Filme francês de Woody Allen encontra seus protagonistas
Os atores Niels Schneider (“Simpatia pelo Diabo”) e Valerie Lemercier (“Aline – A Voz do Amor”) vão estrelar o filme “Wasp 22”, primeira produção falada em francês do cineasta Woody Allen (“Blue Jasmine”). Detalhes sobre a trama estão sendo mantidos em segredo. Sabe-se apenas que se trata de um “thriller romântico venenoso”, segundo a definição do próprio Allen, que também comparou o projeto a “Ponto Final: Match Point” (2005). As filmagens de “Wasp 22” começam em novembro, na França. Recentemente o cineasta desmentiu os boatos de que esse seria o seu último filme antes da aposentadoria. Mas Allen foi rodar na França, com atores franceses, porque enfrenta boicote nos EUA, após ser “cancelado” pelo resgate de acusações de que teria abusado da filha adotiva Dylan nos anos 1990. “Wasp 22” será o segundo trabalho de Allen rodado na França. Ele venceu o Oscar de Melhor Roteiro com o primeiro, “Meia-Noite em Paris”, que há dez anos contou com Marion Cotillard e Léa Seydoux, mas deixou os papéis principais com artistas americanos. Niels Schneider é conhecido pela sua parceria com o diretor canadense Xavier Dolan, tendo trabalhado nos dois primeiros filmes do jovem cineasta: “Eu Matei Minha Mãe” (2009) e “Amores Imaginários” (2010). Valérie Lemercier, por sua vez, trabalhou em produções conhecidas do público internacional, como a comédia “Monte Carlo” (2011), estrelada por Selena Gomez, e “Astérix e Obélix: A Serviço de sua Majestade” (2012), adaptação dos quadrinhos de Albert Uderzo.
Acusação de abuso de menores contra Tiffany Haddish é arquivada
A mulher que estava acusando os comediantes Tiffany Haddish (“Depois da Festa”) e Aries Spears (“MADtv”) de abuso e aliciamento sexual de menores desistiu do processo. Segundo apurou o site TMZ, a suposta vítima de abuso, que estava representando a si mesma no processo, pediu para a ação ser arquivada de forma a não retomá-la mais tarde. “Minha família e eu conhecemos Tiffany Haddish há muitos anos – e agora sabemos que ela nunca faria mal a mim ou ao meu irmão ou ajudaria alguém a fazer algo que pudesse nos prejudicar. Desejamos o melhor para Tiffany e estamos felizes que todos nós podemos deixar isso para trás”, disse ela, em comunicado, sem revelar seu nome. Antes, a suposta vítima tinha alegado que ela e seu irmão mais novo foram enganados pela dupla de comediantes para participarem das gravações de esquetes de comédia de cunho sexual. Intitulado “Through a Pedophile’s Eyes” (Através do Olhar de Um Pedófilo), o esquete mostrava o irmão da acusadora, que tinha 7 anos na época, filmado de cueca enquanto o personagem de Spears era visto cobiçando o menino, ao som de “Bump and Grind”, de R. Kelly. Haddish também aparecia no vídeo, interpretando a mãe do garoto, que deixava seu “filho” sozinho com Spears. No início deste mês, Haddish postou uma declaração no seu Instagram falando sobre o processo. “Eu sei que as pessoas têm muitas perguntas. Eu entendo. Eu também tenho. Infelizmente, como há um processo legal em andamento, há muito pouco que eu possa dizer agora”, afirmou Haddish. “Mas claramente, enquanto este esquete era para ser cômico, não foi nada engraçado – e eu me arrependo profundamente de ter concordado em atuar nele.” Spears também discutiu a situação no seu podcast. “Está me incomodando eu não falar sobre o esquete”, disse ele. “Há algumas coisas muito válidas que sinto que tenho que dizer, ou que quero dizer, mas não posso neste momento. E eu não sou covarde. Não estou fugindo de nada e não sou culpado de nada.” O comediante postou a notícia do arquivamento do processo no seu Instagram, com a legenda “espero que vocês todos mantenham a mesma energia”. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Aries Spears (@ariesspears)
“Andor” estreia com planos de revolucionar “Star Wars”
A 1ª temporada da série “Andor”, derivada do universo de “Star Wars”, estreia nessa quarta (21/9), com a promessa de entregar algo completamente diferente de tudo que já foi feito dentro da franquia. “Se você vai fazer algo sobre ‘Star Wars’ nos dias de hoje, é melhor que seja diferente, certo?”, disse o protagonista Diego Luna ao site The Hollywood Reporter, durante a première da série em Los Angeles. “Queremos ser arriscados, queremos trazer algo novo e diferente para o universo de ‘Star Wars.’” Luna interpreta o personagem-título, visto antes em “Rogue One: Uma História Star Wars” (2016). Além dele, também retornam a líder da resistência Mon Mothma, interpretada por Genevive O’Reilly, e o rebelde Saw Gerrera, vivido por Forest Whitaker. Em desenvolvimento desde 2018, “Andor” foi escrita e produzida por Tony