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Filme

“A Morte do Demônio: Em Chamas” ganha trailer sangrento

Sexto filme da franquia de horror faz conexão direta com os eventos de "A Morte do Demônio: A Ascensão"

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8 de maio de 2026
Filme

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7 de maio de 2026
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    Reino Unido autoriza retomada das filmagens de Missão Impossível, Batman e Jurassic World

    7 de julho de 2020 /

    O Reino Unido autorizou o ingresso no país das equipes de grandes produções de Hollywood, como “The Batman”, “Jurassic World: Dominion” e “Missão: Impossível 7”, para que possam retomar suas filmagens. Para agilizar, os atores e técnicos envolvidos nestes trabalhos não precisarão passar pela quarentena obrigatória de 14 dias, mas deverão sofrer algumas restrições, como viver próximos da área de gravação, sem poder deixar esta região. O secretário de Cultura do Reino Unido, Oliver Dowden, justificou a medida em um comunicado. “Os maiores sucessos de bilheteria e programas de TV de alta qualidade do mundo são produzidos na Grã-Bretanha. Nossa criatividade, experiência e benefícios fiscais de grande sucesso significam que somos um local de alta demanda, o que, por sua vez, proporciona um ótimo retorno para nossa economia”, diz o texto. “Queremos que a indústria se recupere e isentar um pequeno número de elenco e equipe essencial da quarentena é parte de nosso compromisso contínuo de colocar as câmeras em funcionamento seguro novamente”, conclui. “Jurassic World: Dominion” deve ser o primeiro filme a retomar sua produção, graças ao comprometimento do estúdio Universal em gastar cerca de US$ 5 milhões em protocolos de higiene e em testes para detectar a covid-19 entre as pessoas no set de filmagem. Além dos filmes citados, também tiveram suas produções interrompidas por causa da pandemia do coronavírus o remake de “A Pequena Sereia”, da Disney, e a continuação “Animais Fantásticos 3”, da Disney. Mas a continuidade dos trabalhos neste último filme também encontra-se comprometida por declarações transfóbicas da escritora J.K. Rowling, que gerou protesto do próprio protagonista do longa, Eddie Redmayne, e uma nota ambígua da Warner. Com isso, a filmagem subiu no teto. No mínimo, “Animais Fantásticos 3” deve ficar de fora da primeira leva de produções retomadas.

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    Diretora confirma que Viúva Negra será passagem de bastão para Florence Pugh

    7 de julho de 2020 /

    A diretora Cate Shortland (“A Síndrome de Berlim”) confirmou que “Viúva Negra” vai realmente apresentar, conforme especulado, uma espécie de passagem de bastão de Scarlett Johansson para Florence Pugh. Ela deixou escapar o detalhe mais importante do enredo em entrevista à revista Empire. “Percebemos que o público esperaria uma história de origem. Então, claro, fomos na direção oposta”, afirmou, revelando em seguida: “Não sabíamos como a Florence Pugh seria maravilhosa. Sabíamos que ela seria boa, mas não sabíamos quanto. Scarlett foi muito graciosa, tipo ‘Ah, vou passar o bastão para ela’. Então, o filme vai impulsionar uma nova história feminina.” No ano passado, Scarlett Johansson já tinha dado a entender que “Viúva Negra” daria o pontapé em mais uma franquia no MCU (Universo Cinematográfico da Marvel, na sigla em inglês). A afirmação gerou especulações de que talvez a personagem de Pugh, Yelena Belova, pudesse assumir o lugar da Vingadora original, algo que ocorreu nos quadrinhos. Mas na ocasião a atriz negou. O filme é um grande flashback, passado antes da morte da heroína. A trama acompanha Natasha Romanoff (Johansson) após fugir dos EUA, passando-se entre os eventos de “Capitão América: Guerra Civil” e “Vingadores: Guerra Infinita”. Segundo a diretora, ele também será uma oportunidade para os fãs se despedirem de Natasha. Isto é um banho de água fria em quem esperava uma reviravolta milagrosa na história da personagem, que não teve um funeral após se sacrificar em “Vingadores: Ultimato”. Shortland contou que a própria Scarlett Johansson lhe disse que a personagem não gostaria de uma cerimônia fúnebre. “Ela [Natacha] é muito fechada e, de qualquer forma, as pessoas não sabem quem ela realmente é. Então o que fizemos neste filme foi permitir que o fim fosse o luto que cada indivíduo sentiu, em vez de uma grande cerimônia pública. Acho que é um desfecho apropriado para ela”. Diz a sinopse oficial: “Em ‘Viúva Negra’, thriller de espionagem recheado de ação da Marvel Studios, Natasha Romanoff – a Viúva Negra – confronta as partes sombrias de sua profissão quando surge uma perigosa conspiração conectada com o seu passado. Perseguida por uma força implacável que quer derrubá-la, Natasha deve lidar com sua história como espiã e as relações quebradas que deixou quando se tornou uma Vingadora.” O longa tem roteiro de Jac Schaeffer (“As Trapaceiras”) e seu elenco também inclui David Harbour (“Stranger Things”) e Rachel Weisz (“A Favorita”). Adiado pela pandemia de covid-19, “Viúva Negra” tem estreia marcada para 29 de outubro no Brasil, uma semana antes do lançamento nos EUA.

