Globoplay adquire documentário sobre prisão de Caetano Veloso pela ditadura
A Globoplay comprou os direitos de transmissão do documentário “Narciso em Férias”, sobre a prisão de Caetano Veloso em 1968, durante a ditadura militar. O longa chega à plataforma de streaming no dia 7 de setembro, mesmo dia de sua première mundial na 77ª edição do Festival de Veneza. Dirigido por Renato Terra e Ricardo Calil (“Uma Noite em 67”), “Narciso em férias” será exibido fora de competição no festival italiano. O documentário traz o depoimento de Caetano Veloso sobre sua experiência na cadeia, que incluiu passar uma semana trancado numa solitária. Ele e Gilberto Gil foram retirados de suas casas em São Paulo por agentes à paisana, duas semanas após o decreto do AI-5. À época, o regime militar proibiu que jornais divulgassem a prisão dos artistas. No total, Caetano ficou 54 dias encarcerado. Durante o período, ele compôs a canção “Irene”, inspirado pela lembrança da risada de sua irmã mais nova, e ao sair da prisão foi exilado em Londres. Em entrevista à revista americana Variety, Caetano destacou a importância de lembrar esse período histórico para se contrapor à versão dos fatos propagada pelo atual governo negacionista. “O Brasil tem um governo que diz que a ditadura militar foi uma coisa boa. E eles estão tentando lançar uma luz positiva. É hora de falar sobre esse período da maneira que faço no filme”, afirmou.
Crítica americana considera Os Novos Mutantes “pior X-Men de todos os tempos”
Devido à falta de sessões de imprensa e boicote de alguns veículos por conta desta decisão da Disney, as críticas a “Os Novos Mutantes” só começaram a ser publicadas após a estreia nos EUA. De três resenhas (duas deles espanholas) compiladas pelo site Rotten Tomatoes até sexta (28/9), o número saltou para 38 neste domingo (30/9). E a maioria é negativa. Na média, o filme atingiu apenas 32% de aprovação. Embora isto seja bem melhor que os 22% alcançados por “X-Men: Fênix Negra” no ano passado, o número cai para 14% na lista dos críticos considerados “top” – a grande imprensa – , ficando abaixo dos 18% de “Fênix Negra” nesta categoria. A atriz Maisie Williams, conhecida como a Arya de “Game of Thrones” e que interpreta a heroína Rahne Sinclair/Lupina em “Os Novos Mutantes”, chegou a ironizar o comentário mais arrasador, compartilhando em suas redes sociais a crítica da revista Forbes, intitulada “‘Os Novos Mutantes’ é o pior filme de X-Men de todos os tempos”. Junto da resenha, ela acrescentou a mensagem: “Parece um filme obrigatório, compre suas entradas agora mesmo”. O massacre coletivo incluiu definições desabonadoras, como “filme de terror medroso” (The New York Times) e “com poucas novidades” (The Hollywood Reporter). Mas, em meio ao desprezo generalizado, há uma constatação de que não se trata de um desastre completo. “Re-filmado, recortado e de alguma forma resgatado da obscuridade total, o filme de Josh Boone não é tão ruim. Infelizmente, também não é bom”, apontou a revista Variety. “É o tipo de filme que muitos fãs certamente vão querer gostar e, embora cumpra essa promessa modesta, certamente não vai além disso”, concordou o site The Wrap. Mas mesmo pouco encorajadores, os comentários da crítica sugeriram que a Disney não abandonasse os personagens, especialmente os femininos (Lupina, Magia e Miragem), que teriam mostrado grande potencial e poderiam brilhar numa história melhor e num filme decente. “Dá pra ver facilmente esses três jovens se juntando à crescente gama de super-heroínas do Marvel Studio”, destacou o Hollywood Reporter. Lançado na sexta-feira, “Os Novos Mutantes” teve uma das piores bilheterias de super-heróis da Marvel neste século, com apenas US$ 7 milhões de arrecadação nos EUA, onde os cinemas dos principais estados (Califórnia e Nova York) ainda estão fechados devido à pandemia de covid-19. O filme não tem previsão de estreia no Brasil. Sounds like a must see! 🧚🏼♀️ Get your tickets now ✨ https://t.co/4fqry3JAse — Maisie Williams (@Maisie_Williams) August 28, 2020
Tenet surpreende com US$ 53 milhões de bilheteria internacional
