“O Primeiro Natal do Mundo” estreia no catálogo do Prime Video
O filme “O Primeiro Natal do Mundo” estreou no catálogo do Amazon Prime Video nesta sexta-feira (8/12). A produção estrelada por Lázaro Ramos (“Ó Pai Ó 2”) e Ingrid Guimarães (“De Pernas pro Ar”) apresenta a celebração natalina de uma família que vive uma véspera de feriado completamente caótica. A comédia brasileira gira em torno da família Pinheiro Lima, cuja vida é virada de cabeça para baixo quando um dos filhos deseja que o Natal desapareça. Esse pedido inusitado é atendido, gerando uma série de confusões para todos. O elenco é liderado por Lázaro Ramos como Pepê, um professor de história viúvo e pai de duas filhas, e Ingrid Guimarães como Tina, sua esposa, uma chef de cozinha divorciada e mãe de dois filhos. Juntos, eles embarcam em uma jornada para restaurar a data, suas tradições e o verdadeiro significado do Natal. A produção se diferencia ao focar no Natal no Brasil, um aspecto raramente explorado em produções de streaming do gênero – uma das raras exceções é “Tudo Bem no Natal que Vem”, com Leandro Hassum. Por isso, a comédia busca não só entreter, mas também colocar em destaque símbolos e valores culturais do Brasil na trama. Com direção de Susana Garcia (“Minha Mãe É uma Peça 3”) e Gigi Soares (“Novela”), o longa também destaca no elenco Fabiana Karla (“Rensga Hits!”), Igor Jansen (“Poliana Moça”), Theo Matos (“Fuzuê”), a estreante Valen Gaspar, além de Yasmin Londuik (“A Magia de Aruna”), Stella Miranda (“Toma Lá Dá Cá”), Cézar Maracujá (“Nada Suspeitos”), Wilson Rabelo (“Dom”) e uma participação especial de Rafael Infante (“Porta dos Fundos”). Bastidores Em entrevista à CNN, os atores protagonistas comentaram sobre o clima leve dos bastidores da produção de Natal. “Já fiz muitos filmes na vida e tem filmes que ficam dentro da gente na gravação. Esse foi um filme que ficou muito em mim, que me traz uma sensação de alegria completa de set, porque um set com criança é um set muito feliz, né?”, explicou Ingrid Guimarães, acrescentando que “nem parecia trabalho”. Lázaro Ramos, por sua vez, contou que a presença das duas crianças (Theo Matos e Valen Gaspar) motivou um cronograma de atividades diferentes para sua faixa etária junto ao elenco. “Fomos para kart, escape360… A gente fazia as coisas para se despedir devagarinho, porque acaba que a energia durante a preparação rapidamente conquistou, que foi esse entrosamento de família, um cuidar do outro, nós transformamos pra nossa vida”, ele disse, que não conseguia segurar o riso durante as filmagens. “A gente ria horrores. A gente ria muito, era muito gostoso, era muito legal. Mesmo com as coisas de set, que tem sempre um fio ali, uma coisa aqui, puxa um menino ali. Mas parecia um pouco uma família. Esse filme foi realmente um clima natalino. E vou confessar uma coisa, eu adorava fazer o Lázaro e a Ingrid rirem. A gente fica querendo fazer o outro rir, isso é muito generoso, muito genuíno, então um fica querendo rir do outro”, complementou Fabiana Karla. A sensação de leveza também foi notada por Igor Jansen, ator que ganhou destaque nas telas como João em “As Aventuras de Poliana”. O adolescente afirmou ter vivido uma experiência “prazerosa” junto com os veteranos. “Foi de uma forma tão genuína, tão leve, sabe? Que quando a gente parou para perceber já estava todo mundo conversando e brincando para compor a cena”, ele declarou. “Trabalhar com eles de uma forma como família de verdade porque tinha uns mais novos, que a gente que realmente consideramos como irmãos. E o Lázaro e a Ingrid, abraçaram a gente como pai e mãe mesmo”, concluiu. “O Primeiro Natal do Mundo” estreia nesta sexta-feira (8/12) no catálogo do Amazon Prime Video.
