Globo demite diretor de “Nos Tempos do Imperador” após acusações de racismo
O diretor artístico da novela “Nos Tempos do Imperador”, Vinicius Coimbra, foi demitido pela rede Globo na sexta (11/3). Segundo informou o advogado do diretor, Davi Tangerino, ele foi desligado da empresa sob o argumento de que praticou assédio moral. Informações vazadas para a imprensa indicam que o profissional foi acusado de racismo por três atrizes da novela. Ele e sua equipe teriam se manifestado com falas preconceituosas no ambiente de trabalho e promovido segregação entre os atores que faziam parte do elenco da trama, separando pessoas brancas e negras do elenco, inclusive nos camarins. As queixas chegaram ao compliance da emissora, que abriu um procedimento. Ele já foi notificado da decisão. Ao jornal Folha de S. Paulo, que buscou uma posição oficial sobre o fim da relação profissional, a Globo respondeu que não expõe apurações de sua ouvidoria “em razão do sigilo garantido a todos os colaboradores em seu código de ética” e que, por isso, não vai se manifestar sobre a demissão. Ao mesmo tempo, a nota enviada ao jornal fala em “preconceito racial”. “Preconceito racial é uma prática não tolerada pela Globo. Mas reconhecemos que, como ocorre em todos os segmentos da sociedade, há muito a avançar no caminho da diversidade, para além das rigorosas regras de compliance que praticamos no nosso dia a dia a esse respeito”, disse a empresa por comunicado. “Em relação à novela ‘Nos Tempos do Imperador’, a empresa acredita que poderia ter adotado precauções extras para abordar a temática racial, nas diversas dimensões que a produção exigia”, acrescenta a emissora. Vinicius Coimbra também se manifestou por meio de nota. “Nas últimas semanas, muito foi dito a meu respeito. Por isso, agradeço àqueles que prezaram por uma apuração responsável dos fatos, sem atribuir a mim atitudes que não condizem com a minha índole, minha história ou que não são da minha competência”, diz o texto. “Como homem branco, porém, reconheço minha responsabilidade por atitudes que reproduzem privilégios. Eu sinceramente não gostaria que isso tivesse acontecido e estou empenhado para que não se repita. Desculpei-me à época e me desculpo novamente. Reafirmo meu profundo respeito pelo elenco da novela. Quero poder contribuir para juntos repararmos esta situação e construirmos um futuro melhor”, completa. Logo após sua estreia, em agosto de 2021, a novela escrita por Falcão e Alessandro Marson sobre os tempos do Brasil imperial foi criticada por “romantizar a escravidão” e apresentar erros factuais. Vinicius Coimbra deixou de lado uma carreira cinematográfica premiada para se tornar um diretor especializado em novelas de época da Globo. Ele também dirigiu episódios de “Liberdade, Liberdade”, sobre uma filha de Tiradentes, e “Novo Mundo”, também passada na época do império. Ele também faria a próxima novela das seis “Mar do Sertão”, mas durante as investigações internas (em fevereiro) foi substituído por Allan Fiterman, diretor de “Quanto Mais Vida, Melhor”. Leia abaixo a íntegra da longa nota da Globo: “Sobre a sua consulta e em relação a notícias recentes a respeito de denúncias envolvendo a novela ‘Nos Tempos do Imperador’, a Globo reitera que não expõe apurações de relatos recebidos por sua ouvidoria, em razão do sigilo garantido a todos os colaboradores em seu código de ética e que, por isso, não vai se manifestar sobre o assunto. Preconceito racial é uma prática não tolerada pela Globo. A fim de manter seu ambiente corporativo livre de discriminação, a empresa conta com um sistema de compliance atuante, com treinamentos de conscientização frequentes de seus colaboradores e um código de ética que proíbe a discriminação e pune severamente as violações apuradas. Mas reconhecemos que, como ocorre em todos os segmentos da sociedade, há muito a avançar no caminho da diversidade, para além das rigorosas regras de compliance que praticamos no nosso dia a dia a esse respeito. Em relação à novela ‘Nos Tempos do Imperador’, a empresa acredita que poderia ter adotado precauções extras para abordar