Eva Wilma (1933-2021)
A atriz Eva Wilma morreu neste sábado (15/5), aos 87 anos, no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, em decorrência de um câncer no ovário. Ela estava internada desde o dia 15 de abril, inicialmente para tratar problemas cardíacos e renais, tendo descoberto o câncer apenas há 10 dias. Uma das atrizes mais queridas da TV brasileira, ela completou 70 anos de carreira em setembro passado. A longa jornada artística começou no início dos anos 1950, após chamar a atenção como bailarina clássica e atuar no Teatro de Arena. Sua primeira aparição nas telas foi em 1953, aos 20 anos, como estrela da série “Alô, Doçura”, inspirada no popular seriado americano “I Love Lucy”, que era encenada ao vivo na TV Tupi. A atração, que ficou uma década no ar, era coestrelada por John Herbert, com quem a atriz se casou em 1955. Eva também começou a aparecer no cinema em 1953, a princípio como figurante em comédias da Vera Cruz e da Multifilmes, mas já em dezembro daquele ano foi escalada em seu primeiro papel romântico, em “O Craque”, de José Carlos Burle. Mesmo assim, só virou uma estrela de cinema de primeira grandeza a partir de 1960. Começando por “Cidade Ameaçada” (1960), de Roberto Farias, ela se notabilizou em clássicos de temática urbana, como “O 5º Poder” (1962), de Alberto Pieralisi, “A Ilha” (1963), de Walter Hugo Khouri, e “São Paulo SA” (1965), de Luiz Sérgio Person. A Record a escalou em sua primeira novela em 1964, “Prisioneiro de um Sonho”, em que ela interpretou três papéis diferentes. Não foi a única vez que demonstrou seu talento com múltiplos personagens. Nove anos depois, ela estrelou a primeira versão de “Mulheres de Areia” (1973), em que viveu as famosas gêmeas Ruth e Raquel, na Tupi. De fato, bastou a primeira novela para Eva se tornar rainha do gênero, estrelando uma, às vezes até duas novelas por ano, quase interruptamente até os anos 2000. Um de seus desempenhos mais longos, “As Confissões de Penélope”, em que viveu a personagem-título ao lado do marido, durou quase um ano inteiro na Tupi, entre 1969 e 1970. Principal artista da Tupi, ela protagonizou os maiores lançamentos do canal durante a década de 1970 – incluindo ainda “A Revolta dos Anjos” (1972), “Barba Azul” (1974), “A Viagem” (1975), “Roda de Fogo” (1978) e “O Direito de Nascer” (1979). Engajada politicamente, também desafiou a ditadura militar, ao participar da histórica Marcha dos Cem Mil em 1968, e jamais deixou o teatro, fazendo várias peças entre as novelas. O fim da Tupi aconteceu junto com o fim de seu casamento e um breve retorno ao cinema com “Asa Branca: Um Sonho Brasileiro” (1980). Mas as mudanças no cotidiano não diminuíram seu ritmo. Eva se casou com outro ator, Carlos Zara (1930-2002), e trocou de canal. Sem perder um ano sequer fora das telas, estreou na Globo em 1980, com “Plumas & Paetês”, e não saiu mais. Emplacou um sucesso atrás do outro, marcando época com personagens como a Marquesa D’Anjou, de “Que Rei Sou Eu?” (1989), e a inesquecível vilã Altiva, com seu sotaque nordestino misturado com inglês na fictícia Greenville de “A Indomada” (1997). O maior hiato noveleiro de sua carreira foram os três anos que separaram “Fina Estampa”, em 2012, de “Verdades Secretas”, em 2015, mesmo período que a Globo demorou para chamá-la de volta para uma pequena participação em “O Tempo Não Para”, onde viveu Petra Vaisánen, seu último papel no canal em 2018. Apesar de afastada da telinha, ela não parou. Em setembro, aderiu às lives, apresentando-se dentro de casa com o espetáculo virtual “Eva, a live”, transmitido no YouTube e no Instagram. Mesmo após ser internada, em abril, ainda gravou uma narração para um filme inédito, “As Aparecidas”, de Ivan Feijó, que ainda não tem previsão de lançamento. “Nossa querida Vivinha recebe o derradeiro aplauso, tenho certeza, de todos os profissionais que tiveram o privilégio e a honra de trabalhar com ela”, escreveu Miguel Falabella, num belo tributo nas redes sociais, evocando seu primeiro trabalho profissional com o diva. “A primeira cena que dirigi, na TV Globo, foi com ela e Carlos Zara”, continuou. “Eu estava muito nervoso, era uma externa noturna complicada, com grua, carrinho e uma grande equipe à espera das decisões e dos planos do diretor. Quanta gentileza e generosidade recebi dessa querida colega! Gravamos, no final, uma linda cena e ela me disse que eu jamais me esqueceria de que ela tinha sido a primeira atriz que eu dirigira na televisão. Como poderia eu esquecer? Se as noites na Ilha do Governador eram preenchidas por seu talento nas inesquecíveis tramas da Tupi, onde ela reinou por anos, antes de mudar-se para a Globo. Como esquecer de tão brilhante carreira nos palcos e na tela? Estou com o coração partido e os olhos molhados. Mas estou de pé. E daqui, Eva querida, calejo as minhas mãos num eterno e interminável aplauso. Brava!”.
