Anitta lança disco em português cheio de parcerias, de Wesley Safadão a Pocah
Os fãs da Anitta receberam uma surpresa nesta quarta (30/11) com o lançamento de um novo EP da artista apenas com músicas em português e cheio de participações musicais. O projeto teve as primeiras músicas vazadas antes do horário previsto, que seria às 21h na Apple Music. Chamado de “À Procura da Anitta Perfeita”, título que evoca o álbum solo de Marcelo D2 de 2003 (“À Procura Da Batida Perfeita”), o disco tem sete músicas e parcerias com artista bem variados, como Maiara e Maraisa, Wesley Safadão, MC Danny & Hitmaker, Lexa e Pocah, entre outros. Anitta comentou o vazamento no Twitter, dando a entender que a culpa foi de W. Muitos viram indireta para sua gravadora (Warner). “Meus fãs amados, o EP era uma surpresa para vocês. Sairia oficialmente hoje às 21h. Peço desculpas publicamente às outras plataformas que perderam a exclusividade do lançamento surpresa nessas faixas. Mas W é W e infelizmente não dá para contar que tudo vá acontecer como planejado”, escreveu ela. “Enquanto isso, seguimos por aqui tirando leite de pedra. E compartilhando as vitórias com vocês. Beijos e muito amor. Espero que gostem da ‘surpresa'”, acrescentou ela. Vendo a polêmica que alimentou, ela ainda tentou corrigir. “W de Wandinha… estou adorando essa série”, despistou, para logo em seguida completar: “As outras faixas do EP foram misteriosamente salvas do equívoco e sairão como planejado”. Vale lembrar que Anitta e Warner se desentenderam no meio do ano. “Basicamente eu tenho uma música que eu amo e quero lançar o quanto antes, mas minha gravadora não deixa”, disse ela. “Estou nessa indústria há oito anos e vendi mais de 165 milhões de discos, mas minha gravadora está dizendo que não posso lançar [a música] a não ser que eles possam criar um momento viral no TikTok”, ela desabafou, reclamando da falta de investimentos da gravadora em seus projetos. Ignorando a polêmica, Maraisa comemorou o trabalho com a funkeira. “O hit do carnaval temos! De uma amizade, um grande feat, nossa participação veio no momento certo, alegre e dançante para curtir no Carnaval. Esse era o feat gigante que tinha falado, que seja o 1º feat de vários juntas! Ouçam muito! Para cima”, escreveu a sertaneja no Twitter. Lexa também comentou: “Eu falei que tinha surpresa chegando!” Seis das sete faixas do disco podem ser ouvidas abaixo. Faltou apenas “Vem Galopar”, faixa solo que encerra o EP, que ainda não foi liberada.
Metallica lança clipe de primeira música nova em 6 anos
Metallica lançou o clipe de “Lux Æterna”, primeiro single de seu novo álbum, “72 Seasons”, 12º trabalho de estúdio da banda veterana de rock. Previsto para abril de 2023, o lançamento será o primeiro disco com material inédito do quarteto desde “Hardwired… to Self-Destruct” (2016). O clipe de “Lux Æterna” tem direção de Timothy Saccenti (de clipes do Depeche Mode) e traz os músicos tocando o rock pesado numa plataforma giratória, bastante iluminada, como se fosse um show. Foi filmado em Los Angeles com “tecnologia de ponta bem louca”, segundo os roqueiros. Além do álbum, o Metallica anunciou uma nova turnê com início também previsto para abril de 2023. A princípio, os shows se restringirão a países da Europa e da América do Norte, e vão se estender até 29 de setembro de 2024. Não foram divulgadas datas no Brasil.
Irene Cara, estrela de “Fama” e cantora de “Flashdance”, morre aos 63 anos
A cantora e atriz Irene Cara, que venceu dois Oscars de Melhor Canção, morreu no sábado aos 63 anos, na Flórida. A causa da morte não foi divulgada. Irene Cara nasceu em 18 de março de 1959, na região do Bronx, em Nova York, e era filha de um saxofonista porto-riquenho, e era conhecida por cantar “Flashdance… What a Feeling”, da trilha de “Flashdance – Em Ritmo de Embalo” (1983) e a música-título de “Fama” (1980), ambas premiadas pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA. A artista também estrelou “Fama” como atriz, após se destacar anteriormente em outro musical: “Sparkle”, de 1976, sobre três irmãs cantoras cujos laços familiares são rompidos enquanto buscam a fama. O começo de sua carreira foi justamente em musicais da Broadway, ainda adolescente, de onde ela saiu para estrelar o romance interracial “Aaron Loves Angela” (1975) no cinema. Depois de “Sparkle”, ainda teve papéis proeminentes na minissérie de televisão “Raízes II” (1979) e no telefilme “Jim Jones: A Tragédia da Guyana” (1980). Mas foi no musical de 1980 de Alan Parker que ela despontou para o sucesso. Cara viveu a protagonista de “Fama”, Coco Hernandez, lutando ao lado de estudantes de um escola de artes cênicas para aperfeiçoar seus talentos e buscar viver de arte. O filme foi um fenômeno de bilheteria e de venda de discos. Ela cantou a faixa-título e o hit “Out Here on My Own”, que entraram nas listas das músicas mais tocadas do ano. Ambas ainda foram indicadas ao Oscar de Melhor Canção Original, numa disputa que deu a estatueta para “Fame”. A repercussão levou Cara a ser indicada ao Grammy de Melhor Artista Revelação e Melhor Performance Pop Feminina de 1980. E em 1983 ela dobrou o feito como cantora e coautora de “What a Feeling”, que lhe rendeu vitórias no Grammy e no Oscar em 1984. Entretanto, após atingir esse ponto alto da carreira, Cara viu tudo desabar com grande rapidez. Ela estrelou uma seleção de filmes muito ruins nos anos 1980, incluindo a comédia besteirol “Taxi Especial” (1983) com Mr. T., a comédia de ação “Cidade Ardente” (1984) com Clint Eastwood e o thriller “Choque Mortal” (1985) com Tatum O’Neal. Nenhum desses trabalhos fez sucesso comercial, o que a colocou na rota das produções trash e encurtou sua carreira. Em 1989, ela fez seu último filme: “Caged in Paradiso”, em que viveu uma presidiária encarcerada com outras mulheres numa ilha tropical. Depois disso, ainda estrelou a série policial “Anjo Maldito” (Gabriel’s Fire), ao lado de James Earl Jones, mas a produção durou apenas uma temporada, entre 1990 e 1991, e Cara só voltou a trabalhar como dubladora de games e animações lançadas diretamente em vídeo. Paralelamente, a carreira musical sofreu com sua decisão de processar sua gravadora, Network Records, por se sentir usada e roubada. No processo aberto em 1985, Cara pediu US$ 10 milhões, afirmando que a Network havia explorado o seu trabalho e sua confiança, fazendo-a assinar contratos que lhe custaram mais de US$ 2 milhões. A ação correu na Justiça durante oito anos, antes de a Corte reconhecer que Cara, de fato, havia sido prejudicada pela