Claudia Barrett (1929–2021)
A atriz Claudia Barrett, que ficou conhecida ao ser carregada por um alienígena com roupa de gorila no famoso trash “O Robô Alienígena”, morreu em 30 de abril de causas naturais aos 91 anos, em sua casa em Palm Desert. A notícia foi publicada por sua família na quarta-feira (9/6). A cena de Barrett carregada nos braços do extraterrestre peludo com capacete de mergulho (seu “traje” espacial) tornou-se icônica ao ilustrar incontáveis listas de piores filmes de todos os tempos. Interpretado pelo dublê George Barrows, o monstro meio robô chamava-se Ro-Man e entrou para a cultura pop como uma das invenções mais ridículas da ficção científica dos anos 1950. Nascida Imagene Williams em West Los Angeles, Barrett estudou atuação, dança e canto quando criança, porque sua mãe esperava que isso a ajudasse a superar a timidez. Depois de vencer um concurso de beleza local, mudou seu nome para Claudia Barrett, conseguiu um agente e assinou com a Warner Bros. Ela foi uma dos últimas atrizes da era do “sistema de estúdio”, e assim que foi contratada voltou a estudar atuação, dança, canto, dicção e modelagem na Warner, trabalhando por 15 anos consecutivos sob contrato. Ela apareceu principalmente em faroestes na TV e no cinema. Entre seus créditos estão três bangue-bangues estrelados por Allan Lane entre 1950 e 1953 e séries como “Hopalong Cassidy”, “Cisco Kid”, “O Cavaleiro Solitário” (The Lone Ranger) e “Roy Rogers”, entre outras. Mas a fama só veio mesmo quando ela foi escalada como Alice, filha da última família sobrevivente no mundo pós-apocalíptico de “O Robô Alienígena” (Robot Monster). Versão alienígena de “King Kong”, a trama seguia uma criatura semelhante a um macaco cujas instruções para eliminar a raça humana são questionadas quando ele se apaixona pela adorável Alice de Barrett. O filme foi rodado em preto e branco, mas em 3-D, em um canyon de Los Angeles durante quatro dias, com um orçamento de meros US$ 16 mil. E poderia ter sido facilmente esquecido se não tivesse se tornado célebre por sua ruindade. Na sua própria época de lançamento, as críticas foram tão negativas que seu jovem diretor teria tentado o suicídio (“Eu finalmente percebi que meu futuro na indústria cinematográfica era sombrio”, escreveu Phil Tucker em uma nota que entrou para as lendas de Hollywood). A ironia é que o tempo transformou “O Robô Alienígena” em cult de tão ruim, ganhando elogios por divertir com sua precariedade hilária. Graças a isso, tornou-se icônico e até influente, inspirando paródias em séries, desenhos animados dos Looney Tunes e em clipes de rock – o hit “You Might Think”, da banda The Cars. Embora tenha continuado a carreira com participações em séries e filmes por mais uma década – ela parou de atuar em 1963, com o western “Império da Vingança” – Barrett só é lembrada pelos fãs por seu papel no clássico cult. Por conta disso, costumava receber inúmeras cartas e convites para participar de convenções. “Embora adorasse atuar, em meados dos anos 1960 ela percebeu que sua carreira não estava avançando, então mudou para empregos paralelos na distribuição de filmes, publicidade e relações públicas”, de acordo com o obituário escrito por sua família nas redes sociais. Até que em 1981 ela encontrou “o emprego dos seus sonhos” na Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Barrett trabalhou na divisão que produzia os prêmios de avanços científicos e técnicos, e participou da premiação do Oscar todos os anos desde então.
