Elza Soares (1930-2022)
A cantora Elza Soares morreu na tarde desta quinta (20/1) de causas naturais em sua casa, no Rio de Janeiro, aos 91 anos de idade. “Ícone da música brasileira, considerada uma das maiores artistas do mundo, a cantora eleita como a Voz do Milênio teve uma vida apoteótica, intensa, que emocionou o mundo com sua voz, sua força e sua determinação”, definiu perfeitamente a assessoria de imprensa da artista, no comunicado sobre seu falecimento. Elza Gomes da Conceição Soares foi realmente uma das maiores cantoras da música brasileira, iniciando a carreira no samba no final dos anos 1950, e praticamente lançando a cena do sambalanço com “Se Acaso Você Chegasse”, em 1959. A fase áurea da cantora inclui discos obrigatórios da música brasileira, como “O Samba é Elza Soares” (1961), “Sambossa” (1963) e “Na Roda do Samba” (1964). Mas ela sofreu muito quando seu relacionamento com Mané Garrincha se tornou público. Foi vítima de um dos primeiros cancelamentos da música brasileira, oprimida por uma sociedade conservadora que a acusou de ter acabado com o casamento do jogador, mesmo os dois tendo oficializado a união. Para piorar, Elza era desquitada, situação malvista numa época em que nem divórcio era permitido no país. Ela chegou a ser impedida de realizar um show na Mangueira, tendo que fugir disfarçada para evitar agressões, reação alimentada por radialistas que incentivavam a quebra do disco da música em que ela cantava “Eu Sou a Outra”… Até o DOPS, a polícia da repressão, invadiu sua casa à noite, rendeu todos os moradores, revirou o interior do imóvel e executou o mainá de estimação de Garrincha, sem dar explicações. A casa também foi alvo de tiros. A situação abateu sua ascendente carreira cinematográfica. Muitos não lembram, mas Elza participou de muitas filmes brasileiros no começo dos anos 1960, como o musical “Briga, Mulher e Samba” (1960), o drama criminal “A Morte em Três Tempos” (1964) e as comédias “O Vendedor de Linguiça” (1962) e “O Puritano da Rua Augusta” (1964), ambas estreladas por Mazzaropi. A cantora seguiu gravando discos, como o sensacional “Elza Pede Passagem” (1972), sem que repercutissem como antigamente. Mas após o popular Mazzaropi a levar de volta ao cinema em “Um Caipira em Bariloche” (1973), ela mudou o repertório e voltou a fazer sucesso com gravações que exaltavam escolas de samba do Rio, como “Salve a Mocidade” e “Bom dia, Portela” (ambas de 1974). Seguiu lançando sambas tradicionais e emplacou dois novos hits: “Pranto Livre” (1974) e “Malandro” (1976). Mas a situação doméstica voltou a chamar mais atenção que a arte. Muitos se ressentiram, ironicamente, por Elza virar alvo de violência doméstica. O fato de o ídolo Garrincha, herói da Copa do Mundo de 1962, provar-se um marido violento, que sofria de alcoolismo e agredia a esposa, teria pesado contra a vítima. Já era a segunda experiência negativa de Elza com casamento, após ser forçada a se casar com o homem que tentou abusá-la na adolescência – seu pai acreditava que só assim sua honra estaria salva. Ela se divorciou de Garrincha em 1982, um ano antes do ex-jogador morrer de cirrose hepática, mas nem isso a tirou do ostracismo. Elza teria até pensado em desistir de cantar, diante das inúmeras portas fechadas para seu talento, quando literalmente bateu na porta de Caetano Veloso, num hotel de São Paulo, para pedir ajuda. Caetano prontamente convidou para Elza participar da gravação do samba-rap “Língua” no álbum “Velô” (1984) e do filme que ele dirigiu, “Cinema Falado”, lançado em 1986. “Língua” apresentou uma Elza Soares moderna e conquistou uma nova geração que não tinha compromisso com o conservadorismo. Ela abraçou esse público com seu disco menos voltado ao samba, “Somos Todos Iguais” (1985), que tinha até composição de Cazuza. Ela também gravou um rock com Lobão, “A Voz da Razão”, no disco “O Rock Errou” (1986), do cantor. Reconstruindo a carreira, passou o final dos anos 1980 nos EUA, se apresentando em vários shows no país. Mas na década seguinte só lançou um disco de estúdio, voltando a sofrer boicote da indústria fonográfica nacional, que passou a valorizar outras tendências. Precisou recomeçar tudo de novo, numa terceira fase no século 20, quando apresentou seu disco mais moderno e radical, “Do Cóccix Até o Pescoço” (2002), indicado ao Grammy Latino. O álbum espetacular, criado sob a sombra de uma queda e cirurgias