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10 de agosto de 2026
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    Scarlett Johansson anuncia noivado com comediante do Saturday Night Live

    20 de maio de 2019 /

    A atriz Scarlett Johansson (“Vingadores: Ultimato”) e o comediante Colin Jost (“Saturday Night Live”) anunciaram o noivado via assessor de imprensa. Entretanto, o casal ainda não marcou a data do casamento. Os dois tem a mesma idade, 34 anos, e estão juntos há dois anos. Este é o primeiro noivado de Jost, enquanto Johansson já foi casada anteriormente com o ator Ryan Reynolds (entre 2008 e 2010) e Romain Dauriac (2014 a 2017), com que teve uma filha, Rose, atualmente com 5 anos. O casal tem mantido um relacionamento discreto nos últimos meses, sendo vistos juntos pela última vez na première de “Vingadores: Ultimato”. Mas, no final de março, uma fonte anônima (mas pode chamar de assessor) informou à imprensa que “Scarlett e Colin estão apaixonados e compartilham dos mesmos interesses e o mesmo senso de humor. Scarlett está muito feliz”. A fonte também chegou a mencionar que havia “conversas de casamento com Colin”, mas que ele ainda não havia proposto.

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    Luiz Rosemberg Filho (1945 – 2019)

    19 de maio de 2019 /

    O cineasta Luiz Rosemberg Filho morreu na madrugada deste domingo (19/5), no Rio de Janeiro, aos 75 anos, em decorrência de complicações de uma cirurgia. Associado à produção do chamado cinema marginal — ou cinema de invenção, como chegou a ser redefinido – , Rosemberg foi responsável por clássicos como “Jardim das Espumas” (1971), “A$suntina das Amérikas” (1976) e “Crônicas de um Industrial” (1978), que foi proibido pela ditadura de representar o Brasil no Festival de Cannes. “Ele era um cara único no cinema brasileiro, os seus filmes eram muito diferentes de tudo que se vê. Sempre um cinema muito crítico em relação à sociedade, ao nosso Brasil, ao capitalismo, à TV. Talvez a principal característica dele como realizador e como pessoa fosse a liberdade. Seus filmes eram muito livres, tudo podia”, disse o produtor Cavi Borges, que trabalhou com Rosemberg em suas produções mais recentes, em entrevista ao jornal O Globo. Mesmo com a censura no período da ditadura e o desinteresse do circuito comercial em suas obras, o cineasta criou uma filmografia rica, numerosa e diversificada. Rosenberg fez ao todo 45 filmes, dos quais 11 foram longas e 34 curtas. Entretanto, a maioria enfrentou problemas para chegar ao público, e muitos só conseguiram ser exibidos pela primeira vez numa retrospectiva da carreira do cineasta em 2015, em comemoração aos seus 70 anos de idade. Na ocasião, o diretor refutou o rótulo de cineasta “marginal”. “É um nome malicioso para denegrir a imagem de quem lutou por um cinema não oficial”, declarou. Apesar disso, sua carreira ficou realmente à margem das salas de cinemas. Tanto que um de seus filmes chegou a ser considerado “perdido”. “Imagens” (1972), a obra mais radical da carreira do diretor, foi reencontrado apenas recentemente na França, comprovando sua coragem para atacar a repressão no auge da ditadura militar. Ironicamente, a abertura democrática apenas aumentou o distanciamento de seu estilo experimental dos interesses do mercado. Ele não lançava um longa desde “O Santo e a Vedete”, de 1982, um pouco antes da tal retrospectiva. Mas nos últimos anos viu seu nome tornar-se cultuado entre cinéfilos e isso alimentou seu desejo e lhe deu energia para voltar a filmar. Fez “Dois Casamentos” em 2014, “Guerra do Paraguay” em 2017, “Os Príncipes” em 2018, que até agora só foi exibido no Festival Cine PE, e ainda deixou um filme inédito, “O Bobo da Corte”, finalizado poucos dias antes de ser internado na Clínica São Vicente, onde veio a falecer.

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    Arnold Schwarzenegger é atacado com golpe violento durante evento

    18 de maio de 2019 /

    O astro Arnold Schwarzenegger sofreu um ataque violento durante um evento na África do Sul nesta sexta (18/5). Ele falava com fãs e tirava fotos, quando foi surpreendido por um chute pelas costas, de um homem que veio correndo e saltou com os dois pés voltados para o ator. O golpe voador balançou o veterano ator, que tem 72 anos. Ele fez cara de assustado, mas não caiu. Imediatamente após a agressão, um homem partiu para imobilizar o agressor, que foi detido. Segundo o site TMZ, que postou um vídeo do ataque, Schwarzenegger considera prestar queixa, mas ainda não se sabe se o agressor sofrerá alguma punição pelo ato. Ele afirmou que está bem, e que só percebeu que foi um chute que levou quando assistiu ao vídeo. “Obrigado por suas preocupações, mas não há nada para se preocupar”, Schwarzenegger tuitou após o incidente. “Eu pensei que estava apenas sendo empurrado pela multidão, o que acontece muito. Eu só percebi que fui chutado quando vi o vídeo como todos vocês. Estou feliz que o idiota não tenha interrompido o meu Snapchat”, disse. Ele também postou outro ângulo do vídeo em seu Twitter, sugerindo que as pessoas compartilhassem aquele, que não dá tanto destaque ao agressor – e mostra melhor a reação do ator. E ainda pediu para seus seguidores o ajudarem a decidir se deveria abrir a queixa crime. Veja abaixo. Schwarzenegger está na África do Sul para o evento que leva seu nome, o Arnold Classic, que teve uma edição recente no Brasil. And if you have to share the video (I get it), pick a blurry one without whatever he was yelling so he doesn’t get the spotlight. By the way… block or charge? pic.twitter.com/TEmFRCZPEA — Arnold (@Schwarzenegger) May 18, 2019