Ernie Lively (1947–2021)
O veterano ator Ernie Lively, pai da atriz Blake Lively (“Um Pequeno Favor”), que apareceu em mais de 100 filmes e séries, morreu na quinta passada (2/6) em Los Angeles, aos 74 anos, de complicação cardíacas. Ele começou a carreira em 1975, ao aparecer num episódio de “Os Waltons”, e quatro anos depois conseguiu seu primeiro papel recorrente, na série “Os Gatões” (The Dukes of Hazzard). Foram décadas de pequenos papéis em “Fama”, “Ilha da Fantasia”, “Chumbo Grosso” (Hill Street Blues), “Falcon Crest”, “Assassinato por Escrito” (Murder, She Wrote), “The West Wing”, “Seinfeld”, “Arquivo X”, “That ’70s Show” e até mesmo “Zack & Cody: Gêmeos em Ação”, entre muitas outras atração. No cinema, os primeiros papéis foram ainda menores, quase sempre como guarda, xerife ou policial em filmes como “Admiradora Secreta” (1985), “Difícil de Matar” (1990), “Massacre no Bairro Japonês” (1991), “Sonâmbulos” (1992), “Passageiro 57” (1992), “Misteriosa Paixão (1998) etc. Mas com o passar dos anos seu tempo de tela foi aumentando. Um de seus desempenhos mais lembrados foi justamente como pai de sua filha real, Blake Lively, nos dois filmes da saga “Quatro Amigas e um Jeans Viajante”, em 2005 e 2008. Ironicamente, seu último filme foi o primeiro em que pôde viver o protagonista, o terror “Phobic”, lançado no ano passado em VOD nos EUA. Lively também deu aulas de atuação e se tornou o mentor de vários astros famosos, como Alyson Hannigan, Brittany Murphy, Scott Grimes, seus filhos Blake e Eric Likely e os enteados Lori, Jason e Robyn Lively. Todos os seus cinco filhos se tornaram atores, e ele também era sogro de Ryan Reynolds.
Cine Roxy: Um dos últimos palácios de cinema do Brasil está à venda
Um dos cinemas mais tradicionais do Rio está à venda. Último cinema de rua de Copacabana, o Cine Roxy foi palco de alguns dos maiores lançamentos da história do cinema nacional. Mas não sobreviveu à pandemia e à concorrência do streaming. O espaço já estava fechado há alguns meses, tendo aberto apenas entre outubro e dezembro do ano passado, durante a pandemia. Anunciado como fechamento provisório pelo grupo Kinoplex, a despedida de dezembro acabou se provando definitiva, uma vez que o jornal O Globo apurou que o imóvel imponente de 83 anos, em estilo art decó, foi colocado à venda por cerca de R$ 30 milhões. Inaugurado em 3 de setembro de 1938, o Roxy representava uma época em que os cinemas eram chamados de palácios e catedrais, com capacidade para 1,6 mil espectadores. Sua tela gigante era perfeita para a projeção em cinescope, tornando-o cinema favorito para quem queria assistir à grandes épicos. O primeiro abalo em sua história veio no final dos anos 1980, quando sua ampla sala tradicional foi dividida em três para se adequar à era dos multiplexes. Quem comprá-lo, porém, não poderá demolir o imóvel para dar lugar a um novo prédio de concreto sem identidade cultural. Seus 2,5 mil metros e suas características arquitetônicas encontram-se tombados pelo patrimônio histórico do município desde 2003. “O tombamento levou em conta o fato de o antigo cinema representar um marco referencial na cultura cinematográfica da cidade e a importância arquitetônica original, marco da engenharia moderna na cidade do Rio de Janeiro”, informou, na época, o Instituto Rio Patrimônio da Humanidade. Com isso, são grandes as chances do Roxy virar um templo religioso, como tem acontecido com muitos cinemas históricos em todo o Brasil. Com o fechamento do Roxy, a cidade do Rio de Janeiro, que já teve 198 salas de cinemas de rua, fica com apenas dez. O cineasta Kleber Mendonça Filho (“Bacurau”) lamentou a perda no Twitter, publicando uma foto do interior do cinema em sua versão original. Veja abaixo. O Roxy antes de ser dividido em três no final dos anos 80. Era um colosso. Fechar as 3 salas como estão hoje é uma grande perda de espaço para a Cultura, mas eu sempre achei que a perda do Roxy original já tinha sido grande. pic.twitter.com/o7fkA5JVvG — Kleber Mendonça Filho (@kmendoncafilho) June 8, 2021