A aposta da Warner num lançamento internacional de “Tenet” antes da normalização do mercado americano deu certo. O filme de Christopher Nolan atingiu uma abertura de US$ 53 milhões na bilheteria de cerca de 40 países, incluindo o Canadá. Os números representam um bom presságio para o estúdio, que vai lançar a produção nos Estados Unidos, China e outros mercados a partir de quinta (3/9). E são bem melhores do que as projeções mais otimistas do mercado, considerando que este é o primeiro grande filme de Hollywood a ser lançado em todo o mundo durante a pandemia de coronavírus – a outra superprodução da semana, “Os Novos Mutantes”, foi distribuída apenas nos EUA. O resultado de “Tenet” surpreende principalmente porque, longe da normalidade, muitos cinemas continuam fechados, os que estão abertos têm restrição de público e, mesmo com máscaras e outras medidas de proteção, os espectadores ainda receiam voltar às salas de projeção. Considerada uma estreia encorajadora e promissora, o desempenho de “Tenet” também está sendo comemorado por estúdios rivais da Warner, que começam a ver uma luz no fim do túnel – ou nos mercados internacionais – para retomar seus cronogramas de lançamentos. A celebração rendeu, inclusive, um comunicado oficial da Warner, assinado pelo presidente do estúdio, Toby Emmerich. “Começamos de maneira fantástica internacionalmente e não poderíamos estar mais satisfeitos. Christopher Nolan apresentou mais uma vez um filme digno de um evento que exige ser visto na tela grande, e estamos entusiasmados com o fato de que o público em todo o mundo está tendo a oportunidade de ver ‘Tenet'”, escreveu o executivo. “Obrigado aos nossos parceiros de exposição pelos seus esforços incansáveis em reabrir os seus cinemas de forma segura e socialmente distanciada. Dadas as circunstâncias sem precedentes deste lançamento global, sabemos que estamos correndo uma maratona, não uma corrida, e esperamos uma longa exibição para este filme por muitas semanas em todo o mundo”, acrescentou. Apesar desse otimismo, a experiência na Coreia do Sul também serve de alerta. Após uma boa abertura local, as salas foram esvaziadas devido ao aumento de casos de covid-19, fazendo a Disney suspender seus planos para “Mulan” e “Os Novos Mutantes” no país. A estreia de “Tenet” no Brasil está prevista para 24 de setembro, após novo adiamento. Mas, por enquanto, apenas os cines drive-in estão funcionando normalmente no país.
Os Novos Mutantes tem uma das piores bilheterias de super-heróis do século
“Os Novos Mutantes” chegou aos cinemas com uma das piores bilheterias de um filme de super-heróis da Marvel neste século, ao estrear em plena pandemia de coronavírus na América do Norte. Mesmo assim, arrecadou US$ 7 milhões em 2,4 mil telas, o que poderia ser considerado razoável nestas condições – além de evitar o último lugar no ranking negativo, encabeçado por “Era uma Vez um Deadpool” (US$ 2,6 milhões) e “O Justiceiro: Em Zona de Guerra” (US$ 4,2 milhões). Último filme de super-heróis da Marvel produzido pela ex-Fox, “Os Novos Mutantes” foi a primeira grande produção lançada com exclusividade nos cinemas nos últimos cinco meses. Mas o mercado ainda não está normalizado. Apenas 62% das salas estão abertas nos EUA, e isso não inclui Nova York e Califórnia, que continuam sem funcionar. Como se não bastasse a covid-19, algumas salas que deveriam abrir adiaram os planos devido à ameça de um furacão no sul dos EUA. Por conta disso, os números vêm, principalmente, de sessões no Canadá, onde o lançamento precisou disputar o público com “Tenet”. A Disney fez a estreia sabendo que teria prejuízo e apenas para cumprir cláusula contratual que a obrigava a colocar o filme em cartaz. Com orçamento de US$ 100 milhões, a produção não vai se pagar e será mais um prejuízo contabilizado na conta da sua aquisição da Fox no ano passado. Os valores, porém, podem ser amortizados com o lançamento em VOD premium, o que deve significar uma janela mais curta entre as telas. O thriller “Unhinged”, com Russell Crowe, ficou em 2º lugar nas bilheterias, atingindo US$ 2,6 milhões. Há duas semanas em cartaz, o longa já soma US$ 8,8 milhões em exibição em 2,3 mil telas. O Top 3 se completa com a estreia de “Bill & Ted: Encare a Música”, que arrecadou US$ 1 milhão, apesar de ter sido lançada simultaneamente em VOD premium. A comédia foi distribuída em apenas mil cinemas, mas bombou no circuito dos drive-ins. Os cinemas começaram a abrir para valer no fim de semana passado nos EUA e a expansão continua, apesar dos casos de covid-19 não darem sinais de diminuição. Algumas cidades da Califórnia já permitiram a retomada dos negócios na segunda (31/8), antecipando a chegada a “Tenet” no próximo fim de semana. Mas, apesar da retomada, as salas estão operando com capacidade reduzida para promover o distanciamento social, além de implementarem uma série de protocolos de segurança, incluindo a exigência de que funcionários e espectadores usem máscaras faciais. Segundo uma pesquisa da Disney, apenas 40% dos espectadores se sentiram confortáveis com as restrições nesta volta aos cinemas.