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    Jean-Claude Brisseau (1944 – 2019)

    18 de maio de 2019 /

    Morreu no último sábado (11/5) o cineasta Jean-Claude Brisseau, um dos cineastas mais controvertidos da França, adorado pelos cinéfilos, odiado pelas feministas. Ele faleceu num hospital em Paris, aos 74 anos, depois de uma doença que se estendeu por muitos anos. Brisseau surgiu em cena logo depois da nouvelle vague, lançando seu filme de estreia “La Croisée des Chemins” em 1976. Era um filme amador, em que ele fez praticamente tudo sozinho, mas acabou sendo exibido num festival e visto pelo cineasta Eric Rohmer, que o encorajou e o ajudou a entrar no cinema “comercial”. Mas Brusseau nunca foi, realmente, comercial. Desde “Um Jogo Brutal” (1983), seu cinema se caracteriza por cenas sexuais fortes. Foram quatro décadas de filmes marcados por sexualidade e muita nudez feminina. E, ao mesmo tempo, referências de alta cultura – ele era professor – , que conseguiam deixar os cinéfilos mais excitados que os nus frontais. A crítica começou a prestar atenção em sua filmografia a partir de “Do Som e da Fúria” (1988), que venceu o Prêmio Especial da Juventude do Festival de Cannes. A obra do cineasta também foi fundo no misticismo, principalmente em “Céline” (1992), uma das raras tentativas de se filmar uma santa “moderna”. Mas toda a riqueza de elementos de seus filmes acabou subestimada, após o erotismo assumir o primeiro plano nos anos 2000, durante sua trilogia sobre o prazer feminino, composta por “Coisas Secretas” (2002), “Os Anjos Exterminadores” (2006) e “A Aventura” (2008). São filmes de sexo, sexo em dobro e sexo no plural, mas também sobre metafísica e cultura. Vale observar que “Coisas Secretas” venceu um prêmio “Cultural” em Cannes. Mesmo assim, quase acabou com a carreira do diretor. Algumas atrizes o acusaram de assédio durante o casting da produção e Brisseau foi condenado a um ano de prisão e ao pagamento de uma indemnização. Isso não mudou sua determinação de filmar sexo. Após fechar sua trilogia, Brisseau lançou “A Garota de Lugar Nenhum” (2012), com o qual venceu o prêmio mais importante de sua carreira: Melhor Filme do Festival de Locarno. Na obra, ele próprio assumiu o papel principal, às voltas, claro, com uma bela mulher e suas fantasias sexuais – e metafísica e cultura. No final da vida, ele virou alvo do movimento #MeToo francês, a ponto de uma retrospectiva da sua obra na Cinemateca Francesa precisar ser cancelada por pressão “popular”. O cineasta ainda lançou “Que le Diable Nous Emporte” no ano passado, filmado em seu próprio apartamento em Paris – como já tinha feito no longa anterior – para fugir dos protestos. O filme terminava com uma gargalhada feminina. Segundo ele, inspirada nas gargalhadas mais violentas da história do cinema.

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    Estúdio de Harvey Weinstein entra com pedido de liquidação total

    16 de maio de 2019 /

    O estúdio de cinema que pertencia aos irmãos Bob e Harvey Weinstein protocolou um pedido para liquidar todos os seus bens, como garantia para pagar os processos contra seus executivos e diretores decorrentes da quebra de contratos e das acusações de abuso sexual que derrubaram Harvey. Em documentos anexados ao processo de falência, os advogados da antiga The Weinstein Company pedem ao juiz de falências de Delaware que converta a ação em uma liquidação total, em vez do plano de reestruturação que havia sido protocolado em março de 2018. Diversas rodadas de mediação nos últimos 10 meses foram incapazes de resolver os pedidos de responsabilização decorrentes da conduta de Weinstein, disseram os advogados, que vem negociando com seguradoras, credores e mulheres que processaram a empresa. Não está claro o que há para ser liquidado, já que a empresa vendeu sua livraria de filmes para a empresa de investimentos Lantern Capital, sediada no Texas, além de seu negócio de produção de televisão e um punhado de filmes inéditos. A empresa caiu em desgraça depois que cerca de 100 mulheres, a maioria jovens atrizes e outras profissionais da indústria cinematográfica, acusaram Harvey Weinsten de assédio, abusos e até estupros em denúncias que remontam a décadas. A onda de denúncias deu origem ao movimento #MeToo, que acabou passando a limpo a conduta de produtores e astros poderosos das indústrias do cinema e da TV dos Estados Unidos. Algumas acusações de abusos mais recentes de Weinstein, que não foram prescritas, irão a julgamento em setembro. Ele se diz inocente e alega que todos os contatos com as mulheres foram consensuais.

