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  • Filme,  Música

    Meat Loaf (1947–2022)

    21 de janeiro de 2022 /

    O roqueiro Michael Lee Aday, conhecido como Meat Loaf, morreu na quinta-feira (20/1), aos 74 anos, cercado pela família. A causa da morte não foi revelada. Ele lançou um dos discos mais famosos do rock, “Bat Out of Hell”, de 1977, que se tornou um dos 10 álbuns mais vendidos de todos os tempos, com mais de 43 milhões de cópias comercializadas. As músicas foram concebidas em parceria com o compositor Jim Steinman como trilha de uma musical, uma versão futurística de “Peter Pan”. E o sucesso contínuo de “Bat Out of Hell” inspirou o cantor a estender o conceito numa trilogia, com os discos seguintes também vendendo milhões de cópias em todo o mundo. A conexão com o mundo dos espetáculos musicais não foi casual. A carreira no rock foi consequência de seu começo em produções do gênero. Sua performance na montagem de “Hair” em Los Angeles lhe rendeu seu primeiro contrato fonográfico com a Motown em 1971. Mas foi só seis anos depois, quando focou seu lado teatral no rock, que Meat Loaf estourou. Além da transição para roqueiro de sucesso, ele também trocou os palcos pelas telas. Foram mais de 60 papéis em filmes e séries, começando por sua participação no clássico musical “The Rocky Horror Picture Show”, em 1975 – repetindo papel que já tinha vivido no teatro. Meat Loaf chegou a protagonizar “Roadie” (1980), uma comédia musical de Alan Rudolph, e fazer par romântico com Cher em “Dead Ringer” (1982), batizado com o título de seu segundo álbum em parceria com Jim Steinman, mas a maioria de seus trabalhos no cinema foi como coadjuvante. A lista inclui alguns filmes cultuados, como “Quanto Mais Idiota Melhor” (1992), o improvável “O Mundo das Spice Girls” (1997), “Clube da Luta” (1999) e “Tenacious D – Uma Dupla Infernal” (2006). Nos anos 1990, ele voltou a liderar as paradas de sucesso com o hit “I’d Do Anything for Love (But I Won’t Do That)”, que ganhou um clipe dirigido por Michael Bay (“Transformers”). A música integrou o segundo volume da trilogia, “Bat Out of Hell II: Back Into Hell”, lançado em 1993. O capítulo final, por sua vez, só saiu em 2006. Depois disso, foi preciso mais um década para “Bat Out of Hell” completar seu círculo e ser finalmente transformado num musical de teatro, lançado no West End londrino em 2017. O cantor também vinha aparecendo como convidado de diversas séries nos últimos anos, incluindo “Glee”, “House” e “Elementary”, mas só foi ter um papel fixo numa atração televisiva em 2017, no terror “Ghost Wars”, que foi seu último trabalho nas telas. Sua postura conservadora e favorável ao Partido Republicano o afastou, pouco a pouco, de Hollywood. Ao se tornar um dos poucos roqueiros apoiadores de Donald Trump, praticamente caiu no ostracismo. Para complicar, passou por alguns problemas de saúde, principalmente nas cordas vocais. Ele sofreu vários desmaios durante apresentações nos últimos anos.

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  • Etc,  TV

    Sem vacina, atriz Elizangela fica em estado grave com sequelas da covid

    21 de janeiro de 2022 /

    A atriz Elizangela, que fez mais de 30 novelas na Globo, foi internada na quinta-feira (20/1), em Guapimirim, na Baixada Fluminense, em estado grave com sequelas respiratórias da Covid. Segundo a prefeitura, ela chegou passando muito mal ao Hospital Municipal José Rabello de Mello e quase teve que ser intubada. Radicalmente contra a vacinação, como deixa claro em suas redes sociais, a atriz de 67 anos não tomou nenhuma dose do imunizante contra a doença. A Prefeitura de Guapimirim informou que ela já tinha ido ao hospital na semana passada após se sentir mal. Na ocasião, foi atendida, medicada e teve alta. Entretanto, retornou à unidade em estado mais grave na quinta. Os médicos conseguiram estabilizá-la no CTI (Centro de Terapia Intensiva) e testes mais recentes apontaram que ela não tem mais o vírus da covid-19. Ainda é cedo, porém, para determinar a extensão dos danos causados pela infecção. Em dezembro de 2020, antes do início da vacinação no Brasil, Elizangela provocou revolta nas redes sociais ao publicar no Instagram uma imagem que dizia “penetração foçada sem consentimento é estupro” com o desenho de uma seringa. Na legenda, ela escreveu “meu corpo minhas regras”.​ O Brasil registrou nesta quinta-feira o segundo pior dia desde o início da pandemia de Covid-19 em registros de casos, com 168.060 infecções documentadas. Isso acontece após dois dias consecutivos de recordes de casos. Muitos famosos contraíram covid-19 neste início de ano. A maioria deles foi vacinada e relata sintomas leves ou nenhum sintoma.

