Nego Di revela que está sendo processado pela Globo
Nego Di, terceiro eliminado do “BBB 21”, disse que recebeu nesta semana uma notificação judicial da Globo por quebra de contrato de exclusividade. Em participação na madrugada desta quarta (17/3) no programa “Bate Boca Brasil”, disponibilizado na página do YouTube do jornal Metrópole, o ex-“BBB” disse que já esperava ser acionado judicialmente. Ele rompeu uma causa contratual ao dar uma entrevista sem autorização para um veículo que não pertencia à Globo. Os participantes precisam esperar o final da edição para falar com concorrentes da emissora. O humorista afirmou que, por considerar que não teve espaço para se defender na emissora, começou a falar com outros veículos de comunicação, como o programa “Pânico”, na Jovem Pan, e o próprio “Bate Boca Brasil”. O valor da multa, segundo ele, é de R$ 1,5 milhão, mesmo valor do prêmio para o vencedor do “BBB 21”. “A minha diferença para Globo é que eu não tenho R$ 1,5 milhão. Vou contra-atacar, tenho argumentos e tenho como me defender. Estou muito a fim desse processo, porque eu não tenho muito o que me tirarem, mas se eu ganhar, vai ser estouro. Os caras poderiam ter sido humanos comigo. Acharam que eu não fosse falar”, afirmou. Nego Di foi eliminado do BBB 21 com 98,76% de rejeição, índice só superado posteriormente por Karol Conká, que teve 99,17% dos votos. Mas ele afirma que, enquanto foi abandonado pela produção após sair do programa, passando a sofrer ameaças de haters, a rapper ganhou bastante espaço para se defender. “Nas primeiras entrevistas, eu estava pedindo autorização [da Globo], mas quando a Karol saiu, tinha um esforço da empresa para limpar a barra dela. E o jogo dela foi muito mais pesado que o meu”, afirmou. Após ser eliminada, a rapper participou do “Domingão do Faustão” e do “Fantástico”. “A minha carreira também é importante, a minha sanidade mental também é importante, mas eu não tive nenhum tipo de estrutura”, disse. Nego Di afirmou que já está com advogado para se defender no processo judicial. Vejo abaixo o vídeo com a participação do ex-BBB. Ele aparece após 57 minutos de conversas sobre o paredão que eliminou o rapper Projota do reality show.
Gato de Botas terá continuação em 2022
O Gato de Botas do universo dos desenhos animados de “Shrek” vai ganhar um novo filme. A DreamWorks Animation anunciou que “Puss In Boots: The Last Wish” (“Gato de Botas: O Último Desejo“, em tradução literal) vai estrear no dia 23 de setembro de 2022, 11 anos após o primeiro longa individual do espadachim felino dublado por Antonio Banderas (“Dor e Gloria”). A continuação pretende mostrar o Gato de Botas em uma jornada épica para restaurar suas nove vidas originais, que ele tinha antes de ter gastado oito. O espanhol Antonio Banderas – que dubla o personagem desde “Shrek 2” (2004) – está confirmado como a voz ao protagonista, mas, por enquanto, não há mais detalhes sobre a produção. O primeiro “Gato de Botas” (2011) faturou US$ 554 milhões mundiais e recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Animação em 2012.
