Mark Hamill brinca após The Mandalorian: “Algo bom na TV?”
Mark Hamill usou o Twitter na sexta-feira (18/12) para perguntar, brincando com os fãs de “Star Wars”: “Têm visto algo bom na TV ultimamente?”. Quem acompanha a série “The Mandalorian” sabe do que ele está falando. Mas é spoiler para quem ainda não assistiu ao capítulo final da 2ª temporada. O desfecho da história de Grogu, também conhecido como “a criança” e “Baby Yoda”, aconteceu com participação de ninguém menos que Luke Skywalker, interpretado pelo próprio Hamill. O personagem clássico de “Star Wars” chega no último minuto e, como um exército de um homem só, demonstra todo seu poder de mestre jedi para derrotar um pelotão de “dark troopers”, espécie de exterminadores do futuro da franquia. É exatamente como os fãs esperavam ver Luke na nova trilogia. Fãs da saga, que não se conformam com o destino dado ao personagem nos filmes recentes, devem ter vibrado. Até Hamill aprovou, após confessar não ter concordado com os rumos de seu mestre jedi no segundo longa da nova trilogia. “Não é meu Luke Skywalker”, ele chegou famosamente a dizer. Como “The Mandalorian” se passa anos antes da história vista mais recentemente, quando Luke se revela a Din Djarin (o mandaloriano interpretado por Pedro Pascal), ele ainda tem a aparência jovem que Hamill tinha nos anos 1980. O ator foi rejuvenescido digitalmente para participar da série, surgindo com o visual da época de “O Retorno de Jedi” (1983). Como o seu, o meu e o dele Luke Skywalker. E não aparece sozinho. Seu fiel companheiro R2-D2 também faz uma participação especial no episódio. Outro detalhe reminiscente da trilogia original ficou para a cena pós-crédito, em que Boba Fett (vivido por Temuera Morrison), retorna a Tatooine para se vingar dos criminosos remanescentes do bando de Jabba the Hut e reivindicar o palácio de seu antigo empregador. Esta história vai continuar num spin-off, “The Book of Boba Fett” (O Livro de Boba Fett), anunciado para dezembro de 2021. Vale observar ainda que, com o desfecho da temporada, “The Mandalorian” pode ter se despedido de seu maior trunfo, o “Baby Yoda”, que vendeu inúmeros brinquedos e produtos da Disney. Mas deixa o gancho de uma 3ª temporada focada no destino do planeta Mandalor, com um conflito pendente e inevitável entre Din Djarin e Bo-Katan Kryze (Katee Sackhoff). Seen anything good on TV lately? — Mark Hamill (@HamillHimself) December 18, 2020
Tom Cruise e Hailey Atwell estariam namorando nos bastidores de Missão: Impossível 7
O tabloide britânico The Sun, que foi quem relatou a bronca de Tom Cruise contra integrantes da equipe de “Missão: Impossível 7” por desrespeito aos protocolos anti-covid, publicou na sexta (18/12) mais um detalhe dos bastidores da produção. Tom Cruise estaria vivendo um romance secreto com sua colega de elenco, a atriz Hayley Atwell – que os fãs da Marvel conhecem como a agente Carter. Segundo o jornal, o casal teria sido visto recentemente de mãos dadas durante a exibição de um filme em Londres. A publicação cita uma fonte da equipe de produção do longa para afirmar que os dois estariam “namorando secretamente”. “Tom e Hayley se deram bem desde o primeiro dia. A quarentena e todas as dificuldades que surgiram com ela os aproximaram ainda mais e os tornaram inseparáveis. Eles têm se encontrado depois do expediente, e ela está em seu apartamento em Londres. Eles se dão bem de forma brilhante e ambos parecem muito felizes”, entregou a fonte. Mesmo os cliques feitos durante as filmagens por fãs e paparazzi demonstram que o casal está se divertindo muito na produção, além de demonstrar uma ótima química.