Marisa Pavan, indicada ao Oscar por “A Rosa Tatuada”, morre aos 91 anos
A estrela italiana Marisa Pavan, que recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante pelo drama clássico “A Rosa Tatuada” (1955), morreu na quarta-feira (6/12) em sua casa em Gassin, França. Ela tinha 91 anos e não teve a causa da morte anunciada. Marisa era irmã gêmea da famosa atriz Pier Angeli e foi levada a Hollywood num pacote com a família. Anna Maria Pierangeli foi descoberta aos 16 anos quando passeava pela Via Veneto pelo ator Vittorio De Sica, que a recomendou para ser sua parceira como uma adolescente à beira do despertar sexual em “Amanhã Será Tarde Demais” (1950). O filme chamou a atenção da MGM, que a escalou para “Teresa” (1951), lhe deu um contrato de sete anos e a rebatizou como Pier Angeli. Ainda menor de idade, Angeli se mudou para Los Angeles com a família, e sua irmã Maria Luisa Pierangeli, sem nenhum experiência em atuação, foi prontamente contratada pela Fox logo na chegada. Batizada Marisa Pavan, ela fez sua estreia no cinema como uma garota francesa em “Sangue por Glória” (1952), de John Ford, ambientado na 1ª Guerra Mundial. Ela ainda apareceu no filme noir “Não Há Crime Sem Castigo” (1954) e no western “Rajadas de Ódio” (1954), o que lhe deu experiência para estourar em 1955 em “A Rosa Tatuada”. A consagração Na adaptação da peça de Tennessee Williams, Marisa encantou com uma performance memorável no papel da teimosa Rosa Delle Rose, filha de uma costureira interpretada por Anna Magnani, que lamenta a morte do marido até conhecer um caminhoneiro interpretado por Burt Lancaster. O drama da Paramount Pictures dirigido por Daniel Mann foi indicado a oito Oscars, incluindo Melhor Filme, e ganhou três. Pavan perdeu seu Oscar para uma colega de elenco, Jo Van Fleet – mas por outro papel em “Vidas Amargas”. Mesmo assim, conseguiu algo que sua irmã mais famosa nunca atingiu na carreira, uma indicação ao prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos. A projeção atingida com “A Rosa Tatuada” lhe rendeu convites para papéis de destaque, vivendo a seguir Catarina de Médici em “Diana da França” (1956). Ela também foi par romântico de Gregory Peck em “O Homem do Terno Cinzento” (1956), de Tony Curtis no noir “Os Olhos do Padre Tomasino” (1957) e de Robert Stack na aventura épica “Ainda Não Comecei a Lutar” (1959). O fim da carreira Apesar disso, sua carreira em Hollywood foi curta, acabando antes da década de 1960, após viver uma criada em “Salomão e a Rainha de Sabá” (1959), de King Vidor. Depois disso, ela ainda atuou em filmes franceses, como “O Poço das 3 Verdades” (1961), de François Villiers, e “Um Homem em Estado… Interessante” (1973), de Jacques Demy, mas principalmente se voltou para a TV americana, onde continuou trabalhando até os anos 1980. Sua lista de participações em séries incluem produções como “Cidade Nua”, “77 Sunset Strip”, “Combate”, “Mulher-Maravilha”, “Havaí Cinco-O” e “Arquivo Confidencial”. Em 1985, ela integrou o elenco da novela americana “Ryan’s Hope”, com um papel recorrente em 19 capítulos, antes de encerrar a carreira na França, para onde se mudou, em produções da TV local. Sua última aparição nas telas foi num episódio de 1992 da série francesa “Haute Tension”. Em 1956, Pavan casou-se com o ator francês Jean-Pierre Aumont, com quem teve dois filhos, e os dois permaneceram juntos até a morte de Aumont em 2001. Ela viveu cinco décadas a mais que a irmã, que foi namorada de James Dean e morreu em 1971, com apenas 39 anos.
American Film Institute elege os 10 melhores filmes de 2023
A tradicional lista de fim de ano do American Film Institute (AFI) foi divulgada nesta quinta (7/12), elegendo os 10 melhores filmes de 2024. A relação inclui blockbusters como “Barbie” e “Oppenheimer”, além de “Assassinos da Lua das Flores”, de Martin Scorsese, e vários filmes que tem despontado neste começo de temporada de premiações, como “American Fiction”, vencedor do Festival de Toronto, “Pobres Criaturas”, vencedor do Festival de Sundance, e “Vidas Passadas”, vencedor do Gotham Awards. Como sempre, a relação foi divulgada por ordem alfabética e sem determinar preferência. Mas vale considerar que a lista do AFI é considerada um termômetro para o Oscar. Tradicionalmente, os filmes indicados se destacam também na premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. Na lista do ano passado, sete filmes da relação do AFI foram indicados para a disputa de Melhor Filme no Oscar. Os outros três que travaram disputa pelo troféu da Academia eram filmes internacionais, não contemplados pela relação do Instituto Americano. Confira abaixo o Top 10 do AFI em 2023. “American Fiction”, de Cord Jefferson “Assassinos da Lua das Flores”, de Martin Scorsese “Barbie”, de Greta Gerwig “Homem-Aranha: Através do Aranhaverso”, de Joaquim Dos Santos, Kemp Powers e Justin K. Thompson “Maestro”, de Bradley Cooper “Oppenheimer”, de Christopher Nolan “Os Rejeitados”, de Alexander Payne “Pobres criaturas”, de Yorgos Lanthimos “Segredos de um Escândalo”, de Todd Haynes “Vidas Passadas”, de Celine Song
Jennifer Lopez vai estrelar versão musical de “O Beijo da Mulher-Aranha”
A atriz Jennifer Lopez vai assumir o papel que Sônia Braga eternizou no cinema no remake musical de “O Beijo da Mulher-Aranha”. A nova versão é inspirada no musical da Broadway de 1993, realizado após o filme de 1985 de Hector Babenco, que rendeu o Oscar para William Hurt. Entretanto, a história é a mesma, baseada no livro de Manuel Puig sobre Luis Molina, um cabelereiro gay que cumpre oito anos de prisão por corromper um menor, e compartilha sua cela com um militante político durante a ditadura. Tentando escapar de sua vida miserável, Molina inventa histórias sobre Aurora (personagem de Braga no filme, e de J.Lo no remake), uma antiga diva do cinema, e os vários papéis que ela já interpretou – incluindo a Mulher-Aranha, que mata suas presas com um beijo. A nova versão terá roteiro e direção de um especialista em musicais, Bill Condon, roteirista de “Chicago” e diretor de “Dreamgirls” e “A Bela e a Fera”. As filmagens estão previstas para começar em abril de 2024, mas ainda não há previsão de estreia. Veja abaixo o trailer do filme original.
