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10 de agosto de 2026
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    Astro de 007 tem lição da CIA sobre como ser um espião de verdade

    10 de julho de 2018 /

    O astro Daniel Craig foi convocado pela CIA para aprender a ser um espião de verdade. Ou pelo menos alguém que possa parecer mais realista que o 007 se mostrou até então no cinema. O site oficial da Agência de Inteligência dos Estados Unidos revelou que Craig teve uma reunião com agentes secretos verdadeiros para discutir a representação da profissão nos cinemas. A visita de Craig faz parte da iniciativa “Reel vs. Real” da CIA, que também trouxe membros da equipe da série “The Americans”, dedicada a espionagem durante a Guerra Fria (nos anos 1980), para a sede da agência governamental. A iniciativa visa “combater discrepâncias e assistir em retratos balanceados e acurados” da espionagem. A CIA também divulgou uma foto de Craig na agência, com um visual que lembra os filmes de James Bond. Veja acima. Segundo a entidade, Craig aprendeu com “agentes de campo e membros da liderança” da agência que “a espionagem real tem muito mais a ver com informações do que perseguições”. Durante sua fala aos agentes reunidos na sede, Craig se disse “impressionado” com as técnicas da CIA, especialmente com “o trabalho em equipe” envolvido nas atividades de espionagem reais que ele reproduz no cinema como 007. O próximo filme do espião britânico, ainda sem título definido, já vai começar a ser rodado com direção de Danny Boyle (“Quem Quer Ser um Milionário?”). A estreia está marcada para 8 de novembro de 2019.

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  • Etc,  Filme

    Produtores de Hollywood “atropelam” resgate por direito de filmar tragédia dos meninos da Tailândia

    10 de julho de 2018 /

    Dois produtores de Hollywood foram até a Tailândia para acompanhar o resgate dos meninos que ficaram presos em uma caverna no Norte do país junto com o treinador do time de futebol do qual fazem parte. Os americanos Michael Scott e Adam Smith planejam um filme sobre a tragédia da equipe dos Wild Boars (Javalis Selvagens). “Haverá outras empresas de produção chegando, por isso temos que agir muito rapidamente”, disse Smith a um site australiano de notícias, quando foi perguntado se suas ações podem ser vistas como insensíveis em um momento tão delicado. Enquanto mergulhadores enfrentavam o difícil percurso para trazer os garotos, com idades entre 11 e 16 anos, à segurança, durante a operação de resgate, os produtores realizavam entrevistas preliminares nos arredores da caverna de Tham Luang e buscavam registrar os direitos exclusivos das suas histórias. Scott, sócio-direitor da produtora cristã Pure Flix, afirmou que a empresa também já pensa em levar um roteirista ao local. “Eu vejo isso como um grande filme de Hollywood com os maiores astros do Cinema”, disse Scott à agência Australian Associated Press. A empresa Pure Flix é conhecida por produzir filmes cristãos maniqueístas, que fazem propaganda de uma agenda evangélica de direita. Um de seus títulos mais famosos foi “Deus Não Está Morto” (2014), que ganhou uma sequência voltada a pressionar mudanças de leis no Congresso americano. A história do time de futebol, que passou 17 dias preso numa caverna submersa, teve uma repercussão mundial similar ao desastre dos mineiros do Chile, que ficaram soterrados durante 69 dias. Este desastre também virou filme, “Os 33”, estrelado por Antonio Banderas e Rodrigo Santoro em 2015. Mas, neste caso, o produtores esperaram os mineiros serem resgatados, reencontrarem suas famílias e retomarem suas vidas, antes de pensar em fazer dinheiro com suas tragédias.

