Pretty Little Liars: The Perfectionists é cancelada após 1ª temporada
O canal pago Freeform cancelou “Pretty Little Liars: The Perfectionists” após a 1ª temporada. Cercado de expectativas, o spin-off do maior sucesso da emissora, “Pretty Little Liars”, não repercutiu nem atraiu grande público. Longe de refletir o status de blockbuster de “Pretty Little Liars”, a série derivada teve média de apenas 260 mil telespectadores ao vivo, atingindo 0,12 ponto na medição da Nielsen, praticamente traço. O projeto foi desenvolvido por I. Marlene King, criadora de “Pretty Little Liars”, e tem inspiração em outro livro de Sara Shepard, autora do best-seller (“Maldosas – Pretty Little Liars”) que serviu de base para a série original. Mas a trama de “As Perfeccionistas” foi adaptada com mudanças para integrar Alison e Mona na trama, já que o livro não tem relação com as personagens da outra história. Sasha Pieterse, novamente como Alison DiLaurentis, e Janel Parrish, como Mona Vanderwaal, entram nesta história na condição de professoras das novas maldosas, um grupo de estudantes da fictícia universidade de elite Beacon Heights University, que se tornam suspeitas da morte de um garoto popular, enquanto suas vidas – e segredos – desmoronam ao seu redor. O elenco ainda incluía Sofia Carson (a Evie de “Descendentes”), Sydney Park (Cyndie em “The Walking Dead”), Graeme Thomas King (“Greta”), Kelly Rutherford (Lily em “Gossip Girl”), Hayley Erin (da novela “General Hospital”) e o estreante Eli Brown. “Pretty Little Liars: The Perfectionists” estreou em 20 de março nos Estados Unidos e durou 10 episódios, deixando sua história sem conclusão. A série foi disponibilizada no Brasil pela plataforma Globoplay. Vale lembrar que este é o segundo spin-off da série original. Em 2013, King lançou “Ravenswood”, que era focada em Caleb (Tyler Blackburn), um dos personagens de “Pretty Little Liars”, e a atração também foi cancelada na 1ª temporada, após apenas 10 episódios. Em contraste com os dois fracassos derivados de sua trama, “Pretty Little Liars” foi encerrada em junho de 2017 com sete temporadas, consolidada como o maior sucesso do antigo canal ABC Family – que virou o Freeform em 2016.
Redes de cinema dos EUA proíbem máscaras e acessórios nas sessões de Coringa
Duas das maiores redes de cinemas dos Estados Unidos, a Landmark Theaters e a AMC Theaters, resolveram tomar precauções extras para as sessões de “Coringa”, filme sobre o vilão do Batman, que tem deixado as autoridades americanas em estado de alerta. Desde sua exibição no Festival de Veneza, o longa tem causado polêmica por sua suposta romantização do personagem do Coringa, retratado como um “incel” perigoso e bem-sucedido, que usa táticas de terrorismo para levar caos a Gotham City. Um memorando interno do FBI sugere que a trama poderia inspirar ataques violentos. Diante do perigo, as duas redes resolveram proibir a entrada em sessões de espectadores usando máscaras, pinturas faciais ou “qualquer objeto que esconda o rosto”. A Landmark também não permitirá o uso de fantasias. Outra proibição definitiva é a de armas de brinquedo ou acessórios que “possam fazer os outros espectadores se sentirem desconfortáveis”, nas palavras da equipe da AMC. Em contrasta a estas medidas, outra rede importante de cinemas nos EUA, a Regal, rejeitou a ideia de que “Coringa” possa inspirar ataques violentos. “Não acreditamos que o conteúdo ou a existência de um filme possa ser causa ou sinal de violência”, disseram porta-vozes da rede em comunicado. Representantes da Regal frisaram, no entanto, que estão sempre em contato com policiais e serviços de emergência para alguma eventualidade que aconteça em suas sessões. Vale lembrar que loucos e terroristas domésticos também vão ao cinema, e todo essa divulgação sobre supostos gatilhos existentes em “Coringa” pode aumentar o incentivo para ataques. “Coringa” estreia nos cinemas brasileiras na próxima quinta-feira (3/10), um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Disney e Sony se acertam e Homem-Aranha volta para a Marvel