gravadora. Mas ela só ganhou US$ 1,5 milhão de indenização, grande parte comprometida com os custos do processo, e terminou com a reputação prejudicada numa época em que mulheres deveriam apenas fazer o que lhes era mandado. Em entrevistas ao longo dos anos, Cara afirmou que foi renegada pela indústria musical após ir atrás de seus direitos, recebendo o rótulo de “difícil”. Cara teve um último salvo de fama ao regravar “Flashdance… What a Feeling” com DJ BoBo para a trilha da comédia “Ou Tudo ou Nada” de 1997. O filme fez bastante sucesso e devolveu a música às rádios, lhe permitindo reviver pela última vez seus dias de glória. Historicamente, “Fama” e “Flashdance” se diferenciaram dos musicais que os precederam por mostrar diversidade racial e histórias de superação de personagens da classe trabalhadora. Isto também ajudou a transformar suas músicas em hinos de desprivilegiados dispostos a vencer as adversidades sociais. Esse detalhe foi lembrado pela atriz Jennifer Beals, que estrelou “Flashdance”, ao homenagear Cara em seu Instagram, enquanto celebrava o multitalento da artista. “Foi preciso uma bela sonhadora para criar e cantar as trilhas sonoras para aqueles que ousam sonhar.” Lembre abaixo os três maiores hits de Irene Cara.
Jennifer Lopez anuncia novo disco inspirado na época de “Jenny from the Block”
A atriz e atriz Jennifer Lopez vai retomar sua atividade musical. Nesta sexta (25/12), ela anunciou o lançamento de seu primeiro álbum em oito anos, “This Is Me… Now”. O título é uma referência ao disco de maior sucesso de sua carreira: “This Is Me… Then”, lançado há 20 anos com os hits “Jenny from the Block” e “All I Have”. Ela compartilhou detalhes do álbum, como o título das 13 canções, em postagem nas suas redes sociais. Curiosamente, como parte da campanha de lançamento, JLo arquivou todos os posts que estavam em sua linha do tempo no Instagram. Com isso, agora só a postagem sobre o disco novo encontra-se disponível. Há um detalhe significativo na escolha da referência ao disco de 2002. Na época, as canções aludiam ao relacionamento da cantora com seu noivo. Era ninguém menos que Ben Affleck, com quem ela casou este ano após o fim do relacionamento original de duas décadas atrás. O ator é citado nominalmente no título da balada “Dear Ben” e ainda participa do famoso clipe de “Jenny from the Block”. 20 anos depois, Dear Ben e JLo estão casados e ele volta a figurar com destaque no disco, com direito a uma “Dear Ben pt. II”. “This is me… Now” será lançado em 2023. O último álbum de JLo foi “A.K.A.”, de 2014. Lembre abaixo o clipe de “Jenny from the Block”.
Wilko Johnson, roqueiro e ator de “Game of Thrones”, morre aos 75 anos
O músico Wilko Johnson, famoso guitarrista da banda britânica Dr. Feelgood e ator da série “Game of Thrones”, morreu na segunda-feira (21/11) aos 75 anos. Ele chegou a ser diagnosticado com câncer terminal, mas tinha superado a doença e viveu por uma década após ter recebido a sentença de morte natural. John Wilkinson, seu nome de batismo, nasceu em 12 de julho de 1947, em Canvey Island, uma cidade petroleira na Inglaterra. Ele estudou literatura anglo-saxônica na Universidade de Newcastle e trabalhou como professor antes de formar o Dr. Feelgood em 1971 com amigos locais. Em uma época de glamour extravagante e rock progressivo, eles tocavam uma versão de blues e R&B minimalista e raivosa, vestidos com ternos e gravatas baratos que os faziam parecer como “ladrões de banco de má qualidade”, conforme definiu o próprio Johnson certa vez. O visual “mod sem dinheiro” e o rock tocado de forma veloz e barulhenta chegou a ser chamado de “pub rock”, mas foi precursor do movimento punk e acabou inspirando muitas outras bandas, que impulsionaram a explosão punk do Reino Unido. Sua abordagem raivosa de rockabilly também foi o estopim de um revival do gênero. Com três álbuns influentes e um disco ao vivo estouradíssimo, eles estiveram à beira da fama global, chegando ao 1º lugar no Reino Unido com turnês marcadas pelos Estados Unidos e um contrato vultoso com a CBS Records. Mas tudo isso ruiu em 1977, quando Johnson saiu da banda em meio a atritos com o vocalista Lee Brilleaux, que morreu em 1994. Johnson disse mais tarde que se a banda tivesse sido capaz de seguir os pedidos de seus empresários para se comportarem, “tenho certeza de que seríamos multimilionários. Mas nós não conseguimos. Nós éramos de Canvey Island. Éramos apenas grandes amigos e nos separamos”. Apesar da separação, Dr. Feelgood continua na ativa até a morte do cantor, mas Wilko Johnson seguiu em frente. Passou a tocar na banda de Ian Dury, os Blockheads, antes de formar sua própria banda e uma base devota de fãs, principalmente no Reino Unido e no Japão. Além de música, Johnson também se arriscou como ator. Ele foi convidado e aceitou interpretar o personagem Ilyn Payne, um cavaleiro mudo que serve ao rei Baratheon (Robert e seu herdeiro Joffrey) em quatro episódios da série “Game of Thrones”, entre a 1ª e a 2ª temporada (2011-2012). Em 2012, Johnson foi diagnosticado com câncer de pâncreas e recebeu a notícia de que tinha pouco tempo de vida. A perspectiva da morte reviveu sua energia criativa. Ele recusou a quimioterapia e decidiu fazer uma turnê de despedida, gravando um álbum “final”, “Going Back Home”, com Roger Daltrey do The Who. “De repente, me vi em uma posição em que nada mais importava”, disse ele à Associated Press em 2013. “Normalmente, sou um miserável comum, que reclamava da cobrança de impostos e com todas as coisas com as quais nos preocupamos no cotidiano. E de repente nada disso importava mais. Você passa a andar na rua e se sentir intensamente vivo. ‘Oh, olhe para aquela folha!’ Você olha em volta e pensa: ‘Estou vivo. Não é incrível?’” Mas um fã do Dr. Feelgood, que também era especialista em câncer, surgiu em sua vida se oferecendo para lhe ajudar. Johnson aceito. Passou por uma cirurgia para remover seu tumor de quase três quilos, e anunciou em 2014 que estava livre do câncer. Ele lançou outro álbum, “Blow Your Mind” em 2018, e fez shows com sua Wilko Johnson Band até o mês passado. Ao saber da morte do colega, Roger Daltrey prestou uma homenagem. “Mais do que tudo, Wilko queria ser poeta”, escreveu ele no site oficial do The Who. “Tive a sorte de conhecê-lo e tê-lo como amigo. Sua música continua viva, mas não há como escapar da cortina final desta vez.” Lembre abaixo o pioneirismo de Dr. Feelgood com Wilko Johnson e a recente parceria mod do guitarrista com Roger Daltrey (tocando um clássico do repertório do Dr. Feelgood).
