Criador de Euphoria filmou um longa com Zendaya durante a pandemia
Apesar da paralisação quase total das produções de Hollywood durante a pandemia de coronavírus, o cineasta Sam Levinson, criador da série “Euphoria”, conseguiu filmar um longa-metragem inteiro nas últimas semanas. Intitulado “Malcolm & Marie”, o longa é uma produção de baixo orçamento estrelada por Zendaya (estrelada de “Euphoria”) e John David Washington (“Infiltrado na Klan”), e foi inteiramente rodado entre 17 de junho e 2 de julho na Caterpillar House, residência conceitual com paredes de vidro localizada na California. Para realizar a produção, Levinson e sua equipe assumiram o compromisso de tomar diversos cuidados, como evitar contato, medições de temperatura diárias, utilização de copos e talheres descartáveis e, obviamente, o uso de materiais de proteção. Com essas restrições, a produção teve sua filmagem liberada pelos principais sindicatos da Indústria cinematográfica americana (SAG, dos atores, WGA, dos roteiristas, e DGA, dos diretores). “Malcolm & Marie” foi escrito, dirigido e produzido por Levison, que ainda financiou o longa em conjunto com seus atores. Segundo o site Deadline, o projeto, que ainda não tem previsão de estreia, foi instigado por Zendaya. Durante a paralisação das gravações de “Euphoria”, a atriz ligou para Levinson perguntando se ele não teria algo fácil e rápido para filmar durante a quarentena, aproveitando que estavam todos parados. Em seis dias, Levinson escreveu “Malcolm e Marie”. O filme ainda não teve a sinopse divulgada, mas as fontes do Deadline comparam sua trama a “História de um Casamento” da Netflix, ao mesmo tempo em que deve abordar alguns dos temas sociais que o mundo está experimentando nos últimos meses. “Malcolm e Marie” acabou se tornando o primeiro e até o momento único longa com filmagem iniciada e concluída durante a pandemia. Zendaya divulgou a primeira foto do longa na quinta (9/8) em seu Instagram. Ver essa foto no Instagram Malcolm & Marie Uma publicação compartilhada por Zendaya (@zendaya) em 8 de Jul, 2020 às 4:03 PDT
The One and Only Ivan: Nova fantasia da Disney ganha primeiro trailer
A Disney divulgou o pôster e o trailer da fantasia “The One and Only Ivan”, que combina atores reais e bichos falantes de computação gráfica. Originalmente prevista para agosto nos cinemas brasileiros, a produção teve a estreia transferida para a plataforma de streaming Disney+ (Disney Plus), que não está disponível no Brasil. O filme é uma adaptação do livro infantil “O Grande Ivan”, de Katherine Applegate, e conta com grande elenco. Lançado em 2012, o livro acompanha um gorila chamado Ivan, que vive em uma jaula em um shopping center, juntamente com um velha elefante doente chamado Stella e um cão vadio chamado Bob. Ivan não recorda a vida antes do shopping, mas quando Ruby, uma bebê elefanta, passa a lhes fazer companhia, ele se sensibiliza e começa a redescobrir sua vida anterior à prisão, preparando um plano para salvar a pequena Ruby de seu confinamento. Premiado com a Medalha Newberry (conferida por associações de livrarias americanas ao melhor livro infantil do ano), a obra é toda narrada pelo gorila e já vendeu mais de 1 milhão de exemplares. Mas a história é baseada num fato real. Ivan foi um gorila que realmente existiu e ficou conhecido, nos anos 1970, por assistir TV e realizar pinturas com os dedos, vivendo 27 anos numa vitrine de shopping center. A adaptação da Disney é um híbrido de animação e live-action, como “Mogli, o Menino Lobo” (2016), e tem produção de ninguém menos que Angelina Jolie (a “Malévola”), que também dubla Stella, uma das elefantas. Outras vozes famosas do elenco incluem Sam Rockwell (“Três Anúncios para um Crime”) como personagem-título, Helen Mirren (“A Rainha”), Danny DeVito (“Dumbo”) e Brooklynn Prince (“Projeto Flórida”), que dá voz à pequena Ruby. Já o elenco de carne e osso destaca Bryan Cranston (“Breaking Bad”) como o “pai” humano e carcereiro de Ivan. A adaptação do livro foi escrita pelo roteirista Mike White (“Escola de Rock”) e a direção é assinada por Thea Sharrock (“Como Eu Era Antes de Você”). “The One and Only Ivan” é a segunda produção da Disney a trocar os cinemas pelo streaming. A primeira foi “Artemis Fowl”, lançado em junho nos EUA com críticas extremamente negativas (apenas 9% de aprovação no Rotten Tomatoes).
