Rebecca Ferguson entra no elenco do remake de Duna
Em alta após “Missão: Impossível – Efeito Fallout”, atriz sueca Rebecca Ferguson já fechou diversos projetos para os próximos anos. O mais recente é sua inclusão no elenco de “Duna”. O projeto é uma adaptação do clássico literário da ficção científica escrito por Frank Herbert. Conhecido por ser um dos livros de ficção científica mais complexos de todos os tempos, a obra de 1965 já foi transformado em filme em 1984 por David Lynch e também originou uma minissérie do canal Syfy em 2000. A nova versão tem roteiro de Eric Roth (“Forrest Gump”) e Jon Spaiths (“Doutor Estranho”), e direção de Denis Villeneuve (“Blade Runne 2049”). A trama se passa no futuro e em outro planeta, um local árido chamado Arrakis, que produz uma matéria essencial às viagens interplanetárias: a Especiaria. Quem controla a Especiaria tem uma vantagem econômica significativa diante dos adversários, o que faz com que a família real que supervisiona o local sofra um atentado. Apenas seu filho, Paul Atreides, escapa e procura se vingar, usando a ecologia bizarra daquele mundo como sua principal arma. Em particular, os vermes gigantes que habitam as grandes dunas – e que são os verdadeiros responsáveis pela produção da Especiaria. Ferguson deve interpretar Lady Jessica, a mãe do jovem Paul, que o ajuda a escapar quando o império toma conta de Arrakis. Já o jovem herói será vivido por Timothée Chalamet, indicado ao Oscar 2018 por “Me Chame pelo seu Nome”. As filmagens devem começar nos primeiros meses de 2019, mas o filme ainda não tem previsão de estreia. Além de “Duna”, a atriz sueca também será vista em outros projetos badalados, como o novo “Homens de Preto”, onde deve contracenar com Chris Hemsworth e Tessa Thompson, e “Doutor Sono”, continuação de “O Iluminado”, em que interpretará a vilã. Além disso, ela encerrou recentemente as filmagens de “The Kid Who Would Be King”, uma versão da fábula do Rei Arthur com crianças, dirigida por Joe Cornish (roteirista de “Homem-Formiga”).
Terry Crews recebe indenização do agente de Hollywood que teria lhe assediado
O ator Terry Crews (“Brooklyn Nine-Nine”) recebeu uma indenização do agente de Hollywood que ele acusa de tê-lo assediado sexualmente. As partes chegaram a um acordo privado, e Adam Venit pagará uma quantia não revelada a Crews. O anúncio foi feito em um comunicado da William Morris Endeavor, empresa que gerencia a carreira de atores e outras personalidades, que tem Venit entre seus sócios. Crews acusou Venit de apalpá-lo durante um evento. Em documentos obtidos pelo jornal USA Today, a interação entre os dois teria se dado da seguinte forma: “Venit encarou Crews intensamente, mostrando sua língua para ele provocativamente”. Em seguida, “Venit agarrou o pênis e os testículos de Crews com tanta força que causaram dor imediata.” Em seu processo, o ator pediu que fossem tomadas medidas punitivas e exemplares para os danos causados pelo agente. Mas acabou se contentando em receber uma indenização e na aposentadoria de Venit. A procuradoria de Los Angeles não deu prosseguimento no caso como uma ocorrência criminal, e as partes não revelaram os detalhes de seu acordo. Venit anunciou que estava se aposentando do empresariamento de artistas.