a temática racial, nas diversas dimensões que a produção exigia. Nesse sentido, foram identificadas oportunidades de aperfeiçoar nossos processos internos para tratar adequadamente esta e outras temáticas sensíveis, garantindo que sua abordagem contribua para o avanço no caminho da diversidade, preservando a sensibilidade do público e de nossos colaboradores. Este processo contínuo em busca de oportunidades de melhoria é possível em virtude da crença da Globo no permanente diálogo e na criação de mecanismos para intensificá-lo, especialmente com seus colaboradores, que desde o ano passado estão engajados em treinamentos específicos sobre Diversidade e Inclusão e em grupos de afinidades de mulheres, negros e negras, LGBTQIAP+ e pessoas com deficiência para a promoção de ambientes cada vez mais inclusivos e representativos. Através de iniciativas como essas, conduzidas pela área de Diversidade e Inclusão, criada em 2020, e que fazem parte da ampla política de diversidade da empresa, a Globo avança e aperfeiçoa seus processos internos, atenta sempre para as legítimas demandas que se apresentam, sem perder o foco nos princípios que constituem a sua essência.”
“Homem-Aranha” tem estreia digital adiantada após vazamento online
A Sony decidiu adiantar o lançamento digital de “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”, após um vazamento massivo de cópias do Blu-ray em alta qualidade, que surgirem em centenas de sites piratas na noite de sexta (12/3). O filme, que chegaria para locação e compra digital a partir de 22 de março, poderá ser visto em VOD já na próxima terça, dia 15. A antecipação foi divulgada para o mercado americano, mas provavelmente será seguida em todo o mundo, pois o vazamento foi irrestrito. Tanto o vazamento quanto a antecipação devem impactar o desempenho do filme nos cinemas. “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa” continua em cartaz e lotando o circuito cinematográfico após quase três meses de exibição. Ao todo, a coprodução da Sony e da Disney/Marvel faturou US$ 1,87 bilhão de bilheteria em todo o mundo.
Jeffrey Dean Morgan diz que spin-off vai “reinventar The Walking Dead”
O ator Jeffrey Dean Morgan está entusiasmado com o novo spin-off de “The Walking Dead”, que ele vai estrelar ao lado de Lauren Cohan. Em um post em seu Twitter, o intérprete de Negan disse que “Isle of the Dead” vai “reinventar” o universo da franquia. “Lauren Cohan e eu estamos muito animados. A história é ótima. Vai reinventar o universo de ‘The Walking Dead’ como conhecemos. Realmente mal posso esperar para vocês todos assistirem a ‘Isle of the Dead’ conosco”, ele comentou. Anunciada na segunda (7/3), a atração vai acompanhar os dois inimigos assumidos Negan e Maggie nas ruínas pós-apocalípticas de Nova York. O título “Isle of the Dead” faz reverência à ilha de Manhattan, coração da cidade de Nova York. Com roteiro de Eli Jorné, responsável por vários capítulos de “The Walking Dead”, a nova produção vai mostrar a improvável dupla chegando à ilha de Manhattan, que há muito tempo foi isolada do continente principal. Por lá, eles encontrarão alguns sobreviventes que criaram o seu próprio mundo paralelo e caótico na metrópole. Vale lembrar que, embora se odeiem na série (Negan matou o marido de Maggie), Morgan e Cohan já viveram um casal no cinema: Thomas e Martha Wayne, os pais do Batman em “Batman vs Superman: A Origem da Justiça” (2016). A produção se junta a outros projetos de “The Walking Dead” anunciados pela AMC, como a antologia “Tales of the Walking Dead”, que estreia ainda este ano, e um spin-off focado em Carol (Melissa McBride) e Daryl (Norman Reedus). Tanto o seriado de Maggie e Negan quanto o de Carol e Daryl têm previsão de estreia para 2023, após o encerramento de “The Walking Dead”, que deve acontecer no final deste ano, após a exibição da terceira parte da 11ª temporada. Com isso, o primeiro derivado, “Fear the Walking Dead”, já renovado para a 8ª temporada, deve se tornar a nova série principal da franquia. Por aqui, “The Walking Dead” é disponibilizado pela plataforma Star+, enquanto seus derivados vão ao ar no canal pago AMC Brasil. Thank you. @LaurenCohan and I are pretty damn excited. The story is GREAT. It’s going to reinvent the TWD world as we know it…. Really can’t wait for you all to live on #isleofthedead with us. — Jeffrey Dean Morgan (@JDMorgan) March 9, 2022
