Alec Baldwin acredita que sua carreira acabou
Durante sua primeira entrevista longa, detalhada e exclusiva desde a morte trágica da diretora de fotografia Halyna Hutchins, Alec Baldwin disse acreditar que sua carreira acabou após o acidente no set do filme “Rust”. “Eu não dou a mínima para a minha carreira mais. Talvez ela tenha acabado”, ele declarou ao jornalista George Stephanopoulos, do canal de notícias ABC News, na noite de quinta (2/12). Reforçando que “não consegue se imaginar” segurando uma arma novamente em um set de filmagens, ele confessou que não se importaria se nunca mais filmasse novamente, indicando que pode se aposentar. Ainda muito abalado pela morte da colega de trabalho, atingida por uma bala que saiu de seu revólver num ensaio da produção, ele defendeu o direito da família de Hutchins processá-lo, mas jurou não ter culpa nem sentir-se culpado pela tragédia. Mas isso não impede sua devastação. “Talvez eu tivesse me matado se achasse que era realmente culpado, e não digo isso de forma leviana. Tenho sonhos com isso constantemente. Enfrento o meu dia, consigo chegar até o final, mas desabo quando chego e casa. Emocionalmente, desabo”, comentou. Durante a entrevista, Baldwin explicou que não apertou o gatilho da arma que causou a morte da cinematógrafa. “Eu mexi no cão da arma, porque era isso que eles precisavam que eu fizesse na cena. Eu puxei e falei [para Hutchins]: ‘Está bom assim? Consegue ver?’. Quando soltei o cão, a arma disparou”, contou. Reiterando que “jamais puxaria o gatilho de qualquer arma quando ela estivesse apontada para alguém”, Baldwin disse que ficou chocado ao ver a diretora de fotografia cair no chão. Inicialmente, ele achou que ela tinha desmaiado. “Eu só fui ter noção de que havia uma bala de verdade dentro da minha arma e ela tinha sido atingida depois de 45 minutos, uma hora”, explicou. “Quando dei minha primeira declaração para a polícia, me disseram que ela não tinha sobrevivido. Só fiquei sabendo naquele momento”, comentou ainda. São deste momento as fotos que circularam na internet, mostrando Balwin chorando ao telefone, com o corpo completamente curvado. Além de Hutchins, a bala disparada da arma segurada por Baldwin atingiu o ombro do diretor de “Rust”, Joel Souza, que sobreviveu. A investigação criminal está sendo conduzida pelo Gabinete do Xerife da Comarca de Santa Fé e pelo Primeiro Procurador do Distrito Judicial do Novo México, e pode levar meses para ser concluída. Mas mesmo com a investigação em andamento, integrantes da equipe de “Rust” já deram entrada em processos contra os produtores do filme, incluindo o ator Alec Baldwin.
A Maia detona Silvero Pereira: “Transfake não”
A Maia, atriz que interpreta a Morte na novela da Globo “Quanto Mais Vida, Melhor!”, criticou o colega Silvero Pereira (“Bacurau”) por interpretar pessoas transexuais no espetáculo “BR Trans”. “Vou me posicionar sobre uma coisa que estou engasgada. Todos sabem que eu sou uma mulher trans e eu não pego papéis estereotipados. Eu amo o trabalho do Silvero enquanto ator e eu vi ele rodando com o espetáculo BR Trans”, ela desabafou nesta quinta (2/12) em seus Stories do Instagram. “Silvero, você não é trans. Para de exercitar o transfake. A gente vive num país que valoriza muito mais o veado de peruca do que a mulheridade em si. Chega, transfake não. Basta. Eu trabalho na mesma firma que ele, mas não apoio isso”, concluiu a atriz, que acrescentou a hashtag “Transfake não”. Em “BR Trans”, Silvero interpreta histórias reais de travestis e transexuais do nordeste e do sul do Brasil. A peça está em cartaz já há alguns anos, tendo passado por São Paulo pela primeira vez em 2016. Além do espetáculo dirigido por Jezebel de Carli, professora e diretora gaúcha, “BR Trans” também rendeu um livro em que Silvero combina suas vivências como homem gay com relatos de transexuais. Vale lembrar que Silvero também é conhecido por apresentações como drag queen e um de seus primeiros papéis populares foi como Elis Miranda na novela “A Força do Querer” (2017).