MPF processa diretores da Ancine por improbidade administrativa
O Ministério Público Federal (MPF) entrou com ação de improbidade administrativa nesta sexta (18/12) contra os diretores e o procurador-chefe da Agência Nacional de Cinema (Ancine) pela paralisação de 782 projetos audiovisuais, referentes a editais dos anos de 2016, 2017 e 2018, lançados com recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). Na ação, o MPF pede a concessão de tutela de urgência para determinar que a Ancine conclua a análise de todos os processos no prazo de 90 dias, sob pena de multa diária de R$ 10 mil. A ação acusa os diretores Alex Braga Muniz, Vinícius Clay Araújo Gomes e Edilásio Santana Barra Júnior, e o procurador-chefe da Ancine, Fabrício Duarte Tanure, de ordenarem a interrupção do andamento de projetos audiovisuais, omitirem dados que comprovam a paralisia dos processos e recusarem-se a formalizar um acordo com o MPF para regularizar o passivo da agência. O inquérito do MPF foi aberto em julho de 2020, após a exoneração do coordenador de gestão de negócios da Ancine, supostamente por ele ter se negado a cumprir ordem de paralisação de processos financiados com recursos do FSA. O servidor e outras seis testemunhos foram ouvidas e confirmaram a ordem. Na ocasião, o MPF apurou que existia uma orientação para que apenas projetos com liminares judiciais pudessem tramitar. De acordo com o jornal O Globo, já há, na Justiça Federal do Rio, ao menos 194 mandados de segurança impetrados contra a Ancine, em razão da demora na análise de projetos audiovisuais. Ao todo, apenas 24 projetos foram encaminhados em 2020. Outros 782 aguardam conclusão. Mas isso são projetos até 2018. Nenhum edital foi lançado relativo aos anos de 2019 e 2020, quando a arrecadação das taxas que financiam o FSA – Condecine e Fistel – continuaram a ser cobradas normalmente. Em dezembro de 2019, praticamente um ano após o período habitual das gestões anteriores, a Ancine correu para realizar a primeira reunião do comitê gestor do FSA do governo Bolsonaro. Na ocasião, foi revelado que havia R$ 703,7 milhões disponíveis no fundo para investir em novas produções e ficou acertado que uma próxima reunião definiria o Plano Anual de Investimentos (PAI), com as diretrizes para o destino deste montante. Mas 2020 começou e o comitê gestor esqueceu o que prometeu. Voltou a se reunir poucas vezes ao longo do ano, sem mencionar encaminhando algum para editais de financiamento. A última ata de reunião disponível no site da Ancine é de agosto passado. Faltando menos de duas semanas para o fim do ano, o dinheiro de 2019 continua parado, e nem sequer foi feita reunião sobre os valores do FSA de 2020. Como estes valores foram arrecadados em 2019, especula-se que existam mais R$ 1,5 bilhão não encaminhados no fundo, além dos R$ 703,7 revelados e não usados desde o ano passado. Apesar disso, num relatório de junho passado, a Ancine afirmou que o valor do FSA estava negativo. Não foram revelados maiores detalhes, nem o Tribunal de Contas da União (TCU) se interessou em se aprofundar na questão. De acordo com a legislação, o financiamento de projetos audiovisuais no Brasil, com recursos do Fundo Setorial do Audiovisual ou de incentivos fiscais, depende da prévia análise dos projetos por parte da Ancine. “Sem a aprovação da Agência, os recursos não são liberados, e todo o setor audiovisual no Brasil, por maior ou menor que seja a produção, fica prejudicado”, afirma o procurador da República Sergio Gardenghi Suiama, responsável pela atual ação. Em vez de liberar o FSA, que é verba incentivada, muitas vezes à fundo perdido, a Ancine decidiu inovar e propor neste ano empréstimos aos produtores interessados em fazer filmes, a juros “camaradas”. Esta função bancária, que não consta das atividades originais da agência, foi oferecida como alternativa à falta de investimento público que a própria Ancine tem represado. Por conta do protelamento da Ancine, existe um risco real de que as cotas de programação nacionais não possam ser cumpridas pelos programadores de cinema e TV em 2021. Infelizmente, isto integra outra linha de ataque à produção cultural brasileira da parte do governo, que, desde um discurso do então ministro Osmar Terra, em agosto de 2019, assume planos para acabar com as cotas que ajudam a impulsionar o conteúdo nacional. Vale reparar que o mesmo problema constatado na Ancine também está sendo observado em relação à liberação de projetos pela Lei de Incentivo Fiscal, a antiga Lei Rouanet. Segundo informou o jornal folha de S. Paulo na quinta (17/12), há mais de 200 projetos incentivados parados no gabinete do secretário André Porciúncula, só à espera de sua assinatura para que possam receber as verbas acertadas com a iniciativa privada e serem executados. Mas o prazo está se esgotando – vai até 30 de dezembro. A protelação é, de fato, a marca de um desgoverno como nunca se viu no Brasil, que destrói o país, gera desemprego e quebra setores econômicos com o auxílio de um burocracia que, de uma hora para outra, resolveu deixar de funcionar. Nada disso é surpresa. O próprio Jair Bolsonaro já deixou claro que não quer ver dinheiro gasto com o Cultura, muito menos com o cinema brasileiro, porque, segundo ele, a indústria cinematográfica nacional “não faz um bom filme” há tempos. Curiosamente outro presidente, Barack Obama, dos EUA, escolheu nesta sexta (18/12) o filme brasileiro “Bacurau” como um de seus favoritos de 2020.