Trailer de “The Boys” destaca estreia de Jensen Ackles na série
A Amazon Prime Video divulgou o pôster e o aguardado trailer da 3ª temporada de “The Boys”. Entre as cenas de violência excessiva e música da banda Imagine Dragons, destaca-se a estreia de Jensen Ackles (o Dean de “Supernatural”) como o herói Soldier Boy (ou Jovem Soldado nos quadrinhos brasileiros), o Capitão América do mundo de “The Boys”. A prévia ainda traz a personagem Condessa Escarlate (vivida por Lauren Holden, de “The Walking Dead”), um número musical e Billy Butcher (Karl Urban), conhecido como Bruto na tradução dos quadrinhos nacionais, adquirindo superpoderes que ele não consegue controlar. Os olhos incandescentes do inimigo dos super-heróis também são destaques no cartaz oficial da temporada. Apesar da divulgação, a estreia ainda vai demorar. Os novos episódios só irão ao ar em 3 de junho. E isto que gravações acabaram em setembro do ano passado. Grande vencedora do Critics Choice Super Awards, a premiação geek da crítica americana, “The Boys” também é a série mais popular da Amazon, detendo o recorde de público da plataforma de streaming em sua 2ª temporada. Sem revelar números oficiais, a empresa afirmou que a temporada passada teve o lançamento global mais assistido dentre todas as suas séries originais e, em suas primeiras semanas, quase dobrou (+89%) a audiência mundial atingida pelo primeiro ano de produção, atraindo milhões de novos espectadores a cada semana. Não por acaso, a atração ganhou um spin-off animado, “The Boys: Diabolical”, lançado na semana passada, e prepara um spin-off juvenil, centrado em estudantes de uma universidade de super-heróis.
“Magnatas do Crime” vai virar série da Netflix
A Netflix está prestes a fechar acordo para produzir uma série baseada no filme “Magnatas do Crime” (2019), de Guy Ritchie. O projeto começou a ganhar forma há dois anos e tem o próprio Richie à frente das negociações. O cineasta britânico co-escreveu o episódio piloto e planeja dirigir os dois capítulos iniciais, além de servir como produtor ao lado de executivos da Miramax TV e da Moonage Pictures (formada há quatro anos por produtores de “Peaky Blinders”). Com a aprovação do negócio, a adaptação marcará o terceiro filme de Guy Ritchie a virar série. “Lock, Stock…”, inspirada em “Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes” (1998), foi ao ar no ano 2000 no Channel 4 britânico, e “Snatch”, inspirada em “Snatch: Porcos e Diamantes” (2000), durou duas temporadas, de 2017 a 2018, na plataforma de streaming Crackle. A adaptação virou prioridade da Miramax, que sob a nova chefia de Marc Helwig tem buscado capitalizar seu extenso catálogo cinematográfico em licenciamento de séries. Neste sentido, a produção de “The Gentlemen” (título original) vai se juntar à anunciada adaptação de “Mutação” (Mimic, 1997), terror do estúdio que se transformará numa série produzida e dirigida por Paul WS Anderson (“Resident Evil”). Elogiado pela crítica internacional (73% de aprovação no Rotten Tomatoes), “Magnatas do Crime” marcou a volta do diretor do blockbuster “Aladdin” (2019) às tramas de gângsteres do começo de sua carreira. A trama gira em torno da sucessão de um chefão americano do crime, interpretado no cinema por Matthew McConaughey (“Interestelar”), que construiu um império de drogas no Reino Unido. Quando rumores começam a circular sobre sua aposentadoria, todos os outros criminosos de Londres criam seus próprios esquemas para tomar o lugar dele. O elenco do filme ainda incluiu Charlie Hunnam (Rei Arthur: A Lenda da Espada”), Henry Golding (“Podres de Ricos”), Michelle Dockery (“Downton Abbey”), Jeremy Strong (“Succession”), Eddie Marsan (“Ray Donovan”), Colin Farrell (“Dumbo”) e Hugh Grant (“Florence: Quem é Essa Mulher?”). Veja abaixo o trailer legendado de “Magnatas do Crime”.