Estudantes explodem em trailer de comédia com Katherine Langford
A Paramount divulgou o primeiro trailer de “Espontânea” (Spontaneous), comédia de humor negro estrelada por Katherine Langford. Conhecida por seus papéis em “13 Reasons Why” e “Cursed”, a atriz aparece loira como uma estudante matriculada numa high school em que os alunos explodem – literalmente. Em paralelo a seu romance adolescente com o personagem de Charlie Plummer (“Tudo o Dinheiro do Mundo”), ela precisa lidar com o trauma de ter pedaços dos colegas nas roupas e de virar cobaia de cientistas que tentam encontrar a causa do fenômeno. Estreia na direção de Brian Duffield (roteirista de “Ameaça Profunda”), o filme adapta o best-seller homônimo de Aaron Starmer e ainda traz em seu elenco Piper Perabo (“Covert Affairs”) e Hayley Law (“Riverdale”). A estreia está marcada para o começo de outubro nos Estados Unidos, em VOD e nos cinemas que estiveram abertos. Ainda não há previsão para o lançamento no Brasil.
Roteirista de Caça-Fantasmas vai escrever remake de Mansão Assombrada
A Disney deu o pontapé inicial para a produção de um novo filme baseado em “Mansão Assombrada”, popular atração da Disneylândia e outros parques temáticos da empresa, que já virou filme em 2003, estrelado por Eddie Murphy. A comédia de fantasmas original foi um grande fracasso de bilheteira, mas o estúdio é destemido e contratou Kate Dipold, responsável por “Caça-Fantasmas” – também conhecido como “a versão feminina” de “Os Caça-Fantasmas” – , que foi outra atração do gênero a dar prejuízo. Contra esta zica, os produtores são os mesmos do sucesso “Aladdin”, Dan Lin e Jonathan Eirich. Vale considerar que o projeto representa a pá de cal num antigo sonho de Guillermo del Toro, que passou anos tentando convencer a Disney a deixá-lo fazer um filme da atração. O cineasta, vencedor do Oscar por “A Forma da Água”, chegou a atrair o astro Ryan Gosling para o projeto, mas a Disney considerou a premissa muito assustadora para o que tinha em mente e barrou a produção.
Criador dos Novos Mutantes reclama do embranquecimento de Mancha Solar
Um dos criadores dos Novos Mutantes nos quadrinhos, Bob McLeod, não ficou nada feliz com a estreia do filme baseado em seu trabalho. Na sexta (28/8), dia em que a produção da 20th Century Studios chegou aos cinemas nos EUA, ele postou uma reclamação sobre o embranquecimento do herói Mancha Solar e o fato de os créditos do longa errarem até como se escreve seu nome. “Fiquei muito animado quando soube que eles estavam fazendo um filme de ‘Os Novos Mutantes’”, McLeod apontou no Facebook. “Achei que fazer isso como um filme de terror talvez fosse uma ideia interessante, mas não seria a melhor forma de apresentar os personagens ao público em geral. Mas, ei, meus personagens em um filme! Eu nunca tinha pensado que isso realmente aconteceria. ” “Mas, principalmente, fiquei muito desapontado por Roberto não ser baixinho e ter a pele escura. Mais um exemplo do embranquecimento de Hollywood”, acrescentou, referindo-se a Roberto da Costa, o Mancha Solar. McLeod responsabilizou o diretor Josh Boone. “Simplesmente não há desculpa. Então, basicamente, Josh Boone apagou tudo o que contribuí para a aparência dos personagens”, reclamou. Para completar, ele lamentou que seu nome tenha sido escrito incorretamente nos créditos do filme. “E agora o filme finalmente foi lançado e, aparentemente, eles creditaram alguém chamado Bob Macleod como co-criador. Eles nem se deram ao trabalho de verificar a grafia do meu nome em nenhum momento nos últimos três anos. E isso não pode ser corrigido. Isso ficará no filme para sempre. Acho que para mim este filme já deu”, completou. Bob McLeod foi o desenhista da graphic novel que introduziu os Novos Mutantes, roteirizada pelo célebre “x-critor” Chris Claremont, e o artista oficial dos primeiros três números da revista mensal dos personagens, além de ter trabalhado como arte-finalista de vários exemplares subsequentes. O trabalho de criação dos personagens coincidiu com sua lua de mel. Na história original, o brasileiro Roberto da Costa, mais conhecido por seu codinome mutante Mancha Solar, era um jovem negro de baixa estatura, mas pertencente à classe alta, filho de uma arqueóloga branca e um empresário