que afetaram sua capacidade de locomoção, marcou com letras impactantes como “A carne mais barata do mercado é a carne preta” (“Carne Preta”). Foi seguido por um disco influenciado pela música eletrônica, “Vivo Feliz” (2003), e uma participação no filme “Chega de Saudade” (2008), no qual ela também cantou a trilha sonora. Mas logo veio outro hiato comercial. O lançamento de “A Mulher do Fim do Mundo” (2015) só foi viabilizado com recursos financeiros do Natura Musica, mas mostrou como Elza continuava a representar a vanguarda musical brasileira, misturando todos os ritmos. Graças à aclamação crítica do álbum, que venceu o Grammy Latino e colocou a faixa-título na série “3%”, ela encontrou uma rara estabilidade no final da carreira, fechando contrato com a Deckdisc para lançar dois discos consecutivos, “Deus É Mulher” (2018) e “Planeta Fome” (2019). Em 2018, Elza virou tema de documentário, “My Name is Now, Elza Soares”, cuja trilha foi vencedora do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. A consagração continuou em 2020, quando virou samba enredo da Mocidade Independente de Padre Miguel, “Elza Deusa Soares”, e participou como homenageada do desfile da escola de seu coração no Carnaval do Rio. Mostrando a continuidade de seu diálogo com as diferentes tribos da música brasileira, ela ainda lançou no mesmo ano uma nova versão do hit “Comida” com os Titãs. Sua última mensagem nas redes sociais, publicada nesta quinta, foi de apoio e torcida para a cantora Linn da Quebrada no “BBB 22”. A morte da cantora aconteceu exatos 39 anos depois de Garrincha, que também morreu no dia 20 de janeiro, em 1983.
Lady Gaga e Salma Hayek filmaram cena de sexo para “Casa Gucci”
Lady Gaga revelou que “Casa Gucci” originalmente teria uma cena de sexo entre sua personagem Patrizia Reggiani e Pina, vivida por Salma Hayek. “Tem todo um lado do filme que vocês não viram, no qual Pina [Salma Hayek] e eu desenvolvemos um relacionamento sexual”, contou Gaga durante uma exibição especial do filme para eleitores da temporada de premiações, segundo registro do site Collider. As cenas foram filmadas e ela não descarta que possam aparecer eventualmente. “Edição do diretor, quem sabe?”, provocou a cantora. “Mas essa é uma prova da direção de Ridley Scott, porque ele nos permitiu ir lá. Lembro de estar no set com Salma e pensando ‘então, depois da morte do Maurizio [Adam Driver], talvez… a coisa fique quente?'”. Presente no evento, Salma Hayek confirmou. “Vocês acham que ela está brincando?”, disse, arrancando risos da plateia. Quanto à mencionada edição do diretor, o próprio Ridley Scott já tinha indicado que um projeto neste sentido estava em andamento. Falando ao podcast ReelBlend no ano passado, ele sugeriu que queria fazer uma nova versão do filme, mas não a definiu como “uma edição do diretor”. “Será uma versão estendida”, explicou. O papel de Lady Gaga em “Casa Gucci” representou o primeiro projeto da cantora no cinema desde “Nasce Uma Estrela” (2018), que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz – além da conquista do troféu de Melhor Canção Original por “Shallow”. O filme aborda o maior escândalo dos bastidores da grife Gucci, centrado em Maurizio Gucci, vivido por Adam Driver (“Star Wars: A Ascensão Skywalker”), e sua esposa Patrizia Reggiani, personagem de Lady Gaga. Eles foram casados por 12 anos, entre 1973 e 1985, e tiveram duas filhas. Até o herdeiro milionário da grife de moda trocar Patrizia por uma mulher mais nova – disse que ia viajar a negócios e nunca mais voltou. Abandonada, Reggiani assinou o divórcio em 1991 e no ano seguinte passou por problemas de saúde, precisando retirar um tumor do cérebro. Como vingança, encomendou o assassinato do ex-marido a um matador profissional. O elenco grandioso de “Casa Gucci” também inclui Jeremy Irons (“Watchmen”), Al Pacino (“O Irlandês”), a mencionada Salma Hayek (“Dupla Explosiva 2: E a Primeira-Dama do Crime”) e Jared Leto (“Esquadrão Suicida”), que aparece careca e irreconhecível graças a uma pesada maquiagem. Além de ter um bom desempenho nas bilheterias, “Casa Gucci” tem se saído surpreendentemente bem no circuito de prêmios, colecionando reconhecimento de premiações da crítica e até do SAG Awards, o troféu do Sindicato dos Atores. Mas nem todo mundo é fã. O estilista cineasta Tom Ford, interpretado no filme por Reeve Carney, descreveu-o como enfaticamente “exagerado”.