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    Caio Blat diz que assédio é atitude tão covarde quanto denúncia sem provas

    16 de maio de 2019 /

    O ator Caio Blat reagiu à notícia sobre acusações de assédio, que teriam sido feitas por atrizes da novela “O Sétimo Guardião”, com uma declaração enviada ao autor do texto, o colunista Leo Dias, comparando assédio com denúncia sem provas. “Terminamos a novela num clima ótimo, e fui surpreendido hoje com uma notícia mentirosa e anônima a meu respeito. Que me deixou indignado! Se algum colega ficou ofendido com qualquer atitude minha, que se identifique e me procure, para que eu tenha ao menos a chance de me retratar. O assédio é uma atitude covarde, assim como uma denúncia sem provas e sem autor”, disse Blat. O blog de Leo Dias e o programa que ele comanda no SBT, Fofocalizando, divulgaram a denúncia de assédio, que teria partido da assessoria de uma atriz da novela, que pediu para não ser identificada. A mesma atriz teria dito, através de sua assessoria, que não é a única a ter reclamado do ator. Ela afirma que pelo menos outras cinco atrizes fizeram queixas contra ele. O boato do assédio ganhou força após Caio Blat organizar uma festa de confraternização da novela em sua casa, na semana passada, e alguns atores se recusarem a comparecer em solidariedade às colegas. A TV Globo está apurando as denúncias. “Todo relato de desrespeito na Globo é apurado criteriosamente, assim que tomamos conhecimento dele – como é o caso agora. A Ouvidoria da empresa já foi acionada.”

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    Caio Blat é acusado de assédio por atriz da Globo

    15 de maio de 2019 /

    A TV Globo está apurando denúncias de assédio feita por atrizes da emissora contra o ator Caio Blat, durante as gravações da novela “O Sétimo Guardião”. A assessoria de uma atriz da novela, que pediu para não ser identificada, relatou a denúncia para o colunista Leo Dias. A mesma atriz teria dito, através de sua assessoria, que não é a única a ter reclamado do ator. Ela afirma que pelo menos outras cinco atrizes fizeram queixas contra ele. O boato do assédio ganhou força após Caio Blat organizar uma festa de confraternização da novela em sua casa, na semana passada, e alguns atores se recusarem a comparecer em solidariedade às colegas. Em nota, a Central Globo de Comunicação informou: “Todo relato de desrespeito na Globo é apurado criteriosamente, assim que tomamos conhecimento dele – como é o caso agora. A Ouvidoria da empresa já foi acionada.” A agência eu cuida da carreira de Caio Blat disse ao blog de Leo Dias e ao programa “Fofocalizando” que não iria se pronunciar sobre as denúncias. Léo Dias informou ainda que a Globo não gostou de a atriz não ter procurado o Recursos Humanos da emissora assim que foi assediada.

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    Milla Jovovich revela aborto traumático para protestar contra restrição de direitos nos EUA

    15 de maio de 2019 /

    A atriz Milla Jovovich publicou um depoimento dramático no Instagram para protestar contra novas leis da Geórgia, nos Estados Unidos, que restringiram o direto ao aborto. No texto, ela revelou pela primeira vez que precisou fazer um aborto de emergência há dois anos, quando estava com quase cinco meses de gestação. O procedimento ocorreu em um país da Europa. “Foi uma das experiências mais horríveis que já passei. Ainda tenho pesadelos com ela. Eu estava sozinha e indefesa”, escreveu. “Quando penso no fato que mulheres podem passar por aborto em condições ainda piores que as minhas por causa de lei, o meu estômago fica revirado. Eu enfrentei uma das maiores depressões da minha vida e precisei trabalhar pesado para sair dela. Eu me afastei da minha carreira. Eu me isolei por meses e precisei me manter forte por causa dos meus dois filhos maravilhosos. Eu comecei a fazer jardinagem, a me alimentar melhor e ir à academia todos os dias porque não queria lidar com antidepressivos enquanto tivesse outras alternativas”, contou. O depoimento foi publicado junto com uma foto em que a atriz aparece deitada em uma cama. E ela descreve o texto como “político”. “Eu não gosto de me envolver em política e tento só fazer isso em último caso, mas esta é uma dessas ocasiões”, ela disse, antes de começar seu protesto contra as leis que impedem o aborto após a sexta semana de gestação, mesmo em casos de estupro e incesto. “Nossos direitos como mulheres ao aborto com médicos experientes está outra vez em risco. Na semana passada, o governador da Georgia Brian Kemp assinou uma lei draconiana que revoga o direito ao aborto após à sexta semana – quando a maior parte das mulheres nem sabe ainda que está grávida – incluindo em casos de estupro ou incesto”, escreveu Milla. “Isso faz da Georgia o sexto estado a passar esse tão restritivo banimento após à sexta semana, junto com Ohio, Mississipi, Kentucky, Iowa e Dakota do Norte”, escreveu ela. “Abortos são difíceis o suficiente para mulheres a ponto de ser desnecessário que eles ocorram em ambientes sem segurança e sem higiene”. Milla Jovovich é casada desde 2009 com o cineasta Paul W.S. Anderson, diretor da franquia “Resident Evil”, com quem tem os filhos Evver, de 11 anos, e Dashiel, de 4. Ela e o marido fizeram recentemente um novo filme, “Monster Hunter” – sim, outra adaptação de videogame – , que estreia em 2020. A atriz também poderá ser vista nos cinemas brasileiros a partir da semana que vem (23/5), no novo filme de “Hellboy”. Visualizar esta foto no Instagram. I don’t like to get political and I try to only do it if a really have to and this is one of those times. If someone doesn’t want to continue reading, you have been warned. Our rights as women to obtain safe abortions by experienced doctors are again at stake. Last Tuesday, Georgia Governor Brian Kemp signed a draconian bill into law that outlaws all abortions after six weeks — before most women even realize they’re pregnant — including in cases of RAPE OR INCEST. This makes Georgia the sixth state to pass such a restrictive six-week abortion ban, joining Ohio, Mississippi, Kentucky, Iowa, and North Dakota. These laws haven’t been passed yet, but lawmakers in these states are trying. Abortion is hard enough for women on an emotional level without having to go through it in potentially unsafe and unsanitary conditions. I myself went through an emergency abortion 2 years ago. I was 4 1/2 months pregnant and shooting on location in Eastern Europe. I went into pre term labor and told that I had to be awake for the whole procedure. It was one of the most horrific experiences I have ever gone through. I still have nightmares about it. I was alone and helpless. When I think about the fact that women might have to face abortions in even worse conditions than I did because of new laws, my stomach turns. I spiraled into one of the worst depressions of my life and had to work extremely hard to find my way out. I took time off of my career. I isolated myself for months and had to keep a strong face for my two amazing kids. I started gardening, eating healthier and going to the gym everyday because I didn’t want to jump into taking anti depressants unless I had tried every other alternative. Thank God I was able to find my way out of that personal hell without turning to medication, but the memory of what I went through and what I lost will be with me till the day I die. Abortion is a nightmare at its best. No woman wants to go through that. But we have to fight to make sure our rights are preserved to obtain a safe one if we need to. I never wanted to speak about this experience. But I cannot remain silent when so much is at stake. #prochoice #prochoicegeneration Uma publicação compartilhada por Milla Jovovich (@millajovovich) em 14 de Mai, 2019 às 11:02 PDT