Estreias | “Wonka” e “Feriado Sangrento” chegam nos cinemas
A programação de cinemas recebe mais de uma dúzia de estreias nesta quinta (7/12), com destaque para a fantasia “Wonka” e o terror “Feriado Sangrento”, lançados em circuito mais amplo. A variedade inclui ainda o thriller “Feriado Sangrento”, a ação brasileira “O Sequestro do Voo 375” e o drama “Maestro”, uma das apostas no Oscar 2024. Os demais lançamentos tem distribuição limitada ao circuito de arte. Confira abaixo a relação completa de títulos. WONKA O prólogo musical do clássico “A Fantástica Fábrica de Chocolate” apresenta Timothée Chalamet (“Duna”) no papel de um jovem Willy Wonka, que chega a uma cidade europeia com o sonho de abrir sua própria loja de chocolates e doces. Diferente da versão mais madura e enigmática interpretada por Gene Wilder em 1971 e Johnny Depp em 2005, Chalamet é um Wonka ingênuo e sonhador, cujo amor pelo chocolate é herdado de sua mãe, interpretada por Sally Hawkins (“A Forma da Água”). O filme segue sua jornada enquanto ele tenta estabelecer seu negócio. A narrativa se desenrola em torno das tentativas de Wonka de se destacar no competitivo mundo dos doces, enquanto lida com a manipulação da astuta dona de uma pousada, Mrs. Scrubit, vivida por Olivia Colman (“A Favorita”), e a oposição do Cartel de Chocolate. Com a ajuda de uma órfã esperta e um grupo de cativantes personagens secundários, Wonka se aventura pela cidade, esquivando-se da polícia e experimentando suas invenções. O filme também apresenta Hugh Grant (“Dungeons & Dragons: Honra Entre Rebeldes”) como um Oompa Loompa, adicionando uma dimensão cômica à história. O diretor Paul King é conhecido por seu estilo visual distinto e habilidade em criar narrativas infantis encantadoras, como demonstrou em “Paddington” e sua sequência. E “Wonka” resulta num deleite visual, com cenários coloridos e extravagantes que lembram uma produção teatral. As canções originais do filme, compostas por Neil Hannon (da banda The Divine Comedy), ainda adicionam um charme musical, enquanto Chalamet e Grant dão vida a clássicos como “Pure Imagination” e “Oompa Loompa”. A abordagem do material é calorosa e acolhedora, sem a malícia presente na adaptação de Mel Stuart de 1971, fazendo de “Wonka” uma celebração do sonho e da imaginação, e uma experiência leve e agradável para o público. FERIADO SANGRENTO Eli Roth, o diretor de “Cabana do Inferno” (2002) e “O Albergue” (2005), retorna ao terror, após um longo período distante, com uma produção que segue o modelo clássico dos slashers, incluindo um psicopata mascarado e uma data comemorativa. A trama se desenrola em Plymouth, Massachusetts, e começa com uma cena caótica de uma liquidação de Black Friday que termina em tragédia. Um ano após o evento, um assassino misterioso começa a matar aqueles que estiveram envolvidos no incidente, vestindo uma fantasia de peregrino e uma máscara representando John Carver, o primeiro governador da colônia de Plymouth. Roth, conhecido por seu estilo gráfico e gore, cria uma narrativa que flerta com uma sátira ao consumismo e à obsessão das redes sociais, embora esses temas sirvam mais como dispositivos de enredo do que elementos profundamente explorados. O filme, no entanto, acaba se concentrando mais no padrão de fuga, perseguição e captura, típico do slasher, além de violência gráfica e mortes chocantes. Mesmo assim, apresenta algumas reviravoltas interessantes, ao brincar com a antecipação do público. Vale lembrar que o longa tem uma origem curiosa, introduzido como um trailer falso no projeto “Grindhouse” de Quentin Tarantino e Robert Rodriguez em 2007. A ideia de “Grindhouse” era fazer uma homenagem às salas de cinema baratas dos EUA que exibiam terrores de baixo orçamento e baixa qualidade. Tarantino e Rodrigues realizaram dois filmes, “À Prova de Morte” e “Planeta Terror”, respectivamente, com o intuito de que fossem exibidos numa sessão dupla, à moda das exibições desses cinemas. E no intervalo entre os dois filmes, eles convidaram amigos para desenvolverem trailers de filmes inexistentes que poderiam habitar esse universo trash. Dois desses trailers já tinham virando filmes, “Machete” (2010) e “Hobo with a Shotgun” (2011). “Feriado Sangrento” é o terceiro da lista. O roteiro foi coescrito por Eli Roth e Jeff Rendell, que também foi responsável pela ideia do falso trailer. Já o elenco é diversificado, combinando astros consagrados como Patrick Dempsey (“Grey’s Anatomy”) com influenciadores como a estrela do TikTok Addison Rae (“Ela é Demais”), além de Gina Gershon (“Riverdale”), Rick Hoffman (“Suits”), Milo Manheim (“Zombies”), Nell Verlaque (“Big Shot”) e diversas celebridades digitais americanas. O SILÊNCIO DA VINGANÇA A volta do cineasta John Woo às produções americanas após 20 anos – e depois de marcar época com “A Outra Face” (1997), “Missão: Impossível II” (2000) e outros thrillers de ação – é um filme natalino de vingança. A trama segue a jornada de Brian Godlock, interpretado por Joel Kinnaman (“Esquadrão Suicida”), cuja vida é destroçada após seu filho ser morto em um tiroteio entre gangues. O que diferencia a produção de outras obras similares é ser