Elizabeth Olsen revela estar casada
A atriz Elizabeth Olsen, estrela de “WandaVision”, revelou que está casada. A informação escapou durante um bate-papo com a colega Kaley Cuoco, conhecida por “The Big Bang Theory”, e foi registrado em vídeo pela revista Variety. Elizabeth Olsen sempre fez questão de manter a vida pessoal longe do escrutínio da mídia, especialmente depois de ver o tratamento midiático recebido por suas irmãs mais velhas, as gêmeas Olsen, que tiveram grande sucesso quando crianças. Perseguida por paparazzi desde a infância, a caçula das Olsen decidiu evitar que sua vida privada fosse invadida pelo interesse do público. Ela nem tem conta nas redes sociais. Antes desse bate-papo, tudo o que a imprensa havia publicado sobre a vida romântica de Olsen se resumia ao fato de que ela estava noiva de Robbie Arnett desde março de 2019 – por meio de uma publicação da revista People. Mas agora Arnett virou seu “marido”, num comentário casual para Cuoco. O detalhe é que a atriz parou por aí e não deu mais nenhum detalhe do possível casamento. Confira abaixo o trecho do bate-papo com a revelação, quando Olsen comenta que o marido decorou o fundo do ambiente para a gravação do vídeo. Elizabeth Olsen's husband (who she's married to, by the way) decorated her video chat background for her #ActorsOnActors interview with Kaley Cuoco! https://t.co/Lo40kuI09n pic.twitter.com/rOb7Uqxf68 — Variety (@Variety) June 8, 2021
Armie Hammer se interna em clínica de reabilitação
O ator Armie Hammer (“Me Chame Pelo Seu Nome”) se internou em uma clínica de reabilitação localizada na Flórida, apurou a revista Vanity Fair. Um amigo próximo do ator declarou à publicação que a iniciativa era “um sinal claro de que ele está retomando o controle de sua vida e sabe que este é um passo em direção ao seu bem-estar geral”. Hammer teria se internado assim que deixou as Ilhas Cayman, onde estava isolado desde março, dois meses após virem à tona mensagens privadas em que se confessava canibal, e na esteira de um processo de uma ex-namorada por estupro e violência sexual, com elementos de tortura. “Ele nunca comeu carne humana, nunca bebeu sangue, nunca cortou um dedo do pé, nunca trancou ninguém em uma gaiola ou o que quer que esteja nessas mensagens malucas. Essas mensagens definitivamente não devem ser interpretadas literalmente, mesmo que ele as tenha enviado”, disse outra fonte amiga, sob anonimato, à revista Variety. Mas em meio a este escândalo, outras mulheres reiteraram diálogos com o ator de 34 anos sobre fetiches envolvendo canibalismo, abuso e estupro. Em entrevista ao Page Six, Courtney Vucekovich, que ficou com o ator por alguns meses do ano passado, disse que conviver com Hammer era como namorar Hannibal Lecter — o famoso personagem canibal de “O Silêncio dos Inocentes” e da série “Hannibal”. Desde o escândalo, a carreira de Armie Hammer implodiu. Ele foi afastado de várias produções, como os filmes “Shotgun Wedding” e “Billion Dollar Spy”, e a série “The Offer”, sobre os bastidores de “O Poderoso Chefão”. Sua agência também o dispensou. Em sua única manifestação durante as acusações, o ator só se manifestou uma única vez, logo que saiu de “Shotgun Wedding”, para qualificar as denúncias como “alegações de m*rda”.
