Pacificador: Vilão acha que é super-herói no trailer da série
A HBO Max divulgou em suas redes sociais o trailer legendado da série do Pacificador (Peacemaker), apresentado neste sábado (16/10) na DC FanDome. A prévia revela que o vilão de “O Esquadrão Suicida” acredita ser um super-herói, além de explorar sua relação complicada com o pai e apresentar os integrantes de sua nova equipe, com destaque para o Vigilante, que é ainda mais maluco que ele. Criada pelo diretor de “O Esquadrão Suicida”, James Gunn, a série é continuação direta do filme, voltando a trazer John Cena como o Pacificador e a dupla de agentes da ARGUS vivida por Jennifer Holland e Steve Agee (ambos de “Brightburn: Filho das Trevas”). O elenco ainda conta com Danielle Brooks (a Taystee de “Orange is the New Black”), Robert Patrick (até hoje lembrado como vilão T-1000 de “O Exterminador do Futuro 2”), Christopher Heyerdahl (“Van Helsing”), Chukwudi Iwuji (“Cidade Pássaro”), Lochlyn Munro (“Riverdale”), Annie Chang (“Shades of Blue”) e Freddie Stroma (“Bridgerton”), que interpreta o Vigilante. A estreia vai acontecer em 13 de janeiro de 2022. Esqueça os apps de meditação: aqui está o verdadeiro segredo para paz interior. #Peacemaker chega em janeiro na #HBOMax #DCFanDome #SomosDC pic.twitter.com/1YvYgySAun — HBO Max Brasil no #DCFanDome (@HBOMaxBR) October 16, 2021
DC FanDome traz novidades de filmes, séries, games e quadrinhos neste sábado
A DC e a Warner Bros. realizam neste sábado (16/10) a segunda edição do DC FanDome, evento virtual dedicado às atrações do universo de quadrinhos da DC Comics, incluindo filmes, séries e games com os personagens da editora. A primeira edição da DC FanDome foi um dos primeiros eventos online bem-sucedidos da pandemia, representando um grande salto de qualidade em relação à versão virtual da Comic-Con Internacional, de San Diego. Vista ao vivo por nada menos que 22 milhões de fãs de 220 países diferentes, a atração criou um padrão de apresentação com diferentes anfitriões e conteúdos variados, contendo entrevistas, painéis e games com elencos famosos, que acabou inspirando iniciativas similares, como, por exemplo, o recente Tudum da Netflix. A nova edição está expandindo seu alcance com várias parcerias. No Brasil, por exemplo, além de poder ser acompanhada pelo site oficial, também estará disponível nos canais do YouTube da Warner Bros, da WarnerPlay e até da Ingresso.com. Além disso, as apresentações serão abastecidas por ofertas do comércio eletrônico da Loja Oficial da DC Comics (lojadccomics.com.br). Embora a programação não tenha sido completamente anunciada, já se sabe que haverá a apresentação de um novo trailer de “Batman”, o comercial da série “Pacificador”, as primeiras cenas de “Adão Negro” e uma “misteriosa surpresa” de “The Flash”. A Warner tem muitos outros projetos da DC em desenvolvimento, incluindo várias séries e filmes da HBO Max, dos longas de Batgirl e Canário Negro às nova atrações de Constantine e derivados do filme de Batman, que devem ganhar maiores detalhes neste sábado. O evento virtual será transmitido ao vivo, legendado e de forma gratuita, reunindo grande parte dos elencos das produções citadas – e de muitas outras – em painéis exclusivos, a partir das 14h no horário de Brasília. Veja abaixo o comercial legendado do evento.
