Ministério Público entra com ação contra o governo por “abandono” da Cinemateca
O Ministério Público Federal ajuizou uma ação civil pública contra a União nesta quarta-feira (15), considerando a situação em que se encontra a Cinemateca Brasileira, em São Paulo, como “abandono” por parte do governo. A instituição encontra-se “carente de ininterruptas medidas de conservação”, “estrangulamento financeiro e abandono administrativo”, entre outros pontos, diz o documento ajuizado na 1ª Vara Cível Federal de São Paulo, que pede a renovação do contrato de gestão da Cinemateca Brasileira com a Associação Roquette Pinto (Acerp), o repasse imediato de R$ 12 milhões, recursos já previstos e alocados no orçamento, além da reestruturação, manutenção e empoderamento do Conselho Consultivo da Cinemateca em um prazo de 60 dias, entre outras demandas. A Procuradoria pede providências de preservação patrimonial cultural e de continuidade do serviço público prestado no órgão, responsável pela preservação e a difusão do acervo audiovisual brasileiro. Fundada em 1946, a Cinemateca guarda registros inestimáveis, como filmes feitos durante as incursões do Exército brasileiro na 2ª Guerra Mundial, clássicos do Cinema Novo, documentários do Brasil do começo do século 20, coleção de imagens raras da TV Tupi, primeira emissora de TV do país, inaugurada em 1950, 1 milhão de documentos relacionados à área do audiovisual, 245 mil rolos de filmes e 30 mil títulos de cinema, entre obras de ficção, documentários, cinejornais, filmes publicitários e registros familiares de personalidades históricas. O descaso com o acervo precioso que trata da própria História do Brasil é consequência da política anticultural do governo Bolsonaro, que paralisou os investimentos no setor. Em maio, o governo federal chegou a anunciar que pretendia reincorporar a instituição à União, mas nenhuma medida foi anunciada ou tomada nesse sentido desde então, além da autodeclaração da ex-secretária da Cultura Regina Duarte dizendo que tinha ganhado a Cinemateca de “presente” de Bolsonaro. “Acabo de ganhar um presente, que é o sonho de qualquer profissional de comunicação, de audiovisual, de cinema e de teatro, um convite para fazer a Cinemateca que é um braço da cultura em São Paulo. Ficar secretariando o governo na cultura dentro da Cinemateca. Pode ter presente maior do que isso?”, disse Regina, em vídeo em que “comemorou” sua demissão da Secretaria da Cultura por Bolsonaro. Entretanto, a Cinemateca não é administrada pelo governo. Há quatro anos, ela teve sua gestão transferida para a Sociedade Civil e há dois era administrada pela Acerp. Então vinculada ao Ministério da Educação para a gestão da TV Escola, a Acerp ganhou a licitação para gerir a Cinemateca Brasileira em 2018 e assinou um termo aditivo ao Contrato de Gestão da emissora. No final de 2019, o desastroso ministro da Educação Abraham Weintraub decidiu encerrar de forma unilateral e abrupta o contrato de gestão da TV Escola e, com isso, também extinguiu o termo aditivo da Cinemateca Brasileira. Esse imbróglio político e jurídico colocou a administração da Cinemateca no limbo. Nos últimos meses, funcionários e ativistas vêm denunciando a total renúncia de responsabilidades do governo Federal em relação à manutenção do acervo, dos funcionários, da sede na Vila Clementino e de um depósito de material na Vila Leopoldina. Com a falta de pagamentos, a energia que mantém o material em temperatura baixa pode ser cortada a qualquer momento, criando condições para a repetição de uma tragédia como a do incêndio do Museu Nacional, em 2018 no Rio. A diferença é que, desta vez, trata-se de uma tragédia anunciada, alardeada, com responsabilidades conhecidas e cobrada pela Justiça com antecipação. A Procuradoria pleiteia que a renovação emergencial do contrato de gestão seja feita em até cinco dias, “pelo período (transitório) de um ano, a contar (retroativamente) de 01.01.2020, com o consequente repasse orçamentário que originariamente já estava previsto e alocado para a execução do contrato de gestão da Cinemateca Brasileira para o ano de 2020, no valor de R$ 12.266.969,00, em favor da Acerp”. Outra demanda é que não haja o desligamento de nenhum funcionário da instituição. A ação afirma que uma “desmobilização (por mera dispensa ou ausência reiterada de pagamento) causará irreparável prejuízo imaterial à União (que demorou anos, décadas, para formar ali um polo reprodutor de tal conhecimento especializado)”.