Felipe Neto recebe ameaça de policial militar
Felipe Neto usou o Twitter, nesta quarta-feira (9/6), para denunciar uma suposta ameaça de morte de um policial militar do Rio de Janeiro. Segundo o youtuber, a ameaça foi publicada em sua timeline depois dele ter compartilhado uma publicação falando sobre o número de vítimas da Covid-19 no Brasil no período de um dia, comparando o índice com outros países. “Essa foi a mensagem que um Policial Militar do Rio de Janeiro me mandou, após eu postar o número de mortos por Covid no Brasil e no mundo. Tomarei as providências. Ele tem um fuzil na mão. Eu não consigo descrever o que é ser vítima disso”, escreveu o youtuber. Na imagem compartilhada, a mensagem atribuída ao policial faz referência às mortes de vítimas da doença e afirma: “Pena que não levou você, seu esquerdista babaca”. Vale lembrar que Felipe Neto já sofreu ameaças físicas na porta das sua casa, em São Paulo. Na época, homens acompanhados de um carro de som foram até a entrada do condomínio onde o youtuber mora. Um deles, que se identifica como “Cavallieri, o guerreiro de Bolsonaro”, apareceu no Twitter segurando um fuzil, ao lado de crianças assustadas, ameaçando o influenciador. “É, Felipe Neto. A gente vai se encontrar em breve. Eu quero ver se tu é macho. (…) Eu quero ver tu tirar onda comigo. Teus seguranças não me intimidam, não, irmão, que aqui também o bonde é pesado.” Com 63 milhões de seguidores, Felipe Neto virou alvo de bolsominions por criticar o governo do capitão reformado Jair Bolsonaro. Além de ataques pessoais, ele também está sendo vítima de uma campanha de calúnias e até acusações falsas e investigações ilegais por parte da polícia. Bom galera, essa foi a mensagem que um Policial Militar do Rio de Janeiro me mandou, após eu postar o número de mortos por Covid no Brasil e no mundo. Tomarei as providências. Ele tem um fuzil na mão. Eu não consigo descrever o que é ser vítima disso. pic.twitter.com/T0wvXWOQ8q — Felipe Neto (@felipeneto) June 9, 2021
Erin O’Brien (1934-2021)
A cantora e atriz Erin O’Brien morreu em 20 de maio de causas naturais em sua casa em Seattle, aos 87 anos. O’Brien teve uma carreira de sucesso nos anos 1950, aparecendo seguidamente em programas da TV americana. Sua carreira televisiva começou no programa de calouros “Talent Scouts” (o “American Idol” da época) em 1956. Um dia após vencer a competição, o apresentador Steve Allen a levou para se apresentar no “Steve Allen Show” (precursor do “The Tonight Show”) e lhe ofereceu um contrato ao vivo, para cantar por um ano na televisão. Ela aceitou e também assinou com o empresário do músico Liberace, Seymour Heller, para cuidar de sua carreira. Com isso, apareceu várias vezes no “The Liberace Show”, além de fechar um acordo para virar estrela convidada das séries da Warner. Seus primeiros papéis como atriz vieram em séries de western, como “Colt 45”, “Maverick”, “Cheyenne”, “Bat Masterson” e “Laramie”. Ela também participou do piloto da série criminal “77 Sunset Strip”, como a testemunha de um assassinato. Paralelamente, chegou ao cinema, coadjuvando em quatro filmes: a comédia leve “Mau Tempo pela Proa” (1958), em que viveu a namorada universitária de Andy Griffith, o suspense “Uma Vida em Perigo” (1958), a aventura “Ainda Não Comecei a Lutar” (1959) e o thriller de espionagem “Flint: Perigo Supremo” (1966), que marcou sua despedida precoce das telas.
Gil do Vigor e Pocah recriam meme do “basculho” no TikTok
Um dos momentos mais divertidos do “BBB 21” foi recriado no TikTok por Gil do Vigor e Pocah. Trata-se da icônica discussão em que o pernambucano chamou a cantora de “basculho”. A reação original da funkeira foi impagável, parando a treta para perguntar bem sério “O que é basculho?”. Virou meme e gíria nacional. Na verdade, a expressão é utilizada em Pernambuco para se referir a algo que é jogado fora. A rapa do lixo. Mas o próprio Gil não sabia direito explicar o que aquilo queria dizer exatamente, o que tornou a discussão mais engraçada. Os ex-BBBs recriaram a treta, com cada um repetindo as próprias falas. Vale lembrar que até Vitória, filha de Pocah e fã assumida de Gil, já tinha recriado sua própria versão da “treta do basculho” com a mãe. Kkkkkkkkkkk eu que te pergunto meu amigo pic.twitter.com/bmSejBpTVY — POCAH (@Pocah) June 8, 2021
Estrela de “Unbreakable Kimmy Schmidt” se desculpa por ser “rainha” de instituição racista
