Juiz critica misoginia de Sílvio Santos em vitória de Rachel Sheherazade contra o SBT
O SBT foi condenado em primeira instância em ação movida pela jornalista Rachel Sheherazade. O juiz do trabalho Ronaldo Luis de Oliveira determinou a indenização de R$ 500 mil por danos morais para a jornalista por conta de um comentário de Silvio Santos e ainda criticou o “comportamento claramente misógino” do apresentador: “Aparentemente, a pretexto de homenagear a apresentadora, aqui reclamante, diante de vasto público que a assistia (e ainda a assiste por plataformas digitais), o referido apresentador, de forma muito deselegante e abusiva, em comportamento claramente misógino, utilizou o seu poder patronal e de figura notória no meio artístico e empresarial para repreendê-la, em público, não somente como profissional, mas, sobretudo – como se pode concluir -, por questão de gênero, rebaixando-a pelo fato de ser mulher, a qual, segundo expressou, deveria servir como simples objeto falante de decoração.” Protocolada em 11 de março, na 3ª Vara do Trabalho de Osasco (SP), onde o SBT é sediado, a ação citava a cerimônia do Troféu Imprensa realizada em 9 de abril de 2017, quando Sheherazade subiu ao palco para receber o Troféu Internet de melhor apresentadora de telejornal, que ela havia conquistado em 2016, quando foi humilhada por Silvio Santos. “Eu te chamei para você continuar com a sua beleza, com a sua voz, foi para ler as notícias, e não dar a sua opinião. Se quiser falar sobre política, compre uma estação de TV e faça por sua própria conta”, disse Sílvio Santos na ocasião. O juiz criticou o tratamento de Silvio, “deixando claro que a sua contratação se deu pelo simples fato de ser mulher bonita”. Observou, ainda, que “não é a primeira vez que este Juízo se depara com situações semelhantes, envolvendo a mesma figura pública”. E criticou: “Essas condutas, já se disse alhures, não espelham aquilo que se espera em uma sociedade civilizada e que tem, como parâmetro constitucional fundamental, o respeito à igualdade de tratamento de gênero”. E acrescentou: “Em atuais dias sombrios de violência contra as mulheres, as palavras acima reproduzidas em nada contribuem para a pacificação dos ânimos de uma sociedade adoecida pelo preconceito e que vem, periodicamente, sendo incentivada, por outras pessoas de caráter duvidoso, à prática desse tipo de comportamento reprovável” O caso ainda cabe recurso. Veja abaixo a declaração de Sílvio Santos que motivou o processo após a demissão da jornalista.
Whoopi Goldberg retorna à “Star Trek” no novo trailer de “Picard”
A Paramount+ divulgou um novo trailer da 2ª temporada de “Star Trek: Picard”, que destaca o retorno de Whoopi Goldberg ao papel de Guinan e uma trama de viagem no tempo. Nos novos episódios, Picard e sua tripulação descobrem linhas temporais alternativas e, com a ajuda do vilão clássico Q (John de Lancie), da série “Star Trek: A Nova Geração”, lançam-se numa missão para impedir que a utopia trekker vire um distopia. Interessante reparar que o responsável pela nova história é Terry Matalas, produtor-roteirista que criou a cultuada série “12 Macacos” (12 Monkeys) sobre, coincidentemente, viagens no tempo para impedir um cenário apocalíptico. Além de Patrick Stewart como Picard, a série voltará a contar com Alison Pill (Dra. Jurati), Santiago Cabrera (Capitão Rios), Evan Evagora (Elnor), Michelle Hurd (Raffi), Jheri Ryan (Seven of Nine) e, em papel menor que na temporada inicial, Isa Briones (Soji). A estreia dos próximos capítulos vai acontecer em 3 de março nos EUA. Já renovada para sua 3ª temporada, “Star Trek: Picard” é disponibilizada no Brasil pela Amazon Prime Video. Welcome to the road not taken. 💫 #StarTrekPicard #StarTrek https://t.co/bpxokj5q5H pic.twitter.com/lOquhyR2PC — Star Trek (@StarTrek) January 21, 2022