Uma reviravolta inesperada nas negociações entre Disney e Sony garantiu a permanência do Homem-Aranha no MCU (Universo Cinematográfico da Marvel, na sigla em inglês). Pouco mais de um mês depois de anunciarem o fim de seu acordo, os dois estúdios encontraram um meio termo para voltar a trabalhar juntos, com o objetivo de lançar pelo menos mais um filme do super-herói no mesmo universo compartilhado pelos Vingadores. A novidade foi anunciada por ninguém menos que Kevin Feige, o chefão da Marvel. “Eu estou feliz que a jornada do Aranha no MCU vai continuar, e todos nós aqui da Marvel estamos muito animados que vamos continuar trabalhando nisso. O Homem-Aranha é um ícone poderoso e um herói que as histórias cruzam todas as idades e públicos ao redor do mundo. E também ele é o único herói com o superpoder de cruzar universos cinematográficos, então a Sony continuará a produzir os seus próprios filmes do Aranhaverso e você nunca sabe quais surpresas o futuro trará”, disse Feige, em comunicado. Os termos do novo acordo não foram revelados, mas Feige continuará a ser responsável pela visão criativa do terceiro longa do Homem-Aranha interpretada por Tom Holland, depois de “De Volta ao Lar” (2017) e “Longe de Casa” (2019). Além disso, pelo novo acordo, o Aranha irá aparecer como coadjuvante no filme de outro herói da Marvel, ainda não determinado. Tem mais: o terceiro “Homem-Aranha” tem até data de lançamento definida. Ainda sem título, chegará aos cinemas em 16 de julho de 2021. Os mesmos roteiristas do filme anterior, Chris McKenna e Erik Sommers, já estão trabalhando na história, que liderá com as revelações feitas ao final de “Longe de Casa”. Para quem não sabe, o Homem-Aranha não faz oficialmente parte do MCU porque a Sony comprou os direitos do personagem em 1999 por aproximadamente US$ 7 milhões, três anos após a Marvel declarar falência e uma década antes de ser comprada pela Disney. O primeiro filme foi lançado em 2002, com Tobey Maguire no papel principal, e foi um sucesso. Mas a pós a primeira trilogia, a Sony quis reinventar o personagem e implodiu a franquia. Após a compra da Marvel pela Disney em 2009 e a consolidação do MCU, os estúdios entraram em um acordo para a produção em conjunto de novos longas do herói, visando resgatar sua popularidade. A estreia de Tom Holland como Homem-Aranha aconteceu “Capitão América: Guerra Civil” (2016), que marcou a primeira parceria entre Sony e Disney. O último filme do herói, “Homem-Aranha: Longe de Casa”, arrecadou mais de US$ 1 bilhão nas bilheterias. E o sucesso mudou tudo. A Disney teria crescido o olho diante do desempenho do filme, que se tornou a maior bilheteria da Sony em todos os tempos. Paralelamente, a Sony percebeu que poderia usar o Homem-Aranha para ancorar um universo de adaptações de quadrinhos da Marvel independente da Disney. As duas posições dificultaram entendimento entre os estúdios para manter o Homem-Aranha no MCU. A oferta original feita pela Disney para renovar a parceria era um acordo de coprodução completo, bancando 50% de todos os filmes e dividindo os lucros ao meio. E além do Aranha, essa oferta se estenderia a produções como “Venom 2” e “Morbius”, atualmente em produção, que também seriam incorporadas ao MCU. A Sony recusou, pois os filmes do Aranhaverso representam seus maiores sucessos comerciais. Liderada por Tom Rothman e Tony Vinciquerra, a Sony simplesmente não queria compartilhar sua maior franquia. Em vez disso, propôs manter o acordo sob os termos atuais, em que a Marvel recebe na faixa de 5% do primeiro dólar bruto, sem precisar investir nenhum centavo, e ainda fica com todo o lucro do merchandising. A Disney recusou. Foi esse impasse que tirou, por 37 dias, o Aranha da Marvel. Mesmo com o final das negociações, a Sony manteve um tom elogioso em relação à Marvel e especialmente Kevin Feige. O prestígio do produtor, que preside a Marvel Studios, pode ter ajudado a retomar as negociações. Feige é o único produtor de Hollywood que nunca conheceu o fracasso. Todos os seus filmes da Marvel, desde o primeiro “X-Men” em 2000, quando ainda não presidia o estúdio, foram sucessos retumbantes. E ele é o responsável por “Vingadores: Guerra Infinita”, que neste ano destronou “Avatar” (2009) para se tornar a maior bilheteria de cinema de todo o mundo em todos os tempos.
Bella Thorne vai ganhar prêmio por sua estreia como diretora de pornôs
A atriz Bella Thorne, ex-estrelinha da Disney que atuou com Zendaya na série “No Ritmo”, será premiada por sua estreia na pornografia. Ela dirigiu um filme pornô intitulado “Her & Him”, que receberá um prêmio na 2ª Mostra Anual dos Prêmios Pornhub, realizada pelo portal de vídeos pornôs mais famoso da internet americana. “Her & Him” foi disponibilizado no começo do mês para assinantes do serviço Pornhub Premium. O vídeo é descrito como uma versão “moderna” de “Romeu e Julieta”, estrelada por Abella Danger e Small Hands. Para completar, a trilha sonora conta ainda com uma faixa do ex-namorado de Bella, Mod Sun. Bella Thorne declarou que gostou da experiência de dirigir o vídeo. “Foi interessante porque tínhamos sexo real no set, o que eu nunca tinha filmado antes. É um ambiente divertido”. Anteriormente, a atriz só tinha dirigido pequenos clipes de sua carreira como cantora, que nunca decolou. Ela receberá o prêmio no dia 11 de outubro. O evento contará ainda com uma performance do rapper Ty Dolla $ign.
