Paul Benjamin (1938 – 2019)
O ator Paul Benjamin, que interpretou um dos sábios de esquina do filme “Faça a Coisa Certa”, de Spike Lee, morreu na última semana, aos 81 anos, em Los Angeles. O falecimento aconteceu em 28 de junho, mas só foi confirmado nesta sexta-feira (5/7). No filme de 1989, Benjamin viveu ML, que sempre aparecia em uma esquina ao lado de Sweet Dick Willie (Robin Harris) e Coconut Sid (Frankie Faison). Benjamin começou no cinema fazendo figuração, como um bartender em “Perdidos na Noite”, clássico de 1969 que venceu o Oscar de Melhor Filme. Depois, ele teve pequenos papéis em diversos longas que marcaram época, como “O Golpe de John Anderson” (1971), “A Máfia Nunca Perdoa” (1972), “A Educação de Sonny Carson” (1974), “Leadbelly” (1976), “Alcatraz: Fuga Impossível” (1979), “Um Herói Diferente” (1982), “Querem me Enlouquecer” (1987), “Cadillac Cor-de-Rosa” (1989), “Ritmo & Blues – O Sonho do Sucesso” (1991) e “O Massacre de Rosewood” (1997), entre muitos outros. Ele também fez participações em várias séries, chegando a ter um papel recorrente em “Plantão Médico” (“E.R.”), como um homem sem teto. Seu último trabalho foi no filme “Occupy, Texas”, de 2016.
Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw ganha trailer final legendado
A Universal divulgou a versão legendada em português do trailer final de “Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw”, spin-off da franquia “Velozes e Furiosos” centrado nos personagens de Dwayne Johnson (Hobbs) e Jason Statham (Shaw).A prévia tem ação do início ao fim, a prévia é insana, com os carros “voadores” que deram fama a “Velozes e Furiosos” e um supervilão duro de matar. De fato, “Hobbs & Shaw” parece filme de super-herói. Só não assume inspiração na fórmula da Marvel porque o supervilão de Idris Elba é fã da DC, apresentando-se como “o Superman negro”, devido à superforça adquirida em experiência genética. Dirigido por David Leitch (“Deadpool 2”) e escrito por Chris Morgan, roteirista veterano de “Velozes & Furiosos”, o longa completa seu elenco com participações de Vanessa Kirby (“Missão Impossível: Efeito Fallout”), Helen Mirren (repetindo seu papel de “Velozes e Furiosos 8”), Eiza Gonzalez (de “Em Ritmo de Fuga”), Eddie Marsan (“Ray Donovan”), Cliff Curtis (“Fear the Walking Dead”), John Tui (“Battleship”), o jogador de futebol americano Josh Mauga e o lutador Roman Reigns, primo de Dwayne “The Rock” Johnson. A estreia está marcada para 1 de agosto no Brasil – nove meses antes do aguardado “Velozes & Furiosos 9”.
Sailor Moon vai ganhar novo filme animado. Veja o teaser
A animação japonesa clássica “Sailor Moon” terá um novo filme lançado em 2020. Intitulado “Sailor Moon Eternal”, o longa ganhou um pôster e um teaser da produtora Toei Animation que destaca das heroínas que fizeram sucesso nos desenhos dos anos 1990. Poucas informações foram reveladas sobre o filme, que pode ser dividido em duas partes – ambas previstas para 2020 no Japão. Mas o diretor foi confirmado. É Chiaki Kon, que comandou episódios da mais recente série das personagens, “Sailor Moon Crystal”. Adaptação do mangá de Naoko Takeuchi, “Sailor Moon” acompanha a luta entre defensoras adolescentes e as forças do mal. As personagens principais — as Sailor Senshi — são adolescentes que podem se transformar em heroínas representando a Lua e os planetas. O uso da palavra “Sailor” se dá por conta do popular uniforme escolar das garotas do Japão, o sērā fuku (roupa de marinheiro), inspiração de Takeuchi para os uniforme das Sailor Senshi. A primeira animação foi exibida entre 1992 e 1997 no Japão, com 200 episódios que foram transmitidos no Brasil pela Rede Manchete e Rede Brasil. Além da nova série anime lançada em 2014, que deve ganhar uma 4ª temporada, “Sailor Moon” também inspirou uma atração live-action e três longas-metragens.
