Melissa Yandell Smith (1957–2021)
A atriz Melissa Yandell Smith, que interpretou a irmã da personagem de Frances McDormand em “Nomadland”, morreu de câncer em 7 de setembro em sua casa em San Francisco, cercada por familiares e amigos, aos 64 anos. A morte repercutiu apenas na segunda (27/9), por meio de um obituário no jornal The New York Times. Colega de faculdade e amiga de longa data de McDormand, Smith apareceu em cenas importantes do filme vencedor do Oscar 2021 como Dolly, a irmã de Fern. A participação em “Nomadland” foi o trabalho de maior visibilidade da carreira da atriz e seu único crédito de atuação nas telas. Isto porque Smith passou o resto de sua vida profissional trabalhando no teatro e lecionando. Ela foi diretora do American Conservatory Theatre em San Francisco por 25 anos, além de ter lecionado no The Honolulu Youth Theatre, no Havaí, no Purchase Youth Theatre, em Nova York, e até na Universidade de Princeton, em Nova Jersey. Em uma declaração para a imprensa, McDormand chamou Smith de sua “melhor amiga”. “Tivemos uma amizade de 42 anos que incorporou nossas ambições, nossos sonhos, nossos sucessos e nossos fracassos. Tenho tanto orgulho dessa amizade profunda quanto de meu casamento de 38 anos e de ser a mãe do meu adorado filho”.
Jean Hale (1938–2021)
Jean Hale, que viveu loiras fatais nos anos 1960, morreu em 3 de agosto de causas naturais em Santa Monica, aos 82 anos. O falecimento foi anunciado por sua família na segunda-feira (27/9). A atriz trabalhou como modelo antes de ser “descoberta” pelo agente de Sandra Dee, numa tarde em que estava caminhando despreocupada pela Quinta Avenida de Nova York. O encontro lhe rendeu um contrato com a 20th Century Fox e levou à sua estreia no cinema em 1963, no filme de terror “Violent Midnight”. No filme seguinte, ela já estampava um pôster, de rifle em punho, ajudando a vender o western B “Império da Vingança” (1964). Mas a carreira de protagonista não decolou e o estúdio a deslocou para aparecer em diversas séries, antes de devolvê-la aos cinemas num papel pequeno em “Confidências de Hollywood” (1966). Entre as telas grande e pequena, acabou chamando mais atenção como Polly, capanga do Chapeleiro Louco num episódio duplo da 2ª temporada de “Batman”, produzida pela Fox em 1967. Ela voltou a viver uma vilã num filme lançado no mesmo ano, enfrentando James Coburn na paródia de espionagem “Flint: Perigo Supremo”, em que o espião Derek Flint precisa derrotar uma organização criminosa formada apenas por mulheres deslumbrantes. Hale também participou de “O Massacre de Chicago”, de Roger Corman, em 1967, seu último filme para a 20th Century Fox, que encerrou seu ano mais produtivo. Entretanto, sem conseguir novos papéis de cinema após o fim do contrato, foi, aos poucos, cansando-se de aparecer em séries. Ficou 1970 inteiro afastada das telas. Depois, fez um episódio de “O Homem de Virgínia” em 1971, outro de “Mod Squad” em 1972, dando então um espaço maior, de três anos, para ressurgir em “Cannon”, sua última série em 1975. Hale ainda retomou a carreira de atriz em 1987 para gravar três telefilmes de despedida. O último, “Lies Before Kisses”, foi exibido na rede CBS em 1991. Fora das telas, foi casada com o ator Dabney Coleman (“Boardwalk Empire”) de 1961 até o divórcio de 1984, quando fundou uma produtora de entretenimento, que continuou a se expandir até recentemente. No momento de sua morte, Hale estava trabalhando em um roteiro chamado “Being Jeannie” baseado na história real de uma mulher que se fez passar por ela durante seu auge na década de 1960, apenas para aplicar golpes. A falsa Jean Hale se casou com 10 homens no Texas e Oklahoma e roubou todo o dinheiro deles.
