Série da Mulher-Hulk terá Tatiana Maslany e Mark Ruffalo
Depois de negar que viveria a Mulher-Hulk na série da Disney+ (Disney Plus), a atriz Tatiana Maslany, estrela de “Orphan Black”, foi confirmada no papel por Kevin Feige, presidente da Marvel Studios, durante o Dia do Investidor da Disney na noite de quinta-feira (10/12). Além disso, Feige oficializou a participação de Mark Ruffalo, que repetirá seu papel de Hulk do cinema. Vale lembrar que quando vazou a negociação entre Maslani e a Marvel, Ruffalo veio a público parabenizar a atriz. A série da Mulher-Hulk (She-Hulk, em inglês) vai acompanhar a advogada Jennifer Walters, advogada e prima de Bruce Banner (o Hulk), que nos quadrinhos se transforma numa versão feminina do herói ao receber uma transfusão de sangue de seu parente mais famoso. Ela foi a última personagem importante da Marvel criada por Stan Lee, em 1980, e se tornou membro dos Vingadores como o primo. Mas diferente de Banner, Jennifer prefere ser a Mulher-Hulk em tempo integral, porque mantém sua inteligência durante a transformação. A escolha de Maslany para o papel é bastante curiosa, porque a atriz é miúda e magra, o oposto da personagem de grande altura e extremamente musculosa dos quadrinhos. Isto significa que a produção vai transformá-la por meio de efeitos visuais, como Ruffalo ao virar o Hulk nos filmes dos Vingadores. A série está sendo desenvolvida por Jessica Gao, roteirista da animação “Rick and Morty” e da sitcom “Corporate”, e contará com direção de Kat Coiro, conhecida por trabalhar em comédias televisivas como “Modern Family”, “Disque Amiga Para Matar” (Dead To Me), “It’s Always Sunny in Philadelphia” e “The Mick”.
Confirmado: Capitã Marvel vai se encontrar com Ms. Marvel no cinema
Kevin Feige, presidente da Marvel Studios, aproveitou o Dia do Investidor da Disney, na noite de quinta (10/12), para oficializar a produção de “Capitã Marvel 2”. O filme voltará a trazer Brie Larson no papel de Carol Danvers, a Capitã Marvel. E teve novidades anunciadas. A atriz Iman Vellani, que fará sua estreia como Kamala Khan, a Ms. Marvel na série da Disney+ (Disney Plus) de mesmo nome, foi confirmada na produção junto com Teyonah Parris, que interpreta a versão adulta de Monica Rambeau – personagem apresentada ainda criança no primeiro filme da Capitã Marvel, passado nos anos 1990. Teyonah também virá de uma série da Disney+ (Disney Plus). Ela está sendo introduzida como Monica Rambeau em “WandaVision”, que estreia em janeiro em streaming. Para completar, o filme será dirigido por Nia DaCosta (“A Lenda de Candyman”) e tem estreia prevista para 11 de novembro de 2022.
Marvel anuncia novo filme do Quarteto Fantástico
Entre os muitos anúncios da noite de quinta (10/12), que transformaram o chamado Dia do Investidor da Disney numa verdadeira Comic-Con, o produtor Kevin Feige, presidente da Marvel Studios, revelou que prepara a volta de uma das famílias mais icônicas dos quadrinhos com o lançamento do primeiro filme do Quarteto Fantástico no MCU (Universo Cinematográfico da Marvel). Curiosamente, o responsável pela terceira versão dos personagens, que já tiveram três filmes na 20th Century Fox, será o mesmo diretor que acertou o tom da terceira versão do Homem-Aranha, Jon Watts – de “Homem-Aranha: De Volta ao Lar” e “Homem-Aranha: Longe de Casa”. A produção marcará o ingresso de Reed Richards (Senhor Fantástico), Sue Storm (Mulher Invisível), Johnny Storm (Tocha Humana) e Ben Grimm (O Coisa) no mesmo universo dos Vingadores. Apesar de ainda estar em fase de desenvolvimento inicial, o filme já tem logotipo. Confira abaixo a arte divulgada no evento midiático da Disney.