negro. Mas, conforme os quadrinhos continuaram a ser publicados, a pele do personagem foi clareando sensivelmente. E ao ser adaptado para outras mídias, sempre foi interpretado por brancos. Quando o personagem virou desenho animado, na série “X-Men: Evolution”, ele foi dublado pelo americano Michael Coleman (“Once Upon a Time”). Quando estreou nos cinemas, em “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”, foi vivido pelo mexicano Adan Canto (“Designated Survivor”). Ao menos em “Os Novos Mutantes”, o ator branco que o interpreta é brasileiro, Henry Zaga (da série “13 Reasons Why”). No filme, ele é um dos cinco jovens mutantes que estão descobrindo suas habilidades e acreditam estar sendo ajudados em um hospital projetado para treiná-los, apenas para descobrir que se encontram presos no local e sujeitos a experiências. O filme também é estrelado por Maisie Williams (“Game of Thrones”), Anya Taylor-Joy (“Fragmentado”), Charlie Heaton (“Stranger Things”), Blu Hunt (“The Originals”) e Alice Braga (“A Rainha do Sul”). Confira abaixo o post original de McLeod e uma arte de Mancha Solar assinada pelo desenhista. I was very excited when I heard they were making a New Mutants movie. I thought making it into a horror movie was… Publicado por Bob McLeod em Sexta-feira, 28 de agosto de 2020
Viola, Denzel e equipe do último filme de Chadwick Boseman homenageiam ator
A equipe de “A Voz Suprema do Blues”, título nacional de “Ma Rainey’s Black Bottom”, homenageou o ator Chadwick Boseman, morto na sexta (28/8), que desempenhou seu último papel no filme. Produção da Netflix, “A Voz Suprema do Blues” trata de tensões raciais e blues na Chicago de 1927, centrando-se numa disputa entre a cantora Ma Rainey (Viola Davis, vencedora do Oscar por “Fences/Um Limite Entre Nós”), seu trompetista (Boseman) e uma equipe de produtores e empresários brancos. Com produção de Denzel Washington (astro de “Fences”), o longa é dirigido por George C. Wolf (“A Vida Imortal de Henrietta Lacks”) e baseado em uma peça de 1982 do vencedor do Prêmio Pulitzer August Wilson (autor de “Fences”). Em comunicado, Ted Sarandos, co-CEO e Diretor de Conteúdo da Netflix, saudou o ator como “um super-herói na tela e na vida” e elogiou sua dedicação ao trabalho. “É impossível imaginar trabalhar no nível que ele trabalhava enquanto lutava bravamente contra sua doença. Seu legado como pessoa e artista inspirará milhões. Nossos pensamentos e orações estão com ele e sua família durante este momento difícil”, disse o executivo em comunicado. “Trabalhar com Chadwick em ‘Ma Rainey’ foi uma experiência gloriosa. Todos os dias pudemos testemunhar a ferocidade de seu talento e a gentileza de seu coração. Um ser humano verdadeiramente abençoado, amoroso, dotado e generoso”, acrescentou o diretor Wolfe. Produtor do filme, Denzel Washington também prestou sua homenagem. “Ele era uma alma gentil e um artista brilhante que ficará conosco por toda a eternidade através de suas performances icônicas ao longo de sua curta mas ilustre carreira. Deus abençoe Chadwick Boseman”, disse o astro. Já Viola Davis se manifestou nas redes sociais. “Chadwick … sem palavras para expressar minha devastação por ter perdido você. Seu talento, seu espírito, seu coração, sua autenticidade… Foi uma honra trabalhar ao seu lado, conhecê-lo… Descanse em paz, príncipe… Que bandos de anjos te cantem até o teu descanso celestial. Eu te amo!” A Netflix planejava começar a divulgação do filme na segunda (31/8), como uma première digital para a imprensa, seguida por perguntas e respostas para o elenco e o diretor, mas este evento foi cancelado devido à morte inesperada de Boseman. A trama, adaptada pelo dramaturgo Ruben Santiago-Hudson (“Lackawanna Blues”), reconstitui fatos reais da vida de Gertrude Malissa Nix Pridgett Rainey, a Ma Rainey, que também ficou conhecida como Rainha/Mãe do Blues ao se tornar uma das primeiras cantoras a gravar as próprias composições nos Estados Unidos. O personagem de Boseman é Levee, um trompetista talentoso, mas problemático, que está de olho na namorada de Rainey e também determinado a marcar seu próprio nome na indústria musical. Com os planos originais para o filme suspensos, não há, no momento, previsão para seu lançamento em streaming.
