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Filme

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  • Filme

    Ready or Not diverte com mistura de terror, comédia e crítica social

    14 de abril de 2020 /

    Agendado para chegar nos cinemas brasileiros no ano passado, “Ready or Not” acabou saindo direto em VOD. E como os cinemas estão agora fechados, é uma boa oportunidade para o público brasileiros descobrir esse divertido filme, que está sendo disponibilizado com títulos diferentes, como “O Ritual” e “Casamento Sangrento”, dependendo da plataforma. Não é novidade que o cinema goste de retratar as discrepâncias sociais entre as classes menos e as mais favorecidas. No ano passado, uma grande leva de filmes abordou essa questão, de maneira direta ou indireta, como “Parasita”, “Coringa” e “Nós”. Por trás da tendência, claro, há uma razão política. Desde a eleição de Donald Trump, muito se tem falado a respeito do 1% mais rico, ou seja, sobre empresários bilionários que enxergam o restante da população como meras engrenagens na máquina que produz a riqueza deles. “Ready or Not” faz sua crítica por meio de metáforas. E o faz não apenas de maneira eficaz, como extremamente divertida. O roteiro dos novatos Guy Busick (da série “Watch Over Me”) e Ryan Murphy (“Minutes Past Midnight”) acompanha Grace (Samara Weaving), uma jovem de família humilde prestes a se casar com o milionário Alex (Mark O’Brien). Grace nunca se sentiu parte de uma família, e espera que isso mude uma vez que ela adentre o clã Le Domas, donos de um império iniciada pela venda de jogos de tabuleiro. Seu desejo de ser abraçada pelo calor familiar a faz ignorar as estranhezas dos Le Domas. Mas tudo muda na noite do casamento – realizado na mansão deles. Em vez de aproveitar a sua lua de mel, Grace é convidada a participar de um jogo envolvendo toda a família. Trata-se, segundo eles explicam, de uma tradição, uma maneira de acolher novos membros. A ideia é que ela retire uma carta de baralho e isso vai determinar o jogo daquela noite. Porém, quando ela retira uma carta escrita “esconde-esconde”, é iniciado um jogo mortal, no qual os Le Domas precisam caçar e matar a noiva até o amanhecer, numa cerimônia de sacrífico que garantirá a manutenção da fortuna deles. A crítica social proposta pelo roteiro é explicitada ao longo de toda a narrativa. A figura demoníaca com a qual a família fez um pacto em troca de riqueza pode ser entendida como o próprio capitalismo. E, para completar, os personagens são caricatos. A família Le Domas é composta por pessoas desprovidas de emoção e incapazes de assumir responsabilidades pelas suas ações – como é o caso da cunhada (Melanie Scrofano) de Grace que “acidentalmente” mata alguns dos empregados da casa. O único a ganhar um pouco mais de atenção é Daniel (Adam Brody), visto como alguém preso às tradições da família, mesmo discordando delas. Por mais que também não ganhe um grande desenvolvimento narrativo, a protagonista Grace acaba se destacando pelo carisma de Samara Weaving. A atriz, que já havia chamado atenção na comédia de terror “A Babá”, encarna a sua personagem com graça, sangue e determinação. Vinda de lares adotivos, Grace acreditava que sua vida só estaria completa se ela participasse de uma família. Por isso, ela se “disfarça” como um futuro membro dos Le Domas, vestindo-se e portando-se do jeito que ela julgava ser digno da alta sociedade. À medida que o filme avança, porém, seu comportamento muda. Tal mudança é acompanhada pelas alterações no figurino. Ao mesmo tempo, ela conhece os segredos sujos daquelas pessoas e estes segredos ficam impregnados na sua roupa. Os diretores Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett são os mesmos do terror de found footage “O Herdeiro do Diabo” (2014). Aqui, porém, pisam no freio para investir em uma trama mais leve e divertida. Mas isso não os impede de criarem sequências impactantes, como enfiar pregos na mão da mocinha e fazê-la dar tiros numa criança. A mistura de terror e comédia é eficaz. Ambos são gêneros que dependem de um timing muito específico para funcionarem, ambos provocam reações físicas no espectador (o riso e o susto) e ambos servem de metáforas para situações contemporâneas. “Ready or Not” é um ótimo exemplo de como essa combinação pode divertir.