Pluto TV lança três canais dedicados ao Natal
A plataforma de streaming Pluto TV, que está completando seu primeiro ano no Brasil, lançou três novos canais dedicados inteiramente ao Natal. Os canais Cine Natal (canal 95), Clima de Natal (canal 96) e Músicas de Natal (canal 97) já estão no ar e são especialmente indicados pra quem acha que o excesso de produções natalinas da Netflix ainda é pouco. Como o nome indica, Cine Natal reúne uma seleção interminável de filmes e especiais de Natal, enquanto Clima de Natal dedica-se ao aspecto festivo da data e Músicas de Natal apresenta as canções natalinas mais famosas acompanhadas por imagens de lareiras – porque dezembro também é época de frio (só que não no Brasil). A programação da Pluto TV ainda vai acrescentar mais um canal neste mês, dedicado exclusivamente à maratonas sem fim da série de comédia infantil “Kenan & Kel” (canal 177). A estreia está marcada para a próxima terça (7/12).
Cardi B vira diretora de criação da Playboy
A rapper e atriz Cardi B (“Velozes & Furiosos 9”) anunciou em suas redes sociais que virou a primeira Diretora de Criação Residente da Playboy. “Apresentando a primeira Diretora de Criação Residente na lendária Playboy, sou EU! Me juntar à família Playboy é um sonho e sei que vão adorar o que faremos”, escreveu a vencedora do Grammy em seu Instagram. De acordo com um comunicado de imprensa da Playboy, “Cardi fornecerá direção artística em coleções de produtos de moda e bem-estar sexual co-branded, editoriais digitais, ativações e muito mais”. Além disso, ela atuará como diretora de uma nova plataforma social da Playboy voltada a criadores de conteúdo, batizada de Centerfold (nome dado ao famoso poster central da publicação), que deve ser lançada no final deste mês. “Para todos aqueles criadores que estão fazendo coisas ousadas, revolucionárias e que realmente mudam a cultura, juntem-se a mim. Vamos nos divertir muito”, escreveu a artista. “Cardi B é um gênio criativo e estamos absolutamente entusiasmados e honrados em trazer seu imenso talento e visão criativa para a Playboy”, acrescentou Ben Kohn, CEO do PLBY Group, em comunicado. “Cardi é a personificação da marca Playboy”, completou. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Cardi B (@iamcardib)
Meghan Markle vence processo contra jornal britânico
A atriz Meghan Markle evocou seus dias da série jurídica “Suits” ao vencer um processo de 450 mil libras esterlinas (cerca de R$ 3,3 milhões) contra a empresa do jornal britânico “Daily Mail”. Ela processou o tabloide por publicar uma carta privada endereçada a seu pai, Thomas Markle, sem sua autorização, na edição dominical “The Mail on Sunday”, de grande circulação nacional. O processo já estava em fase de recurso após uma condenação inicial, e nesta quinta (2/12) o jornal perdeu a última batalha legal. Em sua decisão, o tribunal “mantém a decisão de que a duquesa poderia razoavelmente esperar que sua vida privada fosse respeitada”. Publicada também no site do jornal, a carta foi escrita em agosto de 2018, poucos meses depois de Meghan se casar com o príncipe Harry,e nela a atriz pedia ao pai que parasse de fazer declarações falsas à imprensa. A defesa do jornal britânico argumentou que a carta havia sido escrita com o conhecimento de que poderia ser veiculada na mídia. Para isso, levou um ex-secretário de Markle e do Príncipe Harry que afirmou haver “a possibilidade de vazamento em mente” desde o rascunho do documento. Os advogados da atriz argumentaram que ela não acreditava que seu pai vazaria a carta e que ela não tinha o desejo de tornar o documento público. Além de precisar indenizar a atriz, o tabloide também foi condenado a relatar sua derrota legal em matéria publicada em sua primeira página. Markle comemorou a vitória, dizendo esperar que a decisão ajude a moralizar a indústria dos tabloides. “É uma vitória para mim, mas também para quem tenha tido medo de defender o que é justo”, disse a americana em comunicado. “O mais importante é que agora somos coletivamente corajosos o suficiente para remodelar uma indústria de tabloides que leva as pessoas a serem cruéis e lucra com as mentiras e a dor que criam”, afirmou.
