4ª temporada de “The Mandalorian” já começou a ser escrita
A 3ª temporada de “The Mandalorian” só estreia em fevereiro de 2023, mas o criador da série já está escrevendo os roteiros do quarto ano da produção. Em entrevista ao jorna SF Gate, da cidade americana de San Francisco, o cineasta Jon Favreau confirmou ter começado a desenvolver a 4ª temporada, que terá relação com o lançamento de mais uma atração do universo “Star Wars”: “Ahsoka”. “Na televisão, temos a sorte de não precisar correr com as coisas. Podemos contar histórias devagar, ao invés de resumir tudo em 1h30, 2h. Agora, enquanto Dave [Filoni] está fazendo ‘Ahsoka’, o conteúdo daquela série está afetando meus roteiros para a 4ª temporada. É um processo bem preciso”, comentou. Favreau comentou que certas séries de “Star Wars”, como “O Madaloriano”, “O Livro de Boba Fett” e “Ahsoka”, são intimamente interligadas, de modo que eventos de uma afetam as outras. “Acho que, inevitavelmente, não importa o quão simples você comece, os fios da história começam a se conectar, a se entrelaçar e a se sobrepor”, explicou Favreau. “E com a profunda compreensão de Dave Filoni de tudo em torno desse período de tempo, as oportunidades sempre surgem quando tivemos reuniões para discutir histórias e as conversas levem a ‘você sabe qual personagem ficaria bem aqui agora…'” Parceiro de Favreau na produção de “The Mandalorian”, Dave Filoni foi o criador da série animada “Star Wars: A Guerra dos Clones”, que originou a personagem Ahsoka Tano. A série da guerreira Jedi será estrelada por Rosario Dawson (“Luke Cage”), mas ainda não possui previsão de estreia.
Teaser apresenta “Prisioneiro da Madrugada”, nova série espanhola da Netflix
A Netflix divulgou o pôster e o primeiro teaser legendado da série “Prisioneiro da Madrugada” (La Noche Más Larga), novo thriller espanhol que estreia na plataforma no dia 8 de julho. A trama se passa em uma prisão psiquiátrica e acompanha um grupo de homens armados, que adentra o recinto com o objetivo de capturar um serial killer. Claro que tudo vai dar errado. A série foi criada por Xosé Morais e Victoriano Sierra Ferreiro, que já criaram uma série criminal de terror de sucesso, “Néboa”, exibida em 2020 pela Radio Televisión Española (RTVE). A direção é de Óscar Pedraza, que chamou atenção pelo visual estiloso de “Sky Rojo”, também lançada pela Netflix. E o elenco destaca Fran Berenguer (“Amar à Distància”), Alberto Ammann (“Narcos: Mexico”), David Solans (“Os Herdeiros da Terra”), César Mateo (“Bem-vindos ao Éden”), José Luis García Pérez (“El Cid”), Luis Callejo (“A Peste”), Roman Rymar (“La Casa de Papel”) e Maria Caballero (“Alma”).
Novo vídeo de “Jurassic World” destaca amizade de Owen e Blue
A Universal Pictures divulgou um novo vídeo legendado de “Jurassic World: Domínio”, com depoimentos de Chris Pratt e o diretor Colin Trevorrow, sobre a amizade de Owen e Blue. O personagem de Pratt e o velociraptor com nome de cor foram introduzidos no primeiro “Jurassic World”, de 2015. O laço entre treinador e fera se fortaleceu na sequência, “Reino Ameaçado” (2018). E agora esta amizade movimentará a trama do final da trilogia: Owen descobre que Blue teve um bebê raptor e, quando o filhote é raptado por caçadores, ele promete trazê-lo de volta para a dinossauro aflita. Dirigido por Colin Trevorrow (do primeiro “Jurassic World”), “Domínio” reúne as estrelas da franquia atual (Chris Pratt, Bryce Dallas Howard e a jovem Isabella Sermon) com os astros originais de “Jurassic Park” (Sam Neill, Jeff Goldblum e Laura Dern), além de introduzir novos intérpretes (Mamoudou Athie e DeWanda Wise) para mostrar o que acontece após os dinossauros serem soltos em meio à civilização contemporânea – situação do final do filme anterior. O lançamento está marcado para esta quinta (2/6) no Brasil, uma semana antes do lançamento nos EUA.