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    Halle Berry cria polêmica ao revelar planos de interpretar homem transexual

    6 de julho de 2020 /

    Halle Berry não deve ter visto o documentário “Disclosure” na Netflix. Nem se ligado na polêmica que acompanhou o anúncio de Scarlett Johansson num papel transexual há dois anos, que a fez desistir do filme. Só isso explica seu entusiasmo ao anunciar em uma live no Instagram que seu próximo papel provavelmente será o de um transexual. Pior ainda, ela disse que o personagem masculino é uma mulher. “Estou pensando em interpretar uma personagem… Essa mulher é transgênero. Então meu cabelo vai precisar… Ela é uma mulher que faz a transição para homem, então meu cabelo vai precisar ficar bem curto.” A atriz foi criticada por não só afirmar como insistir que se trata da história de uma mulher. “É uma mulher. É uma história feminina. Sim, ela fez a transição para homem, mas quero entender o porquê e como. Então estou torcendo para que eu consiga fazer isso.” Ela prosseguiu dizendo que ama o projeto: “Eu quero experimentar esse mundo, quero entender esse mundo. Quero mergulhar fundo, como fiz em ‘Bruised'”, completou, referindo-se ao filme ainda inédito em que interpretou uma lutadora veterana de MMA. Os comentários foram considerados transfóbicos por membros da comunidade LGBTQIA+, já que homem trans é homem e não mulher que vira homem. “Ainda tentando entender por que a Halle Berry estaria interessada em interpretar um homem transgênero”, comentou uma usuária do Twitter, em meio a uma campanha para que a atriz reconsidere a decisão. Lançado no mês passado, o filme “Disclosure” é didático ao explicar porque papéis de personagens transexuais deveriam ser interpretado por atores trans. Veja um trecho abaixo. Today is a good day to remind people that casting trans actors in trans roles is more than about opportunity. #DisclosureNetflix https://t.co/Ko2gjPHvnU — Disclosure Documentary (@Disclosure_Doc) July 6, 2020

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  • Filme

    Trailer de A Barraca do Beijo 2 explora dilema do amor à distância

    6 de julho de 2020 /

    A Netflix divulgou o pôster e o trailer legendado de “A Barraca do Beijo 2”. A prévia lida com distanciamento, mas não tem nada a ver com prevenção contra pandemia. Na sequência, Elle (Joey King) tem que encarar um relacionamento à distância com Noah (Jacob Elordi), após seu amado entrar na Universidade de Harvard e mudar de cidade. A distância desperta ciúmes, conforme ele conhece Chloe (Maisie Richardson-Sellers, de “Legends of Tomorrow”) e ela passa a passa a prestar atenção num novo estudante, Marco (Taylor Perez, de “Embeds”), que faz sucesso com suas colegas de escola. Pressionado a convencê-lo a entrar na nova edição da Barraca do Beijo, para arrecadar dinheiro para uma boa causa, Ellie logo se vê mais próxima de Marco do que do próprio namorado. E para completar ela não quer ir para a mesma universidade de Noah, mas para a faculdade em que sua mãe estudou. Uma curiosidade é que esse dilema serve para mostrar uma foto clássica da mãe da protagonista, vivida por Molly Ringwald (de “Riverdale”), em seus dias de garota de rosa-shocking. Escrito e dirigido por Vince Marcello, responsável pelo primeiro filme – por sua vez, baseado no livro de Beth Reekles – , “A Barraca do Beijo 2” estreia em 24 de julho em streaming.

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    Brad Pitt vai estrelar próximo filme de ação do diretor de Velozes & Furiosos: Hobbs & Shaw

    6 de julho de 2020 /

    O ator Brad Pitt vai estrelar o próximo thriller de David Leitch, o dublê que virou diretor em filmes de ação como “De Volta ao Jogo” (John Wick), “Atômica”, “Deadpool 2” e “Velozes & Furiosos: Hobbs & Shaw”. Intitulado “Bullet Train”, o filme é adaptação do livro japonês “Maria Beetle”, de Kotaro Isaka, sobre um grupo de assassinos que embarca no mesmo trem-bala em Tóquio com motivos conflitantes. Pitt seria um dos assassinos no longa, que está sendo descrito como um encontro entre “Velocidade Máxima” (1994) e “Sem Escalas” (2014) num trem. Apesar de o roteiro ainda estar sendo escrito por Zak Olkewicz (produtor de “Quando as Luzes se Apagam”), a Sony pretende filmar o longa durante o outono americano (entre setembro e novembro), aproveitando as características da trama. Por ser uma história contida num único ambiente, a produção se encaixa com facilidade no atual padrão de prevenção sanitária exigida para as filmagens durante a pandemia de covid-19. Vale lembrar que Pitt já apareceu anteriormente num filme de Leitch, numa pequena figuração em “Deadpool 2”. Os dois são velhos conhecidos, porque Leitch já foi dublê de Pitt em filmes como “Onze Homens e um Segredo” (2001) e “Troia” (2004). Por coincidência, o ator venceu o Oscar neste ano por interpretar um dublê, em “Era uma Vez em Hollywood”. A produção também contará com participação do cineasta Antoine Fuqua (“O Protetor”), que foi quem originalmente desenvolveu o projeto. Ainda não há previsão de estreia.