Maurice Roëves (1937 – 2020)
O ator escocês Maurice Roëves, de “O Último dos Moicanos”, morreu nesta quarta (15/7) aos 83 anos, de causa não informada. Ele teve uma longa carreira, iniciada com a produção medieval da Disney “O Valente Príncipe de Donegal” (1966) e a adaptação do clássico literário de James Joyce “Alucinação de Ulisses” (1967). Roëves integrou o elenco dos dois primeiros filmes dirigidos por Richard Attenborough, “Oh! Que Bela Guerra!” (1969) e “As Garras do Leão” (1972), e trabalhou com outros grandes diretores, como John Sturges em “A Águia Pousou” (1976) e Ken Loach em “Agenda Secreta” (1990). Também teve uma pequena participação na primeira adaptação dos quadrinhos de Judge Dredd, “O Juíz” (1995), com Sylvester Stallone. Mas é mais conhecido mesmo pelo papel do Coronel Munro em “O Último dos Moicanos” (1992), de Michael Mann. Seu personagem era o comandante do forte inglês cercado por índios renegados e pai das duas jovens escoltadas por Hawkeye (Daniel Day Lewis) na adaptação. A maioria de seus trabalhos, porém, aconteceu no teatro e na TV britânicos. Além de aparecer numa infinidade de séries, ele foi um dos poucos atores a passar pelas duas principais franquias sci-fi televisivas do Reino Unido e dos EUA, “Doctor Who” (quatro episódios em 1984) e “Star Trek” (como um capitão romulano num capítulo de 1993 de “A Nova Geração”). Entre os seus últimos desempenhos, destacam-se participações no drama shakespeareano “Macbeth: Ambição e Guerra” (2015), com Michael Fassbender, e a minissérie “The Nest”, exibida entre março e abril passados na BBC.
Pandemia cancela minissérie sobre a vida de Evel Knievel
A Universal desistiu de transformar a vida do motociclista acrobático Evel Knievel numa série. A produção seria estrelada pelo ator Millo Ventimiglia (“This Is Us”) e exibida no canal pago USA Network, e estava prestes a começar a ser gravada quando a pandemia de coronavírus interrompeu todos os trabalhos de filmes e séries. A série tinha recebido sinal verde em setembro passado e fechou seu elenco central em dezembro, com Sarah Gadon (“True Detective”), David Krumholtz (“The Deuce”) e Michael Chernus (“Orange is the New Black”). Etan Frankel (“Shameless”) escreveu a trama, que foi descrita como um retrato emocionante de um homem complexo vivendo o sonho americano, equilibrando uma fama meteórica com a criação de sua família e encarando a possibilidade de que seu próximo salto pudesse matá-lo. Pra quem não sabe, Evel Knievel foi um dos grandes ícones americanos dos anos 1970, graças a seus audaciosos saltos de motocicleta em distância, sempre usando um uniforme com capa, como um super-herói. Ao todo, ele saltou 75 vezes entre rampas distantes, entre 1965 e 1980, muitas vezes caindo e se machucando diante de espectadores em eventos de cobertura nacional. Seu nome, por sinal, está no livro Guinness dos Recordes não pela quantidade de saltos, mas pelas 433 costelas quebradas ao longo da carreira. Knievel chegou a ficar em coma por 29 dias em 1967, após uma de suas manobras mais arriscadas. Sua vida de excessos lhe rendeu o título de motociclista mais audacioso de todos os tempos – e foi a inspiração para a criação do Motoqueiro Fantasma nos quadrinhos. Ele morreu em 2007, aos 69 anos, devido a um doença pulmonar. A decisão de abandonar a telebiografia se deu por conta da agenda do ator Ventimiglia. Ele planejava gravar a minissérie durante o hiato de “This Is Us”, que estrela na rede NBC. Mas como o cronograma original não pôde ser cumprido, ele só teria nova folga em 2021. Mesmo assim, os protocolos de higiene e segurança criados após a pandemia tendem a aumentar o período das gravações, comprometendo sua disponibilidade para as duas produções. Caso a condições sejam favoráveis, o estúdio ainda pode tentar realizar a produção em 2021, mas não para o USA. Segundo apurou o site The Hollywood Reporter, a ideia agora é tentar salvar o projeto com sua negociação para alguma plataforma de streaming.