Série derivada de Monstros S.A. revela imagens de personagens
A plataforma Disney+ (Disney Plus) compartilhou no Instagram imagens inéditas dos personagens de “Monstros no Trabalho” (Monsters at Work), série animada baseada nos filmes da franquia “Monstros S.A.”, da Pixar. Ao contrário do prólogo “Universidade Monstros”, lançado nos cinemas em 2013, a nova série vai se passar depois dos eventos do filme original de 2001. Mais especificamente, seis meses depois do final de “Monstros S.A.”, mostrando como Mike e Sully tentam selecionar e treinar outros monstros para fazer as crianças rirem, em vez de assustá-las. Como todos os que cresceram vendo “Monstros S.A.” – ou vendo seus filhos repetirem sem parar a exibição do filme em DVD – devem lembrar, a produção da Pixar terminou com uma mudança radical no mundo dos monstros. Após Mike e Sully descobrirem que a risada das crianças gerava mais energia do que os gritos, todo o foco da empresa em que trabalhavam foi mudado. Assim como nos filmes, a série animada vai voltar a trazer John Goodman e Billy Crystal como os dubladores de Mike e Sully. Já os novos personagens serão dublados por Ben Feldman (“Superstore”), Henry Winkler (“Barry”), Mindy Kaling (“Projeto Mindy”), Alanna Ubach (“Euphoria”) e Lucas Neff (“Raising Hope”). A produção estará a cargo de Bobs Gannaway, veterano da Disney que escreveu a série “Timão e Pumba”, criou “Jake e Os Piratas da Terra do Nunca” e “A Casa do Mickey Mouse”, e ainda ajudou a escrever longas animados das franquias “Carros” e “Tinker Bell”. “Monstros no Trabalho” tem lançamento previsto para 7 de julho. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Disney+ (@disneyplus)
Ryan Reynolds assiste Lanterna Verde pela primeira vez e tuita sobre a experiência
Em homenagem ao “SnyderCut”, Ryan Reynolds decidiu assistir “Lanterna Verde” pela primeira vez, como preparação para a maratona de “Liga da Justiça de Zack Snyder”, que estreia na quinta-feira (18/8). Fracasso retumbante de crítica e bilheteria, “Lanterna Verde” quase acabou com a carreira de Reynolds. Ironicamente, ele deu a volta por cima com outro filme de super-herói, “Deadpool”, que materializou não apenas uma grande reviravolta, mas também um novo passatempo favorito do ator: zoar o filme da DC Comics. Ao anunciar que assistiria ao filme, Reynolds também revelou que ia encher a cara para enfrentar a sessão. Com gim – e obviamente de sua marca, aproveitando para fazer propaganda. Inspirado, ele tuitou sua reação a vários momentos do filme durante a exibição, com destaque para o fato de que ainda defende sua interpretação do juramento do Lanterna Verde. E para aqueles que reclamaram de sua atuação, ele aponta: “Vocês sabem como é difícil atuar enquanto se é atacado por raios de energia espacial invisível?” Explicando que só leu as partes em que aparecia, ele mostrou que a experiência de assistir a “Lanterna Verde” pela primeira vez foi bastante reveladora. Só a certa altura ele se lembrou que sua atual esposa, Blake Lively, também estava no filme. Eles se conheceram durante as filmagens. “Honestamente, este elenco é incrível”, acrescentou, elogiando nominalmente Stanley Tucci, a “estonteante” Angela Basset e dizendo “Nossa, eu sinto falta de Michael Clarke Duncan” (1957–2012). “Muito cedo para pedir o SnyderCut desse filme?”, conclamou. E revelou: “Eu ainda tenho o anel”. Ao final, expôs sua conclusão: “Talvez seja o gin, mas ‘Lanterna Verde’ não era nada para se temer! Centenas de membros incríveis da equipe e do elenco fizeram um trabalho incrível – e embora não seja perfeito, não é uma tragédia. Da próxima vez, não vou esperar uma década para assistir”. pic.twitter.com/HsHYofDkBg — Ryan Reynolds (@VancityReynolds) March 17, 2021 Starting GL now. First time ever. Too early to ask for a #SnyderCut of this fucker? — Ryan Reynolds (@VancityReynolds) March 17, 2021 Still have the ring pic.twitter.com/eDezX6iTQc — Ryan Reynolds (@VancityReynolds) March 17, 2021 This was not bad foreshadowing for my life as a dad pic.twitter.com/sj5jzWrWUt — Ryan Reynolds (@VancityReynolds) March 17, 2021 Love Stanley Tucci. — Ryan Reynolds (@VancityReynolds) March 17, 2021 Honestly, this cast is incredible. — Ryan Reynolds (@VancityReynolds) March 17, 2021 Goddamn I miss Michael Clarke Duncan. — Ryan Reynolds (@VancityReynolds) March 17, 2021 Oath still works. I stand by my oath performance. — Ryan Reynolds (@VancityReynolds) March 17, 2021 Do you have any idea how weird it is to act while being attacked by invisible space energy? — Ryan Reynolds (@VancityReynolds) March 17, 2021 So creeps — Ryan Reynolds (@VancityReynolds) March 17, 2021 Wow. Hector just threw his father into a gigantic tornado of fire. That’s exactly how my dad died. — Ryan Reynolds (@VancityReynolds) March 17, 2021 Maybe it’s the Aviation Gin talking, but #GreenLantern was nothing to fear! Hundreds of incredible crew and cast members did amazing work — and while it’s not perfect, it ain’t a tragedy. Next time I won’t wait a decade to watch. — Ryan Reynolds (@VancityReynolds) March 17, 2021
Shonda Rhimes e Ava DuVernay relatam experiências de discriminação do Globo de Ouro