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  • Série

    As 10 melhores séries lançadas na semana

    21 de janeiro de 2022 /

    De super-heróis a mafiosos, passando por seres humanos com problemas reais, a programação de séries está repleta de personagens envolventes. Gente do bem e gente absolutamente do mal, que garantem as maratonas do fim de semana. Confira abaixo 10 destaques entre os novos lançamentos de séries das plataformas de streaming.     AS WE SEE IT | AMAZON PRIME VIDEO   A nova série da Amazon é a melhor surpresa da semana. A trama gira em torno de três amigos autistas que decidem morar juntos, apesar de cada um deles manifestar uma forma de autismo diferente. Jack (Rick Glassman) é um programador de computação brilhante cuja capacidade de manter um emprego é prejudicada por sua completa falta de filtros. Violet (Sue Ann Pien) trabalha num Arby’s e quer tanto um namorado que se tornou vítima de todas as colunas de conselhos de amor já escritas. O menos independente do trio, Harrison (Albert Rutecki), sofre de agorafobia e não entende porque é inapropriado ser amigo do adolescente do apartamento de cima. Suas vidas são facilitadas por Mandy (Sosie Bacon), uma assistente social com notas baixas que impediram seu sonho de virar médica, e que muitas vezes parece ter mais problemas que eles. Adaptação da série israelense “On the Spectrum”, “As We See It” é a primeira produção americana sobre autismo interpretada por atores que se enquadram na condição. E o resultado é extremamente genuíno, capaz de fazer rir e comover, sem cair nos clichês que séries sobre “autistas” normalmente caem. Mais um acerto do produtor Jason Katims, responsáveis por clássicos emocionais como “Friday Night Lights” e “Parenthood”.     GOMORRA | HBO MAX   A HBO Max soltou de surpresa quatro das cinco temporadas da série italiana que redefiniu as produções mafiosas para TV. Porrada do começo ao fim, os episódios mostram o âmago apodrecido da Camorra, uma feroz organização criminosa napolitana liderada por Pietro Savastano. A história é contada através dos olhos do braço direito de Don Pietro, Ciro Di Marzio, cuja fé na “famiglia” é testada quando ele percebe até onde o chefão está disposto a ir para se manter poderoso. Desenvolvida por Roberto Saviano, autor do livro homônimo e de sua adaptação cinematográfica – o filme “Gamorra” (2008) – , a produção foi eleita a Melhor Série do Mundo durante seu lançamento no Festival de TV de Monte-Carlo. Exibida de 2014 a 2021, a trama rendeu um spin-off, o filme “O Imortal” (2019), que é sequência da 4ª temporada e também está disponível na plataforma.     OZARK | NETFLIX   O começo do fim, também conhecido como Parte 1 da 4ª e última temporada da série em que todos são maus caráteres, estabelece um clima de guerra iminente pelo controle do dinheiro do tráfico de drogas local. Criada por Bill Dubuque (roteirista de “O Contador”) e Mark Williams (diretor de “Um Homem de Família”), “Ozark” acompanha a família formada pelo contador Marty (Jason Bateman, de “Arrested Development”), sua mulher (Laura Linney, de “Sully: O Herói do Rio Hudson”) e seus filhos, que se mudam para a região remota do título, no interior dos Estados Unidos, após Marty se endividar com um cartel do narcotráfico mexicano. Lá, eles constroem seu próprio império criminal. A reviravolta do final coloca a ex-aprendiz local de Marty, vivida por Julia Garner (“The Americans”), recrutando o filho dele (Skylar Gaertner, o jovem Matt Murdock de “O Demolidor”) para suas atividades criminosas. As apostas são altas e o clima extremamente tenso deixa claro que ninguém está a salvo.     SERVANT | APPLE TV+   A 3ª temporada do terror produzido e dirigido pelo cineasta M. Night Shyamalan (“Tempo”) gira em torno de uma babá (Nell Tiger Free, de “Game of Thrones”), originalmente contratada para cuidar de uma criança recém-nascida. O detalhe é que o bebê morreu no parto e a família o substituiu por um boneco. Mas quando a babá some com o boneco, o arranjo conduz ao caos. Desde então, a história passou por uma reviravolta atrás da outra, inclusive com a chegada de um bebê de verdade e a descoberta de que a babá não era necessariamente a vilã da história. O elenco também destaca Toby Kebbell (o Messala de “Ben-Hur”) e Lauren Ambrose (“A Sete Palmos”, “Arquivo X”) como os pais e Rupert Grint (o Ron Weasley de “Harry Potter”) como o tio (irmão da personagem de Ambrose) do bebê.     RIVERDALE | NETFLIX   Os episódios da 5ª temporada mostram a formatura escolar dos personagens e registram um salto temporal, reencontrando Archie, Betty, Veronica, Jughead e companhia como adultos, lutando para salvar sua cidade de uma crise financeira causada por Hiram Lodge com objetivos escusos. Os episódios também marcaram a despedida de Mark Consuelos, intérprete do vilão, do elenco da produção.     SUPERMAN & LOIS | HBO MAX   A 2ª temporada começa com Superman (Tyler Hoechlin) dividido entre crises mundiais e problemas domésticos, que envolvem discussões com sua esposa (Elizabeth Tulloch) e os filhos adolescentes, Jonathan (Jordan Elass) e Jordan Kent (Alexander Garfin), sem saber que está prestes a enfrentar seu maior desafio: Apocalipse. O monstro indestrutível de outro mundo foi quem famosamente “matou” Superman nos quadrinhos. Criada por Todd Helbing (produtor executivo de “The Flash”) e pelo arquiteto do Arrowverso, Greg Berlanti, a série chega ao streaming em episódios semanais.     FAMÍLIA SEM RUMO | HBO MAX   A divertida comédia criada e estrelada por Jason Jones (“The Flight Attendant”) desembarca completa em streaming. São quatro temporadas com 90% de aprovação no Rotten Tomatoes. Exibida entre 2016 e 2019 no canal pago TBS, a trama traz Jones como um pai que resolve levar sua família numa viagem pelos EUA, mas circunstâncias malucas e imprevistas fazem com que eles precisem fugir do FBI. O ótimo elenco também traz Natalie Zea (“La Brea”), Ashley Gerasimovich (“Precisamos Falar sobre o Kevin”), Liam Carroll (“Angie Tribeca”), Daniella Pineda (“Cowboy Bebop”), Laura Benanti (“Gossip Girl”), Max Casella (“Maravilhosa Sra. Maisel”), Mamoudou Athie (“Arquivo 81”) e o veterano James Cromwell (“O Artista”).     TEMPORADA DE VERÃO | NETFLIX   A primeira série teen brasileira da Netflix é uma espécie de “Malhação” de verão. A trama se passa num hotel de praia durante a alta temporada, onde um elenco bonito em roupas de banho lida com paixões, novas experiências e lições de crescimento pessoal, sempre de forma leve e “ensolarada”. Com direção de Isabel Valiante (“Onisciente”) e Caroline Fioratti (“Meus 15 Anos”), a atração é estrelada por Giovanna Lancellotti, Gabz (ambas de “Tudo por um Pop Star”), Jorge López (o Valério de “Elite”) e André Luiz Frambach (“Modo Avião”).     EXPRESS | STARZPLAY   A criação do espanhol Iván Escobar, responsável pelo sucesso “Vis a Vis”, gira em torno de uma equipe especializada em resolver casos de sequestros-relâmpago. Após ser vítima desta modalidade de crime, a psicóloga criminal Bárbara e sua família tentam resolver novos casos toda a semana. Maggie Civantos, que estrelou “Vis a Vis” e “As Telefonistas”, tem o papel principal.     A ROCHA ENCANTADA: DE VOLTA À CAVERNA | APPLE TV+   A atração resgata uma série clássica infantil, criada nos anos 1980 por Jim Henson, que também concebeu os bonecos de “Vila Sésamo” e “Os Muppets”. Para quem não lembra, “Fraggle Rock: A Rocha Encantada” trazia fantoches de diferentes “raças” numa alegoria ao mundo humano, onde cada grupo interagia sem saber como era interconectado e importante um para outro. As criaturas chamadas Fraggles estavam sempre em competição com outros “seres”, como os cavernosos Doozers e os gigantes Gorgs. A nova versão é produzida por Ritamarie Peruggi (“Yo Gabba Gabba!”) em parceria com a The Jim Henson Company, e conta com John Tartaglia (a voz de Enio/Ernie em “Vila Sésamo”) como roteirista, produtor, dublador e titereiro do protagonista Gobo Fraggle, além de trazer dois artistas originais, Dave Goelz e Karen Prell, de volta aos papéis de Boober e Red Fraggle.

