Rudolph Giuliani tentou prender equipe de Borat após filmagens
Um dos momentos que mais deram o que falar em “Borat: Fita de Cinema Seguinte” foi a sequência envolvendo Rudolph Giuliani, ex-prefeito de Nova York e advogado de Donald Trump. Na cena, ele foi a um quarto de hotel após uma entrevista com a atriz Maria Bakalova, que fingia ser uma jornalista, e parecia acreditar que faria sexo com ela até ser surpreendido por Borat (Sacha Baron Cohen). Só agora, porém, a produtora do filme revelou os momentos de tensão que se seguiram àquela gravação. No sábado (20/3), durante um evento do Sindicato dos Produtores, Monica Levinson contou que Giuliani tentou fazer com que toda a equipe fosse presa. “Ele alegou que tentamos extorqui-lo, mas não pedimos nada. Ele ligou para todos os policiais que conhecia na cidade de Nova York e nos acusou de extorsão, que é um crime federal. Muito esperto”, revelou, ironizando. Levinson disse ainda que a equipe do hotel chegou a tentar impedi-los de pegar as gravações, trancando o quarto onde tudo aconteceu — mas a equipe já estava com as fitas e conseguiu ficar com as filmagens. “Nós escondemos as fitas nas calças. Era a forma de garantir que a gente saísse com os arquivos”. No entanto, eles não tiveram a mesma sorte com os equipamentos, que ficaram retidos no hotel. “Tivemos que alugar novos equipamentos. Foi uma noite muito estressante, porque o hotel não nos deixou tirar nada dos quartos”. “Borat: Fita de Cinema Seguinte” acabou rendendo uma indicação para Maria Bakalova ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante.
Agência de Karol Conká confirma documentário no Globoplay
O documentário sobre Karol Conká, que vai contar a história da rapper antes, durante e após ser eliminada do “BBB 21”, foi oficializado. O jornal O Globo, que pertence ao conglomerado responsável pelo “Big Brother Brasil”, publicou entrevista com a responsável pela carreira da artista, Fabiana Bruno, presidente-executiva da Suba, companhia de marketing de influenciadores que também agencia Claudia Raia e Marcio Garcia, sobre as gravações. “Têm sido dias intensos de filmagens, e o time da Globo tem explorado diversas facetas da Karol, desde sua história de vida antes do ‘BBB’ até como está acontecendo esse processo e esse enfrentamento dela com todas as questões que a fizeram ter os comportamentos que teve dentro da casa”, disse Bruno. Após criar vários conflitos, Karol Conká foi eliminada com percentual recorde de 99,17% – a maior rejeição em 20 anos de existência do reality show. Equipes da plataforma Globoplay, que produz e vai exibir o documentário, acompanham a cantora desde a sua saída do “BBB 21”. Segundo Bruno, a série terá viés jornalístico e mostrará “toda sua criatividade, sua faceta musical, artística, enfim, toda a inteireza dela mesmo”. Os responsáveis pela produção estariam com livre acesso a familiares da artista. A ideia do projeto é narrar a ascensão e a queda de uma estrela, com direito a um forte incentivo da emissora para a retomada da carreira. Ainda não há data para o lançamento. Por conta do projeto, Karol Conká participou dos dois programas dominiais de maior audiência na Globo assim que saiu do confinamento: “Domingão do Faustão” e “Fantástico”. A prática é incomum na emissora – Nego Di, por exemplo, que também saiu com forte rejeição do reality, não foi chamado para participar das atrações e decidiu reclamar em programas de outras empresas, quebrando seu contrato com a Globo. Nos dois programas, a rapper pediu desculpas pelo seu comportamento no BBB 21. No “Faustão”, ela sinalizou ter se arrependido da decisão de entrar no reality. “Eu ainda não sei o que eu fui fazer lá dentro, o que eu fiz da minha vida. Tive uma crise de ansiedade, um distúrbio, dá para perceber, estava bem diferente do que eu já apresentava aqui fora, as pessoas que trabalham comigo também não me reconheceram.” Já no “Fantástico”, ela se emocionou e relembrou de momentos da infância, quando se sentia rejeitada na escola. “Teve um momento marcante de uma professora falar: ‘Você não conseguiu resolver essa equação, porque você é preta e nasceu para limpar privada.” Ela prosseguiu: “Um menino no colégio falou: ‘mergulhe numa piscina de água sanitária para falar comigo.’ Eu fiquei pensando: mas por quê? Aí eu vi que era porque dissolvia a cor. Aí eu molhei o dedo e fiquei passando no braço para ver se dava algum efeito.” Karol Conká também disse que acreditava em Papai Noel e pedia para ser branca para não sofrer. Questionada pela repórter Ana Carolina Raimundi sobre como ela via a relação entre a sua postura no reality, de atacar Lucas Penteado e outros participantes, e o seu passado, a rapper afirmou que foi péssima. “Ali é um estouro que me dá, falo coisas, entro na mente da pessoa para deixar ela triste, ela mal. Isso é um tipo de abuso psicológico também”, disse. A artista também foi indagada sobre como estava lidando com a rejeição e Karol disse que criou uma blindagem por volta dos 13 anos, quando o seu pai morreu. “Tenho que estar sempre forte. Acho que porque eu vi a minha mãe fazendo muito tempo isso ou porque a fraqueza está ligada à vulnerabilidade, mas não consigo me sentir forte vendo o que fiz na casa. Depois que a gente sai e vê as imagens, elas são muito perturbadoras”, completou. Sobre a sua carreira, que sofreu abalos por conta do BBB – festivais de música cancelaram a participação dela – Karol Conká afirmou que não imaginou que sua trajetória artística pudesse acabar por causa do reality. “Quantas pessoas não passaram por essa onda de cancelamento, e as carreiras não foram canceladas. Agora acabou o jogo, vamos parar por aqui, deixa ela viver a vida dela. Não ameacei ninguém de morte”, concluiu.
Edson Montenegro (1957 – 2021)
O ator Edson Montenegro morreu neste domingo (21/3), aos 63 anos, por complicações da covid-19. A informação foi confirmada por sua filha, Juliana Tavares, em publicação nos Stories do Instagram. “Meu pai descansou. Em nome de toda família, obrigada por toda corrente do bem em oração e toda energia positiva que emanaram”, ela escreveu. Montenegro foi diagnosticado com covid-19 no último dia 12. Ele estava internado na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) do Hospital Paulistano, no bairro da Bela Vista, em São Paulo. Ele é conhecido por trabalhos como as novelas “Xica da Silva”, da Manchete, “Cúmplices de um Resgate”, do SBT, e “Apocalipse”, da Record, a minissérie “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, da Globo, e filmes como “Boleiros: Era Uma Vez o Futebol…” (1998), “Cidade de Deus” (2002) e “Mundo Deserto de Almas Negras” (2016). Também foi cantor, com disco gravado e muitos trabalhos em anúncios publicitários. A cantora Karin Hils, amiga de Edson, foi uma das primeiras a lamentar a perda nas redes sociais. “Parece que eu levei uma pancada na alma. Tá muito difícil de escrever. Vai com Deus, meu pai de mentirinha. Você vai fazer muita falta”, disse.
Mila Kunis é filha drogada de Glenn Close em trailer dramático
A Vertical Entertainment divulgou o pôster e o trailer de “Four Good Days”, drama que traz Mila Kunis (“Perfeita É a Mãe”) como uma viciada em luta para superar a dependência com ajuda a mãe, vivida por Glenn Close (“Era uma Vez um Sonho”). Na trama, Molly (Kunis) já passou por 15 tentativas fracassadas de se livrar das drogas, reconectando-se no processo com a mulher cujo coração ela partiu. Mesmo admitindo que às vezes não “quer mais” sua filha, a mãe a ajuda a embarcar em uma jornada incrivelmente intensa para passar mais quatro dias sóbria, visando limpar o corpo para iniciar um novo tratamento. Escrito e dirigido por Rodrigo García (“Albert Nobbs”), “Four Good Days” é baseado em uma história verídica e também é estrelado por Stephen Root (“Perry Mason”), Carla Gallo (“Bones”) e Joshua Leonard (“A Bruxa de Blair”). Exibido no Festival de Sundance do ano passado, o filme não empolgou a crítica, atingindo apenas 44% de aprovação no Rotten Tomatoes. A estreia está marcada para 30 de abril.