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  • Etc

    Netflix testa assinatura mais cara e diminui capacidade de planos existentes

    10 de julho de 2018 /

    A Netflix incluiu o mercado brasileiro em seu teste de um novo plano mais caro do que os existem atualmente. Ele é chamado Ultra e se posiciona acima do Premium, que era o mais caro disponível. A empresa oferece duas opções diferentes de preços para o novo plano: R$ 45,90 e R$ 53,90. A diferença visa descobrir o quanto os usuários estariam dispostos a pagar por melhorias no streaming. No Ultra, os clientes teriam acesso a filmes e séries em resolução 4K com suporte para HDR, uma tecnologia presente nas TVs mais recentes que melhora brilho e contraste das imagens. E para tornar o plano ainda mais atrativo, a Netflix está “piorando” o que já oferece. A assinatura Premium, que já oferece resolução 4k e hoje sai por R$ 37,90 ao mês, passaria a permitir a reprodução simultânea de apenas duas telas, em vez das quatro que são oferecidas atualmente. Assim, quem quiser acessar Netflix por quatro dispositivos, precisará assinar o Ultra. Para aumentar ainda mais diferença, o pacote básico, cujo valor é de R$ 27,90, também sofrerá deterioração, passando a incluir apenas uma transmissão por vez, e não mais duas. Como trata-se de um teste, é possível que a nova política de preços não seja efetivamente aplicada ao mercado. A empresa constantemente realiza testes desse tipo que podem ou não se tornarem realidade, dependendo dos resultados. Em comunicado, a empresa afirmou: “Nós testamos continuamente novas coisas na Netflix e esses testes normalmente variam em duração. Nesse caso, estamos testando preços e recursos ligeiramente diferentes para entender melhor como os consumidores valorizam a Netflix. Nem todo mundo vai ver esse teste e talvez não possamos oferecer os preços ou recursos específicos contemplados”.

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  • Etc

    Acionista minoritário da Fox entra com processo para impedir venda para a Disney

    10 de julho de 2018 /

    Um acionista da 21st Century Fox decidiu travar a venda da empresa para a Disney. Robert Weiss entrou com uma ação na Justiça americana para impedir a negociação, em nome de outros acionistas minoritários da companhia. Segundo o processo, dados financeiros da Fox foram omitidos ou exagerados no relatório enviado para o governo americano a fim de que a compra pela Disney fosse aprovada, o que aconteceu no último dia 27 de junho. Os dados estariam incompletos no que se referem a investimentos ou lucros previstos no serviço de streaming Hulu e no canal pago britânico Sky, por exemplo. O Departamento de Justiça dos EUA deu o aval para a transação e só fez uma exigência: de que a Disney abrisse mão das emissoras regionais esportivas da Fox, o que foi prontamente acatado pela empresa. O processo de Weiss pode atrasar e até bloquear a finalização da compra. Tudo depende da decisão do juiz, que não deve sair tão cedo. Isso também dá mais fôlego para a rival da Disney na aquisição, a Comcast, que já é dona da Universal. O lance final da Disney foi de US$ 71,3 bilhões e precisou ser aumentado após a Comcast oferecer US$ 65 bilhões. Analistas do mercado financeiro acreditam que a Comcast planejava um novo lance, mas foi atropelada pela decisão da Justiça americana. A aprovação da compra da Fox pela Comcast não seria fácil de ser aprovada, pois a empresa já teve grandes dificuldades e sofreu diversas restrições ao comprar a Universal. Isto porque, enquanto o negócio da Fox com a Disney é horizontal, entre empresas iguais, a negociação com a Comcast é vertical, entre uma empresa distribuidora (internet, acesso à cabo) e outra criadora de conteúdo e dona de canais, o que criaria um monopólio de serviços.

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    George Clooney sofre acidente de trânsito na Itália

    10 de julho de 2018 /

    O ator George Clooney passou por um susto na Itália, onde está gravando cenas para a minissérie “Catch-22” da HBO. De acordo com a imprensa italiana, ele sofreu um acidente ao ir para o set, envolvendo a colisão de sua scooter com um carro. Apesar de ter sido levado ao hospital, não houve lesões sérias. O canal pago americano NBC News informou nesta terça-feira (10/7) que Clooney foi liberado após passar por exames de rotina e por uma ressonância magnética. O acidente aconteceu em um intervalo da gravação da minissérie na Sardenha. “Segundo a polícia, às 8h da manhã, George Clooney estava andando em sua scooter na rodovia em direção à Olbia. O carro não respeitou a faixa e bateu nele. O motorista do carro chamou uma ambulância. A ressonância deu negativa e ele não teve lesões sérias”, informou a NBC News. Clooney relatou um impacto na pélvis e hematomas no joelho e no braço, segundo o jornal italiano La Nuova Sardenha e a agência de notícias EFE. Além de atuar, Clooney produz e estrela “Catch-22”, adaptação do famoso romance “Ardil-22” (1961) de Joseph Heller, que acompanha alguns pilotos americanos na ilha de Pianosa (Itália) durante a 2ª Guerra Mundial. Já transformado num filme cultuadíssimo de 1970 por Mike Nichols, a nova versão do clássico pacifista foi criada pelo roteirista Luke Davies (“Lion”) e pelo cineasta David Michôd (“The Rover – A Caçada”). A trama satírica gira em torno da inconformidade de um piloto com o fato de a Força Aérea sempre aumentar o número de missões exigidas antes que ele possa voltar para casa. Ele descobre que a única forma de evitar essas missões é declarando insanidade, mas o único modo de provar insanidade é se propondo a aceitar as missões perigosas. Esse dilema impossível é batizado de Ardil-22. O elenco também inclui Hugh Laurie (série “House”), Kyle Chandler (série “Bloodline”) e Christopher Abbott (“Ao Cair da Noite”), que vive o protagonista.

