Ministro da Justiça pede “providências” contra “Como se Tornar o Pior Aluno da Escola”
O Ministro da Justiça Anderson Torres disse pediu “providências” após tomar conhecimento de “detalhes asquerosos” do filme “Como se Tornar o Pior Aluno da Escola”, produção de 2017 escrita e estrelada por Danilo Gentili que foi “descoberta” na Netflix no fim de semana e virou alvo de campanha de perfis bolsonaristas por associação à pedofilia. Além de Gentili, o ator Fabio Porchat também foi alvejado por sua participação na cena mais polêmica do filme. “Assim que tomei conhecimento de detalhes asquerosos do filme ‘Como se Tornar o Pior Aluno da Escola’ atualmente em exibição na Netflix, determinei imediatamente que os vários setores do Ministério da Justiça adotem as providências cabíveis para o caso!”, escreveu. Além de Torres, o secretário especial da Cultura Mário Frias disse estar “fazendo o mesmo” em seu setor. “Isso não pode continuar”, acrescentou. O longa traz os jovens atores Bruno Munhoz e Daniel Pimentel como os estudantes Bernardo e Pedro, que se veem divididos entre as obrigações escolares, a necessidade de tirar boas notas e ter bom comportamento, e a falta de propósito em cumprir todas as normas de uma escola que adota medidas cada vez mais politicamente corretas graças ao diretor Ademar (Carlos Villagrán). Após momentos de frustração, Pedro encontra no banheiro do colégio um diário contaminado com dicas para instaurar o caos na escola sem ser notado. O alvo das críticas é uma cena de cunho sexual que envolve Porchat e os dois menores da trama. Apesar disso, “Como se Tornar o Pior Aluno da Escola” não foi classificado pelo Ministério da Justiça como uma produção problemática. Ao contrário, teve sua exibição desaconselhada apenas para menores de 14 anos, com trailer impróprio para menores de 12 anos. Na noite de domingo (13/3), Gentili disse sentir “orgulho” de ter conseguido “desagradar” em um mesmo nível de intensidade tanto os petistas quanto os bolsonaristas, e falou em “falso moralismo”. “O maior orgulho que tenho na minha carreira é que consegui desagradar com a mesma intensidade tanto petista quanto bolsonarista. Os chiliques, o falso moralismo e o patrulhamento vieram fortes contra mim dos dois lados. Nenhum comediante desagradou tanto quanto eu. Sigo rindo”, escreveu. Assim que tomei conhecimento de detalhes asquerosos do filme “Como se tornar o pior aluno da escola”, atualmente em exibição na @NetflixBrasil , determinei imediatamente que os vários setores do @JusticaGovBR adotem as providências cabíveis para o caso!! — Anderson Torres (@andersongtorres) March 13, 2022 O maior orgulho que tenho na minha carreira é que consegui desagradar com a mesma intensidade tanto petista quanto bolsonarista. Os chiliques, o falso moralismo e o patrulhamento: veio forte contra mim dos dois lados. Nenhum comediante desagradou tanto quanto eu. Sigo rindo 🙂 pic.twitter.com/zh4sz2aZcr — Danilo Gentili 🇺🇦 (@DaniloGentili) March 13, 2022
“Ataque dos Cães” vence Critics Choice
O filme “Ataque dos Cães” venceu o Critics Choice Awards na noite de domingo (13/3) em Los Angeles, completando um fim de semana perfeito, após conquistar o BAFTA, prêmio da Academia Britânica. Além disso, a diretora Jane Campion venceu o troféu do Sindicato dos Diretores, o BAFTA e agora levou o Critics Choice de Melhor Direção, além de Melhor Roteiro Adaptado. Com essa avalanche, “Ataque dos Cães” e sua cineasta viraram grandes favoritos para faturar também o Oscar, que será entregue em 27 de março. “Estamos muito orgulhosos e muito agradecidos ao Critics Choice Awards por nos escolher. Ainda tenho um pouco de transtorno de estresse pós-traumático pelas críticas do início de minha carreira”, brincou Campion, ao