Vin Diesel revela que “Riddick 4” está “mais perto do que acham”
O astro Vin Diesel atiçou os fãs com um post sobre a produção do quarto filme da franquia de “Riddick” no fim de semana. Ao lado de uma foto em que aparece como o personagem-título, ele revelou que teve uma reunião “incrível” sobre o projeto e que a continuação está mais perto de se materializar do que se imagina. “Incrível reunião, hoje. Obrigado time, vocês saem quem vocês são. Vamos dizer que ‘Furia’ pode estar mais perto do que vocês pensam”, escreveu Diesel em seu Instagram. O astro está desenvolvendo a produção desde 2015. Na época, ele adiantou os planos do diretor e roteirista David Twohy para a continuação, revelando o título de “Furia” (o nome do planeta de Riddick é Furya), além de citar o projeto de uma série passada no mesmo universo. David Twohy escreveu e dirigiu todos os três filmes de Riddick – “Eclipse Mortal” (2000), “A Batalha de Riddick” (2004) e “Riddick 3” (2013) – , além de mais dois curtas animados do personagem. O primeiro filme é sensacional, o segundo foi ambicioso demais e o terceiro abriu várias possibilidades para a franquia, especialmente pelas participações de Katee Sackhoff (série “Battlestar Galactica”) e Dave Bautista (“Guardiões da Galáxia”) como mercenários. Mas a arrecadação dos três é bem modesta, tendo gerado US$ 267 milhões em todo o mundo. Apesar disso, a trilogia tem uma base fiel de fãs. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Vin Diesel (@vindiesel)
FBI investiga pai de Britney Spears após denúncias de novo documentário
Após as novas denúncias feitas pelo documentário “Controlling Britney Spears”, o pai da cantora, Jamie Spears, virou alvo de uma investigação do FBI, que busca determinar se ele abusou do poder que lhe foi concedido pela tutela judicial da sua filha. Lançado de surpresa no fim de semana na plataforma americano Hulu, “Controlling Britney Spears” denunciou uma “rede de vigilância” pela qual Jamie espionava cada movimento e palavra dita por Britney, incluindo em seu quarto. Diante do conteúdo do documentário, o advogado de Britney, Matthew Rosengart, reforçou nesta segunda (27/9) sua petição para remover Jamie imediatamente do comando da tutela judicial. No documento, ele caracterizou o comportamento do pai da cantora como “uma apavorante e excessiva invasão da privacidade de sua filha adulta”. A petição de Rosengart ainda argumenta que “independente de para onde vão essas acusações, o que é impossível de negar é o quanto elas são alarmantes para a Srta. Spears, e o quanto elas ampliam a a urgência de remover o Sr. Spears [da tutela] imediatamente”. Segundo o site Deadline, a investigação do FBI está em seus estágios iniciais. “Controlling Britney Spears” é uma continuação de “Framing Britney Spears”, que chamou atenção mundial para o escândalo da tutela da cantora pop. Com a mesma equipe de “Framing”, comandada pela diretora Samantha Stark e a produtora-roteirista Liz Day, o filme chegou à Hulu quatro dias antes de um documentário similar desembarcar na Netflix. “Britney vs. Spears”, que estreia na terça (28/9), promete fazer revelações similares contra abusos cometidos pela tutela. A tutela judicial em questão foi estabelecida em 2008, após internação de Britney em clínica de reabilitação, e determinada numa audiência judicial de 10 minutos, que deixou Jamie Spears como responsável por todas as decisões relativas à vida e à carreira da artista. A decisão controversa perdura até hoje e enriqueceu o pai da cantora. Mas desde o lançamento de “Framing”, o caso ganhou novos e dramáticos desdobramentos, culminando na ida de Britney ao tribunal para denunciar o próprio pai por situação análoga à escravidão. Ela também conseguiu trocar o defensor indicado pela corte por um advogado de sua própria escolha. E graças à repercussão midiática da situação, levou Jaime a anunciar sua disposição de desistir da tutela da filha. Por sinal, a produção desses filmes, com depoimentos e vazamento de dados controversos, pode estar por trás da súbita mudança do pai de Britney em relação à manutenção da tutela. Ele agora aceita participar de uma “fase de transição”. Mas o advogado de Britney tem sido firme em não aceitar acordo, buscando o fim imediato do controle de Jamie sobre a vida da artista. “Framing Britney Spears” foi lançado no Brasil pela Globoplay, mas ainda não há previsão para a chegada da continuação no mercado nacional.
