Sony anuncia série sobre Hugo Chavez e cria polêmica na Venezuela
A Sony anunciou a produção de “El Comandante”, uma série sobre a vida de Hugo Chavez, ex-presidente da Venezuela, cuja popularidade só não foi maior que as polêmicas em que se envolveu e a crise econômica em que mergulhou seu país. Polêmicas que continuam mesmo após sua morte, agora envolvendo esta produção. A atração será estrelada pelo colombiano Andrés Parra, que interpretou Pablo Escobar em uma série sobre a vida do traficante, e terá 60 episódios. Chamando a oportunidade de “papel de sua vida”, Parra já divulgou um pôster da produção, que só começará a ser gravada a partir de junho. O material inclui a frase: “O poder da paixão e a paixão pelo poder”. A vice-presidente sênior e diretora-geral de produção da Sony Pictures Television para a América Latina e a comunidade hispânica nos Estados Unidos, Angelica Guerra, afirmou que “El Comandante” será uma das produções mais ambiciosas do canal, com centenas de figurantes e locações em vários países. Grandioso, o projeto deve movimentar gerar muitos empregos e envolver diversos parceiros, movimentando a economia da América do Sul. Menos, claro, a economia em estado falimentar da Venezuela. A obra não deve ganhar permissão para ser gravada no país e será contestada judicialmente. O deputado governista Diosdado Cabello, um dos principais líderes do chavismo, já informou, durante seu programa de televisão no canal estatal VTV, que está investigando se o estúdio tem o direito de produzir a atração. Cabello alegou que, para fazer uma produção como esta, o mínimo necessário deveria ser a autorização do personagem ou de seus familiares, algo que, segundo ele, não foi feito. Além disso, Cabello declarou que a escolha do intérprete de Chavez, o mesmo de Pablo Escobar, já era uma “provocação”. Segundo ele, a intenção da série é “tentar causar prejuízo à memória do comandante Hugo Chávez, e nós devemos defender Hugo Chávez”. “Tenho certeza que o imperialismo está metido nisto”, sintetizou o deputado governista, exatamente como faria uma caricatura de político de esquerda da América Latina nos anos 1960. Confira o cartaz abaixo. Ou grite “Abaixo o imperialismo”, “Não Passarão” e “Não vai ter golpe”.
Assassin’s Creed: Trailer legendado revela trama e visual belíssimo
A 20th Century Fox divulgou o pôster e o primeiro trailer legendado de “Assassin’s Creed”. A prévia revela imagens belíssimas da Espanha medieval, influência de “Matrix” e como as tramas paralelas, estreladas por Michael Fassbender (“Macbeth: Ambição e Guerra”) no passado e no futuro, entrelaçam-se. Baseado no popular videogame da Ubisoft, o filme acompanha um assassino condenado à pena de morte, que, após sua suposta execução, é levada para um local secreto em que se vê forçado a reviver as memórias de um ancestral da Idade Média com objetivos obscuros. O elenco ainda inclui Marion Cotillard (também de “Macbeth”), Ariane Labed (“The Lobster”), Jeremy Irons (“Trem Noturno para Lisboa”), Brendan Gleeson (“O Guarda”) e Michael Kenneth Williams (série “Boardwalk Empire”). O filme marca o reencontro de Fassbender e Cotillard com o diretor Justin Kurzel, após a recente colaboração dos três em “Macbeth: Ambição e Guerra”. Atualmente em pós-produção, “Assassin’s Creed” tem sua estreia mundial marcada para 21 de dezembro.