Samantha Schmütz detona famosos que fizeram festa no Copacabana Palace
A comediante Samantha Schmütz está indignada com a festa que aconteceu no Copacabana Palace na noite desta sexta-feira (14/5) e que reuniu pelo menos 500 convidados, dentre eles diversos famosos que prestaram homenagens a Paulo Gustavo após sua morte. “No reino da hipocrisia! Não adianta postar homenagem pro Paulo Gustavo e participar de festa com 500 pessoas”, ela disparou. Entre os artistas que participaram do evento estão Alexandre Pires, Gusttavo Lima, Mumuzinho, Dudu Nobre e Ludmilla, flagrados em registros divulgados pelo público nas redes sociais. A atriz, que foi parceira de Paulo Gustavo no “Vai que Cola”, printou as homenagens que cada um dos famosos da festa fizeram ao astro de “Minha Mãe é uma Peça”, morto por complicações da covid-19, inclusive da promoter Carol Sampaio, que foi responsável por ter assinado a lista dos convidados. Após o post viralizar nas redes sociais, ela apagou o Story. Mas a fúria se espalhou e contagiou vários internautas, que apoiaram a cobrança, num misto de denúncia e decepção com os ídolos. Veja abaixo. Na prática, a infração, considerada “gravíssima” pela Prefeitura do Rio, teve poucas consequências. O hotel Copacabana Palace foi multado em apenas R$ 15.466,81 pela Secretaria de Ordem Pública (Seop), bem menos que a fortuna dispendida para o evento (supostamente aniversário de um poderoso bicheiro carioca), e interditado para realização de festas por um período curto: 10 dias, a contar deste sábado (15/5). A Samantha Schmutz segue representando a indignação do brasileiro diante dessa hipocrisia absurda dos famosos que fazem textão de manhã e à noite participam de festas clandestinas https://t.co/4H7Fw9KRF8 — Lucas (@lucasmouraa) May 15, 2021 Samantha Schmutz não tá errada nao, gente. Primeiro, porque cada um lida com o luto de uma forma diferente. Segundo que, não adianta postar homenagem pra amigo que faleceu por causa de COVID e ir lá fazer showzinho e aglomerar como se não houvesse doença alguma, né? — Instagram: @caroliniee (@__carolinie) May 15, 2021 a samantha schmutz ta metralhando tudo e todos nos stories e eu to adorando. cada dia amando mais esta mulher kkkkkk pic.twitter.com/fWqJwoZTpG — isa; (@anistxwn) May 15, 2021 ah vai pra PORRA espero que a samantha schmutz coma o cu desse povo que paga de solidario na internet e vai cantar em festa assim que odio https://t.co/bEbs36RP9X — manu 🌱 (@swiftievegana) May 15, 2021
Ator de “Animais Fantásticos” é condenado à prisão por agressão sexual
O ator Kevin Guthrie, que interpretou o Sr. Abernathy nos dois filmes da franquia “Animais Fantásticos”, foi condenado a três anos de prisão por agressão sexual. O crime aconteceu em 2017. Guthrie esperava a mulher num bar com o também ator Scott Reid (da série “Carnival Row”). Mas ela não conseguiu chegar, achando que tinha sido vítima de um “Boa Noite, Cinderela” no bar em que estava, o que fez os dois correrem ao seu encontro para levá-la em segurança ao apartamento de Reid. A agressão teria acontecido quando Guthrie ficou sozinho com ela semidesmaiada, enquanto Reid buscava atendimento médico. Guthrie negou as acusações, mas seu DNA foi encontrado nas roupas íntimas da jovem. Reid não foi implicado no abuso. O juiz Tom Hughes, encarregado do caso, disse ao final do julgamento: “Você se aproveitou dessa mulher enquanto ela estava em uma posição vulnerável. Ela não estava bem e pensou que sua bebida tinha sido drogada em outro lugar naquela noite. O júri concluiu que você abusou de uma posição de confiança enquanto deveria estar cuidando dela. Sua situação está em contraste direto com a de seu amigo Scott Reid, cujas ações foram altamente recomendáveis. Ele correu para ajudá-la quando algo aconteceu e ele se importou com ela, tentando obter ajuda, deixando-a sob seus cuidados. Diante da conclusão do júri de que você cometeu esse crime hediondo, a única sentença adequada é a prisão.” O caso acrescenta mais confusão às filmagens de “Animais Fantásticos 3”. Guthrie deveria aparecer no terceiro longa da franquia, mas ainda não há informações se suas cenas serão cortadas. A prática já aconteceu na produção. A Warner também