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    Ennio Morricone (1928 – 2020)

    6 de julho de 2020 /

    O grande compositor Ennio Morricone, criador de trilhas sonoras inesquecíveis, morreu nesta segunda-feira (6/7) em Roma aos 91 anos, por complicações de uma queda sofrida na semana passada. Ele teve uma carreira de quase 70 anos como instrumentista e 60 anos como compositor de obras para o cinema, TV e rádio. Suas músicas acompanharam mais de 500 filmes, venderam cerca de 70 milhões de discos e criaram a identidade sonora de gêneros inteiros, como o spaghetti western, também conhecido como “bangue-bangue à italiana”, o giallo ultraviolento, os filmes americanos de máfia e reverberaram por toda a indústria cinematográfica italiana. “O Maestro”, como era conhecido, nasceu em 10 de novembro de 1928 em uma área residencial de Roma. Seu pai, Mario, tocava trompete, e este foi o primeiro instrumento que o jovem aprendeu a tocar. Graças a essa convivência, ele começou a compor músicas aos 6 anos. Quando tinha cerca de 8 anos, Morricone conheceu seu grande parceiro, o cineasta Sergio Leone, no ensino fundamental. Os dois voltaram a se encontrar duas décadas mais tarde para fazer História. O jovem Morricone começou a carreira compondo músicas para dramas de rádio, ao mesmo tempo em que tocava numa orquestra especializada em trilhas para filmes. “A maioria era muito ruim e eu acreditava que poderia fazer melhor”, disse ele numa entrevista de 2001. Ele trabalhou com Mario Lanza, Paul Anka, Charles Aznavour, Chet Baker e outros como arranjador de estúdio na gravadora RCA e com o diretor Luciano Salce em várias peças. Quando Salce precisou de uma trilha para seu filme “O Fascista” (1961), lembrou do jovem e deu início à carreira de compositor de cinema de Morricone. Depois de alguns filmes, Morricone reencontrou Leone, iniciando a lendária colaboração. O primeiro trabalho da dupla, “Por um Punhado de Dólares” (1964), marcou época e estabeleceu um novo patamar no gênero apelidado de spaghetti western – além de ter lançado a carreira de Clint Eastwood como cowboy de cinema. Os dois assinaram com pseudônimos americanos, e muita gente realmente acreditou que se tratava de uma produção de Hollywood, tamanha a qualidade. Ao todo, Morricone e Leone trabalharam juntos em sete filmes, dos quais o maestro considerava “Era uma Vez no Oeste” (1968) a obra-prima da dupla. O segredo da combinação é que Leone pedia para Morricone compor as músicas antes dele filmar, usando-a como elemento narrativo, muitas vezes dispensando diálogos. Nesta fase, ele também inaugurou duradouras parcerias com Bernardo Bertolucci e Pier Paolo Pasolini. Do primeiro, compôs a trilha de “Antes da Revolução” (1964), mas só retomou as colaborações na década seguinte. Já com o segundo, foi fundo na cumplicidade do período mais controvertido do diretor, embalando clássicos que desafiaram a censura, como “Teorema” (1968), “Orgia” (1968), “Decameron” (1971), “Os Contos de Canterbury” (1972) e “As Mil e Uma Noites” (1974). Serviu até de consultor musical para o mais ultrajante de todos, “Salò, ou os 120 Dias de Sodoma” (1975), proibidíssimo e talvez relacionado ao assassinato nunca resolvido do diretor naquele ano. Fez também muitas comédias picantes e uma profusão de obras sobre crimes e gângsteres de especialistas como Alberto Martino e Giuliano Montaldo. A verdade é que, no começo da carreira, Morricone chegava a compor até 10 trilhas por ano, entre elas composições de clássicos como “De Punhos Cerrados” (1965), de Marco Bellochio, e “A Batalha de Argel” (1966), de Gillo Pontecorvo. E o sucesso dos westerns de Leone – como “Por uns Dólares a Mais” (1965) e “Três Homens em Conflito” (1966), igualmente estrelados por Clint Eastwood – , aumentou muito mais a procura por seus talentos. Sua música não só ressoava em dezenas de filmes, como os demais compositores tentavam soar como ele, especialmente os que musicavam westerns italianos. Morricone ainda deixou sua marca num novo gênero, ao assinar a trilha de “O Pássaro das Plumas de Cristal” (1970), de Dario Argento, considerado o primeiro giallo, uma forma de suspense estilizada e sanguinária, que geralmente envolvia um serial killer e mortes brutais. Confundindo-se com a tendência, fez trilhas para outros giallos famosos, como “O Gato de Nove Caudas” e “Quatro Moscas Sobre Veludo Cinza”, ambos de Argento, além de “O Ventre Negro da Tarântula” e “Uma Lagartixa num Corpo de Mulher”, só para citar trabalhos feitos num período curto. As trilhas destes quatro filmes foram criadas em 1971, simultaneamente a uma dezena de outras, entre elas partituras de pelo menos três clássicos, “Decameron”, de Pier Paolo Pasolini, “Sacco e Vanzetti”, de Giuliano Montaldo, e “A Classe Operária Vai para o Paraíso”, de Elio Petri, sem esquecer uma nova colaboração com Leone, “Quando Explode a Vingança”. Para dar ideia, ele chegou a recusar o convite para trabalhar em “Laranja Mecânica”, de Stanley Kubrick, porque não daria conta. Requisitadíssimo, Morricone assinou as trilhas da franquia “Trinity”, que popularizou a comédia western italiana e virou fenômeno de bilheteria mundial, e começou a receber pedidos de produções francesas – teve uma forte parceria com o cineasta Henri Verneuil em thrillers de Jean-Paul Belmondo – e alemãs. Quando Clint Eastwood retornou aos EUA, convocou