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Filme, Série

Guia da Pipoca: “Silo”, “Elle”, “Enola Holmes 3” e as novidades do streaming

Novidades de semana destacam lançamentos de peso da Netflix, Prime Video, HBO Max, Apple TV, Crunchyroll e Disney+

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26 de junho de 2026
  • Filme

    Homem Formiga e a Vespa aprimora sua fórmula para se destacar na Marvel

    26 de julho de 2018 /

    Depois da pesada carga dramática de “Vingadores: Guerra Infinita”, “Homem-Formiga e a Vespa” representa para os fãs da Marvel a hora de relaxar e aproveitar a diversão. Realizado sem grandes problemas nos bastidores, como a saída de Edgar Wright e a entrada de Peyton Reed na direção do filme original, a nova aventura do herói é menos fórmula e mais coração. Em retrospecto, o primeiro “Homem-Formiga” era legal, mas tão descompromissado que parecia um spin-off do Universo Marvel – tanto que o rótulo “Sessão da Tarde” encaixou da forma mais pejorativa possível, por ser divertido, inofensivo e completamente esquecível minutos depois. Talvez tenha sido a saída encontrada por Reed e o estúdio para “Homem-Formiga” passar bem longe, tanto da proposta visual quanto do estilo narrativo, de um diretor de assinatura tão reconhecida como Edgar Wright. Já o segundo longa chega sem sombra em seu ombro. Peyton Reed, que concluiu o anterior, pode não ser criativo como Edgar Wright, mas soube encontrar um padrão para as aventuras do Homem-Formiga. Desta vez, a leveza da história não parece forçada. Melhor que isso, consegue dar personalidade própria ao filme sem a necessidade de descaradas ligações com os Vingadores. “Homem-Formiga e a Vespa” está devidamente inserido neste universo, mas não depende de easter eggs para impressionar o público e, com muita garra, reivindica seus status como parte essencial das engrenagens de uma saga gigantesca. Mesmo que tenha um tom completamente diferente e (por que não?) próprio. “Homem-Formiga e a Vespa” tem o grande mérito de avançar questões iniciadas no primeiro filme e não se repetir. Entre elas, dar o passo seguinte nas discussões da complicada relação entre pais e filhas. Há, por sinal, três núcleos de pais e filhas que se complementam, formados por Scott Lang (Paul Rudd) e Cassie (Abby Ryder Fortson), Hank Pym (Michael Douglas) e Hope (Evangeline Lilly), e Bill Foster (Laurence Fishburne) e Ava (a revelação Hannah John-Kamen, estrela da série “Killjoys”). E “Homem-Formiga e a Vespa” consegue ser mais completo nesse tema que muito filme por aí com rótulo de sério. Além disso, o filme desenvolve muito bem o arco do protagonista iniciado no episódio anterior, quase encerrando a jornada inicial de Scott Lang. Inicial, porque sabemos que ele se juntará em breve aos Vingadores na sequência de “Guerra Infinita”, graças ao gancho em uma das cenas pós-créditos – aliás, uma boa decisão fazer essa ligação somente após o fim do filme, porque mantém a identidade própria da produção. Mais bem construído e equilibrado que o primeiro, “Homem-Formiga e a Vespa” encontra seu próprio tom. Para isso, não só a direção segura de Peyton Reed conta, mas também o comprometimento do elenco. Paul Rudd está muito à vontade e com a liberdade para ser o Paul Rudd que queremos ver, mas sua importância não é maior ou menor que a de Evangeline Lilly, que ilumina a tela toda vez que surge. Até os coadjuvantes de luxo brilham, especialmente Michael Peña (engraçadíssimo), Michael Douglas (com mais coisa para fazer que no primeiro longa) e a mulher que não precisa de efeitos para emitir sua luz natural, Michelle Pfeiffer. Sua presença é como um troféu de recompensa para o espectador. Aliás, uma curiosidade para quem já viu o filme: reparem no que está escrito no troféu da filha de Scott. No fim, não é mera piada, porque seu significado dialoga com a conexão do protagonista com uma certa personagem. Pode não ser aquele filme que alça voos ousados, mas há uma harmonia indiscutível entre comédia, ação e efeitos (visuais e sonoros). A sequência que sintetiza essa junção é a perseguição em alta velocidade pelas ruas de São Francisco, que é a melhor do filme, e conclui a aventura como um espetáculo descompromissado. Só que, desta vez, mais difícil de ser esquecido.