Gilroy, que não só escreveu como foi responsável (não creditado) por refilmar várias cenas de “Rogue One”. E um dos motivos que impulsionaram Gilroy a criar essa série foi a possibilidade de explorar a ambiguidade do personagem. “O que sabemos sobre [Cassian] em ‘Rogue One’ é muito específico, mas os pontos são muito estranhos”, disse Gilroy. “Ele é um assassino. Ele é um sabotador. Ele é um mentiroso, ele é um sedutor, ele é um líder. Ele é um membro confiável da Aliança Rebelde. Mas, ao mesmo tempo, no final das contas, ele é um cara de coração aberto que vai dar a vida para salvar a todos. É um personagem bastante fascinante.” Gilroy explicou que a história de Cassian Andor é “a educação e evolução de um revolucionário”. “Como alguém se politiza? Como eles aprendem a entender como assumir um compromisso sério com isso? Como isso muda a vida deles, e quanto isso lhes custa?”, disse ele sobre os tópicos abordados. O diretor Toby Haynes (“Utopia”), que comandou metade dos episódios da 1ª temporada, também destaca a diferença do protagonista para os outros heróis da franquia. “[Cassian] não é obviamente bom ou obviamente ruim. Ele é um cara bom que tem que fazer coisas ruins para concluir seu trabalho. E esse é um território realmente interessante para ‘Star Wars’. Normalmente, é tudo preto e branco. Mas isso é muito mais em tons de cinza”, disse ele. “Todo mundo de cada lado é completamente complicado”, acrescentou Kyle Soller, que interpreta o antagonista e oficial imperial Syril Karn. “Cassian é um herói questionável, certo? E Syril tem suas próprias dúvidas se o seu código moral está extremamente correto. Será que é certo tirar o poder e a vida dos outros por causa de suas próprias crenças? É uma história humana honesta e difícil, e acho que as pessoas estavam esperando por isso.” Haynes também elogiou o trabalho de Tony Gilroy, afirmando que ele vai conduzir o público numa “jornada diferente do que eles estão acostumados. Eles não saberão onde estão. Eles não saberão se podem confiar que um personagem viverá até o final de um episódio.” Todas essas nuances devem ser exploradas na série, que vai empregar um estilo muito mais ágil, parecido com os filmes da franquia “Bourne” – que Gilroy também escreveu – para mostrar o começo da rebelião contra o Império, após o colapso da República no filme “Star Wars: A Vingança dos Sith” (2005). “Estamos contando a história de uma revolução inteira”, disse Gilroy. “Uma vez que começamos a investigar os personagens e o que poderíamos fazer, a abundância de tudo o que estava disponível veio à tona. Não estou me comparando de forma alguma, mas é como se alguém dissesse: ‘Você quer fazer ‘Guerra e Paz?’ É como uma cobertura enorme.” Ao mostrar a história da revolução, a série também vai destacar o papel de Mon Mothma na criação da Aliança Rebelde, enquanto ela se infiltra no império por dentro. “Ela sempre foi uma personagem ou monumento importante dentro do universo”, disse O’Reilly. “Então, ter a oportunidade agora de poder desenvolver a sua personalidade e destacá-la parece muito oportuno. Também gostaria de reconhecer que George Lucas escreveu essa personagem, que é uma líder feminina de uma Aliança Rebelde, nos anos 1980. Então, ter a oportunidade de interpretá-la agora e dar uma voz a essa personagem parece importante.” Ainda que a série faça muitas referências a “Rogue One: Uma História Star Wars”, Diego Luna lembra que não é essencial que você tenha visto o filme para poder acompanhar a série. Afinal, a história da nova produção se passa antes da trama do longa. “Acho que as pessoas que amam ‘Rogue One’ vão curtir a série, mas você não precisa conhecer ‘Star Wars’ para gostar essa série”, disse ele. “Tem um começo e um fim. Tem sua própria gênese, o que é legal. Então, o público que não gosta de ‘Star Wars’ pode assistir ‘Andor’ e essa pode ser a sua porta de entrada.” A falta de necessidade de conhecimento prévio se dá pela diferença na estrutura entre o filme e a série. “Acho que ‘Rogue One’ é um filme sobre um evento, mas você não conhece muito sobre esses personagens”, disse Luna em outra entrevista – à Variety. “Esse formato longo é uma ótima maneira de se aprofundar em quem eles são e por que eles fazem as escolhas que fazem.” O elenco de “Star Wars: Andor” também inclui Adria Arjona (“Esquadrão 6”), Stellan Skarsgard (vencedor do Globo de Ouro por “Chernobyl”), Kyle Soller (da série “Poldark”), Denise Gough (“Colette”) e Alex Lawther (“The End of the F***ing World”). A Disney+ está disponibilizando os três primeiros episódios da série nesta quarta. Serão ao todo 24 episódios, que chegarão divididos em duas temporadas distintas. Assista ao trailer.
