Time After Time: H.G. Wells persegue Jack, o Estripador no primeiro comercial da série
A rede ABC divulgou uma foto e o primeiro comercial de “Time After Time”, série sci-fi aprovada para a próxima temporada. A trama é baseada no filme de aventura “Um Século em 43 Minutos” (1979), que acompanha o escritor H.G. Wells em sua famosa Máquina do Tempo, após Jack, o Estripador, usá-la para escapar da polícia, desaparecendo da Londres vitoriana sem deixar pistas. Embora a história deva sua premissa ao clássico sci-fi “A Máquina do Tempo”, escrito e “estrelado” por Wells em 1895, a série refletirá mais diretamente o filme de Nicholas Meyer (e do romance que o inspirou, escrito por Karl Alexander) de 1979, com os personagens (vividos por Malcolm McDowell e David Warner no cinema) encarnados por Freddie Stroma (série “UnReal”) e Josh Bowman (série “Revenge”) na televisão. Assim como no cinema, quando Jack, o Estripador descobre a máquina e a usa para fugir da polícia londrina do século 19, o jovem Wells se vê compelido a usar sua invenção para persegui-lo, chegando ao futuro – ou melhor, a 2016. No elenco, também estão Genesis Rodriguez (“Noite sem Filme”), Regina Taylor (série “The Unit”) e a cantora Jordin Sparks (“Sparkle: O Brilho de uma Estrela”). Com o título original do filme, “Time After Time” foi desenvolvido pelo roteirista Kevin Williamson, criador da franquia “Pânico” e das séries “The Vampire Diaries” e “The Following”, com produção da Warner Bros. Television.
Frequency: Série baseada no filme sobrenatural Alta Frequência é aprovada
A rede americana CW anunciou a aprovação da produção da série “Frequency”, baseada no filme sobrenatural “Alta Frequência” (2000). Desenvolvido por Jeremy Carver (criador da série “Being Human”), “Frequency” vai acompanhar uma jovem policial que entra em contato, pelo rádio, com seu pai falecido há 20 anos. Policial veterano, ele a ajuda a resolver um caso, mas isso cria um efeito borboleta no presente. O filme original (imagem acima) contava a história de um policial (Jim Caviezel, da série “Person of Interest”) que consegue se comunicar com o pai (Dennis Quaid, de “A Qualquer Preço”), um bombeiro falecido há 30 anos, por meio de um rádio amador. Na trama original, conforme o pai ajuda o jovem a desvendar um mistério, o policial tenta lhe passar informações que possam mudar seu destino no passado. Os protagonistas da nova versão são Peyton List (séries “Blood & Oil” e “The Tomorrow People”) e Riley Smith (série “Nashville”), e o elenco ainda inclui Mekhi Phifer (série “E.R.”), Lenny Jacobson (série “Nurse Jackie”), Anthony Ruivivar (série “Banshee”) e Devin Kelley (série “Resurrection”). O piloto foi dirigido pelo cineasta Brad Anderson (“Chamada de Emergência”), que se tornou um especialista em chancelar séries, tendo comandado os pilotos de “Zoo”, “Forever” e “Almost Human”, todos aprovados.
No Tomorrow: Como Aproveitar o Fim do Mundo vai virar série americana
A rede americana CW aprovou a produção do remake de “Como Aproveitar o Fim do Mundo”. Intitulada “No Tomorrow”, a atração vai alterar a premissa da produção da rede Globo para adequá-la aos dias atuais. A série brasileira tinha como história central a ideia de que, segundo uma profecia maia, o mundo acabaria em 21 de dezembro de 2012. Durou oito episódios e foi cancelada na véspera da data em que o planeta “acabaria”, mas mesmo assim conseguiu ser indicada ao Emmy Internacional em 2013, chamando atenção dos produtores americanos. Escrita por Corinne Brinkerhoff e produzida por Ben Silverman (que juntos produzem “Jane the Virgin”, adaptação bem-sucedida de uma novela venezuelana), “No Tomorrow” será estrelada por Joshua Sasse (série “Galavant”) e Tori Anderson (série “The L.A. Complex”), em versões dos papéis desempenhados por Danton Mello e Alinne Moraes na atração original. O remake vai acompanhar Sarah (Anderson), uma analista de risco e qualidade de vida, que se apaixona por Xavier (Sasse), um homem aventureiro, que gosta de curtir a vida ao máximo, sem se importar com as consequências. O que ela não imagina é que Xavier leva a vida dessa forma porque ele acredita que o fim do mundo está chegando. A série era o único piloto de comédia encomendado pela CW para a próxima temporada, gênero que, se não tem atraído público, vem rendendo reconhecimento crítico à rede, graças aos prêmios conquistados pela própria “Jane the Virgin” e, mais recentemente, “Crazy Ex-Girlfriend”.