Brigas de Johnny Depp e Amber Heard começaram na lua de mel
Um trecho do diário da atriz Amber Heard (“Aquaman”), lido em voz alta durante a batalha jurídica de Johnny Depp contra o tabloide britânico The Sun na corte londrina, revelou que as brigas do ex-casal começaram já na lua de mel. Heard escreveu em seu diário sobre uma briga “terrível” com seu ex-marido em uma viagem de trem durante a lua de mel de 2015 no sudeste da Ásia. A informação é do próprio The Sun, que, como parte do processo, tem acesso a todo o julgamento. “Nossa luta foi terrível. Johnny … a certa altura, entolou a camisa em volta do meu pescoço… Ele me bateu várias vezes. Nem sei como acabei com esse nó enorme e bastante irritante na parte de trás da minha cabeça… M****, eu odeio isso”, escreveu a atriz. No trecho seguinte, lido por Sasha Wass, advogada do jornal, Heard se repreende por ter “permitido” a briga. “Depois de três horas de sono e a briga terrível que tivemos na noite passada, nós dois somos zumbis ambulantes hoje. Uma noite que terminou às 3h30 e foi brutalmente interrompida pela chegada iminente do trem à estação de Cingapura muito cedo nesta manhã. Depois de três horas de sono, parecia uma ressaca ainda mais brutal do coração. A mágoa na noite passada foi particularmente ruim. Eu odeio permitir isso, nunca mostrando que há uma linha que não se deve ultrapassar.” Depp está processando o Sun e seu editor executivo Dan Wootton após ser descrito como um “espancador de esposa” – algo que ele alega veementemente não ser. O julgamento entrou em sua segunda semana, com testemunhos de ex-funcionários do casal que alegam nunca ter visto Depp bater em Heard. Após ler o diário, a advogada do Sun questionou o segurança pessoal de Depp, Malcolm Connolly, que defendeu o ator, se ele saberia informar se a briga descrita aconteceu. “Então, se uma briga tivesse ocorrido às 3h30 da manhã, você acha que necessariamente saberia sobre isso?”, questionou Wass. Connolly respondeu: “Eu nunca saberia sobre isso”.
Criadores de Glee vão bancar universidade do filho de Naya Rivera
Um dia após a confirmação da morte de Naya Rivera, os criadores da série que a consagrou compartilharam memórias e elogiaram seu grande talento. Mas como podiam fazer mais que isso, Ryan Murphy, Brad Falchuk e Ian Brennan, cocriadores de “Glee”, anunciaram a criação de um fundo para bancar a educação universitária do filho da atriz, Josey, atualmente com quatro anos de idade. “Naya era mais do que apenas uma atriz em nosso programa – ela era nossa amiga”, disseram os produtores numa declaração conjunta. O corpo da atriz foi encontrado na segunda (13/7) no lago Piru, na Califórnia (EUA), após ser dada como desaparecida desde a última quarta-feira (8/7). Ela se afogou durante um passeio de barco com seu filho, Josey. Os dois estavam nadando no lago e, segundo apurou a investigação, ela usou seu último fôlego para colocar o filho no barco, antes de desaparecer debaixo d’água, puxada pela correnteza. Joey é fruto do casamento de quatro anos da atriz com o ator Ryan Dorsey (da série “Ray Donovan”). O casal estava divorciado desde junho de 2018. Além de garantir a educação do menino, atualmente sob os cuidados do pai, os criadores de “Glee” divulgaram para a imprensa um depoimento emocionado com lembranças da atriz. Leia a íntegra de suas declarações abaixo. “Estamos com o coração partido pela perda de nossa amiga Naya Rivera. Naya não era uma integrante fixa da série quando lançamos ‘Glee’. Ela não tinha mais do que algumas linhas no piloto. Mas não demorou mais do que um episódio ou dois para percebermos que tivemos a sorte de encontrar uma das