Diretor de “Não Olhe para Cima” se diverte com meteorito que caiu em Minas Gerais
O diretor e roteirista Adam McKay, responsável pelo sucesso da Netflix “Não Olhe para Cima”, ficou chocado ao descobrir que o meteorito que caiu recentemente em Minas Gerais foi colocado à venda na internet após ser encontrado e higienizado com detergente. “Brasil, eu vou ter que fazer outro filme”, publicou ele em português no Twitter, se divertindo com a situação. Na sequência, ele ainda perguntou se o brasileiro já havia encontrado algum comprador. Não é a primeira vez que McKay comenta sobre o Brasil em relação a “Não Olhe para Cima”, filme sobre um meteoro que ameaça destruir a Terra. Depois que um ministro do governo Bolsonaro disse que a metáfora do meteoro se referia ao PT, ele rebateu nas redes sociais: “Só para deixar claro, Bolsonaro definitivamente diria para as pessoas não olharem para cima. Sem discussões!”. kkkkkk Brasil, eu vou ter que fazer outro filme https://t.co/9WwBKowPZ1 — Adam McKay (@GhostPanther) January 20, 2022 Já vendeu? https://t.co/hvKMlTWscL — Adam McKay (@GhostPanther) January 20, 2022
Netflix anuncia continuações de “A Fuga das Galinhas” e “Wallace & Gromit”
A Netflix divulgou nesta quinta (20/1) o título oficial e a previsão de lançamento da continuação da premiada animação “A Fuga das Galinhas”. Para aproveitar, ainda confirmou o projeto de uma nova aventura de “Wallace & Gromit”. As produções fazem parte de um acordo com o estúdio Aardman, responsável pelos dois títulos clássicos. Ainda com título exclusivamente em inglês, “Chicken Run: Dawn of the Nugget”, a continuação de “A Fuga das Galinhas” tinha sido anunciada durante o Festival de Annecy de 2020, durante a celebração de 20 anos do filme original. Grande sucesso de crítica e maior bilheteria de uma animação em stop-motion de todos os tempos, “A Fuga das Galinhas” contava a história de um grupo de galinhas que tenta fugir do galinheiro para não virar torta. O primeiro longa foi assinado pelos lendários inovadores do stop-motion da Aardman, Peter Lord (“Piratas Pirados!”) e Nick Park (“Wallace & Gromit: A Batalha dos Vegetais”), que agora serão apenas produtores. Desta vez, a direção é de Sam Fell (“ParaNorman”), que estreia no estúdio britânico Aardman após brilhar no americano Laika. São apenas os dois estúdios mais proeminentes da animação com massinhas do mundo. A volta dos dubladores originais, que incluíam Mel Gibson (“Coração Valente”) como Rocky, o galo que inspirava a fuga do título, foi descartada e a atriz inglesa Julia Sawalha (“Absolutely Fabulous”), que dublou a galinha Ginger em 2000, publicou uma carta aberta nas redes sociais dizendo-se “devastada e triste” ao ser informada por seu agente de que não faria parte da continuação. No lugar dos atores originais, as vozes de Ginger e Rocky serão dubladas em inglês por Thandiwe Newton (“Westworld”) e Zachary Levi (“Shazam!”). Prevista para 2023, “Chicken Run: Dawn of the Nugget” deve mostrar a ilha onde as galinhas se refugiaram após fugirem dos humanos e apresentar Molly, filha de Ginger e Rocky. Quando uma nova ameaça surge, Ginger é forçada a colocar as galinhas de volta à ação. Já o novo filme do excêntrico inventor Wallace e seu fiel cachorro Gromit ainda não tem título e encontra-se em fase inicial de produção. O filme vai se centrar na preocupação de Gromit de que Wallace se tornou excessivamente