receber os prêmios. “Agora sou como a avó no movimento das mulheres no cinema. Mas ainda estou aqui”, acrescentou a diretora neozelandesa. Dirigindo-se a Venus e Serena Williams que estavam no evento, Jane Campion completou: “Serena e Venus, vocês são maravilhosas, porém vocês não jogam contra os caras como eu tenho que jogar”. Mais tarde, ela pediu desculpas para as duas pela declaração “impensada”: “Eu celebro vocês”. Por falar nas irmãs Williams, Will Smith levou o prêmio de Melhor Ator por “King Richard: Criando Campeãs”, filme sobre as jovens tenistas, enquanto Jessica Chastain ficou com o prêmio de Melhor Atriz por “Os Olhos de Tammy Faye”. Nas categorias coadjuvantes, os vencedores também repetiram o BAFTA: Troy Kotsur por “No Ritmo do Coração” e Ariana DeBose por “Amor, Sublime Amor”. Para completar, entre as séries “Succession” venceu como Melhor Drama, “Ted Lasso” na categoria de Comédia, “Round 6” foi a Melhor Série Internacional, “Mare of Easttown” foi eleita a Melhor Minissérie e “What If…?” a Melhor Animação. Melhor Filme “Ataque dos Cães” Melhor Ator Will Smith – “King Richard” Melhor Atriz Jessica Chastain – “Os Olhos de Tammy Faye” Melhor Ator Coadjuvante Troy Kotsur – “No Ritmo do Coração” Melhor Atriz Coadjuvante Ariana DeBose – “Amor, Sublime Amor” Melhor Ator/Atriz Jovem Jude Hill – “Belfast” Melhor Elenco “Belfast” Melhor Direção Jane Campion – “Ataque dos Cães” Melhor Roteiro Original Kenneth Branagh – “Belfast” Melhor Roteiro Adaptado Jane Campion – “Ataque dos Cães” Melhor Fotografia Ari Wegner – “Ataque dos Cães” Melhor Design de Produção Patrice Vermette, Zsuzsanna Sipos – “Duna” Melhor Edição Sarah Broshar and Michael Kahn – “Amor, Sublime Amor” Melhor Figurino Jenny Beavan – “Cruella” Melhor Cabelo e Maquiagem “Os Olhos de Tammy Faye” Melhores Efeitos Especiais “Duna” Melhor Comédia “Licorice Pizza” Melhor Animação “A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas” Melhor Filme em Língua Estrangeira “Drive My Car” (Japão) Melhor Canção No Time to Die – “007 – Sem Tempo para Morrer” Melhor Trilha Sonora Hans Zimmer – “Duna” Melhor Série – Drama “Succession” (HBO) Melhor Ator em Série – Drama Lee Jung-jae – “Round 6” Melhor Atriz em Série – Drama Melanie Lynskey – “Yellowjackets” Melhor Ator Coadjuvante em Série – Drama Kieran Culkin – “Succession” Melhor Atriz Coadjuvante em Série – Drama Sarah Snook – “Succession” Melhor Série – Comédia “Ted Lasso” (Apple TV+) Melhor Ator em Série – Comédia Jason Sudeikis – “Ted Lasso” Melhor atriz em Série – Comédia Jean Smart – “Hacks” Melhor Ator Coadjuvante em Série – Comédia Brett Goldstein – “Ted Lasso” Melhor Atriz Coadjuvante em Série – Comédia Hannah Waddingham – “Ted Lasso” Melhor Minissérie “Mare of Easttown” (HBO) Melhor Telefilme “Oslo” (HBO) Melhor Ator em Minissérie ou Telefilme Michael Keaton – “Dopesick” Melhor Atriz em Minissérie ou Telefilme Kate Winslet – “Mare of Easttown” Melhor Ator Coadjuvante em Minissérie ou Telefilme Murray Bartlett – “The White Lotus” Melhor Atriz Coadjuvante em Minissérie ou Telefilme Jennifer Coolidge – “The White Lotus” Melhor Série em Língua Estrangeira “Round 6” (Netflix) Melhor Série Animada “What If…?” (Disney+) Melhor Talk Show “Late Night With Seth Meyers” (NBC) Melhor Especial de Comédia “Bo Burnham: Inside” (Netflix)
William Hurt (1950–2022)