quase totalmente desprovida de diálogos, uma vez que o personagem de Kinnaman fica mudo após ser baleado na garganta. A narrativa é impulsionada pela determinação do protagonista de se vingar dos responsáveis pela morte de seu filho, o que acontece em meio a vários elementos característicos da filmografia de Woo, como movimentos de câmera líricos, slow motion e sequências de ação intensas. O estilo distintivo do cineasta e a ausência de diálogos conferem ao filme uma abordagem única, destacando-se pela expressão emocional crua e pela ação coreografada. Além disso, para compensar a ausência de falas, as cenas são embaladas por uma trilha descaradamente melodramática, composta por Marco Beltrami, que se entrelaça com a expressão emocional dos personagens. “O Silêncio da Vingança” também homenageia os ídolos e influências do diretor de Hong Kong, como Sergio Leone (“Era uma Vez no Oeste”), com quem Woo compartilha uma estética operística, e Jean-Pierre Melville (“O Samurai”), conhecido por seu uso minimalista de diálogos. A obra é uma exploração da “cinema puro”, onde a história é contada principalmente através da ação, das expressões faciais e do som, beneficiando-se da experiência de Woo em criar sequências memoráveis. MAESTRO Bradley Cooper volta ao mundo da música após o sucesso de “Nasce uma Estrela”, em seu segundo filme como diretor. Desta vez, porém, a trama é biográfica, debruçando-se sobre a figura complexa de Leonard Bernstein, um renomado compositor e maestro americano – mais conhecido pelos brasileiros como o autor da trilha do musical “Amor, Sublime Amor”. Também intérprete do protagonista (com um notável nariz postiço), Cooper opta por uma abordagem não linear, contando a história de Bernstein através de uma série de vinhetas que cobrem diferentes períodos de sua vida. Outro aspecto distintivo da estrutura narrativa é o uso criativo da cor. As cenas iniciais são apresentadas em preto e branco, evocando a estética de fotografias antigas e filmes clássicos, o que confere às imagens um ar nostálgico e histórico. À medida que a história avança, o filme introduz cores, sinalizando mudanças temporais e emocionais na vida de Bernstein. Essa transição é usada de maneira eficaz para destacar a evolução dos personagens e dos tempos. O drama começa com um prólogo que apresenta Bernstein em seus anos finais, refletindo sobre sua vida e carreira, o que permite que o filme mergulhe em flashbacks de momentos cruciais de sua trajetória. Essas cenas, que vão desde sua estreia surpreendente na Filarmônica de Nova York até os problemas de seu casamento com Felicia Montealegre, facilitam a exploração tanto dos triunfos quanto dos desafios enfrentados pelo maestro e compositor. Boa parte do enredo se concentra na relação de Bernstein com sua esposa (interpretada por Carey Mulligan), que abrange várias décadas, revelando as nuances de um relacionamento marcado pela admiração mútua, mas também por obstáculos decorrentes da sexualidade do compositor e de sua natureza artística expansiva. Mulligan entrega uma performance notável, capturando a evolução da personagem ao longo dos anos. Além disso, o filme utiliza a música para ilustrar os momentos pessoais intensos do protagonista, integrando performances musicais à narrativa de forma orgânica para celebrar a genialidade musical de Bernstein. Produção da Netflix, “Maestro” estreia em streaming em 20 de dezembro. O SEQUESTRO DO VOO 375 O filme de ação dirigido por Marcus Baldini (“Bruna Surfistinha”) é baseado em um caso real ocorrido no Brasil durante a década de 1980, marcada por instabilidades econômicas e políticas. A trama gira em torno de Nonato (interpretado por Jorge Paz), um homem humilde do Maranhão frustrado com a falta de oportunidades e decepcionado com as promessas políticas não cumpridas. Em um ato de desespero, Nonato decide sequestrar um avião e jogá-lo contra o Palácio do Planalto, em Brasília, com o objetivo de assassinar o presidente José Sarney. O filme retrata a jornada de Nonato, sua determinação em cumprir a ameaça nos céus e o embate com o comandante Murilo (vivido por Danilo Grangheia), que se destaca na trama por suas habilidades de pilotagem e ações heroicas para salvar os passageiros. As cenas se desenrolam principalmente dentro do espaço claustrofóbico do antigo avião da VASP, mantendo a tensão durante toda a narrativa. A cinematografia e a direção habilmente capturam a emoção e o desespero dos personagens, alternando entre as expressões de Nonato, o comandante Murilo e os passageiros ansiosos. Apesar de alguns momentos em que os efeitos especiais evidenciam se tratar de uma produção brasileira (isto é, sem orçamento hollywoodiano), o filme mantém o espectador engajado com a história e a ação. A abordagem de Baldini faz mais que resgatar um dos momentos mais dramáticos da aviação brasileira, que, apesar de sua magnitude, permaneceu relativamente desconhecido do grande público. A obra também oferece uma narrativa profunda e humana por meio da interação entre os personagens principais, Nonato e Murilo, mostrando o potencial do cinema brasileiro para produzir obras dramáticas com suspense de alta qualidade. FIM