Tarsila do Amaral terá novo documentário nos 100 anos da Semana de Arte Moderna
A diretora Lina Chamie (“Via Lactea”, “Os Amigos”) prepara um documentário sobre a pintora modernista Tarsila do Amaral. Chamado de “Tarsila no Espelho”, o filme tem previsão de lançamento para 2022, junto dos 100 anos da Semana de Arte Moderna de 1922. A produção conta com curadoria de Tarsilinha do Amaral, sobrinha-neta da artista, que deu à cineasta acesso às pinturas, cartas, roupas e pertences preservados de Tarsila. Segundo adiantou a coluna de Ancelmo Gois, no jornal O Globo, o longa terá uma estrutura narrativa com duas atrizes (ainda não escolhidas), uma mais velha e outra mais jovem, representando a artista em diferentes fases da vida dela. A ideia é que o espectador se sinta conversando com Tarsila. As filmagens devem acontecer no segundo semestre de 2021.
Estreia de Klara Castanho na Netflix já começou a ser filmada
A atriz Klara Castanho contou que as filmagens de sua nova comédia adolescente, a adaptação do livro de Thalita Rebouças “Confissões de uma Garota Excluída Mal-Amada e (um Pouco) Dramática”, já começaram. E seguem protocolos rígidos contra a covid-19. “Tudo está sendo cumprido à risca. Só tiramos a máscara e os óculos no momento da filmagem. Por saber de toda essa cautela, eu topei participar”, ela contou, em entrevista à coluna de Patrícia Kogut, no jornal O Globo. Será a terceira parceria entre a Klara e Thalita, após “É Fada!” (2016) e “Tudo por um Pop Star” (2018), que também adaptaram livros infanto-juvenis famosos da escritora. Na produção, que será disponibilizada na Netflix (possivelmente no final de 2021), ela fará par com Lucca Picon, da última temporada de “Malhação”. “Minha personagem se apaixona pelo personagem do Lucca Picon na história, mas acontece uma reviravolta”, ela revelou. Os atores Fernanda Concon (“Carrossel”), Júlia Gomes (“Chiquititas”) e Kiria Malheiros (“Cinderela Pop”) também estão no elenco.
Nova versão de Liga da Justiça terá mais efeitos visuais que Vingadores: Ultimato
O diretor Zack Snyder revelou que sua nova versão de “Liga da Justiça” bateu o recorde de efeitos visuais das principais produções da Marvel. Com quatro horas de duração, o “filme”, que será lançado como minissérie, incluirá cerca de 2.800 tomadas de efeitos visuais. Isto significa que a produção superou o uso de computação gráfica do blockbuster “Vingadores: Ultimato”. Tanto aquele filme quanto o anterior, “Vingadores: Guerra Infinita”, tiveram, 2.500 planos de efeitos visuais cada. Em compensação, “Vingadores: Ultimato” tem uma hora a menos que a “extravagância” de Snyder. Em entrevista ao canal do YouTube “Beyond The Trailer”, Snyder disse ter tirado o chapéu para a equipe responsável pelo visual do filme. “É uma extravagância de efeitos visuais. E tiro o chapéu para toda a minha equipe de efeitos, eles fizeram um trabalho incrível, se dedicaram totalmente e todos os dias para este filme. É realmente um trabalho de amor para todos nós.” A nova versão de “Liga da Justiça” será lançada na HBO Max possivelmente em março de 2021, segundo acredita o diretor. A Warner ainda não fez um anúncio oficial sobre a estreia da produção.
Aprovação de Mulher-Maravilha 1984 desaba no Rotten Tomatoes
A aprovação de “Mulher-Maravilha 1984” despencou no Rotten Tomatoes após a estreia do filme nos EUA, que aconteceu durante este Natal. Apesar de ter sido inicialmente certificado como “Fresh” (ou fresco) com 88% de aprovação dos críticos, novas resenhas foram adicionadas após o lançamento norte-americano e a nota despencou, fazendo o filme perder o selo de aprovação. Neste sábado (26/12), o filme atingiu 67% de aprovação dos críticos. Apesar da queda, “Mulher-Maravilha 1984” ainda é considerado “bom” para o padrão do site agregador de críticas. Mas a queda de mais de mais de 20% em aprovação chama muito a atenção. Das 268 críticas compiladas pelo site, 180 são positivas, enquanto 88 são negativas. Dentre os “Top Critics”, que são os críticos de publicações mais tradicionais (leia-se “imprensa”), o filme sai-se um pouco melhor, com 71% de aprovação. Como parâmetro do comparação, o primeiro “Mulher-Maravilha”, de 2017, teve 90% de aprovação entre os críticos “top” e 93% entre os blogueiros em geral. Segundo avalia o próprio site, o consenso geral é que “’Mulher-Maravilha 1984′ luta com todo o excesso que acompanha uma sequência, mas ainda oferece um escapismo vibrante para satisfazer os fãs da franquia e da clássica personagem central”. Além de estar disponível nos cinemas, o filme também foi lançado simultaneamente na HBO Max para o público norte-americano.