A situação da Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA, na sigla em inglês), responsável pela premiação tradicional do Globo de Ouro, conseguiu piorar. Após denúncias de suborno e racismo virem à tona e desencadearem campanhas de boicote nas redes sociais, com adesão das 100 maiores agências de talento de Hollywood e Europa, a prestigiada produtora Shonda Rhimes, responsável por “Grey’s Anatomy”, “Scandal”, “How to Get Away with Murder”, “Bridgerton” e outras séries de sucesso, acusou a HFPA de discriminação, e foi respaldada pela cineasta Ava Duvernay, diretora de “Selma” e da minissérie “Olhos que Condenam”. As denúncias foram motivadas por uma reportagem publicada na terça-feira (16/3) no site The Wrap, que acusou a HFPA de não participar de entrevistas coletivas com projetos de elencos liderados por negros, incluindo “Bridgerton” e “Queen & Slim” no ano passado. Nenhum dos dois títulos foi indicado a prêmios no Globo de Ouro 2021. Usando o Twitter, Shonda Rhimes confirmou a informação sobre a esnobada da entidade em “Bridgerton”: “O HFPA rejeitou nossa entrevista coletiva. Até que virou um “hit surpresa” (‘Grey’, ‘Scandal’, ‘Murder’- SURPRESA!). E ainda assim eles me pediram para que aparecesse pessoalmente para apresentar um prêmio no Globo de Ouro. Não somos os únicos. É por isso que a casa do HFPA está pegando fogo. Eles acenderam as chamas com suas próprias ignorâncias”. Ela ainda acrescentou que era “sortuda”, porque suas séries faziam sucesso. “Pensem em todos os grandes talentos e séries que nunca tiveram uma chance”. Em seguida, a diretora Ava DuVernay compartilhou sua própria experiência negativa em relação à HFPA, durante o lançamento de sua minissérie de 2019, “Olhos que Condenam” (When They See Us). “Para a entrevista coletiva do Globo de Ouro, menos de 20 deles compareceram”, escreveu ela no Twitter. “Com base na qualidade das perguntas, perguntei brincando: ‘Algum de vocês viu a série?’ Grilos. Mais integrantes entraram na sala quando a foto do encontro estava para ser tirada, momento em que dois tentaram me vender scripts. ” A HFPA é um grupo formado por 87 supostos jornalistas internacionais, que ano após ano determinam os indicados e vencedores do Globo de Ouro. Graças à premiação, os membros recebem várias regalias generosas dos estúdios que buscam emplacar prêmios, além de milhões de dólares pelo acordo de transmissão do evento pela rede de TV americana NBC. Uma reportagem do Los Angeles Times revelou, em fevereiro passado, que a entidade não possui nenhum integrante negro e muitos deles nem são jornalistas. Segundo o jornal americano, há uma ex-Miss Universo sul-africana, uma socialite polonesa, um fisicultor russo, um figurante de séries e até um cego votando no prêmio. And I'm the lucky one. More important: think of all the great talent and shows out there that never even got a chance. — shonda rhimes (@shondarhimes) March 16, 2021 For the WHEN THEY SEE US/ HFPA press conference, less than 20 of them showed up. Based on the quality of their questions, I jokingly asked “Have any of you seen the series?” Crickets. More came in the room when the pix were to be taken, at which time two peddled their scripts. https://t.co/pBWbUz2FZ3 pic.twitter.com/5XbiSeOBDz — Ava DuVernay (@ava) March 16, 2021
Irmãos Russo assinam abertura do novo game da franquia Fortnite
Fãs assumidos do game “Fortnite”, os irmãos Anthony e Joe Russo, responsáveis pelo blockbuster “Vingadores: Ultimato”, são responsáveis pela abertura cinematográfica do novo “episódio” da franquia. A Epic Games lançou na terça-feira (16/3) “Fortnite – Capítulo 2 Temporada 6: Primal”, que teve a abertura escrita e dirigida pelos Russo. Os dois diretores também trabalharam com os desenvolvedores do jogo na configuração dos personagens. Por isso, a empresa diz que o lançamento é que mais dá atenção à história do jogo. Em comunicado, Anthony e Joe Russo disseram: “Tem sido fantástico trabalhar com a equipe da Epic. Fortnite ocupa um lugar único na cultura pop, e achamos que Donald Mustard [diretor de criação da Epic] é um contador de histórias visionário que continua a nos levar a um território inexplorado. ” “Quando estávamos planejando a história para as temporadas 5 e 6, queríamos contá-la de uma forma realmente autêntica e orientada pelos personagens, e sabíamos que não havia ninguém melhor para nos ajudar a fazer isso do que os Russos”, disse Mustard. A colaboração de Russos com Mustard resultou numa introdução cinematográfica de três minutos para o final da história de “Zero Crisis”, que mostra o Agente Jones descendo para a ilha do jogo, repleta de personagens de outras franquias – incluindo o Mandaloriano, Ripley e o Alien, Sarah Connor e Exterminadores do Futuro, Predadores, etc – , que ele precisa enfrentar numa tentativa de impedir o fim da realidade. No final das contas, ele é encontrado por um personagem parecido com um ciborgue, o Fundação, que concorda em ajudá-lo em sua missão. Além de incluir vários personagens de ficção, a Epic Games informou que o astro do futebol brasileiro Neymar também está no jogo, fazendo uma aparição em etapas mais adiantadas. Assista à animação de abertura do Capítulo 2 da 6ª Temporada de “Fortnite” abaixo.