Jimmy Bennett decide processar criminalmente Asia Argento por abuso sexual
Após acusar Asia Argento de abuso sexual quando tinha 17 anos, o ator Jimmy Bennett resolveu levar o caso à justiça. A decisão teria sido causada por declarações do advogado da atriz, que contradisse a versão apresentada pelo jovem. O advogado de Argento, Mark Jay Heller, inverteu a história que teve início numa denúncia do jornal The New York Times, ao dizer ao site TMZ que foi sua cliente quem foi assediada, agredida sexualmente e depois extorquida, mas “escolheu não denunciar Bennett” por pena. Anteriormente, Asia tinha dito, via comunicado, que nunca havia feito sexo com o rapaz. Mas uma mui amiga resolveu tornar públicas mensagens de texto pessoais em que ela admitia ter transado com o adolescente, embora sua descrição do caso tenha sido como vítima de um abuso. “Asia não tem intenção de processar Bennett pela sua conduta e reconhece que seu passado infeliz, sua fracassada carreira artística e uma ação contra os próprios pais por apropriação indébita de mais de US$ 1,5 milhão de sua conta bancária possam explicar seu desespero para tentar tirar dinheiro sobre um caso falso que aconteceu há cinco anos”. O advogado confirmou que Bennett tentou extorquir Asia, especialmente após ela começar a namorar o chef e apresentador Anthony Bourdain. “Decidiu invadir aquele relacionamento e exigiu recompensa financeira de Bourdain para não expor Asia”. E conseguiu fazer com que Bourdain concordasse em pagar US$ 380 mil para que ele não trouxesse a história à tona. Até o momento de sua morte, o chef tinha pago uma quantia de US$ 250 mil. Segundo o TMZ, Bennett, que hoje tem 22 anos, estava em dúvida se levaria a denúncia à justiça, mas decidiu abrir ocorrência criminal após o advogado da atriz ter feito as declarações públicas sobre seu “passado infeliz”, “carreira inexpressiva” e “sua busca desesperada por dinheiro”. “Essa situação se intensificou devido à interpretação ofensiva e desdenhosa da Asia em relação a toda essa situação”, disse o advogado de Bennett, Gordon K. Sattro , à revista Us Weekly. Ele afirmou que Bennett irá agora formalizar a queixa e cooperar com a polícia de Los Angeles para que Asia seja condenada e presa por abuso de menor. Argento é uma das atrizes que acusou o produtor Harvey Weinstein de estupro. Ela vinha sendo uma das vozes mais ativas do movimento #MeToo e agora terá que lidar com seu próprio processo por assédio.
Compositor do tema de Missão Impossível será um dos homenageados pela carreira no Oscar 2019
O compositor argentino Lalo Schifrin, autor do célebre tema de “Missão Impossível”, foi um dos profissionais selecionados para receber um Oscar honorário pelas realizações de sua carreira, que inclui seis indicações ao Prêmio da Academia. Atualmente com 86 anos, Schifrin começou a compor para o cinema em Buenos Aires em meados da década de 1950, e seus créditos incluem trilhas de filmes clássicos, como “A Mesa do Diabo” (1965), com Steve McQueen, “Rebeldia Indomável” (1967), com Paul Newman, “Operação Dragão” (1973), com Bruce Lee, “A Viagem dos Condenados” (1976), com Faye Dunaway, e inúmeros filmes estrelados por Clint Eastwood, entre eles “Perseguidor Implacável” (1971) e suas continuações. Ele também criou temas para séries de TV, como “Mannix”, “Big Valley” e principalmente “Missão Impossível”, adotado até hoje nas versões de cinema da franquia. Além de Schifrin, a junta de governadores da Academia também vai homenagear com o Oscar honorário o relações públicas Marvin Levy e a atriz Cicely Tyson, de 93 anos, indicada por “Sounder – Lágrimas de Esperança” (1973) e conhecida por papéis em filmes como “Tomates Verdes Fritos” (1991) e “Histórias Cruzadas” (2011). A Academia também vai entregar o prêmio Irving G. Thalberg para Kathleen Kennedy, presidente da Lucasfilm e produtora da franquia “Star Wars”, e a Frank Marshall, produtor das sagas “Indiana Jones” e “Jurassic Park”. O Prêmio Thalberg é dado aos produtores cuja filmografia “reflete uma qualidade consistentemente alta de produção cinematográfica”. A honraria não é anual e foi conferida pela última vez a Francis Ford Coppola em 2010. Os prêmios serão entregues em 18 de novembro no Governors Awards, uma cerimônia que antecede a maior premiação da Academia, e os homenageados também serão apresentados durante a transmissão do Oscar 2019, marcada para 24 de fevereiro em Los Angeles.