Animes de “Star Wars: Visions” voltam em 2023
A Disney+ anunciou a renovação da série de curtas animados “Star Wars: Visions”, que voltará com episódios inéditos no primeiro semestre de 2023. A produção é a primeira série anime da saga espacial. Com formato de antologia, a 1ª temporada estreou em setembro passado reunindo nove curtas criados por estúdios japoneses. Sete estúdios ao todo: Kamikaze Douga, Geno Studio, Studio Colorido, Trigger, Kinema Citrus, Science Saru e Production IG. A atração tem produção de Kanako Shirasaki, co-produtor do anime “Eden”, lançado no ano passado pela Netflix. #StarWarsVisions retorna em 2023 no #DisneyPlus. #StarWarsCelebration pic.twitter.com/WlA2ZWONEE — Disney+ Brasil (@DisneyPlusBR) May 29, 2022
Jensen Ackles faz campanha antidrogas em vídeo de “The Boys”
A Amazon Prime Video divulgou um novo vídeo da aguardada 3ª temporada de “The Boys” nas redes sociais. Trata-se de um “antigo” comercial de serviço público, em que o ator Jensen Ackles (o Dean de “Supernatural”) aparece na pele do “super” Soldier Boy fazendo campanha antidrogas. Como se sabe, os super-heróis da série são resultado de experiências à base de drogas perigosas. Muitos permanecem viciados na substância que lhes deu superpoderes até hoje. Assim, o comercial é mais uma alusão à hipocrisia da sociedade, criticada na série por meio de clichês dos quadrinhos. Os produtores também divulgaram o vídeo dos outtakes e bloopers, as cenas que foram cortadas por contar palavrões e erros de gravações, em que Soldier Boy demonstra o oposto de sua mensagem oficial. “Se tomar drogas não é cool, eu sou o filhodamãe menos cool do planeta”, ele debocha, rindo do texto que precisa dizer. Os novos episódios vão estrear na sexta-feira (3/6). Going through our vaults, we discovered this lost footage of America's greatest hero, Soldier Boy. On this day, we salute the sacrifices made by the few, for the benefit of the many. Let’s all heed his important reminder: real heroes don’t use drugs. pic.twitter.com/6ZOtNzE9id — Vought International (@VoughtIntl) May 30, 2022 This your Captain, America? pic.twitter.com/1eYAcGK71L — THE BOYS (@TheBoysTV) May 31, 2022
Globoplay anuncia suas próximas novelas de streaming
Enquanto o primeiro projeto de novela da HBO Max atravessa fase de silêncio, após trocas de comando na nova empresa Warner Bros. Discovery, o Grupo Globo já programa sua segunda e terceira novelas em streaming. “A ideia é que a gente lance uma novela por ano no Globoplay, contando com a expertise de criação e produção dos Estúdios Globo. As novelas são, indiscutivelmente, uma paixão nacional do nosso público, que encontra no streaming uma nova experiência de consumo”, explicou Erick Brêtas, diretor de Produtos Digitais e Canais Pagos da Globo, em comunicado enviado à imprensa nesta segunda-feira (30/5). Depois do sucesso de “Verdades Secretas 2”, a próxima novela da plataforma Globoplay será “Todas as Flores” (batizado anteriormente de “Olho por Olho”), escrita por João Emanuel Carneiro (“Avenida Brasil”). Segundo o comunicado, a produção será dividida em duas partes, com a primeira leva de episódios exibida no fim deste ano e a segunda no segundo trimestre de 2023. A trama contará com 85 capítulos, terá a direção artística de Carlos Araújo e vai girar em torno de um garçom em busca de vingança. Nicolas Prattes (“O Segredo de Davi”) será o protagonista, que aceitará assumir a autoria de um crime em troca de uma boa quantia de dinheiro, apenas para ser enganado. O elenco também conta com Sophie Charlotte, Leticia Colin e Regina Casé. Já a terceira novela da Globoplay vai se chamar “Guerreiros do Sol”. Prevista para 2024, está sendo escrita por George Moura e Sergio Golderberg, e pretende fazer uma releitura da história de Lampião e Maria Bonita. Anteriormente, a produção estava sendo anunciada como série. Ambientado nos anos 1920 e 1930, o enredo deve ser contado a partir da ótica feminina, como aconteceu em várias produções assinadas pelos autores, como as recentes “Onde Está Meu Coração” (2021) e “Onde Nascem os Fortes” (2018).