A atriz Ellie Kemper, conhecida pelas séries “The Office” e “Unbreakable Kimmy Schmidt” (na qual tinha o papel-título), se desculpou em seu Instagram nesta segunda (7/6), após seu nome bombar nas redes sociais pela descoberta de um feito de seu passado. Quanto tinha 19 anos, ela foi eleita rainha de uma instituição de passado racista. A história tomou as redes sociais na última semana, quando uma foto da atriz como debutante foi publicada e fãs começaram a questionar se ela sabia que a Veiled Prophet Organization, responsável pelo baile, tinha um passado racista, sexista e elitista. Fundada em 1877 por homens brancos ricos, a instituição recusou-se a aceitar membros negros até 1979. A atriz nasceu no ano seguinte, 1980. Por isso, disse que na época (em 1999) não sabia do passado da instituição tradicional da alta sociedade de sua cidade natal. “Mas a ignorância não é uma desculpa. Eu tinha idade suficiente para me informar antes de me envolver. Sem dúvidas eu não concordo, denuncio e rejeito a supremacia branca. Ao mesmo tempo, sei que por causa da minha raça e dos meus privilégios, eu me beneficio de um sistema que distribui justiça e recompensas de formas desiguais”, ela escreveu. Na internet, a história foi bastante aumentada e ganhou enorme repercussão, após alguém postar que o baile era um “evento chique organizado pela Ku Klux Klan (KKK) local”, criou-se a falsa narrativa de que a atriz tinha sido eleita a “Rainha da KKK” aos 19 anos. O prêmio que Ellie Kemper recebeu em 1999 foi o de “Rainha do Amor e da Beleza”. “Há uma tentação muito natural quando você vira assunto de críticas na Internet: dizer a si mesmo que seus detratores estão entendendo tudo errado. Mas, em algum momento da semana passada, percebi que muitas das forças por trás das críticas eram forças com as quais eu passei minha vida apoiando e concordando”, a atriz acrescentou. “Passei a minha vida inteira tentando viver de acordo com valores, e se a minha experiência servir de indicativo para que instituições com um passado que não atende a esses valores sejam confrontados, então eu tenho que ver essa experiência como algo positivo”. “Quero me desculpar com as pessoas que desapontei, prometo que vou ouvir e continuar me educando, e usar meu privilégio a favor de uma sociedade melhor que sei que podemos nos tornar”, completou a atriz, agradecendo as pessoas que leram o comunicado. O post completo pode ser visto abaixo. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Ellie Kemper (@elliekemper)
John Sacret Young (1946-2021)
O roteirista John Sacret Young, que co-criou o drama médico de guerra “China Beach”, morreu na quinta-feira em Los Angeles, aos 75 anos, após uma batalha de 10 meses contra um câncer no cérebro. Seu primeiro trabalho como roteirista foi “Chandler”, um filme policial de 1971 estrelado por Warren Oates. Mas ele logo passou para a televisão, trabalhando como pesquisador e roteirista de “Os Novos Centuriões” (Police Story), um dos grandes sucessos da década de 1970 na rede CBS. Sua primeira criação foi a minissérie de guerra “Emboscada Fatal” (1980), sobre um oficial desiludido com a Guerra do Vietnã. O tema acabou revisitado em sua atração mais celebrada, “China Beach”, que narrava o horror da guerra pelos olhos de uma enfermeira do Exército (Dana Delany) e seus colegas em um hospital de campanha. “China Beach” durou quatro temporadas, entre 1988 e 1991, e três delas concorreram ao Emmy de Melhor Série de Drama. Young ainda venceu o WGA Awards, prêmio do Sindicato dos Roteiristas, por escrever um episódio de 1990 (“Souvenirs”), que ele também dirigiu. Enquanto estava em “China Beach”, ele se tornou mentor de jovens roteiristas que acabaram tendo carreiras brilhantes e até hoje agradecem a experiência de ter começado suas trajetórias tendo Young como chefe e orientador. “John era meu mentor e meu amigo. Ele foi um escritor excepcionalmente talentoso que foi generoso com seu tempo, atencioso, extremamente engraçado, paciente e durão”, disse John Wells em um comunicado, sobre a morte do antigo chefe. “Ele se preocupava profundamente com a escrita, com as palavras e com o artesanato. Ele tinha um padrão elevado e esperava que você o ultrapassasse. Ele deu uma chance a um escritor jovem e inexperiente, e eu serei eternamente grato por essa chance. ” John Wells fez mais que agradecer. Ele convidou seu velho mentor a participar da produção de “West Wing”, que ele criou em 1999. Young se tornou consultor da atração política em 2003, e a partir do ano seguinte virou produtor executivo e ainda escreveu quatro episódios – um deles novamente indicado ao WGA Awards. Young também escreveu episódios da subestimada mas pioneira série sci-fi “VR.5” (1995–1997), sobre tecnologia virtual, além dos roteiros do filme indicado ao Oscar “O Testamento” (1983) e da cinebiografia “Romero” (1989), em que Raul Julia viveu um arcebispo salvadorenho, sem contar inúmeros telefilmes. Seu trabalho televisivo mais recente foi como roteirista e co-produtor executivo de “Amigas para Sempre” (Firefly Lane), série lançada neste ano pela Netflix. Ele também assinou vários livros – o último deles, sobre sua experiência em Hollywood, ainda está inédito e só será publicado em 2022 – , ensinou a arte e o ofício da escrita em várias faculdades de prestígio, de Princeton à USC, e participou dos comitês do Humanitas Prize e da Writers Guild Foundation, a fundação do Sindicato dos Roteiristas.
