Trailer de comédia indie revela última aparição de Stan Lee no cinema
A Cinedigm divulgou o pôster e o trailer de “Madness in the Method”, comédia indie que registra a última aparição de Stan Lee no cinema. Trata-se de uma produção de baixíssimo orçamento, estética trash e abordagem meta, dirigida e estrelada por Jason Mewes como ele mesmo. A maioria dos atores e convidados interpretam a si mesmos na trama, que gira em torno da dificuldade de Mewes de ter sua carreira levada a sério. Projetado no papel do jovem traficante Jay, que formava dupla com Silent Bob nos filmes de Kevin Smith – desde o primeiro “O Balconista” (1994) – , Mewes nunca conseguir se desprender do personagem, visto sempre como um cabeludo descerebrado que fala gírias que só ele entende. Aconselhado por Smith (o Silent Bob), ele descobre o Método de interpretação e tudo muda em sua vida, ganhando papéis importantes para a descrença de todos os que o conhecem – entre eles, Stan Lee. O detalhe é que, na trama, o Método é título de um livro que parece ter poderes sobrenaturais… Mewes conheceu Stan Lee durante as filmagens de “Barrados no Shopping” (Mallrats, 1995), o segundo e um dos melhores longas de Kevin Smith. Por sinal, esse encontro chegou a ser homenageado numa das últimas participação do artista em filmes da Marvel. Na cena do metrô de “Capitã Marvel”, Lee apareceu lendo o roteiro de “Barrados no Shopping”, um dos papéis com mais diálogos de sua carreira. Outros famosos do elenco de “Madness in the Method” incluem Gina Carano (“Deadpool”), Jaime Camil (“Jane the Virgin”), David Dastmalchian (“Homem-Formiga e a Vespa”), Vinnie Jones (“Arrow”), Danny Trejo (“Machete”), Brian O’Halloran (“O Balconista”) e a dupla Teri Hatcher e Dean Cain, protagonistas da série clássica “Lois e Clark – As Novas Aventuras do Superman”. O filme, com produção da Red Rock Entertainment, terá première na San Diego Comi-Con no próximo fim de semana e estreia nos cinemas em 2 de agosto nos Estados Unidos. Não há previsão de lançamento no Brasil.
Galã de séries sul-coreanas é preso por estupro
O ator sul-coreano Kang Ji-Hwan, protagonista das séries locais “Children of a Lesser God” e “Joseon Survival”, foi preso na quarta-feira (10/7), acusado de estuprar uma mulher e de molestar sexualmente outra. Ambas as mulheres são integrantes da agência que cuida da carreira do ator, considerado um dos principais galãs da TV sul-coreana. Kang é acusado de assediar as mulheres quando elas dormiam em sua casa, depois de algumas rodadas de bebida na terça-feira. Após um encontro relacionado à agência, o trio foi para a casa do ator, onde teria ocorrido a violência. Uma das mulheres chamou a polícia e Kang foi preso. Segundo o Yonhap News, Kang alega não se lembrar dos atos. “Eu me recordo de beber com elas, mas depois não me lembro de nada. Eu acordei e me vi no mesmo quarto em que elas estavam dormindo”, afirmou o ator. A empresa de agenciamento do ator, a Huayi Brothers Entertainment Co., em que as duas mulheres trabalham, emitiu um comunicado se desculpando. “Nós assumimos total responsabilidade por não gerenciar adequadamente nossos atores, diante de um incidente desta gravidade”. A série “Joseon Survival” chegou a ser cancelada, mas a rede Chosun voltou atrás e substituirá o ator no restante da exibição, que está em sua reta final.
