Tim Sale (1956–2022)
O famoso artista de quadrinhos Tim Sale, que influenciou os filmes mais recentes de Batman, morreu na quinta-feira (17/6) aos 66 anos. Na semana passada, o diretor criativo e editor da DC Comics, Jim Lee, anunciou que Sale não estava bem, escrevendo no Twitter sobre sua internação num hospital “com graves problemas de saúde”. Os principais trabalhos do desenhista foram realizados nos anos 1990 em parceria com o escritor Jeph Loeb (que virou produtor-roteirista de “Smallville”, “Lost”, “Heroes” e chefiou a extinta Marvel Television). A dupla criou quadrinhos de Batman, Superman e Mulher-Gato que marcaram época, como “Superman As Quatro Estações” (1998), “Batman: O Longo Dia das Bruxas” (1996-1997), “Batman: Vitória Sombria” (1999) e “Mulher Gato: Cidade Eterna” (2004). “Batman: O Longo Dia das Bruxas” é disparada sua publicação mais famosa. A trama foi mencionada por Christopher Nolan como influência em seus filmes do “Cavaleiro das Trevas” e está na base do mais recente “Batman”, de Matt Reeves – que traz “agradecimentos” ao artista em seus créditos. Os quadrinhos originais foram transformados em longa animado pela Warner Bros. Animation, lançado digitalmente em duas partes em 2021. A parceria de Sale e Loeb também se estendeu para a Marvel, onde lançaram uma coleção de títulos “Coloridos”: “Demolidor: Amarelo” (2001), “Hulk: Cinza” (2003), “Homem-Aranha: Azul” (2002) e “Capitão América: Branco” (2015). Em comunicado nas redes sociais, a DC declarou: “Tim Sale foi um artista incrível, cuja visão dos personagens icônicos tinha uma profundidade humana real, e seus designs de página inovadores mudaram a maneira como uma geração inteira pensa sobre a narrativa dos quadrinhos”. Tim Sale was an incredible artist, whose take on iconic characters had real human depth, and his groundbreaking page designs changed the way an entire generation thinks about comic book storytelling. Our condolences go to Tim’s family and friends. He will be deeply missed. pic.twitter.com/VgXxu7O0V4 — DC (@DCComics) June 16, 2022
Tyler Sanders (2004-2022)
O ator Tyler Sanders, que estrelou a série infantil “Uma Pitada de Magia: Cidade Misteriosa”, foi encontrado morto em sua casa na quinta (16/6) aos 18 anos. O empresário do jovem, Pedro Tapia, confirmou a notícia sem dar mais detalhes sobre o ocorrido, pois a morte está sendo investigada pela polícia de Los Angeles. Ele era considerado um talentoso ator mirim, que atuava desde os dez anos de idade, e no ano passado foi indicado ao Daytime Emmy, premiação voltada às atrações diurnas e infantis dos EUA, como Melhor Ator pelo papel de Leo na série da Amazon Prime Video. Sanders viveu o personagem pela primeira vez em 2019, num episódio da série original “Uma Pitada de Magia”, da Amazon. A aparição serviu para lançar um spin-off centrado nos meio-irmãos Leo (Sanders) e Zoe (Jolie Hoang-Rappaport) e seu vizinho Ish (Jenna Qureshi) em 2020. Na trama de “Cidade Misteriosa”, o personagem de Sanders torna-se o novo protetor de um livro de receitas mágicas. Antes disso, ele participou de episódios de “Fear the Walking Dead” (em 2017) e do drama policial “The Rookie” (em 2018). Sua última aparição na TV foi num episódio de “911: Lone Star”, exibido nos Estados Unidos em abril. O ator deixou pronta sua atuação no suspense “The Price We Pay”, que será lançado ainda neste ano.
Marilu Bueno está internada em estado grave
A atriz Marilu Bueno, de 82 anos, está internada desde 27 de maio no Hospital Miguel Couto, no Rio de Janeiro. Segundo informou o jornal O Globo, a situação da artista é considerada grave. Ela fez uma cirurgia no abdômen e está na UTI, sedada e no respirador. Com vários papéis no teatro, Marilu Bueno fez sua estreia em novelas em 1972, com “O Bofe”, e desde então tem sido presença constante nas telas. Entre seus papéis mais recentes estão os de Narcisa em “Êta Mundo Bom!” (2016), de Walcyr Carrasco, e Dulce Sampaio em “Salve-se quem Puder” (2020), de Daniel Ortiz.