Série Galavant é cancelada, mas deve voltar na Broadway
A rede americana ABC anunciou o cancelamento de “Galavant” depois de duas temporadas. A atração era festejada pela crítica, mas tinha baixa audiência. No final, ser cult não foi o suficiente para garantir novos episódios. Criada por Dan Fogelman (roteirista da animação “Enrolados”), a série tinha tom de fábula da Disney, contando até com músicas originais de Alan Menken, vencedor de quatro Oscars de Melhor Canção – por “A Pequena Sereia” (1989), “A Bela e a Fera” (1991), “Aladdin” (1992) e “Pocahontas” (1995). “Galavant” acompanhava o personagem-título (Joshua Sasse, da série “Rogue”), um homem honesto e exímio com a espada, que descobre ter perdido o amor de sua vida (Mallory Jansen, da série “Young & Hungry”) para o Rei Richard (Timothy Omundson, da série “Psych”). A jovem preferiu se casar com um homem rico a passar o resto da vida ao lado de um pobretão. Mas, quando a Princesa Isabella (Karen David, da série “Waterloo Road”), filha do Rei de Valência, busca sua ajuda para libertar seu reino, ele descobre o verdadeiro amor. O elenco ainda incluía participações especiais de vários rostos conhecidos, como Vinnie Jones (“Rota de Fuga”), John Stamos (série “Plantão Médico/E.R.”), Ricky Gervais (série “Derek”) e Rutger Hauer (série “True Blood”). Apesar das críticas positivas, a atração enfrentou problemas de audiência desde sua estreia e os próprios produtores disseram em entrevista que a renovação para a 2ª temporada tinha sido um milagre. Mesmo assim, “Galavant” deve continuar em outro formato, já que Alan Menken revelou que tem planos para transformá-la num musical na Broadway. “Gavalant não vai continuar na ABC. Mas vai continuar em outros formatos. GARANTIDO”, postou Menken em seu Twitter. “Eu amo o nosso elenco, roteiristas e fãs!! Fiquem ligados…” Por sua vez, Joshua Sasse, o Galavant, já emplacou uma nova série de comédia na TV americana. Ele vai se manter no ar com a produção de “No Tomorrow”, versão americana da série “Como Aproveitar o Fim do Mundo”, da rede Globo.
Timeless: Veja as primeiras fotos da nova série do criador de Supernatural
A rede americana NBC divulgou as primeiras imagens de “Timeless”, série sobre viagem no tempo, que vai estrear na próxima temporada de outono nos EUA. Anteriormente intitulada “Time”, a série foi criada pela dupla Eric Kripke (criador de “Supernatural” e “Revolution”) e Shawn Ryan (criador de “The Shield” e “Last Resort”) e vai seguir um trio de viajantes do tempo em perseguição a um criminoso que planeja alterar a história com resultados potencialmente catastróficos. Na trama, Goran Visnjic (série “Extant”) rouba uma máquina do tempo secreta de última geração com a intenção de destruir a América alterando o passado. A única esperança reside em uma inesperada equipe: um cientista (Malcolm Barrett, de “Better Off Ted”), um soldado (Matt Lanter, de “90210”) e uma professora de história (Abigail Spencer, de “Rectify”), que devem usar um protótipo da máquina para viajar de volta no tempo para impedir os planos do vilão e evitar uma catástrofe. Se a trama parece conhecida é porque ela lembra a série canadense “Continuum”, recentemente finalizada. Mas seus produtores preferem fazer outra comparação, descrevendo-a como uma “combinação entre ‘De Volta para o Futuro’ e ‘Missão Impossível’”. O piloto foi dirigido por Neil Marshall (“Centurião”), cineasta britânico que, nos últimos anos, vem se especializando em séries, como “Game of Thrones”, “Hannibal” e “Black Sails”.