Artistas homenageiam Erasmo Carlos: “Um gigante”
Vários artistas usaram as redes sociais e a imprensa para expressar sua tristeza tristeza na tarde desta terça (22/11) pela morte de Erasmo Carlos. Companheiros de geração e até jovens que o idolatravam se manifestaram em tributo ao talento “tremendão” que o Brasil perdeu. Roberto Carlos e Wanderléa, dois dos amigos mais antigos de Erasmo Carlos, abrem a fila de tributos. Com Erasmo, o trio simbolizou a Jovem Guarda, aparecendo juntos em shows, no programa musical da Record TV e em filmes que marcaram o auge da geração que popularizou o rock no Brasil. Amigo e parceiro mais próximo de Erasmo por mais de meio século, Roberto Carlos publicou uma mensagem em seu perfil no Instagram, junto de um vídeo com vários momentos da dupla ao som de “Amigo”, grande sucesso da parceria, salientando que “ele viverá sempre em meu coração”. “Minha dor é muito grande, nem sei como dizer tudo o que eu penso desse meu amigo querido, meu grande irmão. Meu ídolo por tudo, pela sua lealdade, sua inteligência, sua bondade, por tudo o que eu conheço dele. Um ser humano maravilhoso esse meu irmão. É um privilégio para mim ter um amigo, um irmão assim por todos esses anos. Difícil encontrar palavras para falar desse cara: o meu amigo Erasmo Carlos. Ele viverá sempre em meu coração. Que o nosso Deus de bondade o proteja e o abençoe sempre. Amém, amém, amém”, diz o texto de Roberto. Wanderléa, por sua vez, enviou uma mensagem de áudio emocionada para a imprensa, em que se dirige aos fãs e também ao velho amigo. “Eu quero me reportar aos companheiros, aos amigos, aos fãs, que nos acompanharam desde muito cedo. Vocês podem imaginar o que estou sentindo. É o mesmo que vocês estão sentindo, pelo o que representa o Erasmo em nossos corações, na história da música brasileira. Esse talento, esse poeta, esse homem amoroso, esse “gigante gentil”. Um homem elegante, que nos deixa um legado de exemplo de vida. Ele estará sempre muito vivo em nossas lembranças mais profundas”, começou. “Amo Erasmo, assim como vocês, ele estará sempre em minhas orações. Tenho certeza que ele será recebido pelos anjos de luz, hoje no dia do músico, um dia muito especial. Erasmo, que os anjos de luz te recebam com todo amor, com toda reverência que você merece. Amado Erasmo, que a luz divina o acompanhe sempre, que sua luz brilhe, assim como brilhou aqui na Terra, que brilhe no céu”, completou a cantora. Também da mesma geração, Ronnie Von revelou ter passado mal ao saber da notícia. “Eu dei uma baqueada. Tinha acabado de almoçar e estava tomando um café, quando veio a notícia. Tomei um susto tão grande. Eu tomo remédio para transtorno de ansiedade todo dia e tive uma crise de extrassístole (quando o coração tem uma batida extra no ritmo normal) muito grande, um inferno. Aí comecei a passar mal, a casa virou de cabeça para baixo, fiquei zonzo, me levaram para o quarto e fiquei lá”, disse. Ao se recuperar, ele fez uma postagem breve no Instagram, ao lado de uma foto da Jovem Guarda em aparecia junto com o Tremendão. “Meu amigo, esteja onde estiver tenha a certeza que cumpriu sua missão. Sempre de bem com a vida, estar ao seu lado sempre foi motivo de festa e alegria. Vá em paz nosso amado gigante gentil, te levarei no meu coração para sempre”, escreveu. Vários outros se manifestaram de forma sucinta. O ator Chay Suede, que viveu Erasmo Carlos no filme “Minha Fama de Mau”, manifestou-se pelo Stories, publicando uma foto em que aparece ao lado do cantor e outra de Erasmo ao violão com a legenda: “para sempre”. Rita Lee publicou uma foto abraçada no amigo, escrevendo em seu Instagram: “Erasmo meu rock’n’roller favorito”. Gilberto Gil resgatou um trecho de uma live recente com o roqueiro. Os Paralamas do Sucesso postaram foto de show de uma parceria de 2014. E Maria Bethânia incluiu em seu Instagram um vídeo de “As canções que Você Fez pra Mim”, em que canta “Agora eu choro só, sem ter você aqui”. Em sua vez, Caetano Veloso fez diferente, dando show de eloquência. O tropicalista publicou um vídeo antigo com Erasmo e um grande texto para expressar a grandiosidade da carreira do amigo. “Erasmo, com seu imenso talento, com todo seu corpo grande, passava, como ninguém, a sensação de pureza. Ele dizia com sinceridade que não tinha medo da morte. Só conheci um outro que dissesse isso assim: o guitarrista Perinho Santana. Há muito o que celebrar a respeito da vida e da obra de Erasmo. Junto a Roberto e Wanderléa, ele formou uma máquina potente de criação que sintonizou a música popular do Brasil com o espírito do mundo. Não haveria tropicalismo sem eles. Sem eles não haveria vida verdadeira no Brasil. E Erasmo sempre o mais puro e o mais livre. Tenho a honra de ter escrito, desde o exílio, “De Noite na Cama”, a pedido dele. Outro dia falei numa entrevista de figuras decisivas na MPB. Não me referi a ele, talvez por senti-lo acima dessa sigla. Mas o fato é que, sem ele e seus companheiros da Jovem Guarda, eu não teria feito nada do que fiz de relevante. O amor pela pessoa era, foi, é ainda mais importante”, declarou Caetano. Nando Reis fez eco sobre a importância do artista. “Nosso mudo está desmoronando. Sem Erasmo nada teria acontecido, não haveria “Detalhes”, “Além do Horizonte”, “Sentado à beira do caminho”, “Cavalgada”… não haveria nada. Erasmo é parte da espinha dorsal do nosso cancioneiro, mestre da minha cartilha de como compor uma canção. Astro maior da constelação estelar da Música Brasileira. Que homem admirável