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    Vingadores e Game of Thrones lideram indicações à premiação da MTV

    14 de maio de 2019 /

    A MTV divulgou nesta terça-feira (14/5) a lista de candidatos à sua premiação de cinema e televisão, o MTV Movie & TV Awards. E a série “Game of Thrones” e o filme “Vingadores: Ultimato” lideram a relação com quatro indicações cada. Na verdade, o empate foi triplo. Entre o blockbuster da Marvel, que já é o segundo filme de maior bilheteira da história, e a maior produção televisiva de todos os tempos, aparece, de forma surpreendente, o documentário “RBG”, sobre a juíza Ruth Bader Ginsburg, da Suprema Corte dos Estados Unidos. A produção também recebeu quatro indicações. “Ultimato” concorrerá ao prêmio de Melhor Filme contra “Infiltrado na Klan”, “Homem-Aranha no Aranhaverso”, “Para Todos os Garotos que Já Amei” e “Nós”, enquanto “Game of Thrones” disputará o trono de melhor série com “Big Mouth”, “Riverdale”, “Schitt’s Creek” e “A Maldição da Residência Hill” (The Haunting of Hill House). O MTV Movie & TV Awards é conhecido por ter categorias menos convencionais, como melhor beijo e melhor luta. Além disso, não faz distinção entre homens e mulheres nos prêmios de atuação. Dessa forma, na categoria de melhor interpretação em um filme aparecem indicados Amandla Stenberg (“O Ódio que Você Semeia”), Lady Gaga (“Nasce Uma Estrela”), Lupita Nyong’o (“Nós”), Rami Malek (“Bohemian Rhapsody”) e Sandra Bullock (“Bird Box”). Já o prêmio de melhor interpretação em séries será disputado entre Elisabeth Moss (“The Handmaid’s Tale”), Emilia Clarke (“Game of Thrones”), Gina Rodríguez (“Jane, A Virgem”), Jason Mitchell (“The Chi”) e Kiernan Shipka (“O Mundo Sombrio de Sabrina”). A premiação define os vencedores por meio de votação online do púlbico e, por ser realizada em meio às grandes estreias do verão americano, costuma servir de plataforma de lançamento e vitrine para algumas das apostas cinematográficas mais importantes do ano. A cerimônia do MTV Movie & TV Awards 2019 vai acontecer no próximo dia 17 de junho, em Santa Monica, na Califórnia, com apresentação do ator Zachary Levi, que está indicado nas categorias de melhor atuação de comédia e melhor herói pelo filme “Shazam!”. Confira abaixo a lista completa dos indicados. Melhor Filme “Vingadores: Ultimato” “Infiltrado na Klan” “Homem-Aranha no Aranhaverso” “Para Todos os Garotos que Já Amei” “Nós” Melhor Série “Big Mouth” “Game of Thrones” “Riverdale” “Schitt’s Creek” “A Maldição da Residência Hill” Melhor Interpretação – Filme Amandla Stenberg – “O Ódio que Você Semeia” Lady Gaga – “Nasce Uma Estrela” Lupita Nyong’o – “Nós” Rami Malek – “Bohemian Rhapsody” Sandra Bullock – “Bird Box” Melhor Interpretação – Série Elisabeth Moss – “The Handmaid’s Tale” Emilia Clarke – “Game of Thrones” Gina Rodriguez – “Jane the Virgin” Jason Mitchell – “The Chi” Kiernan Shipka – “O Mundo Sombrio de Sabrina” Melhor Herói/Heroína Brie Larson – “Capitã Marvel” Joel David Washington – “Infiltrado na Klan” Maisie Williams – “Game of Thrones” Robert Downey Jr. – “Vingadores: Ultimato” Zachary Levi – “Shazam!” Melhor Vilão/Vilã Jodie Comer – “Killing Eve” Joseph Fiennes – “The Handmaid’s Tale” Josh Brolin – “Vingadores: Ultimato” Lupita Nyong’o – “Nós” Penn Badgley – “Você” Melhor Beijo Jason Momoa & Amber Heard – “Aquaman” Camilla Mendes & Charles Melton – “Riverdale” Ncuti Gatwa & Connor Swindells – “Sex Education” Noah Centineo & Lana Condor – “Para Todos os Garotos que Já Amei” Tom Hardy & Michelle Williams – “Venom” Melhor Interpretação Cômica Marsai Martin – “A Chefinha” Awkwafina – “Podres de Ricos” Dan Levy – “Schitt’s Creek” John Mulaney – “Big Mouth” Zachary Levi – “Shazam!” Melhor Revelação Awkwafina – “Podres de Ricos” Haley Lu Richardson – “A Cinco Passos de Você” MJ Rodriguez – “Pose” Ncuti Gatwa – “Sex Education” Noah Centineo – “Para Todos os Garotos que Já Amei” Melhor Luta “Vingadores: Ultimato” – Capitão América vs. Thanos “Capitã Marvel” – Capitã Marvel vs. Minn-Erva “Game of Thrones” – Arya Stark vs. Caminhantes Brancos “RBG” – Ruth Bader Ginsburg vs. O Preconceito “WWE Wrestlemania” – Becky Lynch vs. Ronda Rousey vs. Charlotte Flair Melhor Herói da Vida Real Alex Honnold – “Free Solo” Ruth Bader Ginsburg – “RBG” Serena Williams – “Being Serena” Hannah Gadsby – “Nanette” Roman Reigns – “WWE SmackDown” Melhor Interpretação Assustada Alex Wolff – “Hereditário” Linda Cardellini – “A Maldição da Chorona” Rhian Rees – “Halloween” Sandra Bullock – “Bird Box” Victoria Pedretti – “A Maldição da Residência Hill” Melhor Documentário “Minding the Gap” “At the Heart of Gold: Inside the USA Gymnastics Scandal” “McQueen” “RBG” “Surviving R. Kelly” Melhor Meme “Lindsay Lohan’s Beach Club” – The Lilo Dance “Love & Hip Hop: Hollywood” – Ray J’s Hat “RBG” – The Notorious RBG “RuPaul’s Drag Race” – O final “faio” de Asia O’Hara “The Bachelor” – Colton Underwood pula a cerca Melhor Reality “Jersey Shore: Family Vacation” “Love & Hip Hop: Atlanta” “The Bachelor” “The Challenge” “Vanderpump Rules” Melhor Apresentador de TV Gayle King – “CBS This Morning” Nick Cannon – “Wild ‘n Out” Nick Cannon – “The Masked Singer” RuPaul – “RuPaul’s Drag Race” Trevor Noah – “The Daily Show with Trevor Noah”

