Billy Watson (1923–2022)
O ator Billy Watson, que veio de uma famosa família de atores mirins de Hollywood e apareceu em um punhado de filmes clássicos, morreu em 17 de fevereiro, de causas naturais aos 98 anos, mas sua família só anunciou neste fim de semana. Watson tinha oito irmãos, que apareceram em centenas de filmes entre os anos 1920 e 1940. Sua família de atores é a única celebrada conjuntamente com uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood, conquistando seu lugar no Hollywood Boulevard em 1999. Ele era o sexto dos nove filhos – seis meninos e três meninas – , que viraram atores graças às conexões de seus pais não famosos. A mãe, Golda Watson, lavava e passava figurinos de filmes, e seu pai, Coy Watson Sr., era um dublê de caubói, que se tornou adorado pelos produtores por conceber os efeitos especiais práticos (cordas de piano!) usados para criar a ilusão do tapete voador de Douglas Fairbanks no clássico mudo “O Ladrão de Bagdad” (1924). Outro fator para o sucesso das crianças foi o fato de a casa da família Watson ser localizada próxima do Keystone Studios de Mack Sennett – no que hoje é o Echo Park. Por isso, quando um diretor precisava de uma criança figurante, procurava Coy Watson Sr. porque sabia que poderia contar com a presença rápida de uma criança no estúdio. Corre a lenda que quando lhe perguntavam “Preciso de um filho para um filme. Você tem um?”, ele respondia: “Qual o tamanho e o sexo?”. O filho mais velho, Coy Watson, acabou conhecido como “The Keystone Kid”, pela quantidade de filmes do estúdio em que apareceu. Billy começou a atuar em 1928, com apenas cinco anos, aparecendo como figurante em dezenas de filmes, muitas vezes ao lado de alguns de seus irmãos. Mas só começou a ganhar mais destaque na adolescência. Seu primeiro papel importante veio em 1938, quando, aos 15 anos, interpretou a versão infantil do personagem de Don Ameche em “Na Velha Chicago” (1938), de Henry King – outro de seus irmãos, Bobs Watson, também estava no elenco. Em seguida, ele e mais três irmãos interpretaram os filhos do Governador Hopper (Guy Kibbee), o homem que nomeia o famoso personagem Jefferson Smith (Jimmy Stewart) para o Senado no clássico de Frank Cappra “A Mulher Faz o Homem” (Mr. Smith Goes to Washington, 1939). Também apareceu em mais três clássicos de 1939: “As Aventuras de Huck Finn”, de Richard Thorpe, “As Aventuras de Stanley e Livingstone”, de Henry King, e “A Mocidade de Lincoln”, de John Ford. Mas aos 16 ficou velho demais para o papel de “filho”, encerrando sua carreira em 1940 com uma aparição não creditada em “A Mulher que Eu Quero”. Depois de se formar no colegial, Watson serviu na Guarda Costeira dos EUA, durante a 2ª Guerra Mundial, e seguiu carreira como fotógrafo comercial em Los Angeles, além de se apresentar em teatros locais. Só um de seus irmãos ainda está vivo, Garry, com 92 anos. Mas ele conheceu nada menos que 13 bisnetos.
Diretor de “O Homem nas Trevas” fará próximo filme de “Alien”
O uruguaio Fede Alvarez, diretor de “A Morte do Demônio” (2013) e “O Homem nas Trevas” (2016), assinou com o 20th Century Studios para escrever e dirigir um novo filme da franquia “Alien”. De acordo com o site Deadline, o novo longa não será continuação de “Alien: Covenant” (2017), lançamento mais recente da franquia, nem terá relação com os filmes clássicos ou a série atualmente sendo desenvolvida por Noah Hawley para o canal pago FX. O cineasta Ridley Scott, que dirigiu o longa original de 1979 e as duas edições mais recentes da franquia, produzirá o novo filme por meio de sua empresa Scott Free. A produção, porém, não está sendo desenvolvida para o cinema, mas para a plataforma americana Hulu – o que significa que chegará no Brasil pela Star+. Ainda não há título conhecido, premissa ou previsão de estreia. Ao todo, a franquia “Alien” conta com seis filmes e mais dois derivados de “Alien vs. Predator”. Todos os títulos estão disponíveis no catálogo da Star+.