James Gunn vai escrever e produzir o filme do Coiote dos Looney Tunes
O cineasta James Gunn emplacou um novo trabalho na Warner após “O Esquadrão Suicida”. No anúncio sobre as datas de estreias de seus filmes de 2023, o estúdio revelou o nome do diretor como um dos roteiristas de “Coyote vs Acme”, híbrido de animação baseado nos desenhos do “Papa-Léguas”. O longa vai apresentar as enrascadas do protagonista ao adquirir os produtos da infame loja Acme, que vende de tudo para todos os personagens do universo Looney Tunes, como, por exemplo, a bomba e os dispositivos que sempre explodem na mão do Coiote, quando ele tenta pegar o Papa-Léguas. A ideia é mostrar também alguns dos principais clientes da Acme. O roteiro original estava sendo escrito por Jon e Josh Silberman (da série “Living Biblically”), com direção a cargo de Dave Green (“As Tartarugas Ninja: Fora das Sombras”). Não está claro em que ponto Gunn entrou no projeto, nem que tempo ele teve/terá para mexer no roteiro, já que está envolvido com diversos projetos simultâneos, como a pós-produção de “O Esquadrão Suicida”, a série derivada deste filme, “Peacemaker”, o especial de Natal de 2022 dos “Guardiões da Galáxia”, sem esquecer do filme “Guardiões da Galáxia Vol. 3” e uma série baseada na atração policial clássica dos anos 1970, “Justiça em Dobro” (Starsky & Hutch). Além de escrever, Gunn também aparece creditado como produtor, ao lado de Christopher DeFaria (do vindouro “Tom & Jerry” e “Uma Aventura Lego 2”), e aparentemente no lugar do cineasta Chris McKay (“LEGO Batman: O Filme”) – que não é mais citado na produção. “Coyote vs Acme” tem estreia marcada para 21 de julho de 2023 nos EUA.
Netflix fecha acordo com espólio de Arthur Conan Doyle em processo sobre Enola Holmes
A Netflix entrou em acordo com o espólio de Arthur Conan Doyle, o criador de Sherlock Holmes, pelo uso do personagem no filme “Enola Holmes”. Apesar dos direitos das histórias de Sherlock Holmes terem se tornado domínio público em 2014, as últimas dez histórias do personagem, publicadas entre 1923 e 1927, seguem protegidas com copyright. Na ação, os responsáveis pelos direitos de Sherlock Holmes afirmavam que os últimos textos de Doyle deram mais humanidade ao personagem, e a premissa de Enola Holmes estaria baseada nesta nova personalidade do detetive, interpretado nas telas por Henry Cavill. O texto do processo, movido pelos advogados do espólio, tenta demonstrar que os “traços emocionais do personagem” não se encontram em domínio público. “Depois das histórias de domínio público e antes das com direitos autorais, aconteceu a 1ª Guerra Mundial. Nela, Doyle perdeu seu filho e seu irmão. Quando ele volta a Holmes, nas histórias com direitos autorais de 1923 a 1927, já não era suficiente que o personagem fosse só brilhantemente racional e com uma mente analítica. Holmes precisava ser humano. O personagem precisou de um desenvolvimento humano de conexão e empatia”, diz o argumento que buscou cobrar dinheiro da Netflix. Segundo o site The Hollywood Reporter, as partes concordaram em encerrar o processo na última semana, após fecharem um acordo que não teve detalhes divulgados. A decisão da Netflix de buscar um acordo aponta sua intenção de produzir novos filmes da franquia, que adapta uma coleção literária de Nancy Springer. “Os Mistérios de Enola Holmes”, adaptado para as telas, é apenas o primeiro volume das aventuras de Enola, a irmã adolescente de Sherlock Holmes, criada pela escritora norte-americana. Na trama, Enola busca a ajuda de seus irmãos mais velhos, Mycroft (Sam Claflin) e Sherlock (Henry Cavill), para investigar o desaparecimento de sua mãe (Helena Bonham Carter) em seu aniversário de 16 anos, mas logo percebe que nenhum dos dois está muito interessado no mistério. Assim, ela decide viajar sozinha para Londres, iniciando sua própria carreira de detetive, sempre um passo à frente de Sherlock.