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    Stan Lee desiste de processo bilionário contra sua antiga empresa por “esquema nefasto”

    9 de julho de 2018 /

    Stan Lee retirou seu processo contra a POW! Entertainment, em que pedia US$ 1 bilhão de indenização, dois meses após dar entrada na ação. O criador da maioria dos heróis da Marvel acusava a empresa de ter tirado vantagem da sua fragilidade emocional e física, na época da morte de sua esposa, para ludibriá-lo com um contrato de exclusividade que ele jamais teria assinado se ainda tivesse visão. Em seu processo, Lee acusava seus antigos sócios na POW! de conspirarem para roubar sua identidade, nome e imagem em um “esquema nefasto” envolvendo uma venda “simulada” a uma empresa chinesa. Em nota, ele disse: “Tudo foi muito confuso para todos, incluindo para mim mesmo e meus fãs, mas estou feliz agora por estar rodeado daqueles que querem o melhor para mim. Estou animado para deixar o processo para trás, voltar aos negócios com meus amigos e colegas na POW! e lançar uma nova onda de personagens e histórias incríveis.” O próprio Stan Lee fundou a POW! Entertainment em 2001 para transformar suas novas criações em programas de TV – como a bem-sucedida série britânica “Stan Lee’s Lucky Man” -, mas ao processar a companhia afirmava ter sido enganado pelos sócios, após a empresa ser vendida para a chinesa Camsing. Ele afirmava não ter sido informado dos detalhes da venda e ser apresentado a um contrato que lhe tirava o direito de usar seu próprio nome e cuidar de suas redes sociais. Em abril, a empresa divulgou um comunicado, afirmando que as alegações eram “completamente sem fundamento” e que estava preocupada com “a reviravolta dentro da vida e gestão pessoal” de Lee. Agora, o CEO da empresa, Shane Duffy, celebra o fim do atrito. “Estamos entusiasmados com a desistência deste processo e esperamos trabalhar com o Stan novamente para desenvolver e produzir os grandes projetos que foram suspensos quando o processo foi aberto. Recentemente nos reunimos com Stan para discutir nosso caminho e nós e a [empresa-mãe] Camsing estamos satisfeitos com sua reação entusiasmada”. Além disso, Duffy disse que iria lidar de forma adequada, através de todos os meios legais, com pessoas que tentem interferir com o bem-estar e relacionamento de Lee com POW! para evitar que algo assim aconteça novamente. Recentemente, advogados entraram com ordens de restrição contra o empresário que estava orientando Lee em seus negócios. Keya Morgan é a pessoa aludida na menção sobre pessoas que interferiam na vida do artista. O documento legal em que o pedido de restrição foi feito revelou a extensão dos problemas criados por Morgan. “Stan Lee está atualmente se recuperando das graves lesões físicas e emocionais causadas por Keya Morgan durante o período em que Keya Morgan controlou todos e cada um dos atos de Stan Lee, e separou Stan Lee de sua família, amigos e conselheiros próximos”, afirma o documento.