Banda que venceu Eurovision vende troféu para ajudar exército da Ucrânia
A Kalush Orchestra, banda ucraniana que venceu a Eurovision, festival da música europeia deste ano, vendeu seu troféu de campeã por US$ 900 mil (R$ 4,2 milhões na cotação atual) e vai doar o dinheiro para o Exército do país, para ajudar na guerra contra a Rússia. O leilão do microfone de cristal aconteceu enquanto a banda se apresentava num show beneficente no Portão de Brandemburgo, em Berlim, na Alemanha, no domingo (29/5). O apresentador ucraniano de TV Serhiy Prytula anunciou que o dinheiro será usado para comprar três drones PD-2, um equipamento muito usados pelas forças ucranianas, tanto como armas quanto como aeronaves de reconhecimento. Durante o show, o vocalista Oleh Psiuk apelou para que as pessoas não se acostumem com a guerra e passem a considerar os relatos de mortes e destruição como corriqueiros. “Acho que (a guerra) deveria estar sempre nas primeiras páginas, até que a paz seja estabelecida”, disse Psiuk. Lembre abaixo o vídeo da música Stefania, que conquistou o prêmio principal da Eurovision 2022.
“Top Gun: Maverick” lidera bilheterias brasileiras
Tom Cruise também derrotou “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” no Brasil. Após três semanas no topo das bilheterias, o super-herói da Marvel foi superado por “Top Gun: Maverick”, que registrou um público de cerca de 666 mil pessoas e uma renda de R$ 15,75 milhões entre quinta-feira e domingo (29/5), segundo dados da Comscore. Entretanto, como a Paramount exibiu “pré-estreias” pagas do filme, no fim de semana anterior ao lançamento oficial, a continuação de “Top Gun” já foi assistida, na verdade, por mais 1,1 milhões de espectadores brasileiros e acumula R$ 25,4 milhões em bilheteria. Considerando apenas o público do fim de semana, a sequência de “Doutor Estranho” foi vista por 333 mil pessoas, enquanto “Sonic 2: O Filme” completou o pódio com pouco mais de 50 mil espectadores, superando “O Homem do Norte”, que estreou na semana passada. Veja abaixo o Top 10 nacional, de acordo com a Comscore. #Top10Bilheteria #Filmes #Cinema 26-29/51. #TopGunMaverick 2. #DoutorEstranho #MultiversoDaLoucura 3. #SonicMovie2 4. #OHomemDoNorte5. #UEFAChampionsLeagueFINAL 6. #AMedium7. #LutaPelaFé8. #DetetivesPredioAzul39. #DogAAventuraDeUmaVida10. #MedidaProvisória — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) May 30, 2022
Johnny Depp faz show de rock enquanto espera veredito do processo contra Amber Heard
Enquanto aguarda o veredito do processo milionário que abriu contra Amber Heard, o ator Johnny Depp viajou até a Inglaterra para participar de um show do músico Jeff Beck. Ele cantou quatro músicas ao lado do guitarrista na noite de domingo (30/5). Em 2020, os dois gravaram uma versão de “Isolation”, composição de John Lennon, de 1970. Durante o show com Jeff Beck, o ator também cantou “What’s Going On”, de Marvin Gaye, “Little Wing”, de Jimi Hendrix, e “Hedy Lamarr”, do próprio Jeff Beck. Antes de se tornar ator, Depp queria ser roqueiro. Ele até testemunhou sobre essas aspirações musicais no processo contra Heard, observando que, como não estava tendo tanto sucesso na música, voltou-se à atuação. Depp também faz parte do grupo Hollywood Vampires, que conta com Alice Cooper e o guitarrista Joe Perry (do Aerosmith). O resultado do processo aberto em Fairfax, no estado americano de Virgínia, espera a deliberação do júri, que deve acontecer na terça-feira (1/5). Depp está processando sua ex-esposa em US$ 50 milhões por difamação, devido a um texto que ela escreveu sobre violência doméstica no jornal The Washington Post em 2018, e Heard reagiu processando-o em US$ 100 milhões por alegar que suas afirmações são mentiras. Veja abaixo trechos do show de Beck e Depp, registrados por fãs.