Logan Lerman e Joey King vão estrelar série sobre Holocausto
Os atores Logan Lerman (“Hunters”) e Joey King (“A Barraca do Beijo”) vão estrelar a minissérie “We Were the Lucky Ones”, desenvolvida para a plataforma de streaming Hulu. Baseada no livro “Somos os que Tiveram Sorte”, de Georgia Hunter, a série vai contar a história de uma família judaica que foi separada no início da 2ª Guerra Mundial, mas está determinada a se reencontrar. Lerman vai interpretar Addy, o filho do meio daquela família. Ele é descrito como uma pessoa aventureira que vive em Paris e trabalha como engenheiro e como compositor de música. O personagem é inspirado na história do avô da escritora Georgia Hunter. O papel de Joey King não foi divulgado. A minissérie foi escrita e será produzida por Erica Lipez (“The Morning Show”), que também vai atuar como showrunner da atração. Já a direção dos episódios ficará por conta de Thomas Kail (“Fosse/Verdon”). “We Were the Lucky Ones” ainda não tem previsão de estreia. Logan Lerman e Joey King trabalharam juntos recentemente no filme “Trem-Bala” (2022). Além disso, Logan Lerman será visto em breve na 2ª temporada de “Hunters” e na comédia “College Republicans”, que vai marcar a sua nova parceria com o diretor James Schamus (“Indignação”), ambos sem previsão de estreia. Joey King, por sua vez, está envolvida na comédia sobre amadurecimento “Camp” e na sci-fi “Uglies”, dirigida por McG (“A Babá”), ambas também sem data de estreia.
Brad Pitt estreia como escultor em exposição na Finlândia
O ator Brad Pitt (“Trem-Bala”) estreou como escultor com a exposição de suas primeiras obras no Museu de Arte Sara Hildén, na Finlândia. As esculturas do ator foram divulgadas no último sábado (17/9), como parte de uma exposição maior do artista britânico Thomas Houseago, que é mentor de Pitt e do cantor Nick Cave no mundo das artes. Além das esculturas de bronze e gesso de Pitt, a exposição também contém uma série de cerâmica do músico australiano Nick Cave. “Para Nick e eu, este é um mundo novo e nossa primeira entrada”, disse o ator à emissora finlandesa Yle. Segundo o próprio Pitt, suas esculturas são um “inventário radical de eu”. “Para mim, é sobre autorreflexão. É sobre onde errei em meus relacionamentos, onde errei, onde sou cúmplice”, disse Pitt. “Para mim, nasceu da propriedade do que chamo de um inventário radical do eu, sendo brutalmente honesto comigo e levando em conta aqueles que eu possa ter ferido, e os momentos em que errei.” Entre as nove obras de Pitt em exposição, está uma chamada “Aiming At You I Saw Me But It Was Too Late This Time” (Apontando para você eu me vi, mas era tarde demais desta vez), um painel de gesso “representando um tiroteio” entre oito figuras tentando romper a estrutura. Há também uma casa em miniatura feita de casca de árvore e presa com fita adesiva. O ator supostamente começou a trabalhar com cerâmica após seu divórcio de Angelina Jolie, passando até 15 horas por dia no estúdio de Houseago em Los Angeles em 2017. Relatos indicam que ele convidou Leonardo DiCaprio para seu estúdio durante a produção de “Era Uma Vez em Hollywood” (2019), para os dois “unirem-se pelo amor compartilhado pela cerâmica”. Pitt também disse à revista GQ em agosto que considerava seu trabalho em cerâmica não como arte, mas como um “tipo de esporte solo, muito silencioso e muito tátil”. Ele se junta à crescente lista de atores que também se dedicam às artes plásticas, como Pierce Brosnan (“The Son”), Sylvester Stallone (“Samaritano”), Jim Carrey (“Sonic: O Filme”) e Johnny Depp (“Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”), que ganhou mais de US$ 3,6 milhões em poucas horas depois de lançar 780 gravuras na galeria Castle Fine Art, em Londres, esgotadas quase imediatamente. No cinema, Brad Pitt será visto em breve no filme “Babilônia”, novo trabalho do cineasta Damien Chazelle (“La La Land: Cantando Estações”), que estreia nos EUA em circuito limitado no dia do Natal, buscando uma vaga no Oscar. pic.twitter.com/IwDNNQFf9k — Brad Pitt (@BradPittPlanB) September 18, 2022 Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Sara Hildénin taidemuseo (@sarahildenart)