Terror austríaco Boa Noite, Mamãe vai ganhar remake americano
Um dos terrores europeus mais premiados dos últimos anos, o austríaco “Boa Noite, Mamãe”, vai ganhar remake americano. O filme da dupla Severin Fiala e Veronika Franz foi uma das sensações do festival de cinema fantástico de Sitges em 2014, onde venceu o Grande Prêmio do Cinema Europeu. Seu reconhecimento, porém, foi além das fronteiras do gênero, rendendo o troféu da Academia de Cinema Europeu ao diretor de fotografia Martin Gschlacht. “Boa Noite, Mamãe!” também foi exibido no Festival de Veneza e emplacou na lista do National Board of Review como um dos cinco melhores filmes estrangeiros exibidos nos EUA em 2016, ano em que também foi escolhido pela Áustria como representante do país na disputa por uma vaga no Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira. A trama registra a reação de estranhamento de dois irmãos gêmeos em uma casa nova e diante de uma mãe que não conseguem identificar, após ela passar por uma cirurgia plástica. A mulher mantém curativos sobre o rosto e se porta de modo estranho, ampliando o clima sinistro. A refilmagem estará a cargo do diretor Matt Sobel, que só tem um longa no currículo, o drama indie “Take Me to the River” (2015), inédito no Brasil. Ele também vai escrever o roteiro da adaptação em parceria com Kyle Warren, roteirista da série “Máquina Mortífera”. “Nosso objetivo será criar um pesadelo imersivo, com as sensações viscerais da história no centro do palco”, disse Sobel em comunicado. Ainda não há previsão para a estreia.
Astro de Game of Thrones terá que pagar US$ 2 milhões para a ex-empresária
O ator dinamarquês Nikolaj Coster-Waldau, intérprete de Jaime Lannister em “Game of Thrones”, terá que pagar US$ 2 milhões para a ex-empresária Jill Littman, segundo decisão de uma juiza da corte arbitral de Los Angeles. Por quase uma década, Littman e a Impression Entertainment cuidaram da carreira do ator. Em setembro de 2015, ele decidiu encerrar a relação. Mas a a agente entrou na justiça para ter direito a algumas comissões, apresentando um documento assinado pelo próprio Nikolaj em que ele deveria entregar honorários mesmo após a demissão, até o fim de “Game of Thrones”. O advogado do ator rebateu dizendo que não existia tal contrato, apenas um acordo verbal, e quaisquer documentos apresentados pela empresária com a assinatura de Coster-Waldau foram feitos apenas para assegurar seu visto de trabalho, já que ele é estrangeiro. A situação se complicou a partir daí, pois se o documento fosse fraudulento, o ator teria trabalhado ilegalmente nos Estados Unidos e poderia ter o visto revogado. A estratégia se voltou contra Coster-Waldau. Que agora terá que ser mais Lannister que nunca e pagar suas dívidas, podendo piorar a situação se estender a disputa. Mas seu advogado pretende apelar da decisão da corte arbitral.
Prêmios e objetos pessoais de Robin Williams serão leiloados pela família do ator
Diversos objetos pessoais de Robin Williams serão leiloados no próximo dia 4 de outubro, em Nova York, pela família do ator, falecido em 2014, com o objetivo de financiar a criação da Fundação Robin Williams, que concederá bolsas de estudos para a prestigiada escola de artes Julliard, de Nova York. Entre os mais de 300 itens selecionados, estão os 40 prêmios que ele recebeu em sua carreira, incluindo os Globos de Ouro pelas atuações em “Mork & Mindy”, “Bom Dia, Vietnã”, “O Pescador de Ilusões”, e “Uma Babá Quase Perfeita”. A coleção também inclui várias obras de arte e artigos esportivos autografados por ídolos como Mohammed Ali e LeBron James. “Costumávamos escolher coisas que nos faziam rir, pensar, ou que queríamos cuidar durante um período de tempo para poder vê-las de forma regular”, explicou Martha, a viúva do ator. Os dois ficaram casados por 20 anos. Por decisão de Martha e dos filhos do casal, parte do dinheiro também será doado a organizações como a Human Rights Watch, a Fundação Cristopher e Dana Reeve, o Hospital Infantil de Pesquisa St. Jude’s e o Wounded Warrior Project.