William Hurt, vencedor do Oscar de Melhor Ator por “O Beijo da Mulher-Aranha” (1985), morreu de causas naturais neste domingo (13/3), aos 71 anos. O ator foi diagnosticado com um câncer de próstata em 2018 e continuou trabalhando enquanto fazia o tratamento. Muito reservado na vida pessoal, ele foi casado por três vezes e teve quatro filhos. O Oscar de “O Beijo da Mulher-Aranha” foi o primeiro entregue pela Academia para celebrar um personagem abertamente gay. No filme rodado em São Paulo por Hector Babenco e com Sônia Braga no elenco, Hurt viveu um prisioneiro gay alienado que se apaixonava por um militante político (Raul Julia) encarcerado pela ditadura militar brasileira. “O Beijo da Mulher-Aranha” também lhe rendeu o prêmio de Melhor Ator no Festival de Cannes. Ele ainda era um ator em início de carreira quando recebeu essas consagrações, tendo estreado cinco anos antes como protagonista de “Viagens Alucinantes” (1980), de Ken Russell. Hurt não demorou a se firmar em Hollywood, destacando-se em seguida em dois filmes cultuados do diretor Lawrence Kasdan: “Corpos Ardentes” (1981) e “O Reencontro” (1983). E se tornou um dos atores mais respeitados dos anos 1980 com mais duas indicações ao Oscar naquela década: por “Filhos do Silêncio” (1986) e “Nos Bastidores da Notícia” (1987). Ainda voltou a disputar o Oscar duas décadas mais tarde por “Marcas da Violência” (2005). Mas ultimamente era mais visto em pequenos papéis. A lista inclui filmes importantes, desde “Na Natureza Selvagem” (2007) até os blockbusters da Marvel. Seu desempenho como o general Thaddeus “Thunderbolt” Ross em “O Incrível Hulk” (2008) acabou lhe rendendo aparições em mais quatro filmes do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel, na sigla em inglês): “Capitão América: Guerra Civil” (2016), “Vingadores: Guerra Infinita” (2018), “Vingadores: Ultimato” (2019) e “Viúva Negra” (2021), com seu personagem promovido a Secretário de Estado. Além de filmes de sucesso, ele também estrelou séries como “Duna” (em 2000), “Damages” (2009), “Humans” (2015), “Beowulf: Return to the Shieldlands” (2016), “Condor” (2018-2020) e “Goliath” (2016-2021). Ele deixou dois trabalhos póstumos finalizados: o filme “The Fence” e a dublagem da série animada “Pantheon”, do canal pago americano AMC. Veja abaixo o registro de sua vitória no Oscar, em que ele homenageia o Brasil com a palavra que mais se adequa ao momento: “Saudade”.
“Batman” já é maior bilheteria de 2022 nos EUA
Bastaram 10 dias para “Batman” virar a maior bilheteria do ano nos EUA e Canadá. Só nos últimos três dias, foram US$ 66 milhões de arrecadação doméstica, que, somados ao faturamento desde a estreia em 4 de março, elevam o total norte-americano a US$ 238,5 milhões. O valor supera a arrecadação de “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa” em 2022. Considerando apenas a venda de ingressos a partir de 1 de janeiro, a coprodução da Sony e Disney/Marvel rendeu US$ 219,3 milhões. Entretanto, o filme do herói da Marvel está bem à frente do herói da DC Comics no faturamento completo, quando entram na conta os US$ 572,9 milhões que conquistou em 2021. Ao todo, “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa” soma uma impressionante bilheteria doméstica de US$ 792,2 milhões. “Batman” também está tendo um excelente desempenho internacional. O longa estrelado por Robert Pattinson está prestes a se tornar o quinto filme desde o começo da pandemia a ultrapassar a marca de US$ 500 milhões de bilheteria mundial – após “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa” (US$ 1,8 bilhão), “007 – Sem Tempo para Morrer” (US$ 774 milhões), “Velozes e Furiosos 9” (US$ 726 milhões) e “Venom: Tempo de Carnificina” (US$ 502 milhões). Neste domingo (13/3), atingiu US$ 463 milhões globais, cinco dias antes de chegar na China, que disputa com os EUA a condição de maior mercado cinematográfico do planeta. A bilheteria chinesa deve impulsionar sua arrecadação para novos recordes. Fora da América do Norte, os territórios em que “Batman” tem maior faturamento são Reino Unido (US$ 35 milhões), México (US$ 20,2 milhões) e Austrália (US$ 16,7 milhões).