Leonardo DiCaprio parabeniza governadores brasileiros por compromisso de proteger Amazônia
O astro americano Leonardo DiCaprio parabenizou os governadores do Amapá, do Pará e do Amazonas por ações de proteção e conservação ambiental da Floresta Amazônica. Em sua conta no Twitter, DiCaprio agradeceu a Waldez Góes, Wilson Lima e Helder Barbalho por assumirem o compromisso em proteger e restaurar a região. A mensagem se refere a uma campanha da ONG Global Citizen, da qual ele é o principal ativista. Neste ano, a organização convocou governos e empresas “para que trabalhem juntos na defesa do planeta e para vencer a pobreza, concentrando-se nas ameaças mais urgentes”. Em sua publicação no Twitter, o ator afirmou que os três governadores se comprometeram com as metas de conservação da “insubstituível” Floresta Amazônica estabelecidas pela ONG. Os três governadores citados responderam à mensagem. O governador do Amazonas, Wilson Lima, disse: “Estamos trabalhando muito para o desenvolvimento sustentável aqui no Amazonas. Nosso principal desafio tem sido conservar a floresta em pé, e seus recursos, ao mesmo tempo que reduzimos a pobreza, que ainda é prevalente entre a nossa população.” O governador do Pará, Helder Barbalho, afirmou: “Tenha a certeza de que sempre faremos nosso melhor. Não é apenas sobre nossa preciosa Amazônia, é sobre o mundo em que vivemos. Não há tempo a perder. É por isso que a principal política de meio ambiente e desenvolvimento local do Pará é chamada de Plano Estadual Amazônia Agora.” E o governador do Amapá, Waldez Góes, completou: “Agradeço o seu apoio e de todos que participam desta iniciativa reunida no Global Citizen. O Amapá é hoje o Estado mais preservado do Brasil e vamos continuar cuidando da nossa floresta e do nosso povo.” Vale lembrar que, no passado recente, DiCaprio foi acusado por Jair Bolsonaro de financiar a devastação da Floresta Amazônica. Bolsonaro e seu filho Eduardo espalharam fake news dizendo que ele financiava uma ONG acusada de ter iniciado um incêndio em Alter do Chão. Não só o ator nunca tinha apoiado a ONG como a acusação contra os brigadistas heroicos, que ajudaram a combater o incêndio, era uma armação, que contou com apoio explícito de Jair Bolsonaro em suas lives. De forma impressionante, Bolsonaro não foi processado. Mas bolsonaristas ficaram tristes por seu líder não ter sido citado por DiCaprio no fim de semana e resolveram entrar unilateralmente na conversa para citar dados distorcidos, que afirmam que a devastação causada por Bolsonaro na Amazônia teria diminuído durante um mês inteiro. Congrats & thank you to @waldezoficial, @wilsonlimaam and @helderbarbalho for their commitment to protecting and restoring our planet! — Leonardo DiCaprio (@LeoDiCaprio) September 26, 2021
Richard Gere será testemunha contra líder da extrema-direita na Itália
O ex-ministro do Interior da Itália e líder do partido de extrema-direita Liga, Matteo Salvini, afirmou no fim de semana que o ator norte-americano Richard Gere (“Chicago”) será testemunha no processo em que é réu por sequestro de pessoas e prevaricação. O processo se refere à proibição do desembarque de 147 migrantes que estavam no barco da ONG espanhola ProActiva Open Arms em em agosto de 2019, quando Salvini fazia parte do governo. “Richard Gere vai testemunhar contra mim. Eu o conheço como ator, mas não entendo que tipo de lição ele possa me dar, aos italianos e italianas sobre as nossas regras e as nossas leis. Se alguém quer transformar o processo em um espetáculo e quer ver o Richard Gere, que vá ao cinema, não ao tribunal”, disse Salvini durante um evento em Assis. Ele aproveitou para ironizar a presença do ator no tribunal, afirmando que vai aproveitar “para pedir um autógrafo para levar para minha mãe”. Ministro do Interior entre junho de 2018 e setembro de 2019, Salvini endureceu as políticas migratórias do país com a instituição de dois Decretos de Imigração e Segurança, que ficaram conhecidos como “Decretos Salvini”. As leis estabeleciam restrição de estadia na Itália por motivos