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    Sarah Maldoror (1939 – 2020)

    14 de abril de 2020 /

    A cineasta Sarah Maldoror, pioneira do cinema angolano, morreu na segunda-feira (13/4), vítima da pandemia do novo coronavírus, em Paris. Nascida no sul da França, filha de mãe francesa e pai guadalupense, ela foi casada com o poeta e político angolano Mário Pinto de Andrade, fundador do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), partido que governa o país africano desde sua independência de Portugal, em 1975. Por isso, Sarah também se tornou conhecida por seu ativismo anticolonialista. Ela estudou cinema em Moscou, onde conheceu o senegalês Ousmane Sembène, conhecido como pai do cinema africano, e começou a carreira como assistente de direção no clássico “A Batalha de Argel” (1966), de Gillo Pontecorvo, filmado na capital argelina. Vencedor do Leão de Ouro, prêmio principal do Festival de Veneza, o longa retratava uma revolução popular e teve sua exibição proibida no Brasil durante a ditadura militar. Seu primeiro trabalho como diretora foi realizado dois anos depois: o curta “Monangambé”, inspirado em romance do escritor angolano José Luandino Vieira, que na época do lançamento, em 1968, encontrava-se preso em um campo de concentração no Cabo Verde. Mais dois anos e veio o primeiro longa, “Des Fusils pour Banta” (1970). A obra de Luandino voltou a inspirar a diretora em seu segundo longa, “Sambizanga”, que contou com roteiro de Mário Pinto de Andrade. Premiado nos festivais de Berlim e Cartago em 1972, o filme se passava durante a revolução de 1961 e acompanha Maria, moradora de um bairro precário de Luanda, que dá nome ao filme, em busca do marido pelas cadeias da cidade. Militante político, ele tinha sido preso, torturado e morto. Com esses trabalhos, Maldoror se tornou uma das primeiras mulheres a dirigir longa-metragens na África. Após a independência angolana, seu marido entrou em atrito com o colega de partido Agostinho Neto, que se tornou o primeiro presidente do novo país, e o casal entrou em exílio. Em Paris, a cineasta fez documentários sobre artistas, como a escultora colombiana Ana Mercedes Hoyos e a cantora haitiana Toto Bissainthe. Ao todo, Sarah Maldoror realizou mais de 40 filmes, entre curtas e longas. Seu último trabalho, “Eia pour Césaire”, um documentário sobre outro parceiro importante de sua carreira, o poeta da Martinica Aimé Césaire, foi lançado em 2009. Ela deixa duas filhas de seu relacionamento com Mário (morto em 1990), Annouchka e Henda.

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    Banda fictícia do filme The Wonders: O Sonho Não Acabou vai se reunir em live no YouTube

    13 de abril de 2020 /

    Todos os quatro membros da banda fictícia The Wonders, do filme “The Wonders: O Sonho Não Acabou” (1996), vão se reunir numa live na sexta-feira (17/4) para ajudar a arrecadar dinheiro para um fundo de ajuda ao enfrentamento a covid-19 e para prestar homenagem a Adam Schlesinger, que compôs o hit do filme. Os atores Tom Everett Scott (que interpretou o baterista Guy Patterson), Johnathon Schaech (o vocalista Jimmy), Steve Zahn (o guitarrista Lenny) e Ethan Embry (o baixista TB Player) estão confirmados e tuitaram posts sobre evento, que será transmitido pelo YouTube, neste link. No filme, eles interpretava uma banda dos anos 1960, que sai do anonimado para o estrelato da noite para o dia, graças ao sucesso de uma canção. Mas a pressão inesperada também demonstra que eles não estavam prontos para levar a carreira a sério, culminando na separação precoce do grupo. A chamada do evento de sexta, inclusive, fala em reunir a banda novamente. No reencontro, via Zoom, o elenco responderá perguntas dos fãs, mas também deve fazer algum tributo à música do filme, criada por Schlesinger, que morreu em 1 de abril, aos 52 anos, após contrair o novo coronavírus. O hit “That Thing You Do!”, título do filme nos EUA, foi indicado ao Oscar e ao Globo de Ouro de 1997 nas categorias de Melhor Canção Original. “The Wonders: O Sonho Não Acabou” foi o primeiro longa escrito e dirigido por Tom Hanks, que também pegou covid-19 nas últimas semanas, mas conseguiu se recuperar. OH MY GOODNESS!!! https://t.co/d4JgPnItEL — Ethan Embry (@EmbryEthan) April 13, 2020