Cannes: Woody Allen diz que acusações de abuso sexual da filha são “besteira”
O diretor Woody Allen participou de um almoço com a imprensa internacional em Cannes, em que abordou o suposto abuso sexual de sua filha adotiva, Dylan Farrow, em resposta às críticas de seu outro filho, Ronan Farrow, publicadas nesta semana na revista The Hollywood Reporter. Ronan escreveu um longo texto questionando o silêncio da imprensa presente em Cannes a respeito das acusações que pesam sobre o cineasta, que teria abusado de Dylan quando ela tinha 7 anos, no começo dos anos 1990. Há dois anos, a própria Dylan publicou uma carta no jornal The New York Times relatando o suposto abuso. Dias depois, na mesma publicação, Woody Allen negou ter cometido o crime. E foi tão contundente que ninguém mais falou a respeito. A polêmica teria acabado ali, se Ronan não insistisse em ressuscitá-la. Diante da volta do assunto, Allen foi sucinto. “Eu não falo sobre isso. Fiz a minha declaração há muito tempo no The New York Times, eles me deram bastante espaço para isso. A coisa toda é uma besteira muito grande. Não me incomoda. Não penso a respeito. Trabalho”. Woody Allen tampouco alimenta outra controvérsia, que Ronan Farrow prefere não trazer à tona. Sua mãe, a atriz Mia Farrow, recentemente confessou que talvez ele não fosse filho de Woody Allen, mas sim de Frank Sinatra, seu ex-marido, com quem ela traiu o cineasta. Ronan é bem parecido com Sinatra, mas não fala sobre isso. Prefere criticar “sobre o que vamos fechar os olhos, o que vamos ignorar, o que se conta e o que não se conta”. Durante o almoço, Allen também foi questionado se teria se ofendido com uma piada do apresentador Laurent Laffite na cerimônia de abertura do festival. Em uma referência a Roman Polanski e ao próprio Allen, o comediante francês se dirigiu ao cineasta com a seguinte piada: “Você filma tantos filmes aqui na Europa e nem foi condenado nos Estados Unidos por estupro”. “Precisa de muita coisa para me ofender. O que me incomodou mais na noite passada foi a duração da apresentação antes do filme”, Allen comentou, mais educado que a esposa de Polanski, a atriz Emmanuelle Seigner, que chamou Lafitte de “patético”. Polêmicas recicladas à parte, o novo filme do diretor, “Café Society”, foi muito bem recebido no festival, ganhando elogios rasgados da crítica internacional, que o considerou um dos melhores filmes de abertura de Cannes dos últimos cinco anos – mais exatamente, desde que o próprio Allen abriu o evento com “Meia-Noite em Paris” (2011).
Angry Birds é a única estreia ampla da semana
A falta de salas disponíveis aumenta cada vez mais a concentração dos lançamentos no país. Nesta semana, apenas um longa-metragem terá distribuição ampla. E a diferença para a segunda maior estreia é de mais de mil salas. O mercado já nem se importa em disfarçar a segregação. A grande estreia é a animação “Angry Birds – O Filme”, primeiro longa-metragem baseado num aplicativo. A produção infantil, em que um trio de pássaros excluídos enfrenta um exército de porcos verdes mal-intencionados, vai ocupar 1.070 salas (572 delas com exibição em 3D). A produção só chega na próxima semana nos EUA, mas o Rotten Tomatoes já agregou críticas suficientes para defini-la como medíocre (50% de aprovação). No Brasil, os personagens, que tem vozes de atores famosos de Hollywood, serão dublados pelos youtubers irmãos Piologo e Pathy dos Reis e os humoristas Marcelo Adnet e Dani Calabresa. Como não há salas suficientes nos shoppings, todas as demais estreias disputam o circuito limitado. Inclusive uma comédia brasileira que, em outra época, talvez pudesse sonhar com sucesso. O problema é que seu timing também é desastrado. “Mulheres no Poder”, sobre um esquema de corrupção política elaborado por um grupo de mulheres, estreia no mesmo dia em que Dilma Rousseff foi afastada da presidência do país. Se, por um lado, não há besteirol capaz de superar a comédia pastelão vislumbrada no Congresso durante o processo de Impeachment, por outro, nem o período trágico da “Presidenta” merecia ser evocado com humor tão machista. O filme de Gustavo Acioli (“Incuráveis”) chega a somente 14 salas, garantindo seu fracasso. A melhor opção da semana é o longa italiano “O Conto dos Contos”, de Matteo Garrone (“Gomorra”), que materializa um mundo de fantasia visceral, de reis adúlteros e rainhas que devoram corações de dragão, em imagens tão belas quanto nauseantes. A obra é baseada nas fábulas medievais de Giambattista Basile (1566-1632), mas suas cenas de nudez e violência são mais indicadas para fãs de “Game of Thrones” que para o público de “O Caçador e a Rainha do Gelo”. Vencedor do David di Donatello (o Oscar italiano) de Melhor Direção, o longa tem 79% de aprovação no Rotten Tomatoes. Também acima da média, “Memórias Secretas”, de Atom Egoyan (“Sem Evidências”), leva a 32 salas uma combinação volátil de Holocausto e filme de vingança da Terceira Idade, acompanhando o plano de dois velhos judeus sobreviventes dos horrores nazistas, determinados a ajustar contas com o nazista que massacrou suas famílias e chegou à velhice impune. Melhor Roteiro Canadense do ano passado, segundo a Academia de Cinema e TV do Canadá, o longa tem 71% de aprovação no Rotten Tomatoes e destaca grandes performances de seus protagonistas, os veteranos Christopher Plummer (“O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus”) e Martin Landau (“Ed Wood”), ambos com mais de 85 anos de idade. Curiosamente, outra estreia também aborda o Holocausto, mas com tom bem diverso e em apenas quatro salas. O drama francês “Um Brinde à Vida”, de Jean-Jacques Zilbermann (“Aqui Entre Nós”), mostra o reencontro de três amigas que sobreviveram ao campo de concentração de Auschwitz. O fato de se passar durante a década de 1960, poucos anos após a 2ª Guerra Mundial, confere à produção uma carga mais reflexiva, demonstrando como a experiência alterou a percepção de vida daquelas mulheres. Para completar, há ainda dois filmes israelenses. “Demon” foi o último trabalho de Marcin Wrona (“O Batismo”), que se matou um dia após a première, aos 42 anos. Bastante original, gira em torno de uma assombração judaica que aterroriza um casamento católico na Polônia. Combinando humor e terror, “Demon” ganhou vários prêmios em festivais de cinema fantástico e estreia em 14 salas. O outro longa israelense é um documentário com coprodução argentina, “Nós, Eles e Eu”, de Nicolás Avruj (produtor de “Olhar Invisível”), que refaz o caminho de um rapaz de origem judaica por Israel e Palestina. Estreia em cinco salas.
