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Filme

Anne Hathaway vira Lenda da Disney 25 anos após “O Diário da Princesa”

Atriz recebeu a maior honraria da companhia e homenageou Julie Andrews, parceira que marcou sua estreia no cinema

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Filme de Tom Holland alcança marca em apenas 19 dias e vira a maior arrecadação da história da Sony Pictures

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  • Filme

    Disney encomenda remake da animação clássica Robin Hood

    11 de abril de 2020 /

    A Disney oficializou mais um remake de seu catálogo de suas animações clássicas. Desta vez, é “Robin Hood”, que virou longa animado em 1973 e teve uma canção indicada ao Oscar. Além de animada, essa versão da Disney se diferenciava por ser um musical antropomórfico – isto é, animais falantes viviam os personagens da fábula clássica. O famoso ladrão que roubava dos ricos para dar aos pobres era uma raposa, claro, enquanto João Pequeno tinha o tamanho de um urso e o ardiloso Príncipe João não passava de um leão da montanha com complexo de nobreza. A nova versão vai manter essas características, usando animação computadorizada de ponta para dar vida aos animais – que deverão ser menos realistas que os bichos falantes de “O Rei Leão”, já que no desenho original usavam roupas. Ao contrário dos muitos remakes em desenvolvimento no estúdio, essa adaptação não está será lançada no cinema. A produção foi encomendada para a plataforma Disney+ (Disney Plus), com roteiro de Kari Granlund, que assinou a história da versão live-action de “A Dama e O Vagabundo” (2019), também feita para o Disney+ (Disney Plus). Já a direção está a cargo do mexicano Carlos López Estrada, que, entre outras coisas, comandou o filme “Ponto Cego” (2018) e o clipe da música “When The Party Is Over”, de Billie Eilish. O contrato foi fechado antes da paralisação geral das produções de Hollywood, que aconteceu em março como precaução contra a pandemia do novo coronavírus. Por conta disso, não há previsão para sua estreia.

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    Netflix vai adaptar best-seller juvenil A Seleção

    11 de abril de 2020 /

    A Netflix encomendou a produção de um filme baseado em “A Seleção” (The Selection), franquia literária juvenil de Kiera Cass. Na trama, 32 garotas são selecionadas pela loteria para competir pelo coração de um príncipe e reinar uma nação destruída pela guerra. O livro da distopia romântica para adolescentes já vendeu 11 milhões de exemplares em todo mundo, originou uma franquia literária, com uma interminável coleção de continuações, contos, antologias e spin-offs, e quase virou série da rede The CW, que chegou a encomendar dois pilotos para a produção, em 2012 e 2013, sem aprovar nenhum deles – embora Mark Pedowitz, presidente do canal, tenha dito que o primeiro roteiro da dupla Elizabeth Craft e Sarah Fain (ambas da série “The Vampire Diaries”) era “muito bem feito”. Desta vez, a adaptação será um longa (o primeiro de uma provável franquia), com roteiro de Katie Lovejoy (“Para Todos os Garotos: Agora e para Sempre, Lara Jean”) e direção da cineasta árabe Haifaa Al-Mansour (“O Sonho de Wadjda” e “Mary Shelley”). Ambientado daqui a 300 anos no futuro, a trama acompanha America Singer (isto mesmo, Cantora Americana), candidata do distrito mais pobre a virar princesa por um concurso que é muito mais “The Bachelor” que “Jogos Vorazes”. A produção está a cargo de Denise Di Novi (“Adoráveis Mulheres”) e Pouya Shahbazian (“Divergente”). “Estou emocionado por trabalhar com a brilhante Haifaa Al-Mansour e nossos amigos da Netflix neste filme especial”, disse Shahbazian, em comunicado. “Tendo trabalhado em algumas adaptações de best-sellers, nunca vi o fervor e a paixão que os fãs de ‘The Selection’ demonstram pela série de livros de Kiera Cass, que adaptaremos em filme.” Di Novi também destacou “a base de fãs extraordinariamente fiel e apaixonada” no comunicado. “Kiera Cass criou uma fantasia fascinante, cuja mensagem de poder e autenticidade é mais relevante hoje do que nunca”, completou. Ainda ampliando o universo de “A Seleção”, Kiera Cass vai lançar mais um livro da franquia, “A Prometida” (The Betrothed), em 5 de maio. Para se ter noção da popularidade da escritora, o livro vai chegar no Brasil no mesmo dia da publicação nos EUA.