DE SEMANA NO PARAÍSO SELVAGEM O longa-metragem dirigido por Severino (anteriormente conhecido como Pedro Severien) mistura elementos de suspense e observação social. A história se passa no litoral pernambucano, onde Rejane, interpretada por Ana Flavia Cavalcanti, busca entender o misterioso desaparecimento de seu irmão, um mergulhador. As primeiras cenas do filme estabelecem um cenário de contraste entre a natureza e a industrialização, com uma praia bela e águas claras, mas com um fundo de tensão e mistério que permeia a trama. O filme segue a jornada de Rejane ao tentar desvendar a verdade por trás da morte de seu irmão, enquanto explora temas como a especulação imobiliária e as disparidades sociais, temas que remetem aos filmes de outro pernambucano, Kleber Mendonça Filho (“Aquarius”). A narrativa é reforçada pela cinematografia que capta tanto a beleza natural da região quanto a opressão e a violência velada nas relações sociais e na arquitetura local. A trilha sonora, composta por Amaro Freitas, contribui para a atmosfera envolvente do filme. PUAN A comédia argentina, dirigida por María Alché (“Família Submersa”) e Benjamín Naishtat (“Vermelho Sol”), explora as complexidades e desafios existenciais enfrentados por um professor universitário. A trama se inicia com a morte repentina de Caselli, respeitado chefe do departamento de filosofia da universidade Puan, localizada em Buenos Aires. Essa perda não apenas cria um vácuo profissional, mas também um vazio pessoal para Marcelo Pena (Marcelo Subiotto), um professor de filosofia que foi aluno e confidente de Caselli. Marcelo, casado com a ativista Vicky (Mara Bestelli) e pai de um filho, reluta em candidatar-se ao cargo agora vago, mas a situação muda com o surgimento de um rival carismático, Rafael Sujarchuk (Leonardo Sbaraglia), um ex-colega com uma carreira bem-sucedida na Alemanha. A narrativa de “Puan” entrelaça humor e situações absurdas com reflexões filosóficas. Marcelo, um personagem reservado e propenso a acidentes cômicos, enfrenta dilemas éticos e pessoais, enquanto concorre com Rafael pelo cobiçado cargo. O roteiro, premiado no Festival de San Sebastián, usa as disputas acadêmicas e a dinâmica universitária para explorar temas mais amplos, como a importância da educação pública e as desigualdades sociais na Argentina. Apesar de sua abordagem, a obra também apresenta um tom tragicômico, refletindo...
Festival de Sundance seleciona filme brasileiro de diretor estreante: “Estou eufórico”
O filme brasileiro “Malu”, escrito e dirigido por Pedro Freire, foi selecionado para competir na mostra principal do Festival de Sundance 2024, a World Dramatic Competition. O evento, que ocorrerá de 18 a 28 de janeiro, é reconhecido como o principal festival do mundo para o cinema independente global. “Malu” apresenta a história de uma atriz desempregada e instável (vivida por Yara de Novaes), que reside com sua mãe conservadora em uma favela carioca. A narrativa explora as tensões familiares e a luta da personagem principal com seu passado artístico e o relacionamento complicado com sua filha adulta. Além de Yara de Novaes, o elenco de “Malu” inclui Juliana Carneiro da Cunha, Carol Duarte e Átila Bee. O longa-metragem marca a estreia de Pedro Freire na direção de longas, um cineasta que começou como diretor de elenco, antes de virar assistente de direção de Karim Aïnouz e Lucia Murat. Segundo ele, a inspiração para “Malu” vem da história de sua própria mãe. Em publicação no Instagram, Pedro expressou sua empolgação com a seleção do filme para Sundance: “Olha, eu não vou pagar de cineasta blasé e fingir achar cotidiano meu primeiro longa como diretor estar na competição internacional de um dos cinco festivais mais importantes do mundo. Entre mais de 10.000 festivais no mundo, Sundance é considerado um dos ‘the big five’, estamos na competição internacional e a verdade é que eu estou EUFÓRICO”, celebrou em suas redes sociais. Veja abaixo a íntegra de sua comemoração. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Pedro Freire (@pedfre)
Angelina Jolie confirma que voltará a viver Malévola em terceiro filme
A atriz Angelina Jolie teria um contrato assinado para estrelar um terceiro filme de “Malévola”, a feiticeira vilã de “A Bela Adormecida”. A informação é do Wall Street Journal que entrevistou a atriz para um longo perfil, publicado nesta terça (5/12). Angelina confirmou a produção ao revelar que tem contratos assinados para alguns filmes que devem sair do papel nos próximos anos. A notícia confirma antigos rumores de que uma terceira produção de “Malévola” estaria em desenvolvimento. A publicação ainda informou que Angeline já encerrou as filmagens de “Without Blood”, seu novo trabalho como diretora, e se prepara para estrelar “Maria”, de Pablo Larraín, em que viverá a soprano Maria Callas. Lançado em 2014, “Malévola” foi um sucesso de bilheteria, encerrando sua passagem pelos cinemas com US$ 758 milhões arrecadados. Já a continuação, “Malévola: Dona do Mal” (2019), fez modestos US$ 491 milhões. Em crise com o fracasso da maioria de seus lançamentos em 2023, a Disney deve apostar mais em franquias nos próximos anos.