Diretor do Homem Invisível filmará novo Lobisomem com Ryan Gosling
A Universal quer repetir o sucesso de “O Homem Invisível” em seu próximo filme de monstro clássico. O estúdio contratou o diretor Leigh Whannell, responsável pelo blockbuster recente, para comandar o reboot de “O Lobisomem”, que será estrelado por Ryan Gosling (“La La Land”). O próprio ator concebeu o projeto, que foi roteirizado por Lauren Schuker Blum e Rebecca Angelo (ambas roteiristas da série “Orange Is the New Black”). A primeira é casada com o produtor Jason Blum, dono do estúdio Blumhouse, que também trabalhou na produção de “O Homem Invisível” para a Universal. Segundo os sites The Hollywood Reporter e Variety, Gosling viveria um apresentador de telejornal infectado pela maldição da licantropia. Além disso, a história teria um clima de “Rede de Intrigas” (1976) e “O Abutre” (2014), filmes que criticaram o sensacionalismo televisivo. Mas fãs de clássicos de terror sabem que não seria a primeira vez que um telejornalista vira lobisomem no cinema. Isto já aconteceu em “Grito de Horror” (1981), de Joe Dante. De todo modo, trata-se de uma história bem diferente de “O Lobisomem” original de 1941, estrelado por Lon Chaney Jr., e até do remake de 2010, com Benicio del Toro. Ambos contavam a história de um homem cético que, ao voltar à sua terra natal, era mordido por uma criatura lendária e começava a se transformar. Por conta da pandemia de covid-19, a data para o início das filmagens ainda não foi divulgada.
A Crônica Francesa: Trailer do novo filme de Wes Anderson é repleto de astros famosos
A 20th Century Studios do Brasil (ex-Fox) divulgou o pôster nacional e o trailer legendado de “A Crônica Francesa” (The French Dispatch), novo filme do diretor Wes Anderson. Além de revelar o título da produção no Brasil, a prévia serve para reforçar as características que marcam as obras do diretor, como o elenco numeroso e repleto de famosos, as cenas estáticas, inclusive em momentos de ação, a fotografia em tons pastéis, a proporção de tela pré-widescreen, o figurino de época e a cenografia minunciosamente detalhista. O visual aproxima a obra especialmente de “O Grande Hotel Budapeste” (2014), filme live-action anterior de Anderson, que também se passava na Europa de antigamente. O trailer ainda mostra que o filme tem estrutura de antologia, reunindo diferentes histórias como se fossem reportagens do jornal que batiza a produção. A trama gira em torno da apuração de jornalistas, considerados párias em seus países natais, para um jornal francês de expatriados, editado pelo personagem de Bill Murray. As cenas também se alternam entre cores e preto-e-branco e sugerem uma colagem de diferentes épocas, mas principalmente o começo dos anos 1960 – o que é reforçado pela seleção musical da trilha sonora. O elenco estelar incluiu diversos integrantes da trupe que acompanha Anderson na maioria de seus projetos, formada pelo citado Bill Murray, Owen Wilson, Jason Schwartzman, Adrien Brody, Willem Dafoe, Tilda Swinton, Edward Norton, Bob Balaban, Anjelica Huston, Frances McDormand, os “novatos” Tony Revolori, Saoirse Ronan, Léa Seydoux, Mathieu Amalric, Fisher Stevens (que entraram na turma em “O Grande Hotel Budapeste”) e Liev Schreiber (em “Ilha dos Cachorros”). Mas também há diversos estreantes no universo do diretor: Timothée Chalamet (“Me Chame pelo Seu Nome”), Benicio Del Toro (“Sicario”), Christoph Waltz (“Django Livre”), Jeffrey Wright (“Westworld”), Elisabeth Moss (“The Handmaid’s Tale”), Lyna Khoudri (“Papicha”), Cécile de France (“O Garoto da Bicicleta”), Rupert Friend (“Homeland”), Alex Lawther (“The End of the F***ing World”), Henry Winkler (“Barry”), Lois Smith (“Lady Bird”), Griffin Dunne (“This Is Us”), Guillaume Gallienne (“Yves Saint Laurent”), Stephen Park (“O Expresso do Amanhã”), Hippolyte Girardot (“Amar, Beber e Cantar”) e até Morgane Polanski (“Vikings”), filha do cineasta Roman Polanski. Selecionado para o cancelado Festival de Cannes 2020, o filme deveria entrar em cartaz agora em julho, mas a pandemia de covid-19 adiou o lançamento “para breve”. A expectativa é que ele chegue às telas em outubro, no começo da temporada do Oscar. Desde “O Fantástico Sr. Raposo” (2009), os filmes de Anderson nunca faltam à seleção da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA.