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  • Filme

    “O Último Duelo” e os filmes da semana em streaming

    21 de janeiro de 2022 /

    A programação de estreias digitais combina filmes que passaram rapidamente pelos cinemas com títulos inéditos no Brasil. O principal destaque é a oportunidade de assistir “O Último Duelo”, que foi pouco visto no circuito cinematográfico, mas é bem melhor que “Casa Gucci”, o filme mais falado do diretor Ridley Scott em 2021. O novo “Resident Evil” também chega às locadoras digitais, mas não melhora em tela pequena. Mesmo assim, é um título que muitos vão arriscar, embora existam outras opções. Confira abaixo algumas delas, na relação com as 10 estreias mais relevantes entre os lançamentos da semana em streaming e VOD.     O ÚLTIMO DUELO | STAR+   Pouco antes de lançar “Casa Gucci”, Ridley Scott (“Gladiador”) retomou sua paixão por épicos históricos nesta dramatização de eventos que teriam ocorrido na França do século 14. A denúncia de estupro de uma mulher casada leva o marido, recém-chegado das cruzadas, a requisitar o direito de duelar até a morte com o acusado, que nega ter abusado dela. O embate é extremamente violento e reflete toda a misoginia da época – que persiste ainda hoje – , disfarçada de cavalheirismo. O ótimo elenco destaca Matt Damon (com quem Scott trabalhou em “Perdido em Marte”) e Adam Driver (“Star Wars: Os Últimos Jedi”) como os duelistas, Jodie Comer (“Killing Eve”) na pele da mulher ultrajada e, como coadjuvante de luxo, um loiro e irreconhecível Ben Affleck (“Liga da Justiça”), que também assina o roteiro com seu velho amigo Matt Damon. Os dois parceiros não concebiam um roteiro juntos desde que venceram o Oscar por “Gênio Indomável”, que eles igualmente estrelaram em 1997.     BRANCO NO BRANCO | FILMICCA   Consagração do chileno Théo Court, que levou o prêmio de Melhor Direção na mostra Horizontes do Festival de Veneza, “Branco no Branco” é um espetáculo visual que questiona sua própria beleza, como manifestação da violência colonialista. A trama acompanha a viagem de um fotógrafo (Alfredo Castro, de “O Clube”) à Terra do Fogo para registrar o casamento de um poderoso fazendeiro. Ao chegar lá, descobre que a noiva é uma criança e busca transformar sua imagem, sexualizando-a. O resultado agrada ao fazendeiro, que decide transformar o fotógrafo em funcionário para eternizar todas as suas realizações, como o genocídio dos nativos Selk’nam. Lançado em 2019 e até então inédito no Brasil, o filme ganhou ao todo 9 prêmios internacionais e atingiu 100% de aprovação no Rotten Tomatoes.     THE DOG WHO WOULDN’T BE QUIET | MUBI   O sexto longa de Ana Katz (“Sueño Florianópolis”) é também o mais experimental e singelo trabalho da cineasta argentina. Uma ode à vida simples, gira em torno de um homem comum, dedicado a seu cachorro fiel, que trabalha em uma série de empregos temporários banais. À medida que avança na idade adulta, ele navega no amor, na perda e na paternidade, até que o mundo é abalado por uma súbita catástrofe. Filmado em preto e branco e apresentado como uma coleção de vinhetas, que contam pequenos detalhes da vida do protagonista ao longo do tempo, o filme foi chamado de obra-prima pela crítica internacional. Premiado nos festivais de Roterdã, Mar del Plata e outros, tem 100% de aprovação no Rotten Tomatoes.     MUNIQUE: NO LIMITE DA GUERRA | NETFLIX   A trama se passa em 1938, quando Adolf Hitler se prepara para invadir a Tchecoslováquia. Contra todas as evidências de guerra, o Primeiro Ministro britânico Neville Chamberlain busca desesperadamente uma solução pacífica, apostando todas suas fichas na diplomacia, representada pela Conferência de Munique. Mas as concessões oferecidas apenas fortaleceram o nazismo, ao mostrar os países europeus como submissos à sua vontade. A impecável recriação histórica é também uma lembrete de como fascistas de ontem e hoje veem democratas como fracos de quem podem se aproveitar. Inédito nos cinemas, o drama do alemão Christian Schwochow (“Paula”) destaca em seu elenco George MacKay (“1917”), Jannis Niewöhner (“O Caso Collini”) e Jeremy Irons (“Watchmen”) no papel de Chamberlain.     