Atriz de Killing Eve vai estrelar filme com Matt Damon e Ben Affleck
No embalo de sua vitória no Emmy 2019, como Melhor Atriz em Série de Drama por “Killing Eve”, Jodie Comer fechou participação no novo filme do diretor Ridley Scott. Ela será a protagonista feminina de “The Last Duel”, filme escrito e estrelado por Matt Damon e Ben Affleck, e fará os dois melhores amigos tentarem se matar. Os dois amigões não assinavam um roteiro cinematográfico juntos desde que venceram o Oscar por “Gênio Indomável”, que eles também estrelaram em 1997. Desta vez, porém, contaram com a ajuda de Nicole Holofcener (indicada ao Oscar por “Poderia Me Perdoar?”) para finalizar a história, que é adaptação de um livro de Eric Jager sobre eventos que teriam ocorrido na França do século 14. Na trama, Damon e Affleck vivem uma dupla de melhores amigos que é separada pela guerra. Apenas um deles é convocado para o conflito e, quando retorna, sua mulher (Comer) revela ter sido estuprada pelo outro. O protagonista apela então para o rei da França, usando sua posição como veterano de guerra para pedir autorização para um duelo até a morte. O livro posiciona este confronto como o último duelo legalmente sancionado no país europeu – daí o título. O filme estava sendo desenvolvido há alguns anos na Fox, mas a expectativa da aquisição do estúdio pela Disney deixara o projeto de lado. Não está claro se o estúdio continua envolvido, mas a produção será compartilhada pela empresa do diretor, Scott Free, e a produtora criada pelos dois astros, Pearl Street Films. As filmagens estão marcadas para o início de 2020, mas ainda não há previsão de estreia.
A Vida Invisível vai tentar emplacar indicação ao Oscar de Melhor Fotografia
O filme “A Vida Invisível”, de Karim Aïnouz, escolhido pelo Brasil para tentar uma vaga entre os indicados ao Oscar de Melhor Filme Internacional, pode obter nomeação em outra categoria: Melhor Fotografia. Em entrevista para o podcast Cinema Varanda, o produtor Rodrigo Teixeira (“Me Chame Pelo Seu Nome”) revelou que a equipe de produção acredita no potencial de Hélène Louvart, a diretora de fotografia francesa do filme, para conquistar votos da Academia. Seu currículo é repleto de prêmios, que incluem os trabalhos feitos para obras internacionais celebradas como “Pina 3D” (2011), “Ratos de Praia” (2017) e “Feliz como Lázaro” (2018). No sábado passado, ela venceu o 40º Festival Internacional de Cinematógrafos, uma espécie de Cannes dos diretores de fotografia, realizado na Macedônia, por seu trabalho em “A Vida Invisível”. “Ela acabou de ganhar um prêmio essa semana que é o Oscar dos fotógrafos. Acho que tem uma chance muito grande. A Amazon quer comprar essa briga e para isso teríamos que antecipar um pouco a estreia do filme nos Estados Unidos, porque senão estaríamos concorrendo apenas como filme estrangeiro”, disse Rodrigo. Com isso, o lançamento de “A Vida Invisível” deve acontecer em dezembro nos Estados Unidos, em vez de janeiro como estava planejado. A fotografia do filme brasileiro não é a única privilegiada por Teixeira para o Oscar 2020. Três filmes que ele produziu podem entrar na disputa da categoria. Além do trabalho de Hélène Louvart, “Ad Astra”, com direção fotográfica de Hoyte van Hoytema, e “O Farol”, fotografado em preto e branco por Jarin Blaschke, são fortes candidatos. Destes, apenas “A Vida Invisível” terá apoio da Amazon. A plataforma adquiriu os direitos da distribuição internacional do filme e pretende fazer campanha para sua premiação no Oscar. O que é uma mistura de boa notícia com alívio, já que, diferente dos anos anteriores, o atual governo brasileiro não apoia o cinema nacional. Nem a Ancine, nem a Apex, muito menos o Ministério da Cidadania darão apoio à campanha do longa – ou a qualquer outro filme que queira ser exibido no exterior até que novas eleições mudem o presidente do Brasil. Baseado em livro de Martha Batalha, o filme explora temas atualmente em voga em Hollywood: a denúncia do machismo e o empoderamento feminino. A trama acompanha Eurídice e Guida, duas irmãs jovens e inseparáveis que enfrentam os pais conservadores no Rio de Janeiro dos anos 1950 para realizar seus sonhos. Eurídice (Carol Duarte, de “O Sétimo Guardião”) quer ser pianista na Áustria e Guida (Julia Stockler, da série “Só Garotas”) quer ir atrás de seu amor na Grécia. Nada sai como planejado, mas as duas contam com o apoio de outras mulheres para sobreviver ao mundo machista. A estreia no Brasil vai acontecer em duas fases. Primeiro, “A Vida Invisível” foi lançado em algumas salas de Fortaleza (CE) em 19 de setembro. Já a distribuição nos demais estados está marcada apenas para 31 de outubro.
