Grupo evangélico volta a pedir censura contra Porta dos Fundos
Derrotada no STF em sua tentativa de reimplantar a censura no Brasil, a Associação Centro Dom Bosco atacou de novo nesta quarta (15/12). O grupo evangélico entrou com uma ação no TJ de SP contra as empresas que administram a Paramount no Brasil e o grupo Porta dos Fundos pelo lançamento do novo especial de Natal da trupe. Primeira versão animada do já tradicional especial de Natal, “Te Prego lá Fora” foi lançado também nesta quarta, com exclusividade no serviço de streaming Paramount+. Com roteiro de Fabio Porchat, a produção acompanha a adolescência de Jesus Cristo no ensino médio, quando precisa se fingir de bad boy para escapar da perseguição do diretor pedófilo da escola, Herodes, obcecado em encontrar aquele que seria o Messias. Segundo a Associação Centro Dom Bosco, o pedido de censura contra o novo especial tem a “necessidade de proteger o sentimento religioso de uma violação grave”. A petição cita ainda que a censura busca evitar “que a onda de intolerância contra àqueles que professam alguma religião não se agrave ainda mais”. Importante lembrar que os únicos registros conhecidos de intolerância religiosa no Brasil são ataques de evangélicos que chutam santas católicas e rotulam religiões afro-brasileiras como satânicas. Os exemplos de religiosos intolerantes são bem mais numerosos. A própria Associação Centro Dom Bosco já tentou censurar um especial de Natal feito pelo Porta dos Fundos, divulgado pela Netflix em 2019. A Justiça carioca, inclusive, deu ganho de causa ao grupo religioso, mas a decisão foi revertida no STF. Na decisão, o ministro relator Gilmar Mendes destacou que os ofendidos pelo material podiam simplesmente não assistir ao vídeo. Cármen Lúcia concordou e disse que o especial não está exposto aos que não querem vê-lo. Curiosamente, foi a mesma conclusão da primeira juíza a analisar a ação de 2019. Adriana Sucena Monteiro Jara Moura citou o artigo 5º da Constituição, que assegura a liberdade de expressão, e abordou o argumento de suposto “abuso desse direito” à luz da jurisprudência do STF (Supremo Tribunal Federal). Ela concluiu dizendo que “não há exposição a seu conteúdo a não ser por opção daqueles que desejam vê-lo. Resta assim assegurada a plena liberdade de escolha de cada um de assistir ou não ao filme e mesmo de permanecer ou não como assinante”. A Associação Centro Dom Bosco apelou na justiça contra a decisão original e encontrou um simpatizante no desembargador Benedicto Abicair, que justificou ser favorável à censura como uma medida “para acalmar os ânimos”, após o Porta dos Fundos ter sua sede atacada por uma célula terrorista de direita. Se mantida, a decisão serviria de estímulo para outras organizações de extrema direita agirem para proteger a “sociedade brasileira”. Não por acaso, a censura foi comemorada pelo autor confesso do atentado terrorista contra a sede do grupo. O STF reforçou a liberdade de expressão e o Porta dos Fundos continuou rindo por último. Veja abaixo o trailer do novo especial.
Rogério Samora (1959–2021)
O ator português Rogério Samora morreu nesta quarta (15/12), de 62 anos, após 147 dias hospitalizado em Lisboa. Ele estava internado desde julho, após sofrer uma parada cardíaca durante a gravação de uma novela. Conhecido no Brasil pela novela “Nazaré”, da Band, Samora sofreu um infarto nos estúdios da SIC enquanto gravava uma novela portuguesa, “Amor Amor”. O artista tem um papel importante na trama e, antes de se sentir mal, estava contracenando com outro ator conhecido dos brasileiros, Ricardo Pereira (“Deus Salve o Rei”, “Minha Vida em Marte”), que é o protagonista. Ele foi acudido rapidamente pelos colegas e equipes de produção da novela e levado para o Hospital Amador Sintra. Mesmo assim, não conseguiu se recuperar. Nascido em Lisboa, em 28 de outubro de 1958, Samora acumulava mais de 40 anos de carreira. Ele começou no teatro e participou de muitas novelas, séries, programas de televisão e filmes premiados, incluindo três longas do mestre Manoel de Oliveira, “Os Canibais” (1988), “Palavra e Utopia” (2000) e “O Quinto Império – Ontem Como Hoje” (2004), além de “Capitães de Abril” (2000), de Maria de Medeiros, e “As Mil e Uma Noites” (2015), de Miguel Gomes, entre outras obras premiadas. Samora também fez dois filmes brasileiros: “Solidão, Uma Linda História de Amor”, de Victor di Mello, em 1989, contracenando com Tarcísio Meira, Maitê Proença, Nuno Leal Maia, Vera Gimenez e até Pelé, e “Diário de Um Novo Mundo”, de Paulo Nascimento, em 2005, ao lado de Edson Celulari e Daniela Escobar.