Will Smith e Michael B. Jordan vão estrelar “Eu Sou a Lenda 2”
Os astros Will Smith e Michael B. Jordan vão estrelar o primeiro filme juntos. E será a sequência do blockbuster “Eu Sou a Lenda”, sci-fi estrelada por Will Smith (e Alice Braga) em 2007. O filme será escrito pelo roteirista do filme original, Akiva Goldsman. E a produção vai juntar as empresas dos dois astros, a Westbrook Studios de Smith e a Outlier Society de Jordan, com os estúdios Warner Bros. O primeiro filme foi uma adaptação do clássico romance distópico homônimo de Richard Matheson, publicado em 1954 e que já tinha rendido dois filmes antes, “Mortos que Matam” (1974) com Vincent Price e “A Última Esperança da Terra” (1971) com Charlton Heston. A versão estrelada por Smith foi a mais bem-sucedida de todas, arrecadando US$ 585 milhões de dólares. Conversas sobre uma continuação tem sido travadas desde então, mas sempre enfrentaram um obstáculo: a morte do personagem de Smith, cientista que encontra a cura para uma praga, que exterminou a maior parte da humanidade e transformou os sobreviventes em criaturas monstruosas. Não está claro como Smith pode retornar para a sequência. Também não houve anúncio sobre o retorno de Alice Braga, cuja personagem sobreviveu ao apocalipse. Will Smith está atualmente indicado ao Oscar de Melhor Ator por seu desempenho no filme “King Richard: Criando Campeãs”, que recentemente lhe rendeu o SAG Awards, o prêmio do Sindicato dos Atores dos EUA. Já Jordan se prepara para dirigir seu primeiro filme, “Creed 3”, que ele também vai estrelar. Lembre abaixo do trailer de “Eu Sou a Lenda”.
Angelina Jolie vai dirigir novo filme sobre crueldade da guerra
Angelina Jolie fechou um contrato com a produtora Freemantle para desenvolver projetos “sofisticados, poderosos e com foco internacional”, que ela estrelará, dirigirá ou produzirá nos próximos três anos. O primeiro filme a sair do acordo é “Without Blood”, que a estrela está desenvolvendo desde 2017. Ela vai produzir e dirigir o longa, que adapta o best-seller homônimo de Alessandro Baricco sobre a crueldade da guerra. Lançado no Brasil com o título de “Sem Sangue”, o livro gira em torno de uma garota em busca de vingança e cura durante um período de conflito não especificado. A produção deve começar na Itália em maio e, segundo a Fremantle, mais projetos da parceria serão anunciados em breve. “Ter a liberdade de contar histórias importantes e trazê-las para uma audiência global está no centro deste acordo com Fremantle”, disse Jolie em comunicado. “Estou bastante animada por trabalhar com uma equipe tão apaixonada e voltada para o futuro com uma perspectiva internacional.” O acordo ocorre um dia depois que a Fremantle anunciou a compra da produtora italiana Lux Vide e em meio a uma lista crescente de grandes filmes da empresa, que produziu o drama italiano indicado ao Oscar “A Mão de Deus”, de Paulo Sorrentino. Além da parceria com Angelina Jolie, a Freemantle atualmente está trabalhando com os talentos de Luca Guadagnino, Michael Winterbottom, Kenneth Branagh, Steven Knight, Tebogo Malope, Kirill Serebrennikov, Afua Hirsch, Felix van Groeningen, Shira Haas, Alice Rohrwacher e Saverio Costanzo no desenvolvimento de novos filmes e séries.