Maestro: Netflix revela fotos do novo filme de Bradley Cooper
A Netflix divulgou as primeiras imagens oficiais de “Maestro”, próximo filme de Bradley Cooper, que será uma biografia do famoso maestro e compositor Leonard Bernstein (1918–1990), conhecido por suas trilhas para filmes e peças de teatro como “Amor, Sublime Amor”, “Um Dia em Nova York” e “Sindicato de Ladrões”. Para dar noção da importância de Bernstein para a história dos musicais, basta dizer que ele é o autor da conhecidíssima canção “New York, New York”. A plataforma de streaming “roubou” o filme da Paramount, que estava originalmente desenvolvendo o longa. Entre os produtores do projeto, estão ninguém menos que os cineastas Martin Scorsese (“O Irlandês”), Steven Spielberg (“Jogador Nº 1”) e Todd Phillips (“Coringa”). Será o segundo filme dirigido por Cooper, após sua estreia atrás das câmeras em “Nasce uma Estrela”. Ele também estrela a produção e aparece bastante envelhecido por maquiagem nas fotos divulgadas. O astro ainda co-escreveu o roteiro com Josh Singer, roteirista do drama vencedor do Oscar “Spotlight”. O longa vai cobrir mais de 30 anos para contar a história complexa do casamento entre Bernstein e sua esposa, Felicia Montealegre. A atriz Carey Mulligan (“Bela Vingança”) interpreta a mulher do compositor e Maya Hawke (“Stranger Things”) está escalada como a filha mais velha do casal, Jamie. Cooper obteve os direitos artísticos das obras de Bernstein e trabalha em estreita colaboração com os filhos do maestro – Jamie, Alexander e Nina. Ele está comprometido com esse projeto já há quatro anos e, graças ao apoio da família de Bernstein e ao controle dos direitos musicais, derrubou um filme rival, chamado de “The American”, que deveria ser dirigido por Cary Fukunaga (“007 – Sem Tempo para Morrer”) e estrelado por Jake Gyllenhaal (“Homem-Aranha: Longe de Casa”). Além da estreia na Netflix, o filme terá lançamento limitado nos cinemas, visando a temporada de premiações. Vale lembrar que “Nasce Uma Estrela”, a estreia de Cooper na direção, foi indicado a oito Oscars. From the set of MAESTRO. pic.twitter.com/y3qsYILk6P — NetflixFilm (@NetflixFilm) May 30, 2022
André Marques deixa a Globo após 27 anos
O ator e apresentador André Marques deixou a Rede Globo após 27 anos. Revelado como o personagem Mocotó em “Malhação”, ele se despede da emissora como apresentador do “É de Casa”, que irá ao ar até o próximo dia 2 de julho. “André Marques deixa a Globo, após uma longa trajetória como ator e apresentador. Do inesquecível Mocotó de “Malhação”, em 1995, à apresentação do “É de Casa”, matinal que integra desde a estreia, passando por realities como “The Voice Kids”, “The Voice+”, “The Voice Brasil”, “Superstar”, e “No Limite”, além do “Vídeo Show”, foram 27 anos em que seu carisma, talento e sua irreverência conquistaram o público”, disse a Globo em comunicado. A nota acrescenta que o fim do contrato segue as “novas dinâmicas de trabalho” da Globo com seus talentos, que passa a ser por obra realizada. “André tem abertas as portas da Globo para futuros projetos em todas as suas múltiplas plataformas”, conclui o texto. André Marques também fez uma publicação nas redes sociais, fazendo um apanhado de sua carreira e comentando o desligamento da emissora. “Despretensioso de tudo, comecei a fazer teatro em 1992. Em 1995 entrei em Malhação.Fiquei 5 anos lá, mas o Mocotó, que mudou a minha vida, segue comigo até hoje. Depois virei apresentador e foram 14 anos de outro marco, o Vídeo Show. Ainda tive o prazer de comandar o Video Game Verão , Superstar, Mais Você, The Voice Brasil, The Voice + , The Voice Kids, No Limite e o É de Casa, programa que me despeço em julho, dia 2”, escreveu. “Na Globo cresci, fiz amizades pra vida, operei meu estômago, uma mudança grande na minha