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    How to Build a Girl: Trailer de comédia britânica mostra como virar crítico de rock

    9 de abril de 2020 /

    A IFC Films divulgou o pôster e o trailer de “How to Build a Girl”, comédia britânica que adapta o livro homônimo de Caitlin Moran (“Raised by Wolves”) sobre uma garota tímida e fora de forma que sonha virar crítica de rock. A prévia mostra que, para conseguir seu objetivo, ela decide se reinventar, adotando cabelos vermelhos, roupas extravagantes e uma personalidade diferente, extrovertida e “perigosa”. Tudo combinado com um novo nome: Dolly Wilde. Dá certo. E graças à críticas cada vez mais maldosas, ela rapidamente se torna a crítica mais popular do Reino Unido. Mas nem todas as consequências de sua nova atitude são positivas. A própria Caitlin Moran adaptou seu livro, que é baseado em suas experiências nos anos 1990, mas com vários nomes alterados em relação aos fatos reais – note-se que o semanário musical Melody Maker, onde a escritora trabalhou, é rebatizado de D&ME na prévia, como na obra literária. O filme é dirigido por Coky Giedroyc (da série “Harlots”) e destaca Beanie Feldstein (de “Lady Bird”) no papel principal, além de vários astros famosos em seu elenco, como Alfie Allen (“Game of Thrones”), Emma Thompson (“MIB: Homens de Preto – Internacional”), Jameela Jamil (“The Good Place”), Lucy Punch (“Caminhos da Floresta”), Sharon Horgan (“Catastrophe”), Paddy Considine (“Peaky Blinders”), Frank Dillane (“Fear the Walking Dead”), Sarah Solemani (“O Bebê de Bridget Jones”) e Chris O’Dowd (“O Paradoxo Cloverfield”). Como a maior parte dos cinemas do mundo estão fechados, como prevenção contra a pandemia do novo coronavírus, “How to Build a Girl” será lançado diretamente nas plataformas de VOD (video on demand) em 8 de maio.

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    Dieter Laser (1942 – 2020)

    9 de abril de 2020 /

    O ator alemão Dieter Laser, que ficou conhecido como o sinistro Dr. Heiter em “A Centopeia Humana”, teve sua morte confirmada nesta quinta-feira (9/4). De acordo com informação divulgada em seu perfil no Twitter, ele faleceu em 29 de fevereiro, aos 78 anos. A causa não foi revelada. Na franquia trash do holandês Tom Six, Dr. Heiter era o médico psicótico obcecado em costurar pessoas vivas, unindo cirurgicamente ânus e bocas de vítimas diferentes para criar a Centopeia Humana do título. Dieter encarnou o personagem no primeiro filme, de 2009, e voltou em novo papel no final da trilogia, lançado em 2015, que também foi o penúltimo título de sua filmografia. Apesar dessa fama tardia, Laser teve uma longa trajetória no cinema e na TV da Alemanha, onde começou a trabalhar ainda nos anos 1960. Após papéis em várias séries, sua transição para o cinema se deu em “John Glückstadt” (1975), de Ulf Miehe. E este primeiro trabalho cinematográfico lhe rendeu o prêmio de Melhor Ator do ano no Lola Awards (o Oscar alemão). A premiação o tornou requisitado para produções do (então chamado) Novo Cinema Alemão. Estrelou, entre outros, “A Honra Perdida de Katharina Blum” (1975), de Volker Schlöndorff e Margarethe von Trotta, e “Cela de Vidro” (1978), de Hans W. Geissendörfer, ambos consagrados no Deutscher Filmpreis, a cerimônia dos troféus Lola. Ele repetiu a parceria com Schlöndorff em “O Guardião da Floresta” (1996) e também atuou em “Encontro com Vênus” (1991), do húngaro István Szabó, premiados no Festival de Veneza, mas só ficou mais conhecido fora da Alemanha ao estrelar a série sci-fi “Lexx” (1996-2002), uma coprodução canadense, alemã e britânica, que gerou grande culto internacional – seus capítulos foram exibidos como filmes na HBO. Na série, ele viveu o vilão Mantrid, que era obcecado por auto-cirurgia, numa performance que antecipou o tipo de trabalho que faria no final da carreira. Dieter Laser nunca chamou atenção de Hollywood. Até mesmo o primeiro “A Centopeia Humana” foi uma realização holandesa. Mesmo assim, tornou-se um ator bem conhecido dos fãs de terror em todo mundo. Não apenas como o Dr. Heiter, mas também como o Barão do terror “November” (2017), do estoniano Rainer Sarnet, que venceu vários prêmios no circuito dos festivais – do festival americano de Tribeca ao português Fantasporto. De fato, enquanto “A Centopeia Humana” é repudiada pela crítica, como uma das franquias mais nojentas de todos os tempos, “November” é exaltado por sua qualidade artística, com 96% de aprovação no Rotten Tomatoes. Foi o último trabalho do ator.