Eddie Mekka (1952–2021)
O ator Eddie Mekka, conhecido por seu papel na série clássica “Laverne & Shirley”, morreu no sábado passado (27/11) aos 69 anos. O falecimento foi revelado por seu irmão nesta quinta-feira, que revelou que a polícia encontrou o ator morto em sua casa em Newhall, Califórnia. Há seis meses, ele tinha sido diagnosticado com um coágulo sanguíneo. Mekka, cujo nome verdadeiro era Edward Rudolph Mekjian, ficou mais conhecido por interpretar Carmine Ragusa, o namorado de Shirley Feeney (Cindy Williams) em “Laverne & Shirley”, de 1976 a 1983. Aquele foi o primeiro papel do ator na TV, conquistado um ano após ser indicado ao Tony (o Oscar do teatro) por seu papel na peça “The Lieutenant”. Depois disso, ele ainda apareceu em “A Ilha da Fantasia”, “O Barco do Amor”, “Family Matters” e “Plantão Médico”, mas nunca mais teve um papel fixo na TV. Sua carreira ainda incluiu um punhado de filmes, entre eles as comédias “Uma Equipe Muito Especial” (1992), “Dickie Roberts, o Pestinha Cresceu” (2003) e “Dreamgirls: Em Busca de um Sonho” (2006). A intérprete de Shilery, Cindy Williams, prestou uma homenagem ao colega em suas redes sociais. “Meu querido Eddie, um talento de classe mundial que podia fazer tudo. Eu te amo muito. Vou sentir muito a sua falta. Mas oh, que memórias maravilhosas…” My darling Eddie,A world-class talent who could do it all. I love you dearly. I'll miss you so much. But oh the marvelous memories…https://t.co/ZmBFpBxc4m #EddieMekka — Cindy Williams (@Cindy_Williams1) December 2, 2021
Ator que viveu Luciano em “2 Filhos de Francisco” é preso por tráfico
O ator e influenciador digital Wigor Oliveira Lima foi preso em flagrante na quarta (1/12), acusado de tráfico de drogas. Ele trabalhou no filme “2 Filhos de Francisco”, onde fez o papel do cantor Luciano quando criança. Segundo a Polícia Civil de Goiás, o rapaz vendia drogas sintéticas nas redes sociais e também em festas da cidade de Goiânia. Durante a investigação, foram apreendidos quase três mil comprimidos de ecstasy, cogumelos e maconha, entre outras drogas, além de materiais necessários para o preparo da droga para comercialização e outras substâncias químicas usadas no preparo de drogas sintéticas. A polícia segue com as investigações para identificar e responsabilizar os fornecedores do rapaz de 28 anos, que se encontra detido.
Chris Hemsworth compra praia exclusiva na ilha da Tasmânia
O site australiano Real Estate, focado no mercado imobiliário do país, revelou que o ator Chris Hemsworth (“Thor”) comprou uma praia exclusiva na Tasmânia chamada Piano Coves. A propriedade está localizada no nordeste da ilha australiana, e tem cerca de 1312 acres (mais de 5,3 milhões de metros quadrados). De acordo com o site, o astro do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel) adquiriu a propriedade por US$ 15 milhões. Uma pechincha, considerando que ele, a esposa Elsa Pataky e seus três filhos vivem em uma mansão avaliada pelo dobro, US$ 30 milhões, em Broken Head, praia localizada a cerca de 750 km de Sydney. Chris e seus irmãos, Liam e Luke, tem investido fortunas em imóveis australianos, comprando várias propriedades, especialmente na região de Northern Rivers, em New South Wales. Segundo o Real State, as aquisições dos irmãos estão inflacionando os preços da região.