Orbital Era: Nova animação do criador de Akira ganha primeiro teaser
O estúdio japonês de animação Sunrise divulgou o pôster e o primeiro teaser de “Orbital Era”, novo longa animado de Katsuhiro Otomo, o criador de “Akira”. O projeto foi anunciado durante a Anime Expo 2019, em Los Angeles, com a presença do lendário mangaká. Segundo o próprio Otomo, o filme é “uma trama de amadurecimento ambientada em uma estação espacial”, e vai combinar ficção científica com fantasia. A história mostrará as quatro estações do ano no espaço, narrando o desenvolvimento da relação dos personagens durante esse tempo. “Orbital Era” será o terceiro longa escrito e dirigido por Otomo, que também comandou a adaptação de “Akira”, de 1988, e “Steamboy”, de 2004. Além de “Orbital Era”, Otomo também está trabalhando numa nova adaptação de “Akira”, desta vez como série animada, que também será produzida pela Sunrise, mesmo estúdio de “Steamboy” e de outros animes clássicos como “Cowboy Bebop” e “Gundam”. Ainda não há previsão para a estreia de “Orbital Era”.
Filhas de Stallone e Jamie Foxx enfrentam tubarões no trailer legendado de Medo Profundo 2
A Paris Filmes divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Medo Profundo: O Segundo Ataque”, em versões legendada e dublada. O título lembra que este é o segundo filme com a mesma história, em que mulheres resolvem passar as férias em mares infestados por tubarões assassinos. O primeiro “Medo Profundo” (47 Meters Down) era um filme B de poucas pretensões, que fez sucesso inesperado em 2017 graças à popularidade de suas estrelas, as atrizes Mandy Moore (série “This Is Us”) e Claire Holt (série “The Originals”), presas no fundo do mar, cercadas por tubarões e contando os minutos de oxigênio que lhes restavam. A história é praticamente a mesma na continuação, mas a locação e o elenco são diferentes. Com maior orçamento e o dobro de garotas em perigo, a produção se passa num paraíso tropical brasileiro. Mas não traz nomes tão conhecidos quanto as protagonistas do primeiro filme. Na verdade, duas das atrizes fazem sua estreia no cinema, Sistine Rose Stallone e Corinne Foxx – que são filhas de ninguém menos que Sylvester Stallone e Jamie Foxx. O resto do elenco inclui Brec Bassinger (a futura “Stargirl” da plataforma DC Universe), Sophie Nélisse (“A Menina que Roubava Livros” já crescida), Brianne Tju (“Light as a Feather”) e os mais experientes John Corbett (“Para Todos os Garotos que Já Amei) e Nia Long (“Vovó… Zona”). Apesar de se passar no Brasil, a produção foi filmada na República Dominicana e traz uma caverna com relíquias maias!!! O filme foi escrito e dirigido pelo inglês Johannes Roberts, que assinou o primeiro filme. A estreia vai acontecer em 19 de agosto nos Estados Unidos e apenas três meses depois, em 7 de novembro, no país internacionalmente conhecido por suas relíquias maias.
Andrea Beltrão vira Hebe Camargo no pôster da cinebiografia da “Estrela do Brasil”
A Warner divulgou o pôster oficial da cinebiografia “Hebe – A Estrela do Brasil”, que traz a atriz Andrea Beltrão (“Sob Pressão”) como a apresentadora Hebe Camargo. A trama se passa na década de 1980, no final da ditadura militar, quando Hebe completa 40 anos de profissão, está madura e já não aceita ser apenas um produto televisivo para o que “a família brasileira”. Mais do que isso, já não suporta ser uma mulher submissa ao marido, ao salário baixo, ao governo de direita e aos costumes vigentes. A trama pretende mostrar a apresentadora lidando com o marido ciumento e preconceituoso, e abraçando comportamentos avançados para se transformar em uma das personalidades mais poderosas, populares e amadas do Brasil. O elenco ainda conta com Marco Ricca (“Chatô – O Rei do Brasil”), Caio Horowicz (“Califórnia”), Danton Mello (“Vai que Dá Certo”), Gabriel Braga Nunes (“Se Eu Fechar Os Olhos Agora”), Danilo Grangheia (“O Roubo da Taça”), Otávio Augusto (“Sorria, Você Está Sendo Filmado”), Claudia Missura (“Mister Brau”), Karine Teles (“Benzinho”) e Daniel Boaventura (“Mulheres Alteradas”) – os dois vão viver outras personalidades famosa da TV brasileira, ninguém menos que Lolita Rodrigues e Silvio Santos. Com roteiro de Carolina Kotscho (“2 Filhos de Francisco”) e direção de Maurício Farias (“Vai que Dá certo”), o filme tem estreia prevista para 26 de setembro.