o maestro a fazer sua estreia em Hollywood, assinando a música de seu western “Os Abutres Têm Fome” (1970), dirigido por Don Siegel. Mas foi preciso um terror para que se estabelecesse de vez na indústria americana. Morricone tinha recém-composto a trilha do épico “1900” (1976), de Bernardo Bertolucci, quando foi convidado a trabalhar em “O Exorcista II: O Herege” (1977), contratado ironicamente devido a uma de suas obras menores, “O Anticristo” (1974). A continuação do clássico de terror decepcionou em vários sentidos, mas o compositor começou a engatar trabalhos americanos, como “Orca: A Baleia Assassina” (1977) e o filme que o colocou pela primeira vez na disputa do Oscar, “Cinzas do Paraíso” (1978). A obra-prima de Terrence Malick era um drama contemplativo, repleto de cenas da natureza, que valorizou ao máximo seu acompanhamento musical. E deu reconhecimento mundial ao trabalho do artista. Apesar da valorização, ele não diminuiu o ritmo. Apenas acentuou sua internacionalização. Musicou o sucesso francês “A Gaiola das Loucas” (1978), o polêmico “Tentação Proibida” (1978), de Alberto Lattuada, e voltou a trabalhar com Bertolucci em “La Luna” (1979) e “A Tragédia de um Homem Ridículo” (1981), ao mesmo tempo em que compôs suspenses/terrores baratos americanos em série. Dois terrores desse período tornaram-se cultuadíssimos, “O Enigma de Outro Mundo” (1982), em que trabalhou com o diretor – e colega compositor – John Carpenter, e “Cão Branco” (1982), uma porrada de Samuel Fuller com temática antirracista. Foi só após um reencontro com Sergio Leone, desta vez em Hollywood, que Morricone deixou os filmes baratos americanos por produções de grandes estúdios. Os dois velhos amigos colaboraram pela última vez em “Era uma Vez na América” (1984), antes da morte de Leone, que aconteceria em seguida. Ambos foram indicados ao Globo de Ouro e o compositor venceu o BAFTA (o Oscar britânico). A repercussão de “Era uma Vez na América” levou o maestro a trabalhar em “A Missão” (1986), de Roland Joffé, que como o anterior era estrelado por Robert De Niro. O filme, passado no Rio Grande do Sul, rendeu-lhe a segunda indicação ao Oscar. Em seguida veio seu filme americano mais conhecido, novamente com De Niro no elenco. “Os Intocáveis” (1987), de Brian De Palma, foi sua terceira indicação ao Oscar – e, de quebra, lhe deu um Grammy (o Oscar da indústria musical). O compositor recebeu sua quarta indicação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas por outro filme de gângster, “Bugsy” (1991), de Barry Levinson. Mas nunca se mudou para os Estados Unidos, o que lhe permitiu continuar trabalhando no cinema europeu – em obras como “Busca Frenética” (1988), de Roman Polanski, o premiadíssimo “Cinema Paradiso” (1988), de Giuseppe Tornatore, “Ata-me” (1989), de Pedro Almodóvar, e “Hamlet” (1990), de Franco Zeffirelli. Eventualmente, voltou a bisar parcerias com De Palma, Joffé e até fez alguns blockbusters de Hollywood, como “Na Linha de Fogo” (1993), em que reencontrou Clint Eastwood, “Lobo” (1994), de Mike Nichols, e “Assédio Sexual” (1994), novamente de Levison. Mas sua última indicação ao Oscar foi uma produção italiana, outra colaboração com Tornatore: “Malena” (2000). Na verdade, Morricone musicou todos os filmes de Tornatore desde “Cinema Paradiso”. Foram 10 longas e alguns curtas, até 2016. Seu ritmo só diminuiu mesmo a partir de 2010, quando, em vez de 10 trabalhos anuais, passou a assinar 4 trilhas por ano. Apesar de convidado, ele nunca trilhou um filme dirigido por Eastwood, decisão da qual mais se arrependia, mas recebeu das mãos do velho amigo o seu primeiro Oscar. Foi um troféu honorário pelas realizações de sua carreira, em 2007. Morriconi ainda veio a receber outro prêmio da Academia, desta vez pelo trabalho num filme: a trilha de “Os Oito Odiáveis”, western dirigido por Quentin Tarantino em 2015. Esta criação sonora também lhe rendeu o Globo de Ouro e o BAFTA. E ele fez sem ver o longa, no estúdio particular de sua casa. Grande fã de sua obra, Tarantino já tinha usado algumas de suas composições como música incidental em “Kill Bill”, “Django Livre” e “Bastardos Inglórios”. E deu completa liberdade para Morricone, que, em troca, disse que trabalhar com o diretor em “Os Oito Odiáveis” tinha sido “perfeito… porque ele não me deu pistas, orientações”, permitindo que criasse sua arte sem interferência alguma. “A colaboração foi baseada em confiança”. O maestro ainda ganhou muitos outros prêmios, entre eles 10 troféus David di Donatello (o Oscar italiano) ao longo da carreira – o mais recente por “O Melhor Lance” (2013), de Tornatore. Foi uma carreira realmente longa, que seu velho parceiro Tornatore transformou em filme, “Ennio: The Maestro” (2020), um documentário sobre sua vida e obra, finalizado pouco antes de sua morte, que deve ser lançado ainda neste ano. Mas a última palavra sobre sua vida foi dele mesmo. Morricone escreveu seu próprio obituário, que seu advogado leu para a imprensa após o anúncio de sua morte. “Eu, Ennio Morricone, estou morto”, começa o texto, em que o maestro agradeceu a seus amigos e familiares, e dedicou “o mais doloroso adeus” a sua esposa Maria Travia, com quem se casou em 1956, dizendo “para ela renovo o amor extraordinário que nos unia e que lamento abandonar”. Relembre abaixo alguns dos maiores sucessos do grande mestre.