“Medida Provisória” chega ao Festival do Rio sofrendo “operação padrão” da Ancine
A Ancine aproveitou a première nacional de “Medida Provisória”, primeiro longa de Lázaro Ramos, marcada para acontecer no Festival do Rio nesta quarta (15/12), para tentar se justificar em relação ao motivo que mantém o filme sem previsão de estreia comercial no Brasil. O entrave burocrático, que parece surgir apenas diante de determinados títulos, é o mesmo que fez “Marighella” demorar dois anos para ser lançado. Trata-se da retenção de verba do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) destinada a auxiliar a distribuição do filme. Não é verba pública, sempre é bom salientar. É dinheiro do próprio setor audiovisual, que paga uma taxa específica (Condecine) para investimento em conteúdo nacional. Esta verba é controlada pela Ancine, que desde o governo Bolsonaro tem um déficit de centenas de milhões – talvez bilhão – de reais que foram arrecadados e não direcionados para o audiovisual brasileiro – uma caixa preta para o próximo governo. O método adotado para manter o dinheiro distante de seu objetivo tem sido a burocracia. Reuniões específicas do FSA, que costumavam ser feitas no começo do ano fiscal durante os governos anteriores, agora acontecem no final do ano, engolindo-se assim 12 meses de verba sem destinação. E “filtros” pedidos publicamente por Bolsonaro tem encontrado alvos evidentes. Todos os filmes citados nominalmente pelo governo tem sofrido algum tipo de revés na Ancine, desde projetos LGBTQIAP+ que o presidente citou numa live e foram reprovados em edital, até a aplicação de “operação padrão” – nome dado à realização de um serviço seguindo os procedimentos operacionais padrão com rigor excessivo com o objetivo explícito de retardar ou dificultar – em produções que desagradam a chamada “ala ideológica” (extremistas radicais) do governo. Em sua nota oficial, a Ancine usou os argumentos de praxe para tentar transparecer que não há censura, mas trâmites burocráticos (isto é, operação padrão). “A Ancine informa que o filme “Medida Provisória” recebeu para a sua produção o valor total de R$ 2,7 milhões, por meio do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). Atualmente o projeto encontra-se na fase de análise do pedido de investimento para a sua distribuição em salas de cinema. O investimento em distribuição é uma opção do Fundo para aumento da sua rentabilidade, a ser decidido após conclusão da análise técnica. O projeto, portanto, segue o trâmite normal no âmbito da Agência”, informou a agência. A orientação para usar burocracia como entrave encontra eco numa declaração do ex-PM que atualmente é secretário de Fomento e Incentivo à Cultura, André Porciuncula. Em uma audiência da CIDH (Comissão Interamericana de Direitos Humanos), órgão independente da OEA (Organização dos Estados Americanos), ele confirma que aquilo que os críticos chamam de censura são na verdade “meras regras burocráticas”. De fato, é isto. A censura via burocracia voltou a ser denunciada pela Trigo Agência, responsável pela assessoria de imprensa do filme “Medida Provisória”, após a manifestação da Ancine. Em nota, a assessoria esclareceu que “a inscrição em opção de comercialização foi regularmente feita pela produtora dentro do prazo estabelecido para este procedimento”. “O que impede o lançamento da obra é, na verdade, a demora da Ancine em concluir os trâmites necessários para a troca de distribuidora do filme. Embora a Análise de Alteração Técnica realizada pela Coordenação de Análise Técnica e Seleção em 20/08/2021 não tenha encontrado óbices para aprovação da nova distribuidora, até o momento a Superintendência de Fomento não tomou as devidas providências. Com isso, a data de lançamento do filme já precisou ser alterada duas vezes”, segue o texto. “Esta situação gera profunda insegurança jurídica para as produtoras e distribuidoras envolvidas, pois a ausência de uma posição da Ancine impede que sejam tomadas as medidas necessárias para divulgação do filme e, consequentemente, para definição da data de lançamento comercial em cinemas no Brasil”, aponta a assessoria. Apesar da demora do seguimento das “meras regras burocráticas”, a Trigo Agência espera “muito em breve poder divulgar a data de lançamento do filme ‘Medida Provisória'”, conclui o texto. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Trigo Agência de Ideias 💡 (@trigopress)