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    Tab Hunter (1931 – 2018)

    9 de julho de 2018 /

    O ator americano Tab Hunter, galã do cinema dos anos 1950, morreu na noite de domingo (8/7), três dias antes de completar 87 anos, de causa não revelada. Nascido Arthur Andrew Kelm em 11 de julho de 1931, em Nova York, ele era um jovem atlético que, aos 15 anos, conseguiu se alistar na Guarda Costeira da Califórnia, mentindo sua idade. Assumindo o nome artístico de Tab Hunter, fez sua estréia no cinema aos 19 anos no clássico noir “O Fugitivo de Santa Marta” (1950), de Joseph Losey, e logo se tornou uma das estrelas mais populares de Hollywood, com uma aparência que rendia suspiros das meninas – seu apelido era literalmente “o cara dos suspiros”. Louro, de olhos azuis e físico invejável, Hunter era considerado um dos homens mais bonitos que já foram projetados numa tela grande. E os estúdios souberam explorar seus atributos ao estampá-lo descamisado em pôsteres de filmes como “Ilha do Deserto” (1952), “A Volta à Ilha do Tesouro” (1954) e “Montanhas em Fogo” (1956). Entretanto, sua beleza escondia um segredo, e o sucesso em Hollywood fez com que sua verdadeira inclinação sexual passasse décadas trancada num armário. Hunter manteve um relacionamento com o ator Anthony Perkins (de “Psicose”) e foi parceiro de mais de 30 anos do produtor Allan Glaser, mas só foi assumir-se como gay em 2005, ao publicar uma autobiografia, “Tab Hunter Confidential: The Making of a Movie Star”, que se tornou um sucesso de vendas nos EUA. O livro foi transformado num documentário pela Netflix em 2015 e servirá de base para um filme sobre seu romance com Perkins, atualmente em produção. Para entender o tamanho da sua popularidade durante o auge de sua carreira, basta saber que ele desbancou Elvis Presley das paradas de sucesso com sua primeira gravação como cantor. E ele nem era realmente um cantor. Como galã, estrelou dezenas de filmes, mas sua carreira só foi se tornar séria após “Qual Será Nosso Amanhã” (1955), um clássico do mestre Raoul Walsh, que acompanhava um grupo de jovens marines entre cenas românticas na vida civil e dramáticas durante a guerra no Pacífico. O pico veio três anos depois com o musical “O Parceiro de Satanás” (1958), adaptação do fenômeno da Broadway “Damn Yankees!”, em que viveu um jogador de beisebol que fazia um pacto com o diabo. O filme lhe permitiu dançar como secretamente sempre sonhou, e quem ouvir atentamente a produção poderá verificar seu êxtase ao final de uma coreografia, com uma exaltação não cortada ao coreógrafo (“That was wonderful, Fosse!”), o ainda jovem e já genial Bob Fosse. Ao longo de sua filmografia, ele também contracenou com alguns dos maiores machões de Hollywood, como Robert Mitchum (“Dominados pelo Terror”, de 1954), John Wayne (“Mares Violentos”, 1955), Clint Eastwood (“Lutando Só Pela Glória”, 1958) e Gary Cooper (“Heróis de Barro”, 1959), sem esquecer de Van Heflin, com quem apareceu em três dos filmes já listados. E formou par romântico com algumas das mulheres mais desejadas do cinema, como Natalie Wood (“Impulsos da Mocidade”, de 1956) e Sophia Loren (“Mulher Daquela Espécie”, 1959). A Warner chegou a tentar vender Wood e Hunter como um casal, fazendo com que participassem de vários encontros forjados para serem fotografados juntos. Este esforço foi por água abaixo e sua carreira foi colocada em risco depois que a revista Confidential publicou uma reportagem sobre sua prisão em uma festa frequentada por gays logo após sua chegada em Hollywood. A partir desse escândalo, o ator, que chegou a ter seu próprio programa de TV em 1960, “The Tab Hunter Show”, precisou se contentar com papéis menores ou estrelar filmes B. Ele ainda conseguia papéis pequenos em grandes filmes, como a comédia “O Ente Querido” (1965), de Tony Richardson, e o western “Roy Bean – O Homem da Lei!” (1972), estrelado por Paul Newman e dirigido pelo genial John Huston. Mas a maior parte de seus trabalhos passaram mesmo a ser produções independentes. Apesar disso, algumas viraram cult, casos de “Operação Bikini” (1963) e “Mar Raivoso” (1964), repletos de integrantes da Turma da Praia (filmes de surfe da década de 1960), e o terror “Monstros da Cidade Submarina” (1965), com Vincent Price. Já veterano, o astro ressurgiu com tudo nos anos 1980. Foi convidado a participar de “Grease 2: Os Tempos da Brilhantina Voltaram” (1982) e emplacou uma curiosa parceria com a transexual Divine em dois filmes marginais e cultuadíssimos: “Polyester” (1981), do diretor John Waters, e “A Louca Corrida do Ouro” (1985), de Paul Bartel. Seu último trabalho também apresentou um talento que sua época de galã escondia: roteirista. Ele coestrelou e escreveu o filme “Dark Horse” (1992), um melodrama de chorar muito, sobre a amizade entre uma garota rebelde e seu cavalo, que ganhou críticas bastante elogiosas. A esta altura, porém, ele decidiu se afastar dos holofotes para curtir sua relação com o produtor Allan Glaser, com quem trabalhou nas filmagens de “A Louca Corrida do Ouro”. Em uma entrevista do ano passado, Hunter fez uma balanço da carreira e comentou: “Se eu tivesse saído do armário durante minha carreira na década de 1950, eu não teria tido uma carreira. Nada mudou muito em Hollywood em 60 anos. Eu realmente não falei sobre minha sexualidade até escrever minha autobiografia, porque minha carreira cinematográfica já tinha acabado há muito tempo.”