Lee Wallace (1930 – 2020)
O ator Lee Wallace, que se especializou em viver prefeitos no cinema, morreu no domingo (20/12) em Nova York, aos 90 anos, após uma longa doença, anunciou sua família. Nascido Leo Melis no Brooklyn, em 15 de julho de 1930, ele estudou na NYU (Universidade de Nova York) e com o professor de teatro Michael Howard por sete anos, tornando-se presença regular no Williamstown Theatre Festival em Massachusetts em meados dos anos 1960. Ele também trabalhou em oito produções da Broadway, de “A Teaspoon Every Four Hours”, em 1969, até “The Apple Doesn’t Fall”, em 1996, dirigido por Leonard Nimoy. Sua carreira cinematográfica começou com figurações no suspense “Klute, O Passado Condena” (1971), de Alan J. Pakula, e na comédia de ação “Os Quatro Picaretas” (1972), de Peter Yates. Mas foi sua semelhança física com o político Ed Koch, prefeito da cidade de Nova York de 1978 a 1989, que acabou lhe garantindo papéis de maior destaque. Quatro anos antes de Koch ser eleito, Wallace interpretou um prefeito de Nova York sitiado no célebre thriller policial “O Sequestro do Metrô” (1974), dirigido por Joseph Sargent. Depois disso, voltou ao cargo no drama “Daniel” (1983), de Sidney Lumet, e foi escolhido por Tim Burton para ser o prefeito de Gotham City em “Batman” (1989). Wallace também apareceu na comédia de sucesso “A Recruta Benjamin” (1980), ao lado de Goldie Hawn, e em muitos trabalhos televisivos. Sua despedida das telas aconteceu em 1992, quando trabalhou em um episódio de “Lei & Ordem”, no telefilme “O Último Desejo” e no filme “Romance de Outono”, com Shirley MacLaine. Ele era casado há 45 anos com a atriz Marilyn Chris (“Lua de Mel de Assassinos”), com quem tinha um filho, Paul.
Filmes online: Estreia de Soul é o grande destaque deste Natal
Não faltam motivos para ficar em casa neste Natal. Abaixo estão 10. São destaques de uma semana com ótimas opções de estreias online para ver em casa, a começar por “Soul”, animação inédita da Pixar, concebida pelo mesmo diretor de “Divertida Mente”, Pete Docter. “Soul” segue a linha de abordagem de temas abstratos de “Divertida Mente”. Ao acompanhar um personagem na pós e na pré-vida, o filme debate o que significa viver. Para completar, é o primeiro longa da Pixar com protagonista negro. E ao manter a qualidade elevadíssima dos trabalhos do estúdio, também é, claro, favorito ao Oscar de Melhor Animação do ano. A lista de estreias digitais ainda inclui o badalado “Tenet”, de Christopher Nolan, o revival de “Jovens Bruxas”, um dos melhores filmes nacionais do ano, “Boca de Ouro”, e os lançamentos da Netflix “O Céu da Meia-Noite”, “Pequenos Grandes Heróis” e o documentário de Ariana Grande, entre outras opções. Confira os trailers e as plataformas onde os filmes podem ser vistos logo abaixo. Soul | EUA | 2020 (Disney+ (Disney Plus)) Tenet | EUA | 2020 (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, SKY Play, Vivo Play, YouTube Filmes) O Céu da Meia-Noite | EUA | 2020 (Netflix) Pequenos Grande Heróis | EUA | 2020 (Netflix) Jovens Bruxas: Nova Irmandade | EUA | 2020 (Apple TV, Looke, Now) Boca de Ouro | Brasil | 2020 (Apple TV, Looke, Now) O Amor de Sylvie | Brasil | 2020 (Amazon Prime Video) Seu Nome Gravado em Mim | Taiwan | 2020 (Netflix) Pequena Garota | França, Dinamarca | 2020 (Apple TV, Google Play, Google Play, NOW, Vivo Play e YouTube Filmes) Ariana Grande: Excuse Me, I Love You | EUA | 2020 (Netflix)
Globo de Ouro gera polêmica por classificar Minari como Filme Estrangeiro
A Associação dos Correspondentes Estrangeiros de Hollywood, responsável pelo Globo de Ouro, tornou-se alvo de protestos de vários integrantes da indústria do cinema dos EUA ao classificar o filme americano “Minari”, vencedor do Festival de Sundance deste ano, na disputa de Melhor Filme Estrangeiro. O longa de Lee Isaac Chung estrelado por Steven Yeun (“The Walking Dead”) é uma produção americana, filmada nos EUA por um cineasta americano, que acompanha a luta de uma família de imigrantes sul-coreanos para atingir o sonho americano. “’Minari’ é o melhor filme e o filme mais americano que vi este ano”, tuitou Phil Yu, do