Oscar 2022 ganha pôster e comercial com apresentadoras
A rede americana ABC, que faz a exibição do Oscar nos EUA e gera as imagens do evento para o resto do mundo, divulgou o pôster e um comercial com as apresentadoras deste ano. Será a primeira vez que três pessoas diferentes servirão como anfitriãs do evento. As comediantes Wanda Sykes (“The Other Two”), Amy Schumer (“Viagem das Loucas”) e Regina Hall (“Nove Desconhecidos”) serão responsáveis por comandar o Oscar 2022, que assim retomará a tradição do mestre de cerimônias, após excluir a figura do apresentador principal nas últimos três cerimônias. O Oscar deste ano tem produção de Will Packer, cuja longa lista de sucessos na TV e no cinema inclui “A Viagem das Garotas”, comédia que traz Regina Hall em seu elenco. A ideia de escalar comediantes indica um plano para injetar humor na apresentação, embora não esteja claro como a cerimônia será dividida entre as três. O evento vai acontecer no dia 27 de março, numa cerimônia presencial que acontecerá no tradicional palco do Dolby Theatre, em Los Angeles, com transmissão ao vivo para o Brasil pelo canal pago TNT e pela plataforma Globoplay.
Série “O Clube das Babás” é cancelada após duas temporadas
A Netflix cancelou “O Clube das Babás” após duas temporadas. A atração inspirada nos livros de Ann M. Martin era a primeira série teen da plataforma sem crimes ou maldades e foi interrompida com 100% de aprovação no Rotten Tomatoes. A responsável pela produção, Rachel Shukert (roteirista de “Supergirl”), foi quem revelou o cancelamento num comunicado. “Eu queria fazer parte do mundo que Ann M. Martin criou desde que eu tinha 7 anos, e por duas temporadas incríveis eu realmente consegui. Foi um sonho tornado realidade”, disse Shukert. “Embora eu esteja com o coração partido por não voltar a Stoneybrook por mais 20 temporadas, estou muito orgulhosa da série incrível que nosso incrível elenco e equipe criaram e a maneira como trouxe alegria e conforto para muitos quando eles mais precisavam. Obrigado à Walden Media e à Netflix por nos dar a oportunidade de apresentar Kristy, Claudia, Stacey, Mary Anne, Dawn, Jessi e Mallory para uma nova geração de fãs que eu sei que vão amá-las tanto quanto nós nos próximos anos.” O elenco, muito mais jovem que as adaptações anteriores – incluindo um filme de 1995 – , com atrizes mais próximas da idade das personagens, era formado por Shay Rudolph (a Maya de “Máquina Mortífera”), Momona Tamada (a versão mirim de Laura Jean em “Para Todos os Garotos: P.S. Ainda Amo Você”), Malia Baker (“Flash”), Sophie Grace (“Terror in the Woods”) e Xochitl Gomez (“Gentefied”), Anais Lee (“O Sol Também é uma Estrela”) e a estreante Vivian Watson. Na trama, elas viviam melhores amigas adolescentes da cidade de Stoneybrook que começam a trabalhar como babás. Apesar de iniciarem o negócio visando retorno financeiro, elas logo descobrem que o clube tem outro tipo de impacto em suas vidas, refletindo em autoconfiança, namoros e evolução pessoal, graças à sororidade que a união promove entre todas as envolvidas. A adaptação também destacava os adultos Alice Silverstone (a eterna Cher de “Patricinhas de Beverly Hills”) e Mark Feuerstein (“Do que as Mulheres Gostam”) em seu elenco, além da cineasta Lucia Aniello (“A Noite É Delas”) na direção dos episódios.