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    Trolls 2 bate recorde de locação digital nos EUA

    13 de abril de 2020 /

    A Universal anunciou nesta segunda-feira (13/4) que “Trolls 2” (Trolls World Tour) se tornou sua maior estréia digital de todos os tempos. A animação foi lançada por período limitado para locação online no fim de semana da Páscoa nos EUA, durante apenas 48 horas, por US$ 19,99. Diante do fechamento dos cinemas, como medida de contenção da pandemia do novo coronavírus, a Universal resolveu testar como o público reagiria ao lançamento digital de uma obra inédita. Mas essa decisão incomodou o parque exibidor, já que o desenho seria lançado no circuito cinematográfico, e um eventual sucesso poderia impactar, no futuro, a distância estabelecida em comum acordo entre as estreias de filmes nos cinemas e sua disponibilização online – atualmente, em torno de três meses. Embora o estúdio não tenha apresentado números, especialistas no mercado de VOD, ouvidos pela revista The Hollywood Reporter, indicam que “Trolls 2” pode ter rendido 10 vezes mais para a Universal que o lançamento de seu maior best-seller digital, “Jurassic World: Reino Ameaçado”. Isto porque a animação foi o filme mais visto em todas as principais plataformas sob demanda no fim de semana, superando as expectativas dos distribuidores digitais, entre eles Amazon, Comcast, Apple, Vudu, Google/YouTube, DirecTV e FandangoNOW. Esse resultado pode ter finalmente dissolvido a dúvida sobre o interesse dos consumidores em filmes digitais e no quanto o público se dispõe a pagar para assistir a um lançamento “premium” em suas casas. Ainda não está claro se a Universal compartilhará os números oficiais do desempenho de “Trolls 2” nos próximos dias. Vale lembrar que a animação não foi disponibilizada em VOD no mundo inteiro. Por enquanto, o estúdio mantém os planos de realizar um lançamento cinematográfico de “Trolls 2” no Brasil, previsto para outubro.

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    Disney anuncia adiamento de suas próximas animações

    13 de abril de 2020 /

    A Disney anunciou uma segunda rodada de adiamentos de seus filmes, desta vez focada em suas próximas animações. A nova produção da Pixar, “Soul”, foi deslocada de sua data original (25 de junho no Brasil) para 20 de novembro. E até “Raya and the Last Dragon”, que só estrearia em janeiro de 2021, sofreu mudança. Agora, será lançada em 12 de março do ano que vem. As alterações no calendário foram informadas pelo perfil do Twitter da Disney. Veja abaixo. Com os novos adiamentos, agora o primeiro filme do estúdio com previsão de estreia cinematográfica é o remake live-action de “Mulan”. O lançamento, que chegaria em março, foi remarcado para 24 de julho, mês que outros estúdios ainda consideraram inviável – a Sony adiou “Morbius”, que chegaria às telas brasileiras em 30 de julho, para 19 de março de 2021 nos EUA, e passou “Ghostbusters: Mais Além”, de 10 de julho para 5 de março de 2021. Como a pandemia do novo coronavírus continua longe de ter uma solução, não está descartada uma nova alteração. Disney and Pixar's Soul in theaters November 20, 2020. #PixarSoul pic.twitter.com/sH9EAOxpNr — Disney (@Disney) April 13, 2020 Raya and the Last Dragon in theaters March 12, 2021. pic.twitter.com/9eacSr2L9s — Disney (@Disney) April 13, 2020

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    Salem’s Lot: Nova adaptação de Stephen King terá diretor de Annabelle 3