VIDA DE CAMPEÃ | NOW, VIVO PLAY, VOD*   O drama do canadense Pascal Plante (“As Falsas Tatuagens”) acompanha a atleta Nadia, que decide se aposentar da natação profissional após participar dos Jogos Olímpicos. Ela quer escapar de uma vida inteira de sacrifícios e uma rotina muito rígida. Mas depois de sua última prova e de mergulhar nos excessos da vida noturna, vem a dúvida. Elogiadíssimo, o filme reflete as experiências pessoais do diretor como nadador competitivo, mostrando cenas realistas de natação para fazer um estudo de caráter psicológico sobre o esporte.     MATE-ME POR FAVOR | NETFLIX   O filme brasileiro de 2015 marcou a estreia em longas da curta-metragista Anita Rocha da Silveira e de boa parte de seu elenco, contando uma história que mescla mistério, drama e humor, e que tem como pano de fundo uma série de assassinatos que despertam a imaginação de um grupo de jovens. A diretora e a protagonista Valentina Herszage acabaram premiadas no Festival do Rio, dando início a carreiras consagradas – o novo filme da cineasta, “Medusa”, venceu três festivais internacionais. Estava inédito em streaming e chega no domingo (23/1) na Netflix.     MADALENA | NOW, VIVO PLAY, VOD*   A estreia impactante de Madiano Marcheti lida com uma realidade brutal do Brasil, país onde mais se assassina transexuais no mundo. A trama acompanha a reação de três jovens completamente diferentes à descoberta do corpo de Madalena, uma mulher trans, abandonado em uma plantação de soja do Centro Oeste, entre eles outra trans e o filho do dono da fazenda. Foi premiado em três festivais internacionais no ano passado: Lima (Peru), Guanajuto (México) e Istambul (Turquia), além de ser exibido nos prestigiados festivais de Rotterdã (Holanda) e San Sebastián (Espanha) sob muitos elogios da crítica mundial.     RESIDENT EVIL: BEM-VINDO A RACCOON CITY | NOW, VIVO PLAY, VOD*   O reboot tentou ser mais fiel que os filmes estrelados por Mila Jovovich, mas só comprovou que o game original não se sustenta numa transposição mais literal para as telas. Fracasso de crítica (30% no Rotten Tomatoes) e público, o longa segue os irmãos Claire e Chris Redfield investigando o que aconteceu com Raccoon City, cidade transformada pela Umbrella Corporation no marco zero de uma epidemia de zumbis – ou de mutantes assemelhados. Kaya Scodelario (“Predadores Assassinos”) e Robbie Amell (“A Babá”) vivem os irmãos Redfield e o elenco ainda inclui Hannah John-Kamen (“Homem-Formiga e a Vespa”) como Jill Valentine, Avan Jogia (“Victorious”) como Leon Kennedy e Tom Hopper (o Luther de “The Umbrella Academy”) como Albert Wesker, cientista da temível Umbrella Corporation, reprisando situações dos jogos criados há 25 anos.     ATIVIDADE PARANORMAL: ENTE PRÓXIMO | NOW, VOD*   Reboot da franquia interrompida em 2015, o terror volta a trazer imagens feitas pelo próprio elenco com a desculpa narrativa da realização de um documentário. O tema do filme dentro do filme é o encontro da protagonista com a família que ela não conhecia numa comunidade religiosa reclusa. O projeto tem um começo bem-sucedido, com a recepção positiva da comunidade, mas não demora para os cineastas perceberem que os moradores do local não são Amish como acreditavam. Pior ainda: a mãe nunca quis que sua filha voltasse para aquele lugar. Longe de ser um trabalho semiamador como o filme que originou a franquia, o roteiro foi escrito por Christopher Landon (“A Morte Te Dá Parabéns”) e a direção é de William Eubank (“O Sinal ‑ Frequência do Medo”). Talvez por isso a crítica tenha sido menos gentil. Muito mal avaliado (29% no Rotten Tomatoes), o filme evitou fracassar nas bilheterias com um lançamento direto em VOD. Quer arriscar?     O ALPINISTA | NOW, VIVO PLAY, VOD*   O documentário dos diretores Peter Mortimer e Nick Rosen, especialistas em filmes de alpinismo, acompanha o jovem Marc-André Leclerc em algumas das escaladas mais ousadas da História. As imagens impressionantes mostram como é uma vida sem margem para erros e renderam a “O Alpinista” o prêmio de Melhor Documentário Esportivo no Critics’ Choice Documentary Awards 2021.     * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente nas plataformas Apple TV, Google Play, Looke, Microsoft Store e YouTube, entre outras, sem necessidade de assinatura mensal.