Noemi Gerbelli (1953-2021)
A atriz Noemi Gerbelli, conhecida por interpretar a diretora Olívia da novela “Carrossel” do SBT, morreu na quarta (1/12) aos 68 anos, em decorrência de uma embolia pulmonar. Ela tinha sofrido um AVC (acidente vascular cerebral) há cerca de 20 dias e se recuperava em casa. Com a carreira iniciada no início da década de 1970, Noemi conquistou visibilidade ao atuar em grandes sucessos teatrais como as comédias “Trair e Coçar é Só Começar”, “Vacalhau e Binho”, “Porca Miséria” e “As Alegres Gulosas”. Ela chegou na TV no educativo “Telecurso” da TV Cultura, em 1978. Em seguida, fez novelas da rede Bandeirantes nos anos 1980, iniciando sua aproximação com o público infantil com “Braço de Ferro” (1983), que contava com Selton Mello criança em um papel central. Mas depois disso passou mais de uma década fora do ar. Neste período estourou no teatro, especialmente com “Trair e Coçar é Só Começar” (1986), e só foi voltar à telinha em 1999 com participações na série de comédia “Ô… Coitado!” no SBT. O canal acabou lhe rendendo seus melhores papéis televisivos, especialmente sua interpretação marcante em “Carrossel” (2012-2013), em que deu ternura a uma personagem que era dura na versão original. Depois do sucesso da novela infantil, ela também apareceu nos dois filmes derivados da produção (em 2015 e 2016) e trabalhou na “Patrulha Salvadora” (2014) e em “Carinha de Anjo” (2017). Gerbelli também teve passagens pela TV Globo, começando pela famosa minissérie “Presença de Anita” (2001). Ela participou de episódios de “Os Normais” (2002) e “A Diarista” (2007), e das novelas “Esperança” (2002) e “A Favorita” (2008), despedindo-se das telas com um pequeno papel em “Deus Salve o Rei” (2018), como a Madre Benedita. Entre participações dramáticas, ela ainda demonstrou sua veia humorística em programas como “Vila Maluca” (Rede TV!, 2004-2006), “Sem Controle” (SBT, 2007) e “Show do Tom” (Record, 2008-2010). Noemi era tia da também atriz Vannessa Gerbelli (“A Divisão”), que expressou sua tristeza pela perda nas redes sociais. “Hoje se foi esta pessoa tão importante na minha vida. Abriu os meus caminhos para o teatro e foi, em muitos momentos da minha juventude, uma mestra, uma protetora. Noemi Gerbelli, atriz paulistana, minha tia. Fique com Deus e os anjos”, Vannessa escreveu.
Peter Dinklage mostra talento como cantor na TV americana
O ator Peter Dinklage, colecionador de prêmios Emmy por seu papel em “Game of Thrones”, apresentou ao mundo um novo talento, revelando o belo tom grave de sua voz de cantor ao interpretar uma das canções de seu novo filme, o musical “Cyrano”, durante participação no programa “The Late Show with Stephen Colbert”, que foi ao ar na noite de terça (30/11) nos EUA. Ele cantou “Your Name”, acompanhado por orquestra e os músicos gêmeos Aaron Dessner e Bryce Dessner, da banda The National, que são os responsáveis pelas músicas do filme. Embora novidade para o público da TV, o talento musical de Dinklage já era bem conhecido dos frequentadores dos teatros de Nova York. Aaron e Bryce Dessner conceberam a nova versão musical da peça “Cyrano de Bergerac” em 2018, com letras do cantor de sua banda, Matt Berninger, e da esposa dele, Carin Besser. E Dinklage foi o astro da montagem teatral original, cantando e dançando no papel-título. O musical agora vai chegar ao cinema, com direção de Joe Wright (de “Anna Karenina” e “Orgulho e Preconceito”) e lançamento marcado para março no Brasil. A obra de Edmond Rostand (1868-1918), uma das peças mais populares do teatro francês, já teve muitas versões cinematográficas. Pra quem não lembra desta história bastante conhecida, Cyrano é apaixonado por Roxanne (vivida no filme por Haley Bennett, de “O Diabo de Cada Dia”), mas ela só tem olhos para o belo e simplório Christian (agora um homem negro, Kelvin Harrison Jr. de “Os 7 de Chicago”). Conformado, o feio tenta ensinar ao belo como conquistar sua amada, fazendo-o assinar cartas românticas de sua autoria e a declarar poemas arrebatadores que ele criou. Mas isso cria problemas óbvios, porque Christian não é nada romântico e decepciona Roxanne num encontro real, sem a simulação de Cyrano. Para complicar ainda mais, ainda há um pretende rico (Ben Mendelsohn, de “Capitã Marvel”) querendo a amada de todos. E tudo isso se passa durante uma guerra. Esta trama já foi encenada de muitas formas, desde aventura de capa espada até comédia romântica moderna, mas será a primeira vez que vira um musical no cinema, permitindo a Peter Dinklage apresentar mais uma beleza artística do personagem tido como feio: sua voz. Veja abaixo a performance musical do ator, além de uma entrevista sobre a produção.