perdemos”, o antigo Titã escreveu. Marina Lima, por sua vez, lembrou a reação de Erasmo para sua gravação de “Mesmo que Seja Eu”. E acrescentou uma belíssima homenagem a seu legado. “Nos anos 80, quando o Fantástico fazia vídeos musicais, o Ed Valesko fez esse clipe comigo de ‘Mesmo que Seja Eu’, canção do Roberto e Erasmo que eu tinha acabado de gravar. Essa gravação causou um auê danado, por ser uma mulher cantando essa letra. E o Erasmo comentou na época comigo ter adorado essa minha da música. Fiquei super orgulhosa!!!”, contou. “A verdade é que tive pouco contato com o Erasmo durante a minha carreira, mas tanto ele quanto o Roberto sempre foram de uma gentileza, uns cavalheiros incríveis a cada encontro. E hoje esse nosso Tremendão se foi… Sei que é triste partir. Mas quando se deixa uma obra dessas, as musicas mais lindas e eternas do cancioneiro popular brasileiro, é pra sentir Gratidão. Um gigante se foi, mas nos deixou de presente uma trilha pro resto de nossas vidas! Boa viagem, Erasmo! E obrigada por tanto!!!”, completou. Marisa Monte acrescentou elogios. “Um espírito colossal com um coração bondoso. Não era à toa que seu apelido era Gigante Gentil. Super pai, super avô, super-homem”, escreveu no Twitter. “Eu adoro a narrativa descritiva de suas composições e as cenas cinematográficas que ele sabia criar como ninguém para ilustrar as situações vividas nas canções. Aprendi muito com ele e me orgulho de ter sido sua parceira, cúmplice e amiga. Descanse em paz meu ídolo e querido amigo inspirador! Te amo Gigante Gentil”, acrescentou. Frejat compartilhou sua dor. “Estou com o coração em pedaços pelo falecimento do meu muito, mas muito querido amigo e parceiro Erasmo Carlos. Vai deixar muita saudade por seu carinho, gentileza, bom humor e talento. Vai por esse caminho de luz que sempre te iluminou, amigo querido!”, disse o ex-Barão Vermelho. E Milton Nascimento contou a história de quando Erasmo Carlos salvou sua vida. “Tive a sorte de conviver com Erasmo praticamente desde a minha chegada ao Rio. Sempre prestigiamos um ao outro, foram muitos shows, encontros pelo Brasil, e muitas conversas. Ele até salvou minha vida uma vez, na Urca, estava atravessando a rua e não vi o carro vindo. Erasmo saiu correndo e me empurrou bem na hora. Depois, até brinquei com ele dizendo que, se não tivesse morrido atropelado, poderia ter morrido com a força do empurrão dele”, contou. “Erasmo era coração puro, fiquei muito emocionado quando o encontrei na minha última temporada no Rio, em agosto, quando dediquei o show pra ele. Vai deixar muitas saudades. Te amo, meu amigo!”, finalizou Bituca. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Roberto Carlos (@robertocarlosoficial) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Ronnie Von (@ronnievonoficial) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Rita Lee Jones (@ritalee_oficial) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Gilberto Gil (@gilbertogil) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Caetano Veloso (@caetanoveloso) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Os Paralamas do Sucesso (@osparalamas) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Marina Lima (@marinalimax1) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Maria Bethânia (@mariabethaniaoficial) astro maior da constelação estelar da Música Brasileira. Que homem admirável perdemos. — Nando Reis (@nando_reis) November 22, 2022 Um espírito colossal com um coração bondoso. Não era à toa que seu apelido era Gigante Gentil. Super pai, super avô, super-homem. pic.twitter.com/anBRSSVTfY — Marisa Monte (@marisamonte) November 22, 2022 Descanse em paz meu ídolo e querido amigo inspirador!💔Te amo Gigante Gentil 💫✨💫✨ Sinto muito junto com seus milhares de fãs, familiares e amigos. @ErasmoCarlosBR — Marisa Monte (@marisamonte) November 22, 2022 Estou com o coração em pedaços pelo falecimento do meu muito, mas muito querido amigo e parceiro Erasmo Carlos.Vai deixar muita saudade por seu carinho, gentileza, bom humor e talento.Vai por esse caminho de luz 💫que sempre te iluminou🌟,amigo querido!❤️❤️❤️🎶🎶🎶🙏🏼🙏🏼🙏🏼🙌🏼🙌🏼 pic.twitter.com/xCxE1zGzIb — Frejat (@FrejatOficial) November 22, 2022 Tive a sorte de conviver com Erasmo praticamente desde a minha chegada ao Rio. Sempre prestigiamos um ao outro, foram muitos shows, encontros pelo Brasil, e muitas conversas. Ele até salvou minha vida uma vez, na Urca, estava atravessando a rua e não vi o carro vindo. + pic.twitter.com/05NaWfrfAu — Milton Bituca Nascimento (@MiltonBituca) November 22, 2022 Erasmo era coração puro, fiquei muito emocionado quando o encontrei na minha última temporada no Rio, em agosto, quando dediquei o show pra ele. Vai deixar muitas saudades. Te amo, meu amigo! Obrigado por tudo! — Milton Bituca Nascimento (@MiltonBituca) November 22, 2022
Erasmo Carlos morre aos 81 anos