Remake de O Rei Leão terá 29 minutos a mais que o desenho original
A nova versão de “O Rei Leão” teve a sua duração revelada. De acordo com a Disney, o filme dura quase duas horas, mais exatamente 118 minutos (1 hora e 58 minutos). Ou seja, o remake tem 29 minutos a mais que “O Rei Leão” original, de 1994. Isto não significa que o filme tenha mais cenas ou percorra uma narrativa diferente, já que, até agora, todas as refilmagens dos clássicos da Disney contaram com mais tempo que os originais – geralmente, isto significa apenas espaço para a trama respirar e incluir um número musical inédito. No caso de “Aladdin”, por exemplo, a diferença foi ainda maior. Mas os 38 minutos a mais pouco alteraram a história em relação à animação de 1992, já que a trama exibida foi basicamente a mesma do desenho original. O novo “O Rei Leão” estreia em 18 de julho no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Revista MAD deixa de circular nos Estados Unidos
É o fim de uma era. A revista americana “MAD” acabou. A notícia veio em meio a desabafos no Twitter da equipe da publicação. Após 67 anos de existência, a revista em quadrinhos que revolucionou o humor satírico não publicará novas edições mensais nas bancas após agosto, restringindo-se ao lançamento de especiais e republicação de material de arquivo com vendagem limitada para a marca não desaparecer. Fundada em 1952 pelo editor Harvey Kurtzman e uma geração talentosa de artistas de quadrinhos de humor, a revista se tornou conhecida por suas sátiras de outras publicações de quadrinhos, que evoluíram para paródias de cinema e TV até que adentraram no terreno do cartum político – Donald Trump domina as capas dos últimos anos. Seu estilo irreverente tornou-se referência cultural e acabou inspirando o surgimento de filmes que parodiavam outros filmes, do clássico “Apertem os Cintos o Piloto Sumiu” à franquia “Todo Mundo em Pânico”. O cantor comediante “Weird Al” Yankovic foi ao Twitter acrescentar que a publicação também foi influência para as paródias musicais que o tornaram famoso. A “MAD” também era conhecida pelo mascote Alfred E. Newman, uma criança com os dentes da frente separados que frequentemente estampava suas capas, além de personagens icônicos como “Spy vs. Spy”, de Antonio Prohías, a sessão “Respostas Cretinas para Perguntas Imbecis”, de Al Jaffee, e cartuns antológicos de Sergio Aragonés e Don Martin, entre outros. A publicação rendeu até um programa humorístico, “MADtv”, que durou 15 temporadas, de 1995 a 2016, e trazia em seu elenco de comediantes ninguém menos que Jordan Peele, o diretor de “Corra!” e “Nós”. Até Chris Miller, diretor de “Uma Aventura Lego” e roteirista de “Homem-Aranha no Aranhaverso”, trabalhou na publicação. “Eu foi estagiário na revista ‘MAD’ em 1994”, lembrou Miller no Twitter. “Eu não tinha apartamento em Nova York, então mantinha meus pertences nos arquivos da redação, andava com uma mochila e dormi em sofás por três meses. Na sala dos roteiristas, eles tinham um kit de bateria para detonar as piadas ruins. Ótimas lembranças. Vou sentir falta disso”, concluiu. No Brasil, a “MAD” deixou de ser editada em 2017.
Disney apaga cena de assédio em novas versões de Toy Story 2
A Disney relançou os três primeiros filmes de “Toy Story” em vídeo e digital para acompanhar a estreia de “Toy Story 4”, e fãs que reviram o lançamento repararam num detalhe. Uma cena do segundo longa foi removida. Originalmente exibida nos créditos de “Toy Story 2”, a cena de cerca de 20 segundos mostrava o personagem de Pete Fedido (Stinky Pete) dando em cima de duas Barbies e sugerindo papeis em um filme. A piada com uma situação de assédio, conhecida como “teste de sofá”, tornou-se inapropriada por sua semelhança com os relatos de vítimas de Harvey Weinstein e do movimento #MeToo. Além disso, o próprio diretor do filme, John Lasseter, co-fundador da Pixar e chefe do estúdio de animação da Disney, foi afastado da empresa no ano passado após diversas acusações de assédio. A cena foi retirada da novas versões de Blu-ray, DVD e streaming do filme, mas acabou resgatada na internet. Veja abaixo do que se trata.