Escritora que causou prisão de inocente por 16 anos pede desculpas
A escritora americana Alice Sebold pediu desculpas nesta quarta (1/12) por causar a condenação injusta de um homem inocente por estupro. Preso e condenado pelo crime, Anthony Broadwater passou 16 anos na prisão e, mesmo depois de cumprir a pena, teve dificuldades de seguir a vida, já que passou a integrar uma lista de agressores sexuais. Ele tinha 20 anos quando foi acusado por Sebold e inocentado na semana passada, aos 61 anos, após uma revisão do caso. Em seu livro de memórias, “Sorte. Um Caso de Estupro”, Sebold descreveu como foi estuprada em 1981, aos 17 anos, no campus de sua universidade, e como encontrou o culpado caminhando na rua dias depois. O homem que ela acusou era Broadwater, completamente diferente do retrato falado feito a partir de sua própria descrição do agressor, e um homem que ela não conseguiu identificar num reconhecimento de suspeitos, ao lado de outros homens pretos. “Lamento, acima de tudo, pelo fato de que a vida que você poderia ter tido foi injustamente roubada de você, e eu sei que nenhuma desculpa pode mudar o que aconteceu com você e nunca mudará”, disse Sebold em seu pedido de desculpas. Por intermédio de seus advogados, Broadwater disse que está “aliviado por ela ter pedido desculpas”. Broadwater foi inocentado graças ao sucesso do livro em que Sebold descreveu o caso. Com título inspirado numa frase que o policial que atendeu ao seu chamado lhe disse – “Você tem sorte de ter sido estuprada, e não estuprada e morta” – , “Sorte” foi publicado em 1999 e vendeu mais de 1 milhão de cópias, lançando a carreira de Sebold como autora. Depois disso, ela escreveu o romance “Uma Vida Interrompida”, ficção espírita sobre outro caso de estupro, desta vez seguido de morte, que foi transformado no filme “Um Olhar do Paraíso” (2009) pelo diretor Peter Jackson. Os direitos de “Sorte” também foram adquiridos para uma adaptação cinematográfica. O negócio foi fechado em 2019, mas as filmagens demoram a começar porque um dos produtores executivos, Timothy Muccianate, viu “discrepâncias” entre as descrições da violação na obra e os registros do julgamento na segunda parte do livro, e decidiu contratar um detetive particular para apurar o que realmente aconteceu. O detetive encontrou provas e pediu análises forenses mais modernas do que as da época do julgamento de 40 anos atrás, e suas descobertas fizeram as autoridades determinarem que havia “falhas sérias” na apuração realizada nos anos 1980, que traziam dúvidas sobre se o verdadeiro criminoso tinha sido condenado. A moção para anular a condenação foi feita pelo promotor público do condado de Onondaga, William J. Fitzpatrick, que observou que as identificações de testemunhas de estranhos, especialmente aquelas que cruzam as linhas raciais, muitas vezes não são confiáveis. Alice Sebold é branca e o Anthony Broadwater é negro. Diante desta reviravolta, a atriz Victoria Pedretti (“Você”, “A Maldição da Mansão Bly”), que interpretaria a versão de Sebold na adaptação de “Sorte”, desistiu da produção, que logo em seguida perdeu seu financiamento e foi cancelada. A editora americana Simon & Shuster que publica “Sorte” também anunciou na terça-feira (30/11) que iria parar de distribuir o livro enquanto trabalhava com Sebold para “considerar como o trabalho poderia ser revisado”. O livro já foi retirado de alguns sites de vendas dos EUA – mas não da Amazon. A Ediouro, que publica o livro no Brasil, ainda não se pronunciou sobre o caso.