O cantor e ator Erasmo Carlos, ícone da Jovem Guarda e do rock brasileiro, morreu nessa terça (22/11) no Rio de Janeiro, aos 81 anos de idade. O cantor chegou a ser internado no Hospital Barra D’Or, na Barra da Tijuca, mas não resistiu. O hospital foi o mesmo local onde Erasmo se internou no início do mês para tratar uma infecção pulmonar. Embora a causa da morte ainda não tenha sido divulgada, Erasmo tratava há alguns meses uma síndrome edemigênica, que ocorre quando há um desequilíbrio bioquímico, dificultando a manutenção dos líquidos dentro dos vasos sanguíneos. Ao longo da sua carreira, o artista compôs mais de 600 músicas, incluindo clássicos como “Minha Fama de Mau”, “Mulher”, “Quero que Tudo Vá para o Inferno”, “Mesmo que Seja Eu”, “É Proibido Fumar” e “Sentado à Beira do Caminho”. Erasmo Esteves, seu nome de batismo, nasceu em 5 de junho de 1941, na Tijuca. Já na infância, teve contato com grandes nomes da MPB, como Tim Maia e Jorge Ben Jor, com quem convivia na vizinhança. Na adolescência, foi ver um show de Bill Haley no Maracanãzinho, onde conheceu seu parceiro no rock, Roberto Carlos, com quem formaria a dupla de compositores mais bem-sucedida do Brasil. No começo, Erasmo não acreditava que conseguiria seguir numa carreira solo. Ele fez parte da banda Snakes, com quem tocou até 1961, e então decidiu trabalhar como assistente do apresentador e produtor Carlos Imperial. Em 1963, ele se tornou vocalista do grupo Renato & Seus Blue Caps, substituindo Ed Wilson, o vocalista original. Além de ter garantido a contratação da banda por uma gravadora, ele fez sucesso gravando uma faixa ao lado de Roberto Carlos – o que marcou a primeira parceria dos dois. O nome artístico que ele adotou, Erasmo Carlos, foi uma homenagem aos parceiros que o ajudaram no início da carreira: Roberto Carlos e Carlos Imperial. Erasmo também era conhecido como Tremendão e como Gigante Gentil. Na década de 1960, Roberto e Erasmo se tornaram os dois principais compositores da Jovem Guarda, movimento musical nacional que foi muito influenciado pelo som dos Beatles. Aos poucos, porém, Erasmo começou a se aproximar da MPB e chegou até a gravar “Aquarela do Brasil”, em 1969, antes de assumir influência da cultura hippie e da música soul de seus velhos amigos Tim Maia e Jorge Ben. Seu disco “Carlos, Erasmo”, lançado em 1971, foi bastante polêmico, especialmente por causa de uma faixa “De Noite na Cama”, escrita por Caetano Veloso, que era uma ode à maconha. Marcou época. Na década seguinte, ele iniciou o projeto “Erasmo Convida” (1980), pioneiro por ser o primeiro disco totalmente de duetos no Brasil, feito em parceria com grandes artistas, como Nara Leão, Maria Bethânia, Gal Costa, Wanderléa, Gilberto Gil, Rita Lee, Tim Maia, Jorge Ben, entre outros. Nesse período, ele também se posicionou na linha de frente de causas importantes como a defesa do meio ambiente, que cantou na impactante “Panorama Ecológico” (1978), sem esquecer de “O Progresso” (1978), “As Baleias” (1982), “Amazônia” (1989) e outras gravadas por Roberto. Fez também uma ode ao feminismo em “Mulher” (1981) e chegou a escandalizar conservadores com um clássico LGBTGQIA+, elogiando a beleza da musa transexual Robert Close em “Dá um Close Nela” (1984). Erasmo também marcou presença na primeira edição do Rock in Rio, que aconteceu em 1985. Após um tempo distante da mídia, ele aproveitou os 30 anos da Jovem Guarda em 1995 para retomar ao rock como novos shows, lançando no ano seguinte o álbum “É Preciso Saber Viver”, com regravações de canções de seu repertório. Ao longo dos anos, Erasmo Carlos fez parcerias de sucessos com grandes nomes da música brasileira, como Chico Buarque, Lulu Santos, Zeca Pagodinho, Skank, Los Hermanos, Djavan, Adriana Calcanhotto, Marisa Monte, Frejat, Marisa e Milton Nascimento. E seguia gravando neste século, sendo reconhecido dias antes de morrer com o Grammy Latino. Na última quinta-feira (17/11), Erasmo recebeu o troféu pelo Melhor Álbum de Rock ou de Música Alternativa em Língua Portuguesa, “O Futuro Pertence À… Jovem Guarda”, lançado em fevereiro, que fazia uma releitura de canções do período da Jovem Guarda que ele nunca tinha gravado anteriormente. Além da conhecida carreira musical, Erasmo Carlos também se destacou no cinema. Sua estreia na tela chega a anteceder a Jovem Guarda: foi na comédia “Minha Sogra É da Polícia” (1958), dirigida por Aloisio T. de Carvalho. Mas foi ao lado de Roberto Carlos e da cantora Wanderlea que virou astro das telas, no programa musical “Jovem Guarda”, na Record TV, e num par de filmes inspirados pelas comédias dos Beatles: “Roberto Carlos e o Diamante Cor-de-Rosa” (1968) e “Roberto Carlos a 300 Quilômetros por Hora” (1971). Paralelamente, ele também estendeu a parceria com Wanderlea em “Agnaldo, Perigo à Vista” (1969), estrelado pelo cantor Agnaldo Rayol. E ainda apareceu na comédia “Os Machões” (1972) e no infantil “O Cavalinho Azul” (1984). Depois de muitas décadas, ele retomou a carreira de ator nos últimos anos, estrelando o drama musical “Paraíso Perdido” (2018), que homenageava a música brega, e a comédia juvenil “Modo Avião” (2020), produção da Netflix estrelada por Larissa Manoela. Nesse meio tempo, Erasmo também viu sua vida ser transformada em filme. Intitulada “Minha Fama de Mau”, a cinebiografia trouxe o ator Chay Suede no papel de Erasmo, revivendo a juventude do artista. Seu último trabalho foi lançado no mês passado, a canção “Nanda”, feita em parceria com Celso Fonseca. A música foi uma homenagem à atriz Fernanda Montenegro. Ao saber de sua morte, o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva foi às redes sociais para prestar uma homenagem. “Erasmo carlos, muito além da Jovem Guarda, foi cantor e compositor de extremo talento, autor de muitas das canções que mais emocionaram brasileiros nas últimas décadas. Tremendão, amigo de fé, irmão camarada, cantou amores, a força da mulher e a preocupação com o meio ambiente”, disse. “Deixa saudades e dezenas de músicas que sempre estarão em nossas lembranças e na trilha sonora de nossas vidas. Meus sentimentos aos familiares, amigos e fãs de Erasmo Carlos”, concluiu.