Homem-Aranha: Longe de Casa é o grande lançamento da semana nos cinemas
Os cinemas brasileiros voltam a ser monopolizados por uma produção de super-heróis. “Homem-Aranha: Longe de Casa” estreia nesta quinta-feira em 1,6 mil salas, após bater recordes de arrecadação na China e nos Estados Unidos. Bastante elogiado pela crítica internacional, o filme é continuação direta do blockbuster “Vingadores: Ultimato” e mostra o herói (Tom Holland) ainda processando os eventos recentes, crise existencial potencializada para chegada de Mysterio (personagem vivido por Jake Gyllenhaal). Com muitas reviravoltas – algumas óbvias para os leitores dos quadrinhos clássicos – e uma surpresa inesperada para os fãs da trilogia original do Aranha, é tão bom quanto o divertido “Homem-Aranha: Volta ao Lar” e mais um blockbuster garantido para o MCU (Universo Cinematográfico da Marvel). Todos os demais lançamentos da semana são restritos ao circuito limitado – isto é, só entram em cartaz em um punhado (ou menos) de cidades. O melhor da programação alternativa é o drama “A Árvore dos Frutos Selvagens”, do célebre cineasta turco Nuri Bilge Ceylan (“Era uma Vez na Anatólia”, “Winter Sleep”). Exibido no Festival de Cannes, tem ritmo lento, mas compensa com uma fotografia e conteúdo primorosos, ao usar a experiência de um jovem, que retorna para sua pequena comunidade após a faculdade, como reflexão sobre a vida na Turquia moderna – e no mundo. Atingiu 95% de aprovação no site Rotten Tomatoes. O resto da seleção inclui um documentário sobre o diretor brasileiro Neville D’Almeida (“A Dama do Lotação”) e três longas franceses. O destaque desta lista é a comédia “Um Homem Fiel”, segundo longa dirigido pelo ator Louis Garrel, que segue os passos do pai (o cineasta Philippe Garrel) ao filmar o tema favorito do cinema francês: a infidelidade. O próprio Garrel assina o roteiro e também se escalou no papel principal para ser disputado por sua esposa, Laetitia Casta, e a jovem filha do ator Johnny Depp, Lily-Rose Depp. Confira abaixo a lista completa das estreias da semana com suas sinopses e trailers. Homem-Aranha: Longe de Casa | EUA | Super-Heróis A Árvore dos Frutos Selvagens | Turquia | Drama Sinan (Doğu Demirkol) é um jovem apaixonado por literatura que sempre sonhou em se tornar um grande escritor. Ao retornar para o vilarejo em que nasceu, ele faz de tudo para conseguir juntar dinheiro e investir na sua primeira publicação. O problema é que seu pai deixou uma dívida que atrapalhará os seus planos. Um Homem Fiel | Comédia | França Nove anos depois de deixá-lo pelo seu melhor amigo, a agora viúva Marianne (Laetitia Casta) volta para o jornalista Abel (Louis Garrel). Porém, o que parece um belo recomeço logo se mostra bem mais complicado e Abel se vê enrolado em um monte de drama, como as maquinações do estranho filho de Marianne e a questão de afinal o que aconteceu com o ex marido dela. Cézanne e Eu | Drama | França A história de amizade e rivalidade entre o pintor Paul Cézanne (Guillaume Canet) e o escritor Émile Zola (Guillaume Gallienne). Paul é rico. Emile é pobre. Mas dessa união irá surgir uma amizade que resiste ao tempo e às diferenças sociais. Os amigos, que se conheceram no colégio Saint Joseph, aprenderam desde crianças a compartilharem tudo um com o outro. Mas, na busca por realizar seus sonhos, os dois vão aprender a enfrentar os desafios da vida e, principalmente, sobre o valor da verdadeira amizade. Boas Intenções | Comédia | França Isabelle (Agnès Jaoui) dedica todo o seu tempo ao trabalho humanitário, ajudando imigrantes, doando roupa, preparando comida e ministrando aulas de francês para estrangeiros. Um dia, quando uma professora mais jovem aparece no mesmo centro onde ela dá aulas, Isabelle começa a se sentir ultrapassada. Enquanto se envolve numa competição com a novata, começa a negligenciar o marido e os filhos, criando outros problemas para solucionar além da miséria no mundo. Neville D’Almeida: Cronista da Beleza e do Caos | Brasil | Documentário Através de entrevistas, raras imagens de arquivo e um vasto material iconográfico, esse documentário busca resgatar a vida e o trabalho do cineasta Neville D’Almeida, desde a era do Cinema Marginal até o presente. Responsável por grandes sucessos como “A Dama da Lotação” e “Os Sete Gatinhos” e premiado em inúmeros festivais, Neville ainda assim teve muitos problemas com a censura durante o regime militar e também com o que ele chama de “ditadura dos editais”.