Bafta Awards: “Ataque dos Cães” vence o Oscar britânico
A Academia Britânica de Artes Cinematográficas e Televisivas (BAFTA, na sigla em inglês) premiou “Ataque dos Cães”, de Jane Campion, como Melhor Filme do ano. A cerimônia dos BAFTA Awards, realizada em Londres na tarde deste domingo (13/3), ainda reconheceu o talento da cineasta neozelandesa com o troféu de Melhor Direção. Astro do filme, Benedict Cumberbatch recebeu os prêmios por Campion, que está em Los Angeles, onde há poucas horas conquistou o troféu do Sindicato dos Diretores dos EUA (DGA Awards). Indicado na categoria de Melhor Ator, Cumberbatch acabou sem seu troféu. A disputa foi vencida por Will Smith, com seu desempenho como pai e treinador das tenistas Vênus e Serena Williams em “King Richard”. O prêmio de Melhor Atriz ficou com a veterana estrela galesa Joanna Scanlan por “After Love”, produção de 2020 que só teve distribuição na Europa. Já entre os coadjuvantes, venceram os favoritos: Ariana DeBose, por “Amor, Sublime Amor”, e Siân Heder, por “No Ritmo do Coração”. Outro trabalho favorito da premiação, “Belfast”, de Kenneth Branagh, foi eleito o Melhor Filme Britânico. E “Duna” varreu as categorias técnicas, tornando-se o filme mais premiado da noite com cinco vitórias – Melhor Fotografia, Efeitos Visuais, Desenho de Produção, Trilha Sonora e Som. Confira abaixo a lista completa dos premiados. Melhor Filme “Ataque dos Cães” Melhor Filme Britânico “Belfast” Melhor Filme de Língua Não Inglesa “Drive My Car” (Japão) Melhor Direção Jane Campion, por “Ataque dos Cães” Melhor Roteiro Original Paul Thomas Anderson, por “Licorice Pizza” Melhor Roteiro Adaptado Siân Heder, por “No Ritmo do Coração” Melhor Atriz Joanna Scanlan, por “After Love” Melhor Ator Will Smith, por “King Richard: Criando Campeãs” Melhor Atriz Coadjuvante Ariana DeBose, por “Amor, Sublime Amor” Melhor Ator Coadjuvante Troy Kotsur, por “No Ritmo do Coração” Melhor Documentário “Summer of Soul (… ou, Quando a Revolução Não Pode Ser Televisionada)” Melhor Animação “Encanto” Melhor Trilha Sonora Hans Zimmer, por “Duna” Melhor Fotografia Greig Fraser, por “Duna” Melhor Edição Tom Cross e Elliot Graham, por “007 – Sem Tempo Para Morrer” Melhor Design de Produção Patrice Vermette e Zsuzsanna Sipos, por “Duna” Melhor Figurino Jenny Beavan, por “Cruella” Melhor Cabelo e Maquiagem Linda Dowds, Stephanie Ingram e Justin Raleigh, por “Os Olhos de Tammy Faye” Melhor Som Mac Ruth, Mark Mangini, Doug Hemphill, Theo Green e Ron Bartlett, por “Duna” Melhores Efeitos Especiais Brian Connor, Paul Lambert, Tristan Myles e Gerd Nefzer, por “Duna” Melhor Diretora de Casting Cindy Tolan, por “Amor, Sublime Amor” Melhor Estreia de Roteirista, Diretor ou Produtor Britânico Jeymes Samuel, diretor/roteirista de “Vingança & Castigo” Melhor Estrela em Ascensão (Voto do Público) Lashana Lynch, por “007 – Sem Tempo Para Morrer” Melhor Curta Britânico “The Black Cop” Melhor Curta Britânico em Animação “Do Not Feed the Pigeons”
Jane Campion vence o prêmio do Sindicato dos Diretores dos EUA
O Sindicato dos Diretores dos EUA (DGA, na sigla em inglês) consagrou a cineasta Jane Campion com seu prêmio anual, DGA Awards, em cerimônia realizada em Los Angeles na noite de sábado (12/3). Ela superou Steven Spielberg (“Amor, Sublime Amor”), Paul Thomas Anderson (“Licorice Pizza”), Kenneth Branagh (“Belfast”) e Denis Villeneuve (“Duna”) com seu trabalho em “Ataque dos Cães”. Quem entregou o troféu em suas mãos foi Chloé Zhao, que venceu este mesmo prêmio no ano passado por “Nomadland”, antes de faturar o Oscar de Melhor Direção – e de Melhor Filme também . “Estou tão orgulhosa de você”, disse Campion a Zhao, que foi a primeira mulher não branca a ganhar o Oscar da categoria. “Sou muito orgulhosa dessa mulher. Ela fez história e tornou tudo melhor. Eu estava tão orgulhosa dela no ano passado, e aquela vitória está fazendo tanta diferença. É por isso que estou aqui também. Estou aqui porque me importo com as mulheres que têm voz também. Estou muita animado com a próxima geração de cineastas. Maggie Gyllenhaal fez um filme [‘A Filha Perdida’] tão lindo. De ponta, adoro”, continuou em seu discurso. Com sua vitória no DGA, Campion se tornou favorita ao Oscar. Desde 1948, apenas oito vezes o resultado do prêmio do Sindicato foi diferente do nome no envelope da premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Além da diretora neozelandesa, o DGA Awards destacou Maggie Gyllenhaal com o troféu de Melhor Filme de Estreia. Ela também trocou elogios com a colega, ao afirmar que “O Piano”, dirigido por Campion em 1993, “mudou minha vida”. Por este filme, Campion se tornou a primeira mulher indicada ao Oscar de Melhor Direção – ela acabou vencendo