Alessandro Nivola será o antagonista de “Kraven, o Caçador”
O ator Alessandro Nivola (“Os Muitos Santos de Newark”) entrou no filme de Kraven, o Caçador, nova adaptação dos quadrinhos da Marvel produzida pela Sony Pictures. Segundo o site Deadline, que foi o primeiro a noticiar sua escalação, ele viverá o antagonista da trama, mas o personagem não foi revelado. Kraven será o terceiro antagonista do Homem-Aranha a ter seu próprio longa. Ele segue “Venom”, que lançou seu segundo filme em outubro passado, e “Morbius”, que estreia em 31 de março. Intitulado em inglês “Kraven the Hunter”, o filme foi escrito por Richard Wenk (“O Protetor”), teve seu roteiro revisado por Art Marcum e Matt Holloway (dupla de “Homem de Ferro”), e será dirigida por JC Chandor (“Operação Fronteira”). O elenco também destaca Aaron Taylor-Johnson (“Vingadores: Era de Ultron”) no papel-título, Ariana DeBose (indicada ao Oscar por “Amor, Sublime Amor”) como a feiticeira Calipso, Fred Hechinger (“The White Lotus”) como o vilão Camaleão e Russell Crowe (“Gladiador”) num papel que ainda não foi revelado. Nos quadrinhos, Sergei Kravinoff, o Kraven, é um imigrante russo e caçador de animais selvagens, que graças a um soro místico adquire força super-humana. Depois de conquistar vários desafios, ele se torna obcecado pelo Homem-Aranha para provar que é o maior caçador do mundo. Embora nunca tenha aparecido nos cinemas, Kraven já teve histórias icônicas nos quadrinhos, em particular “A Ultima Caçada De Kraven”, de 1987, considerada a história mais sombria de toda a trajetória do Homem-Aranha – a resposta da Marvel ao “Cavaleiro das Trevas” – que termina em suicídio. Uma paulada. Além desta produção, Taylor-Johnson assinou um contrato múltiplo para retratar o personagem em várias obras, prevendo um encontro com o Homem-Aranha em seu futuro.
Confira os 10 melhores filmes em streaming da semana
A programação de estreias digitais da semana tem musical candidato ao Oscar, suspenses envolventes, fantasia sobrenatural, anime de encher os olhos e muitos dramas internacionais premiados. Confira abaixo os 10 melhores títulos que chegam ao streaming, seus principais detalhes e os respectivos trailers. AMOR, SUBLIME AMOR | DISNEY+ O musical de Steven Spielberg está indicado a sete Oscars, incluindo Melhor Filme e Direção. Não vai, portanto, bater o recorde de prêmios da primeira versão cinematográfica do espetáculo da Broadway “West Side Story”, que ganhou 10 Oscars quando foi levado às telas em 1961. Mas não fez feio. Ao contrário. Elogiadíssima, com 96% de aprovação no Rotten Tomatoes, a nova adaptação ainda revelou novas estrelas: a estreante Rachel Zegler, que aos 17 anos superou mais de 30 mil candidatas em testes para o papel de Maria, formando o par central deste “Romeu e Julieta” latino com Ansel Elgort (“Em Ritmo de Fuga”), e Ariana DeBose (“A Festa de Formatura”), primeira atriz LGBTQIAP+ indicada ao Oscar em papel coadjuvante. “Amor, Sublime Amor” é uma versão contemporânea de “Romeu e Julieta” passada na Nova York do final dos anos 1950. Além de locação e época, a trama acrescenta à tragédia shakespeariana de amor proibido elementos de delinquência juvenil, preconceito racial e muita música e dança. E a versão de Spielberg aproveita mais o contexto social que a adaptação anterior, que muitos consideram o melhor musical de todos os tempos. MEU FILHO | AMAZON PRIME VIDEO A trama gira em torno do desespero de James McAvoy (“X-Men: Apocalipse”) quando seu único filho desaparece e ele parte em busca de respostas. O elenco também destaca Claire Foy (“The Crown”) como a ex-mulher do protagonista. Mas o que chama atenção neste suspense é sua proposta curiosa de encenação. O ator principal atuou o tempo inteiro sem roteiro nem dicas sobre como a história se desenvolveria. Ele foi mantido no escuro sobre o desenrolar da trama, enquanto os demais atores interpretaram as cenas na expectativa de sua reação a