Keanu Reeves pulou 20 vezes de prédio de 46 andares para cena de “Matrix Resurrections”
O astro Keanu Reeves revelou ter pulado 20 vezes de um prédio de 46 andares para as filmagens de “Matrix Resurrections”, quarto filme da franquia. A cena chegou a fazer a festa dos paparazzi durante as filmagens em San Francisco, antes da pandemia, e já foi vista nos trailers do filme divulgados pela Warner. Mas a quantidade de pulos só foi confirmada durante a passagem do ator pelo programa “The Late Show” na noite de segunda (13/12). “Era um prédio de 46 andares. Você precisa de luz natural para fazer isso de verdade. Existem fios. Segurei a mão de Carrie-Anne Moss (a Trinity) e saltamos. Fizemos isso 19, 20 vezes”, revelou Reeves Durante a entrevista, o apresentador Stephen Colbert fez questão de lembrar que Reeves costuma realizar as próprias acrobacias sem apoio de um dublê. “Quando você chega lá, a frequência cardíaca fica um pouco elevada. Mas depois da primeira vez, você não consegue pensar no medo. Você tem que lidar com isso, absorvê-lo e fazer. Foi o que fizemos. E foi incrível!”, completou o artista. Escrito e dirigido por Lana Wachowski, cocriadora da franquia original, o filme estreia em 22 de dezembro no Brasil, mesmo dia do lançamento nos EUA.
Os Caras Malvados: Nova animação da DreamWorks ganha trailer dublado
A Universal Pictures divulgou os pôsteres e o primeiro trailer da animação “Os Caras Malvados”, nova produção da DreamWorks Animation que contesta lições dos contos de fadas. Com uma diferença em relação a “Shrek”, que era passado no mundo encantado dos contos de fadas. O mundo de “Os Caras Malvados” é um simulacro mais realista, em que o Lobo Mau dirige um carrão veloz ao som de Billie Eilish, convive com humanos e até tenta salvar três e mais porquinhos de testes de laboratório. A animação gira em torno de um grupo típico de vilões de histórias infantis, que praticam crimes sofisticados sobre o comando do Lobo Mau. Até o momento em que ele pratica um ato altruísta, salva a vovozinha e tem a vida mudada pela sensação positiva. Decidido a alterar sua história, ele convence os capangas a embarcar na sua missão mais arriscada: tornarem-se cidadãos-modelo. A história é baseada no best-seller homônimo de Aaron Blabey, foi adaptada por Etan Cohen (“MIB: Homens de Preto III”) e dirigida por Pierre Perifel, que estreia no comando de longas após trabalhar na animação da trilogia “Kung Fu Panda”. Já o elenco de dubladores originais destaca Sam Rockwell (“Três Anúncios para o Crime”) como Lobo Mau, Awkwafina (“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”) como Tarântula, Marc Maron (“GLOW”) como Cobra, Anthony Ramos (“Em um Bairro de Nova York”) como Piranha, Craig Robinson (“Meu Nome É Dolemite”) como Tubarão e Zazie Beetz (“Coringa”) como uma raposa chamada Diane Foxington. A estreia está marcada para abril. Veja abaixo duas versões do trailer, dublado em português e com as vozes originais em inglês (mas sem legendas)
Michelle Yeoh enfrenta o multiverso em trailer de comédia de ação
O estúdio indie americano A24 divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Everything Everywhere All At Once”, comédia de ação sobre multiverso, estrelada por Michelle Yeoh (“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”). No filme, Yeoh vive uma mãe de família exaurida pela dificuldade de pagar seus impostos nos EUA, quando descobre a existência do multiverso e de muitas versões dela mesma em diferentes realidades. Não só isso: um de seus maridos de outro mundo lhe revela que o destino do multiverso está em suas mãos. E para impedir o fim de todos os mundos, ela precisará incorporar as habilidades de todas as suas versões para enfrentar Jamie Lee Curtis (“Halloween”) e outras ameaças perigosas que a aguardam em sua missão. O elenco ainda destaca Ke Huy Quan (o menino Short Round de “Indiana no Templo da Perdição”) como o marido de Yeoh, Stephanie Hsu (também de “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”) como sua filha e o veterano James Hong (“Aventureiros do Bairro Proibido”), entre outros. Escrito e dirigido pela dupla Daniel Kwan e Daniel Scheinert (ambos de “Um Cadáver Para Sobreviver”), conhecida pelo pseudônimo Daniels, “Everything Everywhere All At Once” já tem lugar na história do cinema por demonstrar que o multiverso é maior que os filmes da Marvel. Ainda não há previsão de estreia.