Presidente da Fundação Palmares usa fake news para pedir boicote a filme de Lázaro Ramos
O presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, pediu boicote ao filme “Medida Provisória”, que ele não viu, em postagens nas redes sociais. A atitude foi tomada após elogios rasgados da crítica americana e prêmios em festivais internacionais ao longa-metragem brasileiro, que marca a estreia na direção de Lázaro Ramos. Camargo diz que o filme que ele não viu “acusa o governo Bolsonaro de crime de racismo”. “O filme, bancado com recursos públicos, acusa o governo Bolsonaro de crime de racismo — deportar todos os cidadãos negros para a África por Medida Provisória. Temos o dever moral de boicotá-lo nos cinemas. É pura lacração vitimista e ataque difamatório contra o nosso presidente”, protestou Camargo, em seu perfil, nas redes sociais. Além de dar o registro, é preciso desmentir mais esta “fake news”, ferramenta seguidamente utilizada por integrantes do governo Bolsonaro contra a Cultura, liberdade de expressão e, durante a pandemia, as vidas dos brasileiros. “Medida Provisória” é uma adaptação da tragicomédia “Namíbia, Não!”, peça que Lázaro Ramos já tinha dirigido no teatro em 2011 – quando a presidente era Dilma Rousseff. Escrito por Aldri Anunciação, o texto foi publicado em livro pela Editora Edufba em 2012 e no ano seguinte venceu o Prêmio Jabuti de Literatura na categoria ficção juvenil. Os “recursos públicos” citados por Sérgio Camargo são os incentivos que o governo Bolsonaro travou na Ancine. O filme foi inteiramente rodado antes da eleição de Bolsonaro. O ator principal, o inglês descendentes de brasileiros Alfred Enoch, viajou ao Brasil para se aclimatar ao país para as filmagens no início de 2019, meses antes das eleições à presidência da República. Na época, nem os piores pesadelos apontavam uma possível vitória de Bolsonaro. A trama de “Medida Provisória” se passa num Brasil do futuro em que uma iniciativa de reparação pelo passado escravocrata provoca uma reação no governo federal, que promulga uma nova lei para deportar todos os brasileiros de “melanina acentuada” para o continente africano. A reação de Sérgio Camargo só comprova como o cenário distópico da produção reflete o país criado após a eleição de Bolsonaro. Se o filme foi feito como ficção futurista, o tempo acabou por transformá-lo numa importante advertência sobre o tempo presente. Lázaro Ramos também se manifestou, após se deparar com as fake news de Camargo nas redes sociais, lembrando a cronologia da produção de “Medida Provisória” – em desenvolvimento há quase uma década – e colocando sua trama distópica no mesmo nicho de “Handmaid’s Tale” (que também poderia ser atacado por Camargo ao descrever um país similar a este que virou pária mundial) e “Black Mirror”. “Qualquer comentário sobre o filme é feito em cima de suposições ou desejo de polêmica, pois ninguém assistiu a obra a não ser quem esteve nos festivais onde o filme foi exibido com extremo sucesso, vide as mais de 24 críticas positivas da obra”, completou o ator e diretor. Em julho do ano passado, o Ministério Público Federal (MPF) abriu inquérito e pediu esclarecimentos a Sérgio Camargo sobre o fato de que ele “teria negado a existência do racismo, a importância da luta do povo negro pela sua liberdade e a importância do Movimento Negro em nosso país”. A investigação foi precipitada por um áudio em que Camargo chamou o movimento negro de “escória maldita” e criticou o Dia da Consciência Negra. Para os promotores, a apuração dos fatos foi necessária porque os “fatos noticiados são graves” e violam, em tese, a Constituição Federal.