Paolo Sorrentino fará filme sobre Maradona para a Netflix
O cineasta italiano Paolo Sorrentino, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro por “A Grande Beleza” (2013), vai escrever e dirigir um filme sobre o ex-jogador de futebol Diego Maradona para a Netflix. A produção do longa acontecerá em Nápoles, na Itália, país do time em que Maradona se consagrou na Europa. E que também foi o local de nascimento do diretor, napolitano de berço e de chuteiras. O filme terá o título de “The Hand of God” (A mão de Deus), numa referência ao famoso gol de mão feito por Maradona contra a Inglaterra, nas quartas de final da Copa do Mundo de 1986, em que a Argentina, liderada por seu talentoso camisa 10, consagrou-se campeã. “‘The Hand of God’ vai representar pela primeira vez na minha carreira um filme íntimo e pessoal, um romance ao mesmo tempo alegre e doloroso” disse Sorrentino, no comunicado sobre o projeto. “Esse filme tem uma condição ideal, porque para mim, um filme significa exatamente: ir para casa”, completou. As declarações sugerem que há mais na trama de “The Hand of God” que uma biografia de Maradona. No mesmo comunicado, Scott Stuber, diretor da divisão de filmes da Netflix, chegou a dizer que “The Hand of God” tem uma história “lindamente escrita no estilo próprio” do diretor. O anúncio da produção não revelou sinopse, elenco, cronograma de filmagens, nem previsão para o lançamento. Os trabalhos mais recentes de Sorrentino foram as séries “The Young Pope” e “The New Pope” para a HBO.
Teaser anuncia adiamento do novo Halloween para 2021
A Universal divulgou o primeiro teaser de “Halloween Kills”, continuação do revival de “Halloween” (2018), que, em meio a fogo e sangue, anuncia que a volta do monstro Michael Myers foi adiada para 2021. A mudança, em função da pandemia de covid-19, atrasou a estreia em um ano porque, em termos de marketing, não faria sentido lançar um filme da franquia em outra data que não fosse um final de outubro, quando se comemora o Halloween, o dia das bruxas americano. “Escrevemos isso com o coração partido pelo fato de que tivemos de discutir esse adiamento, mas uma coisa que a indústria de cinema nos ensina é lidar com o inesperado”, diz uma nota assinada pelo diretor David Gordon Green e o criador da franquia, John Carpenter, que explicaram ter debatido muito para tomar a decisão. Assim, a estreia nos EUA foi remarcada para 21 de outubro de 2021, abrindo uma distância de três anos em relação ao “Halloween” anterior. O lançamento deve acontecer em data próxima no Brasil. Como “Halloween Kills” integra uma trilogia, o final da história, “Halloween Ends”, também foi atrasado em um ano e só vai chegar às telas em 2022. Os dois longas foram produzidos simultaneamente. A continuação vai trazer de volta a atriz Jamie Lee Curtis ao papel de Laurie Strode, que ela interpreta desde 1978, quando John Carpenter fez o primeiro “Halloween” e inaugurou a era dos serial killers imortais. Judy Greer e Andi Matichak, que interpretaram a filha e a neta de Curtis no filme de 2018, também retornam ao elenco, assim como as crianças do filme original, que estavam sob os cuidados da então babá Laurie durante o primeiro ataque do psicopata mascarado. Kyle Richards, que deu continuidade à carreira de atriz e foi até uma das enfermeiras da série “Plantão Médico” (E.R.), repetirá seu papel da época, como Lindsey Wallace. Mas Tommy Doyle terá novo intérprete em sua versão adulta: Anthony Michael Hall (“O Vidente”). Além deles, o ator e diretor Nick Castle, que viveu a primeira versão mascarada de Michael Myers, também retorna, como homenagem, em alguns closes. Uma vez que ele tem 73 anos, as cenas de ação ficaram a cargo de um dublê (James Jude Courtney).