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    Vin Diesel indica que continuação de O Último Caçador de Bruxas está sendo escrita na quarentena

    9 de abril de 2020 /

    O ator Vin Diesel voltou a sugerir que uma sequência de “O Último Caçador de Bruxas” está atualmente em desenvolvimento. Ele usou seu Instagram para se dizer otimista em relação à criatividade que o período de quarentena pode gerar. “Alguns dos melhores roteiros serão escritos durante este período”, escreveu, ilustrando o texto com uma foto do filme de 2015. Em março, Diesel foi mais claro, afirmando que a Lionsgate tinha encomendado a continuação. Na época, ele disse que o estúdio tinha definido um roteirista e o projeto já estava sendo escrito. Curiosamente, “O Último Caçador de Bruxas” não fez sucesso de bilheterias – custou cerca de US$ 90 milhões e arrecadou apenas US$ 147 milhões mundiais. A produção trazia Diesel como um guerreiro medieval amaldiçoado com a imortalidade, que vaga pelas ruas de uma Nova York atual e se vê obrigado a juntar forças com uma de suas inimigas naturais, uma bruxa interpretada por Rose Leslie (a Ygritte de “Game of Thrones”), para enfrentar uma rainha bruxa maléfica prestes a soltar uma praga em toda a humanidade. Elijah Wood (o Frodo de “O Senhor dos Anéis”) e Michael Caine (o Alfred de “Batman Begins”) também integravam o elenco. Ver essa foto no Instagram Some of the best scripts will be written during this time… All love, Always. Uma publicação compartilhada por Vin Diesel (@vindiesel) em 8 de Abr, 2020 às 11:05 PDT

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    Trailer de Você Nem Imagina revela “irmã” lésbica de Sierra Burgess É uma Loser