Jean-Louis Trintignant (1930–2022)
O ator Jean-Louis Trintignant, um dos maiores intérpretes do cinema francês, morreu nesta sexta-feira (17/6) aos 91 anos. Ele tinha câncer e sua mulher, Mariane Hoepfner Trintignant, informou que ele morreu “pacificamente, de velhice, esta manhã em casa no Gard, cercado por seus entes queridos”, de acordo com o jornal Le Monde. Ao longo de quase 70 anos de carreira e mais de 130 filmes – sem contar dezenas de peças de teatro – , ele foi dirigido pelos principais mestres do cinema europeu, demonstrando enorme versatilidade ao encarar de dramas artísticos da nouvelle vague a comédias comerciais, épicos históricos e até western spaghetti. Originalmente, Trintignant queria ser diretor. Mas para pagar o curso na escola de cinema IDHEC em Paris começou a assumir pequenos papéis na tela. Até que chamou atenção em 1956 como um dos três homens envolvidos com Brigitte Bardot no famoso filme “E Deus Criou a Mulher” (1956), de Roger Vadim. O cineasta ficou com ele mente, mesmo que Trintignant ainda não levasse a carreira de ator à sério, especialmente pelas condições da época – após filmar o clássico de Vadim, ele foi convocado pelo serviço militar e levado a lutar na Guerra da Argélia. Após três anos, Vadim o reencontrou para integrar o elenco de sua adaptação de 1959 de “Ligações Perigosas”, de Choderlos de Laclos – lançada no Brasil como “Ligações Amorosas” – , onde contracenou com Jeanne Moreau e Boris Vian. E a partir daí Trintignant não parou mais. No mesmo ano, fez seu primeiro papel de protagonista naquele que também foi seu primeiro trabalho estrangeiro: o drama de guerra “Verão Violento”, filmado na Itália por Valerio Zurlini. E em seguida foi integrar o elenco internacional de seu primeiro épico, um filme de Napoleão com o especialista Abel Gance, “Com Sangue se Escreve a História” (Austerliz, 1960), ao lado de estrelas de Hollywood (Jack Palance, Orson Welles, Leslie Caron), da Cinecittà (Claudia Cardinale, Vittorio de Sica) e compatriotas (Jean Marais, Pierre Mondy, Martine Carol). O sucesso dos dois longas o tornou requisitado tanto na França quanto na Itália, fazendo sua filmografia inflar. Nos cinco anos seguintes, fez nada menos que 20 filmes, incluindo “Paixões e Duelo” (1962), de Alain Cavallier, como um terrorista casado com Romy Schneider, e duas comédias muito populares com Vittorio Gassman: “Aquele Que Sabe Viver” (1962), de Dino Risi, e “Minha Esposa é um Sucesso” (1963), de Mauro Morassi. Também estrelou coproduções entre França e Itália, como “Castelos na Suécia” (1963), dirigido por Roger Vadim e coestrelado por Monica Vitti, e a aventura romântica “Maravilhosa Angélica” (1964), de Bernard Borderie. Trintignant ainda estrelou o primeiro de seus filmes com Costa Gavras, “Crime no Carro Dormitório” (1965), antes de embarcar no papel que o projetou como nenhum outro, “Um Homem, uma Mulher” (1966), de Claude Lelouch. Considerado um dos filmes românticos mais famosos de todos os tempos, a história de amor vivida pelo ator e Anouk Aimée venceu a Palma de Ouro do Festival de Cannes e dois Oscars – Melhor Filme em Língua Estrangeira e Melhor Roteiro. O filme foi tão marcante que resultou num reencontro entre o casal e o diretor na continuação “Um Homem, uma Mulher: 20 Anos Depois”, lançada em 1986. Seu alcance mundial também transformou Trintignant num dos maiores astros do cinema francês. Por isso, mesmo aumentando a pilha de projetos, ele passou a aparecer em filmes cada vez mais importantes. A lista é enorme, destacando o drama de guerra “Paris Está em Chamas?” (1966), de René Clement, que disputou dois Oscars, o célebre filme lésbico “As Corças” (1968), de Claude Chabrol, premiado no Festival de Berlim, o politizado “Z” (1969), de Costa Gavras, vencedor do Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira, o romântico “Minha Noite com Ela” (1969), de Éric Rohmer, indicado ao Oscar de Melhor Roteiro, o icônico “O Conformista” (1970), de Bernardo Bertolucci, também indicado ao Oscar e responsável por um dos melhores desempenhos de Trintignant, entre muitos, muitos outros. Com tantos trabalhos marcantes, o próprio ator começou a receber prêmios, a partir de “O Homem que Mente” (1968), de Alain Robbe-Grillet, que lhe rendeu o Urso de Prata no Festival de Berlim. No ano seguinte, foi a vez do Festival de Cannes saudá-lo por “Z”. Mas o