Joe vs. Carole: Minissérie com personagens de “A Máfia dos Tigres” ganha trailer
A plataforma americana Peacock divulgou o primeiro trailer de “Joe vs. Carole”, minissérie baseada nos personagens de “A Máfia dos Tigres”. Ao contrário da série da Netflix, a nova atração não é um documentário, mas uma dramatização com atores interpretando as figuras exóticas do mundo real. “Joe vs. Carole” vai se concentrar no confronto entre a ativista Carole Baskin e o dono de zoológico Joe Exotic. A rivalidade entre os dois representantes de diferentes polos do mundo do comércio de felinos selvagens nos EUA terminou com Joe na cadeia. Na minissérie, Baskin é interpretada por Kate McKinnon (“Caça-Fantasmas”), enquanto Joe Exotic é vivido por John Cameron Mitchell (“Hedwig: Rock, Amor e Traição”). O elenco também conta com Brian Van Holt (“Cougar Town”), Nat Wolff (“Death Note”), Dean Winters (“30 Rock”), Sam Keeley (“Pegando Fogo”) e Kyle MacLachlan (“Twin Peaks”), que interpreta o papel de Howard Baskin, marido de Carole. Criada por Kate McKinnon, a minissérie também é escrita por Etan Frankel (“Shameless”), que tem a função de showrunner. Vale apontar que a produção não é baseada na série documental, mas no podcast de crimes “Over My Dead Body” que originou o interesse das plataformas de streaming pelos personagens reais. A estreia está marcada para 3 de março nos EUA e ainda não há previsão para o lançamento no Brasil.
Wagner Moura vai estrelar nova sci-fi do diretor de “Ex_Machina”
O ator brasileiro Wagner Moura vai estrelar a próxima sci-fi do diretor Alex Garland (“Ex_Machina”, “Aniquilação”). Intitulado “Civil War”, o filme será ambientado em um futuro distópico, mas não há maiores detalhes sobre o enredo. Escrito pelo próprio Garland e com produção do estúdio indie A24, o filme também traz em seu elenco Kirsten Dunst (“Ataque dos Cães”), Stephen McKinley Henderson (“Duna”) e Cailee Spaeny (“Mare of Easttown”). “Civil War” ainda não tem previsão de estreia. Wagner Moura será visto a seguir em outra produção estrangeira, “The Shining Girls”, série de suspense produzida para a Apple TV+, em que atuará com Elisabeth Moss (“The Handmaid’s Tale”).
Mary Elizabeth Winstead entra em nova série de “Star Wars”
A atriz Mary Elizabeth Winstead (“Aves de Rapina”) se juntou ao elenco de “Ahsoka”, uma das próximas séries derivadas do universo “Star Wars” na Disney+. Os detalhes da trama e da personagem de Winstead estão sendo tratados com sigilo, mas a série gira em torno de Ahsoka Tano, personagem criada por Dave Filoni na série animada “The Clone Wars”. Ela fez sua primeira aparição live-action na 2ª temporada de “The Mandalorian”, interpretada por Rosario Dawson (“Luke Cage”). A princípio, “Ahsoka” seria ambientada na mesma época de “The Mandalorian” – isto é, cerca de cinco anos após os eventos do filme “O Retorno de Jedi”. Entretanto, este período é posterior à morte de Vader. E o ator Hayden Christensen foi confirmado no elenco, voltando ao papel que viveu na trilogia-prólogo. Como Ahsoka foi padawan de Anakin, é possível que a participação do personagem aconteça por meio de flashbacks, ou que ele volte como um “fantasma da força”. O elenco ainda inclui a atriz ucraniana Ivanna Sakhno (“Círculo de Fogo: A Revolta”) e a australiana Natasha Liu Bordizzo (“The Society”) em papéis não revelados. A série “Ahsoka” está sendo desenvolvida pelo criador da personagem, Dave Filoni, que também é produtor de “The Mandalorian” e “O Livro de Boba Fett”.