HBO Max revela primeiras cenas da nova Gossip Girl em comercial de sua programação
A HBO Max divulgou um comercial com sua programação para 2021, onde destaca a polêmica iniciativa de lançar filmes simultaneamente nos cinemas e no streaming. O vídeo também revela cenas inéditas de seus futuros projetos, entre elas as primeiras imagens da continuação de “Gossip Girl”. O breve vislumbre traz de volta estudantes de elite sentados nas escadarias do MET (Museu Metropolitano de Arte), em Nova York, onde a série original, que foi ao ar entre 2007 e 2012, teve alguns de seus momentos mais marcantes. No vídeo, é possível ver o novo elenco, que inclui Emily Alyn Lind (“A Babá”), Jordan Alexander (“Sacred Lies”), Whitney Peak (“O Mundo Sombrio de Sabrina”), Eli Brown (“Pretty Little Liars: The Perfeccionists”), Johnathan Fernandez (“Lethal Weapon”), Tavi Gevinson (“Scream Queens”), Thomas Doherty (“Alta Fidelidade”), Adam Chanler-Berat (“Next to Normal”), Zion Moreno (“Claws”) e o veterano da Broadway Jason Gotay (“Peter Pan Live!”), mas detalhes sobre seus respectivos personagens estão sendo mantidos em sigilo. Passada oito anos depois da série original, a atração seguirá a nova geração da mesma escola de elite nova-iorquina e contará novamente com Kristen Bell (“The Good Place”) como narradora, no papel da “garota fofoqueira”, que espalha rumores sobre a vida das personagens via internet. Vale lembrar que, apesar da voz ser feminina, o final da série original revelou que a verdadeira Gossip Girl – o responsável pelo blog de fofocas – era um homem: Dan Humphrey, papel de Penn Badgley (hoje na série “Você”). O ator, por sinal, já se dispôs a fazer uma participação para ligar as tramas. O comercial da plataforma também revelou que outro spin-off bastante esperado, “House of the Dragon”, prólogo de “Game of Thrones”, só vai estrear em 2022. Veja o vídeo abaixo.