    9 de abril de 2020 /

    A Netflix divulgou o pôster, fotos e o trailer sua nova comédia romântica adolescente. E a prévia revela que “Você Nem Imagina” (The Half of It) é basicamente a irmã lésbica e mais inteligente de “Sierra Burgess É uma Loser”. Ambos os filmes de streaming tem a mesma premissa, inspirada pela mesma obra: “Cyrano de Bergerac”, peça clássica de 1897. A criação de Edmond Rostand já ganhou inúmeras adaptações, de modo que é fácil identificar as referências ao triângulo amoroso formado em torno de uma troca de cartas ou, no século 21, mensagens de texto. Mas é importante destacar que “Você Nem Imagina” é a primeira versão dessa trama a culminar com uma saída do armário, e por isso também evoca uma leitura LGBTQIA+ de “Alguém Muito Especial” (1987) – cult escrito pelo mestre dos filmes adolescentes John Hughes. Embora Cyrano fosse narigudo e Sierra Burgess gorda, a heroína do novo filme não é realmente feia. Ao contrário, Elie Chu é bonita, apenas prefere ser tomboy (pouco feminina) – como a Watts (Mary Stuart Masterson) do filme dos anos 1980. Nerd asiática da escola, ela ganha dinheiro fazendo lições de casa dos colegas, até ser procurada por um colega com um pedido incomum: escrever uma carta de amor para uma garota. O detalhe é que, ao conhecer a tal garota, ela se apaixona. Mas esconde do menino, assim como vem escondendo seu lesbianismo de todos os demais. A história e a direção são assinadas por Alice Wu, que antes só tinha feito o longa “Livrando a Cara” (2004). Já o elenco destaca Leah Lewis (a Georgie da série “Nancy Drew”) como Elie, em sua estreia em longa-metragem, além de Daniel Diemer (“Sacred Lies”) e Alexxis Lemire (“The Art of Murder”) como os outros vértices do triângulo central. A estreia está marcada para 1 de maio em streaming.

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    Aprendiz de Espiã troca estreia no cinema pelo streaming da Amazon

    9 de abril de 2020 /

    A Amazon adquiriu a comédia de ação “Aprendiz de Espiã” (My Spy), do estúdio STX, para lançar em seu serviço de streaming. “Aprendiz de Espiã” deveria ter sido lançado em setembro do ano passado nos cinemas americanos, mas foi adiado para abril deste ano para se distanciar de outra comédia do ator Dave Bautista – o filme “Stuber”. Só que os cinemas fecharam devido a pandemia de coronavírus, deixando a produção sem data de estreia nos EUA – apesar do lançamento internacional em alguns territórios da Ásia e Oceania em janeiro. O serviço Amazon Prime Video fará agora a distribuição exclusiva do longa, que no Brasil seria lançado pela Diamond Films. O filme segue uma fórmula já explorada com sucesso por Arnold Schwarzenegger (“Um Tira no Jardim de Infância”), Jackie Chan (“Missão Quase Impossível”), Dwayne Johnson (“O Fada de Dentes”) e outros adeptos do cinema de pancadarias para ampliar seu público e conquistar a simpatia infantil: virar brutamontes bonzinho num contexto de comédia com criança. No filme, Bautista vive um agente da CIA que prefere explodir os inimigos a cumprir os objetivos de suas missões. Por conta disso, é colocado sob observação. Para piorar, durante uma tocaia, é flagrado por uma menina de 9 anos, que grava sua espionagem com um celular e negocia não colocar o vídeo no ar em troca de aulas para virar espiã. E ela dá um baile no durão, além de descobrir que ele não é tão insensível quanto tenta parecer. A precoce Chloe Coleman (de “Big Little Lies” e que também estará em “Avatar 2”) vive a garotinha e o elenco ainda inclui Kristen Schaal (de “O Último Cara na Terra/The Last Man on Earth”), Ken Jeong (“Se Beber, Não Case”) e Parisa Fitz-Henley (“Midnight Texas”). O roteiro é dos irmãos Jon e Erich Hoeber (“RED: Aposentados e Perigosos”) e a direção está a cargo do veterano Peter Segal (“Corra que a Polícia vem Aí! 33 1/3: O Insulto Final”). “Aprendiz de Espiã” é o quarto filme transferido dos cinemas para o streaming por conta da crise sanitária. Anteriormente, a Universal já havia disponibilizado a animação “Trolls 2” em VOD nos EUA, a Netflix comprou a comédia “The Lovebirds”, da Paramount, e “Artemis Fowl” trocou a projeção cinematográfica por exclusividade na plataforma Disney+ (Disney Plus). Veja abaixo o trailer legendado de “Aprendiz de Espiã”.