Festival online exibe curtas indicados ao Oscar 2021 de graça neste fim de semana
O Festival Curta Cinema disponibilizou gratuitamente neste sábado (20/3) dois filmes que disputam o Oscar 2021 de Melhor Curta-Metragem: o palestino “The Present” e o israelense “White Eye”. Ambos compartilharam o prêmio de Melhor Direção na mostra competitiva internacional da 30ª edição do Festival Curta Cinema, que realizou sua primeira parte em novembro de 2020, e estão disponíveis por 24 horas (até as 18h de domingo) no site do evento oficial (https://curtacinema.com.br/exibicao/) em parceria com a plataforma Festhome TV. O festival é gratuito, mas o número de “ingressos” virtuais é limitado. “The Present” conta a história de um palestino e sua filha que tentam cruzar as fronteiras entre a Cisjordânia e Israel para comprar um presente. O filme é dirigido pela palestina-britânica Farah Nabulsi e, além do Oscar, também disputa o BAFTA (o Oscar britânico) de Melhor Curta do ano. Já “White Eye” aborda o preconceito contra imigrantes. Filmado em um take contínuo – após vários ensaios – durante uma noite em um bairro de Tel Aviv, o filme acompanha um israelense de classe média que encontra sua bicicleta recentemente roubada durante um passeio na praia e, quanto tenta retomar sua posse, depara-se com um imigrante negro que afirma que a comprou. O trabalho do diretor Tomer Shushan também venceu o prêmio de Melhor Curta no Festival SXSW do ano passado. Veja abaixo o trailer dos dois filmes.
Liga da Justiça de Zack Snyder bate recorde de locação digital no Brasil
A estreia do filme “Liga da Justiça de Zack Snyder” chegou às plataformas digitais na última quinta-feira (18/3) e já se tornou um dos maiores sucessos de vendas na plataforma NOW, streaming da Claro. Segundo a empresa, “Liga da Justiça de Zack Snyder” teve uma performance 140% maior do que o último filme de sucesso da plataforma, “Mulher Maravilha 1984”. O longa, que tem 4 horas de duração, foi disponibilizado na sessão de “Super Lançamentos” da NOW, com valor de locação de R﹩49,90, acima da média de um ingresso inteiro de cinema. O título também está disponível como vídeo premium sob demanda (PVOD) para locação digital nas lojas online Apple TV, Google Play, Looke, Microsoft Store, Sky Play, Vivo Play e outras. Um detalhe é que a nova versão de “Liga da Justiça” ficará disponível online no Brasil apenas por três semanas. Depois disso, ele sairá de todas as plataformas de streaming para voltar apenas no final do ano como um lançamento convencional (em vez de “super lançamento”) a preço de mercado (que é bem menor). O filme apresenta cenas, personagens e desfecho diferentes da “Liga da Justiça” exibida nos cinemas, submetida a refilmagens e edição de Joss Whedon em 2017. Para poder realizá-lo, Zack Snyder aceitou trabalhar de graça, num acordo com a WarnerMedia para recuperar o controle sobre a obra e conseguir o orçamento que precisava para finalizar efeitos visuais e realizar duas cenas extras, que não estavam nos planos originais do longa. A maior parte das cenas, porém, foi filmada há cerca de quatro anos. Snyder chegou perto de terminar “Liga da Justiça” em 2017, mas precisou se afastar da produção após uma tragédia abalar sua família. Ele acabou sendo substituído na pós-produção por Whedon, que realizou uma refilmagem extensiva de tudo o que estava pronto. Mas o resultado dessa intervenção foi desaprovado de forma unânime, com um fracasso nas bilheterias e críticas muito negativas (40% no Rotten Tomatoes). Além disso, as refilmagens foram tumultuadas e geraram acusações de abusos que, num efeito dominó, fulminaram a reputação de Whedon e fizeram balançar produtores e executivos da própria Warner. Em meio às controvérsias, a versão de Snyder, batizada pelos fãs de SnyderCut, ganhou status de lenda. Após uma campanha exaustiva nas redes sociais, que chamou atenção dos executivos do conglomerado, os fãs finalmente tem acesso ao que pediram, podendo comprovar aquilo que acreditavam ou se confrontar com nova frustração diante da edição alternativa de “Liga da Justiça”. Por enquanto, a curiosidade – e as críticas mais positivas – tem demonstrado que a decisão da WarnerMedia de bancar o projeto não foi a loucura que muitos acreditavam. Dependendo do tamanho de seu sucesso, “Liga da Justiça de Zack Snyder” pode influenciar novos lançamentos similares do estúdio – e David Ayer já está em campanha pelo “AyerCut” de “Esquadrão Suicida”.