    13 de abril de 2020 /

    A Atomic Dog, produtora do cineasta James Wan (“Invocação do Mal”), definiu Gary Dauberman como diretor da adaptação cinematográfica de “Salem’s Lot”, livro de vampiros de Stephen King. Dauberman já estava no projeto como roteirista. A adaptação será seu segundo longa como diretor, após assinar “Annabelle 3: De Volta Para Casa” (2017), também produzido por Wan, e sua segunda adaptação de um livro de King, seguindo o sucesso de “It: A Coisa” (2018) e “It: Capítulo Dois” (2019) – duas partes da mesma obra literária. O livro de 1975 foi publicado como “A Hora do Vampiro” no Brasil, mas ganhou nome diferente quando virou telefilme e saiu em VHS no pais: “Os Vampiros de Salem” (1979). Este filme teve até continuação, que virou “Os Vampiros de Salem: O Retorno (1987)”, um ano depois de “Aliens: O Retorno”. Para completar, sua transformação em minissérie foi batizada como “A Mansão Marsten” em 2004. Apesar da dificuldade dos tradutores brasileiros, a história é sempre a mesma: um escritor retorna para sua cidade de origem, apenas para descobrir que todos ali se tornaram vampiros. O telefilme original e sua continuação foram dirigidos por mestres do terror, respectivamente Tobe Hooper (“Poltergeist”) e Larry Cohen (“Nasce um Monstro”), ambos recentemente falecidos. A New Line, produtora dos filmes de terror do grupo WarnerMedia, vai lançar a produção no cinema, mas ainda não há previsão de estreia.

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    Mulher-Maravilha 1984: Novas fotos destacam armadura dourada da heroína

    13 de abril de 2020 /

    A Warner divulgou duas novas fotos de “Mulher-Maravilha 1984”, incluindo uma imagem em que Gal Gadot veste a nova armadura dourada da heroína – que tem asas! Originalmente previsto para 4 de junho no Brasil, o filme teve seu lançamento adiado para 13 de agosto, devido à pandemia do novo coronavírus. “Mulher-Maravilha 1984” é novamente dirigido por Patty Jenkins e traz de volta a atriz Gal Gadot como a personagem-título e Chris Pine como o Capitão Steve Trevor. Apesar de poucos detalhes sobre enredo terem sido revelados até o momento, Kristen Wiig (“Caça-Fantasmas”) e Pedro Pascal (“Narcos”) viverão os vilões da produção, nos papéis da Mulher-Leopardo e do milionário Maxwell “Max” Lord.

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    Esquadrão Suicida 2: James Gunn diz que pós-produção não foi afetada pelo coronavírus

    13 de abril de 2020 /

    O diretor James Gunn revelou que a pós-produção em “O Esquadrão Suicida” (ou “Esquadrão Suicida 2”) não foi afetada pela suspensão de atividades decorrentes da prevenção contra a pandemia do novo coronavírus. Ao contrário, o filme estaria até adiantado em seu cronograma de trabalho, razão pela qual não teve sua estreia adiada. “No momento não há motivo para adiar o lançamento de ‘O Esquadrão Suicida’. Nós estamos em dia, ou até mesmo adiantados na programação. Fomos extremamente sortudos de termos terminado as filmagens e iniciado a edição em casa (devido à visão da equipe de pós-produção e do estúdio) antes da quarentena”, informou Gunn pelo Twitter. A estreia continua marcada para agosto de 2021. Além disso, Gunn garante que os planos para as filmagens de “Guardiões da Galáxia Vol. 3” tampouco foram afetados. “No momento, os planos para o ‘Vol. 3’ também são exatamente os mesmo desde antes do coronavírus”. Isto é, as filmagens continuam previstas para começar após o término da pós-produção de “O Esquadrão Suicida”. O roteiro está pronto há quase dois anos. Right now there’s no reason for #TheSuicideSquad release date to move. We are on or ahead of schedule. We were extremely fortunate to wrap shooting & set up editing from our homes (due to a post production team & studio with foresight) before quarantine. https://t.co/URRFXX58r3 — James Gunn (@JamesGunn) April 12, 2020 Right now the plans with Vol 3 are also exactly the same as they were before coronavirus. https://t.co/cVHe31gtPQ — James Gunn (@JamesGunn) April 12, 2020

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    Mentiras Perigosas: Suspense estrelado por Camila Mendes ganha trailer legendado

    13 de abril de 2020 /

    A Netflix divulgou o pôster e o trailer legendado de “Mentiras Perigosas” (Dangerous Lies), suspense estrelado por Camila Mendes (“Riverdale”). Na trama, ela viva a cuidadora de um idoso que, ao morrer, deixa todos os seus bens para ela. Ao se mudar para a residência do falecido, ela descobre um baú com uma fortuna em dinheiro, sem procedência conhecida, e se vê envolvida em uma rede de mentiras e assassinato, que o leva a perceber que não pode confiar em ninguém — nem naqueles que ama. O elenco de “Mentiras Perigosas” ainda inclui Jessie T. Usher (“The Boys”), Cam Gigandet (“Burlesque”), Elliott Gould (“Onze Homens e um Segredo”), Jamie Chung (“The Gifted”) e Sasha Alexander (“Rizzoli & Isles”). Conhecida pelo papel de Veronica em “Riverdale”, Mendes é filha de brasileiros e chegou a morar no Brasil durante a infância. “Mentiras Perigosas” é o segundo filme dela na Netflix. No anterior, “O Date Perfeito”, fez par com Noah Centineo. Com roteiro e direção de especialistas em telefilmes genéricos (David Golden e Michael Scott, de “Uma Babá Milagrosa”), o filme estreia em 30 de abril na plataforma.