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    Bettina Gilois (1961 – 2020)

    6 de julho de 2020 /

    A roteirista Bettina Gilois, que escreveu o sucesso “McFarland dos EUA” e foi indicada ao Emmy por “Bessie”, morreu dormindo no domingo (5/7) aos 58 anos. Ela enfrentava uma forma avançada de câncer, ao mesmo tempo que trabalhava em vários projetos. Gilois iniciou a carreira como assistente de Slava Tsukerman, diretora do cult “Liquid Sky”, em sua cidade natal, Berlim. Ao se mudar para Hollywood, trabalhou em várias produtoras de cinema, desenvolvendo projetos que ou não saíram do papel ou não lhe deram seu devido crédito, como “Hurricane, o Furacão” (1999), que rendeu um Globo de Ouro a Denzel Washington. Oficialmente, o primeiro filme a destacar seu nome como roteirista foi “Estrada para a Glória” (2006), um drama esportivo de temática edificante produzido pela Disney. Ela levou quase uma década para ver seu segundo roteiro filmado. Por coincidência, foi outro drama esportivo edificante da Disney. Dirigido por Niki Caro (“Mulan”), “McFarland dos EUA” (2015) trazia Kevin Costner (“Yellowstone”) como um treinador de futebol americano desempregado que decide transformar um grupo de estudantes de uma cidadezinha no melhor time de atletas corredores do país. O filme surpreendeu pelo sucesso inesperado de bilheteria. Seu terceiro crédito foi a telebiografia “Bessie”, da HBO, em que Queen Latifah viveu a célebre cantora de blues Bessie Smith. A produção venceu o Emmy de Melhor Telefilme e rendeu-lhe uma indicação ao troféu, como Melhor Roteirista. Ela ainda assinou “The Lost Wife of Robert Durst” (2017) para o canal pago Lifetime, sua última obra produzida. Entre os muitos projetos que estava desenvolvendo, incluem-se a série “Muscle Shoals”, sobre um famoso estúdio da era da soul music, uma telebiografia da cantora gospel Mahalia Jackson para o Lifetime e “A Million Miles Away”, a história de Jose Hernandez, imigrante que virou astronauta, para a Netflix. Além disso, dois de seus livros estão sendo transformados em filmes – “Billion Dollar Painter: The Triumph and Tragedy of Thomas Kinkade Painter of Light” e “Mi Vida Loca: The Crazy Life of Johnny Tapia”.

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    Netflix adquire forte candidato ao Oscar 2021

    6 de julho de 2020 /

    A Netflix adquiriu os direitos de “The Trial of the Chicago 7”, novo filme de Aaron Sorkin (“A Grande Jogada”), produzido por Steven Spielberg. O projeto é antigo. Sorkin, premiado com o Oscar de Melhor Roteiro Adaptado por “A Rede Social”, assumiu o filme após Steven Spielberg desistir de tentar tirá-lo do papel – ele chegou a considerar dirigir o longa em 2008. A trama acompanha o julgamento de sete ativistas anti-Guerra do Vietnã que foram presos e julgados pelo governo dos Estados Unidos nos anos 1960. Eles fizeram uma grande manifestação durante a Convenção Nacional do Partido Democrata, em Chicago, no ano de 1968, quando foram detidos pela polícia. Acusados de conspiração e incitação ao tumulto, os sete se tornaram o centro de um debate na sociedade americana sobre os limites do direito de protesto e do uso da força policial para conter situações potencialmente tumultuosas. O julgamento também atraiu a atenção da mídia por refletir a repressão dos movimentos que se opunham à Guerra do Vietnã e assumiam posturas pacifistas. Alguns dos ativistas acabaram condenados, enquanto outros foram inocentados – eventualmente, no entanto, todas as sentenças foram suspensas. O roteiro é do próprio Sorkin, que o finalizou em 2013. Após se consolidar como diretor com “A Grande Jogada” (2017), ele acabou assumindo a frente do projeto também como diretor. Vale observar que essa história já foi filmada antes, em “The Chicago 8” (2011), que foi uma produção indie de pouca repercussão. A maior diferença de “The Trial of the Chicago 7” é seu elenco, que conta com Joseph Gordon-Levitt (“Snowden”) como Richard Schultz; Sacha Baron Cohen (“Alice Através do Espelho”) como Abbie Hoffman; Eddie Redmayne (“Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”) como Tom Hayden; Yahya Abdul-Mateen II (“Watchmen”) como Bobby Seale; Kelvin Harrison Jr. (“Ondas”) como Fred Hampton; Jeremy Strong (“Succession”) no papel de Jerry Rubin; Alex Sharp (“As Trapaceiras”) como Rennie Davis; Frank Langella (“Kidding”) como o juiz Julius Hoffman; Mark Rylance (“Ponte dos Espiões”) como o advogado William Kuntsler; e Michael Keaton (“Homem-Aranha: De Volta para Casa”) como o advogado Ramsey Clark. O elenco, porém, poderia ser ainda mais impressionante, caso o filme fosse feito na época em que Spielberg esteve à sua frente. Durante sua década de desenvolvimento, Will Smith (“Esquadrão Suicida”) quase foi escalado como Bobby Seale, fundador dos Panteras Negras e “oitavo acusado”, que acabou não indo a julgamento junto com os demais por ser condenado rapidamente por desacato e enviado à prisão pelo juiz do caso. Ele era o único negro do grupo. Heath Ledger (“Batman: O Cavaleiro das Trevas”) foi outro que esteve perto de viver Tom Hayden, ex-marido da atriz Jane Fonda e um dos sentenciados. Considerado um forte candidato a prêmios, o longa deve estrear em novembro, visando a temporada estendida do Oscar 2021.