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  • Filme

    Arranha-Céu – Coragem sem Limite é tão exagerado que causa indiferença

    26 de julho de 2018 /

    Eis um filme que dá saudades do cinema de ação que deixou de ser feito há algumas décadas. “Arranha-Céu – Coragem sem Limite” acaba remetendo, inevitavelmente, aos filmes dos anos 1980 e 1990, em particular ao clássico “Duro de Matar”, divisor de águas entre as explosões cenográficas da era Reagan e o que surgiria com mais sofisticação na década seguinte. Trata-se da mesma história do herói passando por situações perigosas para enfrentar terroristas armados, em um prédio alto e isolado pelas autoridades. Acontece que tudo é anabolizado, exagerado e inverossímil a ponto de o efeito para o espectador ser uma sensação de anestesia e indiferença. A começar por Dwayne Johnson, uma figura tão forte e tão cheia de músculos que parece um super-herói, mesmo quando seu personagem é retratado com perna prostética. Nada parece ser obstáculo para sua determinação, que lhe permite passar de um lado a outro do prédio mais alto do mundo com auxílio de fitas adesivas nas mãos, como um Homem-Aranha. A comparação deixa Bruce Willis parecendo um homem normal, que até sangra bastante no original. Retratar o protagonista com uma deficiência física (o herói perde a perna em ação no início do filme) não significa que o personagem tenha pontos fracos. Ao contrário, ele se torna ainda mais invencível com aquela perna falsa, que lhe será muito útil em determinadas situações de perigo. A trama, que ainda inclui um incêndio para aumentar o perigo, não promete nenhuma sutileza. Nem a equipe de efeitos especiais se preocupa em deixar as cenas realistas a ponto de fazer o espectador se importar com o protagonista. Não é uma produção feita no capricho de um “Missão Impossível” e nem tem a pretensão de ser, na verdade. Mas o diretor Rawson Marshall Thurber, que já trabalhara com Johnson em “Um Espião e Meio” (2016), poderia usar os exageros a seu favor, como acontece em “Velozes e Furiosos”. Poderia-se elogiar a volta de Neve Campbell a um papel de destaque no cinema. Intérprete da mulher de Johnson, ela retorna após ausência de sete anos, desde “Pânico 4”. Mas a eterna Sidney, que enfrentava assassinos psicopatas com destemor, agora não é mais do que uma esposa em perigo cuidando de seus dois filhos. Resta, portanto, a locação. Hong Kong é um charme e tem sido um grande polo de filmes de ação há várias décadas. Parte do elenco é composta por atores locais. Além do homem que idealizou o prédio mais alto do mundo, vivido por Chin Han, há uma personagem coadjuvante, do grupo dos vilões, que poderia ter sido melhor aproveitada, a jovem e bela Hannah Quinlivan. Ela e Neve Campbell tem um momento juntas, mas é muito pouco. Porque Dwayne Johnson ocupa a maioria das cenas, com seu vigor exaustivo. É curioso que, assim como o ator na sala de cinema, o protagonista da trama passa a ter suas ações acompanhadas por uma multidão através de uma imensa tela de televisão, enquanto o prédio está em chamas e sua família corre perigo. Um instante de metalinguagem que, claro, o diretor não soube ou não quis explorar. A trama é o de menos: envolve os inimigos do empresário que planejam por em chamas o prédio mais alto do mundo. As cenas não deixam de passar uma lembrança do 11 de setembro. Talvez a ideia de Thurber tenha sido esta: fazer um grande épico de ação que remetesse a um grande desastre americano. Conseguiu: fez um simulacro de “Duro de Matar” que dá saudades de “A Força em Alerta”.

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    Documentário sobre os 100 anos de Bergman projeta defeitos no brilho do gênio

    26 de julho de 2018 /

    O cineasta sueco Ingmar Bergman (1918-2007) é, indubitavelmente, um dos maiores talentos revelados pela história do cinema, em todos os tempos. Um dos poucos que merece, genuinamente, ser chamado de gênio. Seu trabalho no cinema inclui uma obra tão densa, rica e sofisticada, que não pode ser esquecida e merece ser sempre revista, principalmente na tela grande. Isso tem acontecido por conta do centenário de Bergman neste 2018. Algumas de suas obras-primas têm sido reexibidas em cópias restauradas nos cinemas. É o caso de “Gritos e Sussurros” (1972), “Persona” (1966), “Fanny e Alexander” (1982), “Cenas de um Casamento” (1974), “Face a Face” (1975), entre outras. O documentário recém-lançado “Bergman – 100 Anos”, de Jane Magnusson, reconhece esse talento todo e enfatiza a espantosa produtividade de Bergman, apontando para o ano de 1957. É incrível constatar que duas das maiores obras-primas do cinema tenham sido realizadas por ele nesse mesmo ano: “O Sétimo Selo” e “Morangos Silvestres’. Ainda em 1957, ele faria o filme “No Limiar da Vida”, montaria duas peças importantíssimas no teatro sueco, “Peer Gynt”, de Ibsen, e “Fausto”, de Goethe. Faria, ainda, duas outras peças teatrais e um telefilme. Isso aos 38 anos, já com seis filhos de três mulheres diferentes. Nesse ano, e nos seguintes, essa produtividade se manteve, em meio a dores estomacais que faziam com que ele se alimentasse basicamente de bolacha Maria e iogurte, tendo tido episódios de internação hospitalar por conta disso. O filme de Jane Magnusson está interessado em compreender como esse homem lidou com essas coisas simultaneamente e de que modo vida e obra se imbricam. Com isso, celebra a genialidade do trabalho que Bergman realizou, mas se debruça no lado negro da força, ou seja, nos problemas e defeitos pessoais que marcaram o diretor. Aborda, por exemplo, seu gênio difícil, sua competitividade com lances de crueldade, sua infidelidade em relação às mulheres e seu descaso em relação aos filhos. E sua condição de workaholic, indispensável para explicar tal produtividade. Lembra que Bergman chegou a ser um admirador de Hitler na juventude, e outras coisas mais. Uma homenagem nada chapa branca, portanto. Confesso que não me agradou muito essa “humanização” do artista, que se comporta como desconstrução de sua figura mítica. Ele próprio tratava de questões como essas em seus escritos, reconhecendo defeitos, admitindo erros e falhas de caráter. Mas, segundo o documentário “Bergman – 100 Anos”, ele mentia frequentemente. Muitas histórias que ele conta que viveu na infância, segundo seu irmão mais velho, não foram vividas por ele, mas pelo irmão. Enfim, não se poderia confiar nem no que ele escreveu a respeito de si mesmo. Pode ser, mas que importa isso agora? Tudo que ele viveu ou observou serviu de base para suas histórias, seus questionamentos, e habitou alguns dos personagens mais complexos de sua filmografia, com destaque para as mulheres. Um grande criador se vale de tudo isso, mescla e retrabalha lembranças, modifica, amplia, inventa. Além do que, a memória é seletiva, para todo mundo. Quantas vezes a gente acredita que viu e viveu coisas que, de fato, não aconteceram. Ou não desse modo, pelo menos. A obra de Ingmar Bergman é tão grande que tudo isso parece pouco relevante e não explica muita coisa, não. Temer a morte, ou as dores e sofrimentos que podem vir antes dela, todo mundo teme. Mas quantos, em função disso, produziram obras de arte significativas para nos fazer refletir sobre o tema, como Bergman fez em muitos de seus filmes? Bergman viveu 89 anos e deixou uma marca inconfundível na produção artística mundial. Seus filmes estão aí para testemunhar. Os livros que escreveu, também. Das grandes montagens teatrais restaram fotos e depoimentos. Celebrar os 100 anos do seu nascimento deve ser motivo de orgulho para toda a humanidade.