Rogue Squadron: Filme de Star Wars da diretora de Mulher-Maravilha ganha teaser
A Disney não brinca em serviço. Para anunciar a produção de um novo filme de “Star Wars”, concebido e dirigido por Patty Jenkins (a diretora de “Mulher-Maravilha”), o estúdio preparou um vídeo emocionante, com depoimento da cineasta e uma caminhada em direção a um caça espacial da franquia. No teaser, a cineasta conta uma história inspiradora sobre seu pai aviador e como a morte dele, durante o serviço militar, lhe deu vontade de fazer uma produção com os melhores pilotos de jatos que já existiram. Embora ela procurasse, nunca tinha encontrado um projeto em que pudesse realizar este desejo. Até agora. Patty Jenkins vai comandar o filme “Star Wars: Rogue Squadron”, sobre os ases dos caças espaciais que combatem as naves imperiais da franquia. Vale lembrar que este título já batizou um game clássico da Lucasfilm, lançado em 1998. Originalmente exibido no Dia do Investidor da Disney, na noite desta quinta (10/12), o vídeo também foi disponibilizado nas redes sociais da diretora. No Twitter, ainda recebeu uma introdução de Bob Iger, o presidente do conglomerado, dando boas-vindas à Jenkins no universo de “Star Wars” da companhia. Veja abaixo. We are thrilled to have the great Patty Jenkins directing our @StarWars feature film Rogue Squadron, and as a true admirer of her work, it is an honor to have Patty directing her next film for us! https://t.co/5jKqaQ6Guk — Robert Iger (@RobertIger) December 10, 2020
Roteirista de Homem-Aranha vai escrever novo filme do Besouro Verde
O roteirista veterano David Koepp, que escreveu “Jurassic Park” (1993), “Missão: Impossível” (1998) e “Homem-Aranha” (2002), foi escalado para criar a história do novo filme do herói clássico Besouro Verde. A Universal vai produzir a adaptação em parceria com a produtora Amasia, que adquiriu os direitos de franquia após uma guerra de ofertas altamente competitiva em janeiro passado. A produtora é comandada pelo ex-presidente da Marvel Studios Michael Helfant em sociedade com Bradley Gallo, ex-Troika Pictures. Apesar de só agora ter contrato roteirista, o projeto já tem título oficial pelo menos desde abril: “The Green Hornet and Kato”, em inglês, sinalizando que o ajudante do Besouro Verde será igualmente celebrado desta vez. Na famosa série de TV do “Besouro Verde”, nos anos 1960, Kato era vivido por ninguém menos que Bruce Lee. O Besouro Verde foi originalmente criado como radionovela em 1936 por George W. Trendle e Fran Strike, que também foram os pais de “O Cavaleiro Solitário”. Ele estreou nos quadrinhos em 1940, com roteiros do próprio Strike, no mesmo ano em que chegou aos cinemas com o primeiro de seus três seriados de aventura. Mas, curiosamente, acabou se tornando mais conhecido como herói da TV, após ganhar sua série em 1966. Interpretado por Van Williams, o personagem acabou eclipsado por seu assistente, já que Bruce Lee era bem mais conhecido. Além de sua própria atração, o Besouro Verde ainda teve crossovers com a série do “Batman” daquela época. Na trama original, Britt Reid, o dono milionário do jornal O Sentinela Diária, transformava-se num vingador mascarado no estilo do Sombra, que a polícia considerava um criminoso. Como a situação o ajudava a obter informações do submundo do crime, ele nunca quis limpar sua ficha. Em suas aventuras, o Besouro Verde era ajudado por Kato, seu mordomo e motorista de origem asiática, mestre em artes marciais, que dirigia o Beleza Negra, um carro tecnologicamente avançado. A última vez que os dois apareceram nas telas foi em 2011, numa comédia de ação da Sony, estrelada por Seth Rogen, Jay Chou e Cameron Diaz. A ideia era lançar uma franquia, mas o filme “Besouro Verde” fracassou nas bilheterias, rendendo apenas US$ 227 milhões mundiais – para um orçamento de US$ 120 milhões.