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    Disney assume o controle total da plataforma Hulu

    14 de maio de 2019 /

    A Disney entrou em acordo com a Comcast e assumiu 100% do controle da plataforma Hulu. Depois da compra da Fox, em uma das maiores fusões da indústria do entretenimento, agora a empresa consolida sua presença no mercado de streaming, com um plano de disponibilizar três serviços complementares: ESPN+, o vindoura Disney+ (Disney Plus) e Hulu. O anúncio da negociação foi feito nesta terça (14/5) em comunicado conjunto da Disney e da Comcast. “Agora podemos integrar completamente nosso negócio e ter uma noção da força dos produtos da The Walt Disney Company para agregar ainda mais valor do serviço aos consumidores”, disse Bob Iger, CEO da Disney. As duas empresas já tinham chegado a um acordo anterior para assimilar a fatia de 10% que pertencia à Warner, em negociação com a outra gigante do entretenimento no mês passado. Agora, fecharam um negócio que dá à Disney o controle sobre os 33% que remanesciam com a Comcast. Mas o pagamento só vai acontecer em 2024, ao valor das ações da companhia nesta data. Um dos entraves para a compra era justamente a expectativa de valorização da Hulu. A Comcast aposta que a Disney vai internacionalizar a plataforma com sua estratégia de lançamento casado e espera receber uma fatia maior de dinheiro daqui a cinco anos. O atual acordo garante um valor mínimo de US$ 27,5 bilhões para a Hulu, em comparação aos US$ 15 bilhões atualmente estimados. O negócio também é vantajoso para a Disney, que acaba de gastar uma fortuna para comprar a Fox. Assim, teria cinco anos para se capitalizar antes de fazer um novo investimento pesado. Pelo acordo, a Comcast não vai mais participar das discussões sobre o rumo da empresa, mas continuará licenciando seu conteúdo na plataforma até 2024 – e por um preço menos módico. A saída também é estratégica para a Comcast, que pretende lançar sua própria plataforma de streaming entre 2020 e 2021, com o conteúdo da NBCUniversal e da Sky. Principal concorrente da Netflix e Amazon Prime Video nos Estados Unidos, a Hulu tem um grande catálogo de filmes e séries, além de títulos exclusivos, como “Castle Rock” e “The Handmaid’s Tale”. A Disney considera o acordo importante para seu modelo de negócios, pois pretende disponibilizar material adulto (na verdade, não juvenil) na plataforma, separando assim os públicos da Disney+ (Disney Plus) e da Hulu. Séries do canal pago FX, por exemplo, terão endereço certo na Hulu daqui para frente.