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  • Série

    Lov3: Conheça a nova série brasileira da Amazon

    21 de janeiro de 2022 /

    A Amazon Prime Video divulgou uma coleção de pôsteres e o primeiro trailer da nova série brasileira “Lov3”. A trama acompanha três irmãos, que moram em São Paulo e se recusam a experimentar amor e sexo da mesma maneira que seus pais. Ana, a mais velha, tem 33 anos e resolve reatar com o ex-marido, sem, contudo, abrir mão de ficar com quem quiser. Sofia tem 24 anos e acabou de ser demitida do milésimo emprego e precisa dividir o teto com um trisal que não a reconhece como parte da relação. E Beto é um jovem gay que só sente atração por homens heteros que o dispensam, o que afeta sua autoestima. O elenco destaca Bella Camero (“Marighella”), Elen Clarice (“Sob Pressão”) e João Oliveira (“Deus Salve o Rei”) como os irmãos protagonistas. Produzida pela LB Entertainment, com criação de Felipe Braga (criador “Samantha!”) e direção de Mariana Youssef (“As Seguidoras”) e Gustavo Bonafé (“Insânia”), a série chega em 18 de fevereiro ao streaming.

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  • Música

    Elza Soares gravou DVD dias antes de morrer

    20 de janeiro de 2022 /

    A cantora Elza Soares estava em plena atividade antes de morrer nesta quinta (20/1), aos 91 anos de idade. Ela chegou a gravar um DVD no Theatro Municipal de São Paulo entre segunda e terça desta semana. Além do DVD, que foi completado, Elza estava trabalhando em um novo álbum, mas não há muitas informações sobre o estágio em que estava a produção. O repertório do disco e do vídeo é uma coletânea dos maiores sucessos da carreira da artista. Segundo o percussionista Mestre da Lua, que trabalhava com a cantora desde 2017, as gravações no Municipal reuniram 16 das músicas mais importantes de sua discografia. O material captado agora deverá ser exibido num documentário dedicado à vida e à obra da cantora, que deve sair por uma plataforma de streaming brasileira.

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  • Filme

    Festival de Sundance começa nesta quinta com filmes brasileiros

    20 de janeiro de 2022 /

    O Festival de Sundance, que começa online nesta quinta (20/1), conta com dois representantes brasileiro. O principal título é o longa “Marte Um”, da produtora mineira Filmes de Plástico, escalado na Mostra Competitiva de Cinema Mundial. Escrito e dirigido por Gabriel Martins, o filme acompanha os Martins, uma família negra e pobre que sonha com que o filho mais novo se torne jogador de futebol. Deivinho, porém, está mais interessado no espaço sideral, e sua vontade é se tornar astrofísico e participar da primeira missão tripulada à Marte. A lista também inclui o curta “Uma Paciência Selvagem Me Trouxe Até Aqui”, da diretora e roteirista Érica Sarmet. O filme de temática LGBTQIAP+ traz a cantora Zélia Duncan como uma motoqueira chamada Vange (em homenagem a Vange Leonel) que se envolve com um grupo de lésbicas jovens de Niterói. O elenco inclui Camila Rocha, Clarissa Ribeiro, Lorre Motta e Bruna Linzmeyer, e o filme termina com uma orgia coletiva. Dentre as atrações internacionais, os destaques incluem “When You Finish Saving The World”, estreia do ator Jesse Eisenberg (“A Rede Social”) na direção, “Sharp Stick”, que marca o retorno de Lena Dunham à direção de filmes, “Call Jane”, sobre uma rede feminista de apoio ao aborto clandestino nos anos 1960, “Am I Ok?”, que traz Dakota Johnson num relacionamento lésbico, e “Alice”, a impressionante história real de uma escrava que, ao fugir da zona rural, descobre que está vivendo em 1973, não no século 19. As exibições do Sundance acontecem até o dia 30 de janeiro, em formato online por conta da pandemia. O acesso é pago e destinado a moderadores dos Estados Unidos.