Anitta vence American Music Awards
Anitta segue fazendo História nas premiações internacionais. Na noite de domingo (20/11) ela levou o prêmio de Melhor Artista Feminina Latina no American Music Awards. Sua vitória com comemorada com gritos pelos fãs presentes no evento. E ela fez questão de agradecer aos fãs e lembrar que foi “a primeira vez que uma brasileira ganhou esse prêmio”. “Esse prêmio também é dedicado aos outros indicados, como a Becky G, que é uma grande amiga”, ela citou, lembrando uma das concorrentes. “Se não fossem todas as pessoas que trabalham tão bem com a gente, não seria possível chegar aqui”. A brasileira também cantou duas músicas no palco do Microsoft Theater, em Los Angeles: “Evolver” e “Lobby”. A segunda contou com participação da rapper americana Missy Elliot. A premiação foi a terceira conquistada por Anitta nos últimos meses. Ela já venceu o VMA (Video Music Awards) e o EMA (Europe Music Awards) da MTV como Melhor Artista Latina e ainda concorre como Melhor Artista Nova (“revelação” do ano) no Grammy – que está marcado para o dia 5 de fevereiro, em Los Angeles. Veja abaixo os destaques da participação de Anitta no American Music Awards. CONGRATS, @Anitta!!!! YOU just won the #AMAs for Favorite Female Latin Artist! 👏 pic.twitter.com/VtlnK2hUhf — American Music Awards (@AMAs) November 21, 2022 Anitta performando “Envolver” no #AMAs. pic.twitter.com/1uxFYQaiJ0 — Fonte Anitta | Fan Account (@fonteanittabr) November 21, 2022 Anitta e Missy Elliott performando “Lobby” pela primeira vez no #AMAs. pic.twitter.com/gyktyEUo34 — Fonte Anitta | Fan Account (@fonteanittabr) November 21, 2022 Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por American Music Awards (@amas)
Cleo Pires enfrenta fake news que a traumatizou em clipe musical
A atriz e cantora Cleo Pires, ou apenas Cleo como tem preferido, lançou o clipe de uma nova música, “Todo Mundo que Amei já Me Fez Chorar”, que aborda um momento delicado de sua vida. O vídeo é sua resposta, após anos de silêncio, a uma fake news antiga: de que sua mãe, a atriz Glória Pires, a flagrou na cama com o padrasto, o músico Orlando Morais. Na produção estilizada, ela assume que essa mentira dói e que a faz chorar, enquanto demonstra a felicidade de quem espalha crueldade e sofrimento. O boato sensacionalista é de 1998, quando Cleo tinha apenas 15 anos e se viu estampada na capa de jornais e revistas em razão dessa mentira. A família da artista entrou com processo contra o autor da mentira, venceu a ação e decidiu morar por um tempo nos Estados Unidos até o assunto esfriar. Mas pouco se falava disso nos últimos tempos. Agora com 40 anos, Cleo resolveu revisitar o trauma pela via artística. “Todo Mundo que Amei já Me Fez chorar” conta a história de uma mulher a caminho de seu julgamento após ser acusada de infringir regras morais. Ela aparece sendo julgada por uma multidão e chora, com direito a uma lágrima recolhida para recompensar os haters. A música também compartilha o título do primeiro livro de Cleo, lançado neste ano, e integra o primeiro álbum de sua carreira musical, iniciada há cinco anos com o EP “Jungle Kid”. Atualmente em fase de finalização, o disco será lançado em 2023.
Jung Kook, do BTS, vai apresentar música inédita na abertura da Copa do Mundo
O cantor sul-coreano Jung Kook, um dos integrantes do grupo BTS, vai apresentar uma música solo inédita na cerimônia de abertura da Copa do Mundo no Catar, no próximo domingo (20/11). Intitulada “Dreamers”, a faixa faz parte da trilha sonora oficial do campeonato, promovida pela FIFA. A faixa vai ganhar clipe na terça (22/11), que Jung Kook gravou no Catar no mês passado. Além dele, estão confirmados no show de abertura os artistas Lil Baby, Maluma, J. Balvin, Diplo, Julian Marley e Calvin Harris, e outras atrações são especuladas. Entretanto, muitos recusaram o convite para participar do evento, incluindo Shakira, Dua Lipa e Rod Stewart, em protesto contra a falta de compromisso do país sede com os direitos humanos, especialmente com as mulheres e a comunidade LGBTQIAP+. A cerimônia de abertura da competição tem previsão de início para às 12h de domingo e será exibida na TV aberta brasileira pela Globo. Veja abaixo a capa do single de “Dreamers”.
Copa do Mundo ganha clipe oficial com Nicki Minaj, Maluma e Myriam Fares
A FIFA divulgou o clipe da nova música oficial da Copa do Mundo de Futebol. Chamada de “Tukoh Taka”, a faixa tem uma batida eletrônica forte de house music e é cantada pela rapper americana Nicki Minaj, ao lado do colombiano Maluma e a libanesa Myriam Fares, que pode estar escandalizando o Oriente Médio com sua participação. Fares é cristã e costuma ser muito criticada entre os árabes por seu estilo de entretenimento “provocativo”, especialmente sua escolha de guarda-roupa e estilo de cabelo, que geram comparações com Shakira. No clipe, ela aparece bastante sexy e rouba as cenas em roupas mínimas, cantando em árabe e dançando com os tradicionais snujs nas mãos. Vale lembrar que a Copa acontece no Catar, um dos países mais conservadores do mundo. De todo modo, a música é muito dançante, contagiante e a primeira da história das Copas a contar com letra em inglês, árabe e espanhol. Dirigido por Edgar Esteves (de clipes de French Montana) e Juan Felipe Zuleta (parceiro de Maluma), o vídeo se alterna entre os três artistas e imagens de ônibus de torcedores cruzando o deserto, em meio a bandeiras, uniformes de times e grandes coreografias. Entre as cenas produzidas especialmente para o clipe, a edição ainda inclui imagens de craques do evento, como Cristiano Ronaldo, Lionel Messi, Thomas Muller e James Rodríguez – mas não Neymar. “Tukoh Taka” é, na verdade, a segunda música liberada pela FIFA para a Copa. Em abril, veio à tona a gravação de “Hayya Hayya (Better Together)”, que contou com as participações de Trinidad Cardona, Davido e Aisha, numa mistura de reggae e jingle de refrigerante que não empolgou. Apesar dessa ênfase musical, vários artistas que foram convidados a participar do evento recusaram, como Shakira, Rod Stewart e Dua Lipa, em protesto contra a falta de direitos das mulheres e das pessoas LGBTQIAP+ no Catar.