EUA batiza militares da Força Espacial como Guardiões e a internet não perdoa
O anúncio cômico (mas sério) de Donald Trump de que os EUA iam lançar uma Força Espacial, que passaria a integrar suas Forças Armadas, já rendeu uma série de comédia na Netflix, chamada, justamente, de “Space Force” (Força Espacial em inglês). E se os escritores estavam tendo dificuldades para encontrar um tema para a 2ª temporada, o vice-presidente Mike Pence acaba de providenciar uma solução de graça para a produção. Pence anunciou nesta sexta-feira (18/12) que os integrantes da Força Espacial ganharam uma denominação oficial e, partir de agora, eles serão chamados de “Guardiões”. A revelação deixou a Internet rolando de rir, lembrando, claro, do filme da Marvel “Guardiões da Galáxia”. Mas a piada completa é melhor. Ao revelar o nome “Guardiões”, Pence disse que a escolha foi definida “por profissionais do espaço, para profissionais do espaço” após um processo de pesquisa que durou um ano. Um ano inteiro conversando com “profissionais do espaço” para revelar que os EUA e o planeta serão defendidos por Peter Quill, Gamora, Dax, Rocket e Groot. “A oportunidade de nomear uma nova força é uma responsabilidade importante”, tuitou a Força Espacial oficial dos EUA. “Guardiões é um nome com uma longa história em operações espaciais, remontando ao lema de comando original do Air Force Space Command em 1983, ‘Guardians of the High Frontier’ (Guardiões da Fronteira Altiva). A agência acrescentou que o nome Guardiões conecta a organização a sua “orgulhosa herança e cultura”, bem como sua principal missão de proteger o povo e os interesses dos Estados Unidos e seus aliados. Depois dessa, tuiteiros até relembraram a polêmica do logotipo da Força Espacial, que realmente lembra o símbolo da Frota Estelar da franquia “Star Trek”. “Primeiro, eles imitam o logotipo de ‘Star Trek’, depois se chamam os ‘Guardiões da Galáxia’. Ninguém usou o Google nisto?”, escreveu uma usuária. “Eles vão alistar guaxinins?”, especulou outro, referindo-se a Rocket. Mas teve quem apenas pediu para o presidente eleito Joe Biden se livrar desse embaraço, que está ridicularizando os militares americanos. “Os Guardiões …….. da Galáxia. Joe Biden, vamos nos livrar disso no próximo mês, certo?” First they mimic the Star Trek logo, then they call for force Guardians of the Galaxy. Did no one Google this? https://t.co/ekiIdfd4Q3 — Kimberly Atkins (@KimberlyEAtkins) December 18, 2020 The US Space Force spent "over a year" and a "research involving space professionals" to come up with this: pic.twitter.com/AIyUwWxVd7 — William LeGate 🇺🇸 (@williamlegate) December 18, 2020 You mean like "Guardians of the Galaxy"? Are they going to enlist talking racoons??😂 https://t.co/jSljlIRiO6 — Max Boot (@MaxBoot) December 18, 2020 They legit named themselves the Guardians of the Galaxy. https://t.co/u7ivUbtQDD pic.twitter.com/jV2wPmjl3l — Franklin Leonard (@franklinleonard) December 18, 2020 The Guardians…….. of the Galaxy. @JoeBiden, we’re getting rid of this next month, right? 😒 https://t.co/yPlwkvpZiu — April (@ReignOfApril) December 18, 2020
Críticos da Variety elegem os piores filmes de 2020
Os críticos da revista Variety elegeram os 10 piores filmes de 2020. Para chegar ao fundo do poço, Owen Gleiberman e Peter Debruge, disseram que não tiveram que fazer muito esforço. Cada um escolheu seus cinco piores e nenhuma das duas listas coincidiram. “Parece um julgamento, e um julgamento severo, mas é realmente uma sensação – que o filme em questão é tão mal concebido, tão pouco dramático ou sem graça, incrivelmente complicado ou simplesmente chato, que assisti-lo é o suficiente para se sentir dolorido”, escreveram, no texto que explica a seleção. Para Gleiberman, o pior filme do ano foi “Dolittle”, filme de animais falantes da Universal, em que Robert Downey Jr. perdeu toda a boa vontade conquistada entre público e crítica em seus filmes da Marvel. Considerando que até a versão de Eddie Murphy parece uma obra-prima perto deste lixo, ele questiona o que deu errado e conclui que Robert Downey Jr., em vez de interpretar um médico que fala com animais, mal dirige a palavra para os bichos, preferindo passar quase todo o filme “muito ocupado falando sozinho”. O resto do seu Top 5 inclui, em ordem descendente, “A Última Coisa que Ele Queria” (2º), thriller