Adam Levine nega caso com modelo, mas admite: “Cruzei a linha”
O cantor Adam Levine fez uma publicação no seu Instagram para rebater a acusação de que ele teria traído a esposa, Behati Prinsloo, enquanto ela estava grávida. No seu post, o cantor negou que tenha tido um caso, mas admite que “cruzou a linha.” “Muito está sendo dito sobre mim agora e eu quero esclarecer as coisas”, disse ele. “Eu usei o mau julgamento ao falar com qualquer pessoa que não fosse minha esposa, ao fazer QUALQUER tipo de flerte. Eu não tive um caso. No entanto, eu cruzei a linha durante um período lamentável da minha vida.” Levine explica que “em certos casos, tornou-se inapropriado”. “Eu assumi isso e tomei medidas proativas para remediar isso com minha família. Minha esposa e minha família são tudo o que me importa neste mundo. Ser tão ingênuo e estúpido o suficiente para arriscar o a única coisa que realmente importa para mim foram os maiores erros que eu poderia cometer.” “Eu nunca vou cometer esses erros de novo. Eu assumo total responsabilidade. Nós vamos superar isso. E vamos superar isso juntos”, completa ele. A declaração de Levine é uma reposta a um vídeo da modelo Sumner Stroh, que afirmou na segunda (19/9) no TikTok que teve um suposto caso com o cantor durante um ano, durante seu casamento com Prinsloo. Sumner disse que, quando o caso começou, ela “era jovem, era ingênua”. “Eu não estava no meio artístico como estou agora. Então eu era definitivamente muito facilmente manipulada”, explicou, antes de dar nome a seu caso. “Então, tenho certeza que você sabe quem é Adam Levine. Adam e eu estávamos nos vendo por cerca de um ano, depois que parei de falar com ele por um período de meses, foi assim que ele voltou à minha vida”. Quanto ao motivo pelo qual a modelo decidiu compartilhar sua história neste momento, ela disse que “enviou alguns prints de forma imprudente para alguns amigos em quem eu achava que confiava, e um deles tentou vender para um tabloide”. Casados desde 2014, Levine e Prinsloo têm duas filhas, Dusty Rose, de seis anos, Gio Grace, de quatro, e estão esperando um terceiro filho. Segundo Stroh, o vocalista do Maroon 5 e ex-integrante do reality “The Voice” supostamente mandou uma mensagem querendo dar seu nome para seu terceiro filho com Prinsloo. “Uma pergunta importante. Eu terei outro bebê e, se ele não for um menino, eu queria muito dar-lhe o seu nome. Tudo bem por você?”, diz o texto apresentado pela modelo. Recentemente, ela publicou um segundo vídeo dando mais detalhes sobre o ocorrido. No vídeo, Stroh conta que só divulgou as informações para poder controlar a maneira como elas seriam distribuídas, visto que os tabloides já tinham conhecimento disso. Ela também disse que se sentiu enganada por Levine, porque foi levada a acreditar que o casamento dele com Prinsloo já tinha acabado. Por fim, a modelo reconhece que ela não é a vítima dessa situação. Segundo ela, as verdadeiras vítimas são a esposa e as filhas de Levine. @sumnerstroh Replying to @alanasanders89 ♬ original sound – Sumner Stroh
Globo de Ouro voltará à TV em janeiro