Midnight, Texas: Nova série de terror da autora de True Blood ganha primeiras fotos
A rede americana NBC divulgou as primeiras fotos de “Midnight, Texas”, nova série de terror baseada nos livros da escritora Charlaine Harris, autora da franquia literária “Crônicas de Sookie Stackhouse”, que deu origem à série “True Blood”. A atração, aprovada para a próxima temporada de outono nos EUA, é uma adaptação da trilogia “Midnight, Texas”, cujo último volume chega este mês às livrarias dos EUA. O roteiro foi desenvolvido por Monica Breen (produtora-roteirista de “Agents of SHIELD”) e é descrito como uma mistura de “True Blood” com “Twin Peaks”. A trama se passa na cidade de Midnight (meia-noite), um lugarejo bastante remoto do Texas, para onde se muda apenas quem busca se esconder, como criminosos, mas também criaturas sobrenaturais. Quando uma das moradoras desaparece, todos são suspeitos. O piloto foi dirigido pelo cineasta dinamarquês Niels Arden Oplev (“Os Homens que Não Amavam as Mulheres”) e o elenco inclui Arielle Kebbel (série “The Vampire Diaries”), François Arnaud (série “The Borgias”), Peter Mensah (série “Spartacus”), Dylan Bruce (série “Orphan Black”), Jason Lewis (“Sex and the City”), Sarah Ramos (série “Parenthood”) e Lora Martinez-Cunningham (“Sicario”).
NBC cancela Undeatable e quatro séries da atual temporada
A rede americana NBC anunciou o cancelamento de cinco séries. Três são comédias: “Telenovela”, “Crowded” e “Undateable”. As demais são os dramas “Heartbeat” e “Game of Silence”. Da lista, apenas “Undateable” era veterana, saindo do ar após três temporadas. As outras são lançamentos recentes que não emplacaram, com resultados insatisfatórios de audiência. De todas, “Telenovela” era a mais proeminente, por ser estrelada pela atriz Eva Longoria (série “Desperate Housewives”) e se passar nos bastidores da gravação de uma novela latina. “Heartbeat” também tinha uma atriz conhecida, Melissa George (série “Grey’s Anatomy”), como uma cirurgiã cardíaca. Mas nenhuma delas conquistou público e crítica. A que mais sofreu foi “Crowded”, em que a estrelinha teen Miranda Cosgrove (série “iCarly”) retornava para a casa dos pais. A atração foi considerada um exemplo acabado de como as sitcoms tradicionais tinham se tornado antiquadas. Mais o pior desempenho coube a “Game of Silence”, suspense centrado num mistério, que recebeu a notícia do cancelamento após exibir seu sexto episódio. Ou seja, nem vale a pena acompanhar o resto, pois a trama não deve ter resolução.
Série teen Faking It é cancelada pela MTV
O canal americano MTV anunciou o cancelamento da série “Faking It”, que termina em sua 3ª temporada. O episódio final do programa irá ao ar na próxima terça-feira (17/5) nos EUA. A série girava em torno de duas amigas, Karma (Katie Stevens, do reality show “American Idol”) e Amy (Rita Volk, da série “Major Crimes”), que querem a todo custo se tornarem populares na escola, e descobrem que podem conseguir isso fingindo ser um casal lésbico. Até que são forçadas a bancar sua farsa, com direito a beijos na frente de todos os amigos. Os problemas começam quando uma delas percebe que é realmente lésbica. “Minha esperança é que ‘Faking It’ seja a primeira série do que chamo de era pós-gay na televisão”, disse o criador da série Carter Covington ao site The Hollywood Reporter. “Nós sempre tentamos abordar a narrativa a partir de um ponto que vai além das histórias de pessoas assumindo a homossexualidade, e realmente exploramos as vidas de todos os nossos personagens, independentemente de sua sexualidade”. “Faking It”, entretanto, jamais agradou à comunidade LGBT por utilizar-se de diversos estereótipos e tratar a homossexualidade de forma fútil. A série tampouco agradou ao público em geral, sendo cancelada por causa da baixa audiência – a última temporada foi vista por menos de 500 mil pessoas por episódio (em todas as plataformas).