estrelas mais talentosas e especiais com as quais teríamos o prazer de trabalhar. Naya sabia atuar, podia dançar e podia cantar (e como podia cantar!). Era capaz de fazer piadas, além de dilacerar numa cena emocional. Ela podia ser assustadoramente forte e profundamente vulnerável com grande facilidade. Era uma alegria escrever para ela, uma alegria dirigi-la e uma alegria estar perto dela. Naya é responsável por inúmeras apresentações musicais icônicas de ‘Glee’ – o mash up de Adele, ‘Valerie’, ‘Songbird’ -, mas seu maior legado na série é provavelmente o humor e a humanidade que ela trouxe para o relacionamento de Santana com sua melhor amiga e eventual namorada/esposa Brittany (interpretada por Heather Morris). Foi uma das primeiras vezes que um relacionamento abertamente lésbico no ensino médio foi visto na televisão e Naya entendeu o que “Brittana” significava para as muitas jovens que estavam se vendo representadas na televisão pela primeira vez. Naya sempre se certificou de que o amor de Santana pela Brittany fosse expresso com dignidade, força e com intenções puras. Naya sempre se emocionava com as meninas que a procuravam para dizer o quanto o amor de Santana e Brittany as afetava. O respeito que Naya sentia por eles – e por todos os seus fãs – era óbvia. Ela tinha a rara combinação de humildade e confiança sem fim em seu talento. Naya era uma verdadeira profissional. Chegava sempre na hora certa, sempre decorava suas falas (o que não era fácil, considerando os trechos gigantes de diálogo que muitas vezes demos pra ela), sempre deixava todo mundo rindo no set. Ela era calorosa, carinhosa e ferozmente protetora do resto do elenco. Ela era forte e exigente. Ela era divertida. Ela foi gentil. Ela foi generosa. Houve altos e baixos durante os anos maravilhosos e estressantes que passamos fazendo ‘Glee’. Discordamos, brigamos, fizemos as pazes, depois brigamos um pouco mais e fizemos as pazes novamente. O tipo de coisa que acontece em uma família. Naya era mais do que apenas uma atriz no nosso programa – ela era nossa amiga. Nosso coração está voltado para a família dela, especialmente sua mãe, Yolanda, que era uma grande parte da família ‘Glee’ e seu filho Josey. Atualmente, nós três estamos no processo de criar um fundo de faculdade para o lindo filho que Naya amava acima de tudo”. Assinam o texto os produtores Ryan Murphy, Brad Falchuk e Ian Brennan.
Naya Rivera morreu após usar último fôlego para salvar o filho
A atriz Naya Rivera pode ter morrido para salvar seu filho Josey, de quatro anos. Na entrevista coletiva concedida na segunda-feira (13/7), no lago Piru, na Califórnia, o xerife de Ventura, Bill Ayub, disse que os relatos do menino faziam crer que ela usou seu último fôlego para tirá-lo da água, quando uma forte correnteza atingiu a região. Os dois estavam nadando no lago e o menino disse à polícia que viu a mãe desaparecer debaixo d’água, enquanto subia de volta no barco. Após deixar seu filho a salvo, ela teria ficado sem forças para conseguir retornar à embarcação. “Foi durante esse período que o garoto descreveu que a mãe o ajudou. Ele disse aos investigadores que olhou para trás [ao subir no barco] e a viu desaparecer na água. Acreditamos que ela reuniu energia suficiente para colocar seu filho de volta no barco, mas não conseguiu se salvar”, disse o xerife. O corpo da atriz foi encontrado na segunda (13/7), a poucos centímetros da superfície do lago Piru, após ser dada como desaparecida desde a última quarta-feira (8/7). A causa da morte tornou-se oficial nesta terça (14/7), quando foi confirmado que a atriz da série “Glee” morreu afogada, aos 33 anos.