The Old Guard: Vídeo mostra transformação de Charlize Theron em heroína de quadrinhos
A Netflix divulgou um novo vídeo legendado de “The Old Guard”, que se concentra na transposição dos quadrinhos originais para as telas, mostrando como a história de Greg Rucka foi transformada no filme estrelado por Charlize Theron (“Velozes & Furiosos 8”). O próprio Rucka assina o roteiro da adaptação, que foi dirigida por Gina Prince-Bythewood (“Além dos Limites”). Na trama, Charlize vive Andy, uma guerreira imortal com mais de 6 mil anos de idade, que lutou em diversas guerras ao longo da história da humanidade. Ela lidera a “Velha Guarda”, um pequeno grupo de imortais que se dedica a desfazer injustiças ao redor do mundo. Mas está cansada, desgastada e desiludida por achar que não está atingindo o impacto positivo esperado. Até que descobre uma nova imortal (KiKi Layne, de “Se a Rua Beale Falasse”) e a chegada da “novata” é exatamente o que Andy precisava para recuperar a fé em sua missão. O elenco internacional ainda destaca o inglês Chiwetel Ejiofor (“Doutor Estranho”) como um agente da CIA obcecado por encontrar o grupo e descobrir a origem de seus poderes — que, por sinal, nem os próprios imortais conhecem – , além do holandês Marwan Kenzari (o Jafar do live-action de “Aladdin”), o italiano Luca Marinelli (“Martin Eden”), o belga Matthias Schoenaerts (“Operação Red Sparrow”), a inglesa Natacha Karam (“9-1-1: Lone Star), a vietnamita Van Veronica Ngo (“Bright”), o inglês Harry Melling (o Dudley da franquia “Harry Potter”) e a romena Anamaria Marinca (“Mars”). “The Old Guard” tem estreia marcada para esta sexta (10/7), em streaming.
Jude Law será Capitão Gancho no novo Peter Pan da Disney
O ator Jude Law (“Capitã Marvel”) está em negociação com a Disney para viver o vilão Capitão Gancho na nova adaptação live-action de “Peter Pan”. O projeto será baseado na animação clássica lançada em 1953 pelo estúdio. Entretanto, terá um título ligeiramente diferente: “Peter Pan & Wendy”. O elenco inclui Alexander Molony (“The Reluctant Landlord”) e Ever Anderson (a Rainha Vermelha de “Resident Evil 6: O Capítulo Final”), que é filha de Milla Jovovich, como os personagens do título. O famoso personagem infantil de J. M. Barrie já ganhou inúmeras versões para o cinema desde sua criação em 1911. A adaptação mais recente foi produzida pela Warner em 2015, com direção de Joe Wright (“Anna Karenina”), mas não conseguiu muito sucesso. O novo filme está a cargo de David Lowery, que assina a direção e escreveu o roteiro com Toby Halbrooks. Os dois repetem, assim, a parceria de outro remake da Disney, “Meu Amigo, O Dragão” (2016). A nova versão faz parte da estratégia da Disney de explorar suas propriedades mais famosas em filmes com atores reais, que começou com “Alice no País das Maravilhas” (2010) e segue firme com os sucessos recentes de “Aladdin” e “O Rei Leão”.