Nicolas Cage é mais Nicolas Cage que nunca em trailer de comédia sobre Nicolas Cage
A Paris Filmes divulgou o pôster nacional e o trailer legendado de “O Peso do Talento”, comédia de ação em que Nicolas Cage interpreta a si mesmo. No filme, Nicolas Cage está falido e prestes a ser despejado, por isso aceita fazer uma aparição paga na festa de um milionário espanhol, que é um superfã e espera lhe mostrar o roteiro de um filme que gostaria de filmar. Mas a CIA tem outros planos e contata Cage para que ele investigue o milionário, que na verdade comanda um cartel de drogas. Ele também começa a demonstrar sintomas de esquizofrenia, ao ocasionalmente conversar com uma versão de si mesmo dos anos 1990, que o humilha por fazer muitos filmes ruins e por não ser mais um grande astro. A situação fica ainda mais caótica quando o milionário traz a filha de Cage e sua ex-mulher para uma reconciliação. Com as vidas de quem ama em risco, Cage decide assumir sua própria lenda, canalizando seus personagens mais icônicos e amados na tela a fim de salvar a si mesmo e seus entes queridos. O elenco também conta com Pedro Pascal (o “The Mandalorian”) como o milionário suspeito, além de Neil Patrick Harris (“How I Met Your Mother”) como empresário de Cage e Tiffany Haddish (“Rainhas do Crime”) como uma agente da CIA. Dirigido por Tom Gormican, que também escreveu o roteiro com Kevin Ettan, seu parceiro criativo na série “Ghosted”, o longa será lançado em 28 de abril no Brasil, uma semana após a estreia nos EUA.
Spirit Awards: Conheça os indicados ao “Oscar do cinema independente”
O Film Independent Spirit Awards, conhecido como o Oscar do cinema independente, anunciou suas indicações nesta terça-feira (14/12). E, ao contrário de sua contraparte nova-iorquina, o Gotham Awards, a relação californiana não foi um festival de agrados à Netflix. Por outro lado, muitos filmes até então ignorados na temporada de premiações entraram na lista, que deu mais importância a título pouco badalados, deixando de lado produções consagradas, como “No Ritmo do Coração”, vencedor do Festival de Sundance e indicado apenas na categoria de Melhor Ator Coadjuvante (Troy Kotsur). ZOLA O grande destaque foi “Zola”, filme inspirado em uma thread do Twitter e estrelado por Taylour Paige (“A Voz Suprema do Blues”), Riley Keough (“Mad Max: Estrada da Fúria”) e Colman Domingo (“Fear the Walking Dead”), que recebeu sete indicações. O segundo filme com mais nomeações foi “The Novice”, thriller protagonizado por Isabelle Fuhrman (“Jogos Vorazes”), que recebeu cinco indicações. THE NOVICE A única produção da Netflix lembrada entre os títulos de cinema, “A Filha Perdida”, fechou o pódio com quatro indicações. O Spirit Awards premia apenas filmes produzidos por pequenos estúdios e com orçamento de no máximo US$ 22,5 milhões. Mesmo assim, a Netflix é uma área cinzenta. Estreia da atriz Maggie Gyllenhaal como diretora, “A Filha Perdida” foi realizado originalmente por quatro produtoras pequenas, que se associaram à Netflix para sua distribuição, e já venceu 12 troféus na temporada. A FILHA PERDIDA Entre os títulos internacionais, o destaque ficou com a produção italiana “A Chiara”, que disputa três prêmios, inclusive o de Melhor Filme do ano. É o mesmo número de categorias disputada por “Sempre em Frente”, novo filme de Mike Mills (“Mulheres do Século 20”) estrelado por Joaquin Phoenix (“Coringa”). A cerimônia de premiação indie acontecerá no dia 6 de março de 2022 de forma presencial em suas habituais tendas na praia de Santa Monica, Califórnia, após ter sido realizada virtualmente em 2021 