César, considerado o Oscar francês, só passou a considerá-lo numa fase mais madura de sua carreira. Na década de 1970, embarcou em novos projetos artísticos do diretor Robbe-Grillet (os cultuados “Deslizamentos Progressivos do Prazer” e “O Jogo com o Fogo”), retomou sua química com Romy Schneider em outros romances (“O Último Trem”, “Escalada ao Poder”), fez mais uma colaboração sensacional com o diretor Valerio Zurlini (“O Deserto dos Tártaros”) e até estreou em Hollywood, contracenando com Burt Reynolds e a conterrânea Catherine Deneuve em “Crime e Paixão” (1975), de Robert Aldrich. Depois de consagrado e rico, o grande astro ficou ainda mais exigente, o que compactuou com sua longevidade artística. Escolhendo a dedo seus projetos, ele só não viveu um renascimento nas décadas seguintes porque sua carreira nunca decaiu. Vieram três parcerias consecutivas com Ettore Scola: “O Terraço” (1980), premiado no Festival de Cannes, “Paixão de Amor” (1981) e “Casanova e a Revolução” (1982), vencedores de vários prêmios David di Donatello (o Oscar italiano). Veio seu melhor filme americano: “Sob Fogo Cerrado” (1983), de Roger Spottiswoode, indicado ao Oscar e vencedor da categoria de Melhor Filme Estrangeiro no David di Donatello. Veio a protelada colaboração com o mestre François Truffaut: “De Repente num Domingo” (1983), indicado ao César e ao BAFTA (o Oscar britânico). E, principalmente, veio a primeira indicação ao César de Trintignant, como Ator Coadjuvante em “A Mulher de Minha Vida” (1986), de Régis Wargnier. Mas ele ainda estava só começando. Com mais de 60 anos, passou a acumular indicações ao César como Melhor Ator: por “A Fraternidade é Vermelha” (1994), de Krzysztof Kieslowski, “Fiesta” (1995), de Pierre Boutron, e “Os que Me Amam Tomarão o Trem” (1998), de Patrice Chéreau. Mostrando-se disposto a se revigorar, passou a trabalhar com uma nova geração de cineastas de visões originais, com destaque para Enki Bilal, um artista de quadrinhos transformado em diretor de ficção científica, com quem filmou três filmes: “Bunker Palace Hotel” (1989), “Tykho Moon” (1996) e “Immortal” (2004). Também fez dobradinha com Jacques Audiard (“O Declínio dos Homens” e “Um Herói Muito Discreto”) e participou de uma das melhores fantasias de Marc Caro e Jean-Pierre Jeunet, dublando um cérebro falante em “Ladrão de Sonhos” (1995). Essa dedicação ao cinema foi recompensada com outro papel importante no fôlego final de sua carreira. Trintignant viveu o marido octogenário e solitário, que opta pela morte misericordiosa de sua esposa (Emmanuelle Riva), após ela sofrer derrame em “Amor” (2012). O filme do austríaco Michael Haneke venceu a Palma de Ouro e o Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira. E rendeu ao astro veterano o César de Melhor Ator, que tantas vezes escapou de seu alcance. Sobre o filme, o ator disse ao Le Journal du Dimanche: “O personagem me emocionou enormemente. Como ele, estou no fim da minha vida. E como ele, penso muito em suicídio. Qualquer que seja o papel que Haneke queira me escalar a seguir, eu vou aceitar.” De fato, ele voltou a atuar para Haneke em “Happy End” (2014), antes de se despedir das telas com um último drama. O ator foi casado com a atriz Stéphane Audran, que o trocou pelo diretor Claude Chabrol – e depois os três filmaram juntos “A Corsas”. Sua segunda esposa, Nadine Marquand, também foi atriz, roteirista e diretora – e dirigiu o marido em alguns filmes. Eles tiveram três filhos: o diretor Vincent Trintignant, Pauline (que morreu no berço em 1969) e Marie Trintignant, que se tornou uma atriz de sucesso, antes de ser assassinada pelo namorado em 2003, aos 41 anos. Em 2018, Trintignant anunciou que tinha sido diagnosticado com câncer de próstata e não procuraria tratamento. Seu velho amigo, Claude Lelouch, o procurou na ocasião para fazer um filme-homenagem, “Os Melhores Anos de Uma Vida”, título perfeito para o reencontro final de um homem, uma mulher e um diretor. Em sua despedida das telas, Trintignant voltou a contracenar com Ainouk Aimée como um idoso tentando lembrar o grande amor de sua vida, com direito a flashbacks de cenas em que todos eram jovens encantados. “Envelhecer é apenas uma série de problemas”, disse ele em entrevista recente. “Mas, no final, foi bom eu ter permanecido vivo por tanto tempo. Eu pude conhecer muitas pessoas interessantes.”