O Irlandês: Robert De Niro e Al Pacino rejuvenescem no trailer legendado do novo filme de Martin Scorsese
A Netflix divulgou um pôster e o novo trailer legendado de “O Irlandês”, novo filme de Martin Scorsese (“O Lobo de Wall Street”). A prévia mostra o elenco veterano, encabeçado por Robert De Niro, Al Pacino e Joe Pesci, rejuvenescidos digitalmente para contar uma trama que atravessa décadas. A prévia começa com um advogado (Ray Romano) perguntando a Frank Sheeran (De Niro) sobre todas os crimes que ele cometeu quando trabalhava para a máfia. Enquanto o criminoso nega tudo, cenas em que ele aparece fazendo exatamente o que é questionado são mostradas. Mas isso é apenas introdução. A trama logo se complica com o envolvimento da máfia na política e no sindicalismo, e ao voltar para o diálogo entre advogado e assassino, a trama aborda um dos grandes mistérios criminais dos Estados Unidos: que fim levou Jimmy Hoffa (interpretado por Pacino), líder sindicalista e do crime organizado, que sumiu inesperadamente e até hoje ninguém sabe como morreu. O filme conta com roteiro de Steve Zaillian, que adapta o livro de Charles Brandt “I Heard You Paint Houses”, sobre a vida de Frank “O Irlandês” Sheeran, o maior assassino da máfia americana. Robert De Niro e Scorsese não filmavam juntos há mais de duas décadas, desde “Cassino” (1995), que também marcou a última parceria do ator com Joe Pesci. O elenco também conta com Anna Paquin (“X-Men”), Jesse Plemons (“Fargo”), Harvey Keitel (“Cães de Aluguel”) e Bobby Cannavale (“Homem-Formiga”). A première mundial vai acontecer nesta sexta (27/9) na abertura do Festival de Nova York. Depois disso, o filme terá lançamento limitado nos cinemas em 14 de novembro, chegando ao streaming logo em seguida, no dia 27 de novembro.
Presidente da Marvel vai produzir filme da franquia Star Wars
Kevin Feige, o presidente da Marvel Studios, está aumentando sua influência na Disney. A revista The Hollywood Reporter apurou que o produtor está desenvolvendo um novo filme da franquia “Star Wars”. O produtor responsável pelo MCU (Universo Cinematográfico da Marvel, na sigla em inglês) teve um encontro com Kathleen Kennedy, presidente da Lucasfilm, e com os chefões da Disney, Alan Horn e Alan Bergman para discutir o projeto. Questionado a este respeito, o co-presidente e diretor de criação da Walt Disney Studios, Horn, confirmou a informação para o THR. “Estamos empolgados com os projetos em que Kathy e a equipe da Lucasfilm estão trabalhando, não apenas em termos de ‘Star Wars’, mas também de ‘Indiana Jones’ e outras produções da empresa, incluindo ‘Children of Blood and Bone’, com Emma Watts e a Fox. Com o fim da ‘Saga Skywalker’, Kathy está perseguindo uma nova era na narrativa de ‘Star Wars’, e sabendo que Kevin é um fã obstinado faz sentido para esses dois produtores extraordinários trabalharem juntos em um filme de ‘Star Wars'”, disse à publicação. A princípio, o envolvimento de Feige se daria por ele ser fã de “Star Wars”. Mas a Disney pode estar pensando além, em aproveitar a experiência de Feige como construtor do MCU para ajudar a Lucasfilm a se multiplicar num universo de histórias entrelaçadas. Além de “Star Wars: A Ascensão Skywalker”, que chega aos cinemas em 19 de dezembro, a franquia tem três séries em desenvolvimento para a plataforma Disney+ (Disney Plus) (Disney Plus) e um filme misterioso de David Benioff e D.B. Weiss (os criadores de “Game of Thrones”), sem título ou qualquer outra informação conhecida, com estreia marcada para 2022.