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    Remake de Duna ganha primeira foto com Timothée Chalamet

    13 de abril de 2020 /

    A Warner liberou a primeira foto do remake de “Duna”, que traz Timothée Chalamet (“Me Chame Pelo Seu Nome”) no papel do protagonista Paul Atreides. A imagem foi veiculada originalmente pela revista Vanity Fair, que inclui uma entrevista com o ator em sua edição deste mês. “O que imediatamente me atraiu para Paul foi que, em meio a uma história cheia de detalhes, tão gigantesca, ele está em uma jornada de anti-herói”, explicou Chalamet, dizendo que seu personagem não está “procurando uma aventura”, mas com medo dela. “Ele quer ser este jovem general que vai estudar todas as técnicas do seu pai, a forma como ele lidera a família, antes de assumir o controle, o que ele imagina que seja dentro de uma década, ou algo assim”, continuou o ator. Mas fatos inesperados alteram essa perspectiva. Na trama, Paul faz parte de uma família aristocrática, que deixa seu planeta para supervisionar a mineração da Especiaria, o elemento mais valorizado do universo, no mundo de Arrakis. Quem controla a Especiaria tem uma vantagem econômica significativa diante dos adversários, o que faz com que a família real enfrente complôs e sofra um atentado. Apenas o filho, Paul Atreides, escapa e procura se vingar, usando a ecologia bizarra de Arrakis como sua principal arma. Em particular, os vermes gigantes que habitam as grandes dunas – e que são os verdadeiros responsáveis pela produção da Especiaria. A história de “Duna” foi originalmente publicada pelo escritor Frank Herbert em 1965 e ganhou fama de ser um dos livros de ficção científica mais complexos de todos os tempos, tanto que enfrentou dificuldades de produção em sua primeira adaptação cinematográfica, lançada em 1984 com direção de David Lynch (o criador de “Twin Peaks”). A obra originou uma franquia literária, que continua a ser estendida anos após a morte de Herbert, em 1986. O material também já rendeu duas minisséries do canal Syfy, a partir de 2000. A nova adaptação pode ser dividida em duas partes ou virar franquia, uma vez que a Warner já trabalha numa continuação e numa série derivada, inspirada em outro livro da saga, que será lançada no serviço de streaming HBO Max. O roteiro do filme atual foi escrito por Jon Spaihts (“Prometheus”) em parceria com o veterano Eric Roth (“Forest Gump”) e o diretor Denis Villeneuve (“Blade Runner 2049”), que também comanda as filmagens. Além de Timothée Chalamet (“Me Chame Pelo Seu Nome”), o elenco estelar inclui Josh Brolin (o Thanos de “Vingadores: Guerra Infinita”), Jason Momoa (o “Aquaman”), Oscar Isaac (“Star Wars: Os Últimos Jedi”), Rebecca Ferguson (“Missão Impossível: Efeito Fallout”), Zendaya (“Homem-Aranha: De Volta ao Lar”), Charlotte Rampling (indicada ao Oscar por “45 Anos”), Dave Bautista (“Guardiões da Galáxia”), Stellan Skarsgard (“Thor”) e Javier Bardem (“007: Operação Skyfall”). Por enquanto, a estreia de “Duna” está mantida para o mês de dezembro.