dependente de suas invenções. A situação se complica quando Wallace inventa um “gnomo inteligente” que parece desenvolver uma mente própria. À medida que os eventos saem do controle, cabe a Gromit salvar Wallace, que pode nunca mais ser capaz de inventar. A produção será o primeiro filme de “Wallace & Gromit” desde o curta “Uma Questão de Miolo e Morte”, vencedor do BAFTA (o Oscar britânico) de 2008. E pra esse anúncio ficar ainda melhor: uma sequência de Wallace & Gromit também está chegando por aqui em 2024. PODE ME ENCHER DE FILME DE MASSINHA QUE TÁ POUCO. pic.twitter.com/qLwOl1ocpM — netflixbrasil (@NetflixBrasil) January 20, 2022
2ª temporada de “Rebelde” estreia ainda este ano na Netflix
A Netflix anunciou que a 2ª temporada de “Rebelde” será lançada ainda em 2022. A novidade foi divulgada nas redes sociais da plataforma, com indicação de que novos alunos chegarão na escola Elite Way. Um nome já confirmado é o do cantor mexicano Saak. A série atualiza o universo da novela mexicana homônima de 2004 com uma trama típica de mistério teen, à moda de “Pretty Little Liars”, e competições musicais que viraram moda depois de “Glee”. Na continuação, os estudantes da Elite Way viram “pop stars de dia e justiceiros na noite”, enquanto disputam um concurso musical do colégio com sua banda e tentam descobrir quem está por trás de trotes violentos e atentados na escola. O elenco destaca a brasileira Giovanna Grigio (“As Five”), o argentino Franco Masini (“Riviera”), o colombiano Jeronimo Cantillo (“Verdade Oculta”) e diversos astros jovens mexicanos, como o cantor Sergio Mayer Mori, Azul Guaita (“Sobe na Minha Moto”), Alejandro Puente (“El Club”) e as estreantes Andrea Chaparro e Lizeth Selene – que, além de atuar, também cantam músicas originais e releituras de “clássicos” do grupo RBD. A data exata da estreia dos novos episódios não foi revelada. @gigi_grigio, como estão suas notas? pic.twitter.com/JN23BQcoIb — netflixbrasil (@NetflixBrasil) January 20, 2022
Equipe das redes sociais de Linn da Quebrada é composta só por travestis
A equipe que administra as redes sociais de Linn da Quebrada, participante do “BBB 22” que entrou no programa nesta quinta (20/1), é composta exclusivamente por travestis. São cinco administradoras monitorando as principais redes da atriz: Instagram, Twitter e TikTok. A própria equipe revelou nas redes sociais que “Linn ficou muito feliz de que todas as ADMs são travestis”. O perfil da cantora e atriz ainda acrescentou que o grupo é formado ao todo por 20 pessoas, contando com assessores e consultores jurídicos. Com sete anos de carreira e dois álbuns lançados, repletos de músicas sobre identidade de gênero, Linn é um dos maiores ícones da representatividade LGBTQIAP+ brasileira. Ela também estrelou três filmes e está no elenco de duas séries de sucesso, “Manhãs de Setembro” na Amazon e “Segunda Chamada” na Globo. Sua entrada na casa mais vigiada do Brasil foi adiada porque testou positivo para covid-19. Seguindo os protocolos, ela e outros integrantes do grupo Camarote – Jade Picon e Arthur Aguiar – que também testaram positivo para a doença ficaram confinados em um hotel em quarentena até serem liberados para entrar oficialmente no programa nesta quinta. Até o momento, temos 5 ADMs. Todas são travestis. Nossa equipe conta com 20 pessoas. Linn ficou muito feliz de que todas as ADMs são travestis 🧜🏽♀️🤎 — Linn da Quebrada 🧜🏽♀️ (@linndaquebrada) January 18, 2022 📹 reprodução rede globo LINN DA CHEGADA — Linn da Quebrada 🧜🏽♀️ (@linndaquebrada) January 20, 2022