George R.R. Martin divulga capítulo inédito de Ventos de Inverno com personagens já mortos em Game of Thrones
Os fãs que consideram um heresia assistir a atual temporada de “Game of Thrones” antes de lerem “Os Ventos de Inverno”, o sexto volume da franquia literária “As Crônicas de Gelo e Fogo”, encontraram alento na liberação de um novo capítulo do livro inédito, no site oficial do escritor George R.R. Martin. O problema é que a história, contado a partir da perspectiva da princesa Arianne Martell, mostra personagens inéditos, como a própria Arianne, ou já mortos na série, como o príncipe Doran Martell, governante de Dorne, despachado sem muita pompa no começo da 6ª temporada pelas Serpentes de Areia. “Você quer saber o que as Serpentes de Areia, o príncipe Doran, Areo Hotah, Ellaria Sand, Darkstar e outros farão em ‘Os Ventos de Inverno’? Muita coisa, na verdade. Esse trecho traz um gostinho”, escreveu Martin em seu blog, ao apresentar o capítulo. Já são sete os capítulos que Martin disponibilizou online, além de quatro transcrições de fãs em leituras que ele cedeu em eventos pelo mundo. Ao todo são 11 capítulos já conhecidos. Mas apesar disso a data de publicação de “Os Ventos de Inverno” ainda não foi definida. No início do ano, o escritor revelou que não conseguiria terminar o sexto livro antes da estreia da nova temporada da série, que já exibiu três episódios. “Sim, há muita coisa escrita. Centenas de páginas. Dezenas de capítulos “, contou. “Mas há também uma grande quantidade ainda para escrever. Preciso de alguns meses ainda… Isso se a escrita for bem”. O primeiro volume da saga, “A Guerra dos Tronos”, foi lançado em 1996, seguido por “A Fúria dos Reis” em 1998 e “A Tormenta de Espadas” em 2000. A partir daí, porém, os hiatos foram aumentando, com “O Festim dos Corvos” saindo somente após cinco anos, em 2005, e “A Dança dos Dragões” depois de seis, em 2011. A expectativa agora é que “Os Ventos de Inverno” seja lançado antes da estreia da 7ª temporada de “Game of Thrones”. O que não resolverá o problema de descompasso com a trama televisiva, uma vez que George R.R. Martin já avisou que ainda precisará escrever outro livro – sabe-se lá quando – para encerrar a trama literária.