“Missão: Impossível 7” é adiado para 2023
“Missão: Impossível 7” sofreu novo adiamento. Agora, o filme só será lançado em 2023. A Paramount oficializou a nova data em comunicado nesta sexta (21/1). A mudança é o quinto adiamento sofrido pela produção, que originalmente estrearia em julho do ano passado. Primeiro blockbuster com filmagens ao ar livre rodado durante a pandemia, a produção sofreu várias interrupções por contaminação de covid-19, o que atrasou bastante seu cronograma, além de aumentar seu orçamento. As várias ondas da pandemia também afetaram os planos para seu lançamento. Para complicar ainda mais, o projeto inclui uma continuação filmada em sequência imediata, que, com o atraso do primeiro filme, teve seu cronograma comprometido. A data mais recente de estreia de “Missão: Impossível 7” era 30 de setembro deste ano. Agora, o longa só chegará aos cinemas no dia 14 de julho de 2023. Com isso, “Missão: Impossível 8”, que seria visto em 7 de julho de 2023, agora só sai um ano depois, no dia 28 de junho de 2024. Além do retorno de Tom Cruise ao papel do agente Ethan Hunt, os novos filmes também trarão outros integrantes da saga de espionagem, como Rebecca Ferguson, Ving Rhames e Simon Pegg, intérpretes de Ilsa Faust, Luther Stickell e Benji Dunn, além de Vanessa Kirby, recentemente introduzida como Alanna Mitsopolis/Viúva Branca. Outro retorno confirmado é o de Henry Czerny (mais conhecido pelo papel de vilão da série “Revenge”), que viveu Eugene Kittridge, diretor da Força Missão: Impossível (IMF, na sigla em inglês) no primeiro longa, de 1996. Para completar, o elenco ainda incluirá novos personagens interpretados por Hayley Atwell (“Agent Carter”), Pom Klementieff (“Guardiões da Galáxia Vol. 2”), Shea Whigham (“Agent Carter”), Esai Morales (“Titãs”), Cary Elwes (“Jogos Mortais”), Indira Varma (“Game of Thrones”), Rob Delaney (“Catastrophe”), Charles Parnell (“The Last Ship”) e Mark Gatiss (“Sherlock”). Roteiro e direção são de Christopher McQuarrie, responsável pelos dois filmes anteriores da franquia.
Atriz de “Skins” agradece ter sobrevivido a atropelamento
A atriz Kathryn Prescott usou sua primeira postagem no Instagram desde que foi atropelada por um caminhão em Nova York, em setembro do ano passado, para agradecer por sua recuperação aos médicos, parentes e até à mulher anônima que lhe presentou com uma “pedra da sorte”, instantes antes da entrar na sala de cirurgia. “Uma mulher anônima, cujo rosto eu nunca vi, colocou esta pedra na minha mão enquanto eu estava sendo levantada em uma maca. Ela sussurrou no meu ouvido que era para dar sorte. Quando finalmente cheguei à sala de cirurgia e estava sendo preparada para minha primeira cirurgia, um dos assistentes me perguntou o que estava na minha mão. Percebi que eu estava me agarrando a ela [a pedra] desde então sem nem notar. Obrigado a essa mulher (se alguém sabe quem ela é, por favor me diga)”, contou. Ela também agradeceu “a todos os meus incríveis enfermeiros, médicos, fisioterapeutas/terapeutas ocupacionais e cirurgiões da NYP e do Mount Sinai. Obrigada à minha irmã por mover céus e terra para chegar até mim durante uma pandemia global e proibição de viagens. Obrigada a todos os meus amigos por estarem lá, sem hesitação, e por enviarem suas mães, amigos e irmãs quando não puderam. Obrigada ao meu companheiro de quarto de hospital por ser quem você é e por me fazer rir, mesmo quando não havia muito do que rir. Obrigada a todos que entraram em contato e ajudaram de todas as formas que puderam. Do fundo do meu coração, obrigada”, ela finalizou. Revelada na série britânica “Skins”, Kathryn Prescott também teve destaque em “24 Horas: O Legado”, “Finding Carter”, “The Son” e “Tell Me a Story”, além do filme “O Mínimo para Viver”. O atropelamento fraturou sua pélvis em dois lugares, ambas as pernas, o pé e a mão esquerda. Sua irmã Megan disse que por pouco ela não ficou paraplégica. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Kathryn Prescott (@k.prescott77)
Nick Jonas e Priyanka Chopra anunciam nascimento do primeiro filho