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    Empresa de filmes de Brad Pitt fecha parceria de produção com a Warner

    8 de abril de 2020 /

    A produtora Plan B, fundada por Brad Pitt, fechou um contrato de parceria, no estilo “first-look”, com a Warner Bros. Pictures. Isso significa que a Warner terá prioridade para avaliar projetos da produtora antes dos demais estúdios e decidir se deseja realizar os filmes. Além disso, também será responsável pela distribuição global das obras da Plan B, que até recentemente era parceira da Annapurna Pictures. Pitt fundou a Plan B em 2002 com seus sócios Dede Gardner e Jeremy Kleiner, e já produziu três longas vencedores do Oscar, “Os Infiltrados” (2006), “12 Anos de Escravidão” (2013) e “Moonlight: Sob a Luz do Luar” (2016). “Brad, Jeremy e Dede são cineastas extraordinários. Seu histórico de excelência fala por si mesmo. Estamos muito animados para colaborar com eles nos filmes dinâmicos e singulares pelos quais são conhecidos”, disse um comunicado assinado por Toby Emmerich, presidente da Warner Bros. Pictures, e Courtenay Valenti, presidente de produção e desenvolvimento da empresa. Os próximos lançamentos da Plan B, produzidos antes da assinatura do contrato, são drama político “Irresistible”, de Jon Stewart, “Kajillionaire”, da diretora Miranda July, e “Minari”, de Lee Isaac Chung, premiado no Festival de Sundance 2020.

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    Mulher-Maravilha 1984 ganha comercial com nova data de estreia nacional

    8 de abril de 2020 /

    Adiado devido à crise sanitária, “Mulher-Maravilha 1984” ganhou um novo comercial, que destaca a nova data de estreia nacional. Apesar da empolgação com que o narrador informa o lançamento em 13 de agosto, o filme ainda pode ser adiado mais uma vez, caso os cinemas continuem fechados. O adiamento foi pouco extenso. O longa protagonizado por Gal Gadot estrearia em 4 de junho no Brasil, e agora chegará pouco mais de dois meses depois. Além da nova data, a prévia de 30 segundos, divulgada pela Warner, traz diversos trechos vistos no trailer completo e alguns milésimos de segundos inéditos, como a explosão de uma muralha e um vislumbre das amazonas cavalgando em uma praia. O filme é novamente dirigido por Patty Jenkins e traz de volta a atriz Gal Gadot como a personagem-título e Chris Pine como o Capitão Steve Trevor. Apesar de poucos detalhes sobre enredo terem sido revelados até o momento, Kristen Wiig (“Caça-Fantasmas”) e Pedro Pascal (“Narcos”) viverão os vilões da produção, nos papéis da Mulher-Leopardo e do milionário Maxwell “Max” Lord.

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    Thomas L. Miller (1940 – 2020)

