Milla Jovovich revela aborto traumático para protestar contra restrição de direitos nos EUA



A atriz Milla Jovovich publicou um depoimento dramático no Instagram para protestar contra novas leis da Geórgia, nos Estados Unidos, que restringiram o direto ao aborto. No texto, ela revelou pela primeira vez que precisou fazer um aborto de emergência há dois anos, quando estava com quase cinco meses de gestação. O procedimento ocorreu em um país da Europa. “Foi uma das experiências mais horríveis que já passei. Ainda tenho pesadelos com ela. Eu estava sozinha e indefesa”, escreveu.

“Quando penso no fato que mulheres podem passar por aborto em condições ainda piores que as minhas por causa de lei, o meu estômago fica revirado. Eu enfrentei uma das maiores depressões da minha vida e precisei trabalhar pesado para sair dela. Eu me afastei da minha carreira. Eu me isolei por meses e precisei me manter forte por causa dos meus dois filhos maravilhosos. Eu comecei a fazer jardinagem, a me alimentar melhor e ir à academia todos os dias porque não queria lidar com antidepressivos enquanto tivesse outras alternativas”, contou.

O depoimento foi publicado junto com uma foto em que a atriz aparece deitada em uma cama. E ela descreve o texto como “político”.

“Eu não gosto de me envolver em política e tento só fazer isso em último caso, mas esta é uma dessas ocasiões”, ela disse, antes de começar seu protesto contra as leis que impedem o aborto após a sexta semana de gestação, mesmo em casos de estupro e incesto.

“Nossos direitos como mulheres ao aborto com médicos experientes está outra vez em risco. Na semana passada, o governador da Georgia Brian Kemp assinou uma lei draconiana que revoga o direito ao aborto após à sexta semana – quando a maior parte das mulheres nem sabe ainda que está grávida – incluindo em casos de estupro ou incesto”, escreveu Milla.

“Isso faz da Georgia o sexto estado a passar esse tão restritivo banimento após à sexta semana, junto com Ohio, Mississipi, Kentucky, Iowa e Dakota do Norte”, escreveu ela. “Abortos são difíceis o suficiente para mulheres a ponto de ser desnecessário que eles ocorram em ambientes sem segurança e sem higiene”.

Milla Jovovich é casada desde 2009 com o cineasta Paul W.S. Anderson, diretor da franquia “Resident Evil”, com quem tem os filhos Evver, de 11 anos, e Dashiel, de 4.



Ela e o marido fizeram recentemente um novo filme, “Monster Hunter” – sim, outra adaptação de videogame – , que estreia em 2020. A atriz também poderá ser vista nos cinemas brasileiros a partir da semana que vem (23/5), no novo filme de “Hellboy”.

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I don’t like to get political and I try to only do it if a really have to and this is one of those times. If someone doesn’t want to continue reading, you have been warned. Our rights as women to obtain safe abortions by experienced doctors are again at stake. Last Tuesday, Georgia Governor Brian Kemp signed a draconian bill into law that outlaws all abortions after six weeks — before most women even realize they’re pregnant — including in cases of RAPE OR INCEST. This makes Georgia the sixth state to pass such a restrictive six-week abortion ban, joining Ohio, Mississippi, Kentucky, Iowa, and North Dakota. These laws haven’t been passed yet, but lawmakers in these states are trying. Abortion is hard enough for women on an emotional level without having to go through it in potentially unsafe and unsanitary conditions. I myself went through an emergency abortion 2 years ago. I was 4 1/2 months pregnant and shooting on location in Eastern Europe. I went into pre term labor and told that I had to be awake for the whole procedure. It was one of the most horrific experiences I have ever gone through. I still have nightmares about it. I was alone and helpless. When I think about the fact that women might have to face abortions in even worse conditions than I did because of new laws, my stomach turns. I spiraled into one of the worst depressions of my life and had to work extremely hard to find my way out. I took time off of my career. I isolated myself for months and had to keep a strong face for my two amazing kids. I started gardening, eating healthier and going to the gym everyday because I didn’t want to jump into taking anti depressants unless I had tried every other alternative. Thank God I was able to find my way out of that personal hell without turning to medication, but the memory of what I went through and what I lost will be with me till the day I die. Abortion is a nightmare at its best. No woman wants to go through that. But we have to fight to make sure our rights are preserved to obtain a safe one if we need to. I never wanted to speak about this experience. But I cannot remain silent when so much is at stake. #prochoice #prochoicegeneration

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Pedro Prado é cinéfilo, fã de séries e quadrinhos, fotógrafo amador e bom amigo da vizinhança.



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