Grant Imahara (1970 – 2020)
O engenheiro elétrico Grant Imahara, responsável pela criação do programa “Os Caçadores de Mitos” (MythBusters), no Discovery Channel, morreu na segunda-feira (13/7) de aneurisma cerebral, aos 49 anos. “Estamos com o coração partido ao ouvir essas tristes notícias sobre Grant”, afirmou o Discovery em comunicado. “Ele era uma parte importante da nossa família Discovery e um homem realmente maravilhoso. Nossos pensamentos e orações vão para a família dele”. Além da criação da atração de ciência pop, o especialista em eletrônica e rádio trabalhou em grandes filmes de Hollywood, como “Star Wars: A Ameaça Fantasma” (1999), “Matrix Reloaded” (2003) e “O Exterminador do Futuro 3” (2003), entre outros. Ele também apareceu, como ator, na série “Eureka” (em 2012) como um cientista de robótica, dublou o vilão Kang na animação “Avengers Assemble!” (2012-2014), figurou no telefilme “Sharknado 3: Oh, Não!” (2015) e estrelou a série não oficial “Star Trek Continues” no papel do Sr. Sulu, entre 2013 e 2017. Imahara nasceu em Los Angeles e se formou em 1993 no curso de engenharia elétrica pela University of Southern California. Ele acabou se especializando em “engenharia hollywoodiana”, criando animatrônicos, dispositivos robóticos que dão ilusão de vida a personagens do cinema, para a Industrial Light & Magic, a empresa de efeitos especiais fundada por George Lucas em 1975. Entre os muitos trabalhos que desenvolvem em Hollywood, Imahara operou o robô R2-D2 nos filmes da saga “Star Wars”. Ele também trabalhou em “O Mundo Perdido: Jurassic Park” (1997) e nas sequências de “Matrix”, além de ter participado da equipe técnica de muitos filmes de Steven Spielberg. A experiência em Hollywood levou Imahara a se tornar um dos criadores de “Os Caçadores de Mitos”, em 2005. A princípio, ele deveria aparecer como um construtor de equipamentos. Mas logo seu carisma ficou evidente e ele se tornou apresentador do programa, que coloca à prova lendas urbanas. Juntamente com seus colegas caçadores de mitos, Imahara também criou o “Projeto Coelho Branco”, um programa da Netflix que analisava as maiores invenções e assaltos da história. Mas esta iniciativa não repetiu o sucesso da produção do Discovery e foi cancelada após sua única temporada em 2016. Ele também era consultor da Disney e trabalhou no projeto que desenvolveu robôs acrobatas para servirem como dublês em cenas perigosas. O protótipo de “stuntronics” causou sensação quando foi revelado há dois anos.
Festival de Telluride é cancelado devido à covid-19
Os organizadores do Festival de Cinema de Telluride anunciaram nesta terça (14/7) o cancelamento a 47ª edição do evento, prevista para a primeira semana de setembro na cidade do Colorado, nos Estados Unidos, devido à pandemia de coronavírus. O anúncio foi feito por meio de um comunicado, que afirma que a decisão foi tomada após o agravamento da pandemia nos EUA, já que até a semana passada havia “um plano muito bom” para seguir em frente com o festival. Devido aos números crescentes da covid-19 no país, o plano acabou descartado. “Após meses de debate intenso em relação a promover um evento fisicamente, nós chegamos à conclusão unânime e de partir o coração de cancelar a celebração de filmes deste ano em Telluride”, diz o texto dos organizadores do evento. “Não importa quantos de nós usamos máscaras e nos atentamos às medidas de distanciamento social, a pandemia piorou em vez de melhorar, e a saúde e segurança de vocês não pode ser comprometida.” Apesar de menos conhecido do que os festivais de Cannes, Veneza e Toronto, Telluride tem sido importante para a chamada “temporada do Oscar”, quando os estúdios apresentam seus filmes buscando criar burburinho para a premiação. Os que conseguem aprovação da crítica nestes eventos passam a estrelar campanhas de marketing ferrenhas. A repercussão em Telluride foi importante, por exemplo, para o Oscar de “O Parasita” neste ano, além de dar fôlego para as indicações de “Dois Papas”, até então ignorado pela crítica. Segundo os organizadores, alguns filmes que integravam a seleção deste ano poderão ser vistos em outros festivais parceiros. Os eventos de Nova York, Toronto e Veneza seguem firmes na decisão de manter suas edições de 2020.