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    O Oficial e o Espião coloca Roman Polanski na berlinda

    13 de abril de 2020 /

    Recebido por piquetes feministas e manifestações de repúdio na França, o novo filme de Roman Polanski colocou o diretor na berlinda. Mas não por conta de cenas polêmicas, que inexistem. Na verdade, ele incomoda ativistas por algo que jamais explicita, apenas sugere sutilmente em seu subtexto. “O Oficial e o Espião” aborda o tema da inocência, o fato de alguém ser julgado e condenado por um crime que não cometeu. O problema, para muitas, é que o cineasta busca comparar o caso Dreyfus com seu próprio caso. Polanski foi condenado por estupro, admitiu o crime e fugiu dos EUA para a França para escapar da prisão nos anos 1970, situação que voltou à tona no bojo do movimento #metoo e após o surgimento de novas denúncias de supostas vítimas daquele período, acusações que mancharam definitivamente sua biografia. Mas o tema também se integra perfeitamente à fase mais recente dos filmes de Polanski, alimentada por uma dramaturgia humanista desde “O Pianista” (2002) e, refletindo os lançamentos mais próximos, calcada em diálogos – elementos enfatizados em “Deus da Carnificina” (2011) e “A Pele de Vênus” (2013), ambos baseados em peças de teatro. A obra atual ainda apresenta similaridades com “O Escritor Fantasma” (2010), que, como esta, também era uma adaptação de romance de Robert Harris, roteirizada pelo próprio autor. Formalmente falando, “O Oficial e o Espião” surge como um misto desses trabalhos, já que é centrado em conversas e contém poucas cenas de ação, mas também cria uma atmosfera de suspense e apreensão, levando em consideração o quanto o protagonista, o Coronel Georges Picquart (Jean Dujardin), vê-se envolvido em um jogo de cartas marcadas por membros antissemitas do corpo de superiores do exército francês, ao descobrir e tentar reparar uma injustiça: a prisão do oficial Alfred Dreyfus (Louis Garrel), o militar judeu mais proeminente do país, acusado de alta traição. A história reproduz um escândalo bastante conhecido na França e o título original, “J’Accuse”, refere-se ao editorial de mesmo nome escrito pelo romancista Émile Zola, que denunciou a conspiração por trás do envio de Dreyfus à prisão da Ilha do Diabo. O artigo foi publicado no jornal francês L’Aurore em 13 de janeiro de 1898 – e pode ser encontrado facilmente na internet – , três dias após o verdadeiro traidor, Esterhazy (no filme vivido por Laurent Natrella), ser inocentado pela justiça. Há muitos méritos artísticos no trabalho de Polanski. E não deixa de ser uma satisfação ver mais um trabalho do diretor, que é um verdadeiro mestre, pertence ao primeiro escalão e tem uma filmografia riquíssima, mostrando aos 88 anos um vigor artístico e uma capacidade técnica que muitos cineastas jovens jamais atingirão. Muitos pensam assim, tanto que Polanski foi premiado no Festival de Veneza e no César (o Oscar francês) como Melhor Diretor, justamente no momento em que o esforço para seu cancelamento atingiu o auge. O filme também se torna muitíssimo relevante nesses tempos de fake news, de pós-verdade. A trama mostra, de forma didática, como uma mentira vira verdade por imposição de forças superiores e essencialmente más. Na história, os inimigos de Dreyfus não se contentam em maltratar e manchar sua carreira; precisam também humilhá-lo. Nisso, entra a questão do antissemitismo, que na época já era forte, mas cresceria muito mais nos anos seguintes para se converter em ideologia política – o nazismo. Mas também poderia entrar, como ressaltam as contrariedades, a própria cultura do “cancelamento” social, que Polanski enxerga como o monstro que lhe acusam de ser. Por isso, fala-se mal de “O Oficial e o Espião”. Por isso, fala-se bem dessa obra, agora disponibilizada para locação virtual. Definitivamente, fala-se muito deste filme em que o nome de Roman Polanski parece ter sido grafado com caixa mais alta que o normal.

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    Felipe Simas é diagnosticado com covid-19