devido à pandemia de covid-19. A CHIARA Na edição passada, o vencedor do Spirit Awards foi o filme “Nomadland”, da diretora Chloé Zhao, que também venceu o Oscar. Confira abaixo lista completa dos indicados ao Film Independent Spirit Awards 2022. SEMPRE EM FRENTE Melhor Filme “A Chiara” “Sempre em Frente” “A Filha Perdida” “The Novice” “Zola” Melhor Direção Janicza Bravo, “Zola” Maggie Gyllenhaal, “A Filha Perdida” Lauren Hadaway, “The Novice” Mike Mills, “Sempre em Frente” Ninja Thyberg, “Pleasure” Melhor Filme de Estreia “7 Days” “Holler” “Queen of Glory” “Test Pattern” “Wild Indian” Melhor Atriz Isabelle Fuhrman, “The Novice” Brittany S. Hall, “Test Pattern” Patti Harrison, “Together Together” Taylour Paige, “Zola” Taylor Reece, “Catch the Fair One” Melhor Ator Clifton Collins, Jr., “Jockey” Frankie Faison, “The Killing of Kenneth Chamberlain” Michael Greyeyes, “Wild Indian” Udo Kier, “O Canto do Cisne” Simon Rex, “Red Rocket” Melhor Atriz Coadjuvante Jessie Buckley, “A Filha Perdida” Amy Forsyth, “The Novice” Ruth Negga, “Identidade” Revika Anne Reustle, “Pleasure” Suzanna Son, “Red Rocket” Melhor Ator Coadjuvante Colman Domingo, “Zola” Meeko Gattuso, “Queen of Glory” Troy Kotsur, “No Ritmo do Coração” Will Patton, “Sweet Thing” Chaske Spencer, “Wild Indian” Melhor Roteiro Mike Mills, “Sempre em Frente” Maggie Gyllenhaal, “A Filha Perdida” Benjamin Cleary, “O Canto do Cisne” Nikole Beckwith, “Together Together” Janicza Bravo e Jeremy O. Harris, “Zola” Melhor Roteiro de Estreia Matthew Fifer, “Cicada” Fran Kranz, “Mass” Vanessa Block e Michael Sarnoski, “Pig” Shatara Michelle Ford, “Test Pattern” Lyle Mitchell Corbine Jr., “Wild Indian” Melhor Fotografia “A Chiara” “Blue Bayou” “The Humans” “Identidade” “Zola” Melhor Edição “A Chiara” “The Killing of Kenneth Chamberlain” “The Novice” “The Nowhere Inn” “Zola” Prêmio Robert Altman (Combo de direção e elenco) “Mass” Melhor Documentário “Ascension” “Flee” “In the Same Breath” “Procession” “Summer of Soul” Melhor Filme Internacional “Compartment No. 6” “Drive My Car” “Madres Paralelas” “Pebbles” “Petite Maman” “Prayers for the Stolen” Prêmio Alguém para Acompanhar (Diretor revelação) Alex Camilleri, “Luzzu” Gillian Wallace Horvat, “I Blame Society” Michael Sarnoski, “Pig” Prêmio Mais Verdadeiro que Ficção (Revelação em documentários) “North by Current” “Faya Dayi” “Try Harder!” Prêmio John Cassavetes (Filmes de baixíssimo orçamento) “Cryptozoo” “Jockey” “Shiva Baby” “Sweet Thing” “This Is Not a War Story” Prêmio de Produtores Brad Becker-Parton Pin-Chun Liu Lizzie Shapiro Melhor Série Nova “Blindspotting” “It’s a Sin” “Reservation Dogs” “The Underground Railroad” “We Are Lady Parts” Melhor Série Nova Documental “Black and Missing” “The Choe Show” “The Lady and the Dale” “Nuclear Family” “Philly D.A.” Melhor Atriz em Série Thuso Mbedu, “The Underground Railroad” Anjana Vasan, “We Are Lady Parts” Jana Schmieding, “Rutherford Falls” Jasmine Cephas Jones, “Blindspotting” Deborah Ayorinde, “THEM: Covenant” Melhor Ator em Série Ollie Alexander, “It’s a Sin” Murray Bartlett, “The White Lotus” Michael Greyeyes, “Rutherford Falls” Ashley Thomas, “THEM: Covenant” Lee Jung-jae, “Round 6”
Novo “Homem-Aranha” vira filme mais bem-avaliado da Marvel