cada reviravolta. Importante apontar que a ideia não é nova. O mesmo diretor, Christian Carion, já tinha filmado premissa igual em francês, fazendo Guillaume Canet (“Rock’n Roll: Por Trás da Fama”) improvisar seu papel. Tanto o filme de 2019 quando o remake em inglês tem o mesmo título, mas resultam em cenas completamente distintas por conta dos improvisos de cada ator. SEGREDOS DO PASSADO | VOD* Eric Bana (o primeiro Hulk do cinema) vive um agente federal de volta à sua cidade natal para assistir ao funeral trágico de um amigo de infância, que teria assassinado sua esposa e filho antes de tirar a própria vida. Mas quando decide investigar o caso, começa a suspeitar que a morte do amigo poderia estar ligada à morte de um adolescente ocorrida há uma década. Assim, o que começa como um drama vira aos poucos um mistério criminal. O desenvolvimento envolvente e cheio de reviravoltas do cineasta australiano Robert Connolly (“Underground: A História De Julian Assange”) engajou a crítica internacional, levando o filme a receber 90% de aprovação no Rotten Tomatoes. UMA MULHER CONTRA UM PAÍS | NOW, VIVO PLAY, VOD* Baseado no romance de Elsa Joubert, que é considerado um dos melhores livros de ficção africanos do século 20, o drama de época narra a história real de uma mulher comum em circunstâncias extraordinárias: Poppie Nongena, uma mãe e trabalhadora doméstica, que tenta desesperadamente manter sua família unida, enfrentando as leis racistas e desumanas do governo da África do Sul de 1970, em pleno apartheid. Venceu 14 prêmios internacionais. YALDA – UMA NOITE DE PERDÃO | NOW, VIVO PLAY, VOD* A história totalmente surreal, mas baseada em fatos reais, acompanha uma jovem condenada à morte por assassinar o marido que tem uma chance inusitada de comutar sua sentença, bastando para isso conseguir o perdão de sua enteada num reality show da TV iraniana! O filme do cineasta iraniano Massoud Bakhshi foi o grande vencedor internacional do Festival de Sundance em 2020, venceu o troféu de Melhor Roteiro no Festival de Sofia e deixou a crítica de quatro, com 90% de aprovação no Rotten Tomatoes. PARA IZZY | FILMICCA As vidas de uma jovem viciada e sua mãe mudam para sempre quando um pai viúvo e sua filha adulta com autismo se mudam para a casa ao lado. Não bastasse a abordagem de dois temas difíceis, que raramente se juntam num mesmo filme, o diretor Alex Chu (“Yes, And…”) ainda sobrepõe ao drama os conflitos de duas gerações de sino-americanos. A produção indie venceu 11 prêmios num circuito de festivais asiático-americanos e do cinema independente dos EUA. MAMÃE, MAMÃE, MAMÃE | FILMICCA Obra poética sobre o luto e a iniciação de uma adolescente, o filme de estreia da cineasta argentina Sol Berruezo Pichon-Riviére, de apenas 24 anos, acompanha uma órfã pré-adolescente que sofre a perda da irmã e se vê em um mundo sem adultos, vivendo com suas primas num universo feminino de viés impressionista. O equilíbrio entre a sombra da morte e a inocência do final da infância rendem um trabalho impactante, que foi exibido em alguns dos mais importantes festivais de cinema do mundo, vencendo a Menção Especial do Júri na Mostra Generation do Festival de Berlim. Um detalhe importante é que o filme não tem homens e toda a equipe de bastidores foi formada apenas por mulheres, da direção de fotografia à edição. SANCTORUM | NOW A violência extrema dos cartéis do tráfico ganha uma abordagem de terror, num contexto do realismo mágico latino-americano, em que a natureza decide ajustar contas com a humanidade. No filme de Joshua Gil (“Maldade”), um garotinho de um pequeno vilarejo, cercado pelo conflito entre militares e os cartéis, escapa para a floresta para implorar aos deuses da natureza pelo retorno seguro de sua mãe desaparecida, sem saber que ela foi assassinada. Tremendo de medo, ele vê a fúria desses deuses irromper descontrolada em direção às facções em guerra, com raios, trovões e outros