popular site Angry Asian Man, puxando o protesto. “Isso é uma besteira completa.” Yu foi um dos primeiros a manifestar sua indignação após a seleção dos filmes estrangeiros do Globo de Ouro ser divulgada. Outra foi a cineasta Lulu Wang, que enfrentou o mesmo problema no ano passado quando seu filme “A Despedida” (The Farewell) foi classificado como Filme Estrangeiro no Globo de Ouro. “Eu não vi um filme mais americano do que ‘Minari’ este ano”, tuitou Wang. “É uma história sobre uma família de imigrantes, NA América, perseguindo o sonho americano. Nós realmente precisamos mudar essas regras antiquadas que caracterizam os americanos apenas como base em porcentagem de diálogos em inglês.” As regras de elegibilidade do Globo de Ouro declaram que qualquer filme com pelo menos 50% de diálogos em outros idiomas entra na categoria Língua Estrangeira. Grande parte de “Minari” é falado em coreano, mas há muitos diálogos em inglês, numa história completamente americana. Outros filmes com menos diálogos em inglês já foram considerados americanos anteriormente pelo Globo de Ouro, o que levou alguns comentários a sugerir racismo da parte dos organizadores do evento. Harry Shum Jr (“Caçadores de Sombras”), por exemplo, reparou que “Bastardos Inglórios”, de Quentin Tarantino, teve apenas 30% de diálogos em inglês, comparados aos textos em alemão e francês e italiano da produção, e não foi considerado Estrangeiro pelo Globo de Ouro. “’Minari’ é um filme americano”, concluiu ele, na comparação. Além disso, “Babel”, de Alejandro Iñárritu , que incluía cinco idiomas diferentes, também foi considerado americano pelo Globo de Ouro em 2007. E não se pode esquecer que o recente “Me Chame pelo Seu Nome” inclui uma quantia considerável de conversas italianas, foi filmado na Itália e tem diretor italiano, mas também foi considerado americano pelo Globo de Ouro em 2018. O roteirista-produtor Phil Lord (“Anjos da Lei”) foi direto ao ponto no Twitter: “A questão, em relação a ‘Minari’ e o Globo de Ouro, não é um descuido. É uma escolha. As regras poderiam e deveriam ter mudado depois do ano passado [por causa de ‘A Despedida’]. Este ano, muitas pessoas argumentaram que ‘Minari’ é um filme americano. Esta é uma decisão cuidadosamente considerada, deliberada e preconceituosa”. Ele acrescentou: “Eu simplesmente não consigo ver porque QUALQUER filme em qualquer idioma seria desqualificado de competir nas categorias de melhor filme. Qual é a razão? ” Daniel Dae Kim (“Hawaii Cinco-0”) escreveu que colocar ‘Minari’ na categoria de Melhor Filme Estrangeiro era o “equivalente, em cinema, a ser xingado ‘volte para seu país’, quando esse país é na verdade os EUA”. Ming Na Wen (“The Mandalorian”) também não ficou feliz. “Isso me irrita em muitos níveis. PAREM COM ESTA ESTUPIDEZ!!”, ela escreveu. “Um filme como ‘Minari’ é o mais americano possível!!! Corrija isso, Globo de Ouro. Especialmente em 2020.” “Só para constar, ‘Minari’ é um filme americano escrito e dirigido por um cineasta americano que se passa na América com um ator principal americano e produzido por uma produtora americana”, tuitou Simu Liu, intérprete de Shang Chi, o Mestre do Kung Fu da Marvel. “… E sem dar spoiler, é uma BELA história de uma família de imigrantes tentando construir uma vida a partir do zero. O que poderia ser mais americano do que isso?” Andrew Phung (“Kim Convenience”) tuitou: “Um lembrete triste e decepcionante de que um filme sobre o sonho americano, ambientado na América, estrelado por um americano, dirigido por um americano e produzido por uma empresa americana, é de alguma forma estrangeiro”. Min Jin Lee, autor de Pachinko, que atualmente está sendo desenvolvido como uma série da Apple, acresentou: “’Minari’ é um filme americano sobre novos americanos. Todos na América, exceto os indígenas, vieram de outro lugar por escolha ou força. A língua inglesa não é uma língua nativa. Chega dessa bobagem sobre os asiático-americanos serem permanentemente estrangeiros. Terminei.” A Associação dos Correspondentes Estrangeiros de Hollywood ainda não se manifestou sobre a polêmica. Veja abaixo o trailer de “Minari”.