Jared Leto aparece irreconhecível no set de House of Gucci
Jared Leto (“Blade Runner 2049”) foi flagrado irreconhecível no set de “House of Gucci”, que atualmente está sendo filmado pelo diretor Ridley Scott (“Todo o Dinheiro do Mundo”) em Milão, na Itália. Fotos de paparazzi revelaram o visual do ator, que, para interpretar o estilista Paolo Gucci, foi envelhecido por maquiagem, passando a ostentar uma protuberante careca. Paolo era filho de Aldo Gucci, principal responsável pela expansão da grife e maior rival do sobrinho Maurizio Gucci, que assumiu o controle dos negócios nos anos 1980 ao herdar as ações do pai, Rodolfo. O filme gira em torno das disputadas da família, especialmente entre Maurizio, vivido por Adam Driver (“Star Wars: A Ascensão Skywalker”), e sua esposa Patrizia Reggiani, interpretada por Lady Gaga (“Nasce uma Estrela”). Eles foram casados por 12 anos, entre 1973 e 1985, e tiveram duas filhas. Até o herdeiro milionário da grife de moda trocá-la por uma mulher mais nova – disse que ia viajar a negócios e nunca mais voltou. Abandonada, Reggiani assinou o divórcio em 1991 e no ano seguinte passou por problemas de saúde, precisando retirar um tumor do cérebro. Como vingança, encomendou o assassinato do ex-marido a um matador profissional. O caso lhe rendeu o apelido de “Viúva Negra”, durante um julgamento midiático em 1998, que a condenou a 29 anos de prisão. Ela cumpriu 18 anos e foi libertada por bom comportamento em 2016. Mas Reggiani não perdeu tudo. Ela ganhou o direito de receber uma pensão da família Gucci, por causa de um contrato assinado antes de sua condenação. O filme é baseado no livro “The House of Gucci: A Sensational Story of Murder, Madness, Glamour and Greed” (A Casa Gucci: Uma Sensacional História de Assassinato, Loucura, Glamour e Ganância, em tradução literal), escrito pela jornalista Sara Gay Forden. O elenco grandioso também conta com Al Pacino (“O Irlandês”), Jeremy Irons (“Watchmen”), Jack Huston (“Ben-Hur”) e Reeve Carney (“Penny Dreadful”). A produção ainda não tem previsão de estreia. Jared Leto on set as Paolo Gucci #HouseOfGucci pic.twitter.com/MIWCYlWCT1 — 𝑮𝒂𝒃𝒔 🦇 (@MorbyLeto) March 16, 2021 Jared Leto spotted on set today. Look at his transformation!!! (March 17, 2021) #HouseOfGucci pic.twitter.com/rBHi2PPS7E — 𝑮𝒂𝒃𝒔 🦇 (@MorbyLeto) March 17, 2021 More pictures of Jared Leto with Al Pacino on set of the House Of Gucci movie (March 17, 2021) pic.twitter.com/0gE3se27Xw — 𝑮𝒂𝒃𝒔 🦇 (@MorbyLeto) March 17, 2021 pic.twitter.com/H0pXxWnItY — 𝑮𝒂𝒃𝒔 🦇 (@MorbyLeto) March 17, 2021
YouTube monetiza vídeos negacionistas da pandemia no Brasil
Um levantamento da empresa de análise de dados Novelo Data e do Monitor do Debate Político no Meio Digital revelou que o YouTube está monetizando vídeos negacionistas, que pregam tratamento precoce sem eficácia contra a covid-19, atacam o uso de máscaras e buscam desestimular a vacinação no Brasil. A descoberta, feita por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), limitou-se apenas aos 15 maiores canais de política e mídia do Brasil em janeiro de 2021, onde foram constadas pelo menos 44 postagens com conteúdo negacionista relacionado à pandemia, vistos ao todo 8,7 milhões de vezes. Vale ressaltar que este tipo de postagem contraria as políticas do YouTube. O fato de permanecerem no ar também revela falta de fiscalização ou conivência dos responsáveis por cumprir a determinação de derrubar vídeos – e até cancelar canais reincidentes – que desrespeitam as boas práticas do portal. Em suas diretrizes, a plataforma afirma que “não é permitido o envio de conteúdo que dissemine informações médicas incorretas que contrariem