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    Egon Schiele – Morte e a Donzela retrata vida e obra do famoso pintor expressionista

    26 de julho de 2018 /

    Egon Schiele (1890-1918) viveu pouco, apenas 28 anos, mas produziu uma obra pictórica grande, importante e inovadora. O pintor austríaco do começo do século 20 é considerado um nome de destaque do expressionismo. Os desenhos e pinturas em que efeitos distorcidos são explorados foram, na grande maioria dos casos, nus femininos. E ele tinha como modelos garotas muito jovens, a começar por sua própria irmã, sua primeira modelo. A ênfase não só na nudez, mas, principalmente, na expressão erótica das jovens parece indicar tendência a pedofilia, não no sentido de abuso sexual, mas de atração por meninas novas. O convívio com essas meninas que frequentavam sua casa, seu ateliê, ao lado do erotismo do trabalho, acabou lhe valendo um processo e uns dias de cadeia, em 1912, pela acusação de imoralidade e inadequação da obra, como ofensiva para as crianças que a ela estavam expostas, quando não eram os próprios modelos. O desfecho poderia ter sido bem pior se a suposta perda da virgindade delas tivesse sido provada, o que não aconteceu. A obra vigorosa e provocativa, para alguns francamente pornográfica, aí está, permanecendo para a posteridade. O talento é evidente. Já era no seu curto tempo de existência para os que conheciam as artes plásticas. Caso de seu contemporâneo Gustav Klimt (1862-1918), o grande pintor simbolista austríaco, que teria sido incentivador de Schiele, comprado seus trabalhos, lhe apresentado pessoas influentes e lhe arranjado algumas modelos. Quase trinta anos mais velho, Klimt já era um artista de peso, a essa altura. Curiosamente, Schiele e Klimt vieram a falecer no mesmo ano, que marcava o fim da 1ª Guerra Mundial. O filme austríaco “Egon Schiele – Morte e Donzela”, dirigido por Dieter Berner, é uma boa cinebiografia do pintor. Tenta recriar o clima de sua vida e mostra um pouco da sua obra. Tem sequências muito bonitas e bem filmadas, um elenco jovem que não chega a brilhar, mas atua com empenho, e explora a nudez e o erotismo que combinam com o trabalho do pintor. Não vai mais fundo nos questionamentos que a vida e a obra de Egon Schiele suscitam, mas traça um retrato razoável disso. Um filme anterior sobre o mesmo pintor, “Excesso e Punição”, de Herbert Vesely, de 1981, com Mathieu Carrière e Jane Birkin, era mais forte e sombrio, no retrato de Egon Schiele. Não chegou a obter sucesso, talvez por ser menos sedutor e de ritmo lento. Eu diria que os dois filmes se complementam, ao tentar trazer para um público mais amplo a história e o trabalho do jovem Schiele, que se despediu da vida por conta da gripe espanhola. O pai dele morrera de sífilis. Tempos em que a medicina ainda podia pouco e a inevitabilidade da morte em idade precoce se impunha. O subtítulo do filme de Dieter Berner: “Morte e a Donzela” faz referência a um quadro famoso, de 1915-16, assim denominado, incluindo os artigos. A morte e a donzela é um motivo renascentista, aqui explorado com um casal entre lençóis, visto de cima, envolvido por formas que parecem agitadas, remetendo à ideia de morte. O filme, bem realizado, é uma oportunidade para que, quem não conhece, entre em contato com a arte de Egon Schiele. E quem já o admira possa conhecer algo mais de sua vida e obra. Vale por isso.

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    Charlotte Rampling retrata a solidão da velhice no dramático Hannah

    26 de julho de 2018 /

    “Hannah”, do diretor italiano Andrea Pallaoro, é um filme de climas, sentimentos represados, frustrações e, no limite, perda de identidade. A personagem-título, vivida pela grande atriz inglesa Charlotte Rampling, mal se sustenta de pé, com suas ações cotidianas na casa, num curso de teatro, nadando na piscina de um clube, exercendo um trabalho que envolve cuidar de um menino cego numa instituição, numa vida familiar que desmorona. Ela tem um marido, com quem mantém relações um tanto distantes, mas ele acaba na prisão, entregando-se voluntariamente. Ela também tem um neto, mas está impedida de vê-lo pelo filho, que a quer longe. Ela tem um cachorro, apegado ao marido, com quem também não consegue um vínculo de afeto. Tudo isso é vivido de forma misteriosa, sem que se possam conhecer as razões objetivas dessas situações. O diretor não está interessado nisso. Ele quer nos mostrar a solidão, o declínio da existência, a depressão e a velhice. Como isso pode ser vivido de forma dolorosa e sem perspectivas. Para tal se vale de ambientes escuros, embrumados, esfumaçados, com falta de foco no entorno. Ele filtra através de vidros opacos, filma em ambientes impessoais, os de transporte coletivo, como o metrô. Lugares onde pessoas também podem expressar emoções de forma abrupta. No entanto, a solidão parece mais forte justamente numa hora dessas. O filme é falado em francês, mas tem muito poucas falas. O som, entretanto, é um de seus trunfos. O som ambiente, um rádio ligado, falas, risos, latidos, tudo o que cerca Hannah, mas que não diz respeito a ela. Acentua-se, desse modo, sua alienação do mundo em que habita. Um retrato íntimo de uma mulher idosa, que suporta suas perdas, que parecem só aumentar, confundindo-se no emaranhado de suas memórias, sem se conectar a elas verdadeiramente. Tentando não ver, não saber. Um personagem que é um desafio, vencido com galhardia por Charlotte Rampling, que venceu o prêmio de melhor atriz no Festival de Veneza 2017, com todos os méritos.