Diretor de “O Projeto Adam” negocia filmar “Deadpool 3”
A Marvel abriu negociações para oficializar o diretor de “Deadpool 3”. Após o sucesso de bilheteria de “Free Guy: Assumindo o Controle” e a boa recepção crítica de “O Projeto Adam”, o diretor Shawn Levy pode comandar seu terceiro filme estrelado por Ryan Reynolds. Enquanto as negociações acontecem, o roteiro está sendo escrito por Rhett Reese e Paul Wernick, que assinaram os dois primeiros filmes. Eles voltaram à franquia após um rascunho inicial ter sido esboçado pelas irmãs roteiristas Wendy Molyneux e Lizzie Molyneux-Logelin, que assinaram vários episódios da série animada adulta “Bob’s Burgers” – e ganharam um Emmy por seu trabalho na atração do canal Fox em 2017. “Deadpool 3” será o primeiro filme adulto de super-heróis do Marvel Studios, já que os anteriores eram lançados pela 20th Century Fox. O chefão do estúdio, Kevin Feige, garantiu que manterá a produção com censura para maiores, como as anteriores. “Será para maiores, e estamos trabalhando no roteiro, com supervisão de Ryan”, disse Feige, numa entrevista realizada em janeiro. A volta de Ryan Reynolds ao uniforme de Deadpool ainda não tem previsão de estreia.
Alec Baldwin quis completar “Rust” após morte da diretora de fotografia
O ator Alec Baldwin queria terminar de filmar o western “Rust” após a morte da diretora de fotografia Halyna Hutchins por um tiro acidental, para “honrar” sua memória e compensar a família, de acordo com um processo de arbitragem aberto nesta sexta-feira (11/3) em Los Angeles. O incidente ocorreu em 21 de outubro passado em uma fazenda em Santa Fé, Novo México, quando Baldwin atirou em Hutchins com um revólver. Ele recebeu uma arma da produção que foi apresentada como inofensiva e carregada com balas falsas, mas que continha balas reais que mataram a diretora de fotografia de 42 anos. Além de protagonista, Baldwin também era produtor do filme e está sendo processado na esfera civil por Matt Hutchins, marido da vítima, em busca de compensação financeira. “Baldwin fez um esforço para entrar em contato com o elenco de ‘Rust’, na esperança de obter apoio para finalizar o filme”, diz o pedido de arbitragem depositado em uma empresa especializada de Los Angeles. “Ele fez isso para honrar o legado de Halyna ao terminar sua última obra e para compensar Hutchins e seu filho com os lucros do filme”. De acordo com o texto, Baldwin conseguiu convencer o elenco do filme, incluindo seu diretor, Joel Souza, que também foi baleado, a terminar a produção. Mas Matt Hutchins rejeitou a proposta e entrou com uma ação contra ele e os demais produtores, exigindo uma compensação “substancial” por uma longa lista de falhas. Além das ações civis, uma investigação criminal policial também está em andamento para apurar responsabilidades na morte da cinematógrafa.