humanitários, multas que chegavam a 1 milhão de euros para ONGs que navegassem sem permissão nas águas territoriais do país e prisão em flagrante de comandantes de embarcações que desafiassem as regras nacionais. Os “Decretos Salvini” foram revogados logo após a Liga deixar a coalizão governista que dava apoio ao então primeiro-ministro Conte. Apesar da sua presença no julgamento não ter sido confirmada pelo tribunal ou pela ONG, Gere foi uma das vozes internacionais contrárias a esses decretos. O ator chegou a ir a um dos barcos que estavam impedidos de atracar na Itália – além da Open Arms, outras embarcações também foram bloqueadas – para levar alimentos e prestar ajuda humanitária, e criticou nominalmente Salvini. À época, o então ministro mandou o ator “levar todas as pessoas a bordo e colocá-las em suas mansões”. O julgamento que contaria com Gere está marcado para o dia 23 de outubro em Palermo.
Casa de “Invocação do Mal” está à venda nos EUA
A casa mal-assombrada verdadeira que inspirou o filme “Invocação do Mal” (The Conjuring), de James Wan, está à venda. Interessados em morrer… de vontade de viver no local poderão realizar seus desejos pelo preço assustador de US$ 1,2 milhão. A casa em si é um construção bem mais modesta que sua versão cinematográfica. Construção de madeira do século 19, tem três quartos e 1 banheiro e se localiza em oito hectares de terra. Mas para fãs de terror, a localização tem vista privilegiada para o além. Conforme mostrado no filme de 2013, estrelado por Vera Farming e Patrick Wilson, a casa foi e talvez ainda seja habitada por Bathsheba Sherman, a residente original dos anos 1800, e possivelmente outros espíritos malignos, que teriam sido encontrados durante uma investigação paranormal em 1971. Desde a estreia do filme que recriou um dos mais famosos casos de assombração registrados pelo casal Lorraine e Ed Warren, o local ganhou grande popularidade. Não por acaso, a descrição do imóvel para a venda tenta se aproveitar desse tipo de interesse. “Até hoje, incontáveis acontecimentos foram relatados”, diz o texto da imobiliária. “As histórias, incidentes e lembranças arrepiantes de residentes e visitantes da propriedade foram contadas em dezenas de produções de mídia, incluindo livros, filmes e programas de televisão.” O casal Cory e Jennifer Heinzen são os proprietários mais recentes da propriedade. Eles a compraram em 2019, já depois do filme e tentaram aproveitar a fama do local, abrindo a casa para turistas, além de terem sediado eventos, em que caçadores de fantasmas e interessados investigaram a propriedade. Entretanto, a convivência diária com os espíritos os fez refletir melhor e considerar outros empreendimentos imobiliários. Em uma entrevista para a rede NBC, Cory relatou ocorrências estranhas como “portas abrindo e fechando por conta própria, passos, batidas e vozes desencarnadas. “Na noite passada, tivemos uma névoa negra em um dos quartos”, acrescentou. “Parece fumaça. Ele aparece em uma área fixa e então começa a se mover. ”
Filho de Norman Reedus é preso por briga em Nova York
Policiais do Departamento de Polícia de Nova York prenderam Mingus Reedus, filho do ator Norman Reedus (o Daryl de “The Walking Dead”) e da supermodelo Helena Christensen (ex-Angel da Victoria’s Secret). O jovem de 21 anos foi detido na noite de sexta (24/9) no festival de San Gennaro em Little Italy, Manhattan, após ser acusado de dar um soco no rosto de uma mulher de 24 anos, causando uma laceração abaixo de seu olho esquerdo. A vítima teria sido levada para um hospital para ser tratada após o ferimento. Segundo o jornal NY Daily News, Mingus e a mulher de 24 anos não se conheciam. A briga começou por volta das 22h15 e Mingus, que estava no festival com sua namorada, recebeu uma multa de comparecimento por agressão e foi solto. O caso agora será decidido por um juiz. Mingus segue a carreira da mãe como modelo e fez sua estreia na capa da Vogue Homme no mês passado, ao lado de Parker Van Noord, filho do falecido modelo Andre Van Noord. Veja a capa abaixo.