Uma Babá Quase Perfeita: Diretor revela existência de versão imprópria para menores
Falecido em agosto de 2014, o ator Robin Williams era conhecido por sua enorme capacidade de improvisação. E isso foi registrado pelas câmeras de um de seus filmes mais populares, “Uma Babá Quase Perfeita”, comédia infantil em que seu personagem se disfarçava de mulher para conseguir emprego de babá e conviver com os filhos após o divórcio. Nesta semana, o cineasta Christopher Columbus confirmou à revista Entertainment Weekly que Williams improvisou tanto nas filmagens que gerou material mais que suficiente para o lançamento de uma versão imprópria para menores. Segundo o diretor do sucesso de 1993, as piadas do ator renderiam classificação “R”, vetado para menores de 17 anos desacompanhados dos pais, mas não seriam extremas a ponto de gerar uma classificação “N-17”, proibido para menores de 17 anos em todas as circunstâncias, como ele mesmo chegou a brincar há alguns anos. Columbus contou que existem pelo menos três versões diferentes do filme. “A verdade é que havia um acordo entre Robin e eu, que era o seguinte: ele faria uma, duas ou três tomadas seguindo o roteiro. Depois disso, ele dizia: ‘Agora me deixe brincar’. E nós basicamente fazíamos entre 15 a 22 tomadas, eu acho que 22 é o máximo que eu me lembro”, disse o diretor. “Ele às vezes entrava em um território que não seria apropriado para um filme para crianças (foi lançado com classificação “PG-13”, liberado até 13 anos), mas que certamente seria apropriado e hilário para um filme adulto. Eu usei [anteriormente] a indicação ‘NC-17’ como uma piada. Não existe uma versão NC-17 deste filme. ” O diretor estaria disposto a revisitar o filme, mas não consegue mais lembrar o que exatamente entraria numa versão adulta. “Eu estaria aberto a talvez fazer um documentário sobre a produção do filme e permitir que as pessoas vissem certas cenas reeditadas em uma versão adulta”, disse Columbus. “O problema é que não me lembro da maior parte. Só sei o que entrou na edição final, porque já faz muito tempo. Mas eu me lembro que era um material absurdamente engraçado. ”
Documentário impactante de Britney Spears chega no Brasil
O documentário “Framing Britney Spears”, produzido pelo jornal New York Times sobre a vida da cantora pop, chegou ao Brasil. Ele foi disponibilizado neste sábado (20/3) no Globoplay. Muito elogiada, a produção analisa as polêmicas em torno da cantora, especialmente a ideia de que ela tem problemas mentais, enfatizando o fato de que a artista está desde 2008 proibida pela Justiça dos EUA de tomar decisões por conta própria. A tutela legal exercida pelo pai por preocupações com a sua saúde mental a obriga a pedir consentimento a ele para quase tudo, embora nestes anos ela tenha continuado a trabalhar como qualquer outro artista, inclusive com uma turnê permanente em Las Vegas. Com um enfoque que destaca o machismo da mídia, preconceito da Justiça e bullying sistemático sofrido pela artista, o filme também coloca em foco o movimento Free Britney, que defende o direito da cantora de decidir seu destino. “O documentário contribui para a conversa crítica que estamos tendo sobre mulheres, representação e trauma”, refletiu a crítica Patricia Grisafi, da emissora americana NBC, sobre a grande repercussão atingida pela obra nos EUA. “Na tradição de tantas histórias de ‘mulheres loucas’ antes dela, ‘Framing Britney Spears’ se pergunta o que acontece quando a porta é aberta para revelar não uma bruxa que espuma pela boca, mas nuances de um ser humano peculiar, totalmente competente”, acrescentou. O filme fez tanto sucesso que inspirou uma série de “mea culpas” e pedidos de desculpas de personalidades como o cantor Justin Timberlake e o fofoqueiro profissional Perez Hilton pela forma como trataram Britney no passado. Também levou a Netflix a correr atrás para desenvolver seu próprio documentário. Enquanto isso, Britney segue lutando para se livrar da tutela do pai, que tomou conta de todo o seu dinheiro e de seu destino, mesmo tendo sido ausente a maior parte de sua vida.