Vilão de Spectre teria sido visto em filmagens do novo 007
O próximo filme do espião 007 teve um segredo vazado. De acordo com o jornal inglês Daily Mail, Christoph Waltz retornará à franquia como o vilão Blofeld, papel que ele interpretou em “007 Contra Spectre” (2015). Waltz foi visto no complexo de estúdios Pinewood, na Inglaterra, onde o novo longa está sendo filmado. Segundo a publicação, o ator foi flagrado por um visitante e pediu discrição, chegando a dizer “você não me viu aqui”. Vale reparar que não foi um repórter que testemunhou a presença do ator, mas alguém que lhe disse ter visto. A informação alimenta meses de rumores sobre a participação de Waltz no filme, mas a escalação nunca foi confirmada oficialmente pelos produtores. Caso isso se confirme, ele dividirá a cena com um novo vilão, interpretado pelo vencedor do Oscar Rami Malek (“Bohemian Rhapsody”). Ainda sem título, o 25º longa de James Bond vai marcar a despedida de Daniel Craig do papel do icônico espião com licença para matar. A direção é de Cary Fukunaga (“Beasts of No Nation”) e a estreia está prevista para abril de 2020.
Vazamento de diálogos privados de Sergio Moro vai virar filme
O depoimento de Glenn Greenwald no Senado Federal, que aconteceu na quinta-feira (11/7), foi acompanhado por cinegrafistas estrangeiros com equipamentos cinematográficos, que registraram imagens da audiência pública. Uma produtora confirmou à imprensa brasileira que estava trabalhando em uma produção independente iniciada havia pouco tempo. Ao fim da reunião, o próprio Glenn confirmou a informação ao blog Entre Quatro Poderes. “Sim. Estamos trabalhando nisso. Por enquanto, estamos só registrando algumas imagens e depois veremos como aproveitá-las.” O longa seguiria o modelo de “Democracia em Vertigem”, documentário impressionista de Petra Costa, que reflete a narrativa petista da história recente do Brasil. Por sinal, Greenwald foi um dos nomes que a diretora agradeceu nos créditos de seu documentário. A nova obra seria focada na divulgação dos diálogos privados entre Sergio Moro e Deltan Dallagnol, capturados do aplicativo Telegram, e faria uma crítica à Operação Lava Jato. Será a segunda vez que uma reportagem de Greenwald vira filme. Seu trabalho na divulgação do programa secreto americano de vigilância da internet virou “Cidadãoquatro” (2014), vencedor do Oscar de Melhor Documentário em 2015. Na ocasião, o vazamento de informações tinha nome e sobrenome: Edward Snowden, ex-agente da NSA que denunciou e entregou material sigiloso para as reportagens. Desta vez, porém, a fonte de Greenwald é misteriosa e apenas se especula sua verdadeira motivação. Neste sentido, o filme poderia revelar muito, caso não se configure em material partidário. O tema parece sob medida para a cineasta americana Laura Poitras, diretora de “Cidadãoquatro” e também de “Risk” (2016), que igualmente aborda vazamentos de informações sigilosas, via WikiLeaks.
Incêndio em estúdio da Warner na Inglaterra destrói cenários de série da HBO
O estúdio da Warner Bros. de Leavesden, na Inglaterra, pegou fogo durante a madrugada de quarta (10/7). Segundo o jornal Daily Mail, foi um incêndio de grandes proporções, que precisou de 75 bombeiros, 18 caminhões e 16 horas de trabalho para ser contido. Não há informação sobre a totalidade dos danos do incêndio, mas o foco devastou a produção de “Avenue 5”, nova série da HBO que será estrelada por Hugh Laurie (“House”). O incêndio começou no galpão usado pela produção da série. O lugar estava vazio e não há feridos, mas objetos cenográficos – como uma nave espacial usada no programa – foram destruídos. Em sua reta final de produção, a série tinha apenas mais dois episódios para gravar em sua 1ª temporada. Um porta-voz do estúdio disse que nenhum outro set foi afetado, e que excursões de turistas estavam acontecendo normalmente em suas imediações. O local é conhecido por servir de cenário para grandes produções, como a saga “Harry Potter” – e virou ponto turístico para os fãs da franquia graças à preservação de diversos artefatos dos filmes. Este é o segundo incêndio recente registrado num estúdio inglês. No mês passado, um efeito explosivo mal realizado destruiu o teto de um galpão do tradicional estúdio Pinewood, durante as filmagens do novo filme de 007.