Susana Vieira diz que desempenho de Arthur no BBB é “jogada” da Globo
A atriz Susana Vieira comentou o último paredão do “BBB 22” durante participação no programa “Encontro” desta sexta (11/3), e não escondeu seu inconformismo com a eliminação de Jade Picon. Ela chegou a brincar que o resultado pode ter sido uma “jogada” da Globo para promover Arthur Aguiar e contratá-lo para estrelar uma novela. “Eu acho que isso tudo é uma jogada da nossa empresa para contratar [Arthur] de novo, porque não é possível que uma menina com 18 milhões de seguidores perca para o Arthur! Ai, que mentira que é…”, disse a atriz. “Eu fiquei muito revoltada com isso”, ela completou. A apresentadora Fátima Bernardes tentou contornar a saia-justa argumentando que o número de seguidores não significa sucesso no “BBB” — desde que famosos passaram a participar do programa em 2020, nenhum deles venceu a popularidade de desconhecidos revelados no programa. Mas Susana Vieira manteve seu ceticismo ao comentar que Arthur Aguiar não demonstra uma simpatia capaz de conquistar tanto público. “Eu acho ele muito sério, não acho ele simpático. Ele sempre foi metido, arrogante. É o que me passa, eu sou espectadora, não conheço esse menino e nunca vi. A Jade também, nunca tinha visto”, apontou. A atriz ainda comparou a antipatia gratuita alimentada contra a influenciadora nas redes sociais. “Em matéria de simpatia, por que acharam ela arrogante? Porque ela é rica. Então, gente, ser rica agora é pecado? A gente ter um carro, uma casa, porque é rica…” Detalhe: Arthur também é rico. “Eu acho que houve muito preconceito com ela. Ela é uma menininha, uma patricinha de 20 anos igual a todas as patricinhas de 20 anos. Parabéns, ela enfrentou todo tipo de gente lá dentro, e todos têm sua antipatia.” As declarações de Susana viralizaram, colocando o nome da atriz entre os assuntos mais comentados do Twitter. A reclamação em tom de “brincadeira” aconteceu três dias após colunas sociais afirmarem que a Globo estaria realmente interessada em fechar contrato de exclusividade com Arthur Aguiar para explorar sua popularidade no “BBB 22” como ator de novelas. Um colunista chegou a publicar que a contratação do ator já era dada como certa pela emissora, a ponto de dois autores de novelas manifestarem interesse em contar com o galã em suas próximas atrações. Também chamou atenção o fato de a edição de quinta (10/3) do “BBB 22” omitir uma polêmica envolvendo Arthur e Lucas Bissoli, que foi o fato mais importante da festa do líder Pedro Scooby. Exibida em detalhes pelo Globoplay, a performance dramática do ex-“Rebelde” rendeu muito assunto nas redes sociais e abalou sua imagem de favorito. Mas quem viu o programa pela Globo – ou seja, o grande público – não compartilhou a decepção de muitos. Neste sentido, a edição do programa na TV aberta foi favorável a Arthur.
Compositor da trilha de “Batman” vai dirigir filme da Marvel
O compositor Michael Giacchino, autor da trilha do filme “Batman” e vencedor do Oscar pelas músicas de “Up – Altas Aventuras” (2009), fará sua estreia como diretor de longa-metragem num filme da Marvel. Ele vai dirigir o filme especial de Halloween da Disney+ sobre o Lobisomem. Mas não será o primeiro trabalho que o coloca atrás das câmeras. O compositor já havia dirigido um curta-metragem (“Monster Challenge” em 2018) e um episódio animado da série “Star Trek: Short Treks” (em 2019). A produção do especial de Halloween está programada para começar ainda este mês, trazendo Gael García Bernal (“Tempo”) no papel principal. Vale apontar que a editora tem dois lobisomens importantes em suas publicações. O principal é Jack Russell, criado em 1972 por Roy Thomas, Gerry Conway e Mike Ploog, que originou a revista em quadrinhos “Werewolf by Night” (lançada com o título resumido de “Lobisomem” no Brasil, pela antiga editora Bloch). O segundo, batizado de Jake Gomez, surgiu há dois anos e é um jovem descendente de uma tribo nativa americana que sofre a maldição do lobo há várias gerações. Um detalhe curioso é que este personagem foi criado por Taboo, cantor da banda The Black Eyed Peas, em parceria com Benjamin Jackendoff e Scot Eaton. Taboo, por coincidência, também é o nome de um dos principais inimigos de Jack Russell nos quadrinhos originais. Outro personagem famoso que enfrentou Jack Russell foi o Cavaleiro da Lua, que vai ganhar sua própria série na Disney+ em 2022, estrelada por Oscar Isaac. A primeira aparição deste herói foi numa edição de “Werewolf by Night” em 1975, antes de ganhar sua própria revista. Os detalhes do enredo do especial, que ainda não tem título, estão sendo mantidos em segredo. Não está claro se a Marvel incorporará na história outros personagens de sua linha de terror, introduzida nos anos 1970 pelo editor Roy Thomas. A última produção live-action da Marvel Television, antes de ser fechada e absorvida pelo Marvel Studios, foi “Helstrom”, série baseada nessa linha de publicações. O Motoqueiro Fantasma também deveria ganhar sua própria série, mas o fim da divisão televisiva cancelou o projeto.