Tom Felton diz que está “melhorando” após desmaiar em torneio de golfe
O ator Tom Felton, intérprete de Draco Malfoy nos filmes de “Harry Potter”, usou as redes sociais para tranquilizar os fãs, após desmaiar durante um recente torneio beneficente de golfe. Dedilhando seu violão num vídeo do Instagram, o ator agradeceu a preocupação e os desejos de melhoras. “Só queria dizer um enorme obrigado por todos os adoráveis votos de melhoras e boa sorte recentes. Sim, foi um episódio meio assustador, na verdade, mas estou me recuperando”. O ator de 34 anos caiu desacordado no chão na quinta-feira passada (16/9) enquanto jogava golfe no Wisconsin, EUA, e precisou ser levado para fora do campo de maca motorizada. “As pessoas estão cuidando muito bem de mim, então muito obrigado a todos que enviaram mensagens de melhoras, porque estou melhorando, oficialmente”, acrescentou Felton no vídeo do Instagram. O ator então começou a cantar: “Não se preocupe, porque Tom vai ficar bem…” Ao lado do vídeo, uma legenda enfatizava ainda mais sua mensagem: “Me sentindo melhor a cada dia”. Entretanto, ele não explicou o que aconteceu nem detalhou de que estava “melhorando”. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Tom Felton (@t22felton)
Perdeu o Tudum? Veja a íntegra do evento estrelado da Netflix
A Netflix disponibilizou a íntegra do evento Tudum em seu canal no YouTube. Além de todos os anúncios já detalhados por aqui, as 3h17 da apresentação de sábado (25/9) também foram preenchidas por esquetes, brincadeiras e muita conversa fiada, que podem ser conferidas abaixo. O tom meio infantilizado tem a ver com o público que a Netflix decidiu priorizar. Para se ter noção, os lançamentos adultos da plataforma foram basicamente esquecidos pelos produtores do evento. Nenhuma frase foi gasta com filmes como “Ataque dos Cães” (The Power of Dogs), “Passing”, “A Mão de Deus” (The Hand of God) ou mesmo o brasileiro “7 Prisioneiros”, que tem arrancado elogios e prêmios dos principais festivais do cinema mundial. Nem mesmo suspenses como “O Fio Invisível” (Distancia de Rescate) e “O Culpado” (The Guilty) foram citados. O viés juvenil está na origem do Tudum, que já foi chamado de festival e surgiu no Brasil no ano passado. Vale lembrar que a primeira edição do evento foi presencial em janeiro de 2020 no Pavilhão da Bienal do Ibirapuera, com participação de Lana Condor e Noah Centineo, astros da comédia romântica adolescente mais popular da plataforma, a trilogia “Para Todos os Garotos”. Já o segundo ano aconteceu de forma virtual devido à pandemia, contando com apresentação de Maisa Silva. Apenas em sua terceira e atual edição o evento se tornou global, com produção americana, mas sua história brasileira foi lembrada durante a apresentação, durante a primeira participação de Maisa, que mostrou enorme desenvoltura falando em inglês. A atriz também comandou um bloco da programação para apresentar os primeiros minutos de sua série “De Volta aos 15” e a produção nacional “Maldivas”, com Bruna Marquezine e Manu Gavassi. Para introduzir as séries brasileiras, Maisa falou em português. E logo vários idiomas surgiram na tela, como espanhol, francês e especialmente o coreano, que escancararam o grande diferencial da Netflix em relação às plataformas rivais. O serviço é realmente internacional, com produções vindas de diferentes lugares do mundo. E são produções de qualidade, como “La Casa de Papel”, “Lupin”, vários animes japoneses e séries sobrenaturais coreanas. Dividido em três blocos de cerca de uma hora cada, o caro infomercial teve como anfitriões a atriz Lilly Singh (“Perfeita É a Mãe”), os astros Finn Wolfhard e Caleb McLaughlin (de “Stranger Things”) e a estrela Nicola Coughlan (“Bridgerton”), além de contar com mais de 145 atores convidados para falar de 70 títulos exclusivos do streaming, incluindo novidades de “The Witcher”, “Emily em Paris”, “Cobra Kai”, “Bridgerton”, “Stranger Things”, “La Casa de Papel”, “Sandman” e “Vikings: Valhalla”, sem esquecer de filmes como “Resgate 2”, “Alerta Vermelho” e “Não Olhe Para Cima”. Eis a integra do evento.
