodunit” – como a cena final de “Os Suspeitos” (1995). Música e acompanhamento visual seriam inspirados por um remédio antipsicótico que a cantora toma para não surtar. “911” é o terceiro e melhor single de “Chromatica”, sexto álbum da cantora, lançado em maio passado.
Madonna anuncia que vai dirigir filme sobre sua vida
Depois de confirmar que estava ajudando a roteirista Diablo Cody (vencedora do Oscar por “Juno”) a escrever um filme sobre sua vida, Madonna anunciou que ela própria vai dirigir a produção. A estrela da música pop se associou à poderosa produtora Amy Pascal, ex-presidente da Sony Pictures e responsável pelos novos filmes do Homem-Aranha, e fechou investimento e distribuição com o estúdio Universal para realizar o longa. O filme literalmente autobiográfico tem título provisório de “Live to Tell”, que quer dizer “viver para contar” e é também nome de uma música de Madonna, mas ainda não possui previsão de estreia. “Quero transmitir a incrível jornada a que a vida me levou como artista, música, dançarina – um ser humano tentando abrir seu caminho neste mundo”, disse Madonna, em comunicado oficial sobre o projeto. “O foco desse filme sempre será a música. A música me manteve seguindo em frente e a arte me manteve viva. Existem tantas histórias inspiradoras e não contadas e quem melhor para contá-las do que eu? É essencial compartilhar a montanha-russa da minha vida com minha voz e visão. ” Madonna e Diablo Cody têm divulgado o progresso do roteiro há um mês, em diversos vídeos no Instagram. Num vídeo postado na quinta (10/9), elas celebraram ter ultrapassado as 100 primeiras páginas. “E tenho tanto mais para contar…”, disse Madonna na ocasião. O filme vai abordar a chegada da cantora na Manhattan dos anos 1980, quando conviveu com artistas como Andy Warhol, Keith Haring, Jean-Michel Basquiat e Martin Burgoyne, e se tornou uma figura conhecida na cena dançante da época. “Honestamente, [aquela fase foi] um dos melhores momentos da minha vida, e um dos piores também. Espero poder retratar ou expressar como foi emocionante para mim em todos os sentidos”, ela afirmou anteriormente sobre o projeto. A cantora também adiantou que a obra não será um musical, ainda que tenha muita música envolvida. E prometeu “uma cena incrível da composição da canção ‘Like a Prayer’”, a história de sua experiência “devastadora” com a Pepsi e os bastidores da canção “Vogue”. Ela ainda garantiu que retratará alguns episódios conturbados da carreira, citando brigas nos bastidores de “Evita” (1996) com Andrew Lloyd Webber, autor do musical que inspirou o longa. Com uma carreira que se estende por quase quatro décadas e vai muito além da música, o que não vai faltar é assunto. A relevância contínua de Madonna deve-se ao seu destemor em se reinventar, algo que ela fez com sua música nos anos 1990 e quando decidiu se tornar diretora de cinema. O filme sobre ela mesma será seu terceiro longa, após “Sujos e Sábios” (2008) e “W.E.: O Romance do Século” (2011). A próxima etapa da produção deve ser a mais curiosa. Ver quem Madonna escolherá para interpretá-la.
Al Kasha (1937 – 2020)
O compositor Al Kasha, que venceu duas estatuetas do Oscar por canções dos filmes “O Destino de Poseidon” (1971) e “Inferno na Torre” (1974), morreu na segunda (14/9) em Los Angeles (EUA), aos 83 anos. A causa da morte não foi confirmada. Nascido no Brooklyn, em Nova York ele morava na casa em que sua mãe e seu pai tinham uma pequena barbearia e um salão de beleza, que ficava em frente aos estúdios Warner Brothers-Vitagraph, onde ele e seu irmão atuaram como figurantes de vários trailers de filmes da época. Sua carreira deslanchou quando um executivo estúdio o ouviu cantar. Aos 16 anos, ele começou a escrever canções e rapidamente suas composições começaram a ser gravadas por artistas como Jackie Wilson, Elvis Presley e Bobby Darin. Aos 22, tornou-se produtor musical. E por volta dos 30, virou chefe de talentos da CBS Records. Apesar da carreira frutífera em Nova York, ele se mudou para Hollywood nos anos 1960 para trabalhar com cinema. Sua primeira música a entrar numa trilha sonora foi “Lonely Life”, no filme “Na Onda do Twist” (1961). E em 1966 emplacou sua primeira trilha sonora, como compositor da comédia de espionagem “The Fat Spy”, estrelada por Phyllis Diller. Seus trabalhos mais famosos foram as músicas “The Morning After” (de “Poseison”) e “We May Never Love Like This Again” (de “Inferno”), ambas gravadas por Maureen McGovern. A consagração das duas baladas de filmes de catástrofe com o Oscar de Melhor Canção tiveram impacto no gênero, influenciando até hoje as produções de desastres a incluir hits românticos – como “I Don’t Wanna Miss a Thing”, do Aerosmith, em “Armageddon”. Kasha também foi indicado ao Oscar por seu trabalho em “Meu Amigo o Dragão” (1977), clássico infantil da Disney, concorrendo em duas categorias: Melhor Trilha Sonora e Melhor Canção Original por “Candle on the Water”, mas desta vez não venceu. Entre as mais de 30 trilhas de sua carreira, destacam-se ainda as animações “Todos os Cães Merecem o Céu” (1989) e “Rudolph, a Rena do Nariz Vermelho” (1998). Nos últimos anos, ele vinha dedicando-se mais a trabalhos televisivos e teatrais. Junto com seu parceiro e amigo Joel Hirschhorn, que morreu em 2005, compartilhou duas indicações ao Tony, o Oscar do teatro, pelos musicais “Sete Noivas para Sete Irmãos” e “Copperfield”. Além disso, passou a dar mais importância a outro aspecto de sua carreira. Cristão fervoroso, Kasha foi ordenado pastor em 1984. Desde então, criou grupos de estudos bíblicos em Hollywood, começou a dar palestras religiosas e, em 2003, fundou a sua própria igreja, a Oasis Christian Fellowship.