Professor X vai aparecer no filme dos Novos Mutantes
A expansão do universo dos “X-Men” continua a todo vapor na 20th Century Fox. E com a estreia de “X-Men: Apocalipse” já próxima e a produção do terceiro e último “Wolverine” encaminhada, as atenções do estúdio começam a se voltar para o lançamento do filme dos “Os Novos Mutantes”. Em entrevista ao site Collider, o produtor Simon Kinberg confirmou o primeiro personagem do novo filme. E é ninguém menos que o Professor X. Ele vai tratar de ensinar uma nova geração de mutantes a controlarem seus superpoderes no Instituto Xavier. Entretanto, fica a dúvida se o personagem será interpretado por James McAvoy ou Patrick Stewart. Kinberg não revelou, mas garantiu que a presença de um deles está assegurada no filme. Enquanto isso, o diretor e roteirista Josh Boone (“A Culpa É das Estrelas”) vem publicando em seu Instagram algumas pistas sobre quais serão os jovens heróis que integrarão o longa. O elenco também começará a ser definido em breve. Mas já existe uma tendência por incluir Maisie Williams (série “Game of Thrones”) no projeto. Nos quadrinhos, os Novos Mutantes foram o segundo grupo de heróis mutantes da Marvel, criados em 1982 por Chris Claremont – o autor das histórias adaptados nos filmes “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido” (2014) e “Wolverine – Imortal” (2013). A ideia por trás do projeto era voltar a mostrar mutantes adolescentes, já que àquela altura os X-Men não eram mais estudantes do Instituto Xavier. Na hora de definir quem seriam os novos personagens, Claremont ainda arriscou criar uma equipe mais diversa que a original, combinando diversas etnias: um americano caipira (Míssil), uma refugiada vietnamita (Karma), uma índia cheyenne (Miragem), uma escocesa lobisomem (Lupina) e até um herdeiro milionário brasileiro (Mancha Solar)! A formação original passou por várias reformulações, ganhando, entre outros, os reforços da irmã do X-Men russo Colossus (Magia), uma americana explosiva (Dinamite), um mexicano (Rictor), uma morlock (Skids), um alienígena (Warlock), outro nativo-americano (Apache), outra brasileira (Magma) – ou melhor, uma jovem criada numa cidade perdida da Amazônia – e um personagem que teve morte traumática (Cifra). O filme “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido” chegou a mostrar dois Novos Mutantes, que apareceram lutando ao lado dos X-Men do futuro: Apache (vivido por Booboo Stewart) e o brasileiro Mancha Solar (Adan Canto), além de Blink (Fan Bingbing), que tem uma ligação com o grupo. Intitulado, em inglês, “X-Men: The New Mutants”, o filme ainda não tem data de estreia definida.
Gotham: Vídeos destacam volta de Jada Pinkett Smith. Mas pode chamar de Fish Mooney, bitch
Sugerida desde fevereiro, a volta de Fish Mooney, a vilã deliciosamente vivida por Jada Pinkett Smith, vai acontecer no próximo episódio de “Gotham”. A rede americana Fox divulgou fotos e dois comerciais da atração centrados em seu retorno. Enquanto as imagens (acima) revelam que ela ganhou uma espécie de uniforme de supervilã, os vídeos mostram que nem a morte foi capaz de estragar seu mau humor divertidíssimo. Fish Mooney retorna como cobaia do Dr. Hugo Strange (BD Wong), num dos experimentos realizados nos porões do Arkham Asylum, que vem trazendo personagens mortos de volta à série. Mas, ao contrário de Theo Galavan (James Frain), ela demonstra lembrar-se claramente de quem é, bitch. Desenvolvida por Bruno Heller (criador da série “The Mentalist”), “Gotham” explora o começo da carreira de James Gordon (Ben McKenzie, da série “Southland”), quando ele ainda era um detetive da polícia de Gotham City e antes da chegada de Batman. Desenvolvida por Bruno Heller (criador da série “The Mentalist”), “Gotham” explora o começo da carreira de James Gordon (Ben McKenzie, da série “Southland”), quando ele ainda era um detetive da polícia de Gotham City e antes da chegada de Batman. Intitulado “A Legion of Horribles”, o episódio é o penúltimo da 2ª temporada e será exibido nos EUA na segunda (16/5). No Brasil, “Gotham” faz parte da programação do canal pago Warner.
Dwayne Johnson diz que remake de Jumanji vai homenagear Robin Williams
O ator Dwayne Johnson (“Velozes & Furiosos 7”) usou o Instagram para postar uma foto sobre o remake de “Jumanji” (1995) e aproveitou para adiantar os planos de uma homenagem ao ator Robin Williams, protagonista da aventura original, que faleceu em 2014. “Uma coisa importante com que eu quero ser honesto e relembrar é Robin Williams. O amor e respeito que eu tenho por esse homem é ilimitado. Vocês têm a minha palavra, nós vamos honrar o nome dele e o personagem Alan Parrish será para sempre imortalizado no mundo de Jumanji de uma forma sincera e legal. […] Eu acho que a família dele vai ficar orgulhosa”, ele escreveu, sugerindo que o personagem vivido por Williams será referido na trama. A refilmagem terá a direção de Jake Kasdan (“Sex Tape: Perdido na Nuvem”) e a estreia está prevista para o dia 28 de julho de 2017.