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    Showtime confirma Who Is America?, novo programa de Sacha Baron Cohen

    9 de julho de 2018 /

    O canal pago Showtime confirmou o nome do projeto misterioso que vinha anunciando. Trata-se de “Who Is America?” e realmente será um programa de entrevistas e esquetes apresentado pelo comediante Sacha Baron Cohen. A produção teve dois novos teasers revelados. Num deles, o antigo vice-presidente dos EUA, Dick Cheney, recebe um pedido para assinar um kit de waterbording – a técnica de tortura por afogamento simulado. O político acha esquisito, mas assina assim mesmo. Já o outro vídeo lembra os personagens que o comediante criou para seu primeiro programa do gênero – Borat, Bruno e Ali G – , exibido entre 2000 e 2004 no Channel 4 no Reino Unido. E promete mostrar Cohen como ele nunca foi visto antes. Closes parciais do rosto do ator sugerem novos personagens, que ainda não foram revelados. O programa tem estreia marcada para o próximo domingo (15/7) nos Estados Unidos, e também será exibido pelo Channel 4 no Reino Unido. pic.twitter.com/ngkMhXeReK — Sacha Baron Cohen (@SachaBaronCohen) July 8, 2018

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    Netflix pretende gastar US$ 13 bilhões em conteúdo, mais que qualquer estúdio ou TV dos EUA em 2018

    9 de julho de 2018 /

    A Netflix deve gastar até US$ 13 bilhões em programação original ao longo de 2018. Os números impressionantes, que ultrapassam muito os gastos dos maiores estúdios e as principais redes de TV dos Estados Unidos, foram revelados por uma reportagem da revista inglesa The Economist. Os valores são quase o dobro do originalmente anunciado – entre US$ 7 e $8 bilhões – em outubro passado. Na ocasião, já eram números atordoantes, que deixavam na sombra os US$ 4 bilhões previstos pela Amazon para investimento em conteúdo original e o US$ 1 bilhão que a Apple usaria para dar início à produção de séries para seu serviço de streaming. Segundo a publicação, a Netflix pretende gastar este montante em 82 filmes e até 700 programas televisivos – entre séries originais e licenciadas – e especiais de humor e jornalísticos. Este material inclui atrações produzidas em 21 países diferentes. Só os 82 filmes que a Netflix pretende lançar em 2018 equivalem a mais estreias que os grandes estúdios programaram para este ano – todos juntos. Como comparação, o estúdio com mais estreias previstas, a Warner, levará 22 filmes aos cinemas norte-americanos até o fim do ano. A Disney, por sua vez, terá só 10 lançamentos – incluindo títulos da Marvel, Pixar e Lucasfilm. O objetivo da empresa é se preparar para enfrentar a saída anunciada da Disney em 2019 e potencialmente de outros estúdios de seu catálogo, como já fez a Fox, produzindo material suficiente para manter o público disposto a manter suas assinaturas. E de preferência, claro, obter novos assinantes interessados em sua oferta avassaladora de conteúdo original e exclusivo.

