Divulgação/Saban

Criador de The End of the F***ing World fará filmes e séries dos Power Rangers

A franquia “Power Rangers” vai “morfar” de novo. A Hasbro fechou contrato com o roteirista inglês Jonathan Entwistle, criador das séries “The End of the F***ing World” e “I Am Not Okay With This”, para desenvolver uma nova geração de filmes e séries da saga.

“Esta é uma oportunidade incrível para entregar novos ‘Power Rangers’ para uma geração mais jovem, assim como os muitos fãs que adoram a franquia. Vamos trazer o espírito do analógico para o futuro, concentrando o poder da ação e da narrativa que transformaram esta marca em um sucesso”, disse Entwistle em comunicado sobre o acordo.

Detalhes específicos sobre os projetos e quando eles serão lançados não foram revelados, mas o acordo reflete a ambição da Hasbro, após fazer duas aquisições comerciais importantes. A fabricante de brinquedos comprou os direitos dos “Power Rangers” e outras criações da Saban no início de 2018 e, no final do ano passado, adquiriu a produtora canadense eOne (Entertainment One) para realizar seus próprios projetos, de acordo com sua visão de mercado.

Antes da Hasbro assumir a eOne, Entwistle já estava encarregado de desenvolver um novo filme de “Power Rangers” para a Paramount, mas agora os direitos foram para o novo estúdio, que ampliou o papel do roteirista, dando-lhe o comando da franquia em todas as plataformas.

“Jonathan tem uma visão criativa incrível para esta franquia icônica e de enorme sucesso, e é o arquiteto certo para se juntar a nós enquanto reinventamos os mundos da televisão e do cinema desta propriedade”, disse o presidente de cinema da eOne, Nick Meyer, e o presidente de televisão global da empresa, Michael Lombardo, em uma declaração conjunta.

Originada nos anos 1990, a franquia “Power Rangers” já passou por várias encarnações, e segue gerando produtos na televisão — a próxima temporada, prevista para 2021, deve se chamar “Power Rangers Dino Fury”.

“Power Rangers” também ganhou um filme recente, em 2017, que contou a história de origem dos personagens e deveria ganhar várias continuações. Mas apesar dos jovens talentos que revelou – entre eles Naomi Scott, a princesa Jasmine de “Aladdin” – o lançamento foi um grande fracasso. Custou US$ 100 milhões e arrecadou apenas US$ 142 milhões em bilheteria mundial.