Stan Lee desiste de processo bilionário contra sua antiga empresa por “esquema nefasto”

 

Stan Lee retirou seu processo contra a POW! Entertainment, em que pedia US$ 1 bilhão de indenização, dois meses após dar entrada na ação. O criador da maioria dos heróis da Marvel acusava a empresa de ter tirado vantagem da sua fragilidade emocional e física, na época da morte de sua esposa, para ludibriá-lo com um contrato de exclusividade que ele jamais teria assinado se ainda tivesse visão.

Em seu processo, Lee acusava seus antigos sócios na POW! de conspirarem para roubar sua identidade, nome e imagem em um “esquema nefasto” envolvendo uma venda “simulada” a uma empresa chinesa.

Em nota, ele disse: “Tudo foi muito confuso para todos, incluindo para mim mesmo e meus fãs, mas estou feliz agora por estar rodeado daqueles que querem o melhor para mim. Estou animado para deixar o processo para trás, voltar aos negócios com meus amigos e colegas na POW! e lançar uma nova onda de personagens e histórias incríveis.”

O próprio Stan Lee fundou a POW! Entertainment em 2001 para transformar suas novas criações em programas de TV – como a bem-sucedida série britânica “Stan Lee’s Lucky Man” -, mas ao processar a companhia afirmava ter sido enganado pelos sócios, após a empresa ser vendida para a chinesa Camsing. Ele afirmava não ter sido informado dos detalhes da venda e ser apresentado a um contrato que lhe tirava o direito de usar seu próprio nome e cuidar de suas redes sociais.

Em abril, a empresa divulgou um comunicado, afirmando que as alegações eram “completamente sem fundamento” e que estava preocupada com “a reviravolta dentro da vida e gestão pessoal” de Lee.

Agora, o CEO da empresa, Shane Duffy, celebra o fim do atrito. “Estamos entusiasmados com a desistência deste processo e esperamos trabalhar com o Stan novamente para desenvolver e produzir os grandes projetos que foram suspensos quando o processo foi aberto. Recentemente nos reunimos com Stan para discutir nosso caminho e nós e a [empresa-mãe] Camsing estamos satisfeitos com sua reação entusiasmada”.

Além disso, Duffy disse que iria lidar de forma adequada, através de todos os meios legais, com pessoas que tentem interferir com o bem-estar e relacionamento de Lee com POW! para evitar que algo assim aconteça novamente.

Recentemente, advogados entraram com ordens de restrição contra o empresário que estava orientando Lee em seus negócios. Keya Morgan é a pessoa aludida na menção sobre pessoas que interferiam na vida do artista. O documento legal em que o pedido de restrição foi feito revelou a extensão dos problemas criados por Morgan.

“Stan Lee está atualmente se recuperando das graves lesões físicas e emocionais causadas por Keya Morgan durante o período em que Keya Morgan controlou todos e cada um dos atos de Stan Lee, e separou Stan Lee de sua família, amigos e conselheiros próximos”, afirma o documento.

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Marcel Plasse é jornalista, participou da geração histórica da revista de música Bizz, editou as primeiras graphic novels lançadas no Brasil, criou a revista Set de cinema, foi crítico na Folha, Estadão e Valor Econômico, escreveu na Playboy, assinou colunas na Superinteressante e DVD News, produziu discos indies e é criador e editor do site Pipoca Moderna

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