Diretor de Rocketman vai filmar Sherlock Holmes 3
O diretor Dexter Fletcher vai trocar os musicais de época por um suspense de época, ao negociar as filmagens de “Sherlock Holmes 3” com a Warner Bros. Segundo a revista Variety, o estúdio quer aproveitar que Robert Downey Jr. parou de filmar as produções da Marvel para produzir rapidamente um novo filme da franquia do detetive vitoriano. Fletcher chamou atenção com o sucesso de duas cinebiografias roqueiras consecutivas, a recordista “Bohemian Rhapsody” (na qual trabalhou sem créditos) e a recente “Rocketman”, ainda em cartaz nos cinemas. Robert Downey Jr. e Jude Law vão retornar como Sherlock Holmes e Dr. John Watson na nova produção, que teve o roteiro escrito por uma multidão. Há três anos, a Warner contratou os roteiristas Nicole Perlman (“Guardiões da Galáxia”), Justin Malen (“Baywatch”), Gary Whitta (“Rogue One: Uma História Star Wars”), Geneva Dworet-Robertson (“Tomb Raider”) e Kieran Fitzgerald (“Snowden”) para desenvolver a trama de “Sherlock Holmes 3”. Entretanto, o texto final teria sido escrito por Chris Brancato (cocriador da série “Narcos”). O projeto tem estreia marcada para o Natal de 2020, mas como esta previsão é do ano passado e as filmagens ainda nem começaram, a data está sujeita à revisão. Os dois longas anteriores de “Sherlock Holmes” foram lançados em 2009 e 2011, ambos sob a direção de Guy Ritchie, cujo filme mais recente é o sucesso “Aladdin”.
David Fincher vai voltar a dirigir um filme cinco anos após Garota Exemplar
O diretor David Fincher vai voltar a dirigir um filme, após passar cinco anos dedicando-se a produções de séries e projetos que não saíram do papel. Batizado de “Mank”, a obra será uma cinebiografia do roteirista Herman J. Mankiewicz e abordará os bastidores das lendárias filmagens de “Cidadão Kane”, lançado em 1941. O filme trará Gary Oldman, vencedor do Oscar por “O Destino de uma Nação” (2017) no papel principal e será centrado no turbulento relacionamento de Mankiewicz com o diretor e co-roteirista de “Cidadão Kane”, o cineasta Orson Welles. Apesar do tema hollywoodiano e o peso Oscarizado do protagonista, a produção será feita para a Netflix. Um dos motivos para a parceria com a plataforma é a opção de Fincher por uma fotografia em preto e branco. Os grandes estúdios, que já não costumam apoiar dramas, fogem quando percebem que se trata de uma produção sem cores, especialmente se o orçamento não for pequeno. Já a Netflix investiu forte em “Roma”, drama em preto e branco – e ainda por cima falado em espanhol – de Alfonso Cuarón, que acabou se provando um sucesso no streaming e ainda ganhou três Oscars. “Mank” é um projeto pessoal diretor. O roteiro foi escrito por seu pai, o jornalista Jack Fincher, que faleceu em 2002. O último filme dirigido por David Fincher foi “Garota Exemplar” em 2014. Desde então, ele se envolveu numa superprodução da Disney baseada em “20.000 Mil Léguas Submarinas”, na continuação de “Guerra Mundial Z” para a Paramount e em duas séries da HBO, todas abortadas. Em compensação, “Mank” fortalece seus laços com a Netflix, onde todas as suas parcerias foram bem-sucedidas, como as séries “House of Cards”, “Mindhunter” e “Love, Death + Robots”.