O canal americano NBC voltará a exibir o Globo de Ouro em janeiro, depois de ter desistido de exibir a cerimônia de premiação em 2022. O anúncio foi feito pela Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA na sigla em inglês) e pela Dick Clark Productions, empresa que produz o evento. Detalhes sobre as negociações não foram divulgados. Sabe-se apenas que o contrato tem validade de um ano, “o que permite que o HFPA e o DCP explorem novas oportunidades para distribuição doméstica e global em uma variedade de plataformas no futuro”, explica o comunicado oficial. Responsável pela exibição da premiação desde 1996, o canal cancelou a transmissão no ano passado, após a pressão das plataformas Amazon e Netflix, de uma coalizão de 100 agências de talentos, que representam as principais estrelas do cinema e da televisão dos EUA e do Reino Unido, e também de vários estúdios. Todos anunciaram rompimento com a Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA na sigla em inglês), entidade que elege os vencedores da premiação, devido à denúncias de racismo e corrupção. As agências chegaram a sugerir especificamente o cancelamento do Globo de Ouro em 2022, diante da falta de pressa da associação para promover as mudanças esperadas pela indústria do entretenimento. Em vez disso, o Globo de Ouro “aconteceu” sem a presença de astros de Hollywood, com o anúncio de vencedores pelas redes sociais. Naquela ocasião, a NBC já havia apontado que poderia transmitir o evento em 2023. Entre as mudanças recentes na organização, a HFPA anunciou recentemente que adicionou 103 novos votantes ao seu quadro de membros, que se somam aos cerca de 80 anteriormente existentes. Um dos fatos que gerou maior repercussão contra a entidade foi uma reportagem-denúncia do jornal Los Angeles Times apontando que nenhum dos 80 integrantes originais da HFPA e eleitores do Globo de Ouro era negro. Para complicar, um ex-presidente da entidade, Philip Berk, escreveu um email para os filiados chamando o movimento “Vidas Negras Importam” (Black Lives Matter) de um “movimento de ódio racista”. Ele foi expulso da associação. Para chegar a seu novo quadro de eleitores, a HFPA explicou que agora contarão como votantes de fora dos EUA e que o grupo de votação é composto de “52% de mulheres, 51,5% racial e etnicamente diverso, com 19,5% latinos, 12% asiáticos, 10% negros e 10% do Oriente Médio”. Trata-se da concretização de mudanças anunciadas há algum tempo. Em agosto, a atual presidente da HFPA, Helen Hoehne, enviou a um grupo de agentes de talentos uma longa lista recapitulando as reformas realizadas pelo HFPA, que incluem um Manual de Ética – após várias denúncias de assédio sofridos por astros de Hollywood – e um Diretor de Diversidade. Mas o mais importante é que o Globo de Ouro deixou de ser iniciativa exclusiva da HFPA. Com a crise, a entidade que organiza o evento foi vendida para a empresa de investimentos Eldridge Industries, que também assumiu a propriedade da Dick Clark Productions, a produtora de longa data da premiação. Por conta disso, o dono da Eldridge Industries, Todd Boehly, atua como CEO interino do HFPA desde outubro de 2021. Entretanto, essa aquisição foi bastante criticada, porque abre a oportunidade de a HFPA deixar de ser uma organização sem fins lucrativos. De todo modo, mesmo essas mudanças talvez não sejam suficientes para reestabelecer a confiança na HFPA, cuja credibilidade foi colocada em cheque após um escândalo de corrupção e racismo em seus quadros vir à tona. Especialmente porque as mudanças não foram unânimes. Cerca de um quarto dos próprios membros da entidade votou contra as propostas e outros questionaram a sinceridade da organização e se demitiram. Ou seja, embora a cerimônia tenha sido marcada, isso não significa necessariamente um retorno à normalidade. A 80ª edição do Globo de Ouro foi marcada para o dia 10 de janeiro de 2023, uma terça-feira. A escolha da data se deve ao fato de o domingo anterior estar ocupado com um jogo de futebol da NFL e o seguinte com a premiação do Critics Choice Awards. A cerimônia terá exibição simultânea nos EUA na rede de TV NBC e no serviço de streaming Peacock.