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  • Filme

    Missão Impossível é a maior, melhor e mais bem-sucedida estreia de cinema da semana

    26 de julho de 2018 /

    “Missão: Impossível – Operação Fallout” tem a missão mais fácil da semana: lotar os cinema com a melhor aventura da franquia estrelada por Tom Cruise. O filme estreia em 1,3 mil salas no Brasil, um dia antes de chegar nos Estados Unidos, onde conquistou 97% de aprovação da crítica, na média do site Rotten Tomatoes. É disparada a nota mais alta entre todos os demais lançamentos da programação – e uma das mais altas do ano. Só um míssil termonuclear poderá impedir o seu sucesso. Frenético ao extremo, repleto de ação do começo ao fim, o longa explora a coragem suicida de Tom Cruise como nenhum filme antes. O ator, que dispensa dublês e efeitos digitais, vive ele mesmo as situações de perigo, como pilotar helicóptero em fuga, pular de um avião em queda livre, dirigir moto na contra-mão sem capacete ou pular entre prédios distantes. Não foi por acaso que se machucou durante as filmagens, o que o afastou do set por três meses. Por sinal, a cena em que o ator quebra o tornozelo, durante um erro de cálculo num salto entre edifícios em Londres, entrou no filme. Adaptação de best-seller juvenil, o romance adolescente sobrenatural “Todo Dia” tem público cativo em seu nicho. A trama acompanha alguém que acorda todo o dia num corpo diferente, até que se apaixona pela namorada de seu novo corpo. Melhor que a média do gênero, serve metafísica para adolescentes, ainda que de forma superficial. Os encontros de dois jovens também alimentam “Alguma Coisa Assim”, apelidado de “Boyhood” brasileiro por encontrar seus personagens em três momentos diferentes ao longo de uma década. O terceiro personagem é a rua Augusta, em São Paulo, que em dois dos encontros muda mais que o casal, dos neons piscantes das casas de strip e botecos com mesas de plástico aos restaurantes chiques e bares da moda. Trata-se de um trabalho bastante instigante de Esmir Filho e Mariana Bastos, mas também pragmático, por reunir os curtas originais “Alguma Coisa Assim” (2006) e “Sete Anos Depois” (2014) com novas filmagens, desta vez em Berlim, amarrando tudo com ajuda de um quarto personagem: o próprio tempo. A comédia britânica “A Festa” ironiza a esquerda intelectual com humor negro e fotografia em preto e branco, mas divide opiniões – talvez porque a esquerda intelectual não tenha gostado de se reconhecer na tela de Sally Potter. Mesmo quem desdenha, dá o braço a torçar para a interpretação de Patricia Clarkson, que rouba as cenas como convidada da festa do título, realizada pela personagem de Kristin Scott Thomas para comemorar sua indicação a um cargo político. Clarkson ganhou o BIFA, o prêmio do cinema indie britânico. O francês “Promessa ao Amanhecer” é remake do clássico homônimo de Jules Dassin, baseado na autobiografia do escritor Romain Gary, e tem como maior destaque a participação da atriz Charlotte Gainsbourg como mãe do protagonista, num papel que foi interpretado por Melina Mercouri em 1970. Gainsbourg foi indicada ao prêmio César. Por fim, “Lámen Shop” usa culinária para contar sua história e a História de Singapura. Mais fast food que prato gourmet, não repete a receita de qualidade do diretor singapurense Eric Khoo, conhecido pela animação “Tatsumi” (2011), que venceu o Festival de Tóquio ao retratar a vida de um dos pioneiros dos quadrinhos japoneses. Confira abaixo mais detalhes dos filmes, com sinopses oficiais e trailers, para decidir melhor o que assistir. Missão: Impossível – Operação Fallout | EUA | Ação Obrigado a unir forças com o agente especial da CIA August Walker (Henry Cavill) para mais uma missão impossível, Ethan Hunt (Tom Cruise) se vê novamente cara a cara com Solomon Lane (Sean Harris) e preso numa teia que envolve velhos conhecidos movidos por interesses misteriosos e contatos de moral duvidosa. Atormentado por decisões do passado que retornam para assombrá-lo, Hunt precisa se resolver com seus sentimentos e impedir que uma catastrófica explosão ocorra, no que conta com a ajuda dos amigos de IMF. Todo Dia | EUA | Romance A tem o incrível poder de acordar todos os dias em um corpo diferente, independente de gênero, cor ou idade. Sua rotina de constante adaptação, no entanto, ganha ares tristes quando acorda no corpo de Justin (Justice Smith) e acaba se apaixonando perdidamente pela namorada dele, Rhiannon (Angourie Rice). Alguma Coisa Assim | Brasil | Drama Enquanto buscam diversão, os jovens Caio (André Antunes) e Mari (Caroline Abras), vagam pela noite de São Paulo. Nesse contexto, entre o som e os silêncios, os dois vão se conhecendo ainda mais e ao longo de uma década se reencontram em três momentos muito importantes de suas vidas. A Festa | Reino Unido | Comédia Janet (Kristin Scott Thomas), uma política de esquerda, convida os amigos do partido para comemorar a sua escolha para o cargo de Ministra da Saúde britânica, coroando um objetivo que ela perseguia há anos. Os amigos – e penetras – também têm suas revelações, como uma gravidez inesperada. Mas é a surpresa revelada pelo marido de Janet, o intelectual Bill (Timothy Spall), que transforma completamente o clima da celebração. Promessa ao Amanhecer | França | Drama Desde sua infância na Polônia até a adolescência em Nice, de seus anos de estudante em Paris ao período de seu treinamento como piloto durante a 2ª Guerra Mundial, Romain Gary (Pierre Niney) atribui a vontade de viver intensamente à sua mãe, Nina (Charlotte Gainsbourg). É a força desse amor que o consagra como um dos mais famosos romancistas franceses e o único escritor a vencer o Prêmio Goncourt pela literatura francesa duas vezes, porém essa devoção também se torna um fardo em sua vida. Lámen Shop | Singapura, Japão | Drama Masato (Takumi Saitoh) trabalha no restaurante da família, um dos estabelecimentos de lámen mais reputados em todo o Japão. Quando ele perde o pai, o jovem chef decide buscar as raízes culinárias e históricas do pai e da mãe, também falecida. Através de um diário e de cartas, Masato faz um caminho através de China, Japão e Singapura, confrontando-se ao trauma da batalha de Singapura, que mudou para sempre os rumos de seus pais. Ele decide então acertar as contas com o passado. Vinte Anos | Brasil, Costa Rica | Documentário As recentes transformações da sociedade cubana através de histórias de amor de três casais cubanos, filmadas ao longo de vinte anos.