Netflix cancela divulgação do último filme de Chadwick Boseman
A Netflix cancelou os planos de divulgação de “Ma Rainey’s Black Bottom”, que se tornou o último filme estrelado por Chadwick Boseman, morto na sexta (28/8) de câncer de cólon aos 43 anos. Uma première digital para a imprensa estava marcada para segunda-feira (31/8), que seria acompanhada por uma sessão de perguntas com o elenco e o diretor. “Estamos com o coração partido com a notícia do falecimento de Chadwick Boseman, um ‘verdadeiro lutador’, como sua família o chamou em tributo comovente”, disse a Netflix em comunicado. “Esta é uma perda incrível. Estamos cancelando o evento de pré-estréia de ‘Ma Rainey’s Black Bottom’. Junte-se a nós para enviar seus pensamentos ao dele.” “Ma Rainey’s Black Bottom”, título que faz trocadilho com o “fundo do poço” e a “bunda negra” de Ma Raney, será lançado no Brasil com o título de “A Voz Suprema do Blues”. Ele chegou a ser finalizado e encontra-se pronto para ser lançado. O filme trata de tensões raciais e blues na Chicago de 1927, centrando-se numa disputa entre a cantora Ma Rainey (Viola Davis, vencedora do Oscar por “Fences/Um Limite Entre Nós”), seu trompetista (Boseman) e uma equipe de produtores e empresários brancos. Com produção de Denzel Washington (astro de “Fences”), o longa é dirigido por George C. Wolf (“A Vida Imortal de Henrietta Lacks”) e baseado em uma peça de 1982 do vencedor do Prêmio Pulitzer August Wilson (autor de “Fences”). A trama, adaptada pelo dramaturgo Ruben Santiago-Hudson (“Lackawanna Blues”), reconstitui fatos reais da vida de Gertrude Malissa Nix Pridgett Rainey, a Ma Rainey, que também ficou conhecida como Rainha/Mãe do Blues ao se tornar uma das primeiras cantoras a gravar as próprias composições nos Estados Unidos. O personagem de Boseman é Levee, um trompetista talentoso, mas problemático, que está de olho na namorada de Rainey e também determinado a marcar seu próprio nome na indústria musical. Embora tenha planejado começar já a divulgação do filme, a Netflix teria adiado o lançamento devido à morte inesperada de Boseman e não há previsão para sua chegada ao streaming.
Chadwick Boseman (1977 – 2020)
O ator Chadwick Boseman, estrela do blockbuster “Pantera Negra”, morreu na noite de sexta (28/8) de câncer de cólon em sua casa, ao lado de sua família, aos 43 anos. Boseman manteve sua luta contra a doença em segredo do público, mas sua família revelou que ele tinha sido diagnosticado há quatro anos. “Um verdadeiro lutador, Chadwick perseverou em tudo e trouxe para vocês muitos dos filmes que vocês tanto amam”, disse sua família em um comunicado. “De ‘Marshall’ a ‘Destacamento Blood’ e vários outros, todos foram filmados durante e entre incontáveis cirurgias e quimioterapia. Mas a grande honra de sua carreira foi dar vida ao Rei T’Challa em ‘Pantera Negra’.” Kevin Feige, presidente da Marvel Studios e Chefe Criativo da Marvel, classificou o falecimento de Boseman de “absolutamente devastador. Ele era nosso T’Challa, nosso Pantera Negra e nosso querido amigo. Cada vez que ele pisava no set, ele irradiava carisma e alegria, e cada vez que ele aparecia na tela, ele criava algo verdadeiramente indelével”. “Ele incorporou muitas pessoas incríveis em seu trabalho, e ninguém era melhor em dar vida a grandes homens. Ele era tão inteligente, gentil, poderoso e forte quanto qualquer pessoa que retratou. Agora ele ocupa seu lugar ao lado deles como um ícone para todos os tempos. A família da Marvel Studios lamenta profundamente sua perda, e estamos de luto esta noite com sua família.” Robert A. Iger, presidente executivo e presidente do conselho da The Walt Disney Company, também emitiu uma declaração em luto por Boseman. “Estamos todos com o coração partido pela trágica perda de Chadwick Boseman – um talento extraordinário e uma das almas mais gentis e generosas que já conheci. Ele trouxe enorme força, dignidade e profundidade para seu papel inovador de Pantera Negra; destruindo mitos e estereótipos, tornando-se um herói tão esperado para milhões ao redor do mundo e inspirando todos nós a sonhar mais alto e exigir mais