David H. DePatie (1929–2021)
O gigante das animações David Hudson DePatie morreu de causas naturais aos 91 anos, no dia 23 de setembro, mas a informação só foi publicada nesta quinta (14/10) pela revista americana Variety. Entre outros projetos, ele foi responsável pela criação de nada menos que a Pantera Cor de Rosa. O personagem foi a primeira criação do estúdio formado por DePatie em 1963, após o fechamento da Warner Bros. Cartoons, braço animado da Warner que o produtor comandava até então – e por onde lançou muitos desenhos dos “Looney Tunes”. Ele tinha acabado de se juntar ao colega Friz Freleng para fundar a DePatie-Freleng Enterprises (DFE) quando o cineasta Blake Edwards o procurou para desenvolver a abertura animada do filme “A Pantera Cor de Rosa”. O sucesso do filme de 1963 rendeu várias continuações com aberturas animadas por DePatie e Freleng, além de um contrato da DFE com a United Artists, estúdio original da franquia, para o desenvolvimento de uma série de curtas com a Pantera Cor de Rosa para o cinema. O primeiro desses curtas, “A Pantera Pinta o Sete”, venceu o Oscar em 1965. A DFE também desenvolveu a abertura animada da série “Jeannie É um Gênio” em 1965, chamando atenção dos canais de TV dos EUA. A Pantera Cor de Rosa ganhou sua própria série televisiva em 1969, que abriu as portas para inúmeras outras atrações, como “Bom-Bom e Mau-Mau”, “Grump, o Feiticeiro Trapalhão”, “As Aventuras do Doutor Dolittle”, “Missão Quase Imprevisível”, “Os Caretas”, “Os Cometas”, “Meu Amigo, O Tubarão”, a cultuada “De Volta ao Planeta dos Macacos”, baseada na franquia cinematográfica “Planeta dos Macacos”, o revival de “Mr. Magoo”, especiais de personagens infantis do Dr. Seuss, como o Grinch, o Gato de Cartola e o Lorax, e adaptações dos quadrinhos da Marvel, incluindo “O Quarteto Fantástico” e “Homem-Aranha”. Em pouco tempo, a DFE passou a disputar com a Hanna-Barbera e a Filmation o domínio da programação de desenhos animados dos EUA nos anos de 1970. Mas logo a Marvel quis ter seu próprio estúdio de animação, com o objetivo de acabar com a terceirização da produção. Ao receberem uma proposta milionária, DePatie e Freleng venderam seu negócio para a editora de quadrinhos em 1981. Freleng voltou a trabalhar com a Warner, mas DePatie continuou à frente da rebatizada Marvel Productions, produzindo desenhos como “O Incrível Hulk” e “Homem-Aranha e Seus Amigos”, até ser substituído em 1984, dois anos antes da Marvel ser vendida para a New World. Ao sair da Marvel, DePatie reviveu seu antigo estúdio para lançar “Os Filhos da Pantera Cor de Rosa”. Mas a animação não fez muito sucesso em seu lançamento em 1985, levando o produtor a optar pela aposentadoria precoce. Desde então, ele vivia dos direitos de exploração da Pantera Cor de Rosa em novos projetos. Lembre abaixo a primeira animação da Pantera Cor de Rosa, feita para o filme que iniciou a franquia em 1963.
Barry Sonnenfeld desenvolve adaptação dos quadrinhos dos Homens Metálicos
O diretor Barry Sonnenfeld (“MIB – Homens de Preto”) revelou que trabalha em uma adaptação cinematográfica dos quadrinhos dos Homens Metálicos (Metal Men), personagens clássicos dos quadrinhos da DC Comics. Citado pela primeira vez em 2012, o projeto ainda está em fase de roteiro, segundo revelou Sonnenfeld em entrevista ao site Comic Book Movie. “Estou desenvolvendo os Homens Metálicos com a Warner Bros. Nós estamos trabalhando ativamente no tratamento de roteiro desse projeto. Para mim, não é tanto um filme de super-herói, mas uma construção de universo. Se você olhar o meu corpo de trabalho, seja ‘A Família Addams’, ‘Homens de Preto’, ‘Um Toque de Vida’, ‘Schmigadoon!’ ou ‘Desventuras em Série’, é tudo sobre criar um mundo. Um incomum, levemente estranho e diferente mundo; é isso que eu amo fazer”, explicou Sonnenfeld. Criados em 1962, pelo roteirista Robert Kanigher e o desenhista Ross Andru, os super-heróis conhecidos como Homens Metálicos nunca se firmaram entre os diversos personagens da editora de Superman e Batman, mas apareceram em diversas histórias destes dois heróis como coadjuvantes. Eles são seis robôs criados por um cientista com a capacidade de se moldar a qualquer forma. Cada um dos robôs foi baseado num metal diferente, que lhes batiza e também lhes confere “personalidades”: Ferro, Ouro, Chumbo, Estanho, Mercúrio e Platina. As aventuras originais tinham como ponto em comum a destruição dos robôs no final de cada episódio, mas eles sempre eram reconstruídos na edição seguinte por seu criador, o Dr. Will Magnus. Um dos detalhes mais curiosos é que Platina, única integrante feminina da equipe, também conhecida como Tina, acredita que é humana e se apaixona por seu criador. Ainda sem confirmação oficial, o filme dos Homens Metálicos deve demorar a sair do papel.