Ed Sheeran se junta a Brandi Carlile, Courteney Cox e Elton John em nova homenagem a “Friends”
A reunião de “Friends” continua com episódios inéditos no Instagram de Ed Sheeran e Courteney Cox. Depois de recriarem a dança conhecida como “a rotina” a dupla agora se juntou com outros friends, a cantora Brandi Carlile e Sir Elton John em torno de um piano, para uma performance acústica de “Tony Danza”, a versão criada pela personagem Phoebe para o sucesso “Tiny Dancer”, de Elton John. “Lisa Kudrow, essa é para você”, avisa Sheeran no começo do vídeo, marcando em seu Instagram a atriz que interpreta Phoebe em “Friends”. Especialmente divertido é ver Elton John participar da piada, cantando a letra trocada e deixando Courteney Cox tocar o piano. Para quem não sabe, Tony Danza é um ator americano, que estrelou as séries clássicas “Táxi” (1978-1983) e “Quem é o Chefe?” (Who’s the Boss, 1984-1992). Confira abaixo a performance – que faltou no especial de reencontro de “Friends”. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Ed Sheeran (@teddysphotos) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Courteney Cox (@courteneycoxofficial)
Clarence Williams III (1939–2021)
O ator Clarence Williams III, que ficou conhecido como o policial infiltrado Lincoln Hayes na série clássica “Mod Squad”, morreu na sexta-feira (4/6) em Los Angeles de câncer de cólon, aos 81 anos. Clarence Williams é identificado com o número III por ter o mesmo nome do pai e do avô, ambos músicos profissionais. O vovô e primeiro Clarence Williams era pianista da lenda do blues Bessie Smith. E sua avó era a cantora de blues Eva Taylor. Ele já tinha feito um filme, “The Cool World” (1963), e sido reconhecido por seu talento como ator de teatro com uma indicação ao Tony (o Oscar do teatro) em 1965, anos antes de ser escalado em “Mod Squad”. Mesmo assim, os produtores não sabiam de seu currículo quando ele foi contratado. A história de como Williams foi parar na série é surpreendente. Corre a lenda – e contam como verdade – que Clarence estava desesperado por trabalho quando conseguiu um bico para fazer uma pequena participação numa série do produtor Aaron Spelling, como motorista de fuga numa cena de assalto. Mas na hora das gravações, ele saiu em disparada e colidiu o carro direto num poste. Preocupado, Spelling correu para ver se o ator estava bem. “Eu pensei que todo mundo estava morto”, contou o produtor para o Archive of American Television. “Todos nós corremos. Eu disse: ‘Clarence, Clarence, o que aconteceu?’ Ele respondeu: ‘Nunca dirigi antes’. Eu perguntei: ‘Por que você não me contou isso?’. Ele disse: ‘Porque eu queria o emprego’. Eu o contratei naquela mesma hora para o ‘Mod Squad’.” Criada por Bud Ruskin, ele próprio um ex-agente infiltrado da Polícia de Los Angeles, “Mod Squad” virou um fenômeno pop. Mesmo com protagonistas supostamente caretas, a série se tornou imensamente popular entre o público jovem por retratar em seus episódios o rock, a moda e as grandes questões da época, como racismo, protestos contra a guerra do Vietnã e a explosão do consumo de drogas. O personagem de Linc era um ativista com cabelo afro, que tinha sido preso durante os célebres protestos raciais no bairro de Watts, em Los Angeles. Ele é reunido com outros dois jovens problemáticos, vividos por Peggy Lipton e Michael Cole, que são recrutados