sinais apocalípticos. O resultado venceu três prêmios em festivais internacionais. RODA DO DESTINO| NOW Premiado com o Urso de Prata no Festival de Berlim do ano passado, o filme de Ryûsuke Hamaguchi (“Asako I & II”) acompanha três casais em histórias paralelas de romance. As situações incluem um inesperado triângulo amoroso, uma armadilha de sedução que dá errado e um encontro resultante de um mal-entendido, que conduzem a escolhas e arrependimentos. Hamaguchi terminou o ano em alta devido a outro drama lançado em 2021, “Drive My Car”, considerado favorito para o Oscar 2022 de Melhor Filme Internacional. BELLE | NOW, VIVO PLAY, VOD* Versão futurista da fábula de “A Bela e a Fera”, “Belle” também é uma parábola crítica sobre as farsas da internet e os perigos das redes sociais. A trama gira em torno de uma cantora virtual chamada Belle, que tem sua turnê interrompida no metaverso pela viralização de uma criatura batizada pela mídia de a Fera. Nada, porém, é o que parece, já que Belle é o avatar de uma adolescente “caipira” e pouco popular chamada Suzu, e a criatura misteriosa que surge em seu caminho não é realmente uma ameaça, mas uma vítima de bullying digital e cancelamento. O anime é assinado por Mamoru Hosoda, responsável por “Mirai”, filme indicado ao Oscar de Melhor Animação em 2019 e diretor de obras cultuadas como “Crianças Lobo” (2012), “Guerras de Verão” (2009) e “A Garota que Conquistou o Tempo” (2006). * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente nas plataformas Apple TV, Google Play, Looke, Microsoft Store e YouTube, entre outras, sem necessidade de assinatura mensal.
Robert Downey Jr. vai estrelar novo filme do diretor de “Homem de Ferro 3”
Robert Downey Jr. vai trocar Tony Stark por Richard Stark, pseudônimo do escritor Donald E. Westlake, em seu próximo filme com o diretor de “Homem de Ferro 3”. O astro da Marvel será o protagonista de “Play Dirty”, dirigido por Shane Black e baseado na obra de Stark/Westlake. Na trama, Downey viverá Parker, um ladrão meticuloso e perigoso, que faz o que for necessário para realizar seus assaltos. O personagem foi criado pelo escritor Donald E. Westlake em 1962 e rendeu ao todo 24 livros publicados sob o pseudônimo de Richard Stark. Parker também já apareceu no cinema. Nas adaptações mais recentes, foi interpretado por Mel Gibson em “O Troco” (com o nome Porter em 1999) e Jason Statham em “Parker” (2013). “Play Dirty” deverá lançar uma franquia centrada no personagem, com produção do Amazon Studios e distribuição em streaming pela Prime Video. Por enquanto, o filme ainda não tem previsão de estreia. Mas para ter uma ideia do que esperar, confira abaixo o trailer de “Parker”, com Jason Statham e Jennifer Lopez.
Festival de Toronto só exibirá filmes russos que forem independentes
O Festival de Toronto seguiu Cannes e Veneza ao anunciar uma versão branda de boicote ao cinema russo, juntando-se ao protesto cultural contra a invasão da Ucrânia. Em comunicado, os organizadores do maior festival de cinema da América do Norte informaram nesta quinta-feira (3/3) que vetarão a participação de organizações cinematográficas e meios de comunicação apoiados pelo Estado russo em seu próximo evento. O comunicado também afirma que o festival canadense vai banir embaixadores e delegações culturais russas. Por outro lado, “continuará a incluir filmes de cineastas russos independentes na programação”. Esta ressalva também foi feita por Cannes e Veneza. O festival italiano ainda frisou que “sempre haverá lugar em suas mostras” para cineastas russos “que se opõem ao regime atual na Rússia”. A decisão dos maiores festivais de cinema do mundo busca uma alternativa menos radical que a tomada por festivais como Estocolmo e Glasgow, que decidiram não exibir qualquer filme russo neste ano, atendendo a um apelo da Academia Ucraniana de Cinema. O próximo Festival de Toronto está programado para ocorrer de 8 a 18 de setembro.