do que o status quo. “Ficamos tristes por tudo o que ele foi, assim como por tudo o que estava destinado a se tornar. Para seus amigos e milhões de fãs, sua ausência da tela é apenas eclipsada por sua ausência de nossas vidas. Todos nós da Disney enviamos nossas orações e sinceras condolências à família dele. ” Chadwick Boseman nasceu e foi criado na cidade de Anderson, na Carolina do Sul, e mais tarde estudou na Howard University, formando-se em 2000 com um Bacharelado de Belas Artes em Direção. Depois disso, fez cursos de teatro em Londres e conseguiu seu primeiro papel na TV em 2003, um episódio de “Third Watch”. Ele passou a aparecer em séries como “Law & Order”, “CSI: NY” e “ER”, até conseguir seu primeiro papel recorrente em 2008, na série “Lincoln Heights”. No mesmo ano, foi escalado no primeiro filme, “No Limite – A História de Ernie Davis”. A grande virada em sua carreira veio cinco anos depois, quando se tornou o protagonista de “42: A História de uma Lenda” (2013), cinebiografia do pioneiro do beisebol Jackie Robinson, o primeiro jogador negro a entrar na liga principal do esporte. O papel veio quando ele estava pensando em mudar de carreira e se tornar diretor, após assinar dois curta-metragens. “42” adiou definitivamente os planos de passar para trás das câmeras, tornando Boseman um ator requisitado. Em seguida, ele integrou o elenco de outro drama esportivo, “A Grande Escolha” (2014) e encarou mais uma cinebiografia, “Get on Up: A História de James Brown” (2014), encarnando o pai do funk. A mudança para as fantasias de ação com grandes orçamentos e muitos efeitos visuais se deu em “Deuses do Egito” (2016), filme que rendeu polêmica ao escalar atores brancos como egípcios. Ele não se esquivou da situação racista e foi incisivo durante as entrevistas de divulgação. “Quando me abordaram com o roteiro do filme, eu rezei para que essa polêmica acontecesse. E eu sou grato que aconteceu, porque, na verdade, eu concordo com ela”, disse na época à revista GQ, lamentando que Hollywood “não faz filmes de US$ 140 milhões estrelados por negros e pardos”. A atitude demonstrada durante o caos de “Deuses do Egito” poderia prejudicar um ator como ele em outros tempos. Mas em 2016 ajudou a mudar o jogo, encerrando a tradição de embranquecimento cinematográfico de Hollywood. Logo em seguida, Boseman jogaria a pá de cal no preconceito contra protagonistas negros em produções milionárias. Ele virou super-herói da Marvel em seu filme seguinte, “Capitão América: Guerra Civil” (2017), aparecendo pela primeira vez como T’Challa, príncipe de Wakanda, que se tornava rei e o lendário herói Pantera Negra. Mas foi só o aperitivo, num contrato para cinco produções, servindo de teaser para o filme solo do herói, “Pantera Negra”. Mais que um blockbuster de enorme sucesso mundial, com bilheteria de US$ 1,3 bilhão, “Pantera Negra” representou um fenômeno cultural, criando o bordão “Wakanda Forever”, com tudo o que ele representa. Não só um país extremamente avançado, Wakanda foi encarado como uma ideia, afrofuturismo como o cinema jamais tinha ousado apresentar, que subvertia gerações de colonialismo cinematográfico e a representação da África como um continente miserável. A África de “Pantera Negra” era um lugar de dar orgulho por sua inovação e progresso. Como T’Challa, Boseman reinou sobre essa visão, que empoderava não apenas homens negros, mas também mulheres negras, apresentadas como guerreiras imbatíveis e cientistas inigualáveis. O diretor Ryan Coogler pretendia continuar a explorar esse mundo numa continuação, anunciada para 2022, mas o ator vai ficar devendo o filme. Ele realizou quatro dos longas de seu contrato, aparecendo ainda na dobradinha “Vingadores: Guerra Infinita” e “Vingadores: Ultimato”, maior bilheteria do cinema em todos os tempos. Entre as aparições como Pantera Negra, Boseman ainda estrelou “Marshall: Igualdade e Justiça” (2017), outra cinebiografia, desta vez de Thurgood Marshall, o advogado que se tornaria o primeiro juiz afro-americano da Suprema Corte dos EUA. Ele ainda voltou a se reunir com os diretores de “Vingadores: Ultimato”, desta