afastou o ator Johnny Depp, após ele ter trabalhado uma semana no filme, jogando suas cenas no lixo e refilmando tudo com Mads Mikkelsen (“Druk – Mais uma Rodada”) no papel do bruxo Gellert Grindelwald – que para sorte do estúdio já tinha demonstrado sua capacidade de mudar de aparência entre os dois primeiros longas. O problema de Depp foi decidir travar uma batalha judicial, que perdeu, contra o jornal britânico The Sun, após ser descrito como “espancador de esposa”. O ator processou o jornal para refutar a afirmação, mas o julgamento serviu apenas para piorar a situação, trazendo à tona detalhes desabonadores de seu comportamento durante o casamento com Amber Heard. Ao final, o juiz do caso concordou com a publicação, aceitando 12 dos 14 relatos da ex-esposa de Depp como verdadeiros, incluindo a agressão que ela sofreu em sua festa de 30 anos e um outro incidente que a deixou com os olhos roxos. Ele também validou a descrição de Heard de um período de três dias de tortura, com “ataques contínuos e múltiplos”, enquanto o casal estava na Austrália para as filmagens do quinto “Piratas do Caribe”. Tem mais. “Animais Fantásticos 3” é escrito por J.K. Rowling, criadora de “Harry Potter”, que também enfrenta seu próprio problema de relações públicas após assumir postura transfóbicas nas redes sociais. E ainda inclui em seu elenco Ezra Miller, mais um envolvido em polêmica, por suposta agressão a uma fã. Por enquanto, a estreia segue marcada para julho de 2022.
Desgoverno: Ancine fica sem presidente pela primeira vez na História
Terminou nesta sexta (14/5) o mandato de Alex Braga Muniz como presidente interino da Ancine. Ele assumiu o cargo em agosto de 2019, depois que o então diretor-presidente, Christian de Castro Oliveira, foi afastado pela Justiça sob acusação de repassar informações sigilosas para um sócio. Mas o governo Bolsonaro nunca se preocupou em oficializá-lo no cargo. Com o fim de seu mandato como diretor, a Ancine agora se encontra sem nem sequer um presidente interino. Mais que isso, a agência responsável pelo fomento e regulação da indústria audiovisual brasileira virou uma instituição fantasma sem nenhum diretor-titular, caso raro de desmonte não apenas na agência fundada em 2001, mas na história do serviço público nacional. Em condições normais, a Ancine é gerida por um diretor-presidente e três diretores-titulares. Neste momento, porém, nenhuma das nomeações feitas tem a chancela do Senado, que divide com Bolsonaro a culpa pela situação, por não marcar sabatina dos indicados. Atualmente, a Ancine conta com um colegiado composto por três diretores-substitutos (interinos), que também se encontram em situação volúvel. A vaga de Débora Ivanov estava vaga desde outubro de 2019 e foi assumida nesta semana por Mauro Gonçalves de Souza, atual superintendente de Registro da agência, conforme o publicado no Diário Oficial da última segunda-feira (10/5). Como o Senado não sabatina os candidatos, na prática os indicados de Bolsonaro vão tocando a agência como querem, dizendo-se “substitutos”. Além de gerar instabilidade institucional, porque o mandato de um substituto tem validade inicial de 180 dias, essa muleta abre brechas para que pessoas alheias à produção de filmes e séries e às questões regulatórias tenham poder decisório. Este é justamente o caso do novo diretor, Mauro Gonçalves de Souza, que não tem experiência alguma no setor, mas é ex-assessor do deputado estadual bolsonarista Filippe Poubel, do PSL do Rio de Janeiro. Para quem não lembra, Poubel foi o deputado que invadiu com seguranças armados as instalações do hospital de campanha para o combate ao coronavírus no município de São Gonçalo, no Rio de Janeiro, alegando ter prerrogativa legal para a fiscalização surpresa. “Eu ia ser calmo, brando, nessa fiscalização. Agora, vou tocar o terror”, disse o bolsonarista na ocasião. Segundo apurou o jornal O Globo junto a produtores que pediram anonimato, nos meses em que esteve na Superintendência de Registro, Mauro Gonçalves de Souza criou variados obstáculos para a classificação do gênero de filmes e séries e a emissão de certificados. Pelo que se conhece de Bolsonaro, isso certamente o qualifica a presidir a Ancine.