“Fantástico” fará quadro sobre Música Preta Brasileira em 2023
A Globo vai lançar um quadro sobre a black music nacional no “Fantástico”. Com formato similar ao do “Bem Sertanejo”, comandado por Michel Teló desde 2014, a atração vai se chamar “Música Preta Brasileira” e vai juntar a apresentadora Maju Coutinho. A ideia do quadro partiu de Maju Coutinho, que está à frente do dominical desde 2021, e vai trazer grandes nomes do rap, hip hop, soul e funk do Brasil. O objetivo é retratar a influência negra na produção musical brasileira desde os anos 1970, mas os primeiros nomes cotados para o programa são de rappers contemporâneos, como Emicida, Xamã, Criolo e até Mano Brown, do Racionais MC’s, que jamais se apresentou na Globo. As gravações devem começar só no ano que vem, mas o projeto já consta do plano comercial do “Fantástico” para 2023, que foi apresentado para o mercado publicitário. Maju emplacou o projeto usando o gancho da programação especial de 50 anos do “Fantástico”. Com a data em vista, ela sugeriu destacar a importância cultural da música negra nas últimas cinco décadas. O “Fantástico” vai completar 50 anos em agosto do ano que vem, e a data também inspirará outros quadros especiais, além de matérias sobre como o mundo evoluiu desde o primeiro “show da vida” na Globo.
Filmes: 10 estreias para o cinema em casa
A programação de estreias digitais da semana vai do terror extremo à fantasia infantil de Natal, incluindo também produções nacionais importantes, como o candidato do Brasil ao Oscar 2023 e um documentário sobre o mais famoso grupo de rap do país. Confira abaixo as 10 principais estreias para aproveitar em casa. | X – A MARCA DA MORTE | VOD* Um dos terrores mais elogiados do ano, o filme do diretor Ti West (“Cabana do Inferno 2”) atingiu 95% de aprovação no agregador Rotten Tomatoes. Fez tanto sucesso que já ganhou um prólogo (ainda inédito no Brasil) e tem um continuação confirmada. O “X” do título se refere à classificação americana para filmes proibidos para menores. Passado nos anos 1970, o longa acompanha a equipe de um filme adulto, que aluga uma casa de um casal de velhinhos no interior do Texas para usar como cenário de uma nova produção. Só que os velhinhos não são inocentes e a locação se revela uma armadilha, que transforma a produção do pornô num terror slasher sanguinário, com direito a ataques de crocodilos e assassinatos sádicos. O elenco destaca Mia Goth (“Ninfomaníaca”) em papel duplo (como porn star e velhinha decrépita), Jenna Ortega (“Pânico”), Martin Henderson (“Virgin River”), Brittany Snow (“A Escolha Perfeita”), Owen Campbell (“A Mulher Invisível”), Stephen Ure (“Máquinas Mortais”) e Scott Mescudi (mais conhecido como o rapper Kid Cudi, visto em “Não Olhe para Cima”). | VOCÊ NÃO ESTARÁ SÓ | VOD* O terror fantasioso e envolvente de Goran Stolevski (da série australiana “Nowhere Boys”) explora lendas de seu país natal. A trama se passa numa aldeia isolada nas montanhas da Macedônia do século 19, quando uma criança é sequestrada e criada por uma bruxa, crescendo totalmente isolada e transformada numa criatura sombria. Ao se perceber abandonada, a jovem tenta se reconectar com a família perdida, mas a bruxa observa tudo à distância, com raiva e desejo de vingança. Premiado em dois dos principais festivais de filmes fantásticos, Sitges, na Espanha, e Bucheon, na Coreia do Sul, a obra agradou a crítica em cheio, com 92% no Rotten Tomatoes, mas há quem a considere artística demais para o gênero. O elenco destaca a sueca Noomi Rapace (“Prometheus”) e a australiana Alice Englert (“Ratched”). | TERRIFIER | AMAZON PRIME VIDEO O primeiro “Terrifier” – cuja sequência causou desmaios nos cinemas dos EUA – chegou de surpresa ao streaming. Lançado em 2016, o slasher é uma produção independente, escrita, produzida e dirigida por Damien Leone, que traz basicamente garotas sendo torturadas e fatiadas por um palhaço sádico. A trama se passa na noite de Halloween, quanto três jovens têm um encontro inesperado com Art, o Palhaço (David Howard Thornton). Curiosamente, esta não foi a primeira aparição de Art. Ele surgiu num curta de 2008, “The 9th Circle”, retornou em outro curta de 2011, também chamado “Terrifier”, e ainda apareceu na antologia “All Hallows’ Eve” (2013), sempre dirigido por Leone. Cenas desses filmes foram aproveitadas em “Terrifier” (ou “Aterrorizante”, fora do streaming no Brasil). Para completar, o palhaço assassino está de volta na continuação, que é ainda mais violenta e tem lançamento marcado para 29 de dezembro nos cinemas brasileiros. | O MILAGRE | NETFLIX O drama sobrenatural, que destaca nova performance arrebatadora de Florence Pugh (“Viúva Negra”), passa-se na Irlanda no ano de 1859, e acompanha uma enfermeira (personagem de Pugh) e uma freira (Josie Walker, de “Belfast”) levadas a uma pequena vila para observar uma menina que supostamente sobrevive há meses sem comer. Segundo a jovem, sua alimentação é fornecida diretamente por Deus. Elas devem determinar se o caso é milagre ou farsa. Baseado no romance homônimo de Emma Donoghue, o filme tem direção do chileno Sebastián Lelio (“Uma Mulher Fantástica”), que também escreveu o roteiro em parceria com Alice Birch (“Normal People”). Muito aplaudido no circuito dos festivais, chega na Netflix com 84% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes. | DESENCANTADA | DISNEY+ A aguardada sequência de “Encantada” (2007) volta a trazer Amy Adams no papel da Princesa Giselle. Pra quem não lembra, a comédia original foi uma sátira divertida e bem-sucedida aos desenhos animados musicais de princesas da Disney, mostrando o duro choque de realidade sofrido por uma dessas princesas ao emergir na moderna cidade de Nova York nos dias atuais. Giselle perde o rumo ao conhecer a vida desencantada das pessoas normais, mas descobre a felicidade