Série vai contar história dos strippers Chippendales. Veja o trailer
A plataforma de streaming Star+ divulgou o primeiro trailer de “Bem-vindos ao Clube da Sedução” (Welcome to Chippendales), minissérie estrelada por Kumail Nanjiani (“Os Eternos”). A prévia foca na ascensão de Somen “Steve” Banerjee (Nanjiani), que foi dono do maior negócio de strippers masculinos do mundo. Baseada em uma história real, “Bem-vindos ao Clube da Sedução” foi criada pelo própria Nanjiani, em parceria com Robert Siegel (“Pam & Tommy”), e vai narrar a trajetória de Banerjee desde que ele era um pobre imigrante indiano, passando pela criação dos Chippendales no final da década de 1970 e culminando no envolvimento dele numa trama de assassinato. Embora a história de Banerjee seja desconhecida pelo grande público, alguns dos personagens que aparecem na série são bem famosos, como é o caso do falecido cineasta Peter Bogdanovich (“A Última Sessão de Cinema”), interpretado por Philip Shahbaz (“SEAL Team”), e da playmate Dorothy Stratten – vivida por Nicola Peltz (“Bates Motel”) – cujo assassinato pelo marido Paul Snider (Dan Stevens, de “Apóstolo”) rendeu várias manchetes em 1980. O elenco ainda conta com Annaleigh Ashford (“B Positive”), Juliette Lewis (“Yellowjackets”), Quentin Plair (“Roswell, New Mexico”), Robin de Jesus (“tick, tick… BOOM!”) e Andrew Rannells (“Black Monday”). Além de ter criado a série, Siegel também vai produzir a atração e atuar como showrunner, ao lado de Jenni Konner (produtora de “Girls”). “Bem-vindos ao Clube da Sedução” também tem roteiros de Rajiv Joseph (“A Grande Escolha”) e Mehar Sethi (“China, IL”), e direção de Matt Shakman (“WandaVision”). A estreia está marcada para 22 de novembro tanto na Star+ quanto na plataforma americana Hulu, responsável pela produção original.
Ator de “Top Gun: Maverick” vai estrelar thriller de Richard Linklater
O ator Glen Powell (“Top Gun: Maverick”) será o protagonista do thriller “Hitman”, dirigido pelo cineasta Richard Linklater (“Boyhood”). Baseado em uma história real, o filme vai contar a história de um policial que se disfarçava de assassino de aluguel para prender em flagrante as pessoas que contratavam os seus serviços. Além de estrelar, Powell também escreveu o roteiro ao lado de Linklater. O elenco ainda conta com Adria Arjona (“Esquadrão 6”) e Anthony Michael Frederick (“Cinco Dias no Hospital Memorial”). “Hitman” começa a ser rodado em outubro, em Nova Orleans, mas ainda não tem previsão de estreia. Richard Linklater atualmente está trabalhando no musical “Merrily We Roll Along”, estrelado por Beanie Feldstein (“Fora de Série”) e Ben Platt (“Querido Evan Hansen”), que não tem previsão de estreia. Já Glen Powell também está envolvido com uma série inspirada no clássico “Butch Cassidy” (1969).
50 Cent processa médica por insinuar que ele fez cirurgia peniana
O rapper, ator e megaprodutor de séries 50 Cent (“Power”) está processando uma cirurgiã plástica por insinuar que ele teria feito uma cirurgia peniana na clínica dela. De acordo com dados apurados pela revista Billbord, o processo foi aberto por 50 Cent na última sexta (16/9) e acusa a médica Angela Kogan de usar uma foto que ela tirou com o rapper em 2020 para ilustrar um artigo publicado no seu site, no qual ela insinua que 50 Cent – cujo verdadeiro nome é Curtis Jackson – é seu cliente e fez uma cirurgia de aumento peniano com ela. “Jackson nunca fez um procedimento de aprimoramento sexual, ele nunca recebeu cirurgia plástica dos réus e nunca consentiu com a comercialização e publicação da foto. As ações dos réus expuseram Jackson ao ridículo, causaram danos substanciais à sua reputação profissional e pessoal e violaram seu direito de controlar seu nome e imagem”, afirma o processo. Os documentos da ação explicam que 50 Cent tirou a foto com Kogan achando que estava atendendo ao pedido de uma fã que queria uma lembrança dele, mas nunca autorizou o uso da sua imagem com fins comerciais. Vale destacar que a postagem de Kogan não fala diretamente que 50 Cent fez a cirurgia, mas usa a foto dos dois para indicar que ele é um cliente da clínica. Mas a foto é sobreposta à foto de um homem fazendo a cirurgia de aumento peniano (cuja imagem do pênis é escondida pelo emoji de uma beringela), deixando a sugestão subentendida. A publicação foi compartilhado nas redes sociais de Kogan, atingindo cerca de meio milhão de pessoas, que a espalharam a ponto de viralizar na internet. A propaganda rendeu uma enxurrada de comentários com piadas sobre 50 Cent. Alguns desses comentários diziam que ele deveria mudar seu nome para “50 polegadas”.