Spirit Awards: Oscar do cinema independente revela indicados da edição de 2024
O Spirit Awards, principal premiação de produções independentes da indústria audiovisual dos Estados Unidos, realizada pela entidade californiana Film Independent, revelou nesta terça (5/12) os indicados para sua edição de 2024. Os destaques de cinema são “American Fiction”, “Segredos de Um Escândalo” e “Vidas Passadas”, que lideraram a lista com cinco indicações cada. “American Fiction” foi o grande vencedor do Festival de Toronto. O filme é um olhar satírico sobre a indústria editorial, estrelado por Jeffrey Wright (“Westworld”) como Monk, um autor frustrado com a insistência do setor em perpetuar estereótipos raciais. Dirigido por Cord Jefferson, em sua estreia na direção, o filme questiona a obsessão da cultura em reduzir as pessoas a estereótipos, especialmente no entretenimento que lucra e comercializa clichês batidos e ofensivos sobre os negros. Na trama, Monk enfrenta recusas editoriais por não escrever um “livro negro” o suficiente, conforme os padrões estereotipados desejados pela indústria. Frustrado com a indiferença do setor, Monk adota um pseudônimo para escrever seu próprio “livro negro” clichê, “My Pafology”, com a intenção de expor a hipocrisia da indústria. No entanto, seus planos desmoronam quando um editor compra seu livro, que vira um best-seller, arrastando-o para o mundo que ele despreza. “Segredos de um Escândalo” (May December) é o novo filme de Todd Haynes (“Carol”), protagonizado por Natalie Portman (“Thor: Amor e Trovão”) e Julianne Moore (“Kingsman: O Círculo Dourado”). A narrativa segue uma atriz (Portman) que viaja até o Maine para estudar a vida de uma dona de casa suburbana (Moore), que ela vai interpretar em um filme biográfico. A personagem de Moore ficou famosa por conta de um escândalo: anos atrás, ela foi presa ao se envolver com um adolescente de 13 anos e, depois de cumprir a pena judicial, casou-se com o jovem, com quem vive até hoje – interpretado por Charles Melton (de “Riverdale”). Mas nem duas décadas de distância e uma vida discreta nos subúrbios fizeram o escândalo ser esquecido. Com sua vida revirada pela estranha em sua casa, questões do casal, até então adormecidas, começam a vir à tona. Para completar, “Vidas Passadas” é o fenômeno sul-coreano da temporada. A obra de Celine Song já levou o prêmio de Melhor Filme do Gotham Awards, a premiação do cinema indie sediada em Nova York. O drama acompanha um casal de amigos de infância profundamente conectados, que se separam depois que a família de um deles decide sair da Coreia do Sul. Vinte anos depois, eles se reencontram em Nova York para uma semana fatídica. Na edição de 2023, o grande vencedor da premiação indie foi “Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo”, que acabou também vencendo o Oscar. Considerada o Oscar do cinema independente, a premiação só admite filmes produzidos com menos de US$ 30 milhões, motivo pelo qual obras como a premiada “Pobres Criaturas” e o blockbuster “Oppenheimer” ficaram de fora. O mesmo limite não é aplicado às séries concorrentes, o que permite a participação da superprodução pós-apocalíptica “The Last of Us”, da HBO, ao lado de produções com orçamento limitado. “The Last of Us”, por sinal, lidera a relação, empatado com “Sou de Virgem”, da Amazon, com quatro indicações. O critério para participação de séries é apenas serem estreantes. Confira abaixo os indicados nas principais categorias do Spirit Awards 2024. Melhor Filme Todos Nós Desconhecidos American Fiction Segredos de um Escândalo Passages Vidas Passadas We Grown Now Melhor Primeiro Filme All Dirt Roads Taste of Salt Chronicles of a Wandering Saint Earth Mama A Thousand and One Upon Entry Melhor Diretor Andrew Haigh – Todos Nós Desconhecidos Todd Haynes – Segredos de um Escândalo William Oldroyd – Eileen Ira Sachs – Passagens Celine Song – Vidas Passadas Melhor Roteiro David Hemingson – Os Rejeitados Cord Jefferson – American Fiction Laura Moss, Brendan J. O’Brien – Birth/Rebirth Emma Seligman, Rachel Sennott – Clube da Luta para Meninas Celine Song – Vidas Passadas Melhor Primeiro Roteiro Samy Burch – Segredos de um Escândalo Noah Galvin, Molly Gordon, Nick Lieberman, Ben Platt – Acampamento de Teatro Tomás Gómez Bustillo – Chronicles of a Wandering Saint Laurel Parmet – The Starling Girl Alejandro Rojas, Juan Sebastián Vásquez – Upon Entry Melhor Performance Protagonista Jessica Chastain – Memory Greta Lee – Vidas Passadas Trace Lysette – Monica Natalie Portman – Segredos de um Escândalo Judy Reyes – Birth/Rebirth Franz Rogowski – Passagens Andrew Scott – Todos Nós Desconhecidos Teyana Taylor – A Thousand and One Jeffrey Wright – American Fiction Teo Yoo – Vidas Passadas Melhor Performance Coadjuvante Erika Alexander – American Fiction Sterling K. Brown – American Fiction Noah Galvin – Acampamento de Teatro Anne Hathaway – Eileen Glenn Howerton – BlackBerry Marin Ireland – Eileen Charles Melton – Segredos de um Escândalo Da’Vine Joy Randolph – Os Rejeitados Catalina Saavedra – Rotting in the Sun Ben Wishaw – Passagens Melhor Performance Revelação Marshawn Lynch – Clube da Luta para Meninas