a estatueta de Melhor Roteiro Original. Tanto “Ataque dos Cães” quanto “A Filha Perdida” são produções da Netflix. O DGA Awards ainda homenageou Spike Lee com um troféu pela carreira e reconheceu os melhores diretores de séries, premiando o cineasta Barry Jenkins (“The Underground Railroad”), Lucia Aniello (“Hacks”) e Mark Mylod (“Succession”). Confira abaixo os principais vencedores. MELHOR DIREÇÃO DE CINEMA Jane Campion por “Ataque dos Cães” MELHOR ESTREIA NA DIREÇÃO Maggie Gyllenhaal por “A Filha Perdida” MELHOR DIREÇÃO EM DOCUMENTÁRIO Stanley Nelson por “Attica” MELHOR DIREÇÃO EM SÉRIE DRAMÁTICA Mark Mylod, por “Succession” (episódio “All the Bells Say”) MELHOR DIREÇÃO EM SÉRIE CÔMICA Lucia Aniello, por “Hacks” (episódio “There is no Line”) MELHOR DIREÇÃO EM TELEFILME OU MINISSÉRIE Barry Jenkins, por “The Underground Railroad” MELHOR DIREÇÃO EM PROGRAMA INFANTIL Smriti Mundhra por “Through Our Eyes” (episódio “Shelter”) PRÊMIO PELA CARREIRA Spike Lee
“Homem-Aranha” tem estreia digital adiantada após vazamento online
A Sony decidiu adiantar o lançamento digital de “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”, após um vazamento massivo de cópias do Blu-ray em alta qualidade, que surgirem em centenas de sites piratas na noite de sexta (12/3). O filme, que chegaria para locação e compra digital a partir de 22 de março, poderá ser visto em VOD já na próxima terça, dia 15. A antecipação foi divulgada para o mercado americano, mas provavelmente será seguida em todo o mundo, pois o vazamento foi irrestrito. Tanto o vazamento quanto a antecipação devem impactar o desempenho do filme nos cinemas. “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa” continua em cartaz e lotando o circuito cinematográfico após quase três meses de exibição. Ao todo, a coprodução da Sony e da Disney/Marvel faturou US$ 1,87 bilhão de bilheteria em todo o mundo.
Diretor de “O Projeto Adam” negocia filmar “Deadpool 3”
A Marvel abriu negociações para oficializar o diretor de “Deadpool 3”. Após o sucesso de bilheteria de “Free Guy: Assumindo o Controle” e a boa recepção crítica de “O Projeto Adam”, o diretor Shawn Levy pode comandar seu terceiro filme estrelado por Ryan Reynolds. Enquanto as negociações acontecem, o roteiro está sendo escrito por Rhett Reese e Paul Wernick, que assinaram os dois primeiros filmes. Eles voltaram à franquia após um rascunho inicial ter sido esboçado pelas irmãs roteiristas Wendy Molyneux e Lizzie Molyneux-Logelin, que assinaram vários episódios da série animada adulta “Bob’s Burgers” – e ganharam um Emmy por seu trabalho na atração do canal Fox em 2017. “Deadpool 3” será o primeiro filme adulto de super-heróis do Marvel Studios, já que os anteriores eram lançados pela 20th Century Fox. O chefão do estúdio, Kevin Feige, garantiu que manterá a produção com censura para maiores, como as anteriores. “Será para maiores, e estamos trabalhando no roteiro, com supervisão de Ryan”, disse Feige, numa entrevista realizada em janeiro. A volta de Ryan Reynolds ao uniforme de Deadpool ainda não tem previsão de estreia.
Alec Baldwin quis completar “Rust” após morte da diretora de fotografia
O ator Alec Baldwin queria terminar de filmar o western “Rust” após a morte da diretora de fotografia Halyna Hutchins por um tiro acidental, para “honrar” sua memória e compensar a família, de acordo com um processo de arbitragem aberto nesta sexta-feira (11/3) em Los Angeles. O incidente ocorreu em 21 de outubro passado em uma fazenda em Santa Fé, Novo México, quando Baldwin atirou em Hutchins com um revólver. Ele recebeu uma arma da produção que foi apresentada como inofensiva e carregada com balas falsas, mas que continha balas reais que mataram a diretora de fotografia de 42 anos. Além de protagonista, Baldwin também era produtor do filme e está sendo processado na esfera civil por Matt Hutchins, marido da vítima, em busca de compensação financeira. “Baldwin fez um esforço para entrar em contato com o elenco de ‘Rust’, na esperança de obter apoio para finalizar o filme”, diz o pedido de arbitragem depositado em uma empresa especializada de Los Angeles. “Ele fez isso para honrar o legado de Halyna ao terminar sua última obra e para compensar Hutchins e seu filho com os lucros do filme”. De acordo com o texto, Baldwin conseguiu convencer o elenco do filme, incluindo seu diretor, Joel Souza, que também foi baleado, a terminar a produção. Mas Matt Hutchins rejeitou a proposta e entrou com uma ação contra ele e os demais produtores, exigindo uma compensação “substancial” por uma longa lista de falhas. Além das ações civis, uma investigação criminal policial também está em andamento para apurar responsabilidades na morte da cinematógrafa.