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    Tim Conway (1933 – 2019)

    14 de maio de 2019 /

    O ator e comediante Tim Conway morreu aos 85 anos. Cinco vezes vencedor do Emmy, Conway sofria de demência e tinha perdido a fala após uma cirurgia no cérebro em setembro. Thomas Daniel Conway começou a carreira como redator de rádio e participou de talk shows como comediante convidado, antes de estrelar sua primeira série. Mas foi só entrar em “McHale’s Navy” para sua carreira estourar. A série de 1962 durou quatro temporadas e foi um enorme sucesso, rendendo até dois filmes, lançados no Brasil como “Marujos do Barulho” (1964) e “Os Marujos… na Força Aérea” (1965). Na trama, Conway interpretava o doce e aturdido segundo em comando em um barco da marinha cheio de vigaristas, liderados pelo personagem-título do programa, interpretado por Ernest Borgnine. Conway recebeu sua primeira indicação ao Emmy em 1963 por esse trabalho. Quando a série foi cancelada em 1966, ele entrou para o elenco da comédia western “Rango”, que durou só uma temporada, antes de ganhar seu próprio programa, “The Tim Conway Show”, em 1970. Que também teve duração efêmera. Em vez disso se tornar um problema, facilitou a carreira do ator no cinema, levando-o a estrelar diversas comédias, como “O Maior Atleta do Mundo” (1973), “Bang-Bang! Uma Turma do Barulho no Velho Oeste” (1975), “Gus, uma Mula Fora de Série” (1976), “Felpudo, o Cachorro Promotor” (1976), “O Vagabundo de Um Bilhão de Dólares” (1977), “A Gangue da Tortinha de Maçã Ataca Novamente” (1979) e “Os Investigadores” (1980), muitos deles em parceria com Don Knotts e alguns escritos pelo próprio Conway. Em meados dos anos 1970, ele voltou para a TV para participar do célebre programa de esquetes “The Carol Burnett Show”. Acabou ganhando destaque e estendendo sua participação por quatro temporadas, de 1975 a 1978, quando a série saiu do ar. Sua capacidade de criar personagens apatetados, combinada a um timing cômico impecável, ajudou a transformar a série num clássico televisivo. Ele ganhou dois Emmys e um Globo de Ouro como ator do programa e outro Emmy como roteirista das esquetes. Percebendo a ascensão do VHS na década de 1980, Conway lançou vários curtas diretamente para o mercado de vídeo, que giravam em torno de um personagem chamado Dorf, um entusiasta de golfe com sotaque escandinavo. O personagem acabou rendendo uma franquia, que continuou até os anos 1990 e foi retomada em 2010, com lançamentos em DVD. Por sinal, seu último papel foi justamente Dorf, num telefilme de 2016 intitulado “Chip and Bernie Save Christmas with Dorf”. Ele também fez várias participações especiais em séries famosas, como “No Calor de Cleveland” (Hot in Cleveland), “The Drew Carey Show”, “Patricinhas de Beverly Hills” (Clueless), “The Larry Sander Show”, “Newhart”, “Cybill”, “Um Amor de Família” (Married… with Children), “Louco por Você” (Mad About You), “Two and a Half Men” e “Mike & Molly”, entre muitas outras. Sem esquecer seu trabalho como dublador do Mexilhãozinho (Barnacle Boy) na série animada “Bob Esponja”. Graças a essas participações, acrescentou mais duas estátuas do Emmy à sua estante, pelo trabalho como convidado especial em episódios de “Coach” (em 1996) e “30 Rock” (em 2008).

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    Ministra Damares diz que Frozen é do diabo, porque Elza é uma princesa lésbica