Sogra do chefe da Netflix é morta a tiros
Um assassinato abalou Hollywood nesta quarta (1/12). Jacqueline Avant, famosa filantropa, esposa do lendário executivo da música Clarence Avant e sogra do CEO e diretor de conteúdo da Netflix, Ted Sarandos, foi morta a tiros por assaltantes em sua casa em Beverly Hills, aos 81 anos de idade. Um porta-voz da Netflix confirmou a notícia à revista The Hollywood Reporter, acrescentando que Clarence não ficou ferido. Jacqueline e Clarence Avant são pais de Nicole Avant, esposa de Sarandos. “As famílias Avant e Sarandos desejam agradecer a todos por sua demonstração de amor, apoio e sinceras condolências a Jacqueline Avant”, diz o comunicado da Netflix. “Jacqueline foi uma mulher, esposa, mãe e filantropa incrível e residente de Beverly Hills há 55 anos, que causou um impacto positivo incomensurável na comunidade artística. Sua família, amigos e todas as pessoas que ela ajudou ao longo de sua vida incrível sentirão a falta dela”. O legado da família Avant foi abordado num documentário da Netflix, “The Black Godfather”, que foi produzido pela filha Nicole e mostrou como Clarence Avant lançou talentos impressionantes e investiu em negócios de empreendedores negros. Fundador da primeira FM afro-americana da região metropolitana de Los Angeles nos anos 1970, ele fundou gravadoras e se tornou presidente da Motown Records, ajudando a lançar nada menos que Michael Jackson, Bill Withers, Michael Jackson, Jimmy Jam, Terry Lewis, LA Reid e Babyface. E sempre contou com o apoio de Jacqueline, responsável por priorizar temas sociais e organizar vários eventos beneficentes em nome da família ao longo de décadas. De acordo com documentos divulgados pelo Departamento de Polícia de Beverly Hills, o serviço de emergências recebeu uma ligação às 2h23 da madrugada sobre disparos numa das mansões da exclusiva região de milionários de Hollywood. Na chegada, a polícia descobriu uma vítima com um ferimento a bala. Os paramédicos transportaram a vítima para um hospital local, mas ela não sobreviveu. Os responsáveis pelo homicídio não estavam mais no local quando a polícia chegou e estão agora sendo procurados por uma equipe encarregada da investigação. Durante uma entrevista coletiva, o chefe de polícia Mark G. Stainbrook chamou a tragédia de um “dia difícil para nossa cidade” e compartilhou uma mensagem da família Avant, chamando suas contribuições para a cidade e a indústria do entretenimento de “incomparáveis”.
Alec Baldwin afirma não ter puxado o gatilho na tragédia do filme “Rust”
Alec Baldwin deu sua primeira entrevista longa, detalhada e exclusiva desde a morte trágica da diretora de fotografia Halyna Hutchins, atingida por uma bala disparada pelo ator no set do filme “Rust”. Ele conversou com o jornalista George Stephanopoulos, do canal de notícias ABC News, por mais de uma hora e o resultado irá ao ar na noite de quinta (2/12) nos EUA, com transmissão também pela plataforma americana Hulu. Uma prévia da entrevista foi disponibilizada nas redes sociais da ABC News, que revela a emoção e devastação do ator, em meio à lágrimas, além de trazer pela primeira vez detalhes que não tinham sido revelados sobre a tragédia. Um dos fatos que mais chama atenção é que ele afirma não ter puxado o gatilho de seu revólver no momento da morte de Hutchins. “O gatilho não foi puxado, eu não puxei o gatilho”, declara Baldwin no vídeo. “Eu nunca apontaria uma arma para ninguém e puxaria o gatilho, nunca”, reforçou o ator. Stephanopoulos quer saber, então, o que aconteceu. A resposta fica para a exibição televisiva. A prévia também mostra Baldwin dizendo que “não tem ideia” de como munição real entrou no set. “Alguém colocou uma bala de verdade em uma arma. Uma bala que nem deveria estar na propriedade”, disse ele. Falando ao programa “Good Morning America”, da rede ABC, na manhã desta quarta, Stephanopoulos disse que, de todas as milhares de entrevistas que conduziu na ABC News nos últimos 20 anos, “esta foi a mais intensa que já experimentei”. O jornalista descreveu a participação de Baldwin como “visceral”, mas também “muito sincera” e “muito participativa”. “Ele entrou em detalhes sobre o que aconteceu no set naquele dia”, além de contar sobre sua experiência ao encontrar a família de Halyna Hutchins após a tragédia. Segundo Stephanopoulos, a entrevista durou ao todo 1h20. Asked by @GStephanopoulos how a real bullet got on the "Rust" set, Alec Baldwin says: “I have no idea. Someone put a live bullet in a gun. A bullet that wasn’t even supposed to be on the property.” Watch TOMORROW 8pm ET on ABC and stream later on @hulu. https://t.co/fJQly1za1T pic.twitter.com/OnpDuYERiC — ABC News (@ABC) December 1, 2021