“Homem-Aranha: Sem Volta para Casa” chegou na plataforma Rotten Tomatoes com 100% de aprovação. Foram necessárias 67 críticas para a primeira avaliação negativa ser computada ao longo desta terça (14/12), fazendo a nota descer para 99%. Com 74, chegou em 97%. Mas o entusiasmo revelado pelas resenhas é tão elevado que tendem a confirmar a expectativa do público sobre a produção: que se trata do melhor filme da Marvel, ou pelo menos o mais bem-avaliado pela crítica. Até então, o filme com melhor nota era “Pantera Negra”, que atingiu 96% de aprovação em 2018. Será que novas críticas vão derrubar a nota de “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa” para restaurar a liderança de “Pantera Negra”? É possível, mas por enquanto a realidade é outra. O oitavo filme solo do Homem-Aranha e o terceiro estrelado por Tom Holland no MCU (Universo Cinematográfico da Marvel) está sendo aclamado por entregar tudo o que os fãs esperavam – sim! – e ainda assim surpreender. Trata-se de um mash-up nostálgico, que também aponta o futuro da franquia. Claro que houve quem enxergasse problemas na narrativa, repleta de easter eggs e “buracos capazes de fazer a trama se desfazer” (Slashfilm), mas mesmos os mais contrariados se renderam ao pacote emocional completo, capaz de divertir, mas também fazer os fãs chorarem com “a história mais sombria do Homem-Aranha de Tom Holland” (Cinema Blend). Entre os blogueiros assumidamente nerds, nada impediu o filme ser saudado como o melhor da Marvel em todos os tempos. Muitos aplaudiram a equipe por trás da trilogia estrelada por Tom Holland por realmente entenderem o herói e tudo o que significa ser o Homem-Aranha – o que inclui tanto o entusiasmo juvenil como também sacrifício e tragédia. E houve até quem defendesse o excesso de “fan service” por ser parte integral da história, que não funcionaria de outra forma. Um detalhe curioso é que a crítica profissional ficou até mais empolgada que muitos nerds cheios de ressalvas. “O que à primeira vista parece ser um fan service puro e simples acaba sendo uma das melhores e, de longe, a coisa mais meta que a Marvel já fez: delicada, engraçada e um pouco devastadora”, definiu a revista Entertainment Weekly. “O diretor Jon Watts transforma a difícil premissa do filme numa trama de super-herói consistentemente divertida, amarrando duas décadas de pontas soltas no processo”, elogiou a revista Variety. “Quando foi a última vez que o terceiro filme de uma franquia deixou o público realmente emocionado com o que vem a seguir?”, apontou o site IndieWire. “Você nunca terá deixado um filme da Marvel com tanta incerteza em relação ao que virá a seguir”, acrescentou o jornal New York Post. “Uma sequência empolgante que funciona como uma carta de amor ao personagem de quadrinhos, um filme sobre segundas chances e um lembrete habilmente elaborado do famoso ditado: ‘Com grande poder vêm grandes responsabilidades'”, elaborou o jornal USA Today. “Assim que ‘Sem Volta para Casa’ encontra seu ritmo, o filme se transforma em um ato final pensativo e tocante que faz justiça ao heroísmo e ao auto-sacrifício que sempre foram centrais para o apelo do Homem-Aranha”, avaliou o site Screen International. “…E ainda uma quantidade ridícula de diversão”, resumiu o jornal Globo & Mail. No novo filme, o herói vivido por Tom Holland enfrenta os vilões “clássicos” Dr. Octopus (Alfred Molina), de “Homem-Aranha 2” (2004), Electro (Jamie Foxx), de “O Espetacular Homem-Aranha 2” (2014), Duende Verde (Willem Dafoe), do primeiríssimo “Homem-Aranha” (2002), Lagarto de “O Espetacular Homem-Aranha” (2012) e Homem-Areia de “Homem-Aranha 3” (2007). Os dois últimos, via efeitos visuais. Os vilões entram na trama graças ao tal feitiço do Doutor Estranho (Benedict Cumberbatch), que acidentalmente abre dimensões alternativas ao atender um pedido de Peter Parker, desesperado para que as pessoas esqueçam que ele é o Homem-Aranha. O elenco confirmado também conta com