Ator de Empire é preso sob acusação de violência doméstica
O ator Bryshere Y. Gray, que interpretou Hakeem Lyon, um dos protagonistas da série “Empire”, foi preso na noite de segunda (13/7) e acusado de violência doméstica no Arizona, Estados Unidos. O caso aconteceu na cidade de Goodyear, onde o casal reside. Segundo o site The Hollywood Reporter, o Departamento de Polícia da cidade recebeu um chamado para a casa do ator por volta das 22h15, no horário local. Além de ligar para a polícia, a mulher de Gray pediu ajuda a um motorista que passava por um posto de gasolina próxima à residência, afirmando que havia sido agredida por horas. Em relato para as autoridades locais, ela disse ter sido asfixiada pelo ator até perder a consciência, além de apresentar marcas visíveis de agressão pelo corpo. Ao ser abordado na residência, Gray se recusou a atender os policiais, mas acabou sendo levado para a delegacia. O ator e músico foi indicado por acusações de agressão, má conduta e lesão corporal grave. A esposa de Gray — que não teve o nome divulgado — foi levada a um hospital, onde recebeu atendimento por conta de seus ferimentos, e foi liberada na sequência. O THR procurou a assessoria do artista para falar sobre o caso, mas não teve retorno. Gray é os segundo integrante do elenco de “Empire” a ser preso. Em janeiro de 2019, Jussie Smollett, que interpretava seu irmão, Jamal Lyon, foi detido sob a acusação de ter encenado um ataque contra si mesmo para se promover. Eventualmente, a promotoria de Chicago decidiu abandonar o processo contra Smollett, sem maiores explicações. Pouco tempo depois, os advogados do ator alegaram que a cidade devia uma indenização a ele. O caso teve nova reviravolta após Smollett ser novamente indiciado, acusado de mentir para a polícia. Inicialmente um grande sucesso da rede Fox, “Empire” foi cancelada em sua 6ª temporada e saiu do ar sem o final planejado, porque a pandemia de covid-19 impediu a gravação de seu último episódio.
Oliver Stone acha “ridículo” filmar sob regras contra abuso sexual e prevenção de covid-19
Oliver Stone mostrou-se um diretor fora da realidade, em entrevista ao New York Time Magazine neste fim de semana. Ele afirmou que não se vê trabalhando sob as regras e medidas de segurança que se tornaram obrigatórias para a produção cinematográfica atual. “Tudo se tornou muito frágil, muito sensível. Na Hollywood de hoje, você não consegue fazer um filme sem um especialista em coronavírus, sem um conselheiro de sensibilidade [contra situações de assédio sexual]. É ridículo”, acusou. “É um mundo politicamente correto agora, e eu acho que não tenho vontade de retornar a ele. Eu nunca vi o showbusiness tão doido assim. É como uma festa do chá em ‘Alice no País das Maravilhas'”, comparou ainda. Embora já existissem antes, os conselheiros de sensibilidade se tornaram mais comuns em Hollywood após o movimento #MeToo, que denunciou casos de assédio e abuso sexual no ambiente de trabalho — especialmente na indústria do cinema. Depois disso, o coronavírus implicou na criação de um novo protocolo de segurança para que as filmagens possam ser retomadas durante a pandemia. As regras foram idealizado por sindicatos e companhias de produção de Hollywood, e são uma medida que pode salvar vidas de pessoas como… Oliver Stone, que faz parte do grupo de risco da covid-19, com 73 anos de idade.