vez como produtores, no thriller de ação “Crime sem Saída” (2019), mas seus últimos trabalhos foram com cineastas negros. Neste ano, ele posou novamente como um herói lendário no filme “Destacamento Blood”, de Spike Lee. E chegou a terminar sua participação em “A Voz Suprema do Blues” (Ma Rainey’s Black Bottom), como um trumpetista ambicioso da banda da rainha do blues Ma Rainey. Baseado numa peça de August Wilson (“Fences”), o filme do diretor George C. Wolfe é coestrelado por Viola Davis e ainda não tem previsão de estreia. “A Voz Suprema do Blues” será sua derradeira aparição nas telas, mas ele ainda poderá ser ouvido numa participação especial no lançamento da série animada “What If”, da Disney+ (Disney Plus), onde deixou registrada sua voz como Pantera Negra pela última vez. A morte do jovem astro no auge de sua carreira deixou o mundo do entretenimento atordoado e dominou as redes sociais na madrugada, com reações de surpresa e lamentações, inclusive uma declaração inédita da DC Comics, declarando “Wakanda Forever” para “o herói que transcende universos”. “Este é um golpe esmagador”, disse o cineasta Jordan Peele no Twitter, um dos muitos que expressaram choque quando a notícia foi confirmada. “Estou devastado”, afirmou Chris Evans, o Capitão América da Marvel, acrescentando que “ele ainda tinha tanto por criar”. “Isso me quebrou”, assumiu a atriz Issa Rae. “Uma perda imensa”, resumiu o Twitter oficial da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA.
Crítica americana diz que filme de Bill & Ted é “totalmente excelente”
“Bill & Ted: Encare a Música” estreou nesta sexta (28/8) nos EUA com a melhor aprovação crítica de toda a trilogia. A imprensa americana adorou a continuação tardia da franquia dos anos 1980 estrelada por Keanu Reeves e Alex Winter. Continuação de “Bill & Ted: Uma Aventura Fantástica” (1989) e “Bill & Ted: Dois Loucos no Tempo” (1991), o filme atingiu 81% de aprovação no Rotten Tomatoes, com elogios para sua capacidade de equilibrar nostalgia com uma renovação da história, por meio das filhas dos personagens. Já há até campanha para a Orion Pictures lançar uma produção derivada, destacando Billie e Thea, vividas por Brigette Lundy-Paine (“O Escândalo”) e Samara Weaving (“Casamento Sangrento”). A maioria das resenhas também destaca o roteiro de Chris Matheson e Ed Solomon, que assinaram o filme original e conseguem registrar o amadurecimento dos personagens após três décadas, especialmente na interação dos protagonistas com as filhas adolescentes. Claro, houve quem odiasse. Por exemplo, um jornalista do Detroit News disse que Reeves “emburreceu” ao reprisar o papel de Ted. Segundo ele, “certas franquias deveriam ser esquecidas no passado”. Mas o tom geral foi bastante positivo. Confira alguns dos elogios abaixo. Rolling Stone “Depois de, uau, 30 anos, Reeves e Winter retornam como os roqueiros californianos para mais uma tentativa de salvar o mundo. E pouco importa se o filme perca o foco, porque esse trabalho de amor e fan-service é a cura totalmente excelente para essa depressão pandêmica horrorosa”. The Wrap “Para um filme em que o mundo pode acabar a qualquer momento, ‘Bill & Ted: Encare a Música’ é terrivelmente doce e alegre”. Forbes “É um filme com alma, otimista, lembrando que Bill & Ted são excessivamente bondosos e (quando a situação requer) não tão burros quanto parecem ser”. Variety “O filme é leve e superbobo – um balão cheio de nostalgia. Ele passa voando e te faz sorrir e gargalhar”. Globe and Mail “Mas embora a história pareça um pouco leve demais – e sim, eu ainda estou ciente de que estamos falando sobre um filme de ‘Bill & Ted’ – o caso é, em última análise, uma diversão alegre e inofensiva”. Time “‘Bill & Ted: Encare a Música’ é o filme de bem-estar desse loop infinito de tempo e do próximo. E embora seja pura fantasia, também representa um salto de fé que todos temos que estar dispostos a dar. Mesmo sem cabines telefônicas para viagens no tempo, o filme ensina que as pessoas têm o poder para mudar”. The New York Times “Não sei se isso me fez sentir jovem ou velho, mas, em geral, senti uma