Trailer e pôster de The Big Bang Theory alertam que a 12ª temporada será o final da série
A rede CBS divulgou o pôster e o trailer da 12ª temporada de “The Big Bang Theory”, destacando que os próximos episódios marcarão a despedida da série. A série, que estreou em 2007, vai atingir um total de 279 episódios, finalizando sua trajetória como a sitcom convencional mais longeva da história da TV americana. E também como uma das mais bem-sucedidas. Até hoje, 11 anos depois, a atração lidera a audiência da TV americana. O sucesso de “The Big Bang Theory” inflacionou os salários de seu elenco, transformando seus atores nos mais bem-pagos da TV americana. Entretanto, isso também encareceu a produção dos episódios e o anúncio do cancelamento coincide com o momento de discussões de renovações contratuais – época em que aumentos ou cortes são buscados. Mesmo assim, o final só vai acontecer porque Jim Parsons, intérprete do protagonista Sheldon Cooper, decidiu não assinar novo contrato para permanecer na série e os produtores não viram como continuar sem ele. Ao todo, “The Big Bang Theory” recebeu 52 indicações ao Emmy e soma 10 vitórias até o momento, embora nunca tenha conquistado o troféu de Melhor Série de Comédia. Individualmente, o mais premiado é justamente Jim Parsons, que venceu um Globo de Ouro e quatro Emmys pelo papel de Sheldon – além de ter lançou um bordão (“Bazinga!”) na cultura pop. Apesar do final da atração, o universo da série vai continuar no ar com “Young Sheldon”, spin-off que mostra a infância do protagonista. A última temporada de “The Big Bang Theory” começa a ser exibida em 24 de setembro e seu episódio final deve ir ao ar no início de 2019. No Brasil, a série faz parte da programação do canal pago Warner.
Wagner Moura vai estrelar thriller sobre espiões cubanos com Penélope Cruz
O ator Wagner Moura (“Narcos”) vai integrar o elenco de um nova produção internacional, o thriller de espionagem “Wasp Network”. O filme vai contar a história da Rede Vespa, um grupo de agentes secretos cubanos infiltrados em organizações anticastristas de extrema-direita, em Miami, nas décadas de 1980 e 1990. A história é baseada no livro-reportagem “Os Últimos Soldados da Guerra Fria”, do escritor brasileiro Fernando Morais. No elenco, Moura vai contracenar com diversas estrelas latinas, como a espanhola Penélope Cruz (“Escobar: A Traição”), o mexicano Gael Garcia Bernal (“Neruda”) e o venezuelano Edgar Ramirez (“A Garota no Trem”). Além deles, o chileno Pedro Pascal, rival de Moura em “Narcos”, também havia sido escalado anteriormente (em maio), mas seu nome não voltou a ser mencionado no novo anúncio de casting. O roteiro e a direção estão a cargo do premiado cineasta francês Olivier Assayas, vencedor do troféu de Melhor Direção no Festival de Cannes de 2016 por “Personal Shopper”. A produção é da RT Features, do brasileiro Rodrigo Teixeira, em parceria com a CG Cinemas, do francês Charles Gilbert. As filmagens vão acontecer no começo de 2019 e ainda não há previsão para a estreia.