Série documental sobre Pedro Scooby estreia na Globoplay
A série documental “A Vida É Irada, Vamos Curtir!”, sobre a vida do surfista e ex-BBB Pedro Scooby, estreia na noite dessa terça (20/9) no canal pago Off e no serviço de streaming Globoplay. Desenvolvida pelo Off, a série tem quatro episódios e traz entrevistas com amigos, familiares e colegas de Scooby. “Eu já fiz muitos projetos com o Off”, disse Scooby, em entrevista ao jornal O Globo. “Quando saí do BBB, a gente conversou sobre fazer algo novo e pintou essa ideia do documentário. Minha vontade era fazer com alguém que de fato quisesse falar da minha vida e que não fosse sensacionalista. O canal era o melhor caminho para isso. Lá me conhecem bem e sabem da minha carreira e da minha importância para o surfe, que era uma das coisas que eu mais queria abordar.” O surfista também falou um pouco sobre o conteúdo da série. “Vou revelar coisas que ninguém nunca soube. Minha mãe, meu irmão e meus amigos de infância aparecem. Eles vão contar quem era o Pedro antes do BBB. Na verdade, era a mesma pessoa. Muito foi dito sobre aquele jeito que eu tinha na casa, mas eu fui assim a vida inteira. O documentário vai mostrar quem é o Pedro Henrique Mota Vianna”, disse ele. Com direção de Rodrigo Abranches, “A Vida É Irada, Vamos Curtir!” vai narrar a trajetória de Scooby desde a sua infância humilde, mostrando a sua ascensão da carreira de surfista, a relação com a família e os filhos, até a sua participação no “BBB 22”. Veja o trailer abaixo.
Astro mirim do “Pequeno Stuart Little” explica porque sumiu ao crescer: “Não era bom ator”
O ator Jonathan Lipnicki, que estrelou diversos sucessos na década de 1990 e início dos anos 2000, como “Jerry Maguire – A Grande Virada” (1996), “O Pequeno Stuart Little” (2000), “O Pequeno Vampiro” (2000) e “Pequenos Grandes Astros” (2002), desabafou sobre seu desaparecimento do cinema nos últimos anos. “A maior transição para mim foi que eu não trabalhei por muito tempo”, disse Lipnicki, em entrevista ao site /Film. “E as pessoas sempre pensam nisso como, ‘Oh, ele foi para o ensino médio’ e coisas assim. E essa é a história que as pessoas contam às vezes quando não trabalham.” Lipnicki, que hoje tem 31 anos, diz que esse tipo de “desculpa” é comum entre atores jovens que não conseguem trabalho depois que crescem. “Eu tirei uma folga, no sentido de que não era a única prioridade que eu tinha. Mas eu não trabalhei porque eu simplesmente não trabalhei. Eu realmente não consegui nenhum papel por um tempo.” Ou seja, Lipnicki também aproveitou esse tempo para terminar o ensino médio, mas não foram os estudos que impediram o seu trabalho como ator. “Eu sou honesto sobre isso. Foi porque eu não era um ator muito bom”, disse ele. “Porque a melhor coisa de ser jovem, uma criança, é que há essa maravilha infantil inerente. E é por isso que muitas crianças que você vê são bastante talentosas. Mas então os filtros entram e você fica nervoso… ou o mundo entra em cena. No meu caso, deixei de fazer tudo naturalmente para tentar ser como meus atores favoritos.” Com o intuito de se tornar um ator melhor, Lipnicki chegou a se matricular em aulas de interpretação após o ensino médio e a estudar seriamente o ofício. Ele também fez alguns papéis no teatro, conseguindo trabalhar como substituto na peça “The Lieutenant of Inishmore”, dirigida por Martin McDonagh (“Três Anúncios Para Um Crime”) e estrelada por Chris Pine (“Mulher-Maravilha”). “Eu pude ver o trabalho de Chris e alguns atores incríveis nessa produção e foi realmente inspirador”, disse Lipnicki. “Eu não cheguei a me apresentar, porque todo mundo era muito jovem e saudável. Mas eu tive a oportunidade de realmente ensaiar este material muito difícil. E então essa foi uma experiência formativa à sua maneira.” Jonathan Lipnicki tem alguns projetos encaminhados, entre eles o filme “The Re-Education of Molly Singer”, estrelado por Britt Robertson (“Girlboss”), Ty Simpkins (o ex-ator mirim de “Homem de Ferro 3”), Holland Roden (“Teen Wolf”) e Jaime Pressly (que também fez sucesso no início dos anos 2000 com filmes como “Gatos numa Roubada” e “Não é Mais um Besteirol Americano”). O filme ainda não tem previsão de estreia.