político de Dee Res, com Anne Hathaway e Ben Affleck, totalmente “perdido em sua pretensão”; “Estou Pensando em Acabar com Tudo” (3º), um novo “filme sem lógica” de Charlie Kaufman que parece um “episódio mal escrito de ‘Além da Imaginação'”; “Festival Eurovision da Canção: A Saga de Sigrit e Lars” (4º), uma comédia em que “nenhuma das piadas” funciona; e “Guest of Honour” (5ª), “um melodrama pouco convincente”, que é mais um filme ruim de Atom Egoyan. Já para Debruge, a experiência mais excruciante que ele enfrentou no ano foi assistir “The Painted Bird”, drama em preto e branco da República Tcheca sobre os horrores do nazismo na 2ª Guerra Mundial. “Literalmente difícil demais de assistir, e eu abandonei a sessão depois que soldados nazistas atiram numa mulher judia e seu filho com a mesma bala”. Ele também lista o fenômeno “365 Dias” (2º), um eurotrash pseudo-“Cinquenta Tons de Cinza” da Netflix, descrito como “o equivalente a uma produção teatral amadora, só que safadinha”; “Artemis Fowl” (3º), uma “monstruosidade derivativa da Disney”, que achou que tinha um novo “Harry Potter” – “Ainda bem que jogaram no Disney+ (Disney Plus), disfarçando o que certamente teria sido um desastre de bilheteria” – ; “Sonhos de Uma Vida” (4º), drama sobre demência de Sally Potter, estrelado por Javier Barden e tão “gratuitamente desagradável” que “ninguém precisa ver”; e “Capone” (5º) “duplamente desagradável” por trazer o mafioso “incontinente reclamando, enfurecendo-se e sujando seus lençóis” e pela interpretação forçada de Tom Hardy, que “torna impossível passar pela performance e se conectar com o monstro que está apodrecendo por dentro e por fora”.
Críticos de Nova York elegem First Cow melhor filme do ano
Além de eleger “Bacurau” como o Melhor Filme Internacional de 2020, o New York Film Critics Circle, associação de críticos de cinema residentes de Nova York, destacou o drama indie “First Cow”, da cineasta Kelly Reichardt (“Certas Mulheres”), como o Filme do Ano nos EUA. A produção realizada pelo estúdio A24 segue um cozinheiro habilidoso (John Magaro) que viaja para o Oeste e se junta a um grupo de caçadores de peles em Oregon. Ele encontra uma verdadeira conexão com um imigrante chinês que também busca sua fortuna e, logo, os dois colaboram em um negócio de sucesso. Os críticos nova-iorquinos também escolheram uma cineasta feminina como vencedora do prêmio de Melhor Direção, Chloe Zhao, por “Nomadland” – filme que faturou os festivais de Veneza e Toronto. A lista também destaca o elenco de “Destacamento Blood”, de Spike Lee, nos prêmios de interpretação masculina, reconhecendo Delroy Lindo como Melhor Ator e o falecido Chadwick Boseman como Melhor Ator Coadjuvante. Já os prêmios de atuação feminina foram para Sidney Flanigan, Melhor Atriz por “Nunca, Raramente, Às Vezes, Sempre”, e Maria Bakalova, pelo desempenho como Tutar, a filha de Borat, na comédia “Borat: Fita de Cinema Seguinte”. “Nunca, Raramente, Às Vezes, Sempre” ainda foi celebrado na categoria de Melhor Roteiro, enquanto os cinco filmes do projeto “Small Axe”, do diretor Steve McQueen (“12 Anos de Escravidão”) para a Amazon, foram premiados como Melhor Fotografia. Veja a lista completa da premiação abaixo. Melhor Filme: “First Cow”, de Kelly Reichardt Melhor Direção: “Chloé Zhao” (“Nomadland”) Melhor Filme de Estreia: “The Forty-Year-Old Version”, de Rhada Black Melhor Ator: Delroy Lindo (“Destacamento Blood”) Melhor Atriz: Sidney Flanigan (“Nunca, Raramente, Às Vezes, Sempre”) Melhor Ator Coadjuvante: Chadwick Boseman (“Destacamento Blood”) Melhor Atriz Coadjuvante: Maria Bakalova (“Borat: Fita de Cinema Seguinte”) Melhor Roteiro: Eliza Hittman (“Nunca, Raramente, Às Vezes, Sempre”) Melhor Fotografia: “Small Axe” (todos os filmes do projeto de Steve McQueen na Amazon) Melhor Filme Estrangeiro: “Bacurau” (Brasil), de Kléber Mendonça Filho e Juliano Dornelles Melhor Documentário: “Time”, de Garrett Bradley Melhor Animação: “Wolfwalkers”, de Tomm Moore e Ross Stewart. Prêmios Especiais: Kino Lorber, pela criação de Kino Marquee, um serviço de distribuição de cinema virtual que foi projetado para ajudar a apoiar as salas de cinema, não destruí-las, e Spike Lee por inspirar a comunidade de Nova York com seu curta-metragem “New York New York” e por defender uma sociedade melhor por meio do cinema.