    12 de maio de 2019 /

    A ala circense do governo Bolsonaro voltou a chamar atenção com o compartilhamento do vídeo de uma palestra da ministra Damares Alves, em que ela ataca a animação “Frozen”, comparando-a a um trabalho do diabo – ou do “cão”, em sua linguagem característica. O desenho seria responsável por seduzir “menina de três anos” para o mal, porque Elza acaba sozinha e sem precisar de príncipe encantado. O que, segundo a Ministra, é uma apologia ao estilo de vida gay. No vídeo, que começou a circular no sábado (11/5), Damares aparece cantando a música-tema do filme (“Livre Estou”) e diz: “Sabe por que ela [Elsa] termina sozinha em um castelo de gelo? Porque é lésbica! O cão está muito bem articulado e nós estamos alienados”. Ela ainda afirma que Elsa “vai acordar a Bela Adormecida com um beijo gay”. “Isto aqui é muito grave, sabe por quê? Porque eu fui menina e sonhei em ser princesa. Eu sonhei com o meu príncipe encantado. A gente tá abrindo uma brecha na cabecinha da menina de três anos pra sonhar com princesa! Isto aqui é indução!” O vídeo foi compartilhado nas redes sociais pelo líder do PT na Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta, que acrescentou: “Eis o pensamento de uma ministra de estado dos Direitos Humanos. Disseminando ódio e preconceito contra um segmento social que já enfrenta todo tipo de estigma e preconceito”. Damares respondeu no Instagram algumas horas depois. Ela afirmou se tratar de uma “polêmica que tem como base novamente uma pequena parte recortada de um vídeo que foi gravado durante uma de minhas palestras na igreja”. “Eu critico é a tentativa de interferência dos ideólogos de gênero na identidade de nossas crianças”, escreveu. A ministra ainda lançou uma de suas frases de efeito moralistas em letras maiúsculas: “VAI UM RECADO: CRIANÇA NÃO NAMORA!! CRIANÇA BRINCA E ESTUDA”. E acrescentou: “Minha posição é contrária principalmente contra a erotização e adultizaçäo de crianças. DEIXEM NOSSAS CRIANÇAS SEREM CRIANÇAS!! Que estudem e brinquem sem que ninguém as incentivem a pular fases”. Em “Frozen”, Elza não namora nem é erotizada. A moral da história é que princesas modernas não dependem de príncipes encantados para serem felizes para sempre, uma mensagem defendida por muitos psicólogos. Mas há, sim, fãs que gostariam de ver Elza caracterizada como uma princesa lésbica, chegando a realizar campanha para a diretora do filme confirmar essa tendência na continuação, prevista para o fim do ano. A justificativa é que a Disney vem representando diversas minorias em suas animações recentes. Algo que, inclusive, tem tornado a empresa cada vez mais popular. Porém, ainda não lançou uma princesa lésbica. A defesa da diversidade é uma dos pilares dos Direitos Humanos, como a ministra com certeza sabe – todos são iguais, todos tem os mesmos direitos, etc. Já o ataque à produção cultural infantil tem como base um discurso que culpa a cultura popular por todos os males da civilização. A origem disso vem dos anos 1950, quando um psicólogo americano chamado Fredric Wertham publicou um dos livros mais infames de todos os tempos. Em “Sedução dos Inocentes”, Wertham lançou as bases do discurso de Damares, dizendo que quadrinhos eram responsáveis pelos desvios de comportamento das crianças americanas. Entre outras coisas, a obra afirmava que a força e a independência da Mulher-Maravilha a caracterizavam como lésbica. Na época, os americanos levaram a sério e Wertham foi responsável por quase falir a indústria dos quadrinhos, gerando uma quebradeira no mercado e o fechamento de editoras importantes, além de “demonizar” a chamada nona arte. Passados 65 anos, os personagens de quadrinhos se tornaram a principal produção cultural dos EUA, rendendo bilhões em bilheterias de cinema, e Wertham passou a ser citado apenas como parâmetro de pensamento antiquado. Vale lembrar que, na mesma época de Wertham, a igreja evangélica americana também considerava rock uma música do diabo, porque vinha dos negros e inspirava desejos espúrios. Vários discos foram queimados na campanha do pastor Jimmy Swaggart, primo do roqueiro Jerry Lee Lewis e um dos televangelistas mais famosos de todos os tempos. E que acabou se envolvendo num escândalo sexual com uma prostituta, 30 anos depois. Durante o nazismo, a queima pública de livros na Alemanha também teve como base uma defesa da moral e dos bons costumes – “contra a decadência e a corrupção moral”, nas palavras de outro ministro famoso, Joseph Goebbels. “Em defesa da decência e a moralidade da família e do estado”. O poeta Heinrich Heine logo avisou: “Onde se queimam livros, acaba-se queimando pessoas.” E não deu outra. Eis o pensamento de uma MINISTRA DE ESTADO dos DIREITOS HUMANOS. Disseminando ódio e preconceito contra um segmento social que já enfrenta todo tipo de estigma e preconceito. No vídeo Damares Alves diz que a princesa Frozen vive sozinha no castelo de gelo porque ela é lésbica pic.twitter.com/cqehitc793 — Paulo Pimenta (@DeputadoFederal) May 11, 2019 Visualizar esta foto no Instagram. Fui surpreendida com mais esta polêmica que tem como base, novamente, uma pequena parte recortada de um vídeo que foi gravado durante uma de minhas palestras na igreja. Minha critica é conhecida de todos, eu critico é a tentativa de interferência dos ideólogos de gênero na identidade de nossas crianças. VAI UM RECADO : CRIANÇA NÃO NAMORA!! CRIANÇA BRINCA E ESTUDA. Minha posição é contrária principalmente contra a erotização e adultizaçäo de crianças. DEIXEM NOSSAS CRIANÇAS SEREM CRIANÇAS!! Que estudem e brinquem sem que ninguém as incentivem a pular fases. Uma publicação compartilhada por Damares Alves (@damaresalvesoficial1) em 11 de Mai, 2019 às 7:07 PDT

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    Lúcio Mauro (1927 – 2019)