Polícia encontra astro de “Jackass” e o devolve para clínica
O astro de “Jackass” foi localizado pela polícia da Flórida e reconduzido nesta quinta (16/6) à clinica de reabilitação de onde fugiu. Ele estava foragido desde segunda-feira (13/6). Segundo o site TMZ, Margera foi localizado em um hotel na cidade de Delrey Beach, e foi detido com a ajuda de um time especializado em intervenções de crises. Margera teria abandonado a clínica, após dizer que estava insatisfeito com o tratamento e que iria procurar outra clínica. Um dos motivos de sua reclamação envolve um acidente que ele sofreu em maio deste ano. Ele quebrou o pulso e o cotovelo ao cair de skate e culpou a instituição por não marcar consultas de fisioterapia. Entretanto, ele não poderia deixar o local sem autorização, já que a internação não era voluntária, mas uma obrigação judicial. O “Jackass” foi internado em setembro passado sob escolta policial, depois que as autoridades foram chamadas para lidar com uma “pessoa emocionalmente angustiada”. Uma lei da Flórida fornece assistência emergencial e detenção temporária para indivíduos que precisam de avaliação e tratamento de abuso de substâncias no estado. Vale lembrar que não é a primeira vez que Margera foge de uma clínica de reabilitação. Em 2019, ele escapou, arrumou confusão num hotel e foi preso em Los Angeles. Aquela já era sua segunda internação de 2019, levado à clínica após um surto num clube de comédia. Um ano antes, destruiu a própria casa e ameaçou a esposa, também sendo internado à força numa instituição psiquiátrica. A primeira internação de sua “carreira”, por sinal, está completando 13 anos – e ele abandonou após apenas quatro dias. Vieram pelo menos mais meia dúzia desde então. O skatista deixou “Jackass” em 2020, e chegou a processar Johnny Knoxville e os produtores responsáveis pelo quarto filme, “Jackass para Sempre”, por sua demissão. A participação dele estava condicionada a uma cláusula que o obrigava a se submeter a inúmeros exames de drogas. Margera afirma que foi “coagido” a assinar o contrato, aceitando que recaídas e outros problemas decorrentes de vício pudessem implicar no seu desligamento da produção. E foi o que acabou acontecendo. Desde que fugiu da nova clínica, Margera esteve ativo nas redes sociais e chegou a se encontrar com fãs, com quem conversou sobre sua sobriedade.