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    Stan Lee consegue nova ordem de restrição contra ex-empresário

    8 de julho de 2018 /

    Um juiz concedeu uma nova ordem de restrição contra Keya Morgan, para proteger Stan Lee e sua família do ex-empresário do artista, que supostamente desviou ativos no valor de mais de US$ 5 milhões. A decisão foi tomada após uma confusão judicial, envolvendo diferentes advogados que diziam representar Lee. A juiza Ruth Kleman rejeitou inicialmente o pedido de renovação da ordem de restrição, porque o advogado Tom Lallas, que tomou a iniciativa original, não era representante legal do criador dos super-heróis da Marvel. Um outro advogado, Robert Reynolds, se apresentou na corte para informar que Lallas foi demitido por Stan Lee em fevereiro. Lallas, por sua vez, disse ter entrado com o pedido de restrição para proteger Lee, que estava sendo controlado por pessoas interesseiras. Agora, um terceiro advogado, Stephen Crump, entrou com um novo pedido, afirmando que Morgan fez comentários maliciosos e falsos sobre a filha de Lee para o artista e impediu que os consultores financeiros de Lee o vissem. A ordem impede que Morgan chegue a 100 metros de Lee, sua filha ou seu irmão, Larry Lieber. “Stan Lee está atualmente se recuperando das graves lesões físicas e emocionais causadas por Keya Morgan durante o período em que Keya Morgan controlou todos e cada um dos atos de Stan Lee, e separou Stan Lee de sua família, amigos e conselheiros próximos”, o documento afirma. De acordo com as alegações, a última interação de Morgan com Lee foi quando ele e sua mãe “sequestraram” Lee de sua casa e o levaram para um apartamento, num “último esforço para completar (sic) o corte de qualquer comunicação com alguém que não seja ele mesmo e aqueles que ele poderia controlar. Crump alega que Morgan está agora fazendo ligações de assédio para JC Lee e Larry Lieber, em um esforço para pressioná-los psicologicamente e para retomar o controle dos assuntos de Lee. “Se Keya Morgan for autorizado a entrar em contato com Stan Lee, teme-se que ele tente novamente remover Stan Lee para local desconhecido para promover suas tentativas anteriores de controlar e manipular Stan Lee, e aliená-lo de sua filha e única herdeira JC Lee”, o advogado alega. O novo pedido de restrição foi concedido sexta-feira, enquanto se aguarda uma audiência definitiva sobre o caso, marcada para o dia 26 de julho. De acordo com a transcrição de uma chamada telefônica feita em 30 de maio da casa de Stan Lee, o empresário ligou para o serviço de emergência afirmando que “três estranhos” tinham invadido a casa do criador dos super-heróis Marvel, bloquearam sua segurança e possivelmente estavam “prejudicando” Lee. Mas documentos do processo contra o empresário revelaram que os estranhos eram na verdade dois policiais de Los Angeles e uma assistente social, que queriam realizar uma verificação do bem-estar do escritor. Morgan supostamente tentou impedir o encontro com Lee por meio da chamada de emergência. Ele não queria que a polícia falasse com o escritor. O empresário ainda fez uma segunda ligação para o 911, de acordo com o Daily News, no dia seguinte, depois que um guarda de segurança se recusou a assinar um acordo de confidencialidade sobre o que teria visto. Morgan teria dito a um operador do 911 que um homem estava armado e sendo agressivo em casa, o que fez com que um helicóptero e cinco carros de patrulha fossem despachados para a propriedade de Lee. Verificada a falsidade das duas denúncias, Morgan foi indiciado e preso, sendo libertado após pagar fiança de US$ 20 mil. Isto aconteceu uma semana após escritor gravar um vídeo e postar nas redes sociais, afirmando que o empresário era o único que o representava e único autorizado a fazer negócios em seu nome. Este vídeo ainda está no ar na conta oficial de Stan Lee, que não é atualizada desde então – por coincidência, desde o período da primeira ordem de restrição.