Cinemas recebem 15 estreias numa das melhores programações semanais do ano
As salas de cinema recebem nada menos que 15 filmes nesta quinta (26/9). E pelo menos metade vale o ingresso. Abaixo, é possível ver a lista completa das estreias com suas sinopses e trailers. Todos os títulos de multiplex são razoáveis. Com maior distribuição, “Abominável” mantém a qualidade das produções da DreamWorks Animation com uma aventura divertida que faz esquecer “PéPequeno”, outra animação recente sobre o Abominável Homem das Neves. Logo em seguida, no ranking da ocupação de telas, “Ad Astra” oferece o contraponto dramático para o público adulto. Apesar do tema espacial, a produção da Fox/Disney não é uma sci-fi repleta de ação para adolescentes. Há cenas trepidantes, mas o tom é mais contemplativo, ao estilo de “2001: Uma Odisseia no Espaço” (1968). Graças ao protagonismo de Brad Pitt e aos elogios da crítica americana, surpreendeu expectativas ao bater “Rambo” e atrair um público maior que o esperado em sua estreia no fim de semana passado nos Estados Unidos. O pacote americano tem mais dois títulos interessantes, que representam o cinema B bem feito. “Predador Assassino” junta enchente e crocodilos num thriller tenso, cortesia de Alexandre Aja (o diretor francês de “Piranha 3D”), enquanto o terror “Pyewacket – Entidade Maligna” combina possessão com trauma psicológico. Ambos superam os limites de seus gêneros para apresentar histórias envolventes. Apesar disso, são dois dramas brasileiros que merecem mais atenção do público. “Hebe – A Estrela do Brasil” é uma cinebiografia diferente das que costumam ser feitas no Brasil. Em vez de contar uma história de vida, faz recorte histórico de um período, mostrando Hebe Camargo em sua fase mais empoderada, enfrentando machismo, ditadura e patrões intransigentes para revolucionar a TV e os costumes brasileiros nos anos 1980. Acaba se tornando muito atual, já que o país enfrenta novamente as mesmas lutas sob o governo de Bolsonaro, retrocedendo 30 anos em questões de comportamento e civilidade. De quebra, ainda é um filme estilizado, com marca autoral de Maurício Farias (“Vai que Dá certo”), que filma muitas cenas às costas de sua esposa Andrea Beltrão – por sinal, perfeita no papel de Hebe. Já “Sócrates” é o destaque do circuito limitado. Longa de estreia do diretor Alex Moratto, o drama foi premiado em vários festivais e até no Spirit Awards, principal troféu do cinema independente americano, considerado o Oscar indie. A mesma premiação indicou o jovem ator Christian Malheiros (hoje conhecido por “Sintonia”) para disputar o troféu de Melhor Ator com Joaquin Phoenix (por “Você Nunca Esteve Realmente Aqui”), Ethan Hawke (“Fé Corrompida”), John Cho (“Buscando”) e Daveed Diggs (“Ponto Cego”). Impressionante. Na trama, Malheiros vive um jovem negro homossexual de 15 anos, morador da periferia de Santos, que precisa sobreviver sozinho após a morte da mãe. Todos esses filmes – menos “Hebe”, inédito nos EUA – têm mais de 80% de aprovação na média do Rotten Tomatoes. São títulos muito bem-avaliados pela crítica internacional. Mas apenas uma produção prevista para esta semana superou os 90% – na verdade, obteve 94%. Trata-se de “O Melhor da Juventude”, uma reconhecida obra-prima de Marco Tullio Giordana, que foi lançada originalmente na Itália em 2003, mas nunca tinha sido disponibilizada em circuito comercial no Brasil. O motivo é simples. O filme tem mais de seis horas de duração e, por isso, será programado nos cinemas em duas partes a partir desta quinta-feira. O longa segue a trajetória dos irmãos Nicola e Matteo Carati, que dividem os mesmos sonhos, esperanças, leituras e amizades até o dia em que conhecem Giorgia, uma garota com distúrbios psíquicos. Nicola começa a militar no movimento estudantil e mais tarde se torna um psiquiatra, enquanto Matteo abandona os estudos e entra na polícia. Em paralelo, o filme apresenta 40 anos da história da Itália, da luta contra a máfia aos grandes jogos de futebol da seleção nacional. Obra de fôlego, venceu a Mostra um Certo Olhar do Festival de Cannes, dominou o David di Donatello (o Oscar italiano) e colecionou uma galeria invejável de prêmios pelo mundo afora. Tem mais. O contundente documentário “Carta para Além dos Muros”, de André Canto, descreve a trajetória do HIV e da Aids no Brasil com boas entrevistas e inventividade formal. E os demais longas europeus tampouco deixam a desejar. Para saber sobre todos os lançamentos da semana, confira os trailers e siga lendo abaixo. Abominável | EUA | Animação Yi (Chloe Bennet) é uma adolescente que, certo dia, descobre que um yeti está no telhado do prédio em que ela mora, em Xangai. A partir disso, ela e seus colegas passam a chamar a criatura mística de “Everest” e, ao criarem laços com o animal, decidem levá-lo até sua família, que está no topo do planeta. Porém, os três amigos terão que