Robert De Niro sofre acidente no set do novo filme de Martin Scorsese
Robert De Niro sofreu um acidente e machucou sua perna no intervalo das filmagens de “Killers of the Flower Moon”, filme que volta a reuni-lo com o diretor Martin Scorsese após “O Irlandês”. De acordo com publicações da Variety e The Hollywood Reporter, o ator de 77 anos se lesionou na quinta (13/5) em sua residência provisória do set no estado de Oklahoma, onde a produção está sendo rodada, e no mesmo dia viajou para Nova York, onde mora e onde planejava se consultar com um médico nesta sexta (14/5). Apesar disso, a lesão não afetará o cronograma da produção, que também conta com Leonardo DiCaprio (“O Lobo de Wall Street”), de acordo com comunicado do agente do astro veterano. “Enquanto estava em sua casa do set em Oklahoma para as filmagens de ‘Killers of the Flower Moon’, de Martin Scorsese, Robert De Niro machucou seu músculo quadríceps, que será tratado clinicamente em Nova York”, disse o representante do ator. “Isso não afetará a produção, pois ele não estava programado para filmar novamente nas próximas três semanas.” Na trama, De Niro interpreta o poderoso rancheiro William Hale, tio do personagem de DiCaprio, Ernest Burkhart. Scorsese e DiCaprio começaram a desenvolver há cinco anos essa adaptação do livro homônimo de David Grann (autor de “Z: A Cidade Perdida”), que disseca uma sucessão de misteriosos assassinatos durante o boom do petróleo da década de 1920 na região de Oklahoma. A obra foi lançada no Brasil com o título de “Assassinos da Lua das Flores”. Os direitos do livro foram adquiridos por US$ 5 milhões em 2016 e o roteiro vinha sendo escrito pelo veterano Eric Roth (vencedor do Oscar por “Forrest Gump”) até o ano passado, quando Scorsese e DiCaprio fecharem acordos individuais de desenvolvimento com a Apple, incluindo o financiamento para “Killers of the Flower Moon” e seu lançamento em streaming. O filme vai narrar o massacre da nação Osage, tribo indígena dos EUA, durante a década de 1920. Considerado “um dos crimes mais chocantes da história americana”, a morte de quase todos os membros da tribo ocorreu pouco depois da descoberta de petróleo em suas terras. O caso gerou uma das primeiras grandes investigações da história do FBI, fundado em 1908. “Killers of the Flower Moon” é a 10ª parceria entre Scorsese e De Niro e a 6ª entre o diretor e DiCaprio, mas o primeiro filme em que os três trabalham juntos. O elenco ainda inclui Jesse Plemons (“Judas e o Messias Negro”), Tantoo Cardinal (“Stumptown”), Pat Healy (“Station 19”), Louis Cancelmi (“Billions”), Gary Basaraba (“Suburbicon”), Tatanka Means (“The Son”), Scott Shepherd (“X-Men: Fênix Negra”), Cara Jade Myers (“Rutherford Falls”) e os músicos Sturgill Simpson (“A Caçada”) e Jason Isbell (“Squidbillies”).