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    Diretor argentino defende-se da acusação de fazer pornografia infantil para a Netflix

    8 de julho de 2018 /

    Incluído no catálogo da Netflix, o suspense sexual argentino “Desejarás o Noivo da Sua Irmã” precisou ser defendido por seu diretor, após causar polêmica entre o público conservador dos Estados Unidos. Alguns espectadores acusaram a produção de veicular pornografia infantil, por conta de sua primeira cena. A sequência que provocou reações envolve uma adolescente experimentando um orgasmo de forma inconsciente, depois de assistir a um filme de cowboy de John Ford com uma amiga e usar uma almofada entre as pernas para fingir andar a cavalo – o que vira um ato de masturbação. Sua irmã, que observou a “brincadeira”, interpreta que ela simplesmente “passou mal”. A comentarista conservadora Megan Fox escreveu um post no blog da PJ Media dizendo que ela havia reportado a Netflix ao Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas. “A Netflix está violando a lei com a distribuição de pornografia infantil, porque a criança em questão está claramente envolvida no ato sexual da masturbação”, escreveu ela, “e isso excede o requisito mínimo de ser meramente sugestivo”. Os grupos de pressão conservadores têm usado as redes sociais para pedir à Netflix que tire o filme de seu catálogo e ameaçando boicotar o serviço de streaming caso isso não aconteça. Diante da polêmica, o diretor Diego Kaplan divulgou um comunicado defendendo seu suspense e contestando a categorização. Ele ainda disse ao site Indiewire que as filmagens das cenas foram feitas “sob a cuidadosa vigilância das mães das meninas” e nenhuma das garotas estava ciente do que elas estavam representando. Elas foram apenas orientadas a imitar o caubói. E há filmagens dos bastidores para comprovar. Para completar, a garota está vestida durante toda a cena e a insinuação do orgasmo é obtida por meio de artifícios como câmera lenta e closes no rosto ofegante da garotinha. Para ele, a polêmica está apenas na cabeça de certos espectadores, que veem o que querem ver, dependendo do “seu nível de depravação” – palavras do diretor. O filme foi lançado na Argentina em 2017, sob o título original “Desearás Al Hombre de Tu Hermana”, e chegou ao catálogo internacional da Netflix em dezembro, com classificação indicativa de 18 anos. Como de costume, a companhia não se posicionou sobre a controvérsia. Esta não é a primeira vez que a Netflix sofre ataques de grupos conservadores. Outros militantes norte-americanos da moral e dos bons costumes fizeram a mesma ameaça de boicote contra o serviço por causa da série “13 Reasons Why” e até a animação brasileira, ainda inédita, “Super Drags”. A plataforma também enfrentou grupos políticos em vários países por conta de sua programação internacional, como petistas que apelaram ao mesmo pedido de boicote da direita por conta da série “O Mecanismo”. Em todos os casos, a Netflix capitalizou as polêmicas como propagandas de seus produtos e aumentou ainda mais sua audiência, sem ceder às pressões. Confira abaixo a íntegra do comunicado do diretor Diego Kaplan: “‘Desejarás o Noivo da Sua Irmã’ é um filme. Quando você vê um tubarão devorando uma mulher em um filme, ninguém pensa que a mulher realmente morreu ou que o tubarão era real. Nós trabalhamos com um mundo de ficção; e, para mim, antes de ser um diretor, eu sou um pai. É claro que a cena do filme foi gravada usando um truque, no qual as meninas estavam copiando uma cena de caubói de um filme de John Ford. Elas nunca entenderam o que estavam fazendo, elas simplesmente copiaram o que viram na tela. Nenhum adulto interagiu com as meninas além do diretor de atuação infantil. Tudo foi feito sob a vigilância cuidadosa das mães das meninas. Como eu sabia que a cena poderia causar certa polêmica, existe uma gravação dos bastidores da filmagem de toda a cena. Tudo acontece dentro da cabeça do espectador, e como você acha que a cena foi filmada vai depender do seu nível de depravação.”