“Eduardo e Mônica” é principal estreia dos cinemas
Após vários adiamentos, o filme “Eduardo e Mônica”, baseado na canção homônima da banda Legião Urbana, finalmente chega aos cinemas brasileiros. Principal lançamento da semana, chega junto do thriller “As Agentes 355” em distribuição ampla, enquanto o circuito limitado recebe a premiada dramédia polonesa “Eu Não Choro”. Confira mais detalhes e os trailers das estreias desta quinta (20/1) logo abaixo. EDUARDO E MÔNICA Gabriel Leone (novela “Os Dias Eram Assim”) e Alice Braga (“A Rainha do Sul”) dão vida ao casal que ficou conhecido pela música cantada por Renato Russo em 1986. Um casal tão diferente que não poderia dar certo, mas deu. Ao mesmo tempo, a trama se dedica à refletir esta romantização das diferenças, mostrando que a realidade é dura para os românticos incorrigíveis. Premiado como Melhor Filme Internacional no Festival de Edmonton, do Canadá, o romance moderno tem direção de René Sampaio, que já tinha levado outra música da Legião Urbana para o cinema, “Faroeste Caboclo” (2013). Por sinal, o elenco coadjuvante inclui um integrante da adaptação anterior, Fabricio Boliveira – além de Victor Lamoglia (“Socorro! Virei uma Garota”), Otávio Augusto (“Hebe”), Bruna Spinola (“Impuros”) e Ivan Mendes (“Me Chama de Bruna”). AS AGENTES 355 Embora se venda como um thriller de espionagem feminino, o filme na verdade é uma produção de ação genérica, destas que costumam fazer sucesso na Netflix, que usa o elenco encabeçado pela americana Jessica Chastain (“X-Men: Fênix Negra”), a alemã Diane Kruger (“Em Pedaços”), a mexicana/queniana Lupita Nyong’o (“Pantera Negra”), a espanhola Penélope Cruz (“Dor e Glória”) e a chinesa Fan Bingbing (“X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”) apenas como chamariz. Na trama, espiãs de diferentes agências internacionais resolvem se aliar para enfrentar um “inimigo invisível” em comum. Em teoria, a premissa promete uma aventura mundial, com cinco atrizes de primeira linha representando espiãs de agências internacionais rivais, que se unem para impedir que uma organização global lance o mundo no caos. Na prática, porém, o roteiro foi escrito por Theresa Rebeck (do infame “Mulher-Gato”) e a direção ficou a cargo de Simon Kinberg em seu segundo trabalho oficial na função (após o abissal “X-Men: Fênix Negra”). Fracasso de crítica (só 25% de aprovação no Rotten Tomatoes) e bilheteria nos EUA, o filme ainda rendeu reclamações por escalar Penélope Cruz novamente como colombiana, estendendo a tendência antiquada de Hollywood de dar a europeus papéis de latino-americanos. EU NÃO CHORO A dramédia ácida acompanha a viagem da adolescente rebelde Ola para a Irlanda, em busca do corpo do pai com quem não falava, para enterrá-lo em sua Polônia natal. Mais interessada em aproveitar o passeio para se divertir, ao lidar com a burocracia estrangeira à sua maneira, ela aos poucos passa a conhecer melhor seu pai. Vencedor de 10 prêmios internacionais, a maioria conquistados pela atriz Zofia Stafiej, o filme de 2020 abriu as portas do mercado para o diretor-roteirista Piotr Domalewski, que depois de seu lançamento criou a série “Sexify” e dirigiu o thriller criminal “Entre Frestas”, ambos para a Netflix.