para se infiltrar entre estudantes, hippies, gangues, festivais de música e movimentos sociais para prender traficantes e outros criminosos. Lançada em 1968, antes de Woodstock, a série durou cinco temporadas, até 1973, e transformou Peggy Lipton num dos maiores símbolos sexuais – e da moda – do período. De fato, a atração só foi cancelada porque o elenco decidiu não renovar seus contratos. Mesmo assim, o trio original retornou para um telefilme de reencontro, em 1979. Williams fez algumas participações em séries depois de “Mod Squad”, inclusive como um agente do FBI em “Twin Peaks”, mas seus principais trabalhos a partir dos anos 1980 foram no cinema. Ele marcou época como o pai problemático de Prince em “Purple Rain” (1984) e o pai viciado em drogas de Wesley Snipes em “Inferno Branco” (1993). E ainda se valeu dos conhecimentos musicais de sua família para viver a lenda do jazz Jelly Roll Morton em “A Lenda do Pianista do Mar” (1998), de Giuseppe Tornatore. Além disso, trabalhou regularmente com o diretor John Frankenheimer, numa parceria que incluiu “Nenhum Passo em Falso” (1986), “A Filha do General” (1999), “Jogo Duro” (2000) e dois telefilmes. Apesar de ter uma carreira marcada por papéis dramáticos, Williams também soube aproveitar sua intensidade característica para fazer comédia, interpretando um ex-líder revolucionário na paródia de blaxploitation de Keenen Ivory Wayans, “Vou Te Pegar Otário” (1988), e um traficante de drogas maníaco na hilária comédia “Pra Lá de Bagdá” (1998), estrelada por Dave Chappelle. Seus últimos trabalhos foram parcerias com o cineasta Lee Daniels, com participações no filme “O Mordomo da Casa Branca” (2013) e na série “Empire” (em 2015). Williams foi casado com a atriz Gloria Foster (a Oráculo da franquia cinematográfica “Matrix”), de 1967 a 1984. Relembre abaixo a abertura de “Mod Squad”.
Larissa Manoela e Lore Improta lançam serviços digitais
A atriz Larissa Manoela e a dançarina Lore Improta viraram viraram empresárias de telecomunicação, com o lançamento de dois serviços digitais. Na sexta-feira (4/6), Larissa Manoela anunciou o lançamento da sua operadora de celular, a Lari Cel, criada em parceria com a Dry Company, com planos a partir de R$ 25, WhatsApp ilimitado, bônus de internet e cobertura 4G em território nacional. O anúncio foi feito pela própria atriz com vídeos em suas redes sociais, utilizando o slogan “Vem causar”. O projeto é a primeira parceria da Dry Company com uma celebridade, mas a empresa já lançou, nos últimos dois anos, operadoras virtuais em parcerias com clubes de futebol como Botafogo, Ceará, Cruzeiro, Fluminense, Palmeiras, Santos, São Paulo e Sport. Por sua vez, Lore Improta estreou sua própria plataforma de streaming, Lore In Play. Além de contar com conteúdos exclusivos da dançarina, com fotos, vídeos e um reality sobre sua gravidez, o serviço também tem mais de 600 títulos de filmes e séries disponíveis para os assinantes, graças a uma parceria com a Warner e a Sony. A plataforma também conta com um catálogo infantil, jogos interativos e novidades em primeira mão do “Fantástico Mundo de Lore, projeto infantil da Lore”. O valor de assinatura é de R$ 11 mensais. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Larissa Manoela (@larissamanoela) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Lore in Play (@loreinplay)