Ícaro Silva é atingido por tiros da PM no Rio de Janeiro
O ator Ícaro Silva foi atingido por estilhaços de balas às 5h da manhã desta quarta (5/9) quando passava de carro pelo Túnel Zuzu Angel, nas proximidades da Favela da Rocinha, na Zona Sul do Rio. Os tiros teriam sido disparados por policiais militares. Segundo boletim de ocorrência obtido pelo jornal carioca Extra, Ícaro havia saído da Zona Sul e estava deixando o Zuzu Angel quando viu um carro reduzindo a velocidade. Ele disse que ultrapassou esse veículo e se deparou com PMs na via. Num primeiro momento, o ator alegou que não entendeu se a ordem dada pelos agentes era para que parasse ou seguisse. Ainda de acordo com o relato de Ícaro, ele acelerou e, logo depois, ouviu disparos, sentiu que um atingiu seu veículo e notou sangue em seu braço esquerdo. Mesmo ferido, ele dirigiu até o Hospital Barra D’Or, na Barra da Tijuca, onde foi atendido. Ícaro recebeu alta por volta das 8h30 e, nove horas depois do ocorrido, fez um desabafo em seu perfil nas redes sociais, agradecendo por estar vivo, ao lado da foto do curativo em seu braço. “Um policial pediu para reduzir e eu obedeci. Baixei o vidro e perguntei o que estava acontecendo. O nível de estresse dele era muito alto, ele falava comigo diretamente do inferno, o coração em guerra. Outros dois policiais vieram gritando, os fuzis apontados para mim. Não sei se me reconheceram ou não, mas com a mesma violência com que me pararam, me mandaram ir embora, xingando e berrando em seu estado de guerra. Quando eu voltava a acelerar e, antes de entender o que estava acontecendo, um estampido no meu carro me congelou. ‘Isso é um tiro?’ Os próximos vários confirmaram que sim”, escreveu no Instagram. “Abaixei a cabeça e enfiei o pé no acelerador como se tudo no mundo fosse tiro e pedal. Enquanto meu pé e meu coração aceleravam, minha sensação física era de ‘não precisa ser assim’. De fato, não precisa. Acelerei sem fim até me ver longe dali, o corpo em choque, a cabeça caçando sentido, como se houvesse algum nessa barbárie cotidiana que é o Rio, minhas mãos trêmulas. Só depois de respirar fundo percebi o buraco de bala no para-brisa do meu carro e minha blusa molhada”, continuou. “’Meu Deus. Eu levei um tiro?’” Me apalpei até encontrar o furo ensanguentado no meu braço. Sim, uma bala rasgou meu braço e deixou uns estilhaços ali, carimbo metalizado da violência urbana. Um pequeno pedaço de metal e morte que podia ter cruzado meu peito ou minha cabeça, um lembrete da nossa frágil condição de gente”. Em seguida, ele lamentou a violência sofrida e agradeceu por estar vivo. “Estou legal. Estou muito feliz por não ter morrido, sério. Tem muita coisa para fazer por aqui, muita coisa para ver e muita, muita coisa para consertar. Muito obrigado por todas as mensagens, estou mais solicitado que no meu aniversário. Vocês são lindos, são lindos demais. Espero que essa história infelizmente cotidiana nos inspire a desconstruir nossa agressividade diante da vida. É hora de desarmar e amar”, escreveu o ator no Instagram. Em nota, a assessoria da Polícia Militar informou que policiais militares do 23º BPM (Leblon), que realizam o cerco da Rocinha, foram informados por populares que criminosos estariam praticando roubos no interior do túnel Zuzu Angel. Eles foram até a Autoestrada Lagoa-Barra para verificar a informação e nada foi constatado. “Já próximo à Rocinha, os policiais avistaram o veículo com as características mencionadas e tentaram a abordagem, houve reação, gerando o confronto. Os criminosos conseguiram fugir. Até aquele momento não havia informações de feridos. Logo após, policiais do 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes) foram alertados da entrada do ator Ícaro Silva no Hospital Barra D’Or, ferido por estilhaços de arma de fogo no braço”. Ícaro estreou na televisão em 1998, na novela “Meu Pé de Laranja Lima” e depois de pequenas participações em outras novelas ganhou destaque com o personagem Rafa, de “Malhação”, onde permaneceu por quatro temporadas. Ele também viveu o cantor Jair Rodrigues no filme “Elis”, estrelou o longa “Sob Pressão”, que deu origem à série de mesmo nome e ainda integrou o elenco da novela “Pega Pega”, concluída em janeiro deste ano. A seguir, ele será visto