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  • Filme,  Série

    HBO confirma telefilme baseada na série clássica Deadwood

    25 de julho de 2018 /

    Depois de anos de especulação e desenvolvimento, a HBO confirmou nesta quarta-feira (25/7) que a série “Deadwood” vai ganhar um telefilme, que voltará a reunir o elenco original. O chefe de programação da HBO, Casey Bloys, confirmou a produção durante o evento semestral da TCA (Associação de Críticos de TV dos Estados Unidos), ao comentar os projetos do canal para 2019. “Deadwood” narrava a origem de uma cidade no Velho Oeste americano, mostrando seus moradores implacáveis e violentos na tentativa de estabelecer uma comunidade. A série era protagonizada por Timothy Olyphant (hoje em “Santa Clarita Diet”) como o xerife brutal Seth Bullock e Ian McShane (hoje em “Deuses Americanos”) como o dono de saloonAl Swearengen, que marcou os telespectadores com seu jeito irascível e palavrões constantes. A série durou três temporadas, entre 2004 e 2006, e seu cancelamento foi marcado por protestos dos fãs. O criador da série, David Milch (de “Nova Iorque Contra o Crime”), será o responsável pelo roteiro do telefilme. Ainda não há confirmação de quais atores da série voltarão para seus personagens, mas Bloys revelou que a demora para colocar o projeto em produção foi justamente para “conciliar as agendas” do elenco, que inclui ainda atores como Molly Parker (hoje em “Perdidos no Espaço”), Jim Beaver (hoje em “Supernatural”), Titus Welliver (hoje em “Bosch”), Paula Malcomson (até recentemente em “Ray Donovan”), Kim Dickens (até recentemente em “Fear the Walking Dead”), Dayton Callie (idem) e Garret Dillahunt (hoje em “Fear the Walking Dead”), entre outros. Dillahunt, por sinal, estava em campanha desde 2016 pelo filme do western e chegou postar no seu Twitter a seguinte mensagem: “Vamos HBO, vocês fizeram o filme de ‘Entourage’… Deem um encerramento aos fãs de ‘Deadwood’, vocês podem”. As filmagens vão começar em outubro para uma estreia estre entre março e junho nos Estados Unidos.