vida! Uma linda relação com a Globo. Sou só Gratidão. E, depois desses quase 30 anos de um casamento feliz, fiel e cheio de amor… conversamos bastante, e em comum acordo, decidimos nos separar no papel”, resumiu. Ele também falou sobre seus próximos passos fora da emissora: “Chegou a hora de colocar meus projetos e sonhos em prática. Serei meu próprio chefe”. Dando uma dica do que vem por aí, ele disse: “Vou cozinhar por esse Brasil🇧🇷 e pelo mundo, e levando vocês comigo pela tela da tv, do celular, do computador e no coração, sempre!” “Assim que eu puder… conto mais detalhes do que vem por ai pra vocês! (Ansioso) Porque antes… vou tirar umas férias”, completou. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Andre Marques (@euandremarques)
Alycia Debnam-Carey se despede de “Fear the Walking Dead” após 7 temporadas
A atriz australiana Alycia Debnam-Carey usou o Instagram para se despedir de Alicia Clark, personagem que interpretou em sete temporadas de “Fear the Walking Dead”. Seu último episódio vai ao ar nesta segunda (30/5) no país, pelo canal pago AMC Brasil. “Eu tinha 21 anos quando comecei esta jornada louca – e, agora, aos 28, após sete anos e 100 episódios, decidi que era hora de seguir em frente como atriz e como pessoa. Como é da natureza da nossa profissão, eu precisava sair por aí procurando novos desafios e oportunidades”, explicou ela. “Me sinto muito sortuda por ter feito parte de algo tão incrível por tanto tempo. Espero que vocês possam entender e respeitar a minha escolha de continuar crescendo e expandindo minha carreira. Eu não estaria aqui sem vocês, e me sinto grata”, completou. A série encerra sua 7ª temporada na próxima semana, mas o destino de Alicia vai ficar em aberto. Grande spoiler daqui pra frente. Infectada por uma mordida de zumbis, Alicia parece milagrosamente se curar em sua cena final, mas o contexto deixa no ar se isso foi fato ou delírio, fazendo-a desaparecer em meio à fumaça de um grande incêndio, enquanto ruma para uma nova aventura. Assim, ela se junta à personagem Al (Maggie Grace), que também continua viva, mas sem fazer mais parte da trama da atração. Por outro lado, o final aberto permite um retorno em algum ponto do futuro, como aconteceu com Kim Dickens, que, ironicamente, retomou o papel de Madison Clark, a mãe de Alicia, no episódio posterior à despedida de Alycia Debnam-Carey. Vale lembrar que a atriz australiana já morreu antes numa série, “The 100”, e o clamor dos fãs a fez retornar várias vezes em participações especiais. O destino de Alicia, por sinal, fará parte de uma discussão importante entre Madison e Morgan (Lennie James) em seu primeiro contato na série, previsto para a semana que vem. E o tom indica que a morte da personagem não será aceita sem questionamentos. Mas situação mais urgente precisará ser resolvida antes de qualquer busca por Alicia, quando ambos retornarem na 8ª temporada. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Alycia Debnam-Carey (@alyciajasmin)
Milton Gonçalves (1933-2022)
O ator Milton Gonçalves, pioneiro da representatividade na TV e no cinema brasileiros, morreu nesta segunda-feira (30/5), em sua casa no Rio de Janeiro, aos 88 anos, por consequência de problemas de saúde que vinha enfrentando desde que teve um AVC em 2020, enquanto participava de uma feijoada na quadra da escola de samba Salgueiro. Com uma carreira vasta, iniciada nos anos 1950, ele chegou na TV pelo teatro, ou melhor pelo teleteatro, integrando várias adaptações de textos dramatúrgicos que preenchiam o “Grande Teatro Tupi”, antes das primeiras novelas. Mas sempre foi mais ligado ao cinema, estreando na tela grande em “O Grande Momento”, clássico de Roberto Santos lançado em 1958. O ator fez parte de momentos marcantes do cinema nacional, a partir das participações em “Cidade