conseguir despistar o ganancioso Burnish (Eddie Izzard) e a zoóloga Dra. Zara (Sarah Paulson), que querem pegar o yeti a qualquer custo. Ad Astra – Rumo às Estrelas | EUA | Sci-Fi Roy McBride (Brad Pitt) é um engenheiro espacial que decide empreender a maior jornada de sua vida: viajar para o espaço, cruzar a galáxia e tentar descobrir o que aconteceu com seu pai, um astronauta que se perdeu há 20 anos no caminho para Netuno. Hebe – A Estrela do Brasil | Brasil | Drama Hebe Camargo (Andréa Beltrão) se consagrou como uma das apresentadoras mais emblemáticas da televisão brasileira. Sua carreira passou por diversas mudanças ao longo dos anos, mas foi durante a década de 80, no período de transição da ditadura para a democracia, que Hebe, ao 60 anos, tomou uma decisão importante. A apresentadora passou a controlar a própria carreira e, independentemente das críticas machistas, do marido ciumento e dos chefes poderosos, se revelou para o público como uma mulher extraordinária, capaz de superar qualquer crise pessoal ou profissional. Sócrates | Brasil | Drama Depois da morte de sua mãe, o jovem Sócrates (Christian Malheiros), que foi criado apenas por ela durante os últimos tempos, precisa fazer tudo o que for possível para consiguir sobreviver na realidade da miséria, somado ao preconceito por ser homossexual. Seus valores e ideais são colocados na balança com o medo de não conseguir se virar sozinho. Predadores Assassinos | EUA | Thriller Quando a Flórida é vítima de um imenso furacão, os tsnunamis levam todos os habitantes a evacuarem o local. Mesmo assim, a jovem Haley (Kaya Scodelario) se recusa a sair de casa enquanto não conseguir resgatar o pai, gravemente ferido. Aos poucos, o nível da água começa a subir, Haley também se fere e tanto ela quanto o pai precisam enfrentar inimigos inesperados: gigantescos crocodilos que chegam com as águas. Pyewacket – Entidade Maligna | EUA | Terror Leah (Nicole Muñoz) é uma menina adolescente cheia de problemas e constantemente frustrada. Quando ela decide realizar um ritual oculto para invocar uma bruxa para matar sua mãe (Laurie Holden), acaba despertando um mal que jamais poderia imaginar. Filhas do Sol | França | Drama Bahar (Golshifteh Farahani) é a comandante das Filhas do Sol, um batalhão composto apenas por mulheres curdas que atua ofensivamente na guerra do país. Ela e as suas soldadas estão prestes a entrar na cidade de Gordyene, local onde Bahar foi capturada uma vez no passado. Mathilde (Emmanuelle Bercot) é uma jornalista francesa que está acompanhando o batalhão durante o ataque. O encontro entre as duas mulheres, dentro do cenário caótico que as cercam, irá mudar a vida de ambas permanentemente. O Menino que Fazia Rir | Alemanha | Comédia Um dos humoristas de maior relevância na Alemanha, Hans-Peter Kerkeling consagrou-se no mundo artístico também como ator, apresentador e roteirista. O que muitos de seus fãs sequer imaginam é que a sua infância foi uma verdadeira história de tragédia — que ele transformou em humor. O Melhor da Juventude | Itália | Drama A saga de uma família italiana desde o fim dos anos 60 até o início dos anos 2000. Os irmãos Nicola (Luigi Lo Cascio) e Matteo Carati (Alessio Boni) dividem os mesmos sonhos, esperanças, leituras e amizades até o dia em que conhecem Giorgia (Jasmine Trinca), uma garota com distúrbios psíquicos. Nicola começa a militar no movimento estudantil e, mais tarde, se torna um psiquiatra, enquanto Matteo abandona os estudos e entra na polícia. O percurso dos dois e do resto da família é apresentado paralelamente a acontecimentos importantes da história recente da Itália: a inundação de Florença, a luta contra a máfia e os grandes jogos de futebol da seleção nacional. Meu Amor por Grace | EUA | Drama 1920 era uma época de segregação e preconceito racial nas plantações de café do Havaí. Jo (Ryan Potter) é adotado por Doc (Matt Dillon), um médico novo na região. Conhecido por sua velocidade, Jo começa a trabalhar com entrega de medicamentos. Ao conhecer Grace (Olivia Ritchie), filha de um rico dono de plantação, o rapaz transcende todos os limites sociais para viver seu amor proibido. Caminhos Magnétykos | Brasil, Portugal | Drama Raymond (Dominique Pinon) é um francês na casa dos 60 anos de idade que vive em Portugal com sua esposa e sua filha, Catarina (Alba Baptista), uma jovem de 21 anos de idade que está às vésperas de se casar com um homem rico. Quando Raymond começa a se arrepender de concordar com o casamento apenas com o aspecto financeiro em mente, ele acaba se envolvendo em uma noite de pesadelos e revoltas pessoais. Ambiente Familiar | Brasil | Drama Alex, Fagner e Diógenes são três amigos que formam um laço familiar independente de ligação sanguínea. Mudando-se para uma casa em que vão morar juntos, os três rapazes dão apoio emocional uns aos outros na tentativa de, através de sua união, superar