O Rei Leão divide a crítica e ganha uma das piores notas da Disney no Rotten Tomatoes
Há algo podre no reino do Rotten Tomatoes. As primeiras críticas avaliadas no site agregador sobre “O Rei Leão” provaram-se um contraste gritante em relação às ditas “primeiras impressões” no Twitter. Enquanto os fanboys que editam sites geeks (não são de cinema) urraram de satisfação ao sair da première do filme, os críticos (de cinema) vaiaram com insatisfação nas resenhas publicadas nesta quinta (11/7) nos Estados Unidos. O resultado foi uma nota de 57% para o filme em sua chegada ao Rotten Tomatoes. Uma decepção gigantesca, considerando o material e o elenco envolvido. Houve um consenso. O filme dirigido por Jon Favreau (dos blockbusters “Homem de Ferro” e “Mogli – O Menino Lobo”) seria visualmente impressionante. Os efeitos de computação gráfica, que criaram animais realistas, bastaram para que uma fatia da crítica considerasse o filme genial. Mas a outra metade destacou que o visual é apenas distração e não sustenta o filme, que seria incapaz de emocionar como o desenho original de 1994. Os bichos realistas não transmitiriam a mesma sensibilidade da animação tradicional. Apenas Timão e Pumba foram considerados efetivos, graças às confessadas improvisações de dublagem da dupla Billy Eichner (série “Parks and Recreation”) e Seth Rogen (“Os Vizinhos”). Já Donald Glover (da série “Atlanta”) e a cantora Beyoncé (“Dreamgirls”), que dão voz à Simba e Nala, teriam sido sub-aproveitados. A aprovação pode subir – ou cair – , mas neste momento, com 57%, “O Rei Leão” não entra nem sequer no Top 100 das melhores animações realizadas com o uso de computação gráfica avaliadas pelo Rotten Tomatoes. A nota também qualifica o filme como o segundo pior remake de fábula da Disney desde que o estúdio passou a investir nesta fórmula em 2010 – superando apenas os 46% de “Dumbo”, que fracassou nas bilheterias. O novo “O Rei Leão” estreia na próxima quinta-feira (18/7) no Brasil, um dia antes de seu lançamento nos Estados Unidos. Veja abaixo um resumo dos comentários da imprensa norte-americana. “Um filme bem feito, mas criativamente falido, de um estúdio de cinema comendo sua própria cauda” – Indiewire. “Às vezes é fascinante, freqüentemente é ridículo e às vezes – como quando um animal incrivelmente realista morre na tela à sua frente, enquanto seu único filho chora – atinge um limite grotesco” – The Wire. “O que constantemente ofusca a história são os efeitos, desde a menor contração de uma orelha até a visão impressionante de gnus em disparada” – Newsday. “É um lembrete comovente do que pode ser alcançado com todo o talento (e dinheiro) do mundo, bem como um lição preventiva sobre o que pode acontecer quando não há uma visão para unir tudo isso” – New York Magazine/Vulture. “Está faltando alguma coisa em ‘O Rei Leão’. Um propósito, talvez, e um coração” – Associated Press. “O resultado é um filme bem-feito e satisfatório, ainda que ao mesmo tempo se pareça mais com um produto de consumo do que a maioria dos revivals da Disney de seus clássicos animados” – CNN. “Este ‘Rei Leão’ é um remake fiel, e em termos de sua tecnologia, às vezes é muito bonito de se ver… Mas não há nenhum senso de encantamento neste novo ‘Rei Leão’ – seu atributo mais visível é a ambição” – Time.