    8 de abril de 2020 /

    O produtor de TV Thomas L. Miller, responsável por sitcoms icônicos como “Happy Days”, “Três É Demais” (Full House), “Mork & Mindy”, “Laverne & Shirley”, “Step by Step” e o atual “Fuller House”, morreu no domingo (5/4) em Salisbury, Connecticut, de complicações resultantes de doenças cardíacas. Ele tinha 79 anos. Em sua carreira de seis décadas, Miller esteve por atrás de algumas das séries de comédias mais populares da TV americana. Apesar disso, elas não eram as favoritas da crítica, nem ganharam Emmys. Mas isso nunca o incomodou. “Nosso prêmio é que 30 milhões de pessoas estão assistindo”, disse o produtor, em uma entrevista de 1990 ao jornal Los Angeles Times. “Para mim, o objetivo é entreter. O fato dessas séries não ganharem prêmios não significa nada para mim se continuarmos agradando a tantas pessoas”. No Twitter, as estrelas de “Happy Days”, Ron Howard e Henry Winkler, prestaram homenagem a Miller. Howard o chamou de “gentil, inteligente e espirituoso” e alguém que acreditou desde cedo na sua capacidade de um dia virar diretor de cinema, enquanto Winkler escreveu que o produtor “me deu, junto com seus parceiros, minha vida em Hollywood”. Miller começou sua carreira em Hollywood trabalhando para seu ídolo, Billy Wilder. O cineasta contratou Miller como treinador de diálogos, e ele logo progrediu para diretor assistente, sem créditos, em clássicos como “Quanto Mais Quente Melhor” (1959), “Se Meu Apartamento Falasse” (1960), “Cupido Não Tem Bandeira” (1961), “Irma la Douce” (1963) e “Beija-me, Idiota” (1964). Ele disse que aprendeu muito com Wilder, e o diretor vencedor do Oscar continuou a ser sua grande influência criativa no resto de sua carreira. Os dois permaneceram amigos até a morte de Wilder em 2002. Após a experiência em Hollywood, Miller passou para a televisão, como assistente de William Self na 20th Century Fox, onde criou sua primeira série. Os dois compartilharam a paternidade da comédia “Nanny e o Professor”, em 1970. Ele então se mudou para a Paramount, virando vice-presidente de desenvolvimento para supervisionar a programação da divisão televisiva do estúdio. Neste período, Miller desenvolveu programas como “The Odd Couple” e “Love, American Style”, além de quase 20 telefilmes. Mas preferiu abandonar a carreira promissora como executivo de TV para se estabelecer como produtor, criando sua primeira empresa de produção com o parceiro Edward K. Milkis. Para a ABC, a Miller-Milkis Productions desenvolveu, junto com o futuro cineasta Garry Marshall, as comédias “Happy Days”, “Laverne & Shirley”, “Mork e Mindy” e “Joanie Loves Chachi”, entre várias outras, além do filme “Golpe Sujo” (1978), com Goldie Hawn e Chevy Chase, na Paramount. Em 1979, Miller se juntou a seu parceiro de vida Robert L. Boyett, com que formou a Miller/Boyett Productions. O casal co-criou a série de comédia “Bosom Buddies” e “Angie” e, em meados dos anos 1980, garantiu um acordo com a Lorimar Television para produzir seriados para toda a família, incluindo “Full House” e “Perfect Strangers”. Eles também produziram o blockbuster musical de Burt Reynolds e Dolly Parton, “A Melhor Casa Suspeita do Texas” (1982), para a Universal. Em 1996, Miller e Boyett uniram-se ao produtor Michael Warren para criar uma nova companhia, a Miller/Boyett/Warren Productions, que produziu “Family Matters”, “Step by Step” e “Dose Dupla”. Esta última, estrelada pelas gêmeas de “Full House”, Mary-Kate e Ashley Olsen, também foi a derradeira série original criada pelo produtor, em 1998. A partir daí, Miller se mudou para Nova York e começou a trabalhar na produção de peças de teatro com Boyett. Ele ganhou um Tony Award de Melhor Peça de 2011 por “Cavalo de Guerra” e foi nomeado na mesma categoria em 2019 por “Tootsie”. Depois de quase duas décadas afastados, Miller e seu parceiro Boyett voltaram ao universo das séries como produtores de “Fuller House”, continuação de “Três É Demais” na Netflix. A atração durou cinco temporadas e vai se encerrar neste ano. Em um comunicado, a WBTV, que produzia “Fuller House”, disse que Miller “nasceu para entreter, impregnado de paixão e amor irreprimíveis por trazer alegria aos outros através do trabalho de sua vida. E que conjunto de talentos ele possuía! Ele foi ao mesmo tempo um executivo atencioso e de bom gosto, um escritor extremamente talentoso e um produtor de grande êxito, cujas muitas séries de sucesso viverão muitos anos na memória coletiva dos fãs de todo o mundo. Todos no Warner Bros. Television Group e na família ‘Fuller House’ sentirão muito a sua falta”.