Revolução americana movimenta trailer de “Outlander”
O canal pago americano Starz divulgou um novo pôster e o trailer completo da 6ª temporada de “Outlander”. A prévia explora a aflição da viajante do tempo Claire (Caitriona Balfe) por saber que a guerra da independência dos EUA está prestes a começar. Mantendo o costume de adaptar um livro da escritora Diana Gabaldon por temporada, o sexto ano seguirá a história de “Um Sopro de Neve e Cinzas” (2005) e vai encontrar Jamie (Sam Heughan) e Claire no lar que eles construíram em Fraser’s Ridge, na Carolina do Norte, em meio às tensões crescentes entre a coroa e o habitantes das colônias americanas, sabendo qual lado irá vencer. Uma das séries mais vistas da TV paga dos Estados Unidos, com média de 1,5 milhões de telespectadores ao vivo – que sobe para 5,8 milhões em todas as plataformas, “Outlander” já se encontra renovada para sua 7ª temporada. Isto indica que a série vai adaptar todos os oito livros da “Saga Outlander”, também conhecida pelo nome do primeiro volume, “A Viajante do Tempo”. A trama possui elementos de romance, sci-fi, história e aventura, e acompanha a enfermeira britânica Claire Randall, que sem querer viaja no tempo, ao entrar numa ruína celta nos anos 1940, que a conduz ao século 18, onde se apaixona por um jovem rebelde (Sam Heughan). Desde esse começo, a trama foi e voltou no tempo várias vezes, junto com a protagonista, alguns conhecidos e até parentes do futuro. A 6ª temporada vai estrear em 6 de março. No Brasil, a série é disponibilizada pelas plataformas Star+ e Netflix.
Continuação de “Crush à Altura” ganha trailer
A Netflix divulgou o trailer de “Crush à Altura 2”, continuação da comédia romântica de 2019. A prévia ensina que para atingir maiores conquistas é preciso superar maiores inseguranças. Depois de superar os traumas causados por ser a garota mais alta da escola, Jodi (Ava Michelle) agora enfrenta o desafio de superar seus bloqueios em relação ao tamanho de seu talento artístico. E no meio disso, como se trata de uma produção juvenil da Netflix, ela ainda se envolve num triângulo amoroso. O elenco também conta com a volta de Sabrina Carpenter (“Garota Conhece o Mundo”), Griffin Gluck (“Vândalo Americano”), Luke Eisner (que viveu o cantor Evan Dando em “Os Goldbergs”), Anjelika Washington (“Star Girl”) e os adultos Angela Kinsey (série “The Office”) e Steve Zahn (“The Crossing”) como os pais de Jodi. Já a principal novidade é Jan Luis Castellanos (“13 Reasons Why”). “Crush à Altura 2” estreia em 11 de fevereiro.
Jared Leto é empresário megalomaníaco no trailer de “WeCrashed”
A Apple TV+ divulgou o trailer de “WeCrashed”, minissérie estrelada pelos vencedores do Oscar Jared Leto (“Clube de Compra Dallas”) e Anne Hathaway (“Os Miseráveis”). A produção retrata a ascensão ambiciosa e a queda inevitável da WeWork, cujo conceito de espaços de trabalho compartilhados flexíveis chegou fazê-la ser considerada uma das startups mais valiosas do mundo. Leto interpreta o fundador da WeWork, Adam Neumann, e Hathaway vive sua esposa e co-fundadora do negócio, Rebekah Newmann, narcisistas cujo amor caótico tornou tudo possível. Os dois atores também são produtores executivos da série, junto com os diretores John Requa e Glenn Ficarra (de “Golpe Duplo” e “Amor a Toda Prova”), responsáveis pela direção dos episódios, e os roteiristas Lee Eisenberg (criador de “Little America”) e Drew Crevello (produtor de “O Grito 2”), que conceberam a atração – baseada no podcast “WeCrashed: The Rise and Fall of WeWork”. A estreia está marcada para 18 de março.