as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) ou das autoridades locais de saúde” em temas como tratamento, prevenção, diagnóstico e transmissão do vírus, bem como sobre as diretrizes de distanciamento social e autoisolamento, relacionados à existência da covid-19. As publicações foram selecionados por meio de palavras-chave presentes no título ou na descrição e foram manualmente analisadas por pesquisadores que buscaram neles recomendações ao uso de ivermectina, cloroquina, hidroxicloroquina ou ao chamado “tratamento precoce”, promoção da vitamina D como forma de prevenção, além de desestímulo ao distanciamento social, ao uso de máscaras e à vacinação. Um bot do Google, proprietário do YouTube, chegaria nesses vídeos em frações de segundos. O problema é que o canal com o maior número de violações da conduta exigida pelo YouTube pertence ao do presidente Jair Bolsonaro (3,2 de milhões de inscritos). Ele é seguido pelo jornalista Alexandre Garcia (1,8 milhões de inscritos) e o programa “Os Pingos nos Is” (3 milhões de inscritos), da rádio Jovem Pan. Além de encontrar os maiores responsáveis por fake news contra a saúde pública brasileira no YouTube, os pesquisadores também usaram o site Social Blade para estimar quanto o portal pagou para esses canais prejudicarem a prevenção contra a pandemia. Apenas o canal do presidente Jair Bolsonaro não é remunerado. Já o programa “Pingos nos Is” recebeu mais de R$ 100 mil – uma conta mais exagerada chega a calcular R$ 1,729 milhão – somente em janeiro de 2021, embora não seja possível saber quanto desse montante vem dos vídeos desinformativos. Os pesquisadores concluem que, se o YouTube tivesse aplicado as punições previstas em sua própria política, esses canais já teriam sido permanentemente excluídos há muito tempo. “A regra existe e nesse casos a margem de duvida e interpretação é muito pequena. E esses vídeos são só de janeiro, quando já havia passado o pico de postagens por exemplo sobre hidroxicloroquina. Ainda assim, fica claro que existe uma afronta às políticas”, aponta Guilherme Felitti, da Novelo Data, um dos responsáveis pelo levantamento, em declaração à imprensa. Enquanto isso não acontece, a desinformação vem ajudando o Brasil a bater recordes de infecção e mortes pela covid-19. O país se tornou o novo epicentro da pandemia mundial, superando as mais de 2 mil fatalidades diárias. No caso do canal de Bolsonaro, no dia 4 de janeiro, foi compartilhado um vídeo intitulado “o tratamento precoce salva vidas”, com 78 mil visualizações. Nele, o pediatra e toxicologista Anthony Wong afirma em uma entrevista que “os lugares que usaram a hidroxicloroquina, azitromicina precocemente, a mortalidade era 50 a 80% menor tratando precocemente”. Isto não é verdade. O prefeito bolonarista de Uberlândia chegou a distribuir os medicamentos de graça e o resultado deste “tratamento precoce” foi que a cidade se tornou o maior foco de covid-19 de Minas Gerais. O jornalista Alexandre Garcia também defendeu em diversos vídeos compartilhados em seu canal o tratamento precoce sem eficácia comprovada. Em um deles, de 20 de janeiro, afirma que não há qualquer “prejuízo” para as pessoas que usarem medicamentos como hidroxicloroquina. Mais uma vez, isto não é verdade. Vários estudos apontam que a droga desencadeia arritmias cardíacas. “A consequência foi gente morrendo com problema cardíaco. Faleceram de Covid com arritmia. Não dá pra tratar prescrição de medicamento com achismo de autoridade pública”, disse nesta semana o Presidente do Conselho de Secretários Estaduais de Saúde, Carlos Lula. No caso do canal “Pingos nos Is”, os vídeos colocam em xeque o distanciamento social e