Disney anuncia lançamento de novo streaming no Brasil
A Disney anunciou que o lançamento da plataforma Star+, novo serviço de streaming que é considerado a versão internacional da Hulu, ficou para o dia 31 de agosto no Brasil. A inauguração vai acontecer simultaneamente em toda a América Latina, levando ao streaming séries como “This is Us”, “American Horror Story”, “Pose” e “The Walking Dead”, e filmes como “Deadpool”, “A Forma da Água”, “Planeta dos Macacos”, “Alien” e “Logan”. O novo serviço também contará com a programação esportiva da ESPN, incluindo eventos ao vivo, produções inéditas dos antigos estúdios Fox e conteúdos atuais dos canais Star, FX e da plataforma Hulu, além de atrações brasileiras exclusivas, como uma biografia de Silvio Santos, atualmente em desenvolvimento. A data de agosto representa uma mudança em relação aos planos originais. Em dezembro, durante um evento de mercado, a Disney americana revelou um cronograma que previa o lançamento da Star+ em junho na América Latina. Entretanto, a um mês da previsão original, o novo serviço ainda não ganhou campanha de divulgação. A falta de publicidade pode ter relação com o processo de uma empresa rival. O canal pago americano Starz tenta impedir na justiça que o nome Star continue a ser usado no mercado latino, especialmente para o lançamento da Star+. É que a pronúncia da nova plataforma, Star Plus em inglês, é muito parecida com o nome Starzplay, utilizado pelo canal em seu próprio serviço de streaming. Já há algum tempo em atividade no Brasil, o Starzplay enfrentaria concorrência direta, no mesmo segmento, do novo produto da Disney. Por outro lado, o nome Star+ já está sendo usado no mercado europeu, onde chegou de forma diferente, como uma opção de conteúdo dentro da própria Disney+ – ao lado de Marvel, Pixar, Star Wars, National Geographic e Disney. Embora a disputa tumultue seus planos, a Disney parece bem confiante ao divulgar um dia definitivo para a inauguração do serviço no Brasil. Ainda não há informação sobre valores, mas o conteúdo da plataforma poderá ser assinado tanto de forma independente quanto em pacote com a Disney+. Nos EUA, a opção combo (que inclui Disney+, Hulu e ESPN+) tem preço promocional. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Star+ Brasil (@starplusbr)
Paulo Gustavo vira nome de rua em Niterói
A Câmara Municipal de Niterói (RJ) aprovou a alteração do nome de uma rua em homenagem a Paulo Gustavo, que morreu na semana passada, após uma longa batalha contra a Covid-19. O artista tinha forte ligação com a cidade. Nascido e criado em Niterói, ele também transformou o município em cenário de sua trilogia cinematográfica “Minha Mãe é uma Peça”. A proposta foi aprovada por 18 votos a 3 na Câmara de Niterói, e mudará a denominação da Rua Coronel Moreira César. No lugar que celebrava um militar nascido em 1850, que assassinou jornalista e ficou conhecido como “Carrasco”, “Treme-Terra”, “Corta-Cabeças” e “Anticristo”, a vizinhança passará a adotar a alegria e o bom humor de se chamar Rua Ator Paulo Gustavo. A votação foi precedida por uma pesquisa aberta na Internet, em que a população niteroiense se manifestou francamente a favor da mudança.
Samantha Schmütz lembra Paulo Gustavo ao cobrar influencers por indiferença diante da covid
Revoltada com a morte de Paulo Gustavo por covid-19, a comediante Samantha Schmütz tem usado as redes sociais para expressar descontentamento e fazer cobranças. Ela chegou a rebater diretamente a influenciadora Gabriela Pugliesi, que postou uma homenagem ao humorista, afirmando que o falecimento teria sido “a vontade de Deus”. Em resposta, Schmütz compartilhou um post sobre seu amigo feito por Daniela Mercury com uma crítica ao governo federal e acrescentou a frase “Tivemos várias oportunidades antes de ser ‘vontade de Deus'”. Enfurecida com influenciadores digitais que colocam tudo na mão de Deus e lavam as próprias mãos, enquanto aglomeram em festinhas, Schmütz conclamou os seguidores de famosos a cobrarem posicionamentos. “Lote os comentários dos influenciadores que você segue. Cobre. Não existe influenciador sem público. E se ele não se posiciona a favor da sua vida, ele não se importa com você”, escreveu. Schmütz ainda publicou um vídeo em que declara que “acabou a brincadeira” e pede união de artistas contra o negacionismo, citando que “não adianta a gente usar nossa voz [influência] para fazer dancinha de TikTok”, “não adianta fazer mutirão para reality show da vida dos outros”, “não dá pra postar look do dia, não dá para sensualizar mais, não tem mais o que fazer, a não ser ser contra o que está acontecendo”. Veja abaixo as mensagens da atriz, que foi parceira de Paulo Gustavo no “Vai que Cola” – e pode ser vista também na comédia “De Perto Ela Não é Normal”, lançada na semana passada na Amazon e em várias plataformas de VOD. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Samantha Schmütz 🍀🎤 (@samanthaschmutz)