com um viúvo nova-iorquino comum (Patrick Dempsey), mesmo com o Príncipe Encantado (James Marsden) vindo em seu resgate. A sequência encontra o casal do filme original após o final feliz, que não dura para sempre, pois Giselle sente falta de seu reino encantado e deseja que tudo em sua vida volte a se tornar mágico. Mas quando esse desejo se materializa, o resultado não é o esperado, já que, ao transformar sua vida num conto de fadas, ela se descobre a madrasta malvada da filha adolescente do personagem de Dempsey, assumindo a personalidade de uma Rainha Má das fábulas. O cineasta Adam Shankman (“Rock of Ages: O Filme”) é responsável pela direção do novo longa, que ainda destaca Maya Rudolph (“Fortuna”), Oscar Nuñez (“Professor Iglesias”), Jayma Mays (“Glee”), Idina Menzel (“Cinderela”), Yvette Nicole Brown (“Community”) e a jovem Gabriella Baldacchino (“Ask for Jane”) no elenco. | SPIRITED | APPLE TV+ A comédia musical satiriza o clássico “Um Conto de Natal” de Charles Dickens, trazendo Ryan Reynolds (o “Deadpool”) como um Scrooge moderno, que não liga para o Natal, e Will Ferrell (“Pai em Dose Dupla”) como um espírito tentando lhe dar uma lição de vida. O problema é que o personagem de Reynolds conhece a história de cor e se recusa a cooperar, enquanto Ferrell se esforça para não ser derrotado, tentando conduzi-lo por uma jornada transformadora com coreografias de musical da Broadway. O filme tem roteiro e direção de Sean Anders e John Morris, responsáveis pela comédia “Pai em Dose Dupla” e sua continuação, ambas estreladas por Ferrell. | UMA HISTÓRIA DE NATAL NATALINA | HBO MAX Esta comédia natalina é continuação do clássico infantil “Uma História de Natal”, de 1983. Para quem não lembra, a famosa Sessão da Tarde se passava na década de 1940 e acompanhava um garoto obcecado em convencer a todos que uma arma de ar comprimido era o presente de Natal perfeito. O novo filme acontece em 1970, com Ralphie levando mulher e filhos para uma visita a sua antiga casa de infância. O personagem é vivido pelo mesmíssimo ator. Peter Billingsley tinha 12 anos quando o filme original foi lançado e atualmente tem 50. Na trama, ele é convencido por sua mãe a realizar um Natal grandioso e a promessa o faz valorizar os esforços de seu falecido pai, que fazia parecer tão fácil organizar a festa, além de reviver alguns dos mesmos problemas de sua noite feliz de 40 anos atrás. O próprio Billingsley concebeu a história da continuação, que teve seu roteiro final escrito por Nick Schenk (parceiro de Clint Eastwood em “Gran Torino” e “A Mula”) e dirigido por Clay Kaytis (“Angry Birds: O Filme”). | TERRA DOS SONHOS | NETFLIX A fantasia estrelada por Jason Momoa (“Aquaman”) é baseada na obra-prima “Little Nemo in Slumberland”, de Winsor McKay, quadrinhos revolucionários lançados em 1905 que continuam influentes até hoje. Mas toma muitas liberdades com a concepção original, a começar pela mudança de sexo de Little Nemo, que deixa de ser um garoto com sonhos febris para virar uma menina (Marlow Barkley, de “Single Parents”) em jornada pelo continente onírico. Mesmo com grande orçamento para materializar a Terra dos Sonhos com muitos efeitos especiais, o filme não chega aos pés dos quadrinhos. Carece de referências mínimas, vislumbradas em alguns momentos de surrealismo, e até de vínculo com a história original. Enquanto Nemo buscava o Reino de Morfeu para brincar com sua filha, no filme sua versão feminina se refugia nos sonhos com saudades do pai falecido (Kyle Chandler, de “Godzilla vs Kong”). Até o personagem de Momoa é completamente distinto. McKay desenhava Flip como um palhaço maníaco e fumador de charuto, sempre disposto a perturbar Nemo com o objetivo de acordá-lo. No filme, ele vira um falastrão com cornos de bode. Todas essas mudanças foram rejeitadas pela crítica, que considerou o filme dirigido por Francis Lawrence (“Jogos Vorazes: A Esperança”) medíocre – 50% de aprovação no Rotten Tomatoes. | MARTE UM | VOD* Grande vencedor do Festival de Gramado e candidato brasileiro a uma vaga no Oscar 2023, o filme de Gabriel Martins (“Temporada”) acompanha uma família de periferia que tenta viver seus sonhos. Enquanto a mãe comemora mais trabalhos de faxina, o filho mais novo revela seu desejo de deixar de jogar futebol para virar astrofísico e ir à Marte. Rejane Faria (“Segunda Chamada”) e Carlos Francisco (“Bacurau”) vivem os pais. “Marte Um” também foi exibido no Festival de Sundance, nos EUA, onde encantou a crítica americana e atingiu 100% de aprovação no Rotten Tomatoes. | RACIONAIS: DAS RUAS DE SÃO PAULO PRO MUNDO | NETFLIX O documentário traz depoimentos e imagens históricas da carreira dos rappers paulistas, traçando a origem e a ascensão do grupo formado por Mano Brown, KL Jay, Ice Blue e Edi Rock. Além de cobrir toda sua trajetória de três décadas, a produção aborda o impacto e o legado dos artistas desde os primeiros shows nas quebradas de São Paulo – há imagens de uma performance fantástica em cima de uma laje – , apresentações polêmicas como da Virada Cultural de 2007, até os dias de hoje. Mas como sugere o título, o filme dirigido por Juliana Vicente (“Cidade Correria”) também fala das ruas, da periferia do Capão Redondo e da Vila Mazzei, bairros dos extremos paulistanos, que raramente ganham espaço no audiovisual brasileiro. Zonas de guerra, com marcas de balas e cadáveres, descritas em clássicos da música racional, devidamente celebrados nessa obra. E ainda há olhares femininos, de mães e esposas, que acompanharam a luta dos rappers para sobreviverem no inferno, como dizia o famoso álbum de 1997. Obrigatório para fãs do grupo e do rap em geral. * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Claro TV+, Google Play, Loja Prime, Microsoft Store, Vivo Play e YouTube, entre outras, sem necessidade de assinatura mensal.