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  • Série

    “Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos” vai virar série

    20 de janeiro de 2022 /

    O diretor espanhol Pedro Almodóvar fará a primeira série de sua carreira. Ele está produzindo a adaptação em capítulos de sua premiada comédia “Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos” (1988), primeiro de seus filmes indicado ao Oscar. O projeto está sendo desenvolvido para a plataforma Apple TV+ e contará com a atriz Gina Rodriguez (“Jane the Virgin”) como uma das protagonistas. Ela deve interpretar Pepa, personagem que originalmente foi vivida por Carmen Maura. Produzida pela empresa El Deseo, de Almodóvar, a série, que deve misturar inglês e espanhol, será comandada pela roteirista e showrunner Noelle Valdivia (“Masters of Sex”). O comediante mexicano Eugenio Derbez (“Não Aceitamos Devoluções”) também é listado entre os produtores do projeto, que terá financiamento da Lionsgate TV. Vale lembrar que o roteiro de Almodóvar, premiado no Festival de Veneza, já tinha sido transformado num musical da Broadway em 2010. Lembre abaixo do trailer do filme original, vencedor do Goya (o Oscar espanhol) e responsável pela virada da carreira de Almodóvar, transformando o até então cineasta cult em fenômeno comercial.

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  • Série

    Joshua Jackson vai estrelar série baseada em “Atração Fatal”

    20 de janeiro de 2022 /

    O ator Joshua Jackson (“Fringe”, “The Affair”) vai reprisar o papel vivido por Michael Douglas em “Atração Fatal”, numa série da plataforma Paramount+ baseada no filme de 1987. Ele foi escolhido para contracenar com Lizzy Caplan (“Masters of Sex”, “Truque de Mestre 2”), que será a nova versão da personagem interpretada por Glenn Close. Para quem não lembra do longa dirigido por Adrian Lyne, a história era uma fábula moderna sobre as consequências extremas da infidelidade conjugal. A trama girava em torno de Dan Gallagher (papel de Michael Douglas), um rico advogado de Manhattan que tem um caso com a lunática Alex Forrest (Glenn Close) enquanto sua boa esposa, Beth (Anne Archer), está viajando. Quando resolve encerrar o relacionamento, ele passa a ser assediado e ameaçado fisicamente, levando o público a refletir sobre os perigos da traição – a moral da história. A série é descrita como uma releitura do filme que explorará os temas de casamento e infidelidade com uma abordagem moderna. Mas como a premissa divulgada é a mesma, a única diferença evidente é que, em vez de resolver a história em uma hora e meia, a nova versão vai estendê-la por vários capítulos. Assim como em 1987, a trama vai explorar o que acontece quando uma mulher (Caplan) fica obcecada pelo ex-amante (Jackson) após o fim do breve caso extraconjugal dos dois. A adaptação está sendo escrita por Alexandra Cunningham (criadora de “Dirty John”) e ainda não tem previsão de estreia. Lembre abaixo o trailer do filme original.

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  • Filme

    Novo filme de Batman será o mais longo do herói

    20 de janeiro de 2022 /

    O novo filme de Batman será o mais longo já feito sobre o personagem. A Warner confirmou nesta quinta-feira (20/1) que a produção terá 176 minutos, quase 3 horas de duração, superando “Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge”, de 2012. O capítulo final da trilogia de Christopher Nolan era, até então, a produção mais longa do herói, com 165 minutos. Entre os filmes de super-heróis, mais longo que o novo “Batman” só “Vingadores: Ultimato” (181 minutos) e o exagerado “Liga da Justiça de Zack Snyder” (242 minutos). Escrito e dirigido por Matt Reeves (“Planeta dos Macacos: A Guerra”), “Batman” marca a estreia de Robert Pattinson no papel-título e se passa antes da fama do herói se solidificar no submundo do crime. Por conta disso, a trama também apresenta a origem de vários personagens icônicos. O elenco da produção inclui Zoe Kravitz (da série “Big Little Lies”) como Mulher-Gato, Colin Farrell (“Dumbo”) como Pinguim, Paul Dano (“The Beach Boys: Uma História de Sucesso”) como Charada, John Turturro (“Transformers”) como o mafioso Carmine Falcone, Andy Serkis (“Pantera Negra”) como Alfred, Jeffrey Wright (“Westworld”) como Comissário Gordon, Peter Sarsgaard (“Sete Homens e um Destino”) como um promotor público e Barry Keoghan (“Eternos”) como um certo maluco gargalhante internado no Asilo Arkham. A estreia vai acontecer em 3 de março no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.