Chris Evans se junta a Jennifer Lawrence e Leonardo DiCaprio em filme da Netflix
O ator Chris Evans (o Capitão América da Marvel) estaria se juntando ao elenco estelar do próximo filme de Adam McKay, vencedor do Oscar por “A Grande Aposta” (2015) e indicado por “Vice” (2018). A informação é do site Deadline, que já conta o ator na produção de “Don’t Look Up”, ao lado de ninguém menos que Jennifer Lawrence (“Mãe!”), Leonardo DiCaprio (“Era uma Vez em Hollywood”), Meryl Streep (“A Dama de Ferro”), Jonah Hill (“O Lobo de Wall Street”), Cate Blanchett (“Thor: Ragnarok”), Timothée Chalamet (“Me Chame pelo seu Nome”), Matthew Perry (“Friends”), Rob Morgan (“A Fotografia”), Himesh Patel (“Yesterday”), Tomer Sisley (“Messiah”), o rapper Kid Cudi (“We Are Who We Are”) e até a cantora Ariana Grande (“Sam & Cat”). Não é brincadeira. “Don’t Look Up” está sendo desenvolvido para a Netfilx, que não fez comentários sobre a escalação. Na produção, Lawrence vai viver uma astrônoma que descobre a aproximação de um cometa que poderá destruir o planeta Terra. Mas ao sair alertando o mundo pela imprensa, ela e um colega (DiCaprio) são recebidos com desdém e descrença. Esta premissa já foi filmada várias vezes (quem não lembra de “Armageddon”?) e uma versão alternativa (a lua em vez de meteoro/cometa) servirá de base para o próximo filme apocalíptico de Roland Emmerich (“2012”), batizado de “Moonfall”. A diferença é que McKay pretende contar a história como comédia. Além de dirigir o filme, ele também assina o roteiro.
Volta de Rachel McAdams é confirmada em Doutor Estranho 2
Depois de meses de especulações sobre a volta de Rachel McAdams ao seu papel na franquia de “Doutor Estranho”, o site Deadline cravou que a atriz fechou um acordo para se juntar à continuação, “Doctor Strange in the Multiverse of Madness”. Em abril, chegou a circular a notícia de que ela não participaria do filme, mas todas as agendas foram refeitas por conta da pandemia, o que pode ter permitido mudança de planos. McAdams interpreta a Dra. Christine Palmer, uma cirurgiã e ex-namorada de Stephen Strange (Benedict Cumberbatch), a quem ele recorre em “Doutor Estranho” (2016) quando precisa de “tratamento” após uma batalha contra adversários mágicos. Ela se junta a Cumberbatch, Benedict Wong (Wong), Chiwetel Ejiofor (Mordo) e Elizabeth Olsen (Feiticeira Escarlate), todos já confirmados na continuação. A direção está a cargo de Sam Raimi (“Homem-Aranha”), que substituiu o diretor do original, Scott Derrickson, após sua saída do projeto por diferenças criativas. O longa tem estreia marcada para março de 2022.