    12 de maio de 2019 /

    O ator e comediante Lúcio Mauro, que estrelou diversos programas humorísticos da rede Globo, morreu na madrugada deste domingo (12/5) aos 92 anos, no Rio de Janeiro. Ele estava internado há cerca de dois meses na Clínica São Vicente, com problemas respiratórios. Lúcio Mauro era seu nome artístico. O artista nasceu em Belém do Pará, no dia 14 de março de 1927, batizado como Lúcio de Barros Barbalho. Ele começou a carreira no teatro e só foi estrear na televisão aos 33 anos, em 1960, com a inauguração da TV Rádio Clube de Pernambuco, onde fez seu primeiro programa de humor, “Beco sem Saída”, contracenando com José Santa Cruz no quadro “Jojoca e Zé das Mulheres”. Em 1963, Lúcio e sua esposa, a atriz Arlete Salles, mudaram-se para o Rio de Janeiro, indo trabalhar na TV Rio. De lá, ele foi para a TV Tupi, onde participou do “Grande Teatro Tupi”, foi jurado de calouros de Flávio Cavalcanti, dirigiu e atuou no programa “A, E, I, O… Urca!” e o infantil “Essa Gente Inocente”, além de estrelar, junto de Arlete Salles, o humorístico “I Love Lúcio”, uma paródia da sitcom americana “I Love Lucy”. Neste mesmo ano, Lúcio Mauro estreou no cinema ao lado de Arlete em “Terra sem Deus”, de José Carlos Burle. A experiência foi seguida pelas comédias “007 1/2 no Carnaval” (1966), uma paródia de James Bond com Costinha e Chacrinha, e “O Rei da Pilantragem” (1968), escrito por Carlos Imperial. Mas a carreira cinematográfica ficou de lado quanto a televisiva estourou, após estrear na Globo em 1966. Ele começou na emissora no humorístico “TV0–TV1”, ao lado de uma constelação de humoristas que marcaram época na televisão: Jô Soares, Agildo Ribeiro, Paulo Silvino e outros. Dois anos depois, Lúcio criou e dirigiu na Globo o humorístico “Balança Mas Não Cai” (1968), com releituras de quadros de sucesso da Rádio Nacional nos anos 1950. O formato da programa de esquetes com um grande elenco, que se alternava num mesmo cenário sem mudar o contexto das piadas, fez enorme sucesso e inspirou o humor brasileiro durante décadas. Foi nesse período, inclusive, que Lúcio emplacou sua criação mais famosa, o quadro “Fernandinho e Ofélia”, em que vivia um homem rico e sofisticado, constantemente constrangido pela burrice da esposa (Sônia Mamede), que cometia grandes gafes diante de convidados ilustres, apesar de repetir o bordão “Só abro a boca quando tenho certeza!”. Quando “Balança Mas Não Cai” foi para a TV Tupi, nos anos 1970, ele acompanhou os colegas do programa e deixou a Globo por um tempo. A época também marcou o fim de seu casamento com Arlete. Mas ele ficou pouco tempo solteiro, casando-se com Ray Luiza Araujo Barbalho em 1974. Menos tempo ainda passou longe da Globo, para onde voltou pelas mãos de Chico Anysio, um de seus maiores parceiros, vindo a integrar o elenco de todos os programas humorísticos do famoso criador – de “Chico City” (1973) a “Escolinha do Professor Raimundo” (1990). Ele criou personagens marcantes ao lado de Chico Anysio, como o diretor Da Julia, que trabalhava com o ator canastrão Alberto Roberto, e o aluno Aldemar Vigário, da “Escolinha do Professor Raimundo”. Puxador de saco do professor, Vigário contava contos épicos de supostos grandes feitos do mestre com o bordão “Quem? Quem? Raimundo Nonato!”. Nos anos 1980, Lúcio Mauro emplacou uma nova versão de “Balança Mas Não Cai” (1982) na Globo, e ajudou a conceber e dirigir “A Festa é Nossa” (1983), humorístico que tinha como cenário fixo a cobertura de Fernandinho e Ofélia. O ator também participou de “Chico Anysio Show” (1982) e “Os Trapalhões” (1989), revivendo a dupla Fernandinho e Ofélia com Nádia Maria, após a intérprete original ser diagnosticada com leucemia e se afastar da TV – Sônia Mamede veio a falecer em 1990. Mas Lúcio não fez apenas comédias. Em 1983, interpretou o médium Chico Xavier no “Caso Verdade Chico Xavier, um Infinito Amor”. E, em 1988, fez uma participação na minissérie “O Pagador de Promessas”, de Dias Gomes, como Dr. Quindim. A diversificação aumentou nos anos 1990, com um episódio de “Você Decide” (1992), a novelinha teen “Malhação” (1995), atuando como Dr. Palhares, pai do Mocotó (André Marques), e a novelinha infantil “Caça-Talentos” (1996), com Angélica. Em 1998, encarnou o bicheiro mafioso Neca do Abaeté na minissérie “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, e o advogado Nonato na segunda versão da novela “Pecado Capital”, atuou em um episódio de “Sai de Baixo” e participou da novela “Meu Bem Querer”. A partir de 1999, Lúcio Mauro retomou personagens em “Zorra Total”. Refez o quadro Fernandinho e Ofélia, desta vez com Claudia Rodrigues. E começou a contracenar com seu filho, o ator Lúcio Mauro Filho. Além disso, criou um novo personagem, Ataliba, um vovô surfista, revivendo com José Santa Cruz a parceria de sua estreia na TV em 1960. Nos últimos anos, dedicou-se a fazer mais participações em novelas – como “Paraíso Tropical” (2006), “A Favorita” (2008) e “Gabriela” (2012). E filmes. Embora sua filmografia comece nos anos 1960, foi só nos últimos anos que Lúcio realmente se dedicou ao cinema, atuando em “Redentor” (2004), de Claudio Torres, “Cleópatra” (2008), de Júlio Bressane, “Muita Calma Nessa Hora” (2010), de Felipe Joffily, e “Vai que Dá Certo” (2013), de Maurício Farias. Neste último, também contracenou com o filho. O humorista gostava de trabalhar com os filhos, tanto que estrelou a peça “Lúcio 80-30” (2008) com três deles, Lúcio Mauro Filho, Alexandre Barbalho e Luly Barbalho. E voltou a contracenar com dois deles em 2014, no penúltimo episódio de “A Grande Família”, como o pai de Luly, a irmã de Tuco, personagem de Lúcio Mauro Filho. Sua despedida das telas aconteceu em 2015, numa participação especial da releitura da “Escolinha do Professor Raimundo”, que foi exibida na TV Globo e no canal pago Viva. Desde 2016, quando sofreu um derrame, Lúcio Mauro enfrentou diversos problemas de saúde, sendo forçado a se aposentar. Relembre abaixo três dos personagens mais famosos do humorista.

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