no filme “Legalize Já!”, que conta a origem da banda Planet Hemp, com estreia prevista para 18 de outubro, e na série “Coisa Mais Linda”, sobre a época da bossa nova, ainda sem previsão de lançamento na Netflix. Queridos amigos, amores, seguidores e parceiros, eu estou bem! Hoje mais cedo, ao sair do túnel Zuzu Angel voltando para a Barra, me vi em meio a uma violenta confusão que até agora não sei se era uma blitz, um tiroteio ou uma dessas operações de guerra infelizmente tão habituais na nossa cidade. Viaturas, policiais com fuzis na mão e aquele medo súbito que o carioca conhece tão bem. Um policial me pediu para reduzir e eu obedeci. Baixei o vidro e perguntei o que estava acontecendo. O nível de stress dele era muito alto, ele falava comigo diretamente do inferno, o coração em guerra. Outros dois policiais vieram gritando, os fuzis apontados para mim; não sei se me reconheceram ou não, mas com a mesma violência com que me pararam, me mandaram ir embora, xingando e berrando em seu estado de guerra. Quando eu voltava a acelerar e antes de entender o que estava acontecendo, um estampido no meu carro me congelou. “Isso é um tiro?” Os próximos vários confirmaram que sim. Abaixei a cabeça e enfiei o pé no acelerador como se tudo no mundo fosse tiro e pedal. Enquanto meu pé e meu coração aceleravam, minha sensação física era de “não precisa ser assim”. De fato, não precisa. Acelerei sem fim até me ver longe dali, o corpo em choque, a cabeça caçando sentido, como se houvesse algum nessa barbárie cotidiana que é o Rio, minhas mãos trêmulas. Só depois de respirar fundo percebi o buraco de bala no para-brisa do meu carro e minha blusa molhada. “Meu Deus. Eu levei um tiro?” Me apalpei até encontrar o furo ensanguentado no meu braço. Sim, uma bala rasgou meu braço e deixou uns estilhaços ali, carimbo metalizado da violência urbana. Um pequeno pedaço de metal e morte que podia ter cruzado meu peito ou minha cabeça, um lembrete da nossa frágil condição de gente. Eu to legal. To muito feliz por não ter morrido, sério. Tem muita coisa pra fazer por aqui, muita coisa para ver e muita, muita coisa para consertar. Muito obrigado por todas as mensagens, to mais solicitado que no meu aniversário, rs. Vocês são lindos, são lindos demais. Espero que essa história infelizmente cotidiana nos inspire a desconstruir nossa agressividade diante da vida. É hora de desarmar e amar. Uma publicação compartilhada por Ícaro (@icsilva) em 5 de Set, 2018 às 9:58 PDT
Christopher Lawford (1955 – 2018)
Morreu o ator Christopher Lawford, que apareceu em filmes como “O Exterminador do Futuro 3: A Rebelião das Máquinas” (2003) e “13 Dias que Abalaram o Mundo” (2000). Ele tinha 63 anos e faleceu após passar mal em uma aula de ioga na noite da terça-feira (4/9). A causa da morte só será determinada após uma autópsia. Christopher era filho do famoso ator Peter Lawford (do “Onze Homens e um Segredo” original), um dos integrantes da “rap pack” de Frank Sinatra, e de Patricia Kennedy, irmã do ex-presidente John F. Kennedy. E só começou a carreira artística após superar a fama negativa de ser o herdeiro drogado dos Kennedy. Em sua autobiografia, ele descreveu sua luta contra o vício em remédios e álcool. Sóbrio desde 1984, Lawford se tornou ativista por melhores centros públicos de tratamento para usuários de drogas e, durante o governo de Arnold Schwarzenegger na Califórnia, foi um dos diretores do Conselho de Saúde Pública do estado. Lawford só estreou no cinema em 1988, no elenco “Clube do Suicídio”. Dois anos depois, atuou ao lado de Sean Connery e Michelle Pfeiffer em “A Casa da Rússia”, e entre 1992 e 1995 apareceu na novela americana “All My Children”. Ele também trabalhou em dois filmes com Arnold Schwarznegger. Além do citado “Exterminador do Futuro”, contracenou com seu futuro chefe no governo da Califórnia em “O 6º Dia” (2000). E participou de um longa sobre seu tio mais famoso, “13 Dias que Abalaram o Mundo”, centrado na crise de mísseis de Cuba de 1962, que quase deu início à 3ª Guerra Mundial. Outros filmes no currículo de Lawford incluem “The Doors” (1991), “Rede de Corrupção” (2001), “Desafiando os Limites” (2005) e “Um Sonho Dentro de um Sonho” (2007). Seu último trabalho no cinema foi o drama “Eavesdrop” (2008).