Diretora de Mulher-Maravilha detona Liga da Justiça
A diretora de “Mulher-Maravilha”, Patty Jenkins, não mediu palavras ao falar da versão de cinema de “Liga da Justiça”, filme refeito por Joss Whedon a pedido do Warner em 2017, e que incluiu a heroína introduzida nas telas alguns meses antes. Ao podcast ReelBlend, Jenkins disse ter descartado o filme “como a maioria dos fãs” e criticou a produção por apresentar uma Mulher-Maravilha muito diferente daquela vista em seu filme. Segundo Jenkins, ela não foi a única diretora dos filmes da DC a achar que “Liga da Justiça” devia ser ignorado ou jogado no lixo. “Eu acho que nós, diretores da DC, descartamos aquele filme como a maioria dos fãs. Eu senti que a visão de ‘Liga da Justiça’ contradizia o meu filme, e também a continuação [‘Mulher-Maravilha 1984’], na qual eu já estava trabalhando na época.” Jenkins ainda comentou que tinha uma boa relação com Zack Snyder, o diretor original de “Liga da Justiça”, com quem compartilhou planos para uma continuidade mais homogênea entre os filmes, por isso ficou ainda mais desapontada pelas mudanças aplicadas pelo estúdio e pelo diretor Joss Whedon, contrariando o que tinha combinado com Snyder. “Quando Zack estava fazendo ‘Liga da Justiça’, ele me disse até onde levaria a Mulher-Maravilha na sua história. Eu nunca quis contradizer os filmes dele, mas, ao mesmo tempo, tenho que fazer os meus próprios, e ele sempre me apoiou nisso. O problema com ‘Liga da Justiça’ é que eles [o estúdio] estavam tentando pegar o filme e transformá-lo em algo que não era. Quando assisti, pensei: ‘Não reconheço metade desses personagens!’.” As críticas de Jenkins reforçam o equívoco da Warner ao desfazer o trabalho de Zack Snyder. Este ano, detalhes dos bastidores da produção de Whedon vieram às tona, acompanhados por acusações de comportamento abusivo contra o diretor e produtores, feitas pelo ator Ray Fisher (o Ciborgue). Ao mesmo tempo, Snyder prepara-se para finalmente lançar a sua versão de “Liga”, recuperando cenas que foram cortadas do original e incluindo outras criadas especialmente para um relançamento online, em forma de minissérie de 4 horas, que chegará à plataforma HBO Max em 2021.
Taraji P. Henson vai estrear como diretora em filme adolescente
A atriz Taraji P. Henson, da série “Empire” e do filme “Estrelas Além do Tempo”, vai estrar como diretora com uma comédia adolescente ambientada no ensino médio. Intitulado “Two-Faced”, o projeto da Bron Studios será produzido por Tim Story, que trabalhou com Henson nos filmes da franquia “Pense como Eles”. Roteirizada por Cat Wilkins, a trama segue Joy, uma aluna negra do último ano do ensino médio cujas chances de frequentar a faculdade dos seus sonhos são ameaçadas por seu diretor de escola extremamente popular e carismático, depois que ela o confronta com evidências de seu passado racista. Com a ajuda de seus amigos, Joy começa a expor Jerald por quem ele realmente é, mas rapidamente descobre que ele pretende travar uma guerra total contra os alunos que tentam derrubá-lo. Henson, que também será uma das produtoras do filme, disse em comunicado: “Depois de duas décadas na frente das câmeras, estou emocionado por finalmente pular para trás para minha estreia na direção! O que primeiro me atraiu neste projeto foi Joy – ela é a personagem que eu precisava ver em filmes da minha época de crescimento, mas nunca encontrei”. Tim Story acrescentou: “Eu não poderia estar mais animado para apoiar uma das pessoas mais talentosas que já conheci. Taraji e eu fizemos três filmes juntos e eu sabia que era apenas uma questão de tempo até que ela desse o salto para a direção e tenho a honra de produzir este filme junto com a Bron Studios. ” Henson é representado por UTA, M88 e Ziffren Brittenham. Wilkins é representado pela UTA e Echo Lake Entertainment. Story e The Story Company são representados por UTA, Ziffren Brittenham.