Reboot de MacGyver e série derivada de Dia de Treinamento são aprovadas
A rede americana CBS oficializou a encomenda de seis novas séries para a próxima temporada, incluindo uma nova versão de “MacGyver: Profissão Perigo” e uma série baseada no filme “Dia de Treinamento”. Apesar de aprovada, a produção de “MacGyver” sofreu intervenção, por não ter agrado completamente à emissora. Parte do elenco do piloto será dispensada, em busca de um novo direcionamento, que será produzido por Peter Lenkov (de “Havaii Five-0”), que irá substituir os desenvolvedores do projeto original. Na série original, exibida com enorme sucesso entre 1985 e 1992, Angus MacGyver (Richard Dean Anderson) era um agente secreto veterano que conseguia se virar com poucos recursos, usando apenas seus conhecimentos científicos e um canivete suíço que sempre carregava, para se safar das mais difíceis situações. Na nova versão, ele será um agente novato, de 20 e poucos anos, aprendendo os truques que o tornaram famoso. Lucas Till (“X-Men: Primeira Classe”) permanece escalado no papel principal, assim como George Eads (série “CSI”) como seu treinador. “Training Day” será uma reimaginação do filme de 2001, que rendeu o Oscar para o ator Denzel Washington. A produção está a cargo do próprio diretor do longa, Antoine Fuqua, em parceria com Will Beall, roteirista de “Caça aos Gângsteres” (2013) e ex-detetive do departamento de Los Angeles. O filme “Dia de Treinamento” contava a história do jovem policial Jake Hoyt (Ethan Hawke), que no seu primeiro dia de treinamento acompanhava o detetive corrupto Alonzo Harris (papel de Denzel Washington), tornando-se testemunha e alvo da violência do colega. A série vai mudar a raça dos personagens, acompanhando um jovem policial afro-americano idealista chamado Kyle Craig, que é indicado para o esquadrão de elite da polícia de Los Angeles, a SIS (Special Investigations Section), onde ganha a parceria de um detetive experiente, mas moralmente ambíguo, Frank Rourke. O policial veterano será interpretado por Bill Paxton (“No Limite do Amanhã”) e o novato pelo estreante Justin Cornwell. O elenco ainda inclui Katrina Law (série “Arrow”), Julie Benz (série “Defiance”) e Drew Van Acker (série “Pretty Little Liars”). O terceiro drama aprovado foi “Bull”, série baseada na vida real do famoso Dr. Phill, antes de virar um psicanalista televisivo, com produção de Steven Spielberg. Michael Weatherly (série “NCIS”) estrela a série como o Dr. Jason Bull, alter-ego do Dr. Phill, como um médico consultor de julgamentos criminais. Por sua vez, “Pure Genious” (previamente conhecido como “Bunker Hill”), é uma criação de Jason Katims (“Parenthood”) e se passa num hospital high tech, financiado por um bilionário do Vale do Silício (Augustus Prew, da série “The Borgias”), que tratará seus pacientes com o que há de mais moderno e revolucionário na medicina. O elenco inclui Dermot Mulroney (“Sobrenatural: A Origem”), Odette Annable (séries “House” e “Banshee”), Brenda Song (série “Dads”), Reshma Shetty (série “Royal Pains”), Ward Horton (“Annabelle”) e Matthew John Armstrong (série “Heroes”). As demais produções são comédias. Uma delas, por sinal, também passará por reestruturação com mudança de elenco. Trata-se de “Man with a Plan” (previamente intitulada “I’m Not Your Friend”), que marca a volta de Matt LeBlanc para a TV aberta, após o cancelamento de “Episodes”. Na trama desenvolvida pelo casal Jeff & Jackie Filgo (produtores de “That ’70s Show”), LeBlanc vira dono de casa e pai em tempo integral quando sua mulher resolve aceitar um emprego. A mulher seria vivida por Jenna Fischer (série “The Office”), mas, segundo apuraram alguns sites, não teria havido química entre ela e LeBlanc no piloto. Por fim, “The Great Indoors” trará Joel McHale de volta à um papel fixo na TV após o cancelamento de “Community”, ao lado do veterano comediante britânico Stephen Fry (“24 Horas: Viva Um Novo Dia”). O projeto acompanhará um repórter aventureiro (McHale) que precisa se adaptar quando sua revista vira online e ele se vê chefiando um grupo de jovens com a mentalidade do novo milênio. O elenco inclui Christopher Mintz-Plasse (“Kick-Ass”), Brianne Howey (“Eu Quero Matar Meu Chefe 2”) e Chris Williams (série “Silicon Valley”).