até as vacinas contra a covid-19. Em um dos vídeos apontados, o jornalista Guilherme Fiuza afirma que não há estudos suficientes que embasem as vacinas. Outra mentira. Todas as vacinas passaram por três fases de testagem intensa e seus resultados foram checados e rechecados por médicos, cientistas e autoridades sanitárias em vários países simultaneamente. O levantamento da Novelo Data e do Monitor do Debate Político acrescentou que parte dos canais teve vídeos apagados depois de algumas semanas. Um exemplo citado foi o canal Foco do Brasil, que viu sumir 2 de 6 vídeos que violam as diretrizes do YouTube. O Foco do Brasil é investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no inquérito sobre as manifestações antidemocráticas. Procurado pelo jornal O Globo para comentar os resultados do levantamento, o YouTube se limitou a afirmar que não permite vídeos que promovam desinformação sobre o coronavírus e que, desde o início de fevereiro de 2020, removeu manualmente mais de 800 mil vídeos relacionados a afirmações perigosas ou enganosas sobre o vírus. “Temos o compromisso de zelar pela segurança dos nossos usuários ao utilizarem o YouTube, por isso continuaremos com o trabalho de remoção de vídeos que violem nossas regras. Além disso, qualquer pessoa que acredite ter encontrado um conteúdo no YouTube em desacordo com as diretrizes da nossa comunidade pode fazer uma denúncia e nossa equipe fará a análise do material”, declarou.
Estrela de Bridgerton vai viver uma das maiores designers da Art Déco
A atriz Phoebe Dynevor, que estrelou “Bridgerton” na Netflix, será protagonista do telefilme “The Color Room”, uma cinebiografia produzida pelo canal pago britânico Sky para a TV e cinemas. O filme vai traçar a ascensão à fama da ceramista Clarice Cliff (1899-1972), interpretada por Dynevor, uma jovem determinada que subverteu as relações trabalhistas na década de 1920 para comandar seu próprio estúdio de criação e se tornar uma das maiores designers da Art Déco. O elenco também inclui Matthew Goode (“A Descoberta das Bruxas”), David Morrissey (“The Walking Dead”), Darci Shaw (“Judy: Muito Além do Arco-Íris”), Kerry Fox (“A Vingança Está na Moda”) e Luke Norris (“Poldark”). O filme tem roteiro da novata Claire Peate e será dirigido por Claire McCarthy (“The Luminaries”). As filmagens vão começar no final deste mês em Stoke-on-Trent e Birmingham, na Inglaterra, visando um lançamento nos cinemas e na TV paga britânica ainda neste ano.
Isabelle Adjani vai estrelar nova adaptação de As Lágrimas Amargas de Petra von Kant
François Ozon, um dos cineastas mais prestigiados da França, vai filmar uma nova adaptação de “As Lágrimas Amargas de Petra von Kant”, peça de Rainer Werner Fassbinder que o próprio diretor alemão filmou em 1972. E para desempenhar o icônico papel-título, ele escalou a veterana estrela Isabelle Adjani (“Camille Claudel”, “A Rainha Margot”). O filme original trazia Margit Carstensen no papel de Petra von Kant, uma proeminente estilista lésbica com tendências narcisistas e sádicas. Mas não está claro se a produção de Ozon, intitulada apenas “Petra von Kant”, será uma adaptação literal da peça, pois, segundo o site francês Satellifax, o diretor também escalou Denis Menochet (astro de “Custódia”, que trabalhou com Ozon em “Dentro de Casa”) como Fassbinder, enquanto Adjani viveria sua musa. Ozon já filmou com sucesso uma peça de Fassbinder, “Gotas d’Água em Pedras Escaldantes”, que venceu o Teddy, prêmio LGBTQ do Festival de Berlim, no ano 2000. As gravações de “Petra Von Kant” vão começar nesta semana. Veja abaixo o trailer do relançamento remasterizado do filme de 1972 para a Criterion Collection.