traumas vividos no passado e seguir em frente na vida adulta. Foro Íntimo | Brasil | Drama Mesmo não tendo cometido nenhum crime, um importante juiz criminal se vê preso. Isso porque, devido ao seu trabalho de risco, ele está sendo severamente ameaçado de morte. Para se proteger, ele precisará viver sob um forte esquema de segurança, e passar seus dias trancado no gabinete onde trabalha, no Fórum de Justiça, longe de todos os seus familiares. Carta para Além dos Muros | Brasil | Documentário A trajetória histórica do vírus HIV e da AIDS no imaginário brasileiro, desde a epidemia que tomou o mundo e deixou milhares de vítimas nas décadas de 1980 e 1990, até os dias atuais. Através de entrevistas com médicos, pessoas que vivem com o vírus, ministros, personalidades e representantes de movimentos conscientizadores sobre a epidemia, o diretor André Canto propõe uma reflexão sobre a evolução dos tratamentos e os desafios e estigmas ainda enfrentados por portadores de HIV. O Incerto Lugar do Desejo | Brasil | Documentário Uma mulher se vê frente a uma situação em que um forte desejo a levaria a mudar toda a sua vida. Esse e outras questões pessoais de Ana Thereza servem como ponto de partida para abordar o objeto principal deste documentário: o desejo. Não somente no sentido denotativo da palavra, mas, sobretudo, pelas suas formas e possibilidades de crescimento, ascensão e, além disso, de que maneira ele é capaz de se edificar a partir da idealização e da subjetividade.
J.K. Simmons volta a viver J.J. Jameson em vídeo inédito de Homem-Aranha: Longe de Casa
A Sony Pictures divulgou um vídeo inédito de “Homem-Aranha: Longe de Casa”. A divulgação acompanha o lançamento do filme em Blu-ray e traz J.K. Simmons como o ranzinza J. Johah Jameson. O material é extensão de uma das pós-créditos do filme. A cena atualiza o velho tablóide Clarim Diário, editado por Jameson, como um programa de fake news do YouTube, dando ao personagem dos quadrinhos uma inflexão indignada de apresentador de extrema direita. “Homem-Aranha, um psicopata com poderes que se chama de herói. Deixe eu lhe falar algo, garoto: você não é um herói. Mystério, esse sim é um herói. Você é um criminoso, uma ameaça”, diz o personagem no vídeo. Junto com o vídeo, a Sony ainda inaugurou um site do jornal fictício com matérias tendenciosas contra o Aranha. Esta é a quarta vez que J.K. Simmons vive J.J. Jameson no cinema. Ele foi o intérprete do personagem na trilogia original do “Homem-Aranha”, dirigida por Sam Raimi. A diferença é que, na ocasião, usava uma peruca para disfarçar sua calvície natural. Curiosamente, Simmons também é o dublador oficial de J.J. Jameson em todos os desenhos da Marvel desta década, como “Ultimate Homem-Aranha”, “Hulk e Os Agentes de S.M.A.S.H.” e “Os Vingadores Unidos”.
Jason Bateman negocia dirigir filme baseado no jogo de tabuleiro Detetive
Após vencer o Emmy 2019 de Melhor Direção de Série Dramática por “Ozark”, o ator Jason Bateman abriu negociações para comandar “Clue”, filme baseado no jogo de tabuleiro “Detetive”. Descrito como uma comédia de aventura, o longa tem produção de outro astro famoso, Ryan Reynolds, e roteiro de Rhett Reese e Paul Wernick, parceiros de Reynolds na franquia “Deadpool”. Para quem não conhece, o jogo clássico é inspirado nos mistérios literários do final do século 19 e começo do século 20 – como nos livros de Agatha Christie, Arthur Conan Doyle e outros – e gira em torno da investigação de um assassinato. Os participantes precisam descobrir quem é o assassino, qual foi a arma utilizada e o aposento em que ocorreu o crime, analisando os suspeitos, que incluem seis personagens: o Coronel Mostarda, Dona Branca, Sr. Marinho, Dona Violeta, Srta. Rosa e Professor Black. Vale lembrar que “Detetive” já foi levado anteriormente aos cinemas, numa comédia de 1985, que no Brasil recebeu o título “Os 7 Suspeitos”, ignorando a referência ao jogo. A Universal Pictures chegou a encomendar outra versão cinematográfica em 2008, que seria escrita por Burk Sharpless e Matt Sazama (a dupla de “Deuses do Egito”) e dirigida por Gore Verbinski (“Piratas do Caribe”). Mas o fracasso de “Battleship” (2012), baseado no jogo Batalha Naval, fez o estúdio desistir da brincadeira. Agora é a Fox que que está envolvida na adaptação, após fechar um acordo de produção com Reynolds. O astro também deve estrelar o filme. Bateman, por sua vez, começou nesta quarta (25/9) a produção da 3ª temporada de “Ozark”. Além de estrelar a série, ele vai dirigir mais dois episódios do novo arco. O sucesso nesta nova função também rendeu convite para Bateman dirigir os dois primeiros episódios da nova série “The Outsider” para a HBO. Caso confirme o acerto com “Clue”, a produção da Fox será seu primeiro trabalho de direção com orçamento de grande estúdio, após comandar duas comédias indies, “Palavrões” (2013) e “Desafiando a Arte (2015).