Beatriz Segall (1926 – 2018)
A atriz Beatriz Segall morreu nesta quarta-feira (5/9), aos 92 anos, no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, em consequência de problemas respiratórios. Ela marcou a história da TV brasileira com uma das maiores vilãs já vistas numa novela, Odete Roitman, a personagem mesquinha, vaidosa e arrogante de “Vale Tudo” (1988), principal sucesso de sua carreira – e de todos os envolvidos na produção, inclusive o autor Gilberto Braga. Mas para chegar lá, teve que lutar contra a própria família, que não queria vê-la seguir carreira de atriz. Fazer teatro nos anos 1950 era algo mal visto para mocinhas da classe média como Beatriz de Toledo, seu nome de batismo. Ela só virou Beatriz Segall após se destacar na companhia teatral Os Artistas Unidos, da atriz francesa Henriette Morineau, receber uma bolsa do governo francês para cursar língua e teatro na Sorbonne, em Paris, e lá conhecer, se apaixonar e se casar com Mauricio Segall, filho do famoso pintor Lasar Segall. O casamento aconteceu em 1954 e também a transformou em mãe de três filhos, entre eles o diretor de cinema Sérgio Toledo (que fez “Vera”, longa de 1986 que valeu a uma estreante Ana Beatriz Nogueira o Urso de Ouro de melhor atriz em Berlim). A maternidade afastou-a da carreira artística até 1964, quando substituiu Henriette Morineau em “Andorra”, do Teatro Oficina, dirigida por José Celso Martinez Corrêa. O acirramento trazido pelo golpe militar no período fez com que o teatro se tornasse uma opção de vida, inspirando o projeto de reerguer, ao lado do marido, o Theatro São Pedro, em São Paulo. Mas a preferência por peças de teor político acabou colocando os Segall na lista daqueles considerados subversivos, o que culminou na prisão e tortura de Mauricio em 1970, supostamente por sua ligação com a ANL, grupo que aderiu à luta armada contra o regime militar. Com a carreira voltada ao teatro e pouca experiência em cinema (onde estreou em 1951, em “A Beleza do Diabo”, do francês Romain Lesage), Beatriz teve sua trajetória completamente alterada ao ser escalada para a primeira novela das 20h de Gilberto Braga. Ao viver a Celina de “Dancin Days” (1978), ela conheceu o sucesso de massa e reinventou sua trajetória como estrela da Globo. “Até fazer ‘Dancin Days’, eu execrava televisão. Achava tudo muito pobre, sem recursos. A partir de ‘Dancin Days’ me dei conta de que não podia mais ignorar o veículo, a TV tinha melhorado muito”, comentou dez anos depois, em entrevista ao jornal O Globo. A partir do verdadeiro fenômeno cultural que foi “Dancin Days”, influenciando música, moda e comportamento, Beatriz passou a emendar uma novela atrás da outra. Seguiram-se papéis em “Pai Herói” (1979), “Água Viva” (1980), “Sol de Verão” (1982), “Champagne” (1983), “Carmen” (1987), “Barriga de Aluguel” (1990), “De Corpo e Alma” (1992), “Sonho Meu” (1993) e “Anjo Mau” (1997), além de, claro, a famosa Odete Roitman de “Vale Tudo” (1988). A vilã virou ícone por representar o desprezo da elite contra os mais pobres. Mas apesar das maldades, Beatriz adorava as frases escritas por Gilberto Braga, em que destilava também algumas verdades sobre o país. “A Odete diz coisas que são consideradas impatrióticas, mas que são verdades”, disse na época, na entrevista já citada. “Isso provoca alguns tipos de ações ou reações”, acrescentou, explicando que, por causa disso, “todo mundo se envolveu muito com a Odete Roitman”. Mas a maldita era tão odiada que acabou assassinada na trama. No entanto, isto só ajudou a entronizá-la no inconsciente coletivo nacional. O mistério noveleiro em torno de quem matou Odete Roitman chegou a parar o Brasil. O sucesso na TV lhe deu grande visibilidade. Até a filmografia curta deu uma espichada, e com papéis em filmes históricos como “Os Amantes da Chuva” (1979), de Roberto Santos, “Pixote: A