Paulo Gustavo é homenageado pela Câmara Municipal do Rio
Os vereadores da Câmara Municipal do Rio de Janeiro aprovaram na quarta (12/5) uma homenagem póstuma ao comediante Paulo Gustavo, que morreu em 4 de maio, aos 42 anos, em decorrência de complicações da covid-19. Paulo vai receber o Conjunto de Medalhas de Mérito Pedro Ernesto, a maior honraria que pode ser concedida pela Câmara. A indicação foi feita pela vereadora Mônica Benício, do PSOL. “Ele conseguia traduzir, muito melhor do que nós mesmas (os), nossas emoções diante das situações cotidianas de nossas famílias, do que é ser mãe, do que é ser filho e filha, do que é ser LGBT na nossa sociedade. […] Do seu legado de arte, humor e amor, devemos levar sua lembrança de que ‘rir é um ato de resistência’. Hoje está muito difícil, Paulo. Mas a sua obra, que será eterna, há de nos ajudar a seguir resistindo. Obrigada por tudo!”, escreveu Benício na proposta de homenagem a Paulo Gustavo
Ellen DeGeneres anuncia o final de seu programa de televisão
A apresentadora Ellen DeGeneres anunciou que seu talk show, “The Ellen DeGeneres Show”, um dos mais populares dos EUA, vai acabar no ano que vem, na 19ª temporada. Em entrevista à revista The Hollywood Reporter na quarta-feira (12/5), ela justificou a decisão dizendo que quer continuar sendo desafiada em sua carreira. “Quando você é uma pessoa criativa, você precisa ser constantemente desafiado – e por mais que o show seja incrível e divertido, não é mais desafiador”. DeGeneres deu a notícia para a equipe um dia antes de revelar o destino do programa para o público. Ela também contou que vai discutir o encerramento com Oprah Winfrey na edição desta quinta (13/5). Segundo a apresentadora, a atração deveria ter acabado na 16ª temporada, mas ela aceitou assinar contrato para mais três anos, já imaginando que seriam os últimos. “Esse foi o plano o tempo todo”, jurou. Entretanto, planos podem não ter nada a ver com o destino do programa, que foi colocado em cheque no ano passado, após uma reportagem do site BuzzFeed trazer à tona denúncias de abusos e maus tratos à funcionários em seus bastidores. A situação chegou a ponto do estúdio Warner, responsável pela produção, iniciar uma investigação interna, com promessas de mudanças e justificativas da própria DeGeneres. Mas isso apenas serviu de desculpa para artistas famosos falarem mal da apresentadora. O comediante Brad Garrett (“Single Parents”), que apareceu seis vezes no “Ellen DeGeneres Show”, tuitou que era de “conhecimento comum” que a equipe era “tratada horrivelmente” pela própria DeGeneres. Ele afirmou: “Conheço mais de uma [pessoa] que foi tratada horrivelmente por ela”, acrescentando que os problemas denunciados vinham “do topo”. A acusação foi reforçada pela atriz Lea Thompson (“Sierra Burgess É uma Loser”), que replicou a denúncia com uma mensagem afirmando que se tratava de “História verdadeira”. Outros dois convidados, que não quiseram revelar a identidade, disseram ao site Page Six que os produtores exigiam que as pessoas bajulassem DeGeneres ao vivo. “Elogie Ellen, diga a ela que grande fã você é”, lembrou uma das fontes. Um dos entrevistados, que esteve na atração há três anos, revelou ter ficado desconfortável ao receber aquelas orientações. As declarações pintaram DeGeneres como hipócrita, já que ela costuma dizer “seja gentil” com frequência, quase como um slogan, enquanto seus funcionários eram maltratados pelos chefes de sua equipe. Depois disso, notas sobre um suposto cancelamento e até mesmo da vontade de DeGeneres de desistir do programa, no ar desde 2003 na TV americana, começaram a aparecer em publicações especializadas em fofoca. Se era suposição ou simples desejo, o fato é que o fim já tem previsão para acontecer. Na entrevista ao THR, DeGeneres garantiu que as denúncias não foram o motivo do encerramento. “Se eu fosse sair do show por causa disso, eu não teria voltado para essa temporada”, afirmou. Ela também revelou que sente vontade de voltar a fazer cinema e TV: “Uma sitcom parece um ‘passeio no parque’ comparado com um talk show de 180 episódios por ano. Não sei se é isso o que quero fazer em seguida, mas filmes com certeza. Se aparecer um grande papel, vou conseguir fazer, algo que eu não consigo agora”. No Brasil, “The Ellen DeGeneres Show” já foi exibido nos canais pagos Warner e GNT.