    12 de abril de 2020 /

    O ator Felipe Simas (“Segunda Chamada”) foi diagnosticado com o novo coronavírus. A revelação foi feita no sábado (11/4) por sua esposa, a influenciadora digital Mariana Uhlmann Simas, que usou os stories do seu Instagram para contar que ele está bem e ambos estão em quarentena. “Felipe está bem. Ele deu positivo para o corona, mas ele está bem. A gente está aqui em casa”, disse Mariana. Ela contou que a mãe do artista da Globo estava convivendo na casa deles quando o ator de 27 anos começou a sentir os sintomas da covid-19. Ana Paula Sang, então, voltou para sua casa e levou os netos Joaquim, de seis anos, e Maria, de três anos. O caçula Vicente, que nasceu em 20 de fevereiro, ficou com o casal. “A gente está sob todos os cuidados médicos, eu tenho falado com a pediatra das crianças sempre. O Felipe também já está com todos os cuidados, está tudo tranquilo. No início, ele sentiu os sintomas muito fortes. No primeiro dia que ele teve uma melhora, ele viu que, quando ele se esforça, ele tem uma recaída”, relatou a esposa de Simas. A influenciadora digital disse tem recebido muitas perguntas sobre onde o ator teria se infectado. “A gente não sabe. A gente estava de quarentena desde antes. Antes de decretarem a quarentena, eu nem levei mais as crianças para aula, porque eu já estava nervosa por conta do Vicente. […] A gente não tem saído por conta das crianças.” No entanto, segundo Mariana, Felipe Simas era o responsável por ir ao mercado e receber outras compras da família, mas ela ressalta que a origem da contaminação do ator não é relevante e reforça a importância do isolamento social para conter o avanço da pandemia. “Acho também que agora não é o momento de a gente pensar nisso. É o momento de se cuidar. Então, eu falo para todo mundo que puder: fique em casa sim, toma todos os cuidados, usa máscara se tiver que ir ao mercado”, disse a influenciadora digital, repassando para seus seguidores as principais recomendações médicas para evitar contrair o coronavírus.

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    Hilary Dwyer (1945 – 2020)

    11 de abril de 2020 /

    A atriz e produtora britânica Hilary Dwyer, que atuou ao lado de Vincent Price em filmes de terror dos anos 1960, morreu na semana passada por complicações de covid-19. A revelação foi feita neste sábado (11/4) por seu afilhado, Alex Williams, no Facebook. Ela tinha 74 anos. Nascida em 6 de maio de 1945 em Liverpool, Inglaterra, Hilary Dwyer pertencia à geração dos Beatles. Ela estudou balé e piano quando criança, virando atriz em séries clássicas dos anos 1960 – como “Os Vingadores” e “O Prisioneiro”. Sua estreia no cinema foi em “O Caçador de Bruxas” (1968), como a vítima aterrorizada do personagem-título, em sua primeira parceria com Vincent Price. O filme ficou conhecido por ser o último filmado pelo diretor Michael Reeves, que faleceu logo após o lançamento, aos 25 anos, devido a uma overdose de álcool e barbitúricos. Ela também atuou na sci-fi “Sequestradores do Espaço” (1969) e no western “Dólares de Sangue” (1969), antes de voltar a ser assombrada por Vincent Price, em “O Ataúde do Morto-Vivo” (1969), filme do ciclo de adaptações de Edgar Allan Poe da produtora AIP (American Internacional Pictures), com direção de Gordon Hessler. A mesma equipe também se juntou em “O Uivo da Bruxa” (1970), no ano seguinte. “Eu adorava Vincent”, ela disse durante uma convenção de 2010. “Eu interpretei sua amante, sua filha e sua esposa, e ele disse: ‘Se você interpretar minha mãe, eu me casarei com você.'” A atriz ainda apareceu numa adaptação do romance gótico “O Morro dos Ventos Uivantes”, estrelada pelo futuro James Bond Timothy Dalton – e curiosamente lançada no Brasil com o título de “O Solar dos Ventos Uivantes” (1970). Sua última aparição nas telas foi em um episódio de 1976 da série sci-fi “Espaço: 1999” (Space: 1999). Em 1974, ela se casou com o agente de talentos Duncan Heath e assumiu o nome de Hilary Heath, até seu divórcio em 1989. Os dois chegaram a lançar uma agência de empresariamento de atores, a Duncan Heath Associates, que foi vendida para a ICM em 1984. Duncan é atualmente co-presidente do Independent Talent Group. O afastamento das câmeras não representou o fim da carreira artística de Hilary. Ela se tornou produtora, lançando longas, telefilmes e séries, entre eles os thrillers “Inocente ou Culpado?” (1988), de Martin Campbell, “Jogos de Ilusão” (1995), de Mike Newell, e o drama “Violento e Profano” (1997), estreia na direção do ator Gary Oldman. Seu filho, Daniel Heath, é um compositor de trilhas bastante requisitado, que foi indicado ao Globo de Ouro por seu trabalho em “Grandes Olhos” (2014), de Tim Burton.

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