Kevin Spacey vai a tribunal sob acusações de crimes sexuais
O ator Kevin Spacey (da série “House of Cards”) compareceu num tribunal de Londres nesta quinta-feira (16/6) para ouvir como réu as acusações de quatro crimes sexuais. Calmo e sorridente, ele participou voluntariamente do processo, fazendo a promotoria reconhecer sua “total cooperação” na investigação, mas pediu que ele entregasse seu passaporte e dormisse em sua residência em Londres até a próxima audiência, marcada para 14 de julho no Tribunal da Coroa de Southwark, no sul de Londres. Ele foi liberado sem nenhuma outra medida cautelar e responderá às acusações em liberdade. “Ele deverá responder a essas acusações se quiser seguir em frente com sua vida”, argumentou seu advogado à imprensa. “Onde vai se esconder? Ele mora nos Estados Unidos e pode ser extraditado. Sua família, seu cachorro de nove anos estão nos Estados Unidos”. “Seu trabalho exige que ele vá a reuniões, compareça a castings, encontre-se com diretores e roteiristas”, acrescentou, justificando a decisão de Spacey de “comparecer” à justiça britânica. O ator de 62 anos é acusado de abusar sexualmente três homens entre 2005 e 2013 em Londres e Gloucestershire, um deles duas vezes, além de se envolver em “atividade sexual com penetração sem consentimento”, segundo denúncia apresentada pela Divisão de Crimes Especiais da Procuradoria da Coroa britânica (CPS, na sigla em inglês). Um homem na faixa dos 40 anos afirmou ter sido agredido sexualmente por Spacey duas vezes em março de 2005. Outro homem, com cerca de 30 anos, disse que o crime contra ele ocorreu em agosto de 2008. Ambas situações teriam ocorrido em Londres. Já a vítima de Gloucestershire, também na casa dos 30 anos, contou que o abuso sexual contra ele foi cometido em abril de 2013. Com essas queixas, passam de 20 as denúncias de homens que acusam Spacey de assédio, abuso e agressão sexual no período entre 1995 e 2013. Durante este tempo, muitos dos acusadores eram menores de idade, como o primeiro denunciante, o ator Anthony Rapp (“Star Trek: Discovery”), que, ao acusar publicamente Spacey, deu início a uma mudança vertiginosa na carreira do vencedor de dois Oscars (por “Os Suspeitos” e “Beleza Americana”). Após as primeiras denúncias, Spacey foi prontamente demitido da série “House of Cards”, com integrantes da produção se juntando às acusações de assédio, e teve um filme pronto como protagonista arquivado pela Netflix. A plataforma preferiu perder o dinheiro a lançar outra obra estrelada por ele. Além disso, o diretor Ridley Scott fez questão de refilmar “Todo o Dinheiro do Mundo” para retirar o ator do longa, que já estava finalizado quando o escândalo estourou. Ele foi substituído por Christopher Plummer, que chegou a ser indicado ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante pelo desempenho. Mas Spacey também teve muita sorte. Dois acusadores que o processaram morreram antes de seus casos chegarem nos tribunais. O escritor norueguês Ari Behn, ex-marido da princesa da Noruega, cometeu suicídio no Natal de 2019, três meses após um massagista que acusava o ator falecer subitamente. Para completar, ele teve outro processo, movido por um rapaz que tinha 18 anos na época do assédio, retirado abruptamente na véspera de ir a julgamento. Graças à falta de condenação, Spacey conseguiu voltar a atuar. Ele participou de um filme italiano, “L’Uomo che Disegnò Diò”, dirigido e estrelado pelo astro Franco Nero, e interpretou um vilão no filme de baixo orçamento “Peter Five Eight”, que foi levado ao Marché du Film, o mercado de negócios do Festival de Cannes, para conseguir distribuidores internacionais. As novas denúncias devem manter estes filmes inéditos, ou ao menos guardados por um bom tempo.
Jurado diz que Amber Heard perdeu processo por ser má atriz