OAB processa governo Bolsonaro por desmonte da Cultura no país
O Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) propôs Ação Civil Pública contra o desmonte da Cultura no país, dando entrada num processo contra o governo Bolsonaro na Justiça Federal, em Brasília. O documento de 36 páginas argumenta que “atos de autoridades vinculadas à União Federal têm acarretado danos ao patrimônio público e social, violando as garantias fundamentais de direito à cultura.” A ação foi motivada pela clara tática do governo de praticamente congelar o incentivo a cultura no Brasil. Isto tem gerado paralisação ou diminuição drástica de projetos aprovados pela Lei Rouanet, alvo da ação, bem como pela Ancine, que já rendeu um processo à parte do Ministério Público Federal. Na semana passada, o secretário da Cultura Mario Frias assumiu a falta de interesse do governo na aprovação de projetos culturais com uma fala singela: “O governo federal não tem obrigação de bancar marmanjo”. Já governos federais de países como EUA, França, Coreia do Sul e Dinamarca, entre dezenas de outros (centenas?) entendem Cultura como soft power e a incentivam para alavancar sua influência pelo mundo. Os dois últimos vencedores do Oscar de Melhor Filme, “Parasita” e “Druk – Mais uma Rodada” foram produções de marmanjos incentivadas pelo equivalente ao que costumava ser o Ministério da Cultura, implodido pelo atual desgoverno de Bolsonaro. Além de questionar diretamente as medidas – ou falta de medidas – do governo federal, a OAB aponta como contexto a “notória guerra contra a cultura” travada pelo presidente Jair Bolsonaro. A entidade ressalta que, desde a campanha, Bolsonaro já atacava a lei Rouanet. A destruição cultural praticada em nome da ideologia bolsonarista também impacta a atividade econômica e o nível de desemprego no Brasil. O Painel de Dados do Observatório Itaú Cultural, responsável por monitorar a evolução econômica da indústria criativa no Brasil e os dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua registram que um em cada dois profissionais da cultura perdeu trabalho no país no ano passado.
Justiça considera ilegal investigar Felipe Neto por chamar Bolsonaro de genocida
A ação aberta pela Polícia Civil do Rio contra o youtuber Felipe Neto, por chamar o presidente Jair Bolsonaro de “genocida”, tornou-se oficialmente ilegal nesta quarta (12/5). A juíza Gisele Guida de Faria, da 38ª Vara Criminal do TJ do Rio, mandou arquivar a investigação pelo entendimento de sua flagrante ilegalidade. A decisão atendeu ao pedido feito pelos advogados de Felipe, que já haviam conquistado a suspensão do procedimento em caráter liminar. O cancelamento agora é definitivo. Em sua decisão, a magistrada listou diversas questões para considerar o procedimento ilegal. Reforçou que não caberia ao delegado da Polícia Civil do Rio, Pablo Dacosta Sartori, a responsabilidade pelo caso, assim como não poderia o vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente, ser responsável pelo pedido de abertura do inquérito. O delegado à frente da investigação era o mesmo que, em 2020, abriu na Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) inquérito contra o influenciador digital por “corrupção de menores”, que não deu em nada. Desta vez, o suposto caso de enquadramento de Felipe na Lei de Segurança Nacional só poderia ser feito pela polícia federal. Outro problema de “flagrante ilegalidade” foi o delegado aceitar denúncia de Carlos Bolsonaro, porque elenão integra o Ministério Público, não é militar responsável pela segurança interna, nem é Ministro da Justiça, portanto não poderia exigir investigação em nome do presidente da República. Além disso, Gisele Guida de Faria também reconheceu que a manifestação de Felipe está de acordo com a liberdade de expressão e manifestação, como forma de externar a sua revolta diante do número de mortos pela Covid-19 no país. “Não se vislumbra a necessária motivação e objetivos políticos, destinados a vulnerar as instituições e o próprio Estado, no fato de o paciente, um conhecido influenciador digital, ter adjetivado o Presidente da