Compositor da trilha de “Batman” vai dirigir filme da Marvel
O compositor Michael Giacchino, autor da trilha do filme “Batman” e vencedor do Oscar pelas músicas de “Up – Altas Aventuras” (2009), fará sua estreia como diretor de longa-metragem num filme da Marvel. Ele vai dirigir o filme especial de Halloween da Disney+ sobre o Lobisomem. Mas não será o primeiro trabalho que o coloca atrás das câmeras. O compositor já havia dirigido um curta-metragem (“Monster Challenge” em 2018) e um episódio animado da série “Star Trek: Short Treks” (em 2019). A produção do especial de Halloween está programada para começar ainda este mês, trazendo Gael García Bernal (“Tempo”) no papel principal. Vale apontar que a editora tem dois lobisomens importantes em suas publicações. O principal é Jack Russell, criado em 1972 por Roy Thomas, Gerry Conway e Mike Ploog, que originou a revista em quadrinhos “Werewolf by Night” (lançada com o título resumido de “Lobisomem” no Brasil, pela antiga editora Bloch). O segundo, batizado de Jake Gomez, surgiu há dois anos e é um jovem descendente de uma tribo nativa americana que sofre a maldição do lobo há várias gerações. Um detalhe curioso é que este personagem foi criado por Taboo, cantor da banda The Black Eyed Peas, em parceria com Benjamin Jackendoff e Scot Eaton. Taboo, por coincidência, também é o nome de um dos principais inimigos de Jack Russell nos quadrinhos originais. Outro personagem famoso que enfrentou Jack Russell foi o Cavaleiro da Lua, que vai ganhar sua própria série na Disney+ em 2022, estrelada por Oscar Isaac. A primeira aparição deste herói foi numa edição de “Werewolf by Night” em 1975, antes de ganhar sua própria revista. Os detalhes do enredo do especial, que ainda não tem título, estão sendo mantidos em segredo. Não está claro se a Marvel incorporará na história outros personagens de sua linha de terror, introduzida nos anos 1970 pelo editor Roy Thomas. A última produção live-action da Marvel Television, antes de ser fechada e absorvida pelo Marvel Studios, foi “Helstrom”, série baseada nessa linha de publicações. O Motoqueiro Fantasma também deveria ganhar sua própria série, mas o fim da divisão televisiva cancelou o projeto.
Mark Ruffalo e Jennifer Garner revivem “De Repente 30” para divulgar “O Projeto Adam”
Mark Ruffalo e Jennifer Garner aproveitaram o fato de voltar a interpretar um casal em “O Projeto Adam” para lembrar de seu primeiro encontro em “De Repente 30”. Os dois gravaram um vídeo de reminiscências em que dividem um pacote de Razzles, bala que seus personagens compartilham na comédia de 2004. A iniciativa faz parte da campanha de lançamento da nova produção da Netflix. Afinal, quem também aparece é o jovem Walker Scobell, intérprete do filho do casal em “O Projeto Adam”, zoando a idade dos atores, já que ele nem tinha nascido quanto “De Repente 30” estreou. Além do vídeo, postado no Instagram dos dois atores, a atriz Jennifer Garner aproveitou para mostrar que o novo filme tem uma cena que faz referência ao antigo sucesso, comparando em seu Instagram os dois momentos do casal num sofá. Veja abaixo. “O Projeto Adam” é uma aventura com DNA dos anos 1980, que traz Ryan Reynolds numa jornada ao passado para impedir seu falecido pai de inventar as viagens no tempo. Mas ao ser perseguido por inimigos do futuro, ele precisa se aliar a sua versão de 13 anos de idade para cumprir sua missão. Ruffalo e Garner são os pais do protagonista, Zoe Saldana (“Guardiões da Galáxia”) vive sua esposa e o estreante Walker Scobell interpreta sua versão mirim. Com 70% de aprovação, a produção exclusiva da Netflix também volta a juntar Reynolds e o diretor Shawn Levy após o sucesso de “Free Guy: Assumindo o Controle”, que se tornou um dos grandes êxitos da Disney durante a pandemia. O filme está disponível a partir desta sexta (11/3) em streaming. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Mark Ruffalo (@markruffalo) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Jennifer Garner (@jennifer.garner)
Os 10 melhores filmes que estreiam em streaming