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    Earl Cameron (1917 – 2020)

    4 de julho de 2020 /

    O ator Earl Cameron, um dos primeiros e maiores astros negros do cinema britânico, morreu na sexta-feira (3/7) em sua casa em Kenilworth, na Inglaterra, de causas não reveladas. Ele tinha 102 anos. Cameron virou ator por acaso. Imigrante de Barbados, trabalhava como lavador de pratos quando foi visitar um amigo nos bastidores de um musical no West End londrino no final dos anos 1940. Naquele dia, um ator foi demitido e ele acabou aproveitado no ensaio para cantar um refrão. Não só entrou na peça como participou de diversas montagens teatrais, antes de fazer sua estreia bombástica nas telas em 1951, escalado pelo célebre diretor Basil Dearden como um marinheiro recém-chegado de navio em Londres, no clássico noir “Beco do Crime”. Naquele filme, o personagem de Cameron se envolvia com uma garota branca (Susan Shaw), num contexto de racismo e crime que entrou para a História. Foi o primeiro romance interracial produzido pelo cinema britânico. Apesar desse começo impactante, ele foi relegado a papéis menores nos longas seguintes, atuando geralmente em produções passadas na África, ainda no período colonial britânico, como “Simba” (1955), “Odongo” (1956), “A Morte Espreita na Floresta” (1956), “A Marca do Gavião” (1957) e até na série “O Caçador Branco” (1957). Só foi voltar à Londres urbana em novo filme de Dearden, o clássico “Safira, a Mulher Sem Alma” (1959), noir excepcional, vencedor do BAFTA de Melhor Filme Britânico, que se passava nos clubes noturnos de jazz da capital inglesa e novamente revisitava as relações interracionais e o racismo contra imigrantes caribenhos. Desde vez, ele interpretou um médico, irmão da personagem-título. Era o assassinato de sua irmã, confundida com uma mulher branca pela polícia, que dava início à trama, apresentada como uma investigação de crime racial. Após outras aventuras coloniais, inclusive um Tarzan – foi parceiro do herói em “Tarzan, o Magnífico” (1960) – , ele estrelou seu terceiro drama racial, “Lá Fora Ruge o Ódio” (1961), mais uma vez numa relação com uma mulher branca. Dirigido por Roy Ward Baker, o drama trazia o ator como o operário-modelo de uma fábrica, que era selecionado para receber uma promoção, despertando grande ressentimento entre seus colegas brancos. Cameron fez outro Tarzan – “Os Três Desafios de Tarzan” (1963) – e sua maior produção colonial, “Os Rifles de Batasi” (1964), de John Guillermin, antes de virar um agente secreto aliado de James Bond em “007 Contra a Chantagem Atômica” (1965). Ele também participou de “Dezembro Ardente” (1973), romance estrelado e dirigido por Sidney Poitier em Londres, integrou a produção libanesa “Maomé – O Mensageiro de Alá” (1976), ao lado de Anthony Quinn, e voltou a contracenar com o intérprete de 007, Sean Connery, em “Cuba” (1979). Mas aos poucos tomou o rumo da TV, onde apareceu em dezenas de produções, inclusive nas célebres séries “Doctor Who” e “O Prisioneiro”, antes de dar uma pausa de 15 anos nas telas. Retornou apenas na década de 1990 para dar continuidade à longa filmografia. Entre seus trabalhos mais recentes estão o thriller “A Intérprete” (2005), de Sydney Pollack, estrelado por Nicole Kidman, o premiado “A Rainha” (2006), de Stephen Frears, que consagrou Helen Mirren, e “A Origem” (2010), de Christopher Nolan, com Leonardo DiCaprio.