Refletindo memes da época do julgamento, um dos jurados responsáveis pela vitória de Johnny Depp no processo de difamação contra Amber Heard disse que o veredito foi resultado das “lágrimas de crocodilo” da atriz. O programa “Good Morning America” divulgou a declaração, mas sem revelar o nome, a imagem ou a voz do jurado. A única confirmação é que se trata de um dos cinco homens presentes no júri, que contou apenas com duas mulheres. O júri condenou Amber Heard a pagar US$ 10,35 milhões ao ex-marido, que também foi condenado por difamação, mas com uma indenização em valor muito menor, na casa de US$ 2 milhões. Com isso, Depp foi contemplado com US$ 8,35 milhões, devidos pela atriz a título de indenização por se declarar sobrevivente de violência doméstica. Segundo o jurado, os integrantes do júri ficaram incomodados com o depoimento da atriz. “O choro, as expressões faciais, o olhar para o júri… Todos nós estávamos muito desconfortáveis. Ela respondia a uma pergunta e chorava, e dois segundos depois ficava completamente gelada. Alguns de nós usávamos a expressão ‘lágrimas de crocodilo'”, ele disse. Ou seja, ela teria sido uma má atriz na visão do júri. O entrevistado falou ainda que “o que ele (Johnny) dizia parecia mais verdadeiro. Ele soava mais real no modo como respondia aos questionamentos”. Em outras palavras, foi um ator melhor. Apesar dessa relação ter sido feita à exaustão nas redes sociais, o jurado negou qualquer influência externa na decisão do julgamento. “Seguimos as provas. Eu e outros jurados não usamos Twitter ou Facebook. Outros que usaram, fizeram questão de não falar sobre isso”, afirmou. Detalhe: o campeão de memes foi o TikTok, não mencionado pelo jurado. O fato de Amber Heard não ter doado os US$ 7 milhões recebidos no acordo de separação, como prometeu em algumas entrevistas e depoimentos, também pesou na decisão do júri. Isto demonstra que o júri não considerou sua alegação de ter interrompido os pagamentos devido aos custos de defesa do processo de Johnny Depp, nem a declaração de que teria direito a aproximadamente US$ 32 milhões de Depp em seu divórcio sob a lei da Califórnia – valor que ela abandonou inutilmente, acreditando que evitaria estender sua separação pelos tribunais. EXCLUSIVE: A juror in the Johnny Depp and Amber Heard defamation trial said what the jury concluded was "they were both abusive to each other" but Heard’s team failed to prove Depp’s abuse was physical. https://t.co/Ax4SMZUq2J pic.twitter.com/EMiMeqh5pn — Good Morning America (@GMA) June 16, 2022
Polícia procura astro de “Jackass” após fuga de clínica
O Departamento de Polícia do Estado da Flórida está a procura de Bam Margera, astro da franquia “Jackass”, após ele fugir de uma clínica de reabilitação em que estava internado por determinação judicial. Segundo um relatório da polícia de Delray Beach, o gerente da clínica de reabilitação relatou a fuga do skatista e astro dos filmes de pegadinhas auto-infligidas na última segunda-feira (13/6). Ele permanece foragido desde então. Margera abandonou o local em um sedã preto, após dizer que estava insatisfeito com o tratamento e que iria procurar outra clínica. Um dos motivos de sua reclamação envolve um acidente que ele sofreu em maio deste ano. Ele quebrou o pulso e o cotovelo ao cair de skate e culpou a instituição por não marcar consultas de fisioterapia. Ele não poderia deixar o local sem autorização, já que a internação não era voluntária. O “Jackass” foi levado até as instalações de Delray Beach em setembro sob escolta policial, depois que as autoridades foram chamadas para lidar com uma “pessoa emocionalmente angustiada”. Uma lei da Flórida fornece assistência emergencial e detenção temporária para indivíduos que precisam de avaliação e tratamento de abuso de substâncias no estado. Vale lembrar que não é a primeira vez que Margera foge de uma clínica de reabilitação. Em 2019, ele escapou, arrumou confusão num hotel e foi preso em Los Angeles. Aquela já era sua segunda internação em 2019, levado à clínica após um surto num clube de comédia. Um ano antes, destruiu a própria casa e ameaçou a esposa, também sendo internado à força numa instituição psiquiátrica. A primeira internação de sua “carreira”, por sinal, está completando 13 anos – e ele abandonou após apenas quatro dias. Vieram pelo menos mais meia dúzia desde então. O skatista deixou “Jackass” em 2020, e chegou a processar Johnny Knoxville e os produtores responsáveis pelo quarto filme, “Jackass para Sempre”, por sua demissão. A participação dele estava condicionada a uma cláusula que o obrigava a se submeter a inúmeros exames de drogas. Margera afirma que foi “coagido” a assinar o contrato, aceitando que recaídas e outros problemas decorrentes de vício pudessem implicar no seu desligamento da produção. E foi o que acabou acontecendo. Embora esteja “desaparecido”, ele não está longe das redes sociais. Nos últimos dias, atualizou seu Instagram com algumas imagens.