Agent Carter é cancelada e Agents of SHIELD não terá novo spin-off
A rede ABC anunciou o cancelamento da série “Agent Carter” e a desistência de produzir “Marvel’s Most Wanted”, novo spin-off de “Agents of SHIELD”, retirando-se da disputada pelo público das adaptações de quadrinhos na televisão, posição atualmente liderada pela CW com suas séries da DC Comics. Infelizmente, por mais que “Agent Carter”, baseada nas histórias da agente secreta Peggy Carter (com Hayley Atwell repetindo seu papel de “Capitão América: Primeiro Vingador”), tenha conquistado a crítica, a série nunca foi sucesso de audiência. Mesmo somando todas as plataformas, a 2ª temporada nunca passou dos 4,3 milhões de telespectadores. Para piorar, a série terminou num cliffhanger que deveria ser explorado na 3ª temporada, deixando os fãs sem uma resolução. Um telefilme seria uma forma de apaziguar os ânimos, mas a ABC, perpetuando uma prática nefasta das grandes redes, não pretende dar satisfação a seus telespectadores. A baixa audiência, que causou o cancelamento de “Agent Carter”, também influiu na decisão da emissora em não prosseguir com os planos de produzir “Marvel’s Most Wanted”, que seria centrado em dois personagens de “Agents of SHIELD”, Bobbi Morse (Adrianne Palicki) e Lance Hunter (Nick Blood). É provável que, diante disso, os personagens, que tinham se despedido de “Agents of SHIELD” em março, voltem a ser incorporados à série na próxima temporada – se seus intérpretes não optarem por outras oportunidades. “Agents of SHIELD” teve a renovação para sua 4ª temporada anunciada em março. Hayley Atwell, por sua vez, seguirá no canal, protagonizando uma nova série, o drama jurídico “Conviction”, em que vive uma filha rebelde de políticos que, para evitar ser presa por drogas, aceita integrar uma unidade da promotoria federal, dedicada a investigar casos de pessoas condenadas injustamente. Criada pela roteirista Liz Friedman (“Jessica Jones” e “Elementary”) e a diretora Liz Friedlander (séries “Stalker” e “The Following”), a série vai estrear na temporada de outono, entre setembro e novembro nos EUA.
Série Riverdale vai juntar a Turma do Archie e Josie e as Gatinhas
A rede americana CW vai aumentar ainda mais sua cota de adaptações de quadrinhos com a produção da série “Riverdale”, baseada nos gibis e desenhos animados da “Turma do Archie” e “Josie e as Gatinhas”. A atração teve sua 1ª temporada encomendada, com produção de Greg Berlanti, responsável por “Arrow”, “The Flash” e “Legends of Tomorrow”, que já fazem sucesso na emissora, além de “Supergirl”, cuja 2ª temporada também será exibida na CW. “Riverdale” é uma criação de Roberto Aguirre-Sacasa (roteirista das séries “Glee”, “Supergirl” e do remake de “Carrie, a Estranha”), que tem realizado uma verdadeira revolução como diretor criativo da Archie Comics, graças à introdução de temas de terror e tramas adultas, que tornaram a editora das histórias do Archie uma das mais faladas da atualidade. Aparentemente, a série vai refletir essa abordagem. E isto chegou a ser considerado um problema logo de cara. O projeto foi originalmente desenvolvido para a rede Fox, que, entretanto, considerou o roteiro sombrio demais. A CW comemorou, trouxe a produção para seu teto e já está marcando a estreia. “A abordagem sombria é consequência de ter Roberto e Greg, e se eles colocam algo na cabeça, você tem que aproveitar e lhes dar corda”, disse Mark Pedowitz, presidente da CW, defendendo o tom da série para a revista The Hollywood Reporter. O título “Riverdale” se refere à cidade fictícia de Riverdale e à escola frequentada por Archie, Betty, Veronica, Reggie, Moleza e demais personagens da “Turma do Archie”, a Riverdale High School. Uma cultuada banda punk americana também adotou o nome de The Riverdales em homenagem ao universo juvenil dos gibis. Criados por Vic Bloom e Bob Montana, os quadrinhos dos Archies são publicados desde 1941 nos EUA, acompanhando o cotidiano do estudante Archie Andrews e seus amigos do colegial. Eles se tornaram conhecidos no Brasil pela série animada dos anos 1960 “A Turma do Archie”, que também fez sucesso no rádio, quando a música “Sugar, Sugar”, tocada pela banda The Archies, supostamente formada pelos personagens, saiu da animação para se tornar um fenômeno pop internacional. A produção ainda ganhou um spin-off que se tornou ainda mais popular que a turma original: a feiticeira adolescente “Sabrina”. A ideia original de Aguirre-Sacasa era incluir outros personagens famosos da Archie Comics, como a própria Sabrina e Josie e as Gatinhas, uma banda feminina que também teve um desenho