Próximo filme do diretor de “Corra!” ganha novo trailer nacional
A Universal divulgou uma nova versão do trailer nacional de “Não! Não Olhe!”, próximo filme de Jordan Peele, o diretor de “Corra” (2017) e “Nós” (2019). A nova prévia traduz letreiros que estavam em inglês. O vídeo mantém o mistério em torno da trama, ao mostrar uma ameaça com a forma de um disco voador acompanhada por flashes de cenas sangrentas, que preservam o clima de terror que tem caracterizado os longas de Peele. O trailer ainda destaca uma lição de História e conta com a presença de Daniel Kaluuya (vencedor do Oscar por “Judas e o Messias Negro”), repetindo a parceria de “Corra!”, além de Keke Palmer (“Scream Queens”), Steven Yeun (indicado ao Oscar por “Minari”), Brandon Perea (“The OA”) e Barbie Ferreira (“Euphoria”). A estreia está marcada para 21 de julho no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Terror racial estrelado por Regina Hall ganha trailer
A Amazon Prime Vídeo divulgou o primeiro trailer de “Master”, terror com componentes raciais estrelado por Regina Hall (“Nove Desconhecidos”). Na trama, ela é a primeira mulher negra encarregada de uma residência de estudantes de uma prestigiosa universidade na região americana da Nova Inglaterra. Determinada a renovar o ambiente sufocado por tradições seculares, ela logo percebe o clima sinistro que envolve a universidade e que coloca em risco uma recém-chegada estudante negra (Zoe Renee, de “Nancy Drew e a Escada Secreta”), cheia de energia e otimismo, que não acredita quando lhe dizem que o local é amaldiçoado. Primeiro longa de Mariama Diallo (da série “Random Acts of Flyness”), teve première no Festival de Sundance e atingiu 78% de aprovação no Rotten Tomatoes, elogiado pela forma como explora as tensões raciais no espaço das universidades americanas. A estreia está marcada para 18 de março em streaming.
Astro de “The Boys” é preso na Espanha por agressão
Antony Starr, intérprete do Capitão Pátria (Homelander) em “The Boys”, foi preso na Espanha após agredir um homem em um bar. Starr foi condenado a 12 meses de prisão e multa, mas deve ser liberado com uma pena condicional, segundo informações do jornal El País. Segundo o jornal, o ator estava embriagado quando agrediu um jovem em um pub em Alicante. A vítima de 21 anos foi encaminhado ao hospital e precisou levar quatro pontos em uma ferida acima do olho. O ator está na Espanha para trabalhar num novo filme do cineasta Guy Ritchie (“Infiltrado”). Intitulado “The Interpreter”, a trama de guerra também inclui Jake Gyllenhaal (“Homem-Aranha: De Volta para Casa”) em seu elenco e acompanha a luta de um antigo combatente para salvar a família de seu intérprete no Afeganistão, após os EUA abandonarem o país. Antony Starr será visto a seguir na 3ª temporada de “The Boys”, que estreia na Amazon Prime Video em 3 de junho.