Ameaçada” (1960), de Roberto Farias, um dos pioneiros do gênero policial brasileiro, e no revolucionário “Cinco Vezes Favela” (1962), que colocou as comunidades cariocas na tela. Nesta antologia de tramas de favela trabalhou com o mestre do Cinema Novo Joaquim Pedro de Andrade. Sua trajetória praticamente se confunde com história da sétima arte no país, desde chanchadas com Dercy Gonçalves (“Sonhando com Milhões”, em 1963), dramas de cafajestes de Jece Valadão (“Procura-se uma Rosa” e “História de um Crápula”, em 1964 e 65), marcos do Cinema Novo (além de “Cinco Vezes Favela”, a adaptação de “Grande Sertão”, feita em 1965 por Geraldo e Renato Santos Pereira, o politizado “O Bravo Guerreiro”, de Gustavo Dahl, de 1968, e o icônico “Macunaíma”, de Joaquim Pedro de Andrade, em 1969), musicais de pop/rock (“Em Busca do Tesouro”, com Jerry Adriani, em 1967, e “É Simonal”, com Wilson Simonal em 1970), cinema underground (“O Anjo Nasceu”, de Júlio Bressane, em 1969) e até protótipos da pornochanchada (“Toda Donzela Tem Um Pai Que É Uma Fera” e “Os Paqueras”, respectivamente de Roberto e Reginaldo Farias, em 1966 e 1969), além de sucessos populares (“O Homem Nu”, de Roberto Santos) e a consagração como o bandido favorito do emergente gênero policial brasileiro (“Paraíba, Vida e Morte de um Bandido”, “Mineirinho Vivo ou Morto”, “Na Mira do Assassino”, “Máscara da Traição”, “Pedro Diabo Ama Rosa Meia Noite”, “Sete Homens Vivos ou Mortos”, apenas entre 1966 e 1969). Ele continuou se destacando na tela grande nos anos seguintes, mas após ser contratado pela Globo foi como se só fizesse novelas, tamanha a popularidade alcançada por alguns de seus personagens, como o Zelão das Asas, de “O Bem-Amado” (1973), e o médico Percival, de “Pecado Capital” (1975). Sua longa experiência cinematográfica também o credenciou a se tornar diretor de novelas, estreando na função em “Irmãos Coragem” (1970), de Janete Clair, primeira produção com cenas intensas de ação da TV brasileira e um dos maiores sucessos da Globo em todos os tempos, além de ter comandando “Selva de Pedra” (1972), “O Bem-Amado” (1973) e “Escrava Isaura” (1976), outros fenômenos de audiência – no caso da última, audiência mundial. Também participou da série infantil “Vila Sésamo” (1972), como o Professor Leão, ao lado de Sonia Braga e Armando Bógus, e se destacou como ator em mais de 40 novelas e minisséries, incluindo “Roque Santeiro” (1985), “Tenda dos Milagres” (1985), “As Noivas de Copacabana” (1992), “Agosto” (1993), “Chiquinha Gonzaga” (1999), “Sinhá Moça” (2006), primeira novela da Globo indicada ao Emmy Internacional, e “A Favorita” (2008), atualmente sendo reprisada na TV. Ao mesmo tempo, continuou preenchendo as telas de cinema com performances antológicas, clássico atrás de clássico. Foram mais de 80 longa-metragens! Se já tinha sido o cara do cinema dos anos 1960, atuando em praticamente todos os gêneros populares no período, seguiu fazendo História com “A Rainha Diaba” (1974), de Antonio Carlos da Fontoura, em que viveu uma drag queen criminosa, foi premiado pela primeira vez no Festival de Gramado pelo papel coadjuvante de “Barra Pesada” (1977), drama criminal dirigido pelo ator Reginaldo Faria, com quem contracenou em “Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia” (1977), de Hector Babenco, que denunciou tortura e chegou a ser proibido pela ditadura. Ainda integrou “Eles Não Usam Black-Tie” (1981), de Leon Hirszman, como um operário engajado no drama grevista que marcou a abertura democrática do país, e ajudou a contar a história de Palmares em “Quilombo” (1984), de Cacá Diegues. Babenco foi responsável por lançar sua carreira internacional em “O Beijo da Mulher-Aranha” (1985), premiado com o Oscar. Por isso, mesmo sem sair do Brasil, ele foi dirigido pelos