Denise Nickerson (1957 – 2019)
A atriz Denise Nickerson, que na infância estrelou a primeira versão de “A Fantástica Fábrica de Chocolate”, de 1971, morreu nesta quinta (11/7), aos 62 anos. Ela sofreu um derrame em 2018 e entrou em coma, e desde então vinha sendo mantida viva com a ajuda de aparelhos. O falecimento aconteceu logo após sua família decidir desligá-los. Por conta do estado frágil, sofria com convulsões e recentemente contraiu uma pneumonia que deixou a situação ainda mais delicada. A família está buscando doações por meio do site GoFundMe para o enterro e o pagamento das dívidas com o hospital. Ela estava sendo tratada por seu filho e nora. Denise fez seu papel mais famoso quando tinha 13 anos, mas estreou muito antes na televisão, com apenas 8 anos, num episódio da série infantil “Flipper” de 1965. Ela também atuou em mais de 70 capítulos da cultuada novela gótica “Dark Shadows”, entre 1968 e 1970, antes de fazer sua estreia no cinema como Violet Beauregarde, a garota competitiva, arrogante e mascadora de chicletes, que ganha o prêmio de uma visita à fábrica de chocolates de Willy Wonka (Gene Wilder), junto de outras crianças. Apesar da precocidade e do sucesso do filme, a carreira da atriz foi curta. Ela estrelou o programa humorístico “The Electric Company” entre 1972 e 1973, fez algumas aparições em séries da época, como “A Família Sol Lá Si Dó” (The Brady Bunch) e “Abertura Disneylândia”, e apenas mais dois filmes, a comédia “Sorria” (Smile, 1975), estrelada por Bruce Dern, e “Zero a Sessenta” (Zero to Sixty, 1978), com Joan Collins. Curiosamente, ambos também se tornaram cultuados. Depois disso, ela só voltou a aparecer num documentário dos 30 anos de “Dark Shadows”, lançado em 1996, e fez poucas aparições em programas televisivos como ela mesma. Ao se afastar de Hollywood, ela se tornou uma enfermeira. Sua última entrevista foi registrada em 2016, por ocasião da morte de Gene Wilder, intérprete de Willy Wonka no filme de 1971. “Eu me sinto uma senhora de muita sorte por ter participado de algo que trouxe sorrisos para tantos rostos”, ela disse na ocasião, refletindo sobre o legado de “A Fantástica Fábrica de Chocolate”.
Relançamento de Vingadores: Ultimato joga estreias da semana no circuito limitado
O relançamento de “Vingadores: Ultimato” é a estreia mais ampla desta quinta (11/7), um caso nunca visto antes de filme que volta sem nunca ter saído de cartaz e de versão estendida que não estende um segundo sequer da trama. Mas graças a esse caça-níquel e aos blockbusters em exibição, as verdadeiras estreias da semana foram praticamente restritas ao circuito limitado. Entre as novidades, “Atentado ao Hotel Taj Mahal” tem o maior lançamento. Conhecido no resto do mundo como “Hotel Mumbai”, o longa transforma em suspense a reconstituição dramática de um ataque terrorista que aconteceu em 2008 num dos hotéis mais luxuosos da Índia, repleto de estrangeiros. O bom elenco internacional destaca Dev Patel (“Lion”), Armie Hammer (“Me Chame pelo Seu Nome”) e Nazanin Boniadi (“Counterpart”). Elogiado pela crítica americana, tem 76% de aprovação no Rotten Tomatoes. O resto da programação se restringe a três lançamentos europeus e um documentário brasileiro, que é, na verdade, o melhor da lista. “Estou me Guardando para Quando o Carnaval Chegar”, do veterano cineasta pernambucano Marcelo Gomes, retrata a rotina de uma cidadezinha no agreste conhecida por suas confecções de jeans, onde todos são obcecados pelo trabalho. Por vezes, parece uma obra de ficção. Mas seus personagens são reais. Exibido no Festival de Berlim, foi premiado no recente É Tudo Verdade. Outro lançamento premiado, o drama francês “Inocência Roubada”, reflete sobre o trauma do abuso infantil numa mulher adulta. Estreia do casal de diretores Andréa Bescond e o ator Eric Métayer, venceu o César de Melhor Roteiro e Atriz Coadjuvante (Karin Viard). Entretanto, é o outro francês, “Amor à Segunda Vista”, que tende a conquistar mais público. A história do homem que vai parar numa realidade paralela, em que o amor de sua vida nem sabe que