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    Paris Jackson desperta ódio ao ser escalada como Jesus em filme indie

    4 de julho de 2020 /

    Paris Jackson, a filha do cantor Michael Jackson, virou alvo de uma campanha de ódio após ser escalada para viver Jesus Cristo no longa independente “Habit”. Uma petição no site Change.org reuniu mais de 300 mil assinaturas contra a produção do filme, descrito como “lixo cristofóbico”. “Um novo filme blasfemo de Hollywood, que tem previsão de ser lançado em breve, descreve Jesus como uma mulher lésbica”, diz o texto do abaixo-assinado. “O filme ‘Hábit’ é estrelado por Paris Jackson, que interpreta o papel de ‘Jesus lésbico'”, reforça o protesto. Além dessa petição, uma campanha da organização One Million Moms – que “se opõe à imoralidade, violência, vulgaridade e palavrões da mídia de entretenimento” – juntou outros 76 mil ao protesto contra “o sacrilégio”. Além de Jackson, o filme traz no elenco a ex-Disney Bella Thorne e o ator-roqueiro Gavin Rossdale (cantor da antiga banda Bush). O release da produção explica que “Habit” gira em torno de “uma garota de rua esperta e festeira com um fetiche em Jesus (que) se envolve em um negócio violento de drogas e encontra uma saída possível, disfarçando-se como uma freira”. Não há nenhuma informação oficial da produção a respeito da sexualidade da personagem de Jackson, nem pistas de como as campanhas tiveram acesso a essa informação. Até então, tudo o que se sabia de “Habit” era devido a fotos das filmagens, em que Bella Thorne aparecia como freira. Elas chamaram atenção da mídia, porque pouco antes a atriz tinha vencido um prêmio por sua estreia como diretora de filmes pornôs. “Habit” foi escrito pela atriz Suki Kaiser (que virou roteirista em “Van Helsing”) e dirigido pela também atriz Janell Shirtcliff, em sua estreia na função. Atualmente em pós-produção, ainda não tem previsão de estreia. Mas já conta com campanha publicitária em vários sites – como Change.org e Onemillionmoms.com.

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    Sítio do Picapau Amarelo vai virar filme

    3 de julho de 2020 /

    Depois de várias séries, o “Sítio do Picapau Amarelo” vai ganhar um filme em live-action. A produção vai se chamar “De Volta ao Sítio do Picapau Amarelo” e contará uma história inédita envolvendo os personagens de Monteiro Lobato, como a boneca de pano Emília, Narizinho e Pedrinho, interpretados por novos atores. A expectativa é que as filmagens comecem em 2021, com direção de Fabrício Bittar (“Bugados”), que também assina o roteiro ao lado do escritor infantil Jim Anotsu. Mesmo sem ter nenhuma cena filmada, a produtora Clube Filmes (“Exterminadores do Além contra a Loira do Banheiro”) já divulgou o primeiro pôster do longa, que supostamente traz alguns easter eggs da nova aventura. Confira abaixo.

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    Versão definitiva de Apocalypse Now é o principal lançamento digital da semana