americanos Paul Mazursky na comédia “Luar sobre Parador” (1988), Zalman King no erótico “Orquídea Selvagem” (1989), Rick King no thriller de ação “Kickboxer 3: A Arte da Guerra” (1992), e Jeff e Michael Zimbalist na biografia “Pelé: O Nascimento de uma Lenda” (2016), sem esquecer do francês Éric Rochat em “O Quinto Macaco” (1989) – o que lhe permitiu contracenar com astros de Hollywood como Richard Dreyfuss, Mickey Rourke, Vincent D’Onofrio e Ben Kingsley. Gonçalves também participou de “O Que é Isso, Companheiro?” (1997), drama político de Bruno Barreto indicado ao Oscar de Melhor Filme Internacional, do remake de “O Homem Nu” (1997), de Hugo Carvana, do musical “Orfeu” (1999), uma de suas muitas parcerias com Cacá Diegues, e muitos, muitos outros filmes. Especialista em produções criminais, ele ganhou um troféu internacional por integrar o elenco de “Carandiru” (2003), de Babenco, no Festival de Cartagena. Mas nem sempre foi bandido. Também foi delegado em “Bufo & Spallanzani” (2001), de Flávio Ramos Tambellini, e até Presidente da República em “Segurança Nacional” (2010), de Roberto Carminati. Fez de tudo um pouco, até três produções da Xuxa. E trabalhou com os maiores cineastas que viveram no país, incluindo mestres negros, como Antonio Pitanga e Joel Zito Araújo. Vivendo o pai de “Filhas do Vento”, de Araújo, conquistou o Kikito de Melhor Ator do Festival de Gramado em 2004. Entre seus trabalhos mais recentes estão “Quincas Berro d’Água” (2010), de Sérgio Machado, “O Abismo Prateado” (2011), de Karim Aimouz, “Assalto ao Banco Central” (2011), de Marcos Paulo, “Giovanni Improtta” (2013), de José Wilker, “Carcereiros: O Filme” (2019), de José Eduardo Belmonte, e “Pixinguinha, Um Homem Carinhoso” (2019), de Allan Fiterman e Denise Saraceni. Seu último longa foi “Hermanoteu na Terra de Godah: O Filme” (2022), adaptação de uma comédia teatral popular, enquanto sua despedida televisiva se deu em dois tempos: no streaming com “Filhas de Eva” (2021) e na TV aberta com “Juntos a Magia Acontece: Especial de Natal” (2019), primeiro especial de Natal com uma família negra da televisão brasileira, que venceu o Leão de Ouro na categoria Entretenimento, no Festival Internacional de Criatividade de Cannes. Sua morte causou comoção nos colegas de cena. “O coração está pequeno agora”, escreveu Lázaro Ramos nas redes sociais. “Choro com sua partida. E agradeço imensamente todos os caminhos que o senhor abriu pra nós. Me sinto privilegiado por ter te assistido em cena e testemunhado toda sua inteligência cênica, assim como me sinto honrado por termos nos encontrado tantas vezes no trabalho. Obrigado por ser inspiração e pelo seu pioneirismo. Receba meu mais caloroso aplauso, seu Milton Gonçalves”. “É uma perda gigante porque Milton representa o que temos de melhor”, disse Taís Araújo em depoimento ao jornal O Globo. “E quando a gente perde alguém por aqui, a gente ganha um ancestral. E ganhar um ancestral significa que ele continua entre nós e que seu legado agora é nosso norte. Fui ‘filha’ de Milton em três novelas e um filme, não poderia ter um mestre melhor. Ele segue sendo minha bússola e jamais deixará de ser um dos faróis de nossa arte com seu talento e por ter aberto tantos caminhos”. “Quando alguém de tanta importância se despede de nós, sempre me faltam muitas palavras, como agora…”, postou Zezé Motta nas redes sociais. “Milton Gonçalves era dos mais importantes atores que este país já teve. Milton faz parte da história da TV brasileira. Um gênio, elegante, brilhante profissional. Foram muitos sets juntos, muitas histórias, muitas famílias… Nosso último trabalho juntos foi no especial ‘Juntos a Magia Acontece’, que ganhou prêmio em Cannes. Descanse em paz meu querido colega. Obrigada por tanto, você é eterno. Você é referência.”