Netflix diz que brasileiros viram mais romances, filmes tristes e reality shows em 2020
A Netflix revelou nesta quinta-feira (10/12) quais foram os conteúdos mais assistidos da plataforma durante o ano de 2020. Mas ao contrário do que fez em 2019, a retrospectiva deste ano foi bem bagunçada, sem relação das dez séries, os dez filmes e, vá lá, os dez realities favoritos do público. Em vez disso, a plataforma decidiu dividir os sucessos em categorias relacionadas a estados de espírito, como “nós choramos”, “nós viajamos”, “nós comemos” e “nós amamos o amor”. Outra bagunça dos listões se deve à opção da empresa de combinar tudo por gênero. Assim, entre as produções de ação mais assistidas aparecem os filmes “Resgate”, “Power” e “The Old Guard”, a série espanhola “La Casa de Papel” e a brasileira “Bom Dia, Verônica”. O resumo das relações é que, ao longo do ano, os espectadores viram muitos reality shows, filmes tristes e romances. Foram duas vezes mais reality shows que no ano passado. Mas era barbada, porque a Netflix também produziu mais reality shows em 2020. O mesmo vale para as produções de chorar e suspirar. O público vê o que a Netflix produz e divulga. Mas muitas das produções da plataforma não são divulgadas nem por ela mesma. Logicamente, elas não emplacam e são escanteadas. Entre as tendências diagnosticadas, é possível reparar ainda que o Brasil dobrou o consumo em muita categorias. Além dos reality shows, o público consumiu duas vezes mais animes que no ano passado – “Pokémon: Mewtwo Contra-Ataca – Evolução”, “One Piece”, “The Seven Deadly Sins: A Ira Imperial dos Deuses” e “O Sangue de Zeus” foram os favoritos. Outro pico aconteceu entre as produções sul-coreanas, que bateram recorde de audiência no país, aumentando seu consumo em mais de 120% em relação ao número do ano passado. O conteúdo turco também se destacou, dobrando sua visualização. O motivo é sempre o óbvio: maior oferta de produtos dos dois países. Entre os sul-coreanos, o terror de zumbis “Alive” liderou a audiência no país, enquanto a série turca “O Último Guardião” esteve entre os mais assistidas da plataforma. A lista de histórias tristes traz o hit “Milagre na Cela 7”, que ficou 23 dias no Top 10, além de “Se Algo Acontecer… Te Amo” e “Por Lugares Incríveis”. Curiosamente, a tristeza aumentou apenas a partir de abril, quando os brasileiros completaram o primeiro mês de isolamento social devido à pandemia de coronavírus. Do mesmo modo, os romances estiveram em alta, refletindo, novamente, a ênfase dada pela plataforma a produções do gênero. A lista tem “A Barraca do Beijo 2”, “Para Todos os Garotos: P.S. Ainda Amo Você”, “Amor Garantido” e “Ricos de Amor”. No gênero da fantasia, os assinantes brasileiros acompanharam mais “Locke & Key” e “Carta ao Rei”. Já entre os conteúdos para a família (que no Brasil costumavam ser chamados de infantis), os destaques foram “A Caminho da Lua”, “Os Irmãos Willoughby” e “Enola Holmes”.
George Clooney negocia dirigir Ben Affleck em filme da Amazon
George Clooney vai dirigir seu colega ator-diretor Ben Affleck em seu próximo longa-metragem. Segundo o site Deadline, Affleck está em negociações para estrelar a adaptação de “The Tender Bar”, que terá Clooney no comando. Os dois já se associaram no premiado “Argo” (2012), que Affleck dirigiu e Clooney produziu, e têm tentado trabalhar juntos novamente desde então. Quando Clooney definiu “The Tender Bar” como seu próximo trabalho de direção, Affleck foi o primeiro nome que ele considerou para estrelar o projeto. A produção é uma adaptação do livro autobiográfico do jornalista JR Moehringer, lançado no Brasil como “Bar Doce Bar”. No livro, o jornalista premiado com o Pulitzer conta como, por não ter conhecido bem o próprio pai, procurava na juventude figuras paternas entre os clientes habituais do bar administrado por seu tio em Long Island (EUA). O roteiro da adaptação foi escrito por William Monahan, que venceu o Oscar por seu trabalho em “Os Infiltrados” (2006), e, além de dirigir, Clooney também vai produzir o filme com seu sócio Grant Heslov, por meio de sua empresa Smokehouse Pictures. A produção está sendo desenvolvida para a Amazon Studios, fazendo deste filme o segundo projeto consecutivo que Clooney dirige para uma plataforma de streaming. Ele terminou recentemente “O Céu da Meia-Noite”, que estreia em 23 de dezembro na Netflix. Affleck, por sua vez, está mais ocupado do que nunca. Enquanto a Warner monta uma campanha para tentar indicá-lo ao Oscar por “O Caminho de Volta”, filme lançado em maio sob críticas elogiosas, o astro concluiu a produção do thriller “Deep Water”, de Adrian Lyne (“Atração Fatal”), e do drama de época “The Last Duel”, de Ridley Scott (“Perdido em Marte”), e atualmente está estrelando a sci-fi “Hypnotic” de Robert Rodriguez (“Alita: Anjo de Combate”), além de ter refilmado cenas de “Liga da Justiça” para o lançamento da versão de Zack Snyder e estar confirmado em “The Flash”, em que se despedirá do papel de Batman. Paralelamente, também definiu seu próximo trabalho como diretor: “The Big Goodbye”, sobre os bastidores da produção do clássico “Chinatown”, de Roman Polanski.
Daisy Ridley negocia viver primeira mulher a nadar o Canal da Mancha
A atriz Daisy Ridley, intérprete de Rey nos filmes de “Star Wars”, está negociando estrelar a adaptação do livro “Young Woman and the Sea”, de Glenn Stout, que narra a aventura real da primeira mulher a completar a nado a travessia do Canal da Mancha. Gertrude “Trudy” Ederle completou o percurso de 33 quilômetros, entre França e Inglaterra, em 1926. Filha de um açougueiro alemão de Manhattan, Ederle já era uma nadadora profissional, vencedora de medalha de ouro nas Olimpíadas de 1924, quando decidiu tentar cruzar o canal. Ela realizou a façanha depois de nadar distância ainda maior, os 35 quilômetros entre Battery Park, em Nova York, e Sandy Hook, em Nova Jersey, estabelecendo um recorde que durou 81 anos. Após este feito, a nadadora fechou contrato com dois jornais para patrocinar sua aventura europeia. Na época, havia uma disputa acirrada entre as mulheres atletas para definir quem seria a primeiras a cruzar a Mancha, já que apenas cinco homens tinham conseguido realizar a façanha até então. A jovem fez isso com a ajuda de sua família: a irmã Meg a ajudou a criar um maiô de duas peças – um precursor do biquíni moderno, que ninguém ainda tinha visto na década de 1920, quando os maiôs comuns pareciam vestidos de verão. A família também teve a ideia de usar cera de vela para lacrar os óculos de natação e torná-los à prova de vazamentos. Tudo isso ajudou, mas foi a força e vontade de Ederle que a fez superar ondas, ventos e águas traiçoeiras para se tornar mundialmente famosa ao chegar à costa. Ela quebrou séculos de estereótipos femininos e recebeu um desfile com chuva de papel picado ao retornar a Nova York, onde duas milhões de pessoas a receberam nas ruas com aplausos efusivos. Apesar disso, seu feito foi amplamente esquecido logo depois, conforme o mundo seguiu em frente. O filme está em desenvolvimento para plataforma Disney+ (Disney Plus), com roteiro de Jeff Nathanson, direção de Joachim Rønning e produção de Jerry Bruckheimer. Os três trabalharam juntos em “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”, em 2017. Com o longa, Rønning se especializa em filmes passados no mar. Além do último “Piratas do Caribe”, o cineasta norueguês também filmou “Expedição Kon Tiki” (2012), baseado em outra história real de superação, que foi indicado ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira. Mais recentemente, ele dirigiu “Malévola: Dona do Mal” (2019) para a Disney. Nathanson também está envolvido com fábulas da Disney. Depois de escrever “O Rei Leão”, ele está atualmente criando a história inédita da continuação, que será dirigida por Barry Jenkins (“Moonlight”). A produção de “Young Woman and the Sea” deve começar no segundo trimestre de 2021.