Dylan O’Brien negocia estrelar novo filme do diretor de Green Book
O ator Dylan O’Brien (“Maze Runner”) negocia estrelar o próximo filme de Peter Farrelly, diretor do filme vencedor do Oscar “Green Book”. A informação é do site Collider, que não conseguiu confirmar o papel, mas aposta que ele tenha sido escalado como protagonista da adaptação de “The Greatest Beer Run Ever”, sobre a experiência do escritor John “Chickie” Donohue na Guerra do Vietnã. Assim como “Green Book”, trata-se de uma história supostamente real sobre Donohue, que deixou Nova York em 1967 para ir ao Vietnã encontrar seus amigos de infância no exército, querendo apenas beber algumas cervejas com eles. A adaptação está sendo escrita por Brian Currie (co-roteirista de “Green Book”), Pete Jones (“Passe Livre”) e o próprio Farrelly. Além de O’Brien, o filme contará com Viggo Mortensen (também de “Green Book”) e há rumores de negociações com Thomasin McKenzie (“Jojo Rabbit”) para o elenco central. A produção ainda não possui título oficial nem previsão para o começo de suas filmagens.
Kevin Hart treina com John Travolta para virar astro de ação em trailer de série
Apesar dos problemas financeiros e crescimento abaixo do projetado, a plataforma Quibi continua a lançar novas séries. Uma das mais esperadas, “Die Hart”, teve seu pôster e primeiro trailer divulgados nesta semana. A série traz o comediante Kevin Hart (“Jumanji: Próxima Fase”) interpretando uma versão fictícia de si mesmo. Na trama, cansado de ser visto como o alívio cômico dos filmes de ação protagonizados por Dwayne “The Rock” Johnson, ele se inscreve em um curso de formação de astros de ação comandado por um instrutor psicótico – no caso, ninguém menos que John Travolta (“Pulp Fiction”). Travolta não interpreta sua própria psicose. Seu personagem é fictício. Além dele, Nathalie Emmanuel (“Velozes e Furiosos 8”) também está no elenco como outra personagem fictícia, uma colega atriz de Hart. A série foi criada por Derek Kolstad, co-criador e roteirista da franquia “John Wick”, em parceria com Tripper Clancy, de “Stuber: A Corrida Maluca”, e terá 10 episódios de cerca de 10 minutos cada, totalizando a duração de um filme. Não por acaso, as séries do Quibi são chamadas de “filmes em capítulos”. A estreia está marcada para 20 de julho.
Cantor do New York Dolls vai ganhar documentário de Martin Scorsese
O cineasta Martin Scorsese prepara um novo documentário musical, desta vez sobre o pioneiro do glam e do punk rock David Johansen, vocalista da banda New York Dolls. Ele já tinha abordado a banda em sua série de ficção “Vinyl”, sobre a era do glam rock na HBO, e revelou que conhece Johansen há décadas, no comunicado sobre o projeto. “Conheço David Johansen há décadas, e sua música tem sido importante pra mim desde que ouvi os Dolls quando filmava ‘Caminhos Perigosos'”, disse Scorsese, referindo-se ao longa de 1973, que muitos erradamente consideram seu primeiro filme. “Naquela época, e assim como agora, a música de David capta a energia e a emoção da cidade de Nova York. Costumo vê-lo se apresentar e, ao longo dos anos, conheci a profundidade de suas inspirações musicais. Depois de assistir seu show no ano passado no Café Carlyle, eu sabia que tinha que filmar porque era muito extraordinário ver a evolução de sua vida e seu talento musical em um ambiente tão íntimo. Para mim, o show capturou o verdadeiro potencial emocional de uma experiência musical ao vivo. ” A apresentação mencionada por Scorsese será a base do documentário, realizado em parceria com David Tedeschi, editor com quem o cineasta trabalhou em “Vinyl” e nos documentários “George Harrison: Living in the Material World” (2011) e “Rolling Thunder Revue: A Bob Dylan Story by Martin Scorsese” (2019). No show feito no início do ano, Johansen tocou músicas das diferentes fases de toda a sua carreira e encantou o público com histórias de sua vida. O documentário combinará esta performance com imagens de