Lena Headey vai estrelar nova série sci-fi
A atriz Lena Headey vai voltar a estrelar uma série após seu inesquecível papel como a Rainha Cersei em “Game of Thrones”. Ela entrou na sci-fi “Beacon 23”, uma coprodução do canal pago AMC e da plataforma Spectrum. A série é uma adaptação do romance homônimo de Hugh Howey e foi criada por Zak Penn (roteirista original de “Os Vingadores” e “Jogador Nº 1”). A sinopse descreve a produção como um “thriller íntimo e cheio de suspense, que gira em torno de duas pessoas cujos destinos se complicam depois de se encontrarem presos no fim do universo conhecido”. Headey interpreta Aster, “uma mulher que misteriosamente encontra seu caminho até um dos lugares mais distantes do universo”, um farol em meio à escuridão do espaço, e deixa o guardião do local questionando se ela é aliada ou inimiga. “Lena Headey já era uma atriz maravilhosa e versátil antes de entregar uma das atuações definidoras da história da televisão”, disse Penn em comunicado, referindo-se ao papel icônico de Headey em “Game of Thrones”. “Então, como dizem, ‘sem pressão'”. “Nós tínhamos exatamente uma pessoa em mente quando pensamos em quem poderia interpretar Aster – quem poderia trazer a força, a vulnerabilidade e o brilho para o personagem complexo. Somente Lena Headey”, acrescentou Katherine Pope, chefe da Spectrum Originals. A produção marca a volta de Lena Headey ao gênero sci-fi, após estrelar a precocemente cancelada “O Exterminador do Futuro: As Crônicas de Sarah Connor”, que durou duas temporadas entre 2008 e 2009 – e foi melhor que todos os filmes da franquia “Terminator” que se seguiram. Além de estrelar, Headey também será a produtora executiva do projeto por meio de sua produtora, a Peephole Productions. “Beacon 23” será exibido em duas janelas, primeiro na plataforma Spectrum, disponível apenas nos EUA, e nove meses depois nas plataformas da AMC Networks. Ainda não há previsão de estreia.
Mortal Kombat: Teaser explora origem de Scorpion
A Warner liberou um pequeno teaser do novo “Mortal Kombat”. A prévia destaca um dos primeiros “combates mortais” do filme, apresentando Scorpion antes de adotar máscara, interpretado por Hiroyuki Sanada (“Westworld”). O elenco ainda destaca Lewis Tan (“Into the Badlands”), Ludi Lin (“Power Rangers”), Mehcad Brooks (“Supergirl”), Sisi Stringer (“Colheira Maldita”), Tadanobu Asano (“Midway – Batalha em Alto Mar”), Josh Lawson (“House of Lies”), Jessica McNamee (“Megatubarão”), Max Huang (“Operação Zodíaco”), Chin Han (“Marco Polo”) e Joe Taslim (“The Raid – Operação Invasão”). A produção está a cargo de James Wan (diretor de “Invocação do Mal” e “Aquaman”), que contratou o pouco experiente Simon McQuoid para dirigir o longa, a partir de um roteiro desenvolvido por Dave Callaham (“Os Mercenários”) e Oren Uziel (“Anjos da Lei 2”). Antes marcado para janeiro, o filme chegou a sair do calendário, ressurgindo somente após mudança de estratégia da Warner para enfrentar a pandemia. O novo “Mortal Kombat” vai chegar simultaneamente aos cinemas e na HBO Max em 16 de abril nos EUA. No Brasil, o lançamento está marcado para um dia antes, em 15 de abril, apenas nos cinemas.