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    Amazing Grace: Lendário filme “perdido” de Aretha Franklin chega em VOD no Brasil

    8 de abril de 2020 /

    O lendário filme “perdido” de Aretha Franklin (1942–2018), o documentário “Amazing Grace”, chegou nesta quinta-feira (8/4) aos serviços de VOD do Brasil. “Amazing Grace” foi filmado em 1972 pelo famoso cineasta Sydney Pollack (1934–2008), responsável por clássicos de Hollywood como “A Noite dos Desesperados” (1969), “Mais Forte que a Vingança” (1972), “Três Dias do Condor” (1975), “Tootsie” (1982), “Entre Dois Amores” (1985) etc, e registra a célebre gravação do disco homônimo, que se tornou o maior campeão de vendas da história da música gospel. Pollack levou uma grande equipe de filmagens para registrar o show da cantora na Igreja Batista New Missionary, no bairro pobre de Watts, em Los Angeles, flagrando o fervor do público diante de uma Aretha divina, no auge de seu talento, aos 29 anos de idade. Mas, apesar de ser o mesmo show que virou o disco “Amazing Grace”, o filme não foi lançado, permanecendo no limbo por 46 anos, a ponto de ser considerado “perdido”, arquivado em lugar desconhecido, devido a uma série de problemas legais e técnicos. A falta de lançamento foi consequência de uma opção equivocada do diretor, que não fez captação direta de som, nem usou claquetes ou marcações nas imagens para ajudar na sincronia em pós-produção, o que tornou a edição sonora impossível de ser realizada na época. Pollack chegou a contratar leitores labiais para ajudar a encaixar as falas com as imagens, e trabalhou com editores especialistas, sem obter sucesso. A decepção fez o filme ficar abandonado por quatro décadas até que Alan Elliott, ex-produtor da Atlantic, redescobriu o material e, com uso de novas tecnologias digitais, começou um lento processo de juntar o som às cenas e finalmente editar o filme a partir das imagens brutas. Renascido, o filme teve sua primeira exibição pública logo após a morte de Aretha em 2018, durante o Festival AFI, em Los Angeles, e a reação de pública e crítica foi arrebatadora. “Amazing Grace” atingiu 99% de aprovação no site Rotten Tomatoes, com elogios unânimes dos críticos norte-americanos. A produção agora pode ser vista no Brasil por meio das plataformas Apple TV (iTunes), Now, Google Play, YouTube, Vivo Play e Sky Play. Veja abaixo o trailer do filme original.

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    Allen Garfield (1939 – 2020)

    8 de abril de 2020 /

    O ator Allen Garfield, que trabalhou em vários filmes de Brian De Palma, Francis Ford Coppola e Wim Wenders, morreu na terça (7/4) devido a complicações causadas por covid-19. Ele tinha 80 anos. Nascido Allen Goorwitz em 22 de novembro de 1939, em Newark, Nova Jersey, ele foi boxeador amador, estudou com Lee Strasberg e Elia Kazan no Actors Studio, em Nova York, e começou a carreira no teatro, antes de aparecer pela primeira vez no cinema em 1968, na comédia erótica “Orgy Girls ’69”. Ele fez carreira no cinema underground, com papéis nos primeiros filmes de Brian De Palma, “Quem Anda Cantando Nossas Mulheres” (1968), “Olá, Mamãe!” (1970) e “O Homem de Duas Vidas” (1972). Também participou do cult “Putney Swope” (1969), produção contracultural de Robert Downey, o pai do ator de “Homem de Ferro”, e em comédias sobre o amor-livre, como “O Corujão e a Gatinha” (1970), de Herbert Ross, e “Procura Insaciável” (1971), de Milos Forman. A lista de participações em obras que refletiram e marcaram sua época inclui “Bananas” (1971), de Woody Allen, “A Organização” (1971), de Don Medford, o impactante “O Candidato” (1972), de Michael Ritchie, em que Robert Redford disputava uma eleição para o Senado dos EUA, o clássico “Nashville” (1975), de Robert Altman, e o suspense “A Conversação” (1974), que inaugurou sua parceria com Francis Ford Coppola – continuada nos musicais “O Fundo do Coração” (1981) e “Cotton Club” (1984). Além de trabalhar com alguns dos principais nomes da então chamada “Nova Hollywood”, Garfield ainda atuou na comédia “Primeira Página” (1974), de um dos maiores mestres da velha Hollywood, Billy Wilder. Sua filmografia se manteve impressionante até o fim, seguindo com o cultuado “O Substituto” (1980), de Richard Rush, e duas produções do alemão Win Wenders, o clássico “O Estado das Coisas” (1982) e “Até o Fim do Mundo” (1991), sem esquecer sua fase de blockbusters com “Um Tira da Pesada II” (1987), de Tony Scott – viveu o chefe de polícia Harold Lutz – , e “Dick Tracy” (1990), de Warren Beaty. Vieram muitos outros filmes, de maior ou menor destaque, até que Garfield sofreu um derrame enquanto filmava o terror “O Último Portal” (1999), de Roman Polanski. Mesmo assim, ele retornou em “Cine Majestic” (2001), de Frank Darabont. Mas em 2004 teve um segundo ataque, que o deixou incapacitado. Desde então, o ator vivia no asilo Motion Picture Country House and Hospital, dedicado a cuidar de atores aposentados.