Próximo filme dos X-Men vai se passar nos anos 1990
Confirmando a progressão temporal dos filmes da franquia, o próximo filme dos “X-Men” será passado nos anos 1990, afirmou o produtor e roteirista Simon Kinberg em entrevista ao site Coming Soon. Desde que “X-Men: Primeira Classe” (2011) lançou um reboot da franquia, cada lançamento dos “X-Men” tem sido encenado com uma década de diferença, com “Primeira Classe” nos anos 1960, “Dias de Um Futuro Esquecido” (2014) nos 1970 e “Apocalipse” (2016) nos 1980. A sequência de “X-Men: Apocalipse” ainda não tem diretor definido, já que Bryan Singer avisou que pretende dar um tempo nos filmes dos mutantes, e nem há previsão para seu lançamento. Mas alguns rumores, baseados numa cena de “Apocalipse”, apontariam para uma trama focada na Fênix Negra, história já vista em “X-Men: O Confronto Final” (2006). “X-Men: Apocalipse” estreia na próxima semana no Brasil, em 19 de maio, oito dias antes do lançamento nos EUA.
Kristen Stewart revela surpresa por ter ficado de fora de O Caçador e a Rainha do Gelo
A ausência de Kristen Stewart em “O Caçador e a Rainha do Gelo” causou estranheza entre os fãs e gerou muitas especulações. Durante sua participação no Festival de Cannes, a própria atriz revelou sua surpresa com a decisão da Universal Pictures. Estrela de “Branca de Neve e o Caçador” (2012), ela contou, em entrevista para a revista Variety, que nem sequer sabia que o estúdio estava fazendo a continuação. Vale lembrar, claro, que a atriz se envolveu com Rupert Sanders, diretor do primeiro filme, num caso polêmico de bastidores, que alimentou o machismo de Hollywood. Tanto que, a princípio, a Universal dispensou a atriz e confirmou o diretor na continuação, só voltando atrás após a reação negativa da opinião pública. Ao final, nenhum dos dois participou de “O Caçador e a Rainha do Gelo”. Kristen contou que, a princípio, discutiu a sequência e chegou a receber alguns roteiros, que contariam a continuação da história de Branca de Neve. “Eu li alguns roteiros. Nenhum deles era bom. E eu tive uma reunião com a Universal sobre os rumos que a história poderia tomar”, explicou a atriz. “Não fui expulsa do filme porque tive problemas. Conversamos por meses e tentamos fazer as coisas funcionarem, mas nunca deu certo.” Aparentemente, porém, a Universal não se empenhou muito para motivá-la. Afinal, deu sinal verde para uma produção sem a presença da sua personagem. E que Kristen só soube que estava sendo feita pela imprensa. Ela assume que não gostou de saber da produção dessa forma. “Eu pensei: ‘OK, tudo bem. Nós não nos falávamos há um bom tempo, mas eu não sabia que tínhamos rompido”, criticou a atriz, que ainda considerou, após o episódio, fazer uma participação especial no filme. Mas nem isso aconteceu. “Agora eu penso: ‘Obrigada, meu Deus'”, ela ironizou, referindo-se ao fracasso da produção, que acumulou críticas negativas e péssimas bilheterias no mundo inteiro. Kristen está no Festival de Cannes participando da première de dois filmes: “Café Society”, de Woody Allen, que abriu o festival na noite desta quarta-feira, e “Personal Shopper”, longa de Olivier Assayas que disputa a competição pela Palma de Ouro.
Festival de Cannes tem edição mais competitiva dos últimos anos
A edição 2016 do Festival de Cannes, que começa nesta quarta (11/5) com a exibição de “Café Society”, novo filme de Woody Allen, será a mais competitiva dos últimos anos. A organização do evento fez uma seleção de cineastas prestigiadíssimos, verdadeiros mestres do cinema, para a disputa da Palma de Ouro, aumentando a responsabilidade do juri presidido por George Miller (foto acima), o diretor de “Mad Max: Estrada da Fúria” (2015). Para dar uma ideia inicial do que representam os 20 cineastas selecionados, o menos experiente é o brasileiro Kleber Mendonça Filho, que mesmo assim conquistou prêmios internacionais com sua obra de estreia, “O Som ao Redor” (2014). A grande maioria dos selecionados já foi reconhecida por troféus no próprio Festival de Cannes. Quatro deles, por sinal, levaram a Palma de Ouro. Os maiores campeões são os irmãos belgas Jean-Pierre e Luc Dardenne, duas vezes vencedores com “Rosetta” (1999) e “A Crianca” (2005). Eles retornam com o drama “La Fille Inconnue” (ou, no título internacional, “The