animado popular em 1970. Mas, na divulgação inicial de personagens da 1ª temporada, Sabrina não foi confirmada. Embora Sabrina já tenha ganhado uma série popular com atores reais (em que foi vivida por Melissa Joan Hart), entre 1996 e 2003, será a primeira vez que Archie Andrews e Josie e as Gatinhas ganharão carne e osso. O elenco jovem que dará vida aos personagens clássicos, por sinal, é bastante promissor, com destaque para o neozelandês K.J. Apa (série “Shortland Street”) como Archie, Cole Sprouse (série “Zack & Cody: Gêmeos em Ação”) como Moleza, Ross Butler (série “Agente KC”) como Reggie, Lili Reinhart (“Os Reis do Verão”) como Betty e a estreante Camila Mendes, filha de brasileiros, como Veronica. Já Josie e as Gatinhas serão três atrizes negras, numa alteração racial da banda animada, que tinha apenas uma integrante negra. A Ashleigh Murray (série “Younger”) será a ex-ruiva Josie, Asha Bromfield (série “Slasher”) será a ex-loira burra Melody (lá se vão dezenas de piadas) e a estreante Irie Hayleau viverá Valery, a primeira protagonista negra da animação televisiva americana. Além destes, a produção também terá Luke Perry (série “Barrados no Baile”) como o pai de Archie e Mädchen Amick (série “Twin Peaks”) como a mãe de Betty. E muitos outros. São, ao todo, 26 personagens confirmados. Apesar do forte apelo nostálgico, a série vai se passar nos dias atuais, explorando o clima surrealista da vida na cidade pequena que lhe dá nome, com direito à toda escuridão e estranheza que borbulha sob a fachada saudável de um típico subúrbio americano. A expectativa é grande. Mesmo antes da estreia, a série já tem um site e uma página de fãs brasileiros no Facebook. Mas ainda não há previsão para a exibição dos primeiros episódios.
Fox cancela cinco séries lançadas na atual temporada
A rede americana Fox anunciou o cancelamento de cinco séries que estrearam na atual temporada. As atrações que não voltarão à sua programação são “The Grinder”, “Grandfathered”, “Cooper Barrett’s Guide To Surviving Life”, “Second Chance” e “Bordertown”. Todas saíram do ar com audiências muito baixas. Apenas “Second Chance” era uma produção dramática. Lutando com problemas de concepção desde seu projeto, a série mudou de nome três vezes até ir ao ar. Criada pela dupla de produtores e roteiristas Howard Gordon (séries “24 Horas” e “Homeland”) e Rand Ravich (série “Crisis”), sua trama envolvia uma experiência de ressurreição, que trazia um velho xerife assassinado de volta à vida, na pele de um homem bem mais novo e saudável – papel de Rob Kazinsky (série “True Blood”). Um dos maiores fracassos dramáticos do ano, tinha média de 2,4 milhões de telespectadores ao vivo e só teve 11 episódios produzidos. “Bordertown”, por sua vez, era uma produção animada de Seth MacFarlane (criador de “Uma Família da Pesada”) sobre duas famílias vivendo em uma cidade fictícia na fronteira dos EUA com o México. Criada pelo produtor-roteirista Mark Hentemann (também de “Uma Família da Pesada”), a série foi um completo fiasco, rendendo somente 1,78 milhão de telespectadores por episódio. Durou 13 episódios. As demais atrações canceladas eram sitcoms e só “The Grinder” ousava um pouco no gênero. Melhor da leva, trazia Rob Lowe (“Parks and Recreation”) como astro de uma famosa série jurídica que, após o cancelamento, decide levar sua “experiência” para tribunais de verdade, ajudando em casos do escritório de advocacia de sua família, para horror do irmão formado em Direito, vivido por Fred Savage (o eterno Kevin, de “Anos Incríveis”). Criação da dupla Jarrad Paul e Andrew Mogel (roteiristas de “Sim Senhor”) em parceria com Nicholas Stoller (roteirista de “Sex Tape – Perdido na Nuvem” e diretor de “Vizinhos”), “The Grinder” não encontrou público, registrando 2,1 milhões de telespectadores ao vivo. Mas foi longe, rendendo 22 episódios. Mais tradicional, “Grandfathered” girava em torno de um tiozão conquistador (John Stamos, de “Três É Demais”), que um dia descobre ter um filho adulto e uma neta. Criada por Daniel Chun (roteirista de “The Office” e “Os Simpsons”), teve uma média de 2,7 milhões de telespectadores e também chegou a 22 episódios. Por fim, “Cooper’s Guide To Surviving Life” era uma comédia juvenil que girava em torno de Cooper Barrett (Jack Cutmore-Scott, de “Kingsman: Serviço Secreto”), recém-formado na faculdade e incapaz de definir seu futuro, que decide mostrar ao mundo os desafios que as pessoas da sua idade enfrentam. Criação de Jay Lacopo (roteirista de “Triângulo Amoroso”), registrou a média de 2 milhões de telespectadores e durou só 13 episódios.