Amber Heard diz que ainda ama Johnny Depp
Mesmo depois de todassuas denúncias de violência, Amber Heard disse que ainda ama Johnny Depp. A declaração foi feita na nova parte da entrevista da atriz ao programa “Today”, da rede NBC. Heard deu sua primeira entrevista, após ser condenada a indenizar Depp por difamação, à apresentadora Savannah Guthrie, que a questionou sobre sua declaração de amor, feita durante o julgamento. Em parte do depoimento, Heard disse: “Ainda tenho amor por Johnny”. A jornalista perguntou se ela realmente nutria amor pelo ex-marido e a atriz de “Aquaman” não hesitou: “Absolutamente. Eu o amo. Eu o amava com todo o meu coração. Eu tentei o melhor que pude para fazer um relacionamento profundamente quebrado funcionar. E eu não podia. Não tenho nenhum ressentimento ou má vontade em relação a ele”. Ela ainda tentou justificar sua declaração: “Eu sei que pode ser difícil de entender, ou pode ser muito fácil de entender. Se você já amou alguém, deve ser fácil”. Apesar dessa declaração, a atriz manteve sua afirmação de que teria sido vítima de violência doméstica. “Mantenho cada palavra do meu testemunho até o dia da minha morte”, ela afirmou, na primeira parte da entrevista. A entrevista está sendo exibida em três partes, mas vai ser transmitida na íntegra no “Dateline”, na mesma emissora do programa “Today”, na noite de sexta-feira (17/6). Em 1º de junho, a atriz perdeu um processo de difamação aberto por Johnny Depp no estado americano da Virgínia. O ator ajuizou ação por causa de um artigo que ela publicou no jornal Washington Post, descrevendo-se como uma “figura pública que representa a violência doméstica”. Ele também foi considerado culpado de difamar a esposa, mas, no final das contas, saiu-se vitorioso no âmbito financeiro, com um veredito que lhe rendeu direito a uma indenização de US$ 8,35 milhões. Com a impulsão de sites da extrema direita dos EUA, a opinião pública favoreceu fortemente Depp sobre Heard, tratando-o como um herói popular, ao mesmo tempo em que ela foi retratada como mentirosa ou pior em inúmeros memes e vídeos do TikTok. A advogada da atriz pretende usar esta influência da opinião pública para recorrer do veredito. Já os advogados do ator passaram a circular a informação de que ele poderia desistir da indenização, numa sugestão para que Heard não recorra da sentença, que poderia ser diferente num novo julgamento em outro estado, possivelmente menos conservador, dos EUA.
Ator de “Riverdale” que matou a mãe planejava assassinar primeiro-ministro do Canadá
O ator Ryan Grantham, que fez participações em “Riverdale” e “Supernatural”, está sendo julgado no Canadá pelo assassinato da própria mãe. E numa revelação do caso, os promotores apresentaram relatórios psiquiátricos que dizem que ele cometeu o crime para poupar a mãe de ver a violência que ele pretendia cometer contra Justin Trudeau, primeiro-ministro do Canadá. Grantham atirou na nuca de sua mãe, Barbara Waite, de 64 anos, enquanto ela tocava piano em 31 de março de 2020. Segundo informações da rede CBC News, o tribunal ouviu como Grantham havia ensaiado o assassinato e até gravou vídeos que foram exibidos no julgamento, incluindo um registro de quatro minutos capturado nas horas após a tragédia, em que ele confessa o assassinato e mostra o cadáver de sua mãe. No dia seguinte ao crime, o ator carregou seu carro com três armas, munição, 12 coquetéis Molotov, suprimentos de acampamento e um mapa com instruções para chegar em Rideau Cottage, em Ottawa, onde pretendia cometer seu planejado atentado contra a vida de Justin Trudeau. Porém, na mesma noite ele se entregou à polícia e confessou o que havia feito. Ryan Grantham ainda não depôs no julgamento, mas os promotores informaram que o ator tinha tendências suicidas e à violência. Em “Riverdale”, o ator também foi responsável pela morte de um parente importante. Ele viveu o adolescente que mata o pai do protagonista, Archie Andrews, em um acidente de carro. Na trama, o pai do menino tenta levar a culpa para assumir as consequências do crime – que foi inserido na trama devido à morte do intérprete de Fred Andrews, o ator Luke Perry, vítima de um derrame fatal em 2019.
Filha de Dolph Lundgren consegue ordem de restrição contra ex-namorado
A atriz e modelo Ida Lundgren, filha de 26 anos do ator Dolph Lundgren (“Os Mercenários”), conseguiu uma ordem de restrição contra o ex-namorado Jack Eaton-Morris, que foi proibido pela Justiça de se aproximar da jovem e de sua família. Segundo o site americano TMZ, Jack tentou impedir Ida de sair de um hotel em Londres, quando tomou dela o celular e o passaporte, além de agarrar seu rosto no último dia 1° de julho. Ela chamou a polícia, mas ele teria fugido bêbado. Ainda de acordo com o site, Ida relatou que o ex-companheiro já havia perdido o controle em pelo menos outras dez ocasiões, incluindo uma ameaça de explosão ao carro da mãe de Ida, além de ter dito que se suicidaria. A ordem de restrição que mantém o ex de Ida a 100 metros de distância dela e de sua família é temporária. Uma audiência sobre o caso está marcada para 30 de junho. Ida já apareceu em dois filmes, ambos estrelados por seu pai famoso: “Comando Vermelho” (2009) e “Castle Falls” (2021).