Warner anuncia lançamento de prólogo de Mad Max e outros filmes para 2023
A Warner Bros Pictures anunciou as datas de lançamento de três grandes filmes nos cinemas em 2023. Além de destacarem as produções, os anúncios são uma forma de demonstrar ao mercado que o estúdio não está abandonando os cinemas, após programar estreias simultâneas em sua plataforma de streaming HBO Max para todos os seus títulos de 2021. O novo calendário reforça que a estratégia para 2021 é excepcional e criada pelas condições da pandemia, em que muitos cinemas estão fechados ao redor do mundo. Os três lançamentos anunciados são “Furiosa”, prólogo de “Mad Max: Estrada da Fúria”, do diretor George Miller, que ganhou data de estreia em 23 de junho de 2023, o híbrido animado “Coyote vs. Acme”, adaptação do desenho do “Papa-Léguas” com direção de Dave Green, marcado para 21 de julho de 2023, e o musical “A Cor Púrpura”, baseado no espetáculo da Broadway, que chegará aos cinemas americanos em 20 de dezembro de 2023. O anúncio das estreias foi feito por Toby Emmerich, Presidente da Warner Bros. Pictures Group, que ainda revelou a intenção lançar os três títulos exclusivamente nos cinemas e com distribuição mundial (sem incluir a HBO Max em sua estratégia). A data escolhida para o anúncio é significativa, já que a estreia americana de “Mulher-Maravilha 1984” acontece nesta sexta (25/12), com distribuição simultânea nos cinemas e na HBO Max. E a Warner está usando agressivamente este lançamento para vender assinaturas de seu serviço de streaming, com uma campanha forte no Facebook.
Cinemas recebem documentários e filmes brasileiros
Com o fechamento dos cinemas em São Paulo, maior mercado do setor no Brasil, o último de semana de 2020 é de poucos lançamentos. Sem blockbusters e sem as produções de tema natalino que costumam marcar esta época, a programação se resume a dois documentários, um deles nacional, e apenas uma obra de ficção, reforçando como o fim do ano é atípico no mercado cinematográfico. “Correndo Atrás” é o segundo longa de Jeferson Dê a chegar aos cinemas neste ano – e bem diferente de “M8: Quando a Morte Socorre a Vida”. Trata-se de uma produção de 2018, que antes da pandemia não encontrava espaço nas salas de cinema. O filme é uma comédia de futebol e gira em torno de um malandro, transformado em caça-talentos amador de jogadores, que conhece um jovem deficiente físico com muita habilidade. O elenco destaca Ailton Graça, Juan Paiva, Juliana Alves, Lázaro Ramos e o humorista Helio de la Peña – o que faz do lançamento uma das raras comédias com elenco majoritariamente negro do Brasil, detalhe que costuma lotar cinemas nos EUA. O documentário “Sobradinho” acompanha Dona Pequenita, uma das últimas pessoas ainda vivas que morou na cidade de Pilão Arcado Velho, na Bahia, abandonada depois da construção da construção da barragem e da hidrelétrica de Sobradinho, nos anos 1970. Acompanhada pela equipe de filmagens, ela decide voltar ao lugar que deixou de existir. O primeiro longa documental de Marília Hughes Guerreiro e Cláudio Marques (dupla de “Depois da Chuva” e “Guerra do Algodão”) foi exibido na Mostra de Cinema de São Paulo deste ano, mas não produziu trailer para divulgação. Completa a lista o único título internacional desta quinta (24/12), um documentário francês, “Pequena Garota”, sobre Sasha, de 8 anos, que apesar de ter nascido menino sempre soube que era uma garota. O filme de Sébastien Lifshitz (“Os Invisíveis”) mostra como Sasha evoca reações às vezes perturbadoras de uma sociedade repressora que não consegue aceitar crianças como ela – em sua vida diária na escola, nas aulas de dança ou nas festas de aniversário – apesar do apoio constante da família a para que seja compreendida e aceita. Após première no Festival de Berlim, a obra venceu os festivais de Gante (Bélgica) e Sevilha (Espanha) – e também está sendo lançada com opção de VOD (aluguel digital).