Atibon Nazaire – Mountains Tia Nomore – Earth Mama Dominic Sessa – Os Rejeitados Anaita Wali Zada – Fremont Melhor Fotografia Monica – Katelin Arizmendi Os Rejeitados – Eigil Bryld All Dirt Roads Taste of Salt – Jomo Fray Chronicles of a Wandering Saint – Pablo Lozano We Grown Now – Pat Scola Melhor Edição Rotting in the Sun – Santiago Cendejas, Gabriel Díaz, Sofía Subercaseaux We Grown Now – Stephanie Filo How to Blow Up a Pipeline – Daniel Garber Acampamento de Teatro – Jon Philpot Upon Entry – Emanuele Tiziani Melhor Documentário Bye Bye Tiberias Four Daughters Going to Mars: The Nikki Giovanni Project Kokomo City The Mother of All Lies Melhor Filme Internacional Anatomia de uma Queda (França) – Justine Triet Godland (Dinamarca/Islândia) – Hlynur Pálmason Mami Wata (Nigéria) – C.J. ‘Fiery’ Obasi Tótem (México) – Lila Avilés Zona de Interesse (Reino Unido, Polônia, EUA) – Jonathan Glazer Prêmio John Cassavetes (Melhor filme feito por menos que US$ 1 milhão) The Artifice Girl Cadejo Blanco Fremont Rotting in the Sun The Unknown Country Prêmio Robert Altman (direção, casting e elenco de filme) Showing Up – Kelly Reichardt Melhor Série Nova Documental ou sem Roteiro Deadlocked: How America Shaped the Supreme Court Dear Mama Murder in Big Horn Stolen Youth: Inside the Cult at Sarah Lawrence Wrestlers Melhor Série Nova Roteirizada Beef Dreaming Whilst Black Sou de Virgem Jury Duty Slip Melhor Performance Protagonista em Série Emma Corrin – Assassinato no Fim do Mundo Dominique Fishback – Enxame Betty Gilpin – Mrs. Davis Jharrel Jerome – Sou de Virgem Zoe Lister-Jones – Slip Bel Powley – A Small Light Bella Ramsey – The Last of Us Ramón Rodríguez – Will Trent Ali Wong – Beef Steven Yeun – Beef Melhor Performance Coadjuvante em Série Murray Bartlett – The Last of Us Billie Eilish – Enxame Jack Farthing – Rain Dogs Nick Offerman – The Last of Us Adina Porter – The Changeling Lewis Pullman – Uma Questão de Química Benny Safdie – The Curse Luke Tennie – Shrinking Olivia Washington – Sou de Virgem Jessica Williams – Shrinking Melhor Performance Revelação em Série Clark Backo – The Changeling Aria Mia Loberti – All the Light We Cannot See Adjani Salmon – Dreaming Whilst Black Keivonn Montreal Woodard – The Last of Us Kara Young – Sou de Virgem
Trailer do filme de Bob Marley destaca hits e atentado à vida do cantor
A Paramount divulgou um novo trailer de “Bob Marley: One Love”, cinebiografia do cantor Bob Marley. A prévia foca nas ameaças à vida do cantor e sua mensagem de resistência, enquanto passeia por suas músicas e mostra sua ascensão, das ruas da Jamaica à fama mundial. Entre as cenas, estão gravações lendárias, apresentações lotadas e alguns dos conflitos por trás dos bastidores, incluindo um violento atentado à sua vida. O longa traz Kingsley Ben-Adir (“Invasão Secreta”) no papel do cantor ao lado de Lashana Lynch (“007 – Sem Tempo para Morrer”), que vive sua esposa Rita Marley. A direção é de Reinaldo Marcus Green, responsável por outra cinebiografia recente, “King Richard – Criando Campeãs”, sobre o pai das tenistas Venus e Serena Williams. Ele também assina o roteiro ao lado de Zach Baylin (também de “King Richard”). Família de Marley está envolvida na produção A esposa Rita e os filhos Ziggy e Cedella Marley estão entre os produtores do filme, dando sua benção aos atores principais para retratá-los na cinebiografia. Vale mencionar que Lashana Lynch nasceu na Inglaterra, mas tem descendência jamaicana, enquanto Kingsley Ben-Adir também é inglês com descendência caribenha. Responsável pela popularização do reggae em todo o mundo, Bob Marley morreu em 1981, aos 36 anos, vítima de câncer. Mas apesar da morte precoce, deixou dezenas de clássicos como “Get Up, Stand Up”, “One Love”, “No Woman, No Cry” e “Could You Be Loved”, que ficaram eternizados na história da música pop mundial. “Bob Marley: One Love” estreia nos cinemas brasileiros em 15 de fevereiro de 2024, um dia antes do lançamento nos EUA.
Filme sobre a cantora Amy Winehouse ganha foto e data de estreia
O Studiocanal divulgou uma nova foto e a data de lançamento de “Back to Black”, cinebiografia de Amy Winehouse. A imagem traz a atriz Marisa Abela (da série “Industry”) transformada na cantora britânica. Considerada uma das maiores artistas da história, Amy Winehouse vendeu mais de 30 milhões de discos em todo o mundo e até hoje gera mais de 80 milhões de streams por mês. Seu álbum “Back to Black” (2006), que dá nome ao filme, a levou ao estrelato, rendendo-lhe cinco Grammys. O filme vai se focar na genialidade, criatividade e fragilidade de Amy. A trama deve abordar a vida da cantora desde os pequenos palcos de Londres na década de 1990 até o seu sucesso global, com hits como “Rehab” e “Back to Black”, incluindo seus vícios fatais em álcool e drogas, que a levaram a morrer sozinha em sua casa, aos 27 anos, no dia 23 de julho de 2011. O roteiro foi escrito por Matt Greenhalgh e a direção é de Sam Taylor-Johnson, que já trabalharam juntos em outra cinebiografia musical, “O Garoto de Liverpool” (2009), sobre a juventude de John Lennon. O lançamento no Reino Unido e na Irlanda ficou marcado para o dia 24 de abril de 2024.