Megan Thee Stallion e Dua Lipa destroem o mundo em clipe repleto de efeitos
A rapper americana Megan Thee Stallion e a cantora inglesa Dua Lipa são mais que quentes; viram radioativas no clipe de “The Sweetest Pie”, repleto de figurinos, coreografias e efeitos visuais. São tantos efeitos que alguns piscam na tela por segundos e mal ganham atenção. Na superprodução dirigida por Dave Meyers, as estrelas encarnam deusas diabólicas que tratam os homens como querem, até uma revolta musculosa as jogar literalmente na fogueira. Diante da agressão, as superpoderosas não pensam duas vezes: reduzem o mundo dos homens a cinzas com raios nucleares. Este é o primeiro trabalho de Meyers com as cantoras, após assinar clipes memoráveis de Billy Eilish, Ed Sheeran e Ariana Grande. Além do clipe, o single de “The Sweetest Pie” também foi lançado nesta sexta (11/3) nas plataformas musicais.
Série “Elza e Mané” registra maior audiência do ano na Globoplay
Lançada na semana passada, a série documental “Elza e Mané – Amor em Linhas Tortas” bateu o recorde de audiência de 2022 da Globoplay em seus três primeiros dias de exibição. Revelado pelo jornal O Globo, o recorde teria sido tanto em horas consumidas como em alcance, mas nenhum número foi divulgado para servir de critério de comparação com o mercado. O documentário de quatro episódios é produzido pelo Departamento de Esporte da Globo, equipe que já foi responsável por outro grande sucesso do Globoplay, “Doutor Castor”, em 2021. “Elza e Mané” aborda o casamento tumultuado de Elza Soares e Mané Garrincha em quatro episódios, mas sob a ótica moderna e não como foi tratado pela mídia conservadora do passado. Dirigido e roteirizado por Carolina Zilberman, a atração começa mostrando a origem de cada um e como se conheceram em 1962. O segundo capítulo é focado na decadência do atleta e na perseguição que o casal sofreu da imprensa, da sociedade e da ditadura. A terceira parte acompanha o exílio na Itália, o fim do casamento e a barra pesada de violência doméstica que a cantora viveu. E o capítulo final trata da morte do jogador da seleção brasileira de futebol e a tentativa da cantora de reerguer a carreira, o que resultou em sua ascensão como uma das maiores cantoras do país. Elza veio falecer em 20 de janeiro de 2022, no mesmo dia em que o ex-marido tinha morrido 39 anos antes. A produção conta com três entrevistas inéditas e profundas de Elza, que falou abertamente sobre seu relacionamento com Garrincha, semanas antes de morrer. Ela abordou da paixão arrebatadora, que descreve como “uma coisa assim de louco”, ao alcoolismo do ex-marido, doença que levou à separação do casal. Junto disso, também enquadra o machismo da época, que fez a cantora se tornar a pessoa mais odiada do Brasil, condenada pela opinião pública por “acabar com a carreira” de Garrincha, um dos maiores ídolos do futebol brasileiro, enquanto apanhava em casa.