Documentário revela que Britney Spears era espionada pelo pai
O documentário “Controlling Britney Spears”, feito em sigilo e lançado de surpresa na noite de sexta-feira (24/9) na plataforma Hulu, revelou que o pai da cantora pop instalou escuta no quarto dela para espioná-la, além de contratar uma empresa de segurança para monitorar os telefonemas e mensagens de texto da artista No documentário, Alex Vlasov, um ex-funcionário da Black Box Security, disse ter trabalhado com a equipe da cantora por quase nove anos e que a empresa tinha acesso ao telefone de Spears e instalou um dispositivo de escuta em seu quarto. Procurado pela equipe da produção, um advogado de Jamie Spears, responsável pela tutela de Britney, não negou a vigilância. Em vez disso, afirmou que o monitoramento estava “dentro dos parâmetros da autoridade conferida a ele pelo tribunal”. De acordo com Vlasov, a Black Box espelhou o telefone da cantora pop em um iPad ao fazer login em sua conta do iCloud, conferindo a eles acesso a todas as suas atividades e a todas as mensagens que ela enviou, incluindo mensagens de texto e e-mails. Ele disse que lhe solicitaram a criptografia de algumas das conversas de texto de Spears para que pudessem ser enviadas ao pai dela, Jamie Spears, e a um funcionário de uma empresa de gestão de negócios que ele havia contratado. De acordo com o documentário, o gravador de áudio ‘captou mais de 180 horas de áudio, incluindo as interações e conversas de Britney com seu namorado e seus filhos’, que Vlasov aparentemente tem à sua disposição para provar o grau de vigilância a que Britney Spears estava submetida. “Controlling Britney Spears” é uma continuação de “Framing Britney Spears”, que chamou atenção mundial para o escândalo da tutela da cantora pop. A tutela judicial em questão foi estabelecida em 2008, após internação de Britney em clínica de reabilitação, e determinada numa audiência judicial de 10 minutos, que deixou o pai da cantora como responsável por todas as decisões relativas a sua vida. A decisão controversa perdura até hoje e enriqueceu Jamie Spears. Mas desde o lançamento de “Framing”, o caso ganhou novos e dramáticos desdobramentos, culminando na ida de Britney ao tribunal para denunciar o próprio pai por situação análoga à escravidão. Ela também conseguiu trocar o defensor indicado pela corte por um advogado de sua própria escolha. E graças à repercussão midiática da situação, levou Jaime a anunciar sua disposição de desistir da tutela da filha. Com a mesma equipe de “Framing”, comandada pela diretora Samantha Stark e a produtora-roteirista Liz Day, “Controlling” chegou à Hulu quatro dias antes de um documentário similar desembarcar na Netflix. “Britney vs. Spears”, que estreia na próxima terça (28/9), prometeu fazer revelações similares. Por sinal, a produção desses filmes, com depoimentos e vazamento de dados controversos, pode estar por trás da súbita mudança do pai de Britney em relação à manutenção da tutela. E também ajudam a explicar a decisão do advogado de Britney de não aceitar acordo, decidindo ir até o fim no processo. “Framing Britney Spears” foi lançado no Brasil pela Globoplay, mas ainda não há previsão para a chegada da continuação no mercado nacional.