Unknown Girl”), estrelado por Adèle Haenel, a jovem estrela francesa de “Lírios d’Água” (2007) e “Amor à Primeira Briga” (2014). Dois outros cineastas que já conquistaram a Palma de Ouro também estão de volta à competição. Vencedor pelo impactante “4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias” (2007), o romeno Cristian Mungiu apresenta “Bacalaureat”, enquanto o britânico Ken Loach, laureado por “Ventos da Liberdade” (2006), exibe “I, Daniel Blake”. A lista prestigiosa também tem diversas Palmas de Prata. O dinamarquês Nicolas Winding Refn, premiado no festival pela direção de “Drive” (2011), traz seu terror artístico “Neon Demon”, passado no mundo da moda e estrelado por Elle Fanning (“Malévola”), Bella Heathcote (“Orgulho e Preconceito e Zumbis”), Abbey Lee (“Mad Max: Estrada da Fúria”), Jena Malone (franquia “Jogos Vorazes”), Keanu Reeves (“De Volta ao Jogo”) e Christina Hendricks (série “Mad Men”). O espanhol Pedro Almodóvar, que recebeu de Cannes o troféu de Melhor Roteiro por “Volver” (2006), comparece com “Julieta”, drama sobre perda e abandono que acompanha uma mulher (interpretada em diferentes fases por Emma Suarez e Adriana Ugarte) ao longo de três décadas. O canadense Xavier Dolan, que venceu o Prêmio do Juri por “Mommy” (2014), revela “Juste la Fin du Monde” (título internacional: “It’s Only the End of the World”), seu primeiro longa estrelado por astros franceses. E que astros! O elenco inclui Léa Seydoux (“007 Contra Spectre”), Marion Cotillard (“Macbeth”), Vincent Cassel (“Em Transe”) e Gaspard Ulliel (“Saint Laurent”). O festival, claro, continua a destacar o cinema francês, e este ano selecionou quatro obras da “casa”. Olivier Assayas vai disputar a Palma de Ouro pela quinta vez com “Personal Shopper”, por coincidência outra história sobrenatural passada no mundo da moda (como “Neon Demon”), que volta a reunir o diretor com a atriz Kristen Stewart após o premiado “Acima das Nuvens” (2014). Nicole Garcia (“Um Belo Domingo”), por sua vez, concorre pela terceira vez com “Mal de Pierres” (“From the Land of the Moon”), que junta Marion Cotillard com Louis Garrel (“Dois Amigos”) num romance de época que atravessa gerações. Bruno Dumont, que já levou duas vezes o Grande Prêmio do Júri (por “A Humanidade”, em 1999, e “Flandres”, em 2006), compete com “Ma Loute” (“Slack Bay”), uma combinação de mistério gótico e romance gay juvenil passado no litoral francês em 1910, no qual Juliette Binoche (“Acima das Nuvens”) interpreta a matriarca de uma antiga família decadente. E Alain Guiraudie, vencedor da Mostra um Certo Olhar com “Um Estranho no Lago” (2013), traz “Rester Vertical” (“Staying Vertical”), cuja história está sendo mantida em sigilo. Além da já citada obra de Nicole Garcia, a competição terá mais dois filmes dirigidos por mulheres: o road movie “American Honey”, da inglesa Andrea Arnold, que venceu o Prêmio do Juri com “Aquário” (2009), e “Toni Erdmann”, um drama sobre relacionamento familiar da alemã Maren Ade, anteriormente premiada no Festival de Berlim por “Todos os Outros” (2009). O cinema americano, como sempre, também se destaca na seleção, comparecendo com três representantes. Sean Penn, que já foi premiado em Cannes como ator por “Loucos de Amor” (1997), dirige “The Last Face”, drama humanitário passado na África e estrelado por sua ex-mulher Charlize Theron (“Mad Max: Estrada da Fúria”). Jim Jarmusch, vencedor do Prêmio do Júri por “Flores Partidas” (2005), lança “Paterson”, em que Adam Driver (“Star Wars: O Despertar da Força”) é um motorista de ônibus poeta. E Jeff Nichols, que disputou a Palma de Ouro com “Amor Bandido” (2012), retorna com “Loving”, no qual Joel Edgerton (“Aliança do Crime”) e Ruth Negga (série “Agents of SHIELD”) vivem um casal inter-racial nos anos 1950. Outro cineasta bastante conhecido em Hollywood, o holandês Paul Verhoeven, que disputou a Palma de Ouro por “Instinto Selvagem” (1992), traz seu primeiro filme falado em francês, “Elle”, estrelado pela atriz Isabelle Huppert (“Amor”). Refletindo sua filmografia, o longa deve se tornar um dos mais comentados do festival pelo tema polêmico. Na trama, a personagem de Huppert é estuprada e fica fascinada pelo homem que a atacou, passando a persegui-lo. A seleção também inclui três cineastas asiáticos. O