Medida Provisória: Filme de Lázaro Ramos é elogiadíssimo por críticos dos EUA
Primeiro longa dirigido por Lázaro Ramos, “Medida Provisória” encantou os críticos dos EUA ao integrar a programação do Festival SXSW. Exibido na mostra de cinema independente nesta semana, o filme conquistou críticas elogiosíssimas e atingiu, com as resenhas positivas iniciais, 100% de aprovação no site Rotten Tomatoes. “Polêmico e provocativo, ‘Medida Provisória’ parece um filho de ‘Corra!’ com ‘The Handmaid’s Tale’, uma interseção de distopia fascista e preconceitos antigos trazidos fervendo para a superfície”, publicou o site Silver Screen Riot. “O diretor da ‘Medida Provisória’, Lázaro Ramos, pegou elementos de filmes como ‘Uma Noite de Crime’ e deu a eles um toque racial oportuno. E mesmo com um conceito tão perturbador, o filme consegue ser uma viagem emocionante”, descreveu o Monsters and Critics. “O que torna ‘Medida Provisória’ tão eficaz é sua plausibilidade assustadora… [que] acaba atingindo o alvo com uma descrição visceral de uma sociedade intolerante, que parece muito familiar”, acrescentou o Awards Radar. “Há o suficiente aqui para preencher uma minissérie ou série semanal, e vale a pena imaginar como isso poderia acontecer. Mas o que isso significa é que ‘Medida Provisória’ traz muito para a mesa”, ponderou o jornal Austin Chronicle, da cidade-sede do SXSW. “A direção é excelente, o elenco está dando tudo de si e os temas são relevantes e precisam ser discutidos”, elogiou o Film Threat. “Medida Provisória” é uma adaptação da tragicomédia “Namíbia, Não!”, que Lázaro Ramos já tinha dirigido no teatro. A trama distópica se passa num futuro não muito distante, em que uma nova lei do governo federal manda deportar todos os brasileiros de “melanina acentuada” para o continente africano. Alfred Enoch, que ficou conhecido como Dean Thomas na franquia “Harry Potter” e o Wes das primeiras temporadas de “How to Get Away with Murder” (ou “Lições de um Crime” na Globo), é o protagonista da história. O ator nasceu em Londres, na Inglaterra, mas sua mãe é brasileira e ele fala português fluentemente. No filme, ele contracena com Taís Araújo (“Mister Brau”), Seu Jorge (“Paraíso Perdido”), Mariana Xavier (“Minha Mãe É uma Peça”), Adriana Esteves (“Benzinho”), Luís Miranda (“Crô em Família”), Renata Sorrah (“Árido Movie”), Jéssica Ellen (“Três Verões”) e o rapper Emicida. Vale observar que, a esta altura, “Medida Provisória” já passou outros festivais internacionais, inclusive nos EUA, onde se destacou com prêmios e ainda mais elogios. O filme de Lázaro Ramos venceu o troféu de Melhor Roteiro no Indie Memphis Film Fest e foi considerado o “melhor filme brasileiro desde a ‘Cidade de Deus’” no festival Pan African Film. Em uma live recente, a atriz Jéssica Ellen afirmou que “Medida Provisória” deve marcar a história do cinema nacional. “Será o nosso ‘Pantera Negra’, com os pretos no posto de heróis”, disse.