Supergirl ganha 2ª temporada, mas muda de canal
A série “Supergirl” terá uma 2ª temporada, mas não graças à rede CBS, que resolveu dispensar a atração. A heroína vai passar a voar na CW, onde se juntará às outras séries de super-heróis da DC Comics, “Arrow”, “The Flash” e “Legends of Tomorrow”, todas desenvolvidas pelos mesmos produtores que lançaram “Supergirl”. Isso permitirá à personagem vivida por Melissa Benoist participar de novos crossovers, após demonstrar enorme sinergia em seu encontro com Flash (Grant Gustin), num episódio exibido na CBS. O negócio foi facilitado por dois detalhes financeiros importantes. A Warner, que detém os direitos da personagem, é acionista da CW. E sua sócia nesta rede de televisão é justamente a CBS Corporation. A ida para a CW, porém, levanta algumas questões, desde orçamentárias (produções da CBS tem mais verba para, por exemplo, efeitos visuais) até narrativas, já que o universo da personagem, segundo o crossover com Flash, fica numa dimensão diferente das demais atrações de sua nova casa. Do ponto de vista criativo, o problema pode servir de inspiração para um megacrossover baseado na história em quadrinhos “Crise nas Infinitas Terras”, já sugerido num notícia sobre o futuro em “The Flash”. Quanto à questão financeira, vale lembrar que a CW manifestava interesse em “Supergirl” desde o início de seu desenvolvimento, mas desistiu do projeto porque o orçamento era muito elevado para seus padrões. Segundo a imprensa americana, cada episódio da 1ª temporada teve um custo de cerca de US$ 3 milhões. Para acomodar o novo orçamento, as filmagens serão transferidas de Los Angeles para Vancouver, no Canadá, onde a maioria das produções do CW são rodadas, graças a incentivos fiscais. Com 20 episódios produzidos, a temporada inaugural da série registrou a média de 7,6 milhões de telespectadores, crescendo para 10 milhões com outras plataformas. São números baixos para a CBS, cuja média da temporada passada foi de 11,3 milhão de telespectadores ao vivo. Mesmo assim, representam o dobro da maior audiência do canal CW, “The Flash”, assistido por 3,4 milhões ao vivo. Se “Supergirl” levar seu público para a CW, a emissora terá realizado o melhor negócio de sua curta existência. A série foi criada por Ali Adler (roteirista de “Chuck”), Greg Berlanti e Andrew Kreisberg (dupla criadora de “Arrow”, “The Flash” e “Legends of Tomorrow”) e além da brilhante Melissa Benoist (“Whiplash”) destaca em seu elenco Calista Flockhart (série “Brothers & Sisters”), Chyler Leigh (série “Brothers and Sisters”), Mehcad Brooks (série “True Blood”), David Harewood (série “Homeland”), Peter Facinelli (série “Nurse Jack”) e conta com participações de Helen Slater, que protagonizou o filme “Supergirl” (1984), e Dean Cain, o Superman da série dos anos 1990 “Lois & Clark – As Novas Aventuras do Superman”. Ainda não há previsão para a estreia da 2ª temporada de “Supergirl”. No Brasil, todas as séries de super-heróis da DC Comics são exibidas no canal pago Warner.