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  • Música

    Elza Soares (1930-2022)

    20 de janeiro de 2022 /

    A cantora Elza Soares morreu na tarde desta quinta (20/1) de causas naturais em sua casa, no Rio de Janeiro, aos 91 anos de idade. “Ícone da música brasileira, considerada uma das maiores artistas do mundo, a cantora eleita como a Voz do Milênio teve uma vida apoteótica, intensa, que emocionou o mundo com sua voz, sua força e sua determinação”, definiu perfeitamente a assessoria de imprensa da artista, no comunicado sobre seu falecimento. Elza Gomes da Conceição Soares foi realmente uma das maiores cantoras da música brasileira, iniciando a carreira no samba no final dos anos 1950, e praticamente lançando a cena do sambalanço com “Se Acaso Você Chegasse”, em 1959. A fase áurea da cantora inclui discos obrigatórios da música brasileira, como “O Samba é Elza Soares” (1961), “Sambossa” (1963) e “Na Roda do Samba” (1964). Mas ela sofreu muito quando seu relacionamento com Mané Garrincha se tornou público. Foi vítima de um dos primeiros cancelamentos da música brasileira, oprimida por uma sociedade conservadora que a acusou de ter acabado com o casamento do jogador, mesmo os dois tendo oficializado a união. Para piorar, Elza era desquitada, situação malvista numa época em que nem divórcio era permitido no país. Ela chegou a ser impedida de realizar um show na Mangueira, tendo que fugir disfarçada para evitar agressões, reação alimentada por radialistas que incentivavam a quebra do disco da música em que ela cantava “Eu Sou a Outra”… Até o DOPS, a polícia da repressão, invadiu sua casa à noite, rendeu todos os moradores, revirou o interior do imóvel e executou o mainá de estimação de Garrincha, sem dar explicações. A casa também foi alvo de tiros. A situação abateu sua ascendente carreira cinematográfica. Muitos não lembram, mas Elza participou de muitas filmes brasileiros no começo dos anos 1960, como o musical “Briga, Mulher e Samba” (1960), o drama criminal “A Morte em Três Tempos” (1964) e as comédias “O Vendedor de Linguiça” (1962) e “O Puritano da Rua Augusta” (1964), ambas estreladas por Mazzaropi. A cantora seguiu gravando discos, como o sensacional “Elza Pede Passagem” (1972), sem que repercutissem como antigamente. Mas após o popular Mazzaropi a levar de volta ao cinema em “Um Caipira em Bariloche” (1973), ela mudou o repertório e voltou a fazer sucesso com gravações que exaltavam escolas de samba do Rio, como “Salve a Mocidade” e “Bom dia, Portela” (ambas de 1974). Seguiu lançando sambas tradicionais e emplacou dois novos hits: “Pranto Livre” (1974) e “Malandro” (1976). Mas a situação doméstica voltou a chamar mais atenção que a arte. Muitos se ressentiram, ironicamente, por Elza virar alvo de violência doméstica. O fato de o ídolo Garrincha, herói da Copa do Mundo de 1962, provar-se um marido violento, que sofria de alcoolismo e agredia a esposa, teria pesado contra a vítima. Já era a segunda experiência negativa de Elza com casamento, após ser forçada a se casar com o homem que tentou abusá-la na adolescência – seu pai acreditava que só assim sua honra estaria salva. Ela se divorciou de Garrincha em 1982, um ano antes do ex-jogador morrer de cirrose hepática, mas nem isso a tirou do ostracismo. Elza teria até pensado em desistir de cantar, diante das inúmeras portas fechadas para seu talento, quando literalmente bateu na porta de Caetano Veloso, num hotel de São Paulo, para pedir ajuda. Caetano prontamente convidou para Elza participar da gravação do samba-rap “Língua” no álbum “Velô” (1984) e do filme que ele dirigiu, “Cinema Falado”, lançado em 1986. “Língua” apresentou uma Elza Soares moderna e conquistou uma nova geração que não tinha compromisso com o conservadorismo. Ela abraçou esse público com seu disco menos voltado ao samba, “Somos Todos Iguais” (1985), que tinha até composição de Cazuza. Ela também gravou um rock com Lobão, “A Voz da Razão”, no disco “O Rock Errou” (1986), do cantor. Reconstruindo a carreira, passou o final dos anos 1980 nos EUA, se apresentando em vários shows no país. Mas na década seguinte só lançou um disco de estúdio, voltando a sofrer boicote da indústria fonográfica nacional, que passou a valorizar outras tendências. Precisou recomeçar tudo de novo, numa terceira fase no século 20, quando apresentou seu disco mais moderno e radical, “Do Cóccix Até o Pescoço” (2002), indicado ao Grammy Latino. O álbum espetacular, criado sob a sombra de uma queda e cirurgias que afetaram sua capacidade de locomoção, marcou com letras impactantes como “A carne mais barata do mercado é a carne preta” (“Carne Preta”). Foi seguido por um disco influenciado pela música eletrônica, “Vivo Feliz” (2003), e uma participação no filme “Chega de Saudade” (2008), no qual ela também cantou a trilha sonora. Mas logo veio outro hiato comercial. O lançamento de “A Mulher do Fim do Mundo” (2015) só foi viabilizado com recursos financeiros do Natura Musica, mas mostrou como Elza continuava a representar a vanguarda musical brasileira, misturando todos os ritmos. Graças à aclamação crítica do álbum, que venceu o Grammy Latino e colocou a faixa-título na série “3%”, ela encontrou uma rara estabilidade no final da carreira, fechando contrato com a Deckdisc para lançar dois discos consecutivos, “Deus É Mulher” (2018) e “Planeta Fome” (2019). Em 2018, Elza virou tema de documentário, “My Name is Now, Elza Soares”, cuja trilha foi vencedora do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. A consagração continuou em 2020, quando virou samba enredo da Mocidade Independente de Padre Miguel, “Elza Deusa Soares”, e participou como homenageada do desfile da escola de seu coração no Carnaval do Rio. Mostrando a continuidade de seu diálogo com as diferentes tribos da música brasileira, ela ainda lançou no mesmo ano uma nova versão do hit “Comida” com os Titãs. Sua última mensagem nas redes sociais, publicada nesta quinta, foi de apoio e torcida para a cantora Linn da Quebrada no “BBB 22”. A morte da cantora aconteceu exatos 39 anos depois de Garrincha, que também morreu no dia 20 de janeiro, em 1983.