experiência totalmente excelente”. Para quem não lembra, Bill (Winter) e Ted (Reeves) eram dois estudantes extremamente estúpidos de uma high school americana, que repetiriam de ano se não fizessem um bom trabalho de História. Sua sorte muda quando um homem de futuro resolve ajudá-los, convidando-os para uma viagem no tempo, pois, por mais incrível que pudesse parecer, o destino da humanidade um dia dependeria da inteligência dos dois retardados, que criarão a música capaz de inspirar uma utopia perfeita. A comédia virou cult, ganhou sequência, série animada, videogame e até revista em quadrinhos, antes de sumir da lembrança da humanidade – obviamente, por uma artimanha do cientista maligno De Nomolos. O novo filme traz finalmente o desfecho da história, em que Bill e Ted precisarão cumprir a profecia – e criar a música perfeita. Escrito pelos criadores originais dos personagens, Chris Matheson (“Pateta: O Filme”) e Ed Solomon (“Homens de Preto”), o filme tem direção de Dean Parisot (“Heróis Fora de Órbita”) e também traz de volta William Sadler como a Morte. Depois de sofrer adiamentos, a estreia acabou acontecendo em VOD e nos cinemas já abertos nos EUA e Canadá, mas ainda não há previsão para o lançamento no Brasil.
Christina Aguilera canta nova versão de Reflection em clipe da trilha de Mulan
Christina Aguilera lançou o clipe da nova versão de “Reflection”, que faz parte da trilha sonora do filme de “Mulan”. A faixa é uma regravação da música do longa animado original da Disney, que projetou a carreira da então iniciante cantora em 1998, ao receber indicação ao Oscar. E é o que se chama de “balada épica”, quase toda cantada no volume 11. “O filme ‘Mulan’ e a música ‘Reflection’ coincidiram com o meu primeiro contrato com gravadora. É sensacional voltar a um filme tão incrível, cheio de poder e significado, e esse significado sustenta o teste do tempo: permanecer fiel a si mesmo, ser quem você é e ensinar como ser destemido”, disse Aguilera em comunicado. Além dessa faixa, ela gravou uma música inédita para a adaptação live action, “Loyal Brave True”, que também ganhou clipe (veja aqui). As duas músicas estarão no disco trilha sonora, que será lançado em 4 de setembro, mesma data da estreia do filme na plataforma Disney+ (Disney Plus) nos EUA. Como o Brasil ainda não tem Disney+ (Disney Plus), a estreia nacional de “Mulan” permanece uma incógnita.
São Paulo lança Mostra Internacional de Cinema Virtual em setembro
O estado de São Paulo vai realizar a primeira Mostra Internacional de Cinema Virtual durante o mês de setembro. Entre terça (1/9) e o fim do mês serão exibidos 33 filmes de 21 países, por meio da plataforma gratuita #CulturaEmCasa. Ao todo, serão exibidos 22 longas de ficção, nove documentários e dois curtas de animação. A seleção é eclética, quase sem curadoria, misturando filmes russos antigos com produções comerciais contemporâneas. Alguns títulos até estiveram em cartaz no Brasil nos últimos anos, como o russo “Anna Karenina – A História de Vronsky” e o cabo-verdiano “Djon África”, ambos lançados em 2018 nos cinemas nacionais, além do excelente thriller criminal “Pecados Antigos, Longas Sombras” (foto acima), grande vencedor do Goya Awards (faturou 10 troféus do “Oscar espanhol”) e que passou por aqui em 2015. Entre os destaques inéditos, é possível citar o paraguaio “Guaraní”, premiado como Melhor Filme Latino do Festival de Gramado de 2016 e nunca exibido em circuito comercial no país, “Hindi Medium”, uma das maiores bilheterias da Índia em 2017 e o canadense “Pequenos Gigantes”, premiado no Festival de Gotemburgo, de 2018 A realização da mostra é uma iniciativa da Secretaria de Cultura e Economia Criativa e da Secretaria de Relações Internacionais, em parceria com a organização Amigos da Arte, consulados, embaixadas e institutos dos países participantes. A programação terá alguns filmes exibidos em sessão única, por isso é bom acompanhar a programação, que consiste de duas exibições diárias com hora marcada (feito programa de TV), às 19h e às 22h. O endereço da plataforma #CulturaEmCasa é https://culturaemcasa.com.br/.