Irmãos Russo farão sci-fi futurista com Millie Bobby Brown
Os irmãos Russo, diretores do blockbuster “Vingadores: Ultimato”, vão dirigir e produzir sua primeira sci-fi, “Electric State”, baseado no livro ilustrado de Simon Stålenhag (artista que inspirou a série sci-fi da Amazon “Contos do Loop”). E Millie Bobby Brown (“Stranger Things”) será a protagonista. A atriz viverá Michelle, uma adolescente em um futuro pós-apocalíptico, que recebe de presente um robô simpático, enviado por seu irmão desaparecido. Quando ela e o robô embarcam numa jornada atrás do irmão, encontram uma paisagem desolada de destroços tecnológicos abandonados pelo interior dos EUA, mas também descobrem uma grande conspiração. A produção marca uma parceria da Universal Pictures com o estúdio AGBO, fundado pelos Russo. “Estamos entusiasmados por ter este acordo com a Universal, que se comprometeu com o lançamento de ‘Electric State’ nos cinemas. Esta é uma notícia incrível para nós, como cineastas, e para o público em todo o mundo que deseja uma oportunidade de ver um filme grandioso nos cinemas novamente. Este também é um sinal positivo de que, à medida que as vacinas são disponibilizadas, o mercado de cinema está voltando”, disseram Anthony e Joe Russo em comunicado sobre o projeto. A adaptação está sendo escrita por Christopher Markus e Stephen McFeely, que também trabalharam com os cineastas em “Vingadores: Guerra Infinita” e “Ultimato”. Ainda não há previsão para a estreia, mas a editora Skybound (“The Walking Dead”) divulgou um vídeo com ilustrações do livro e suas inspirações cinematográficas, na época do lançamento da obra – em 2018. Confira abaixo.
The Flight Attendant: HBO Max renova série de suspense de Kaley Cuoco
Um dia após exibir o capítulo final de “The Flight Attendant”, originalmente anunciada como minissérie, a HBO Max revelou que vai estender o voo de Kaley Cuoco numa 2ª temporada da atração. A nova série estrelada pela Penny de “The Big Bang Theory” contou, ao longo de oito episódios, toda a história do livro em que era baseada e precisará inventar uma trama completamente inédita para seus próximos capítulos. A extensão da história reflete o sucesso da produção, que ganhou elogios rasgados dos críticos norte-americanos – 98% de aprovação no Rotten Tomatoes – e aparentemente também atraiu grande público para a plataforma da WarnerMedia. Em comunicado, a HBO citou que “The Flight Attendant” foi a série original com mais audiência em seu serviço de streaming. Sem citar números, a empresa apontou que o público disparou 55% entre o começo e o fim da exibição. “Dizer que estou extasiada seria um eufemismo”, disse Cuoco, em comunicado. “A resposta positiva à nossa série superou todas as nossas expectativas e estou muito orgulhosa de toda a equipe por trás de seu sucesso”. “Estamos muito satisfeitos que o programa tenha ressoado tão fortemente com o público e os críticos”, acrescentou o diretor de conteúdo da HBO e da HBO Max, Casey Bloys. “Parabenizamos Kaley, Steve, Greg e Sarah, junto com o resto do elenco incrivelmente talentoso, o executivo produtores e nossos parceiros da Warner Bros. Television em todo o sucesso da primeira temporada. Estou ansioso para ver onde Cassie irá a seguir. ” A trama original prendeu o público com um suspense intenso e uma trama de mistério. Inspirado no livro homônimo de Chris Bohjalian, “The Flight Attendant” gira em torno de Cassandra (Cuoco), a comissária de bordo do título em inglês, que após um voo internacional acorda alcoolizada em um quarto de hotel em Dubai, com um passageiro morto ao seu lado na cama. Com medo de chamar a polícia e sem lembrar o que aconteceu