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  • Filme

    Disputa do Leão de Ouro do Festival de Veneza 2018 inclui produções da Netflix

    25 de julho de 2018 /

    O Festival de Veneza 2018 divulgou a lista dos filmes que participarão de sua competição e de algumas mostras paralelas. E ao contrário do Festival de Cannes, que impediu produções da Netflix de competir sem estrear nos cinemas, a seleção italiana destaca seis obras originais do serviço de streaming. São elas “22 July”, novo thriller de Paul Greengrass (“James Bourne”), “Roma”, retorno de Alfonso Cuarón (“Gravidade”) aos filmes falados em espanhol, a restauração de “The Other Side of the Wind”, “filme perdido” de Orson Welles (“Cidadão Kane”) – que Cannes sonhava em exibir – , o documentário sobre Welles “They’ll Love Me When I’m Dead”, a produção italiana “On My Skin”, de Alessio Cremonini, que vai abrir a mostra Horizontes, e a maior surpresa da seleção: “The Ballad of Buster Scruggs”, nova obra dos irmãos Joel e Ethan Coen (“Onde os Fracos Não Tem Vez”), inicialmente anunciada como uma série, que vai disputar o Leão de Ouro. A presença destes longas demonstra que a necessidade de Veneza de disputar atenção da mídia, causada por conflitos de calendário com eventos norte-americanos – festivais de Toronto e Telluride – , não permite ignorar o estúdio que mais produz filmes no mundo. Ao se focar na programação, em vez de proibições de selfies, streaming e outras regras elitistas, Veneza faz a clara opção por se tornar a vitrine europeia dos lançamentos autorais da Netflix. E essa iniciativa inevitavelmente faz sombra à Cannes, que neste ano trouxe uma programação sem peso e premiou filmes de pouca repercussão. Veneza já é o mais hollywoodiano dos festivais europeus, graças à recente tradição de exibir as premières mundiais dos futuros vencedores do Oscar, situação que culminou no ano passado com a vitória de “A Forma da Água”, de Guillermo del Torno, meses antes de ser consagrado pela Academia em Los Angeles – o que também foi uma volta olímpica sobre Toronto, que premiou “Três Anúncios para um Crime”. O fato de ser o festival de cinema mais antigo do mundo, que por sinal completa 75 anos, não torna Veneza antiquado. Ao contrário, só aumenta seu status, ecoando uma seleção repleta de estrelas do universo cinéfilo em 2018, que será aberta pela première mundial de “O Primeiro Homem”, do diretor Damien Chazelle (“La La Land”), sobre a viagem de Neil Armstrong (Ryan Gosling) à Lua. Outros filmes badalados da programação incluem o musical “Nasce Uma Estrela”, dirigido e estrelado por Bradley Cooper (“Sniper Americano) e com participação de Lady Gaga, “Shadow”, do mestre chinês Zhang Yimou (“O Clã das Adagas Voadoras”), “Suspiria”, remake do clássico de terror realizado por Luca Guadagnino (“Me Chame Pelo Seu Nome”), “Dragged Across Concrete”, em que S. Craig Zahler (“Confronto no Pavilhão 99″) dirige Mel Gibson, sem esquecer obras de cineastas renomados como Mike Leigh (“Peterloo”), Amos Gitai (“A Tramway in Jerusalem” e “A Letter To A Friend In Gaza”), Emir Kusturica (“El Pepe, Una Vida Suprema”), Jacques Audiard (“The Sisters Brothers”), Yorgos Lanthimose (“The Favorite”), Julian Schnabel (“At Eternity’s Gate”) e Sergei Loznitsa (“Process”). Por outro lado, pelo segundo ano seguido, apenas um dos 21 filmes selecionados para a competição principal é dirigido por uma mulher: “The Nightingale”, faroeste da australiana Jennifer Kent (“O Babadook”). A relação completa também inclui três produções brasileiras nas mostras paralelas: “Deslembro”, de Flavia Castro, na mostra Horizontes, “Domingo”, de Clara Linhart e Fellipe Barbosa, na Venice Days, e “Humberto Mauro”, de André di Mauro na Venice Classic Documentary. O principal evento de cinema da Itália acontece entre os dias 19 de agosto e 8 de setembro, e terá Guillermo Del Toro como presidente do júri responsável por premiar o vencedor do Leão do Ouro. Confira abaixo a lista das obras anunciadas. COMPETIÇÃO OFICIAL O Primeiro Homem, de Damien Chazelle The Mountain, de Rick Alverson Doubles Vies, de Olivier Assayas The Sisters Brothers, de Jacques Audiard The Ballad Of Buster Scruggs, de Ethan Coen, Joel Coen Vox Lux, de Brady Corbet 22 July, de Paul Greengrass Roma, de Alfonso Cuaron Suspiria, de Luca Guadagnino Werk Ohne Autor, de Florian Henckel Von Donnersmarck The Nightingale, de Jennifer Kent The Favourite, de Yorgos Lanthimos Peterloo, de Mike Leigh Capri-Revolution, de Mario Martone What You Gonna Do When The World’s On Fire?, de Roberto Minervini Sunset, de Laszlo Nemes Frères Ennemis, de David Oelhoffen Nuestro Tiempo, de Carlos Reygadas At Eternity’s Gate, de Julian Schnabel Acusada, de Gonzalo Tobal Killing, de Shinya Tsukamoto FORA DE COMPETIÇÃO – FICÇÃO Nasce Uma Estrela, de Bradley Cooper Mi Obra Maestra, de Gaston Duprat Un Peuple Et Son Roi, de Pierre Schoeller A Tramway In Jerusalem, de Amos Gitai La Quietud, de Pablo Trapero Shadow, de Zhang Yimou Dragged Across Concrete, de S Craig Zahler EVENTOS ESPECIAIS The Other Side Of The Wind, de Orson Welles They’ll Love Me When I’m Dead, de Morgan Neville EXIBIÇÕES ESPECIAIS L’Amica Geniale, de Saverio Costanza Il Diario Di Angela – Noi Due Cineasti, de Yervant Gianikian FORA DE COMPETIÇÃO – NÃO-FICÇÃO A Letter To A Friend In Gaza, de Amos Gitai Aquarela, de Victor Kossakovsky El Pepe, Una Vida Suprema, de Emir Kusturica Process, de Sergei Loznitsa Carmine Street Guitars, de Ron Mann Isis, Tomorrow. The Lost Souls Of Mosul., de Francesca Mannocchi, Alessio Romenzi American Dharma, de Errol Morris Introduzione All’Oscuro, de Gaston Solnicki Your Face, de Tsai Ming-Liang 1938 Diversi, de Giorgi Treves Monrovia, Indiana, de Frederick Wiseman Una Storia Senza Nome, de Roberto Ando Les Estivants, de Valeria Bruni Tedeschi MOSTRA HORIZONTES Sulla Mia Pelle, de Alessio Cremonini Manta Ray, de Phuttiphong Aroonpheng Soni, de Ivan Ayr The River, de Emir Baigazin La Noche De 12 Anos, de Alvaro Brechner Deslembro, de Flavia Castro The Announcement, de Mahmut Fazil Coskun Un Giorno All’Improvviso, de Ciro D’Emilio Charlie Says, de Mary Harron Amanda, de Mikhael Hers The Day I Lost My Shadow, de Soudade Kaadan L’Enkas, de Sarah Marx The Man Who Surprised Everyone, de Natasha Merkulova, Aleksy Chupov Memories Of My Body, de Garin Nugroho As I Lay Dying, de Mostafa Sayyari La Profezia Dell’Armadillo, de Emanuele Scaringi Tel Aviv On Fire, de Sameh Zoabi Jinpa, de Pema Tseden Stripped, de Yaron Shani

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  • Wagner Moura
    Filme

    Wagner Moura vai estrelar filme sobre diplomata brasileiro morto em ataque terrorista no Iraque

    25 de julho de 2018 /

    Depois de inspirar diversos documentários, a vida do diplomata brasileiro Sérgio Vieira de Mello, morto em um ataque terrorista em Bagdá, em 2003, vai virar um longa de ficção com Wagner Moura no papel principal. O ator brasileiro estava desde 2013 tentando tirar o filme do papel, chegou a passar uma temporada nos Estados Unidos no ano passado negociando a produção e finalmente vai começar as filmagens, marcadas para agosto, numa coprodução americana com distribuição internacional da Netflix. Além de estrelar o filme, Moura é um dos produtores, ao lado de Brent Travers e Daniel Dreifuss (produtor do chileno “No”, indicado ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira de 2013). A cinebiografia, que ainda não tem título oficial, será o primeiro longa de ficção dirigido por Greg Barker, vencedor do Emmy pelo documentário “Manhunt: The Inside Story of the Hunt for Bin Laden” (2013). Mas ele já conhece bem o tema. Em 2009, Barker dirigiu “Sergio” (2009), documentário sobre a vida do diplomata para o canal pago HBO. O roteiro, por sua vez, é de Craig Borten, indicado ao Oscar por “Clube de Compras Dallas” (2013), e será baseado no livro “O Homem Que Queria Salvar o Mundo”, de Samantha Power, ex-embaixadora dos Estados Unidos para as Nações Unidas e premiada com o Pulitzer. O elenco também contará com a cubana Ana De Armas (“Blade Runner 2049”) no papel de Carolina Larriera, economista argentina, que era mulher de Vieira de Mello e foi a última pessoa a vê-lo com vida, além dos atores Garret Dillahunt (“Fear the Walking Dead”), Will Dalton (“Loving”), Clemens Schick (“Praia do Futuro”) e Brían F. O’Byrne (“Menina de Ouro”). As filmagens devem durar cerca de seis semanas, divididas entre locações no Brasil e no Oriente Médio. O filme focará nas missões de Sérgio Vieira de Mello durante seu período no Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, quando fez importantes avanços sócio-políticos no Timor Leste, Bangladesh, Camboja e outros países com problemas humanitários. Sua capacidade de resolver crises aparentemente insolúveis lhe rendeu a fama de ser uma mistura de “James Bond com Bobby Kennedy”. Graças à sua capacidade de negociação, coragem e disposição de enfrentar o perigo, ele foi escolhido para representar o secretário-geral das Nações Unidas no Iraque, em maio de 2003. E assim foi vítima de um ataque à bomba ordenado por Osama Bin Laden contra a sede das Nações Unidas em Bagdá. A previsão de lançamento é para 2019, direto em streaming.