Prólogo de Army of the Dead, filme de zumbis de Zack Snyder, encerra filmagens
O diretor Zack Snyder (“Liga da Justiça”) anunciou o final das filmagens do prólogo de “Army of the Dead” com uma nova imagem do elenco. O prólogo foi aprovado antes do encerramento da produção do primeiro filme, que passou por refilmagens devido a problemas envolvendo um dos atores. A Netflix também está desenvolvendo um desenho animado passado no mesmo universo, apostando na transformação de “Army of the Dead” numa nova franquia. O prólogo não teve sua história divulgada, mas gira em torno do personagem do ator alemão Matthias Schweighöfer (“Kursk – A Última Missão”), que também assina a direção do projeto derivado. Schweighöfer faz parte do elenco do filme de de zumbis de Snyder e vai reprisar seu papel, ao lado de Nathalie Emmanuel (“Game of Thrones”), Ruby O. Fee (“Polar”), Stuart Martin (“Jamestown”) e Guztavo “Guz Khan” Khanage (“Se Joga, Charlie”). O roteiro é de Shay Hatten, um dos escritores de “Army of the Dead” – e da franquia “John Wick”. Ainda não há previsão de estreia nem para o prólogo nem para “Army of the Dead”. That’s a wrap on Army of the Dead: The Prequel. Thanks to all the cast & crew and Netflix #armyofthedead #aotd pic.twitter.com/GvwAKVyjse — Zack Snyder (@ZackSnyder) December 22, 2020
Um Brinde ao Natal vai ganhar continuação na Netflix
A comédia “Um Brinde ao Natal” (A California Christmas) virou um sucesso inesperado de streaming. Lançado em 14 de dezembro sem atores famosos ou orçamento dispendioso, o romance piegas e independente acabou batendo a superprodução musical de Ryan Murphy, “A Festa de Formatura”, para se tornar o filme mais visto da Netflix nos EUA durante a semana passada, segundo a revista Forbes. Como resultado, a Netflix aprovou uma continuação, que será intitulada em inglês “California Christmas: City Lights”. As filmagens devem começar no início de 2021 no norte da Califórnia. O filme original foi escrito e estrelado por Lauren Swickard (vista na série “Cara Gente Branca”), que contracena na trama com seu marido na vida real, Josh Swickard (da longeva novela “General Hospital”). Os dois se conheceram em 2017 no set do filme “Roped”, um drama romântico do mesmo produtor, Ali Afshar, que também faz participação no filme natalino como ator. “Um Brinde ao Natal” girava em torno da tentativa de golpe de um executivo de imóveis charmoso e rico, que finge ser um capataz de fazenda para convencer um agricultor trabalhador a vender as terras de sua família antes da véspera do Natal. Mas seus planos não incluíam se apaixonar. A sequência vai acompanhar a personagem de Lauren, Cassie, se aclimatando com a vida na alta sociedade ao lado de seu novo namorado, o personagem de Josh. Assim como no primeiro filme, a sequência será escrita por Lauren Swickard, que estreou nesta função justamente com “Um Brinde ao Natal”. Para completar, o diretor Shaun Piccinino também retornará para comandar “California Christmas: City Lights”. Ex-dublê, ele só fazia thrillers de ação baratos até o sucesso do romance natalino.