na noite anterior, ela segue o seu dia como se nada tivesse acontecido. Mas quando seu voo chega à Nova York, o FBI está lhe aguardando no aeroporto e ela precisa dar muitas explicações que não parecem fazer sentido. A adaptação foi escrita pelo roteirista Steve Yockey (“Supernatural”), os dois primeiros episódios foram dirigidos pela cineasta Susanna Fogel (“Parceiras Eternas”) e a produção ficou a cargo da própria atriz principal, via sua empresa Yes Norman, em parceria com o ubíquo Greg Berlanti (“The Flash”, “Riverdale”, etc), o produtor com mais séries exibidas simultaneamente em todos os tempos. O projeto é o primeiro de um contrato assinado por Cuoco com a WarnerMedia. Pelo acordo, a atriz vai criar, produzir, dirigir e estrelar diversas séries para o estúdio nos próximos anos. Em sua 1ª temporada, a atração também incluiu em seu elenco Michiel Huisman (“Game of Thrones”), Rosie Perez (“Aves de Rapina”), Zosia Mamet (“Girls”), Michelle Gomez (“O Mundo Sombrio de Sabrina”), T.R. Knight (“Grey’s Anatomy”), Colin Woodell (“The Originals”), Merle Dandridge (“The Night Shift”), Griffin Matthews (“Cara Gente Branca”) e Nolan Gerard Funk (“Awkward.”). A série, assim como a HBO Max, ainda está não disponível no Brasil.
Virgin River é renovada para 3ª temporada
A Netflix renovou “Virgin River”, drama romântico passado no interior rural dos EUA, para sua 3ª temporada. Criada por Sue Tenney (que também criou “A Bruxa do Bem” e escreveu “Sétimo Céu”), a série conta a história de Mel Monroe (Alexandra Breckenridge, ex-“American Horror Story”), uma jovem que vai trabalhar como parteira e enfermeira na cidade-título do seriado. Em pouco tempo, ela descobre que precisa se adaptar ao novo lar e se reconciliar consigo mesma, e neste processo encontra o amor com um morador local, Jack (Martin Henderson, ex-“Grey’s Anatomy”). Mas como essa história tem que durar mais de uma temporada, esse amor é marcado por várias idas e vindas. A 2ª temporada foi disponibilizada no dia 27 de novembro em streaming. Com a renovação, a produção será reforçada com a participação dos atores Zibby Allen (“The Flash”) e Stacey Farber (“Saving Home”), que integrarão o elenco dos próximos dez capítulos.
Lulli: Conheça o elenco da nova comédia de Larissa Manoela
A Netflix divulgou a primeira foto do elenco de “Lulli”, segundo filme de Larissa Manoela na plataforma. Além da atriz principal, o filme também conta com Vinicius Redd (“Deus Salve o Rei”), Sergio Malheiros (“Cinderela Pop”), Amanda de Godoi (“Malhação”), Yara Charry (“Velho Chico”) Paula Possani (“Malhação”) e o jovem ator de musicais Nicolas Ahnert, entre outros. Durante sua participação no primeiro Tudum Festival Netflix, em janeiro, Larissa contou que vai interpretar, pela primeira vez, “uma mulher super madura, que foge da minha realidade”. “Será uma história diferente, as pessoas vão se surpreender muito”, reforçou. A personagem do título é uma jovem estudante de medicina ambiciosa, que sonha em virar a melhor cirurgiã do mundo e não pretende deixar nada nem ninguém atrapalhar seus planos – nem mesmo o seu recém-ex-namorado. A sinopse revela que a trama tem uma “virada” sobrenatural, quando Lulli é eletrocutada por um aparelho de ressonância eletromagnética e começa a ouvir pensamentos alheios. A partir daí, a garota que até então era incapaz de ouvir as pessoas ao seu redor precisará aprender sobre as maravilhas e os perigos de saber o que os outros estão pensando. A trama é mais um sinal da americanização das comédias brasileiras, uma vez que se trata do mesmo ponto de partida de “Do que as Mulheres Gostam” (2000), que inclusive ganhou uma recentíssima versão feminina, “Do que os Homens Gostam” (2019). Com direção de César Rodrigues (“Modo Avião”) e roteiro assinado por Renato Fagundes (“Sob Pressão”) e Thalita Rebouças (“Tudo por um Pop Star”), “Lulli” tem previsão de lançamento para 2021. Pega esse elenco de Lulli, o mais novo filme com a @larimanoela. Antes que me perguntem, ainda não tenho datas, vamos apenas comemorar esse cast, pfvr?? 📸 Serendipity Inc pic.twitter.com/2XMsCdp3Wt — netflixbrasil (@NetflixBrasil) December 18, 2020