arquivo e cenas inéditas do cantor e dos Dolls, que assumiram estética drag queen em plenos anos 1970. Os shows da banda inspiraram o punk nova-iorquino e sua influência também foi exportada para a Inglaterra, quando um certo Malcolm McLaren, após suprir o visual dos Dolls com sua namorada Viven Westwood, resolveu lançar sua própria banda com os frequentadores de sua loja de roupas fetichistas, os Sex Pistols. Ao contrário dos últimos trabalhos do diretor, o filme não será exibido pela Netflix, mas pelo canal pago americano Showtime, numa parceria com a produtora Imagine Entertaiment. “É uma honra para todos nós do Showtime trabalhar com Martin Scorsese, que sem dúvida se destaca como um dos maiores cineastas de nossos tempos”, disse o vice-presidente de programação de não-ficção da Showtime, Vinnie Malhotra. “Nas últimas décadas, seu trabalho documental nos levou para a vida de alguns dos músicos mais emblemáticos do rock, de The Band a Rolling Stones a Bob Dylan, e agora David Johansen e o New York Dolls. A história de Johansen transcende os limites da música e é uma janela para a evolução artística e cultural da cidade de Nova York.” Ainda não há previsão para a estreia. Confira abaixo um vídeo do New York Dolls tocando “Personality Crisis”, um de seus maiores sucessos, em 1973.
Elisabeth Moss viverá assassina em minissérie sobre crime real
A atriz Elisabeth Moss (“O Homem Invisível”) vai viver uma assassina real numa nova minissérie criminal. Intitulada “Candy”, a atração vai contar a história verdadeira de Candy Montgomery e sua vítima, Betty Gore. O crime aconteceu no Texas em 1980 e surpreendeu porque Candy tinha tudo – um marido amoroso com um bom emprego, um casal de filhos e uma bela casa nos novos subúrbios – e mesmo assim matou sua amiga da igreja à machadadas. A vencedora do Emmy por “The Handmaid’s Tale” vai produzir e interpretar Candy no projeto, que tem roteiro de Robin Veith, com quem ela trabalhou em “Mad Men”. Os dois dividirão a produção com Nick Antosca, cocriador de “The Act”, sobre outro crime real chocante. Sem canal definido, o projeto será oferecido ao mercado pela produtora Universal Content Productions (UCP). “Nick tem vontade de contar a história única de Candy Montgomery há muito tempo. Depois de trabalhar com Robin em ‘The Act’, os dois criaram um roteiro incrível que é tenso, distorcido e tentador”, disse a presidente da UCP, Dawn Olmstead, em comunicado. “Com uma variedade de trabalhos que falam por si mesmos, Elisabeth é uma escalação dos sonhos para nós e o cuidado e consideração que ela trará para os eventos complexos da trama realmente aprofundam o projeto. Eu gostaria de já estar sentada no sofá assistindo agora aos créditos de abertura”.
Tom Hanks critica quem não segue precauções básicas contra covid-19
O ator vencedor do Oscar Tom Hanks, que se curou de uma infecção de covid-19 no início do ano, disse não ter muito respeito pelas pessoas que se recusam a cumprir precauções contra a pandemia, como usar máscara em público. Hanks e sua esposa, a atriz e cantora Rita Wilson, revelaram em março que haviam testado positivo para o coronavírus enquanto estavam na Austrália para uma filmagem. “No mínimo, três pequenas coisas estão ao alcance de todos. Usar máscara, lavar as mãos e fazer distância social. Se você não pode fazer isso, eu não tenho muito respeito por você”, afirmou Hanks, de 63 anos, em uma entrevista recente à agência Reuters. Ele comparou as medidas aos cuidados obrigatórios que os motoristas precisam tomar para dirigir um carro com segurança. “Se você dirige um carro, precisa usar as setas, não dirigir muito rápido e evitar pedestres”, disse ele. “Gostemos ou não, estamos todos juntos nisso”, acrescentou. Devido à pandemia, o próximo filme do ator, “Greyhound”, trocou a estreia nos cinemas por um lançamento em streaming na Apple TV+. O drama de guerra vai chegar na plataforma na sexta-feira (10/7), inclusive no Brasil.