Eugenio Derbez vai estrelar série sobre “Drácula” mexicano de 1931
O ator mexicano Eugenio Derbez, conhecido pelo seu trabalho no filme vencedor do Oscar “No Ritmo do Coração” e pela série “Acapulco”, vai estrelar a série “They Came at Night”, desenvolvido para a plataforma de streaming Vix+, do conglomerado TelevisaUnivision. Baseada em uma história real, a série vai narrar a rotina de trabalho da equipe responsável por filmar uma versão em espanhol do clássico terror “Drácula” (1931). Essa “versão” era necessária porque o “Drácula” original, dirigido por Tod Browning e estrelado por Bela Lugosi, foi realizado nos primórdios do cinema falado e, naquela época, ainda não existiam técnicas de dublagem ou legenda sincronizada à fala. Portanto, para não perder o público que não falava inglês, o estúdio Universal produziu simultaneamente essa outra versão com atores mexicanos e falada em espanhol. O filme foi dirigido por George Melford (“Unhas e Dentes”), que sequer falava espanhol e precisou de um intérprete para passar as orientações ao elenco. Para não perder tempo e economizar dinheiro, o “Drácula” mexicano também usou os mesmos cenários, num esquema de revezamento. Enquanto Browning filmava durante o dia, Melford dirigia à noite. O título “They Came at Night” (Eles vieram à noite, em tradução literal), que parece de filme de terror, é na verdade uma alusão ao horário noturno das filmagens. A versão espanhola de “Drácula” ficou anos esquecida após seu lançamento em 1931. Ela só foi redescoberta na década de 1970, quando passou a ser apreciada e cultuada. Alguns críticos chegam a considerá-la melhor até do que a “original”. Além de estrelar, Derbez também vai produzir a série, que terá tom de comédia e foi criada por dois roteiristas americanos, Rob Greenberg e Bob Fisher (de “Casal de Fachada”). “Eu não trabalho em comédias de TV em espanhol há mais de dez anos e estava procurando algo realmente especial para voltar”, disse Derbez em comunicado oficial. “Esta história realmente me chamou a atenção porque conta a história de latinos tendo que realizar mais com menos recursos e condições mais difíceis. É também um mundo que nunca exploramos na TV de língua espanhola, a Hollywood nos anos 1930, mas, como em todos os momentos da história dos EUA, os latinos estavam lá fazendo sua parte, mesmo que a história os esquecesse.” “They Came at Night” ainda não tem cronograma de filmagem e nem data de estreia definidos. A notícia serve como um alívio para os fãs do ator, que levaram um susto no final de agosto, quando ele precisou fazer uma cirurgia complicada após sofrer um acidente. Na ocasião, a esposa do ator, a atriz e cantora Alessandra Rosado, falou que a recuperação de Derbez seria “longa e difícil” e exigiria “muitas semanas de descanso e reabilitação”. Ao que tudo indica, ele está recuperado e pronto para trabalhar. Derbez está envolvido em diversos projetos, entre eles a aventura “Lotería”, dirigida por James Bobin (“Alice Através do Espelho”), sem previsão de estreia. Confira o cartaz da versão de “Drácula” falada em espanhol.