Brasil tem seis filmes na programação do Festival de Berlim
O Festival de Berlim anunciou a programação de sua edição de 2022 com grande representação brasileira. São seis títulos. Só que nenhum na mostra principal. Na principal mostra paralela, a Panorama, o destaque é “Fogaréu”, drama de Flávia Neves, estrelado por Bárbara Colen, sobre estruturas coloniais e desigualdade que resistem no interior do Brasil. Na Forum, são dois longas. “Mato Seco em Chamas”, codirigido por Adirley Queirós e pela portuguesa Joana Pimenta, mostra o contraste entre a realidade de mulheres de Ceilândia e a venda de petróleo encontrado sob a cidade, enquanto “Três Tigres Tristes”, de Gustavo Vinagre, aborda a situação de jovens queer de São Paulo durante a pandemia de covid-19. Os demais títulos são curta-metragens: “O Dente do Dragão”, de Rafael Castanheira Parrode, que estará na mostra Forum Expanded, “Manhã de Domingo”, de Bruno Ribeiro, e “Se Hace Camino al Andar”, de Paula Gaitán. O festival vai começar em 10 de fevereiro com a exibição de “Peter von Kant”, em que o francês François Ozon faz uma homenagem ao mítico “As Lágrimas Amargas de Petra von Kant”, de Rainer Werner Fassbinder. Outros destaques da mostra competitiva são o novo filme do diretor sul-coreano Hong Sang-soo, “The Novelist’s Film”, a nova produção da francesa Claire Denis, “Both Sides of the Blade”, e o segundo longa solo do italiano Paolo Taviani após a morte do irmão, “Leonora Addio”. O cineasta M. Night Shyamalan será o presidente do júri que entregará o Leão de Ouro ao melhor da competição. Veja abaixo a lista dos filmes que disputarão o prêmio. Mostra Competitiva “A E I O U: A Quick Alphabet of Love” (França/Alemanha), de Nicolette Krebitz “A Piece of Sky” (Suíça/Alemanha), de Michael Koch “Alcarràs” (Espanha/Itália), de Carla Simón “Before, Now & Then” (Indonésia), de Kamila Andini “Both Sides of the Blade” (França), de Claire Denis “Call Jane” (Estados Unidos), de Phyllis Nagy “Everything Will Be OK” (França/Camboja), de Rithy Panh “Leonora Addio” (Itália), de Paolo Taviani “One Year, One Night” (Espanha/França), de Isaki Lacuesta “Peter von Kant” (França), de François Ozon “Rabiye Kurnaz vs. George W. Bush” (Alemanha/França), de Andreas Dresen “Return to Dust” (China), de Li Ruijun “Rimini” (Áustria/França/Alemanha), de Ulrich Seidl “Robe of Gems” (México/Argentina/Estados Unidos), de Natalia López Gallardo “That Kind of Summer” (Canadá), de Denis Côté “The Line” (Suíça/França/Bélgica), de Ursula Meier “The Novelist’s Film” (Coreia do Sul), de Hong Sang-soo “The Passengers of the Night” (França), de Mikhaël Hers
Robert Pattinson vai estrelar novo filme do diretor de “Parasita”
O primeiro filme de Bong Joon Ho após fazer história no Oscar com “Parasita” será uma superprodução hollywoodiana estrelada por Robert Pattinson, o novo Batman do cinema. Segundo apurou o site Deadline, o projeto é uma ficção científica intitulada “Mickey7”. Trata-se da adaptação do livro homônimo e ainda inédito do escritor Edward Ashton. Com lançamento marcado para 15 de fevereiro, o livro acompanha um clone descartável que integra um esforço de colonização do mundo de gelo Niflheim. Sempre que há uma missão muito perigosa – até mesmo suicida – a equipe se volta para Mickey. Depois que uma iteração morre, um novo corpo é regenerado com a maioria de suas memórias intactas. Após seis mortes, Mickey7 entende os termos de seu acordo. Só que ele sobrevive e, ao retornar à base, descobre um novo clone em seu lugar, Mickey8. Como a ideia de clones duplicados é universalmente odiada, ele sabe que, se for pego, será imediatamente reciclado. Mas o segredo de sua sobrevivência pode ser a única forma de salvar a missão em Niflheim. De acordo com o Deadline, Joon Ho se aproximou do projeto no final do ano passado e entrevistou vários candidatos a protagonista antes de se decidir por Pattinson. Os dois estão em estágio de negociação de contratos com a Warner Bros., que vai financiar as filmagens. Brad Pitt e sua produtora Plan B também estão à bordo do projeto, que ainda não tem cronograma de produção conhecido.
“Pantera Negra 2” tem filmagens suspensas por contágio de covid-19
As filmagens de “Pantera Negra: Wakanda Forever” foram suspensas mais uma vez. De acordo com o site The Hollywood Reporter, parte da equipe e do elenco, incluindo a atriz Lupita Nyong’o, testaram positivo para covid-19. A produção tinha acabo de ser retomada após dois meses de paralisação devido a uma lesão sofrida pela atriz Letitia Wright. A expectativa é que os trabalhos sejam retomados em uma semana. O contágio no filme da Marvel reflete um elevado número de casos positivos de covid-19 nos sets das produções de Hollywood em 2022, com o avanço da variante ômicron, que tem resultado em seguidas suspensões de produções. Graças à exigência de vacinação pela maioria dos estúdios, os casos não tem sido graves.