Tudo por Ela: Adaptação de mangá lésbico ganha trailer legendado
A Netflix divulgou dois pôsteres e o trailer legendado de “Tudo por Ela” (Ride or Die), novo filme do premiado cineasta japonês Ryuichi Hiroki, conhecido por obras provocantes como “Vibrator” (2003) e “Kabukicho: O Hotel do Amor” (2014). A prévia mostra como uma mulher (Honami Satô, de “Daughter of Lupin”) convence sua amante apaixonada (Kiko Mizuhara, de “Ataque dos Titãs”) a matar seu marido para que as duas possam viver juntas. Mas, em meio à fuga, a jovem transformada em assassina recebe o pedido para matar outra pessoa em nome do relacionamento. A trama é baseada no mangá “Gunjō”, criado por Ching Nakamura, que mistura romance lésbico e suspense criminal. A estreia está marcada para 15 de abril.
Amor e Monstros: Aventura apocalíptica de Dylan O’Brien ganha trailer da Netflix
A Netflix divulgou o trailer legendado de “Amor e Monstros” (Love and Monsters), aventura apocalíptica juvenil estrelada por Dylan O’Brien (o astro da franquia “Maze Runner”), que foi indicada ao Oscar 2021 na categoria de Melhores Efeitos Visuais. A trama divertida e repleta de ação se passa no futuro, após monstros de todos os tipos assumirem o controle da Terra devido a uma catástrofe apocalíptica. Ao longo da história, o protagonista embarca numa jornada mortal pela Terra devastada, na qual encontra outros sobreviventes e enfrenta inúmeros perigos, como criaturas assassinas gigantes, tudo para reencontrar uma antiga namorada vivida por Jessica Henwick (“Punho de Ferro”), que pode não estar mais tão interessada nele. O elenco também inclui Michael Rooker (“Guardiões da Galáxia”), Ariana Greenblatt (“A Irmã do Meio”), Melanie Zanetti (“The Bureau of Magical Things”), Dan Ewing (“Home and Away”) e Ellen Hollman (“Spartacus”). A história de Brian Duffield (roteirista de “A Babá” e “Ameaça Profunda”), dirigida por Michael Matthews (“Five Fingers for Marseilles”), fez relativo sucesso no mercado de VOD dos EUA e, graças à empolgação da crítica, com impressionantes 92% de aprovação no Rotten Tomatoes, a Paramount está atualmente explorando a ideia de uma continuação. A estreia no Brasil está marcada para 25 de abril.
Daniel Radcliffe viverá vilão em comédia com Sandra Bullock
O ator Daniel Radcliffe vai infernizar a vida de Sandra Bullock ao assumir o papel de vilão de “The Lost City of D”. Descrito como uma aventura romântica no estilo de “Tudo por uma Esmeralda”, o filme segue uma romancista reclusa (Bullock) que tinha certeza de que nada poderia ser pior do que ficar presa em uma turnê de livro com seu modelo de capa (Channing Tatum, o “Magic Mike”), até que uma tentativa de sequestro coloca os dois em uma aventura implacável na selva, provando que a vida pode ser muito mais estranha e mais romântica do que qualquer uma das ficções baratas. Embora seja mais conhecido por interpretar o herói Harry Potter, “The Lost City of D” não representa a primeira guinada para o lado negro de Radcliffe, que viveu o vilão de “Truque de Mestre 2”, em 2016. A nova produção tem roteiro de Dana Fox (“Megarrromântico”), que desenvolveu uma ideia de Seth Gordon (“Quero Matar Meu Chefe”), e direção a cargo dos irmãos Adam e Aaron Nee (“The Last Romantic”). Além de estrelar, Sandra Bullock também produz o filme com Seth Gordon para a Paramount Pictures. Ainda não há previsão de estreia.