Associação Brasileira de Cinematografia passa a ser presidida pela primeira vez por uma mulher
A técnica de som, professora e pesquisadora Tide Borges tornou-se a primeira mulher a assumir a presidência da Associação Brasileira de Cinematografia (ABC). Sua eleição também marca a primeira vez que a associação é presidida por um profissional que atua numa área diferente da direção de fotografia de filmes. A eleição para a diretoria contou com a participação de duas chapas, ambas com candidatas mulheres ao cargo de presidente e com o objetivo, entre outras propostas, de ampliar a pluralidade da ABC, tanto entre seus sócios quanto em sua atuação como associação. A nova diretoria, que tomou posse na segunda (13/7), também é a mais representativa em relação ao gênero e a que traz o maior número de representantes de diferentes áreas técnicas em seu Conselho. Além de Tide Borges na presidência, a Diretoria é composta pelo diretor de fotografia Jacques Cheuiche como vice-presidente, pela diretora de fotografia Fernanda Tanaka como diretora secretária e pelo diretor de arte Marcos Carvalheiro como diretor tesoureiro. Já o Conselho é composto por Adriano Goldman (diretor de fotografia), Diana Vasconcellos (editora), Frederico Pinto (diretor de arte), Llano (diretor de fotografia), Marcelo Corpanni (diretor de fotografia), Maria Muricy (editora de som), Marghe Pennacchi (diretora de arte), Miriam Biderman (supervisora de som), Mustapha Barat (diretor de fotografia), Paulo M. de Andrade (colorista), Pedro von Krüger (diretor de fotografia) e Silvia Gangemi (diretora de fotografia).
Polícia confirma morte de Naya Rivera
O Departamento de Policia de Ventura confirmou que o corpo encontrado na manhã desta segunda (13/7) no lago Piru, na Califórnia (EUA), é da atriz Naya Rivera, desaparecida desde a última quarta-feira (8/7). A atriz, que ficou mais conhecida por viver Santana Lopez em “Glee”, desapareceu durante um passeio de barco com seu filho, Josey, de quatro anos. O menino foi encontrado ileso e sozinho. Os dois estavam nadando no lago e ele disse à polícia que viu a mãe desaparecer debaixo d’água, após o ajudar a subir de volta no barco. O filho da atriz é fruto de um casamento com o ator Ryan Dorsey (da série “Ray Donovan”). O casal finalizou o divórcio em junho de 2018, após quase quatro anos, mas mantinha um bom relacionamento por causa do menino. A criança está agora sob cuidados do pai. A confirmação da morte aconteceu numa entrevista coletiva por volta das 18h (horário de Brasília), em que o xerife Bill Ayub detalhou os esforços empreendidos na locação do corpo. Naya Rivera foi encontrada submersa numa região do lago com muitos galhos de vegetação, a poucos centímetros da superfície. A investigação concluiu que foi um caso de acidente trágico, que resultou em morte por afogamento. O xerife revelou que os detetives encarregados do caso não encontraram a menor indicação de homicídio ou suicídio. A resolução vai permitir agora à família e os amigos darem adeus à Rivera, evitando a hipótese aventada de o corpo nunca ser encontrado. Veja o vídeo completo da coletiva do xerife Ayub abaixo.
Corpo é encontrado no lago em que Naya Rivera desapareceu
Um corpo foi encontrado no lago em que equipes procuravam a atriz desaparecida Naya Rivera, da série “Glee”, informou o escritório do xerife do condado de Ventura, na Califórnia, pelo Twitter, nesta segunda-feira (13/7). O xerife de Ventura, que lidera as buscas, ainda não quis confirmar a identidade do corpo. A praxe, nestes casos, é a família ser chamada em primeiro lugar. Alguns sites, porém, já ouviram de “fontes da polícia” que o corpo é mesmo da atriz de “Glee”, que tinha 33 anos. A confirmação deve vir em uma entrevista coletiva, marcada pelas autoridades para às 18h (horário de Brasília), na região do lago Piru, perto de Los Angeles. Rivera já era considerada morta pelas autoridades desde seu desaparecimento na quarta (9/7), após alugar um barco para passear no lago com seu filho Josey, de 4 anos. O menino foi encontrado ileso e sozinho no barco. A notícia do desaparecimento levou vários integrantes do elenco de “Glee” ao lago. Horas antes do corpo ser encontrado, eles fizeram uma oração com a família da atriz. Por coincidência, esta segunda-feira também marcou o sétimo aniversário da morte de Cory Monteith, colega de Rivera em “Glee”. Veja abaixo um vídeo do telejornal local que traz as imagens mais recentes e últimas notícias da busca.