Homem-Aranha: Longe de Casa bate recorde de bilheteria em sua estreia na América do Norte
“Homem-Aranha: Longe de Casa” estreou na terça (2/7) nos Estados Unidos e Canadá, batendo um recorde histórico de bilheteria para um filme lançado nesse dia da semana na América do Norte. O longa-metragem da Sony com o super-herói da Marvel rendeu US$ 39,2 milhões em suas primeiras 24 horas de exibição nos dois países. Curiosamente, o recordista anterior das terças era “O Espetacular Homem-Aranha”, que trouxe Andrew Garfield no papel principal. O Homem-Aranha de 2012 fez US$ 35 milhões em sua estreia. A Sony aproveitou o feriado de 4 de julho, Dia da Independência dos Estados Unidos, para antecipar a estreia do longa. A expectativa é que a arrecadação fique entre US$ 125 e 150 milhões até domingo (7/7). A produção vem contando com o incentivo de críticas de positivas – 92% de aprovação no site agregador Rotten Tomatoes – e o atrativo de ser continuação direta do blockbuster “Vingadores: Ultimato”.
Tradução brasileira de Neon Genesis Evangelion vira polêmica entre fãs da obra original
A tradução dos episódios clássicos do anime “Neon Genesis Evangelion” continua rendendo polêmica. Depois de reclamações de censura contra os elementos LGBTQIA+ da trama nas legendas e na dublagem americanas, o trabalho dos tradutores brasileiros também entrou na lista de problemas apontados na nova adaptação da Netflix. As redes sociais registraram diversos protestos contra o uso de gírias, citando termos como “eu estou muito pistola”, “morre diabo” e “sem tempo irmão”, que adaptam memes populares – e inexistentes na época da produção dos desenhos originais. Curiosamente, um dos primeiros a observar o problema foi um usuário americano do fórum Reddit. Mas os brasileiros também acharam péssimo. “Vai começar uma onda de adaptar legendas de clássicos pra ficar em formato milênio? Tenha dó”, disse um internauta nacional. A inclusão de expressões modernas tem o claro objetivo de atualizar a trama. Entretanto, ignora que se trata de uma obra histórica, um marco reconhecido das animações japonesas feitas para a televisão, lançado originalmente em 1995. O produto é o mesmo de 25 anos atrás e não mudou com o simples relançamento. O que mudou foi sua tradução, que optou por reinventar o texto clássico da equipe de Hideaki Anno, motivando as diversas reclamações contra a adaptação. Como se sabe, gírias e expressões de modismo transitório servem apenas para datar produtos. Traduções que seguem essa tendência para parecer modernas tornam-se, paradoxalmente, antiquadas com maior velocidade, chegando a perder seu sentido quando as frases utilizadas saem de moda. Como exemplo extremo (no sentido de “bem antigo”), tente ler – e entender – algum gibi da Marvel lançado pela editora Bloch nos anos 1970, que seguiu essa “escola” de tradução. As dublagens anteriores da animação foram feitas pelos estúdios Mastersound (para o já extinto canal pago Locomotion) e, posteriormente, Álamo (para exibição na Animax). Já o relançamento foi redublado pela VoxMundi Audiovisual, com direção de dublagem por Fábio Lucindo – por coincidência, responsável por dar voz ao protagonista Shinji Ikari em todas as versões. O estúdio também redublou os filmes “End of Evangelion” (1997) e a continuação “Evangelion: Death (True)²”, ambos disponibilizados no catálogo da Netflix. Veja algumas das reclamações abaixo. Netflix is putting Brazilian memes in the Brazilian subs of Evangelion (????????) from r/anime Que merd* vcs deixaram fazer com a legenda de NG Evangelion? Vai começar uma onda de