iraniano Asghar Farhadi, vencedor do Oscar por “A Separação” (2011) e premiado em Cannes por “O Passado” (2013), volta a lidar com seus temas favoritos, relacionamentos e separações, em “The Salesman”. O filipino Brillante Mendoza, também já premiado em Cannes pela direção de “Kinatay” (2009), traz o drama “Ma’ Rosa”, sobre uma família que possui uma loja de conveniência numa região pobre de Manilla. Por fim, o sul-coreano Park Chan-wook, que ganhou o Grande Prêmio do Juri por “Oldboy” (2003), conta, em “The Handmaiden”, um romance lésbico ambientado na Inglaterra vitoriana. É esta turma premiadíssima que o brasileiro Kleber Mendonça Filho irá enfrentar, com a exibição de “Aquarius” na mostra competitiva. Rodado em Recife, o filme também marca a volta de Sonia Braga ao cinema nacional, no papel de uma viúva rica em guerra contra uma construtora que quer desaloja-la do apartamento onde vive. O Brasil levou a Palma de Ouro apenas uma vez na história, com “O Pagador de Promessas”, em 1962. E o cinema nacional estava meio esquecido no festival. “Aquarius” interrompe um hiato de oito anos desde que uma produção brasileira competiu pela Palma de Ouro pela última vez – com “Linha de Passe”, de Walter Salles e Daniela Thomas, em 2008. Por sinal, o país também está representado na disputa da Palma de Ouro de curta-metragem, com “A Moça que Dançou com o Diabo”, do diretor João Paulo Miranda Maria, incluído na competição oficial. Além da disputa da Palma de Ouro, o festival terá diversas mostras paralelas, que incluem a exibição do documentário “Cinema Novo”, de Eryk Rocha (“Campo de Jogo”), programado na mostra Cannes Classics, dedicada a filmes clássicos e à preservação da memória e do patrimônio cinematográfico mundial. O filme vai concorrer ao prêmio L’Oeil d’Or (Olho de Ouro), entregue ao melhor documentário do festival, em disputa que se estende a todas as mostras. O júri deste ano conta com a participação do crítico brasileiro Amir Labaki, diretor do Festival É Tudo Verdade. A programação do festival ainda exibirá, fora de competição, a já citada nova comédia de Woody Allen, “Café Society”, a volta de Steven Spielberg (“Ponte dos Espiões”) ao cinema infantil, com “O Bom Gigante Amigo”, adaptado de uma história de Road Dahl (autor de “A Fantástica Fábrica de Chocolate”), o thriller financeiro “Jogo do Dinheiro”, de Jodie Foster (“Um Novo Despertar”), a comédia “Dois Caras Legais”, de Shane Black (“Homem de Ferro 3”), e o thriller “Herança de Sangue”, do francês Jean-François Richet (“Inimigo Público nº 1”), que marca a volta de Mel Gibson (“Os Mercenários 3”) como protagonista de filmes de ação. Sem mencionar dezenas de outras premières mundiais em seções prestigiadas como Um Certo Olhar, Quinzena dos Diretores, Semana da Crítica e Cine-Fundação.
Fox anuncia oito séries novas, incluindo adaptações de O Exorcista e Máquina Mortífera
A rede americana Fox saiu na frente da concorrência ao anunciar, na terça (10/5), suas novas séries para a temporada de outono de 2016. Foram encomendadas oito atrações novas, com destaque para as adaptações televisivas dos filmes “O Exorcista” (1973) e “Máquina Mortífera” (1987), além do spin-off da série “24 Horas”, anteriormente anunciado. As três atrações estavam entre os projetos mais badalados da temporada graças à popularidades de suas franquias, mas também pelas equipes envolvidas em suas produções. O piloto de “The Exorcist” (título original da série) foi dirigido por ninguém menos que o cineasta Rupert Wyatt (“Planeta dos Macacos: A Origem”) e estrelado pela veterana atriz Geena Davis (“Thelma & Louise”). Na trama, ela vive a mãe de duas garotas (Brianne Howey, da série “Scream Queens”, e Hannah Kasulka, de “The Fosters”), que podem ter sido possuídas pelo diabo. O elenco ainda inclui o mexicano Alfonso Herrera (ex-“Rebelde”, atualmente na série “Sense8”) e o inglês Ben Daniels (série “House of Cards”) como os padres que praticam o exorcismo. A adaptação foi desenvolvida pelo roteirista Jeremy Slater (“Renascida do Inferno” e “Quarteto Fantástico”). Por sua vez, o piloto de “Lethal Weapon” foi comandado pelo cineasta McG (“3 Dias Para Matar”) e estrelado por Clayne Crawford (série “Rectify”) e Damon Wayans (série “Eu, a Patroa e as Crianças”). Os dois viverão os policiais