2023 marca fracasso histórico da Disney nas bilheterias
Após passar os últimos anos muito à frente da concorrência, batendo recordes de bilheterias com lançamentos bilionários nos cinemas, a Disney chega ao fim de 2023 sem ter conseguido emplacar nenhum filme com mais de US$ 1 bilhão em ingressos vendidos. Descontados os anos da pandemia (2020 e 2021), quando a indústria cinematográfica inteira sofreu, isso não acontecia com o estúdio desde 2014. O último lançamento de 2023 fechou o ano da Disney de forma trágica. A animação “Wish: O Poder dos Desejos” fez apenas US$ 82 milhões mundiais em dois fins de semana em cartaz – o filme só estreia no Brasil em 4 de janeiro. Além desse fracasso, o estúdio amargou prejuízos com “As Marvels”, “Indiana Jones e o Chamado do Destino” e “Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania”. Nem a aguardada versão live-action de “A Pequena Sereia” teve o desempenho esperado. Embora não tenha sido um fracasso, fez US$ 569 milhões em todo o mundo, muito longe do desempenho bilionário de remakes anteriores, como “O Rei Leão” e “A Bela e a Fera”. O filme da Disney com melhor bilheteria do ano foi “Guardiões da Galáxia Vol. 3”, que faturou US$ 845 milhões mundialmente. E mesmo esse sucesso é acompanhado por uma má notícia: seu diretor, James Gunn, é agora o chefe do estúdio concorrente da Marvel, o DC Studios. O mau desempenho em todas as áreas, dos super-heróis da Marvel aos desenhos animados tradicionais, passando pelo catálogo da Lucasfilm, que costumavam render blockbusters, acendeu um alerta vermelho no estúdio, que deve rever todos os seus projetos atualmente em desenvolvimento.
Joey King lamenta críticas de Jacob Elordi contra “A Barraca do Beijo”: “Muito triste”
A atriz Joey King resolveu se pronunciar após Jacob Elordi, seu par romântico nos filmes de “A Barraca do Beijo”, falar mal da trilogia. “É muito triste que alguém se sinta dessa forma. Eu me diverti muito fazendo aqueles filmes, não importa o que qualquer um diga”, afirmou a atriz para a Variety no último sábado (2/12) em Los Angeles, durante um desfile da Balenciaga . Elordi detonou os filmes em entrevista à revista GQ, chamando-os de “ridículos” e afirmando que nunca teve interesse em trabalhar nestas obras antes de ser escalado para o elenco. “Eu não queria fazer esses filmes antes de fazê-los. Esses filmes são ridículos. Eles não são universais. São um escape”, apontou. De acordo com o ator, quando lhe ofereceram o papel em “A Barraca do Beijo”, disseram para ele aceitá-lo com base no “toma lá, dá cá” de Hollywood. Em outras palavras, ele faria um filme mais popular para, depois, embarcar em um projeto que fosse mais do seu interesse. Os três filmes de A Barraca do Beijo foram lançados entre 2018 e 2021 pela Netflix, e além de Elordi ajudaram a popularizar Joey King.
Robert Downey Jr. não voltará à Marvel, garante Kevin Feige
O Homem de Ferro de Robert Downey Jr. não retornará ao MCU (Universo Cinematográfico Marvel). Quem garante é o chefão do Marvel Studios, Kevin Feige. Em entrevista à revista Vanity Fair sobre a carreira de Downey, o presidente da Marvel Studios abordou os rumores de que todos os Vingadores originais retornariam de uma forma ou de outra em uma fase futura do MCU. “Vamos manter esse momento e não tocá-lo novamente”, disse Feige à publicação sobre o sacrifício de Tony Stark em “Vingadores: Ultimato”. “Todos nós trabalhamos duro por muitos anos para chegar a isso, e nunca iríamos querer desfazer isso magicamente de forma alguma.” A escolha do intérprete do Homem de Ferro Feige também contou como conseguiu convencer o antigo conselho da Marvel a escalar Downey como Tony Stark/Homem de Ferro. Mesmo com seu apoio e do diretor Jon Favreau, os executivos tentaram evitar que o ator fosse contratado para o papel. “Tudo se deve ao fato de o conselho da Marvel estar nervoso em colocar todas as suas fichas e futuro cinematográfico em alguém que teve esses problemas legais no passado”, disse Feige sobre as prisões de Downey. “Eu não era muito bom — e ainda não sou muito bom — em aceitar um não como resposta. Mas também não bato no peito para tentar conseguir o que quero. Tento descobrir maneiras de deixar claro para outras pessoas por que devemos seguir nessa direção. E foi aí que surgiu a ideia de um teste de tela.” Nesse ponto, Downey já havia sido indicado ao Oscar por “Chaplin” (1992) e deveria ter conseguido o papel sem fazer um teste, mas os executivos da Marvel precisavam ver por si mesmos que ele era a pessoa certa para o papel por todos os problemas do ator com drogas. Líder legítimo dos Vingadores Após sua escalação para “Homem de Ferro” (2008), Downey passou a trabalhar em equipe com seus colegas super-heróis e lutou por eles em vários momentos. À frente dos primeiros Vingadores, ele até usou suas negociações contratuais para conseguir salários mais altos para seus colegas de elenco. “Costumávamos brincar e dizer que Robert era o chefe do departamento de atuação porque todos lá o admiravam”, acrescentou Feige. “Ele colocou todos eles sob sua proteção, mas não de uma forma subserviente. Ele acabou por se tornar o líder de torcida deles.”