Estados Unidos entra em prontidão para ataques ligados à estreia do Coringa
Não é brincadeira. O Exército dos Estados Unidos entrou em estado de alerta para a estreia do filme “Coringa”, protagonizado por Joaquim Phoenix. Há uma preocupação sobre potenciais ataques violentos que podem ser estimulados pela produção. O Exército americano confirmou à imprensa que foi alertado pelo FBI de posts em redes sociais fazendo referência a planos destrutivos para as exibições do filme. Em seu memorando, o FBI assume uma gíria da internet para chamar esses suspeitos de incel. Novamente, não é brincadeira. Para quem (ainda) não sabe, o termo incel é um diminutivo da expressão “involuntary celibates” (celibatários involuntários, em inglês). São homens que não conseguem ter relações sexuais e amorosas e culpam as mulheres e os homens sexualmente ativos por sua incapacidade. Eles participam de inúmeros fóruns na internet e propagam misoginia e violência. A trama de “Coringa” mostra o personagem-título como um incel. O memorando diz que esses indivíduos “idolatram figuras violentas como o atirador do cinema em Aurora (no Colorado)”, que em 2012 matou pessoas que estavam assistindo ao filme “Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge” e também o Coringa. “Queremos nossas equipes preparadas e diligências nas bases e fora dela”, declarou o Exército. Familiares das vítimas do atirador do Colorado, em 2012, enviaram uma carta para a Warner Bros. manifestando preocupação com o filme. Em um comunicado, o estúdio afirmou que o filme “não endossa a violência do mundo real” e nem é “a intenção do filme, dos cineastas ou do estúdio manter esse personagem como um herói”. O estúdio também mencionou que “tem uma longa história de doações para vítimas de violência, incluindo Aurora, e nas últimas semanas, nossa empresa-mãe se juntou a outros líderes empresariais para convidar os formuladores de políticas a aprovar legislação para lidar com essa epidemia.”. “Coringa” venceu o Festival de Veneza e estreia nos cinemas brasileiras no dia 3 de outubro, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Paul McCartney revela ter ido disfarçado ver Yesterday no cinema
O músico Paul McCartney revelou que foi recentemente disfarçado ao cinema para assistir ao filme “Yesterday”, que conta a história de como seria o mundo se os Beatles não tivessem existido. Ele contou que queria saber como as pessoas reagiam a essa ideia e riu muito quando foi citado como “o melhor compositor” por alguém que acompanhava o filme próximo dele e de sua esposa Nancy Shevell. “Queríamos ver o filme com as pessoas, não com os executivos do estúdio. Achei ótimo”, ele explicou, durante entrevista no programa “The Late Show with Stephen Colbert”, da rede americana CBS. Sobre a música “Yesterday”, que dá nome ao filme, Paul comentou que a morte de sua mãe pode ter influenciado versos da composição, um dos maiores clássicos dos Beatles. “Na verdade, eu achava que esse triste episódio não tinha afetado minha musicalidade… mas anos depois de compor ‘Yesterday’, alguém me disse que a letra poderia ser sobre minha mãe e eu percebi que sim, poderia ser”, analisou. Na entrevista, ele também falou sobre sua relação com John Lennon. Disse que afinidade musical entre eles era muito grande que ainda sonha com o amigo. “Eu geralmente tenho sonhos com a banda, e eles são loucos. Frequentemente, estou com John e estou falando sobre fazer alguma coisa. Preparo meu baixo para tocar e ele está coberto de fita adesiva. Você sabe, são sonhos! Então, eu estou captando tudo e tentando falar com John. Eu tenho muitos sonhos com ele e sempre são bons”, contou Paul McCartney. A entrevista é divertidíssima. Veja abaixo o trecho em que ele fala de “Yesterday”, mas também confira o vídeo seguinte, que é de rolar de rir – além de confirmar que Paul McCartney é o cara mais legal do mundo.