Dos filmes infantis aos filmes de guerra, da fábula romanceada ao terror sanguinário, as 10 melhores estreias de streaming e VOD da semana trazem opções para os públicos mais variados. Confira abaixo a seleção de títulos com os principais detalhes e seus respectivos trailers. RED – CRESCER É UMA FERA | DISNEY+ Lançado com exclusividade na Disney+, “Red” é o primeiro longa da cineasta Domee Shi, que venceu o Oscar de Melhor Curta de Animação com outra produção da Pixar, “Bao”, em 2019. Ela assina roteiro e direção da animação que conta a história de Mei, uma adolescente determinada de 13 anos que vira uma panda vermelha gigante quando fica muito agitada. Já é o terceiro longa consecutivo da Pixar que a Disney tira dos cinemas. A mesma decisão afetou “Luca” (2021) e “Soul” (2020), distribuídos em streaming apesar de terem sido concebidos para a tela grande. “Soul”, inclusive, venceu o Oscar de Melhor Animação. Exaltado com 90% de aprovação no Rotten Tomatoes, o filme destaca a menina Rosalie Chiang (“Clique Wars”) como a voz original da protagonista e Sandra Oh (“Killing Eve”) na dublagem de sua mãe superprotetora – para quem preferir assistir legendado. TURMA DA MÔNICA: LIÇÕES | AMAZON PRIME VIDEO A adaptação dos quadrinhos de Mauricio de Sousa fechou 2021 como maior bilheteria do cinema nacional. Produção infantil de altíssima qualidade, bem melhor que o primeiro longa, explora o amadurecimento dos personagens famosos, mostrando as consequências de tentar fugir às reponsabilidades escolares. Pegos, os jovens protagonistas são separados pelos pais a forçados a encarar desafios pessoais. Enquanto Mônica (Giulia Benite) troca de colégio, Cebolinha (Kevin Vechiatto), Magali (Laura Rauseo) e Cascão (Gabriel Moreira) passam a ter atividades extracurriculares durante as folgas, o que lhes permite conhecer outras pessoas – isto é, outros personagens dos quadrinhos – e crescer individualmente. Com isso, também abrem as portas para um “universo Mauricio de Sousa” nas telas. Assim como em “Turma da Mônica - Laços”, a continuação é baseada numa graphic novel dos irmãos Lu e Vitor Cafaggi e a direção é novamente assinada por Daniel Rezende. O PROJETO ADAM | NETFLIX A aventura com DNA dos anos 1980 traz Ryan Reynolds numa jornada ao passado para impedir seu falecido pai de inventar as viagens no tempo. Mas ao ser perseguido por inimigos do futuro, ele precisa se aliar a sua versão de 13 anos de idade para cumprir sua missão. O elenco inclui Mark Ruffalo (“Vingadores: Ultimato”) e Jennifer Garner (“O Dia do Sim”) – que foram um casal de sucesso em “De Repente 30” (2004) – como os pais do protagonista, Zoe Saldana (“Guardiões da Galáxia”) como sua esposa e o estreante Walker Scobell como sua versão mirim. Com 70% de aprovação, a produção exclusiva da Netflix volta a juntar Reynolds e o diretor Shawn Levy após o sucesso de “Free Guy: Assumindo o Controle”, que se tornou um dos grandes êxitos da Disney durante a pandemia. PÂNICO | NOW, VIVO PLAY, VOD* O primeiro “Pânico” sem a assinatura do diretor Wes Craven, falecido em 2015, volta a reunir os três sobreviventes interpretados por Neve Campbell, Courteney Cox e David Arquette quando um novo assassino mascarado começa a matar adolescentes em sua cidadezinha. No clima autorreferencial que marca a franquia, o trio logo percebe que as vítimas atuais têm relação com os personagens do primeiro filme. E qualquer um deles pode ser o assassino ou o próximo a morrer. Dirigido pela dupla Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett, que assinaram o bom terrir “Casamento Sangrento” (Ready or Not), o filme fez um sucesso acima das expectativas entre público e crítica (76% de aprovação) e já garantiu continuação. HEADHUNTERS | MUBI O suspense nórdico de 2011 foi a primeira adaptação cinematográfica dos thrillers literários de Jo Nesbø (“Boneco de Neve”) e projetou o cineasta Morten Tyldum no mercado internacional – três anos depois, ele disputou o Oscar de Melhor Direção por “Jogo da Imitação”. O filme fez tanto sucesso que vai virar série, atualmente em produção na Noruega. A trama é um jogo tenso de gato e