Marisa Tomei (Tia May), Tony Revolori (Flash Thompson), Angourie Rice (Betty Brant), J.K. Simmons (J.J. Jameson) e Jon Favreau (Happy Hogan). E a abertura do multiverso ainda permite as amplamente especuladas presenças de Tobey Maguire e Andrew Garfield, repetindo seus papéis como Homens-Aranhas de outras dimensões. Além de muitas outras surpresas. Novamente dirigido por Jon Watts, o fecho da nova trilogia do herói aracnídeo acontece nesta quinta (16/12) no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Chefão da Marvel tem planos para Harry Styles
O cantor Harry Styles virou super-herói da Marvel numa rápida aparição ao final do filme “Eternos”. Mas sua participação no MCU (Universo Cinematográfico da Marvel) está apenas começando, revelou Kevin Feige. Em entrevista ao programa Entertainment Tonight, o presidente da Marvel Studios disse que há “muitos fãs” de Eros, o personagem de Styles, dentro do estúdio e fora dele e, na medida em que eles passarem a abordar cada vez mais a “arena cósmica” das histórias em quadrinhos, “há ideias” para o retorno de Harry Styles em novas produções. Como fãs dos quadrinhos sabem, ele se encaixaria perfeitamente em “Guardiões da Galáxia Vol. 3”, em “Marvels” (a continuação de “Capitã Marvel”) e até na série da Mulher-Hulk. Eros é um dos Eternos, integrante da facção que abandonou a Terra e irmão de ninguém menos que o vilão Thanos. Mais conhecido pelo codinome Starfox, o personagem surgiu em 1973 como antagonista do irmão e, por extensão, de suas sobrinha Nebula e Gamorra. Em suas primeiras aventuras, ajudou Capitão Marvel (a versão original masculina) e os Vingadores a enfrentarem a ameaça de Thanos, passando a caçar Gamorra por acreditar que Thanos renasceria nela – apenas para descobrir que ele próprio poderia servir de condutor para uma nova vinda do vilão. Um detalhe curioso sobre seu poder é a capacidade de estimular o prazer das pessoas que estão ao seu redor. Quem está perto dele, automaticamente se sente bem… ou é atraída sexualmente por sua presença. É uma sensação, digamos assim, de “Watermelon Sugar”. Vale lembrar que Eros é o nome do deus grego que originou o erotismo. Nos quadrinhos, ele realmente pensava apenas em prazer, até Thanos se voltar contra seu planeta e matar sua mãe. O personagem também já foi acusado de assédio sexual. Ele acabou exilado em Titã após sua relação com a Mulher-Hulk ter um desdobramento pouco saudável. Todas essas relações dão várias possibilidades para Harry Styles reaparecer em novos filmes e séries da Marvel.
“Sk8er Boi”, maior hit de Avril Lavigne, pode virar filme
Prestes a completar 20 anos, a música “Sk8er Boi”, primeiro grande hit da carreira de Avril Lavigne, pode virar um filme. Por enquanto, o projeto não passa de um plano da cantora canadense, que foi revelado durante uma participação no podcast “She is the Voice”, da rede de rádios norte-americana iHeartRadio. “Muitas pessoas têm me pedido para tocar essa música em alguns programas de TV, então ela continua sendo trazida de volta e as pessoas sempre farão referência a ela para mim. […] Então, vou realmente transformar essa música em um filme e levá-la para o próximo nível”, disse. O fato de citar o projeto pode significar que há algo mais além de desejo neste negócio, mas, por enquanto, não há sinal de nenhum estúdio envolvido. O canção “Sk8ter Boi” faz parte do álbum “Let Go”, primeiro trabalho de Avril Lavigne, que tinha 18 anos quando ele foi lançado em 4 de junho de 2002. A gravação pertence à Arista Records, que faz parte do conglomerado Sony – dona do estúdio dos filmes do Homem-Aranha.