Amber Heard: “Mantenho cada palavra do meu testemunho até a morte”
A atriz Amber Heard acusou novamente Johnny Depp de abuso e agressão em sua primeira entrevista após perder o processo de difamação movido pelo ex-marido na Justiça do estado da Virgínia, nos EUA. O ator ajuizou ação por causa de um artigo que ela publicou no Washington Post, descrevendo-se como uma “figura pública que representa a violência doméstica”. Ele também foi considerado culpado de difamar a esposa, mas, no final das contas, saiu-se vitorioso no âmbito financeiro, com um veredito que lhe rendeu direito a uma indenização de US$ 8,35 milhões. Apesar da condenação, a atriz se recusou a se retratar na entrevista, feita para o programa “Today”, da rede americana NBC, e manteve sua afirmação de que teria sido vítima de violência doméstica. “Ele disse que nunca bateu em você. Isso é mentira?”, perguntou a apresentadora do programa, Savannah Guthrie. Heard afirmou que sim e disse que Depp mentiu no tribunal. “Mantenho cada palavra do meu testemunho até o dia da minha morte”, ela afirmou. Ela disse ainda que “nunca se sentiu tão afastada de sua humanidade” ao ver as reações de internautas ao julgamento, descrevendo a experiência no tribunal como “surreal e difícil”. “Esta foi a coisa mais humilhante e horrível pela qual já passei”, declarou Heard. “Eu me senti menos que humana”. Apesar disso, Heard disse que “não culpa o júri” pelo resultado do processo. “Eu realmente entendo. Ele é um personagem amado e as pessoas sentem que o conhecem. Ele é um ator fantástico”, acrescentou a atriz. No entanto, ela considerou “injusta” a forma como foi retratada nas redes sociais. Com hashtags impulsionadas pela extrema direita dos EUA, a maior parte das postagens sobre o julgamento era em apoio a Depp e continha termos misóginos. “Eu não me importo com o que alguém pensa sobre mim ou quais julgamentos quer fazer sobre o que aconteceu na privacidade da minha própria casa, no meu casamento, a portas fechadas. Eu não presumo que uma pessoa comum deva saber dessas coisas. E por isso não levo para o lado pessoal”, continuou a atriz. “Mas mesmo alguém que tem certeza de que eu mereço todo esse ódio e crueldade, mesmo quem pensa que estou mentindo, não pode me olhar nos olhos e me dizer que acha que houve uma representação justa nas mídias sociais. Você não pode me dizer que acha que isso foi justo”, concluiu. O programa está sendo exibido em três partes, mas vai ser transmitido na íntegra no “Dateline”, na mesma emissora do programa “Today”, na noite de sexta-feira (17/6).
Tom Hanks detona “O Código da Vinci”: “É uma bobagem”
O ator Tom Hanks teve ataque de sinceridade ao comentar “O Código da Vinci”, após 16 anos de lançamento da produção. Baseado num best-seller de enorme popularidade na época, o ator assumiu que o filme foi uma grande bobagem, assim como as continuações que ele estrelou no papel de Robert Langdon, personagem criado pelo escritor Dan Brown. A declaração foi feita durante uma entrevista ao jornal americano New York Times sobre sua carreira nas telas. “Por Deus, aquilo foi um investimento puramente comercial. Sim, os filmes de Robert Langdon são bobagens. ‘O Código Da Vinci’ é uma bobagem”, declarou o ator. “Eles são caças ao tesouro divertidas, mas historicamente tão verossímeis quanto James Bond em relação ao mundo real da espionagem”. Hanks poupa o diretor Ron Howard ao direcionar seu descontentamento diretamente à obra original, escrita por Dan Brown. “Ele escreve: ‘Olhe esta escultura em Paris!’. Bom, não, ela está em outro lugar. ‘Olhe como essas locações formam uma cruz no mapa!’. Bom, parece só um pouco uma cruz”. Considerando a franquia dentro de sua filmografia, o ator disse não ver problema em estrelar produções mais comerciais. Mas ainda lamenta que a proposta dos longas seja problemática até em sua intenção comercial. “Não há nada errado com um bom filme comercial, desde que seja um bom filme comercial. Acho que, quando fizemos o terceiro, já tínhamos provado que não era o caso com essa franquia”, concluiu. Lembre abaixo o trailer de “O Código da Vinci”.