    3 de julho de 2020 /

    A principal novidade online do fim de semana é a “versão definitiva” de um dos filmes mais reverenciados da história do cinema. “Apocalypse Now: Final Cut” é a terceira edição oficial do clássico de guerra de Francis Ford Coppola – sem contar a “cópia de trabalho” que venceu o Festival de Cannes – , remontada pelo próprio diretor, e chega ao streaming após inaugurar o Belas Artes Drive-In Confira abaixo mais detalhes deste e de outros lançamentos digitais inéditos nas salas de cinema, que chegam aos serviços de VOD (locadoras online) e streaming neste fim de semana. A curadoria não inclui títulos clássicos (são muitos e com alta rotatividade) e produções de baixa qualidade que, em outros tempos, sairiam diretamente em vídeo. Apocalypse Now: Final Cut | EUA | 1979-2018 Depois do sucesso da exibição do filme de Francis Ford Coppola no Belas Artes Drive-In, a plataforma de streaming do cinema disponibiliza a nova versão estendida do cult de 1979 junto com dois documentários sobre seus bastidores: “Apocalipse de um Cineasta” (1991) e “Dutch Angle: Fotografando Apocalypse Now” (2019). Com 3 horas de duração, o filme em si é uma versão maior que a exibida nos cinemas em 1979 – mas menor que a disponibilizada em DVD (“Apocalypse Now: Redux”) – e conta com imagem e som remasterizados. A première deste “Final Cut” aconteceu no Festival de Tribeca, em Nova York, em abril de 2018. Disponível no Belas Artes à La Carte. Feito em Casa | EUA | 2020 Antologia de curtas realizados durante a quarentena por uma equipe seleta – e impressionante – de 17 cineastas de várias regiões do mundo. Cada curta tem de cinco a sete minutos e uma das curiosidades da produção é a primeira parceria entre o diretor chileno Pablo Larrain (“Neruda”) e a atriz americana Kristen Stewart (“As Panteras”), que a seguir trabalharão juntos em “Spencer”, cinebiografia da princesa Diana. Larrain é o produtor do projeto e ele encomendou um dos curtas a Stewart, que assina seu segundo trabalho no formato, após estrear como curtametragista em “Come Swim”, de 2017. Os demais diretores são o italiano Paolo Sorrentino (“A Grande Beleza”), a japonesa Naomi Kawase (“Esplendor”), o malinês Ladj Ly (“Os Miseráveis”), o casal libanês Nadine Labaki e Khaled Mouzanar (“Cafarnaum”), a zambiana Rungano Nyoni (“Eu Não Sou uma Bruxa”), a mexicana Natalia Beristáin (“No Quiero Dormir Sola”), o alemão Sebastian Schipper (“Victoria”), o chinês Johnny Ma (“Viver para Cantar”), as britânicas Gurinder Chadha (“A Música da Minha Vida”), de origem indiana, e Ana Lily Amirpour (“Garota Sombria Caminha pela Noite”), de origem iraniana, a atriz americana Maggie Gyllenhaal (“The Deuce”), a diretora de fotografia Rachel Morrison (“Pantera Negra”), o americano filho de brasileiros Antonio Campos (“Simon Assassino”), o chileno Sebastián Lelio (“Uma Mulher Fantástica”) e, claro, o próprio Larrain, que descreve a experiência da antologia como um “festival de cinema muito estranho, bonito e único”. Disponível na Netflix. Adú | Espanha | 2020 Três jornadas, que se entrecruzam de forma dramática, ilustram diferentes lados de uma história sobre imigrantes ilegais africanos que tentam chegar na Europa. A produção da Paramount, dirigida por Salvador Calvo (“Os Últimos das Filipinas”), foi feita para o cinema, mas acabou adquirida pela Netflix para distribuição internacional. Disponível na Netflix. Desperados | EUA | 2020 A comédia escrita, dirigida e estrelada por mulheres gira em torno de uma neurótica (Nasim Pedrad, de “Aladdin”) que encontra o “date perfeito” (Robbie Amell), mas pira quando ele fica cinco dias sem retornar suas ligações. Após enviar um email cheio de insultos, ela descobre que ele sofreu um acidente, está no hospital e a ama. Desesperada por conta das mensagens, a neurótica traça um plano com suas duas melhores amigas (Anna Camp e Sarah Burns) para pegar o celular dele antes que ele tenha alta. O detalhe é que o celular está no México. Ao chegar no hotel, ela se depara com outro ex-date (Lamorne Morris), que logo é envolvido no esquema frenético. A direção de LP (Lauren Palmigiano), que já fez muitas sitcoms, opta por um tom histérico similar às comédias brasileiras. Há quem goste. Disponível na Netflix. Lemedel | Chile | 2019 O documentário, premiado no Festival de Berlim com o Teddy de Melhor Filme LGBTQIA+, aborda a vida do escritor, artista visual e pioneiro do movimento Queer na América Latina Pedro Lemebel, que abalou as estruturas da sociedade conservadora do Chile durante a ditadura de Augusto Pinochet, nos anos 1980. Disponível em iTunes, Google Play, Now, Vivo Play e YouTube Filmes. Atleta A | EUA | 2020 O documentário relata a polêmica que se abateu sobre a ginástica olímpica dos EUA com o surgimento de denúncias de abuso sexual do médico da seleção feminina, acobertadas pela federação esportiva. Dirigido pelos cineastas Bonni Cohen e Jon Shenk (de “Uma Verdade Mais Inconveniente”), o filme se aprofunda nas denúncias devastadoras das atletas, acompanhando o trabalho dos repórteres do pequeno jornal americano IndyStar, responsáveis pela revelação da cultura de abusos a que eram submetidas as estrelas da elite olímpica americana, até o julgamento do caso, que aconteceu em 2018 e levou à renúncia de todo o comitê olímpico de ginástica feminina dos EUA. Disponível na Netflix. Bryan Stevenson: Luta Por Igualdade | EUA | 2020 Documentário sobre o advogado que inspirou o filme “Luta por Justiça” (2019), e que foi vivido por Michael B. Jordan no cinema. A produção da HBO também debate as origens da injustiça racial e como ela evoluiu até os dias de hoje. De acordo com Stevenson, o sistema de justiça criminal “te trata melhor se você é rico e culpado do que se você é pobre e inocente”. Disponível na HBO Go.

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    Trailer de comédia da HBO Max traz Seth Rogen em papel duplo

    3 de julho de 2020 /

    A plataforma HBO Max divulgou o trailer de “An American Pickle”, comédia que traz Seth Rogen (“Vizinhos”) em papel duplo. Na trama, Rogen interpreta um imigrante do Leste Europeu que chega em Nova York com sonhos de fortuna no começo do século 20, mas logo ao chegar cai num caldo de pickles na fábrica em que trabalha e acaba “preservado” por 100 anos. Ao acordar, ele descobre que o mundo mudou radicalmente e o único parente vivo que possui é um neto que nunca conheceu, também vivido por Rogen. Os dois decidem se juntar num negócio de pickles, sonhando com o antigo plano de riqueza da família. Mas o trailer revela que, para viver no mundo moderno, o velho imigrante ainda precisará descobrir se David Bowie é homem ou mulher. Na verdade, esta é a única piada do trailer inteiro, cuja história parte de uma premissa similar a “O Dorminhoco” (1973), de Woody Allen, e a animação “Futurama”. Escrito por Simon Rich, roteirista de “Divertida Mente” (2015) e criador da série “Miracle Workers”, o filme tem direção de Brandon Trost, que trabalhou com Rogen na série “Future Man”. E o elenco também inclui Sarah Snook (“Succession”), Jorma Taccone (“Popstar: Sem Parar, Sem Limites”), Jeff Daniel Phillips (“The Gifted”) e Kevin O’Rourke (“O Irlandês”). A estreia está marcada para 6 de agosto em streaming nos EUA. A HBO Max ainda não está disponível no Brasil.

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