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  • Etc,  Filme

    Juiz rejeita processo de plágio contra A Forma da Água

    25 de julho de 2018 /

    O processo movido contra o estúdio Fox Searchlight e o diretor Guillermo del Toro por plágio em “A Forma da Água”, filme vencedor do Oscar 2018, foi rejeitado na Justiça americana. O processo era movido pela família do dramaturgo Paul Zindel, que alegava que a produção copiava uma peça do autor. Na terça-feira (24/7), o juiz Judge Percy Anderson, da Califórnia, rejeitou as acusações e concluiu que o filme apresenta apenas “pequenas similaridades” com a peça “Let Me Hear You Whisper”, escrita por Zindel no final da década de 1960. De acordo com a acusação, apresentada formalmente à Justiça norte-americana alguns dias antes da cerimônia da Oscar, o produtor Daniel Kraus, que propôs o filme a Del Toro, é um grande admirador da obra Zindel, assim como o cineasta, e teria proposto situar a trama do filme no mesmo ano em que um teleteatro inspirado na peça foi ao ar na TV americana. As coincidências entre os enredos de peça e filme seguem se multiplicando. A história de Zindel gira em torno de Helen, uma faxineira que se encanta por um golfinho mantido em cativeiro pelo governo. Para salvar a vida do animal, ela arma um plano para driblar a segurança máxima do local e retirá-lo de lá. Já no filme de Del Toro, Sally Hawkins vive Elisa, uma faxineira muda que se apaixona por uma criatura marinha, mantida em cativeiro em um laboratório secreto do governo. Ela também arma um plano para driblar a segurança máxima do local e retirá-lo de lá. Mas os resultados daí em diante revelam-se muito diferentes. De fato, se há similaridades na premissa, o restante, incluindo execução, desdobramentos e uma riqueza infinita de detalhes, são opostos. O juiz examinou o enredo, temas, ritmo, clima, diálogos e personagens nos respectivos trabalhos. “Apesar de a peça e o filme dividirem a mesma premissa básica de uma empregada de uma empresa tecnológica que decide liberar uma criatura aquática para protegê-la de experimentos, o conceito é geral demais para ser sustentado”. Uma das diferenças, de acordo com a autoridade, é a relação da protagonista com o animal. “Na peça, Helen não parece desenvolver uma atração única pela criatura. No caso, ela desaprova os testes no animal, o que leva ao seu desejo de salvar o golfinho. Por contraste, o laço de Elisa com o bicho no filme se desenvolve mais devagar, aumentando uma afeição pessoal e, depois, amor”. Guilhermo del Toro chegou a comentar a polêmica, na véspera da premiação do Oscar. “Eu nunca li ou vi a peça teatral”, disse o diretor ao site americano Deadline. “Eu nunca ouvi falar sobre essa peça antes de fazer ‘A Forma da Água’, e nenhum dos meus colaboradores mencionaram a peça”, completou. Por sua vez, a Fox Searchlight emitiou um comunicado apoiando Del Toro. “As acusações do senhor Zindel não têm fundamento, são totalmente sem mérito e vamos nos defender. Além disso, a queixa parece coincidir com o ciclo de votação do Oscar para pressionar o nosso estúdio a resolver o caso rapidamente. Em vez disso, nós vamos nos defender vigorosamente e, por extensão, defender este filme inovador e original”.

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    Emma Thompson vai voltar a viver a Agente O no novo Homens de Preto

    25 de julho de 2018 /

    A atriz Emma Thompson vai reprisar o papel de Agente O, que ela viveu em “Homens de Preto 3”, no novo filme da franquia, confirmando que a produção é um spin-off e não um remake/reboot. Em outras palavras, os produtores não vão zerar a história, mas continuá-la com outros personagens, e a presença de Thompson oferece a garantia da continuidade. Tudo indica que a Agente O continuará a ser a chefe da organização secreta, que tem como missão manter a existência de alienígenas escondida do resto da humanidade. E desta vez ela comandará novos agentes, interpretados pelos dois astros do recente “Thor: Ragnarok”, Chris Hemsworth e Tessa Thompson. Além deles, o comediante Kumail Nanjiani (“Doentes de Amor”) e o veterano astro Liam Neeson (“Busca Implacável”) completam o elenco central F. Gary Gray (“Velozes e Furiosos 8”) vai dirigir o filme, que tem roteiro de Matt Holloway e Art Marcum, responsáveis por “Homem de Ferro” (2008) e “Transformers: O Último Cavaleiro” (2017). Apesar de ainda não ter título oficial, o spin-off de “Homens de Preto” já tem data de estreia: 14 de junho de 2019.