República de ‘genocida’, ao manifestar sua indignação com as milhares de mortes decorrentes da Covid-19 no Brasil e seu profundo descontentamento com a forma com que o Chefe do Executivo Federal vem tratando as questões relativas à pandemia”, argumentou a juíza, que atendeu a manifestação do MP do Rio. O promotor responsável pelo caso já tinha se manifestando afirmando se tratar de uma investigação ilegal, que deveria ser arquivada. A decisão também é um reconhecido judicial do autoritarismo da família Bolsonaro, flagrada numa iniciativa para se colocar acima das leis e das “quatro linhas” da Constituição para constranger, perseguir e buscar censurar aqueles que considera inimigos. “A decisão proferida hoje pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro restabelece, ainda que depois de muito desgaste, a verdade e a justiça. Desde o início ficou claro que o objetivo era apenas me intimidar, me silenciar. É um escândalo que esse absurdo esteja acontecendo no Brasil. O Poder Judiciário felizmente vem agindo contra a perseguição político-ideológica que muitas pessoas estão sofrendo”, disse Felipe Neto, em comunicado. Vale lembrar que, além de Felipe Neto, Carlos Bolsonaro também anunciou que processaria Bruna Marquezine pelo mesmo motivo, num tuíte de mau-gosto em que publicou uma foto da atriz nua. Apesar da iniciativa de Carlos Bolsonaro ter como alvo duas ocasiões em que o presidente Jair Bolsonaro foi chamado de genocida na internet, só o Google registra mais de 1,2 milhão de resultados para a pesquisa “Bolsonaro genocida” nesta quarta-feira (12/5). VITÓRIA OFICIAL!!! ACABOU! Justiça arquiva investigação contra mim por ter chamado o presidente de genocida. Gostaria de dedicar essa vitória ao Carluxo (@CarlosBolsonaro), pois não teria sido possível sem ele. Um grande beijo.https://t.co/9p5CCmVksE — Felipe Neto (@felipeneto) May 12, 2021
Adam Sandler encontra atendente de lanchonete de vídeo viral, após não ser reconhecido
Já virou lugar comum dizer que Adam Sandler é realmente um dos atores mais bacanas de Hollywood. Sempre solícito, ele não se cansa de surpreender. E o “Sandman”, como é conhecido pelos fãs, voltou a atacar nesta semana. Há alguns dias, o astro apareceu num vídeo que viralizou nas redes sociais, porque uma atendente de lanchonete não o reconheceu, dizendo que a fila de espera para fazer o pedido era de 30 minutos. Em vez de dizer o típico “você sabe quem eu sou”, ele simplesmente foi embora, frustrado. Depois que o vídeo, gravado por uma câmera de segurança, foi compartilhado, tornando-se viral, Sandler brincou que só tinha desistido porque a promoção “coma tudo o que puder” não valia para milkshakes. A rede de lanchonetes aproveitou a piada para organizar uma “segunda-feira do milk-shake”, prometendo doar US$ 1 por unidade vendida para a organização beneficente Comedy Gives Back, dedicada a apoiar comediantes em necessidade. Assim como o vídeo viral, a ação também ganhou repercussão nas redes sociais. E Adam Sandler, claro, resolveu comparecer pessoalmente ao evento, aproveitando um passeio com um de seus buldogues. Aparentemente, ele é vizinho da lanchonete. A jovem atendente desta vez o reconheceu e os dois posaram juntos para um registro no TikTok. “Não poderia ter ficado mais animada! Obrigado, Adam Sandler!”, escreveu Dayanna Rodas ao publicar uma série de cliques ao lado do ator de “O Paizão” e outros sucessos. Ele agradeceu de volta pelos milkshakes com uma foto de seu buldogue no Twitter. Veja abaixo o resumo disso tudo nas redes sociais. @dayanna.rodas Pleaseee come back ##comedy ##fyp ##foryou ##viral ##adamsandler ♬ Be A Clown – ָ࣪ ۰♥︎ Osuna ࣪𖥔꒷ For the record, I only left the IHOP because the nice woman told me the all-you-can-eat deal didn’t apply to the milkshakes. — Adam Sandler (@AdamSandler) May 4, 2021 @dayanna.rodas Couldn’t have been more excited!! Thank you Adam Sandler! #fyp #ihop #milkshakemonday #adamsandler #awesome #viral ♬ Best Day Of My Life – American Authors Thank u IHOP for Milkshake Monday pic.twitter.com/SsTEK0W0XK — Adam Sandler (@AdamSandler) May 11, 2021