Skye Aubrey (1945 – 2020)
A atriz Skye Aubrey, que participou de várias séries dos anos 1960 e 1970, morreu em 27 de novembro de causas naturais em DeBary, Flórida, anunciou sua família nesta sexta (18/12). Ela apareceu em séries como “O Fazendeiro do Asfalto”, “Marcus Welby, Médico”, “Têmpera de Aço”, “O Jogo Perigoso do Amor” e “Ilha da Fantasia”, mas um detalhe que chama atenção em sua trajetória é a forte ligação de sua vida com as adaptações dos quadrinhos da DC Comics, do primeiro ao último papel. Aubrey estreou nas telas na série “Batman” em dois episódios de 1967. O primeiro foi um capítulo do segundo ano da produção, que trazia Eli Wallach como Senhor Frio. Já o segundo, da 3ª temporada, deu-lhe bastante destaque como uma “princesa hippie” responsável por organizar um festival de flores, que acabava sequestrada e sofria lavagem cerebral do vilão Louie, o Lilás (Milton Berle). Por coincidência, ela encerrou a carreira três décadas mais tarde também em dois episódios de uma série derivada das publicações da DC: “Superboy”, nos quais interpretou duas vilãs diferentes, Vora em 1989 e Tiger Eye em 1990. Além disso, ela era filha de Phyllis Thaxter, que interpretou Martha Kent, a mãe de Clark Kent/Superman no clássico “Superman – O Filme” (1978), e foi casada de 1976 a 1979 com Ilya Salkind, produtor dos filmes do Superman estrelados por Christopher Reeve. Seu pai, por sua vez, era James T. Aubrey, presidente da rede CBS de 1959 a 1965 e chefe do estúdio MGM de 1969 a 1973. Apesar de toda esse legado, ela apareceu em apenas um filme, no papel de uma enfermeira no suspense “Receita: Violência” (1972), estrelado por James Coburn (“Sete Homens e um Destino”), baseado num romance de Michael Crichton (“Jurassic Park”) e dirigido por Blake Edwards (“A Pantera Cor de Rosa”). Longe das telas, ela seguiu atuando no teatro até os últimos anos de sua vida.
Peter Lamont (1929 -2020)
O diretor de arte e designer de produção Peter Lamont, que venceu um Oscar pela cenografia de “Titanic”, morreu aos 91 anos. Ele também se destacou por seu trabalho em 18 dos 25 filmes da franquia “007” e foi descrito pelos produtores Michael G. Wilson e Barbara Broccoli como “um integrante amado da família 007 e um gigante da indústria”, nas redes sociais. Lamont começou a trabalhar na franquia em “007 Contra Goldfinger” (1964), criou os efeitos visuais de “007 Contra o Foguete da Morte” (1979) e se tornou o principal designer de produção dos longas a partir de “007: Somente Para os Seus Olhos” (1981), cargo que manteve até “007: Cassino Royale” (2006), filme que marcou sua aposentadoria. Seu trabalho consistia desde escolher locações, preparar cenários e selecionar acessórios. No caso de Bond, esse produção incluía armas icônicas, carros e apetrechos de espionagem que o personagem utilizava. Além de Bond, Lamont teve uma frutífera parceria com o cineasta James Cameron, que lhe rendeu uma indicação ao Oscar por “Aliens: O Resgate” (1986) e a cobiçada estatueta por “Titanic” (1997). Ele foi indicado ao prêmio da Academia outras duas vezes, por “Um Violinista no Telhado” (1981) e “007: O Espião Que Me Amava” (1977).