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    Festival de Toronto divulga primeira lista de filmes, repleta de aspirantes ao Oscar 2019

    25 de julho de 2018 /

    A primeira lista de filmes que serão exibidos no Festival de Toronto 2018 foi anunciada nessa terça (24/7), dando uma ideia de quais filmes acreditam ter chances de chegar ao Oscar 2019. No ano passado, filmes como “Mãe!”, de Darren Aronofsky, e “Suburbicon”, de George Clooney, tiveram essa pretensão dinamitada com repercussões negativas no evento canadense, enquanto “Três Anúncios para um Crime”, de Martin McDonagh, “Eu, Tonya”, de Craig Gillespie, “Me Chame pelo Seu Nome”, de Luca Guadagnino, e “A Forma da Água”, de Guillermo Del Toro, saíram consagrados pela repercussão positiva, conquistando diversas indicações e prêmios da Academia. Entre os destaques da seleção deste ano, estão “O Primeiro Homem”, filme da Damien Chazelle (“La La Land”) sobre a conquista da Lua que vai abrir o Festival de Veneza; “As Viúvas”, thriller de Steve McQueen, que não filmava desde “12 Anos de Escravidão” há cinco anos; “Beautiful Boy”, nova posta da Amazon Studios com Timothee Chalamet (“Me Chame pelo Seu Nome”); “Wildlife”, primeiro filme dirigido pelo ator Paul Dano (“Sangue Negro”), com Jake Gyllenhaal (“O Abutre”) e Carey Mulligan (“Mudbound”); “If Beale Street Could Talk”, novo filme de Barry Jenkins, do vencedor do Oscar 2018 “Moonlight”; e o musical “Nasce Uma Estrela”, dirigido e estrelado por Bradley Cooper (“Sniper Americano”) ao lado da popstar Lady Gaga. A lista ainda inclui “The Front Runner”, filme político estrelado por Hugh Jackman (“Logan”), “The Old Man & the Gun”, thriller que marcará a despedida de Robert Redford (“Butch Cassidy”) da atuação, e “Roma”, dirigido por Alfonso Cuarón (“Gravidade”). Entre as produções internacionais, também chamam atenção “Shadow”, novo trabalho do mestre chinês Z​hang Yimou (“Herói”), “Galveston”, quarto longa dirigido pela atriz francesa ​Mélanie Laurent (“Respire”), “High Life​”, primeira sci-fi da cineasta francesa Claire Denis (“Bastardos”), “Cold War”, que já rendeu o prêmio de Melhor Direção ao polonês P​aweł Pawlikowski (“Ida”) no Festival de Cannes, e muitos outros. A lista divulgada inclui pouco mais de 30 filmes, mas a seleção completa deve ter mais de 200 títulos. Os novos filmes serão revelados nos próximos dias. Confira abaixo todos os títulos antecipados pelos organizadores. O Festival de Toronto 2018 acontece entre 6 e 16 de setembro. SESSÕES DE GALA “Beautiful Boy”, de ​Felix van Groeningen, EUA “Galveston”, de ​Mélanie Laurent, EUA “Everybody Knows​”, de Asghar Farhadi, Espanhan/França/Itália “First Man”, de ​Damien Chazelle, EUA “The Hate U Give”, de G​eorge Tillman,Jr.,EUA “Hidden Man​”, de Jiang Wen, China “High Life​”, de Claire Denis, Germany/França/Polônia/Reino Unido “Husband Material​”, de Anurag Kashyap, Índia “The Kindergarten Teacher”, de Sara Colangelo, EUA “The Land of Steady Habits”, de ​Nicole Holofcener, EUA “Life Itself”, de ​Dan Fogelman, EUA “The Public”, de ​Emilio Estevez, EUA “Red Joan”, de ​Sir​ ​Trevor Nunn, Reino Unido “A Star is Born”, de ​Bradley Cooper, EUA “Shadow”, de Z​hang Yimou, China “What They Had”, de ​Elizabeth Chomko, EUA “Widows”, de ​Steve M​cQ​ueen, Reino Unido/EUA  APRESENTAÇÕES ESPECIAIS “Ben is Back”, de ​Peter Hedges, EUA “Burning”, de L​ee Chang-dong, Coreia do Sul “Can You Ever Forgive Me?” ​Marielle Heller, EUA “Capernaum​”, de Nadine Labaki, Lebanon “Cold War”, de P​aweł Pawlikowski, Polônia/Reino Unido/França “Colette”, de W​ash Westmoreland, Reino Unido “Dogman”, de ​Matteo Garrone, Itália/França “If Beale Street Could Talk”, de Barry Jenkins, EUA “The Front Runner”, de ​Jason Reitman, EUA “Giant Little Ones”, de K​eith Behrman, Canadá “Girls of the Sun (Les filles du soleil)”, de ​Eva Husson, França “Hotel Mumbai”, de ​Anthony Maras, Austrália “The Hummingbird Project​”, de Kim Nguyen, Canadá “Maya”, de ​Mia Hansen-Løve, França “Manto”, de ​Nandita Das, Índia

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    Novo filme do diretor de Casa Grande é selecionado para o Festival de Veneza

    24 de julho de 2018 /

    O filme brasileiro “Domingo” foi selecionado para participar do Festival de Veneza 2018. Dirigido por Fellipe Barbosa (“Casa Grande”, “Gabriel e a Montanha”) em parceria com Clara Linhart (do documentário “Rio em Chamas”), o longa será exibido na seção Venice Days, mostra independente do festival, que segue os moldes da Quinzena dos Realizadores de Cannes. A trama de “Domingo” acompanha uma família burguesa decadente do interior gaúcho no dia 1º de janeiro de 2003, quando o presidente Luís Inácio Lula da Silva tomou posse na Presidência da República. Durante uma festa extravagante, muitas verdades estão prestes a vir à tona e o mal-estar entre os convidados fica evidente. O roteiro é assinado por Lucas Paraizo (também de “Gabriel e a Montanha”) e o elenco inclui Camila Morgado (“Olga”), Augusto Madeira (“Bingo: O Rei das Manhãs”), Ismael Caneppele (“Os Famosos e os Duendes da Morte”, Martha Nowill (“Vermelho Russo”), Clemente Viscaino (“Infância”) e Chay Suede (“A Frente Fria que a Chuva Traz”). A produção nacional vai concorrer ao prêmio da mostra com filmes de vários países, entre eles “Continuer”, do diretor belga Joachim Lafosse, “C’est ça L’amour”, da francesa Claire Burger, e “José”, do chinês Li Cheng, produzido e filmado na Guatemala. Em comunicado, o diretor artístico da mostra, Giorgio Gosetti, destacou que metade dos diretores selecionados são mulheres. “Não foi planejado. Nós procuramos o melhor que pudemos encontrar, e frequentemente o que encontramos foram filmes feitos com a sensibilidade feminina”, declarou. A mostra Venice Days, assim como o Festival de Veneza, vai acontecer entre os dias 29 de agosto e 8 de setembro.

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