Demi Lovato fala de estupros, drogas e choca com revelações de seu documentário
A cantora e atriz Demi Lovato deu um show de sinceridade em seu novo documentário, “Demi Lovato: Dancing with the Devil”, que teve sua pré-estreia no festival SXSW e vai chegar ao YouTube na terça-feira (23/3). São muitas revelações, que estão chocando a imprensa e os fãs. No documentário, Demi fala abertamente sobre as experiências de abuso sexual que sofreu (uma na adolescência), sobre a overdose de 2018, as sequelas que perduram após quase morrer, sua relação com as drogas, sua sexualidade, assumindo sua bissexualidade e preferência por mulheres, e muitas outras verdades impactantes. Ela omite nomes, mas aborda vários detalhes. Diz, por exemplo, que perdeu a virgindade, na adolescência, ao ser estuprada por um jovem ator com quem contracenou num filme. “Nós estávamos ‘nos pegando’, mas eu disse: ‘Isso não pode ir além, eu sou virgem e não quero perder desta forma’. Ele não se importou, me forçou mesmo assim. Eu internalizei a experiência e achei que tinha sido minha culpa, por ter começado a ficar com ele”, relatou Demi. A história não acabou aí. Demi acrescentou que chegou a denunciar o caso para um de seus superiores no filme, mas nada foi feito. “A minha história do #MeToo é essa: eu contei a uma pessoa responsável que esse cara fez isso comigo, e não houve repercussões. Ele não foi tirado do filme”, contou. Durante sua overdose, ela voltou a ser abusada, dessa vez pelo traficante que lhe vendeu as drogas, aproveitando-se do fato que ela ficou indefesa. “O que as pessoas não sabem é que, naquela noite, eu não sofri só uma overdose. Ele também se aproveitou de mim. Quando me encontraram, eu estava nua e cheia de hematomas. Ele me deixou para morrer. Só meses depois é que eu consegui pensar: ‘Eu não estava em condições de dar consentimento a ele'”, apontou. A sinceridade de Demi fez até uma denúncia contra ela mesma, ao dizer que, mesmo depois da overdose, teve uma recaída com a heroína. Ela disse que ligou novamente para o traficante que havia abusado dela para “tentar tomar o controle da situação de volta”. Eu tinha acabado de sair de um retiro de uma semana, para tratar o meu trauma. Na noite em que voltei para casa, liguei para ele. Eu queria reescrever a história, queria que fosse minha escolha o abuso que eu sofri. […] Depois, fiquei pensando: como tive coragem de usar de novo as drogas que me fizeram ir para o hospital? Fiquei mortificada com a decisão que tomei”, assumiu. Em seu relato, ela afirma que esta recaída foi “a gota d’água”. “Só fez com que eu me sentisse pior. Foi o gatilho para que eu tomasse posse da minha vida de uma vez. Naquela noite, caí de joelhos e pedi ajuda a Deus”, comentou. Mesmo assim, Demi disse que continua bebendo com moderação e usando maconha. Ela declarou que “a sobriedade não é a mesma coisa para todo mundo”, e que precisou “se liberar da visão radical de que um drinque era a mesma coisa que um cachimbo de crack”. “Eu sinto que simplesmente falharia se dissesse a mim mesma que não posso beber um pouco ou fumar um baseado às vezes. Eu tenho a mania de pensar em tudo como se fosse preto e branco, e não é. […] Não estou dizendo para outras pessoas sóbrias que está tudo bem beber, ou fumar. Não é o mesmo para todo mundo”, ponderou. Demi contou também o preço pago pela overdose, revelando que sofreu três derrames e um ataque cardíaco por causa do abuso de drogas naquela noite. Ela também teve pneumonia devido a ingestão do próprio vômito e ficou cega durante alguns dias. Mesmo após se recuperar, a visão ficou permanentemente prejudicada e ela tem dificuldades para enxergar direito. “Eu não posso mais dirigir, porque tenho pontos cegos na minha visão. Às vezes, vou me servir de um pouco de água e erro o copo, porque não consigo vê-lo. Também tive pneumonia, porque [durante a overdose] sofri asfixia, e tive falência de órgãos múltipla”, lista a artista. Ele descreveu que, quando acordou, “não conseguia ver a sua família”. “Eu estava legalmente cega. Minha irmã mais nova [Madison de la Garza] estava do meu lado na cama de hospital quando recobrei a consciência, mas não consegui reconhecê-la”, disse. Em seu depoimento para o filme, a mãe da cantora, Dianna de la Garza, descreveu com horror a lembrança da filha no hospital: “Colocaram um tubo no pescoço dela, de onde saía sangue. O sangue era filtrado e voltava para o pescoço dela pelo tubo”. “No fim das contas, o excesso de qualquer coisa pode te matar. Eu tenho muita sorte de estar viva. Os meus médicos disseram que, se tivesse demorado cinco ou dez minutos a mais para alguém me encontrar, eu não estaria aqui hoje”, disse Demi. Além do documentário dirigido por Michael D. Ratner (responsável também por “Justin Bieber: Seassons”), Demi também criou um novo disco, que é quase como uma trilha sonora não-oficial do filme. As canções acompanham os depoimentos, refletindo muitos dos temas discutidos na tela. o disco, que terá 19 faixas (mais 3 canções extras na versão deluxe), inclui três colaborações com outras cantoras, todas mulheres – e uma delas chamada Ariana Grande – e vai chegar às plataformas digitais no dia 2 de abril, 10 dias após a estreia do documentário. Veja abaixo o trailer de “Demi Lovato: Dancing with the Devil”, que será exibido em capítulos no YouTube a partir da semana que vem.