Estreia de “Batman” domina cinemas do Brasil
A estreia de “Batman” vai poder ser vista em 2,3 mil salas de cinema no Brasil a partir desta quinta (3/3), na maior distribuição de um filme neste ano. A intenção da Warner Bros. é quebrar recordes, após as exibições de pré-estreia lotarem. Apesar da concorrência desproporcional, dois outros títulos vão entrar no circuito de arte, com projeção numa quantidade tão pequena de telas que podem ser contadas nos dedos. Confira abaixo todas as três estreias, com mais detalhes e seus respectivos trailers. BATMAN Longo, ambicioso e sombrio, “Batman” é o filme que os fãs imaginam antes de entrar no cinema. Nem pior nem melhor, mas tentando marcar alguma diferença em relação aos anteriores. O tom combina com os filmes de Christopher Nolan, mas o trabalho expressionista de Matt Reeves é mais suscetível à visão sinergética de conglomerado, ao introduzir vários elementos que podem se multiplicar em séries de streaming e na inevitável continuação. Se Robert Pattinson interpreta o primeiro Batman emo, por outro lado demonstra a melhor química com uma Mulher-Gato do cinema, papel desempenhado por Zoe Kravitz com um visual inspirado na Selina Kyle dos quadrinhos de “Batman: Ano Um”. Esta fase, por sinal, é exatamente a época explorada pela trama, antes da fama do herói se solidificar no submundo do crime. O período ainda permite apresentar os demais vilões em seus primeiros passos – e bem diferentes dos quadrinhos – , como um Pinguim mafioso (Colin Farrell) e principalmente um Charada serial killer (Paul Dano), mais perigoso que nas publicações da DC Comics – cometendo crimes tão brutais que tornam este “Batman” nada apropriado para crianças. PEQUENA MAMÃE O novo filme da cineasta francesa Céline Sciamma (“Retrato de uma Jovem em Chamas”) retrata o luto sob o ponto de vista infantil. Combinando drama e fantasia, a trama acompanha uma menina de 8 anos chamada Nelly, que viaja com os pais ao campo para limpar a casa de sua avó recém-falecida. No fim do dia, a mãe some e a menina conhece outra criança da sua idade, que por coincidência tem o mesmo nome da sua mãe. As duas se tornam rapidamente melhores amigas. Mas depois de ser convidada a visitar a casa da nova melhor amiga, Nelly se choca ao ver que o lugar é a própria casa de sua avó falecida, só que mais nova, e que a menina é, na verdade, sua mãe na infância. A fábula com elementos de viagem no tempo teve première no Festival de Berlim e venceu seis troféus internacionais, entre eles o Prêmio do Público do Festival de San Sebastián e o Prêmio da Crítica do Festival de Estocolmo. Além disso, encantou a crítica americana, atingindo 97% de aprovação no Rotten Tomatoes. NO RITMO DA VIDA A produção canadense acompanha um jovem que se cansa da cena noturna de sua cidade e se muda para a casa da avó no interior, dividindo-se entre cuidar da senhorinha que começa a dar sinais de demência e trabalhar como drag queen em um bar local. O primeiro longa de Phil Connell atingiu 90% no Rotten Tomatoes, venceu 10 prêmios em festivais do circuito LGBTQIAP+ e registrou um dos últimos papéis da veterana Cloris Leachman (vencedora do Oscar por “A Última Sessão de Cinema”), intérprete da vovó, que morreu em janeiro do ano passado.
Comédia da Netflix ganha teaser falso com dinossauros
A Netflix encontrou um jeito inusitado de divulgar “A Bolha” (The Bubble), o novo filme de Judd Apatow (“A Arte de Ser Adulto”), disponibilizando um teaser falso de uma produção com outro título. Não existe “Cliff Beasts 6: Battle for Everest”, que além de teaser ganhou pôster. Isto porque o vídeo de ação abaixo, com dinossauros e grande elenco, na verdade é sobre a comédia de Apatow e não um blockbuster no estilo “Jurassic World”. Talvez o fato de ser lançado em 1º de abril, dia mundial dos bobos, explique a iniciativa. Mas a trama também tem elementos de metalinguagem que acomodam a brincadeira. O longa acompanha a equipe e o elenco de um blockbuster que, em meio à produção de um filme com dinossauros, ficam presos em seu hotel por causa da pandemia de covid-19. Esta premissa, curiosamente, evoca a forma como “Jurassic World – Domínio” foi realizado, isolando astros numa “bolha de proteção” num hotel durante toda a filmagem para evitar a contaminação. O elenco da comédia destaca astros famosos como Pedro Pascal (“Mulher-Maravilha 1984”), Karen Gillan (“Jumanji: Próxima Fase”), David Duchovny (“Arquivo X”), Keegan-Michael Key (“O Predador”), Maria Bakalova (“Borat: Fita de Cinema Seguinte”), Fred Armisen (“Saturday Night Live”), Peter Serafinowicz (“Guardiões da Galáxia”), Rob Delaney (“Deadpool 2”) e a filha do diretor Iris Apatow (“Love”).