Nick Jonas, o mais novo dos Jonas Brothers, anunciou o nascimento de seu primeiro filho com a atriz Priyanka Chopra (“Matrix Resurrections”). Sem revelar o sexo ou o nome do bebê, o casal informou nesta sexta (21/1) que o bebê nasceu via barriga de aluguel. “Estamos muito felizes em confirmar que tivemos um bebê por barriga de aluguel”, diz uma nota postada nas redes sociais do casal. “Respeitosamente pedimos privacidade neste momento especial, enquanto focamos em nossa família. Muito obrigado”, completa o texto compartilhado pelos dois. O cantor e a atriz se conheceram em 2017, durante o tradicional baile de gala do Museu Metropolitano de Arte de Nova York, o Met Gala. Eles oficializaram o casamento em dezembro de 2018 em duas cerimônias, uma cristã nos Estados Unidos e outra hindu na Índia, onde Priyanka nasceu. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Nick Jonas (@nickjonas)
“Uma História de Natal” terá sequência com mesmo ator
A HBO Max vai exibir uma continuação do clássico infantil “Uma História de Natal”, de 1983, estrelada pelo mesmo ator. Peter Billingsley tinha 12 anos quando o filme original foi lançado e atualmente tem 50. Para quem não lembra, “Uma História de Natal” se passava na década de 1940 e acompanhava Ralphie, um garoto obcecado em convencer a todos que uma arma de ar comprimido era o presente de Natal perfeito. O novo filme se passará em 1970, com Ralphie levando sua família para uma visita a sua antiga casa de infância. A produção ganhou o título de “A Christmas Story Christmas” (Um Natal de Uma História de Natal, em tradução livre) e será coproduzido pelos estúdios Warner Bros. e Legendary, O roteiro foi escrito por Nick Schenk (“Gran Torino” e “A Mula”) e a direção está a cargo de Clay Kaytis (“Angry Birds: O Filme”) As filmagens vão começar em fevereiro na Hungria (!), mas ainda não há previsão de estreia. Lembre abaixo o trailer do filme original.
Demi Lovato faz funeral para seu passado pop
Demi Lovato resolveu estender à musica as mudanças radicais que tem manifestado em sua vida nos últimos meses. Depois de se assumir não binária e aparecer com os cabelos raspados e uma tatuagem na cabeça, Demi diz que agora faz rock. Para anunciar a notícia, compartilhou uma foto no Instagram em que aparece ao lado de seu empresário, Scooter Braun, produtores e equipe, fazendo um “funeral” para sua fase pop, gênero responsável pelo sucesso de sua carreira. “Um funeral para a minha música pop”, escreveu para acompanhar a imagem em que todos estavam vestindo roupas pretas. Para completar, apagou ou arquivou todas as fotos antigas de seu Instagram, deixando apenas as imagens que marcam sua nova fase. A partir de agora, veremos Demi Lovato cantando rock. Culpa do sucesso de Olivia Rodrigo? O fato é que cada vez mais artistas pop tem virado roqueiros nos últimos tempos. Até Avril Lavigne se lembrou que costumava fazer rock. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Demi Lovato (@ddlovato)
Mostra de Tiradentes abre calendário audiovisual brasileiro
A Mostra de Cinema de Tiradentes celebra 25 anos e abre o calendário audiovisual brasileiro nesta sexta-feira (21/1), em nova edição virtual devido à pandemia de covid-19. A programação, que vai até o dia 19, pode ser acompanhada pela plataforma online do evento (www.mostratiradentes.com.br). Ao todo, estão previstos 169 filmes, entre longas, curtas e médias-metragens, em pré-estreias e mostras temáticas, além da versão virtual do 25º Seminário do Cinema Brasileiro, com 38 debates, e outros eventos. A cerimônia de abertura acontece a partir das 20h, com a apresentação do eixo temático de 2022, “Cinema em transição”, performance audiovisual e uma homenagem ao cineasta Adirley Queirós, de filmes como “Branco Sai Preto Fica” e “Era Uma Vez Brasília”. Depois de duas horas de discursos, conversas e performance, tem início as exibições, com a apresentação de “Fragmentos de 2016 em Dois Episódios”, novo trabalho de Adirley Queirós, em parceria com Cássio Oliveira, que se soma às diversas leituras cinematográficas do Impeachment de Dilma Rousseff e seus desdobramentos. O filme será exibido em “sessão única” com sinal disponível até às 23h59 de sexta. A programação do evento destaca a Mostra Aurora, competitiva e dedicada a filmes de