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  • Filme

    Lady Gaga e Salma Hayek filmaram cena de sexo para “Casa Gucci”

    20 de janeiro de 2022 /

    Lady Gaga revelou que “Casa Gucci” originalmente teria uma cena de sexo entre sua personagem Patrizia Reggiani e Pina, vivida por Salma Hayek. “Tem todo um lado do filme que vocês não viram, no qual Pina [Salma Hayek] e eu desenvolvemos um relacionamento sexual”, contou Gaga durante uma exibição especial do filme para eleitores da temporada de premiações, segundo registro do site Collider. As cenas foram filmadas e ela não descarta que possam aparecer eventualmente. “Edição do diretor, quem sabe?”, provocou a cantora. “Mas essa é uma prova da direção de Ridley Scott, porque ele nos permitiu ir lá. Lembro de estar no set com Salma e pensando ‘então, depois da morte do Maurizio [Adam Driver], talvez… a coisa fique quente?'”. Presente no evento, Salma Hayek confirmou. “Vocês acham que ela está brincando?”, disse, arrancando risos da plateia. Quanto à mencionada edição do diretor, o próprio Ridley Scott já tinha indicado que um projeto neste sentido estava em andamento. Falando ao podcast ReelBlend no ano passado, ele sugeriu que queria fazer uma nova versão do filme, mas não a definiu como “uma edição do diretor”. “Será uma versão estendida”, explicou. O papel de Lady Gaga em “Casa Gucci” representou o primeiro projeto da cantora no cinema desde “Nasce Uma Estrela” (2018), que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz – além da conquista do troféu de Melhor Canção Original por “Shallow”. O filme aborda o maior escândalo dos bastidores da grife Gucci, centrado em Maurizio Gucci, vivido por Adam Driver (“Star Wars: A Ascensão Skywalker”), e sua esposa Patrizia Reggiani, personagem de Lady Gaga. Eles foram casados por 12 anos, entre 1973 e 1985, e tiveram duas filhas. Até o herdeiro milionário da grife de moda trocar Patrizia por uma mulher mais nova – disse que ia viajar a negócios e nunca mais voltou. Abandonada, Reggiani assinou o divórcio em 1991 e no ano seguinte passou por problemas de saúde, precisando retirar um tumor do cérebro. Como vingança, encomendou o assassinato do ex-marido a um matador profissional. O elenco grandioso de “Casa Gucci” também inclui Jeremy Irons (“Watchmen”), Al Pacino (“O Irlandês”), a mencionada Salma Hayek (“Dupla Explosiva 2: E a Primeira-Dama do Crime”) e Jared Leto (“Esquadrão Suicida”), que aparece careca e irreconhecível graças a uma pesada maquiagem. Além de ter um bom desempenho nas bilheterias, “Casa Gucci” tem se saído surpreendentemente bem no circuito de prêmios, colecionando reconhecimento de premiações da crítica e até do SAG Awards, o troféu do Sindicato dos Atores. Mas nem todo mundo é fã. O estilista cineasta Tom Ford, interpretado no filme por Reeve Carney, descreveu-o como enfaticamente “exagerado”.

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  • Etc

    Diretor de “Não Olhe para Cima” se diverte com meteorito que caiu em Minas Gerais

    20 de janeiro de 2022 /

    O diretor e roteirista Adam McKay, responsável pelo sucesso da Netflix “Não Olhe para Cima”, ficou chocado ao descobrir que o meteorito que caiu recentemente em Minas Gerais foi colocado à venda na internet após ser encontrado e higienizado com detergente. “Brasil, eu vou ter que fazer outro filme”, publicou ele em português no Twitter, se divertindo com a situação. Na sequência, ele ainda perguntou se o brasileiro já havia encontrado algum comprador. Não é a primeira vez que McKay comenta sobre o Brasil em relação a “Não Olhe para Cima”, filme sobre um meteoro que ameaça destruir a Terra. Depois que um ministro do governo Bolsonaro disse que a metáfora do meteoro se referia ao PT, ele rebateu nas redes sociais: “Só para deixar claro, Bolsonaro definitivamente diria para as pessoas não olharem para cima. Sem discussões!”. kkkkkk Brasil, eu vou ter que fazer outro filme https://t.co/9WwBKowPZ1 — Adam McKay (@GhostPanther) January 20, 2022 Já vendeu? https://t.co/hvKMlTWscL — Adam McKay (@GhostPanther) January 20, 2022

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