Astros de “Homem-Aranha” fazem campanha para o público não revelar spoilers
Prevendo uma tempestade de spoilers a partir da estreia de “Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa” nesta quinta (16/12), a Sony divulgou um vídeo legendado em que os atores Tom Holland, Zendaya e Jacob Batalon pedem para o público se conter e não espalhar detalhes sobre a trama nas redes sociais. O material também inclui uma participação rápida de Jamie Foxx, que, de acordo com o trio inicial, já seria um spoiler. Só que não. Vários trailers, comerciais e vídeos de bastidores oficiais da Sony dedicaram espaço para destacar a volta de Jamie Foxx ao papel de Electro (Jamie Foxx), visto pela primeira vez em “O Espetacular Homem-Aranha 2” (2014). Além dele, também estão de volta Alfred Molina, como o Dr. Octopus de “Homem-Aranha 2” (2004), e Willem Dafoe, intérprete do Duende Verde (Willem Dafoe) do primeiríssimo “Homem-Aranha” (2002). Graças a efeitos visuais, ainda participam do filme o Lagarto de “O Espetacular Homem-Aranha” (2012) e o Homem-Areia de “Homem-Aranha 3” (2007). Os vilões entram na trama graças a um feitiço do Doutor Estranho (Benedict Cumberbatch), que acidentalmente abre dimensões alternativas ao atender um pedido de Peter Parker, desesperado para que as pessoas esqueçam que ele é o Homem-Aranha. O elenco confirmado também conta com Marisa Tomei (Tia May), Tony Revolori (Flash Thompson), Angourie Rice (Betty Brant), J.K. Simmons (J.J. Jameson) e Jon Favreau (Happy Hogan). E a abertura do multiverso faz os fãs sonharem ainda com as presenças de Tobey Maguire e Andrew Garfield, repetindo seus papéis como Homens-Aranhas de outras dimensões – fato que Tom Holland já desistiu de negar após várias tentativas, e que deve ser confirmado no primeiro spoiler de quinta. Novamente dirigido por Jon Watts, o fecho da nova trilogia do herói aracnídeo teve sua exibição para a imprensa americana na noite de segunda (13/12) e será lançado comercialmente na quarta (15/12) na Europa e no México, o que significa que os prováveis responsáveis por estragar as surpresas da maior parte do mundo não deverão ser brasileiros.
Suspense de Ben Affleck e Ana de Armas troca cinema pelo streaming
A Disney tirou o novo filme de Ben Affleck dos cinemas. A produção do 20th Century Studios tinha título nacional de “Águas Profundas” e seria lançada no circuito cinematográfico em janeiro, mas agora estreará na plataforma Hulu nos EUA e na Amazon Prime Video no resto do mundo. Baseado num livro de Patricia Highsmith (“Carol”) publicado em 1957, “Águas Profundas” é um thriller psicológico que acompanha um casal problemático. Graças a um arranjo, a mulher pode ter inúmeros amantes, desde que não peça o divórcio. Até que seu marido se torna suspeito do desaparecimento desses amantes. O filme é co-estrelado pela cubana Ana de Armas (“Blade Runner 2049”), que durante as filmagens desenvolveu um relacionamento com Affleck, encerrado em janeiro passado. A adaptação foi escrita por Sam Levinson (criador de “Euphoria”) e Zach Helm (“Mais Estranho que a Ficção”), e conta com direção do veterano Adrian Lyne (“Atração Fatal”). O cineasta estava afastado de Hollywood desde o fracasso de um filme de temática muito similar, “Infidelidade”, estrelado por Richard Gere e Diane Lane em 2002. “Deep Water” (título original) ainda não tem uma nova data de estreia.