realizadores com até três longas-metragens, que exibirá sete selecionados: “Seguindo Todos os Protocolos” (PE), de Fábio Leal; “A Colônia” (CE), de Virgínia Pinho e Mozart Freire; “Sessão Bruta” (MG), de As Talavistas e ela.ltda; “Panorama” (SP), de Alexandre Wahrhaftig; “Maputo Nakurandza” (RJ-SP), de Ariadine Zampaulo; “Bem-vindos de Novo” (SP), de Marcos Yoshi; e “Grade” (MG), de Lucas Andrade. Todos eles vão ser avaliados pelo Júri da Crítica e concorrem ao Troféu Barroco e a prêmios de parceiros da Mostra. Nomeada em tributo ao cineasta Carlos Reichenbach (1945-2012), a Mostra Olhos Livres, com diretores de trajetórias mais significativas, traz “O Dia da Posse” (RJ), de Allan Ribeiro; “Você nos Queima” (SP), de Caetano Gotardo; “Os Primeiros Soldados” (ES), de Rodrigo de Oliveira; “Germino Pétalas no Asfalto” (SP), de Coraci Ruiz e Julio Matos; “Manguebit” (PE-SP-RJ), de Jura Capela; e “Ava – Até que os Ventos Aterrem” (SP), de Camila Mota. Na Mostra Autorias, o destaque é o mais novo filme do cineasta Julio Bressane, “Capitu e o Capítulo” (RJ), que retoma o clássico “Dom Casmurro”, de Machado de Assis, numa dança ensaística, enquanto “Cafi – Salve o Prazer”, de Lírio Ferreira, resgata a vida e obra do fotógrafo e artista plástico pernambucano Carlos da Silva Assunção Filho (1950-2019), que participou de criações e momentos-chave da música brasileira no século 20. Outro grande artista retratado em Tiradentes, na Sessão Debate, é o cineasta Ruy Guerra, atualmente com 90 anos de idade. “Tempo Ruy” (RJ), documentário de Adilson Mendes, faz um panorama do trabalho do cineasta, escritor, ator e dramaturgo moçambicano radicado no Brasil, desde sua primeira experiência cinematográfica até momentos recentes de seu trabalho. Além disso, serão exibidas sessões especiais e 102 curtas de 18 estados, um acréscimo significativo em relação ao ano passado (79 curtas). Mais informações podem ser conferidas em www.mostratiradentes.com.br.
Johnny Depp fará filme de época na França
Johnny Depp encontrou trabalho. Embora permaneça persona no grata em Hollywood, ele foi convidado a interpretar o rei Luís XV numa produção francesa dirigida pela cineasta e atriz Maïwenn (“DNA”). O filme será rodado em locações no Palácio de Versalhes e nos subúrbios de Paris no verão europeu (nosso inverno), mas o enredo está sendo mantido em sigilo. A produção está a cargo da produtora francesa Why Not Productions (“O Profeta”) e a distribuidora Wild Bunch levará o projeto para o mercado internacional durante o European Film Market, evento de negócios paralelo ao Festival de Berlim, que acontecerá de forma virtual em fevereiro. Luís XV governou a França por 59 anos, de 1715, quando sucedeu seu bisavô Luís XIV aos cinco anos de idade, até sua morte em 1774. Seu reinado terminou em desgraça, com o rei acusado de devassidão e corrupção, legado que passou para seu neto e sucessor Luís XVI, famosamente decapitado durante a Revolução Francesa. Depp também atravessa uma fase de desgraça pessoal, após as revelações chocantes do processo que moveu e perdeu em Londres em 2020 por se sentir ofendido com uma reportagem do jornal The Sun, que o chamou de “espancador de esposa”. A conclusão do juiz do caso foi que ele realmente praticou violência doméstica contra a ex-mulher Amber Heard. As repercussões deste julgamento implodiram sua carreira nos EUA. A Warner Bros o descartou da terceira parte da franquia “Animais Fantásticos” – substituindo-o por Mads Mikkelsen. E seu último filme concluído, “Minamata”, de Andrew Levitas, teve o lançamento adiado e repassado para um estúdio independente, que fez uma estreia limitada e constrangida, sem grande repercussão, em dezembro passado. Apesar disso, a Europa não viu motivos para censurar o ator. Ao contrário. No ano passado, os festivais de cinema Karlovy Vary e San Sebastián decidiram homenagear Depp, sem filmes recentes, com prêmios pelo conjunto de sua obra. Sua volta ao cinema também deverá marcar sua estreia na língua francesa. O ator morou na França por muitos anos, enquanto esteve casado com atriz Vanessa Paradis, e fala francês, mas, segundo a imprensa dos EUA, com um forte sotaque americano.
