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Divulgação/Go Up Entertainment

Filme|27 de junho de 2026

PF deve abrir três inquéritos sobre filme de Bolsonaro

Apurações devem mirar repasses de Daniel Vorcaro, possível envio de dinheiro a Eduardo Bolsonaro e uso de emendas parlamentares

Pipoque pelo Texto ocultar
1 Três frentes de investigação
2 STF definiu relator
3 O que a PF quer apurar?
4 Empresa suspeita aparece no caminho
5 Flávio nega irregularidade
6 Possível uso por Eduardo será investigado
7 Emendas ficam com Flávio Dino
8 Quem são os parlamentares citados?
9 Mario Frias também é mencionado
10 Entidades receberam recursos públicos
11 CGU faz auditoria
12 Filme virou caso político
13 Caso ainda está no início
14 Aberto para posicionamentos

Três frentes de investigação

A Polícia Federal deve abrir três inquéritos sobre suspeitas envolvendo o financiamento de “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. A revelação foi feita pelo G1 na sexta (26/6).

As apurações devem mirar os repasses de R$ 61 milhões feitos por Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, a pedido do senador Flávio Bolsonaro, a possível destinação de parte desse dinheiro para bancar Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos e a indicação de emendas parlamentares para entidades ligadas à produtora do filme.

STF definiu relator

A abertura dos inquéritos dependia da definição do Supremo Tribunal Federal sobre a relatoria do caso. Na quinta (25/6), o presidente do STF, Edson Fachin, decidiu que a investigação sobre os repasses de Vorcaro ficará sob responsabilidade de André Mendonça, ministro que já relata apurações relacionadas ao caso Banco Master.

O que a PF quer apurar?

A primeira frente deve investigar a origem, o caminho e a finalidade dos R$ 61 milhões atribuídos a Daniel Vorcaro. após gravações de cobrança de Flávio Bolsonaro serem reveladas pelo The Intercept Brasil.

O valor foi revelado pelo site de jornalismo independente a partir de mensagens, planilhas, contratos e comprovantes bancários.

A PF quer confirmar a quantia e verificar se o repasse ocorreu em troca de algum favor prestado por Flávio Bolsonaro ou por seu grupo político.

Empresa suspeita aparece no caminho

Segundo a apuração, o dinheiro chegou a um fundo ligado ao financiamento de “Dark Horse”, nos Estados Unidos, por meio da Entre Investimentos e Participações.

A empresa já era apontada como integrante do ecossistema de fraudes investigado no caso Banco Master.

Flávio nega irregularidade

Flávio Bolsonaro nega qualquer irregularidade. Após dizer que não tinha dinheiro de Vorcaro em “Dark Horse”, o senador afirmou que apenas buscou financiamento privado para um filme sobre a vida do pai e sustentou que não ofereceu vantagem ilícita, não recebeu dinheiro e não intermediou negócios com o governo.

Possível uso por Eduardo será investigado

A segunda frente deve apurar se parte dos recursos repassados ao projeto foi usada para bancar Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

Essa investigação é considerada mais complexa por policiais ouvidos pela reportagem, porque pode exigir cooperação com autoridades americanas e pedidos de quebra de sigilo fora do Brasil.

Emendas ficam com Flávio Dino

A terceira frente envolve a destinação de emendas parlamentares para entidades ligadas à produtora de “Dark Horse”.

Esse braço da apuração ficará sob relatoria de Flávio Dino, que já conduz uma apuração preliminar sobre o tema desde maio. A expectativa de investigadores é que o caso evolua para inquérito.

Quem são os parlamentares citados?

A suspeita envolve emendas indicadas por políticos do PL a entidades ligadas à empresária Karina Ferreira da Gama, responsável pela Go Up Entertainment, produtora de “Dark Horse”.

Entre os nomes citados estão os ex-deputados Alexandre Ramagem e Carla Zambelli e os deputados Bia Kicis e Marcos Pollon. Todos negam irregularidades.

Mario Frias também é mencionado

O deputado Mario Frias, que participa diretamente da produção da cinebiografia, também aparece na apuração.

Segundo a reportagem, ele firmou contratos com empresas pertencentes a Karina Ferreira da Gama usando verbas da Câmara dos Deputados.

Entidades receberam recursos públicos

Karina também está ligada a outras entidades que receberam recursos públicos, como a Academia Nacional de Cultura e o Instituto Conhecer Brasil. A ANC aparece na apuração sobre emendas parlamentares e teria sido contemplada com R$ 2,6 milhões em emendas PIX indicadas por parlamentares do PL.

Já o ICB está sendo investigado pela Polícia Civil de São Paulo por causa de um contrato de R$ 108 milhões firmado com a gestão do prefeito Ricardo Nunes para o programa WiFi Livre. O inquérito averigua se parte dos recursos do contrato com a Prefeitura de São Paulo foi desviada para a produção de “Dark Horse”.

A defesa de Karina nega a suspeita e afirma ter documentos para comprovar a origem dos recursos usados no longa, mas não pode revelá-los devido a cláusulas de confidencialidade com multas altíssimas.

CGU faz auditoria

Além da investigação criminal da Polícia Federal, a Controladoria-Geral da União realiza uma auditoria sobre a destinação das emendas. A análise mira a prestação de contas e o uso dos recursos públicos enviados a entidades ligadas à empresária responsável pela produtora do filme.

Filme virou caso político

“Dark Horse” é uma produção sobre Jair Bolsonaro estrelada pelo ator americano Jim Caviezel, que ganhou repercussão política após revelações sobre a participação de Flávio Bolsonaro na busca por financiamento com Daniel Vorcaro, preso no caso do Banco Master.

A Go Up Entertainment já afirmou que o filme tem mais de dez investidores e negou ter recebido recursos de Vorcaro ou de empresas ligadas a ele.

Caso ainda está no início

A eventual abertura dos inquéritos não significa que as suspeitas estejam comprovadas.

As apurações devem buscar documentos, rastrear movimentações financeiras e ouvir envolvidos antes de definir se houve crime, desvio de recursos públicos, vantagem indevida ou irregularidade no financiamento de “Dark Horse”.

Aberto para posicionamentos

Os bastidores do filme “Dark Horse” têm gerado repercussão há mais de um mês. O tema está em constante atualização e o espaço segue em aberto para posicionamentos, declarações e reparos das partes citadas, que queiram responder, refutar ou acrescentar detalhes em relação ao que foi noticiado.

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