Martin Riggs e Roger Murtaugh, papéis celebrizados por Mel Gibson e Danny Glover no cinema. O elenco também conta com Jordana Brewster, uma das estrelas da franquia “Velozes e Furiosos”, no papel de uma personagem que não existia no filme, a Dra. Maureen “Mo” Cahill, negociadora de sequestros e terapeuta da polícia de Los Angeles. A adaptação foi desenvolvida pelo roteirista Matt Miller, criador da recém-cancelada “Forever”. Na trama, Riggs chega a Los Angeles buscando um recomeço, após a perda da mulher e do filho pequeno, mas age impulsivamente, colocando-se em perigo como reflexo de sua depressão. Ele terá como parceiro Murtaugh, que sofreu uma ataque cardíaco e deve evitar qualquer tipo de estresse. Intitulada “24: Legacy”, a atração derivada de “24 Horas” trará Corey Hawkins (Dr. Dre no filme “Straight Outta Compton”) no papel de um herói de guerra que procura a CTU (Agência de Contra-Terrorismo) para tentar impedir um grande ataque terrorista. Criada pelos produtores de “24 Horas” (Howard Gordon, Manny Coto e Evan Katz), a série negocia com Kiefer Sutherland para uma participação especial, o que não está garantido, já que ele estrelará uma nova atração em outro canal. As demais atrações aprovadas são “Pitch”, de Dan Fogelman (diretor e roteirista de “Não Olhe para Trás”), sobre a primeira mulher arremessadora (Kylie Bunbury, de “Under the Dome”) a jogar nas ligas principais do beisebol americano; “APB”, de David Slack (produtor-roteirista de “Person of Interest”), em que um bilionário (Justin Kirk, de “Weeds”) adquire uma delegacia de polícia após o assassinado de um ente querido, propondo uma abordagem de vanguarda no combate ao crime; “Star”, de Lee Daniels (criador de “Empire”), que acompanhará três garotas (elenco estreante) que decidem formar uma banda; “The Mick”, dos irmãos John e Dave Chernin (produtores-roteiristas de “It’s Always Sunny in Philadelphia”), que traz Kaitlin Olson (também de “Philadelphia”) como uma mulher falida que aceita cuidar dos sobrinhos após a irmã fugir do país no rastro de um escândalo financeiro; e “Making History”, de Julius Sharpe (roteirista-produtor de “Uma Família da Pesada/Family Guy”), em que três amigos (Adam Pally, de “The Mindy Project”, Leighton Meester, de “Gossip Girl”, e Yassir Lester, da série “Girls”) descobrem uma maneira de viajar no tempo, visitando momentos históricos do passado e complicando suas vidas no presente. A última é considerada a série de comédia mais promissora da leva, graças à produção dos cineastas Phil Lord e Chris Miller, que dirigiram “Anjos da Lei” (2012), “Uma Aventura Lego” (2014) e vão comandar o filme sobre a juventude de Han Solo. Os dois também produzem a bem-sucedida série “The Last Man on Earth”. A Fox ainda não anunciou as datas de estreia de suas novas séries.
Dear White People: Comédia indie premiada vai virar série do Netflix
A comédia racial “Cara Gente Branca” (Dear White People), premiada no Festival de Sundance de 2014, vai virar uma série do Netflix. O serviço de streaming anunciou a encomenda de 10 episódios da produção. O diretor e roteirista do filme, Justin Simien, vai escrever toda a temporada e assinar a direção do capítulo de estreia. Totalmente independente, o filme foi feito por meio de financiamento coletivo e contou com os atores Tyler James Williams (série “Todo Mundo Odeia o Chris”), Tessa Thompson (“Creed: Nascido para Lutar”), Teyonah Parris (série “Mad Men”), Bradon P. Bell (série “2 Broke Girls”) e Kyle Gallner (“Sniper Americano”). Simien espera poder contar eles na nova versão, mas o elenco da série ainda não foi confirmado. A trama original contava a história de quatro jovens negros que ingressam na universidade e se deparam com o racismo da instituição. Quando os alunos brancos decidem dar uma festa temática sobre a raça negra, os quatro se mobilizam e passam a questionar tudo, inclusive o pensamento politicamente correto e condescendente a respeito da diversidade racial. “Cara Gente Branca” também foi premiada como Melhor Roteiro de Estreia no Spirit Awards (o Oscar indie) de 2015. Mesmo assim, foi lançada no Brasil apenas em março deste ano, e diretamente em VOD (video on demand). Não há previsão para a estreia da série, que vai manter o nome original do filme, “Dear White People”.