rato. Gira em torno da obsessão de um executivo realizado, que secretamente rouba obras de arte de seus clientes e arrisca tudo para obter um quadro valioso de propriedade de um ex-mercenário. A dupla central é vivida por Aksel Hennie (“O Paradoxo Cloverfield) e Nikolaj Coster-Waldau (no começo do fenômeno “Game of Thrones”), que embarcam numa jornada de destruição mútua assegurada, numa luta sem regras um contra o outro. NOVE DIAS | NOW, VIVO PLAY, VOD* Uma das boas surpresas de 2020 (89% no Rotten Tomatoes), que venceu o prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Sundance, finalmente chega ao streaming. O que permite que o público nacional conheça melhor o trabalho de um cineasta brasileiro que encantou os EUA. Estreia do paulista Edson Oda, “Nove Dias” conta com produção do americano Spike Jonze (“Ela”) e um elenco hollywoodiano, encabeçado por Winston Duke (“Pantera Negra”), Zazie Beetz (“Coringa”), Bill Skarsgård (“It: A Coisa”), Benedict Wong (“Doutor Estranho”) e Tony Hale (“Veep”). Eles interpretam uma trama metafísica, em que o personagem de Duke entrevista almas candidatas a nascer na Terra. UNDINE | NOW, VIVO PLAY, VOD* Um dos melhores filmes de 2020 (90% no Rotten Tomatoes), o drama do alemão Christian Petzold (“Em Trânsito”) consagrou Paula Beer (parceira de “Em Trânsito”) como Melhor Atriz no Festival de Berlim e na premiação da Academia Europeia de Cinema. Ela interpreta uma sereia urbana que precisa lidar com o fim de um relacionamento, numa abordagem cheia de referências aquáticas e que não perde de vista a inspiração nas fábulas encantadas. O BOMBARDEIO | NETFLIX O drama dinamarquês é baseado numa tragédia real, o bombardeio que resultou em 104 mortos, sendo 86 crianças, realizado por forças aliadas que confundiram uma escola de Copenhague com um QG dos invasores nazistas durante a 2ª Guerra Mundial. Uma paulada de Ole Bornedal (“Instintos Diabólicos”), que escalou sua filha Fanny Bornedal como uma das personagens centrais e conquistou dois prêmios da Academia Dinamarquesa de Cinema. EM CAMPO MINADO | NOW, VIVO PLAY, VOD* Suspense intenso, a estreia do diretor Paul Katis se passa durante a guerra contra o Talibã no Afeganistão. Durante uma patrulha, soldados britânicos vão parar no meio de um campo minado, que pode matar ou mutilar a todos ao menor movimento em falso. Com 100% de aprovação no Rotten Tomatoes, concorreu ao BAFTA (o Oscar britânico) e venceu quatro prêmios internacionais em 2015. UMA RELAÇÃO DELICADA | NOW, VIVO PLAY, VOD* Uma médica que vive em uma grande cidade decide que a mãe, que acabou de enviuvar no interior, deve morar com ela para não ficar sozinha. Mas o ato de afeto logo se revela uma experiência sufocante para a mãe, e a convivência faz com que o relacionamento entre elas entre em colapso. Vencedor do Festival de Milão, o drama de Linda Dombrovszky (“Don Juan Kopaszodik”) é uma adaptação do livro homônimo da autora húngara Magda Szabó. * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Google Play, Looke, Microsoft Store e YouTube, entre outras, sem necessidade de assinatura mensal.
Intérprete de Elvis negocia papel de Sting em “Duna: Parte Dois”
O ator Austin Butler, intérprete de Elvis Presley na vindoura cinebiografia que chegará aos cinemas em junho, negocia um papel importante em “Duna: Parte Dois”, sequência do filme indicado a 10 categorias do Oscar 2022. Butler deve viver o vilão Feyd-Rautha Harkonnen, sobrinho mais novo do Barão Harkonnen (Stellan Skarsgård), que foi interpretado pelo cantor Sting na adaptação dirigida por David Lynch em 1984. Por curiosidade, antes dele outro roqueiro, ninguém menos que Mick Jagger, tinha sido escolhido para dar vida ao vilão numa versão nunca filmada dos anos 1970. O personagem sádico tem destaque na saga literária de Frank Herbert por uma luta marcante com Paul Artreides, herói da franquia, interpretado por Timothée Chalamet. Novamente dirigido por Denis Villeneuve, “Duna: Parte 2” tem estreia prevista para outubro de 2023. Veja abaixo um clipe com cenas da performance canastrona de Sting nos anos 1980.