ele existe, é uma comédia romântica fantasiosa. O estilo tem dominado produções nacionais recentes, mas o diretor Hugo Gélin (de “Uma Família de Dois”) evita clichês para divertir com criatividade. Por fim, o infantil alemão “A Pequena Travessa” é a última opção. Literalmente. Confira abaixo a lista completa das estreias da semana com suas sinopses e trailers. Atentado ao Hotel Taj Mahal | EUA | Thriller Mumbai, Índia, 2008. Um grupo de terroristas chega à cidade de barco, disposto a promover uma série de ataques em locais icônicos da cidade. Um deles é o luxuoso hotel Taj Mahal, bastante conhecido pela quantidade de estrangeiros e artistas que nele se hospedam. Quando os ataques começam, o humilde funcionário Arjun (Dev Patel) tenta ajudar todos a se protegerem, enquanto David (Armie Hammer) e Zahra (Nazanin Boniadi) buscam algum meio de retornar ao quarto em que estão hospedados, já que nele está seu bebê e Sally (Tilda Cobham-Hervey), sua babá. Amor à Segunda Vista | França | Comédia Do dia para a noite, Raphael (François Civil) acorda em um universo paralelo onde ele nunca conheceu Olivia (Joséphine Japy), o amor da sua vida. Agora ele precisa reconquistar a sua esposa, mesmo sendo um completo estranho para ela. Enquanto Raphael tenta entender exatamente o que aconteceu, ele corre contra o tempo para não perdê-la. Inocência Roubada | França | Drama Aos oito anos, Odette (Andréa Bescond) gostava de pintar e desenhar, como todo criança inocente. Eventualmente, ela também brincava com os adultos, por isso não recusou participar de uma “guerra de cócegas” com um homem mais velho, amigo de seus pais. Anos depois, Odette é uma adulta assombrada pelos traumas da infância, algo que ela vem tentando esquecer através da dança, atividade que ela pratica profissionalmente. A Pequena Travessa | Alemanha | Infantil Lilli Susewind (Malu Leicher) tem a habilidade de falar com animais, mas, fora seus pais, ninguém sabe deste segredo. Quando ela conhece Jess (Aaron Kissiov), um menino divertido e misterioso de sua nova escola, decide contar para ele. Juntos, os dois precisam achar um filhote de elefante que foi roubado do zoológico da cidade. Estou me Guardando para Quando o Carnaval Chegar | Brasil | Documentário Na cidade de Toritama, considerada um centro ativo do capitalismo local, mais de 20 milhões de jeans são produzidas anualmente em fábricas caseiras. Orgulhosos de serem os próprios chefes, os proprietários destas fábricas trabalham sem parar em todas as épocas do ano, exceto o carnaval: quando chega a semana de folga, eles vendem tudo que acumularam e descansam em praias paradisíacas.
Atriz da série Euphoria entra no novo Esquadrão Suicida
A atriz Storm Reid, atualmente na série “Euphoria”, vai viver a filha do personagem de Idris Elba (“A Torre Negra”) no novo filme do “Esquadrão Suicida”. A sequência está a cargo do cineasta James Gunn (de “Guardiões da Galáxia”), que pretende mudar a formação do grupo, juntando alguns dos personagens já vistos no cinema com novos vilões dos quadrinhos. O papel de Elba é uma das novidades do filme, mas não teve detalhes revelados. O elenco também inclui John Cena (“Bumblebee”), que tampouco teve seu personagem identificado, assim como Michael Rooker (“Guardiões da Galáxia”), mas a atriz portuguesa Daniela Melchior (“Parque Mayer”) foi apresentada como a Caça-Ratos e David Dastmalchian (“Homem-Formiga”) como o Bolinha. Além destas novidades, a continuação/reboot contará com as voltas de Margot Robbie (Arlequina), Jai Courtney (Capitão Bumerangue), Joel Kinnaman (Rick Flag) e Viola Davis (Amanda Waler), reprisando seus papéis do primeiro filme. Storm Reid foi revelada na produção de “12 Anos de Escravidão” (2013) e ganhou maior projeção ao estrelar a fantasia “Uma Dobra no Tempo” (2018). Ela também está na minissérie “Olhos que Condenam”, da Netflix, e após terminar sua participação como Gia na série “Euphoria”, da HBO, ainda vai filmar “O Homem Invisível”, atualmente em pré-produção, antes de começar a trabalhar no “Esquadrão Suicida”. A continuação chegará aos cinemas em 2021.