adaptar legendas de clássicos pra ficar em formato milênio? Tenha dó. #cagounatraducao — Hugo MB (@hugohmb) 3 de julho de 2019 e essas legendas engraçadinhas de Evangelion, Netflix? Agora pouco vi um “sem tempo, irmão “ (confesso que gostei) — na yeon ni (@akiramenay_) 26 de junho de 2019 Tô reassistindo Evangelion e tive que mudar as legendas de português para inglês pq a @NetflixBrasil achou que seria uma ótima idéia encher a legenda de meme… Ah, pelo amor de deus viu… — Aterro sanitário (@Renanrodri) 3 de julho de 2019 – entra no robô shinji– sem tempo irmão Respeito d shinji subiu para 10% — Bruna Ardat (@belzebrub) 1 de julho de 2019 A dublagem não fica muito atrás… com direito até a Asuka gritando "morre diabo"… — Giancarlo Silva ?? (@giancarlozero) 3 de julho de 2019
Atriz de Grown-ish será Ariel na versão live-action de A Pequena Sereia
A atriz e cantora Halle Bailey (da série “Grown-ish”) foi escolhida pela Disney para viver a Princesa Ariel na versão live-action de “A Pequena Sereia”. A confirmação incluiu comemoração da estrelinha nas redes sociais. Mas nem todos aplaudiram. A jovem de 19 anos é obviamente negra. E a primeira coisa que fez foi incluir uma ilustração de uma Pequena Sereia negra no Twitter, escrevendo “sonho que virou realidade” (veja abaixo). E, claro, isso rendeu polêmica instantânea nas redes sociais. “A Disney vai colocar uma Ariel ruiva ou negra em seus parques temáticos? Isso com certeza confundirá a cabeça das crianças”, escreveu um internauta menos exaltado. Tradicionalmente retratada como uma mulher branca de cabelos ruivos, inclusive na animação clássica do estúdio, Ariel quase foi vivida pela atriz Chloe Moretz (“Carrie, a Estranha”) numa produção rival, que acabou não indo adiante com a desistência da cineasta Sofia Coppola. Mas vale lembrar que Zendaya (a MJ de “Homem-Aranha: Longe de Casa”) já estava cotada para o papel, demonstrando o interesse da Disney num perfil diversificado. A nova versão começou a ganhar vida com roteiro de Jane Goldman (“Kingsman: O Círculo Dourado”), que foi reescrito por David Magee a pedido do diretor Rob Marshall. Ambos trabalharam juntos em “O Retorno de Mary Poppins”, no ano passado. A produção também negocia com Melissa McCarthy (“Poderia Me Perdoar?”), Jacob Tremblay (“Extraordinário”) e Awkwafina (“Podres de Rico”) para integrarem o elenco. Ariel será o primeiro papel de Halle Bailey no cinema, que, além de estrelar “Grown-ish” no papel de Sky, tem um projeto musical com sua irmã, a dupla Chloe x Halle. Na trama, a filha do Rei Tritão da Atlântida rebela-se para fazer parte do mundo humano e acaba se casando com um humano, o príncipe Eric, que ela resgatou de um naufrágio. O compositor Alan Menken, vencedor do Oscar de Melhor Canção Original pelo desenho dos anos 1980, também está no projeto, desenvolvendo com Lin-Manuel Miranda (outro de “O Retorno de Mary Poppins”) a nova trilha. Além disso, o longa contará com mais três vencedores do Oscar acostumados a trabalhar com Marshall: o diretor de fotografia Dion Beebe, a figurinista Colleen Atwood e o diretor de arte John Myhre. O trio trabalhou junto em “Memórias de Uma Gueixa” (2005) e “Chicago” (2002), do mesmo diretor. “A Pequena Sereia” é uma das últimas animações que restam para a Disney refilmar com atores, uma estratégia que continua a render hits, como “Aladdin”, lançado em maio, que está prestes a atingir arrecadação de US$ 900 milhões mundiais. Ainda não há previsão para a estreia. dream come true… ??♀️? pic.twitter.com/sndjYUS6wO — chloe x halle (@chloexhalle) July 3, 2019