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    Xuxa tem derrota definitiva em sua briga contra o Google

    8 de julho de 2018 /

    A apresentadora Xuxa Meneghel perdeu o último recurso que movia contra o Google pela retirada de seu nome em pesquisas sobre pedofilia. Com a derrota de Xuxa, chegou ao fim a briga judicial de oito anos entre a apresentadora e o Google. Xuxa queria que fossem removidos os milhares de links e imagens que aparecem para quem digitar as palavras “Xuxa”, “pedofilia” e derivadas, como “Xuxa pedófila”. As pesquisas geralmente conduzem a links sobre o filme “Amor, Estranho Amor”, feito em 1982, antes dela virar apresentadora de programas infantis. Na produção, a então modelo de 19 anos aparecia nua, seduzindo um adolescente de 12 anos. Em maio de 2017, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro rejeitou por unanimidade um recurso de Xuxa, sob o argumento que isso poderia caracterizar censura prévia. Ela recorreu novamente. Perdeu de novo. E agora a decisão transitou em julgado.

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    Mulher de Polanski é convidada a integrar Academia do Oscar e rejeita acusando hipocrisia

    8 de julho de 2018 /

    A atriz francesa Emmanuelle Seigner rejeitou o convite para se tornar membro da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos. Ela considerou a proposta “hipócrita” e “ofensiva”, por ter sido feita apenas dois meses depois da expulsão de seu marido, o diretor Roman Polanski. “Esta proposta é a gota que preenche o copo da minha relativa discrição”, reclamou Seigner, em carta aberta publicada neste domingo pelo jornal francês Le Journal du Dimanche. “A Academia americana de Artes e Ciências Cinematográficas propõe que me junte na companhia de outras atrizes, em nome de uma feminização necessária. Quem pode pensar que eu não me preocupe com a igualdade entre homens e mulheres?”, escreveu Emmanuelle. “Fui feminista desde sempre, mas como vou agir como se não soubesse que a Academia, há algumas semanas, expulsou o meu marido, Roman Polanski, para ficar bem com os tempos atuais. A mesma Academia que o premiou com um Oscar de Melhor Diretor por ‘O Pianista’, em 2003. Amnésia curiosa!”, acrescentou. “Esta Academia provavelmente pensa que sou uma atriz arrivista, sem carácter, para esquecer que sou casada há 29 anos com um dos maiores cineastas. Eu o amo, é meu marido, pai dos meus filhos. Rejeitam-no como a um pária e alguns acadêmicos invisíveis pensam que eu poderia ‘subir as escadas da glória’ nas costas dele? Hipocrisia insuportável!”, criticou. Taxando a proposta de “ofensiva”, a atriz garante ser “a única que pode dar conta de até que ponto ele [Polanski] lamenta o que aconteceu há quarenta anos”. Primeiro porque “foi sempre um pai de família e um marido excepcional”, e, além disso, porque ela mais que do ninguém sabe o quanto Polanski “lamenta” o que aconteceu em 1977 com a modelo Samantha Geimer, então menor. Na época, Polanski ficou preso por 42 dias na Califórnia, por abuso confesso de uma menor de 13 anos, e escapou para a França, seu país natal, quando obteve liberdade provisória. Desde então, luta na justiça americana para que o período preso seja considerado sentença cumprida, já que era parte de um acordo original com a promotoria, que o juiz do caso pretendia rejeitar – o que motivou sua fuga. Ele não pode sair da França sob pena de enfrentar processo de extradição, o que já aconteceu na Suíça em 2009, quando chegou a ficar dois meses detido, e mais recentemente na Polônia, onde o caso foi resolvido sem que ele fosse preso. Isto não o impediu ser premiado com o Oscar por “O Pianista”. “Tenho a impressão de que, desde os nazistas na sua infância até estes últimos anos, Roman foi condenado a fugir de forma perpétua sem a menor vontade”, acrescentou Seigner, que ainda recordou que Polanski criou “personagens femininas inesquecíveis” que foram interpretadas por atrizes como Sharon Tate, Catherine Deneuve, Mia Farrow, Faye Dunaway, Nastassja Kinski e Sigourney Weaver. “É uma hipocrisia insuportável”, concluiu. A vítima de Polanski, Samantha Geimer, atualmente com 55 anos, também reclamou da hipocrisia da Academia ao banir Polanski após lhe dar um Oscar, descrevendo a expulsão de “um membro que há 41 anos se declarou culpado de uma única acusação e cumpriu sua sentença” como um “ato cruel que só serve às aparências”. “Isso não contribui em nada para mudar a cultura sexista em Hollywood e prova que eles comeriam uns aos outros para sobreviver”, Geimer escreveu em seu blog pessoal.

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