Ancine suspende andamento de projetos do produtor de A Vida Invisível
A Ancine (Agência Nacional do Cinema) suspendeu, cautelarmente, o andamento de todos os projetos do produtor Rodrigo Teixeira e de sua empresa RT Features na agência. A medida foi tomada após o órgão ser intimado pela Justiça de SP em ação movida por Carlos Mansur Filho, um dos investidores que trava batalha judicial com o produtor. Responsável por filmes como o americano “Me Chame pelo Seu Nome” e o brasileiro “A Vida Invisível”, Teixeira está sendo processado em São Paulo e Los Angeles. “Estamos seguros de que essa suspensão será oportunamente revista”, disse a produtora RT Features, em nota à coluna de Monica Bergamo no jornal Folha de S. Paulo. Leia a íntegra da nota abaixo. “A RT Features sempre teve um bom relacionamento com a Ancine. Essa suspensão, cautelar, cumpre uma determinação da Justiça de São Paulo, conforme a própria coluna apurou. Importante esclarecer que essa decisão judicial está relacionada a um processo que envolve apenas um investidor da RT, e não ‘investidores’. Suspensões como essa são comuns e podem ocorrer pelos mais diversos motivos, como uma disputa trabalhista, por exemplo. Estamos seguros de que essa suspensão será oportunamente revista. A RT tem atualmente apenas seis projetos em desenvolvimento que contariam com recursos da Ancine, além de outros 23 que contam com outras fontes de financiamento.” A confusão judicial vem à tona uma semana após uma reportagem veiculada pelo site The Hollywood Reporter, que revelou detalhes da crise da RT Features com seus investidores, entre eles Luiz Mussnich, um proeminente financista de São Paulo e patrono das artes, e seu cunhado, Carlos Gros, filho do ex-presidente do Banco Central do Brasil Francisco Gros. Mas há outros. A disputa não é trabalhista. Teixeira é acusado por fraude, falta de transparência e de realizar um esquema de pirâmide. A denúncia apurada pelo THR cita um investimento total no valor de US$ 16 milhões. Os filmes da RT Features teriam recebido apoio de 10 investidores-chave, segundo contou Mussnich ao THR. Ele próprio colocou US$ 350 mil de seu próprio dinheiro na produtora, mas seu cunhado estaria muito mais envolvido, emitindo US$ 2,8 milhões em cheques para Teixeira. Gros chegou a protocola uma denúncia em São Paulo, apontando um investimento de US$ 200 mil no filme “24 Frames”, de 2017, do diretor iraniano Abbas Kiarostami. Mais tarde, ele teria descoberto que esse dinheiro nunca foi recebido pelo produtor francês do filme, Charles Gillibert, da CG Cinema, nem Teixeira se envolveu de forma alguma na produção do longa. Apesar da queixa, Gros foi reembolsado por esse empréstimo. Já em outro acordo extrajudicial com investidor diferente, Carlos Mansur Filho, que o nome indica é filho do executivo bancário Carlos Mansur, o cheque de Teixeira foi devolvido, levando à ação atual contra Teixeira, que paralisou seus projetos na Ancine. A RT Features, que começou sua escalada hollywoodiana com o filme indie em preto e branco e de baixíssimo orçamento “Frances Ha”, em 2012, recentemente produziu a sci-fi “Ad Astra”, repleta de efeitos e estrelada por Brad Pitt. Num crescimento rápido e vertiginoso, a empresa está, como diz o comunicado, cheia de projetos em desenvolvimento. Teixeira também é produtor da série americana “Betty”, renovada para 2ª temporada na HBO, e está atualmente ligado a pelo menos três filmes em pré-produção, um que se encontra em filmagens e mais três em fase de pós-produção. Isto, porém, não é nem perto do total de 29 projetos citados pela nota da RT Features.