Sadako: Trailer de terror resgata criatura e diretor do filme O Chamado original
A produtora Kadokawa divulgou o segundo trailer e um vídeo musical de “Sadako”, novo filme da franquia japonesa que deu origem ao fenômeno “O Chamado”. E desta vez há um motivo para despertar o interesse do público. O longa marca a volta do diretor original, Hideo Nakata, responsável pelo primeiro “O Chamado” (Ringu), de 1998, à personagem do título. “Sadako” é, na verdade, o quarto filme de Nakata inspirado no livro do escritor japonês Kôji Suzuki. Ele também dirigiu “O Chamado 2” (1999) e até seu remake americano de 2005. Para quem não lembra, Sadako era a aparição feminina de cabelos sobre o rosto que inspirou inúmeras cópias, além de lançar a lenda urbana das antigas fitas de videocassete amaldiçoadas. Ela virou Samara nas versões feitas por Hollywood. A franquia duradoura começou com uma trilogia original japonesa – o terceiro longa contava a origem de Sadako. Após o frenesi inicial, Sadako voltou aos cinemas japoneses em 2012, após descobrir a internet em “A Invocação 3D” e na sua continuação de 2013. Ela até acabou brigando com a segunda aparição de cabelos na cara mais famosa do J-horror, Kayako (de “O Grito”), num crossover chamado “Sadako vs. Kayako” (2016), antes de voltar ao básico no novo filme. Na nova trama, Kazuma Akigawa (Hiroya Shimizu) é um aspirante a YouTuber que tenta testar a maldição de Sadako para conseguir mais seguidores… Claro que dá m. E sobra para Mayu (Elaiza Ikeda), a irmã de Kazuma, que é uma psicóloga que, ainda por cima, cuida de uma garota misteriosa com amnésia (Himeka Himejima). A estreia japonesa já aconteceu e agora o filme começa a circular pela Ásia, com lançamento marcado para o final de agosto em Taiwan e na Indonésia. O trailer com legendas em inglês foi feito para acompanhar a première no Festival Fantasia International, que acontece nesta quinta-feira (11/7) no Canadá. Não há previsão para a distribuição no Brasil.
Sophia Loren voltará a estrelar um filme após uma década
A atriz italiana Sophia Loren planeja voltar ao cinema, depois de uma década afastada, para protagonizar o remake de “Madame Rosa – A Vida à Sua Frente”, que será dirigido por seu filho Edoardo Ponti. Loren interpretará a personagem que dá nome ao filme, uma sobrevivente do Holocausto que forjará um vínculo emocional com um adolescente de 12 anos, imigrante do Senegal, chamado Momo. “Madame Rosa – A Vida à Sua Frente” é uma adaptação do romance francês “A Vie Devant Soi”, escrito por Roman Gary e publicado em 1975, e a primeira versão de cinema é de 1977. Protagonizada por Simone Signoret e dirigida pelo cineasta israelense Moshe Mizrahi, “Madame Rosa”, venceu o Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira de 1978. Sophia Loren não estrelava um filme desde o musical “Nine”, de Rob Marshall, lançado em 2009, mas está trabalhando 10 horas por dia na produção, que já começou a ser filmada na Itália, na cidade litorânea de Bari. Sobre trabalhar com o filho, a diva italiana disse à revista Variety que ele “não se conformaria com nada que não fosse o melhor para ela”. “Ele me conhece tão bem. Conhece cada centímetro do meu rosto, o meu coração, a minha alma. Ele só passará para a tomada seguinte quando conseguir a minha verdade mais profunda”. Por sua vez, Ponti elogiou a disposição de sua mãe e sua capacidade de trabalho. “Com 84 anos ela quer dar tudo para fazer um filme profundo, desafiante, tanto emocionalmente como fisicamente”, avaliou. Segundo o diretor, “a energia e paixão” com a qual Loren interpreta cada cena “é uma maravilha de se ver”. Ele já tinha dirigido a mãe anteriormente, em “Desejo de Liberdade” (2002). A nova versão de “Madame Rosa” ainda não tem previsão de estreia.