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    Recluso há anos, Jean-Luc Godard faz live de quase duas horas no Instagram

    7 de abril de 2020 /

    Recluso há muitos anos, sem dar sequer entrevistas presenciais, Jean-Luc Godard surpreendeu o mundo por participar nesta terça (7/4) de uma live no Instagram, que durou quase duas horas – 1h40, para ser preciso. Em bate-papo com Lionel Baier, diretor da ECAL (Escola de Arte de Lausanne), Godard falou de cinema, linguagem, literatura, pintura, palavra e ciência nesses tempos de coronavírus, sem sair de sua casa em Rolle, na Suíça. Vale lembrar que, antes disso, sua última entrevista pública tinha sido por meio de Facetime, no Festival de Cannes de 2018, quando também falou com a imprensa sem sair de casa. Na ocasião, competia pela Palma de Ouro com o filme experimental “Imagem e Palavra”. Godard iniciou a conversa lamentando o cancelamento dos tradicionais torneios de tênis de Wimbledom e Roland Garros, que acompanhava pela TV. Questionado sobre o que estava vendo na TV, ele confessou que não assiste muito à programação. “Mas às vezes vejo se passa algum filme antigo que quero rever”, ressaltou. E seguiu seus comentários com um raciocínio picotado, saltando entre temas ou retomando assuntos anteriormente abordados, num fluxo muitas vezes desencontrado. Por exemplo, quando o diretor lembrou do trabalho do fotógrafo francês Pierre Bonnard (1867-1946), observou: “Pintar com o pincel não é a mesma coisa que escrever (com um lápis), é outra forma de expressão. A linha da escrita (faz mímica) diz quase nada. A sala escura (de revelação de fotos) é como a caverna do Platão, a gente fixa a realidade sobre o papel.” E quando Baier perguntou se a ideia da caligrafia e da escrita era uma coisa plástica em seu trabalho, saiu-se assim: “Sim. O primeiro livro de filosofia que me marcou foi do Brice Parain (que participou do filme ‘Viver a Vida’, do próprio Godard), escritor e filósofo francês que escreveu ‘Recherches sur la nature et le fonction du language’ (1943). Para mim, a linguagem não é o idioma. Talvez um ou outro sejam diferentes, com origens únicas, como o basco (euskera) e o finlandês. A linguagem é outra coisa, como a pintura e todos os grande escritores, como James Joyce, que buscavam ir mais além do que é a língua falada. Meu último filme é um pouco primitivo, mas a palavra é minha voz, vem da minha garganta, não da minha língua. A pintura é ação com a mão. Escrever no computador não é.” Ele ainda comparou o cinema com a ciência. “O cinema é um pouco como um antibiótico.” E relembrou do passado, admitindo sentir falta de conversar sobre cinema com colegas da nouvelle vague, como Eric Rohmer, Jacques Rivette e François Truffaut, todos já falecidos. Veja abaixo a íntegra da live, em francês.

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