Lei do Mais Fraco” (1981), de Hector Babenco, e “Romance” (1988), de Sergio Bianchi. O ritmo de trabalho só foi diminuir nos anos 2000, quando o hiato entre as novelas aumentou e ela se dedicou cada vez mais ao teatro. Mesmo assim, fez “O Clone” (2001), “Esperança” (2002), “Bicho do Mato (2006) e “Lado a Lado” (2012), além dos filmes “Desmundo” (2002) e “Família Vende Tudo” (2011), ambos de Alain Fresnot. Em 2013, a atriz caiu em um buraco em uma calçada do bairro da Gávea, no Rio, machucando-se seriamente. Na ocasião, ela chegou a receber uma ligação e um pedido de desculpas do prefeito Eduardo Paes. Mas isso impactou sua carreira e ela só foi voltar a interpretar um último papel dramático na TV em 2015, no primeiro episódio da série “Os Experientes”, da Globo. Apesar da saída de cena definitiva, Beatriz continua no ar até hoje, eternizada como Odete Roitman pelo canal pago Viva, que está reprisando “Vale Tudo”. E não só a personagem, como a própria trama da novela permanece assustadoramente atual. Passados 30 anos, o Brasil ainda mostra a mesma cara de 1988. Aguinaldo Silva, que ajudou a escrever “Vale Tudo”, despediu-se da amiga com uma reflexão, em depoimento para O Globo. “Beatriz foi uma grande atriz de teatro também, mas ficou conhecida pelas figuras mágicas que interpretou na TV. Ela era completamente diferente dos personagens que fazia, mas sabia fazer uma vilã muito bem. Odete Roitman, criação genial do Gilberto, está marcada entre as cinco maiores vilãs da TV brasileira. O trabalho dela foi meticuloso ao longo da vida, e talvez não tenha sido reconhecida como merecia, embora respeitada. A vida segue e as vilãs renascem, mas Odete será sempre inesquecível.
Franquia Law & Order vai ganhar nova série centrada em crimes de ódio
A franquia “Law & Order”, uma das mais longevas da televisão americana, vai voltar a se expandir com uma nova série. A rede NBC encomendou a produção da 1ª temporada de “Law & Order: Hate Crimes”. Como o título indica, desta vez as tramas vão acompanhar uma força-tarefa de combate aos crimes de ódio em Nova York. A unidade realmente existe e investiga denúncias de discriminação e casos de ataques violentos que tenham motivações preconceituosas. Assim como todos os derivados da franquia, a nova série é uma criação de Dick Wolf, o veterano produtor que lançou a primeira “Law & Order” em 1990. Desta vez, ele contou com ajuda de Warren Leight, ex-showrunner de “Law & Order: Special Victims Unit”. “Assim como acontece com todas as minhas séries, eu quero mostrar o que está realmente acontecendo nas nossas cidades, colocar os holofotes sobre as vítimas, e mostrar que a justiça pode prevalecer”, comentou Wolf em comunicado oficial sobre o projeto. “Quando ‘Special Victims Unit’ começou, poucas pessoas se sentiam bem para denunciar crimes de natureza sexual, mas quando trazemos essas histórias para a TV, um diálogo começa. É isso que espero poder fazer também com ‘Hate Crimes’, em um mundo no qual crimes de ódio são tão comuns”. O spin-off será introduzido durante um episódio especial da próxima temporada de “Law & Order: SVU” (Special Victims Unit), que é a última série remanescente da franquia, exibida desde 1999. A atração estrelada por Mariska Hargitay está a caminho de sua 20ª temporada, mesmo número alcançado pela “Law & Order” original, que ficou no ar entre 1990 e 2010. Além desses dois títulos, a franquia também exibiu “Law & Order: Criminal Intent” (2001-2011), “Law & Order: Trial By Jury” (2005-2006), “Law & Order: UK” (2009-2014), “Law & Order: Los Angeles” (2010-2011) e “Law & Order: True Crime” (2017). Dick Wolf também é criador de outra franquia bem-sucedido na mesma rede, que reúne as séries “Chicago Fire”, “Chicago PD” e “Chicago Med”. A 1ª temporada de “Law & Order: Hate Crimes” terá 13 episódios, que devem ir ao ar em 2019.