Michael K. Williams morreu de overdose
A causa da morte do ator Michael K. Williams, encontrado falecido em seu apartamento na cidade de Nova York, EUA, no dia 6 de setembro, foi uma overdose. O relatório do médico legista, divulgado nesta sexta (24/6) pela imprensa americana, registra as substâncias fluorofentanil, heroína e cocaína no organismo do ator, e indica que ele misturou as drogas antes de morrer. A polícia já trabalhava com a hipótese de overdose, ao encontrar drogas no apartamento de Williams. A investigação continua agora com foco na busca por quem forneceu as drogas ao ator. Michael K. Williams ficou famoso ao estrelar a série “A Escuta” (The Wire), da HBO, que abordava o narcotráfico na cidade de Baltimore, e chegou a disputar o Emmy 2021 por um de seus últimos trabalhos, como Montrose na série “Lovecraft Country”.
Ota (1954-2021)
O cartunista, quadrinista e editor Ota foi encontrado morto em seu apartamento no Rio no Janeiro nesta sexta (24/9), após ficar cinco dias sem ser visto. Os bombeiros foram acionados pelos vizinhos e, ao arrombarem a porta do apartamento, encontraram o artista morto. Um dos mais importantes editores dos quadrinhos brasileiros, Otacílio Costa d’Assunção Barros tinha 67 anos. Atuante no mercado desde os anos 1970, ele marcou época à frente da revista “Mad”, influência no humor de séries como “TV Pirata” e “Casseta & Planeta Urgente”. Ota foi responsável por abrasileirar a “Mad”, originalmente uma publicação americana de humor, incluindo sátiras de novelas e temas nacionais em suas páginas, além de ilustrar os populares “Relatórios Ota”, onde manifestava sua visão sarcástica. Jornalista de formação, ele entrou no mercado de quadrinhos via Editora Brasil-América Latina (EBAL) em 1970, responsável pela publicação dos primeiros títulos de super-heróis do Brasil, saindo no final de 1973 para editar publicações underground (“A Roleta”, “Vírus” e “A Mosca”) e entrar na Editora Vecchi, que lançou a “Mad”. Primeiro e eterno editor da “Mad” brasileira, ele permaneceu à frente da publicação mesmo quando ela mudou de editora. Foram quatro mudanças, da Vecchi (1974-1984) para a Record (1984-2000), depois para a Mythos (2000-2006) e finalmente para a Panini (2008). Na Vecchi, Ota também lançou a cultuada revista de terror nacional “Spektro”, que foi publicada de 1977 até o fechamento da editora em 1983. Sua paixão pelos quadrinhos também rendeu livros. Em 1984, ele publicou “O Quadrinho Erótico de Carlos Zéfiro”, que ajudou a reconhecer a importância dos “catecismos” do gênio pioneiro do erotismo nacional. Foi também responsável por reedições de personagens clássicos, como “Luluzinha” e “Recruta Zero” pela Pixel, além da coleção histórica dos álbuns de “Asterix” pela Record. E ainda criou seus próprios personagens, como Super-Ota e a Garota Bipolar, que continuavam a ser publicados. Por isso e muito mais, a História dos quadrinhos no Brasil perde muito de sua graça sem Ota.