Louie Anderson (1953-2022)
O comediante Louie Anderson, que fez carreira no stand-up e estrelou a série “Baskets”, morreu nesta sexta-feira (21/1) em um hospital de Las Vegas de complicações de câncer. Ele tinha 68 anos. Louie Perry Anderson nasceu em uma família pobre de Minnesota com mais 10 irmãos e culpava o pai, um músico abusivo e fracassado que lutou contra o alcoolismo, pelos problemas da família, inclusive sua tendência de comer para enfrentar a depressão, que lhe rendeu problemas de peso por toda a vida. Ao mesmo tempo, idolatrava a mãe, que serviu de inspiração para seu papel em “Baskets”. Sua família e seu corpo enorme inspiraram suas primeiras piadas. E graças a sua capacidade de autodepreciação, começou a se destacar em competições de stand-up, até ser convidado a aparecer na TV no “The Tonight Show” em 1984. Poucos meses depois, foi escalado no especial “Young Comedians” da HBO – ao lado de Bob Saget e outros novatos da época. E no mesmo ano ainda figurou em seu primeiro filme, “Os Heróis Não Têm Idade”. Não demorou para Anderson deslanchar no cinema, aparecendo em produções famosas como “Curtindo a Vida Adoidado” (1986) e “Um Príncipe em Nova York” (1988), onde teve uma participação memorável, a convite de Eddie Murphy. Papel que, inclusive, ele reprisou na continuação lançada em 2021. O próprio Murphy contou em março de 2021, no programa “Jimmy Kimmel Live!”, como Anderson entrou em “Um Príncipe em Nova York”. Ele lembrou que a Paramount queria pelo menos um ator branco no elenco. “Todo o elenco era negro – e isso foi nos anos 1980 – então era tipo, ‘Nós temos que ter uma pessoa branca! Tem que haver uma pessoa branca no filme'”, Murphy explicou. “Então pensamos: ‘Quem é o cara branco mais engraçado por aí?’ Era Louie e com ele nós sabíamos que ficaríamos bem. Então, foi assim que Louie entrou no filme.” Ele ganhou sua primeira série em 1994. E foi curiosamente uma animação: “Life with Louie”, onde Anderson dublava sua versão criança e seu pai. A produção durou três temporadas, até 1998, e rendeu os primeiros dois Emmys para o ator. Com o sucesso do desenho, Anderson ganhou seu programa live-action, “The Louie Show”, em que interpretava um psicoterapeuta de Minnesota ao lado de Bryan Cranston (“Breaking Bad”) e Paul Feig (o diretor de “Missão Madrinha de Casamento”). Apesar desse elenco, a atração fracassou, durando apenas seis episódios. O tropeço prejudicou seus projetos televisivos. Ainda assim, ele encabeçou vários especiais de comédia ao longo dos anos e fez muitas participações especiais em séries de sucesso, como “O Toque de um Anjo”, “Ally McBeal”, “Chicago Hope” e “Scrubs”. A consagração televisiva veio tarde em sua trajetória, ao virar a mãe de um palhaço fracassado em 2016. Quando Zack Galifianakis começou a descrever a voz de Christine para os co-criadores de “Baskets”, Louis C.K. e Jonathan Krisel imediatamente pensaram em Anderson para assumir o papel. O ator se emocionou ao perceber que a personagem era igualzinha a sua mãe, que tinha morrido em 1990. Na série, Galifianakis vivia Chip Baskets, um palhaço clássico que se frustra ao tentar carreira em Paris e precisa voltar a viver com a mãe, contentando-se com um emprego de palhaço de rodeio. Anderson venceu o Emmy pela 1ª temporada da série e foi indicado mais duas vezes ao prêmio, ao longo das quatro temporadas da atração, exibida até 2019. Após o fim de “Baskets”, ele ainda apareceu em episódios de “Young Sheldon”, “No Activity”, teve um arco em “Search Party” e se despediu em dois capítulos de “Twenties”, em novembro passado. O ator também publicou livros confessionais, como “Dear Dad: Letters From an Adult Child” (1989), composto por uma coleção de cartas emocionalmente carregadas que escreveu para seu falecido pai, e “Hey Mom: Stories for My Mother, but You Can Read Them Too” (2018), em homenagem a sua mãe, ensinando ainda a sobreviver à família em “The F Word: How to Survive Your Family” (2002).