“Duna” supera US$ 100 milhões no mercado internacional
A sci-fi “Duna” superou a marca de US$ 100 milhões de arrecadação no mercado internacional, onde começou a ser exibido há quase um mês – desde 15 de setembro. O lançamento antecipado no exterior foi uma estratégia da Warner para apaziguar os ânimos do diretor Denis Villeneuve e da equipe da Legendary, parceira na produção, que reclamaram publicamente dos planos de distribuição do estúdio para o filme nos EUA, onde chegará simultaneamente nos cinemas e na plataforma HBO Max. A antecedência permitiu que o filme tivesse mais fôlego em mercados que seriam inundados pela pirataria, graças à disponibilização de uma cópia digital em alta resolução na HBO Max americana. Ao todo, a adaptação épica da obra de Frank Herbert chegou neste domingo (10/10) a um total de US$ 117,1 milhões mundiais. O valor é positivo para uma produção com 2h35 minutos de duração, que vende menos ingressos diários, mas não permite especular o que isso representa para o investimento de US$ 165 milhões em sua produção, fora custos de P&A (cópias e publicidade). Por enquanto, tudo bem. Mas até quando? A Warner não tem conseguido boas bilheterias nos EUA devido aos lançamentos híbridos e “Duna” não deve fugir da tendência. Só que o filme vai chegar na China, o que pode compensar qualquer tropeço doméstico. Não é à toa que Villeneuve está nervoso. Ele quer fazer a sequência combinada com a Warner. A história está dividida em dois longas e o segundo ainda não ganhou aval para começar a ser filmado. Neste momento, os contadores do estúdio são os verdadeiros responsáveis pela continuação. “Duna” estreia nos EUA no dia 22 de outubro, um dia depois do lançamento no Brasil.
Cillian Murphy vai estrelar novo filme de Christopher Nolan
A produção de “Oppenheimer”, próximo longa do diretor Christopher Nolan, confirmou seu protagonista e anunciou sua data de estreia. O ator Cillian Murphy (“Peaky Blinders”), que estava sendo mencionado como intérprete principal desde que o projeto foi anunciado no mês passado, vai interpretar o cientista J. Robert Oppenheimer, conhecido como o “pai da bomba atômica”. O gênio por trás do projeto Manhattan, que resultou na criação da bomba que dizimou Hiroshima e posteriormente Nagasaki, também é o autor da famosa frase: “Agora, eu me tornei a morte, a destruidora de mundos”. Murphy já trabalhou várias vezes com Nolan, desde os filmes de Batman (onde viveu o vilão Espantalho), além de ter aparecido em “A Origem” e “Dunkirk”. Apesar do tema sugerir um filme sóbrio, o estúdio Universal manteve a tradicional época de lançamento dos filmes de ação de Nolan, marcando “Oppenheimer” para 21 de julho de 2023, alta temporada de férias nos EUA e período concorrido de blockbusters. O último filme do diretor, “Tenet”, foi lançado nos cinemas em outubro de 2020 apenas porque as salas estavam fechadas durante o verão do ano passado, auge da pandemia de covid-19. Apesar das dificuldades criadas pela crise sanitária, o épico de ficção científica arrecadou US$ 363 milhões ao redor do mundo. A expectativa é que as filmagens de “Oppenheimer” comecem no início do ano que vem, marcando o início da parceria de Nolan com a Universal, após duas décadas de contrato com a Warner. A separação não foi muito amigável, acontecendo após o diretor falar mal da estratégia de seu antigo estúdio de distribuir filmes simultaneamente nos cinemas e no “pior serviço streaming”, a HBO Max. A fala teve repercussão e o motivou a mudar de ares.
James Gunn confirma que trabalha em novo projeto da DC Comics
O diretor James Gunn já embarcou em um novo projeto da DC Comics após encerrar as gravações da série “Pacificador” (Peacemaker), derivada de sua primeira adaptação de quadrinhos da editora, o filme “O Esquadrão Suicida”. Usando sua conta no Twitter, ele confirmou que está trabalhando em uma nova produção. “Sim, estou desenvolvendo outro projeto da DC além de ‘Pacificador'”, ele escreveu, sem detalhar do que se trata, nem mesmo se é um novo filme ou série. Gunn ainda tem pela frente duas produções da Marvel envolvendo os Guardiões da Galáxia: um especial de Natal para a Disney+, previsto para o fim de 2022, e o aguardado “Guardiões da Galáxia Vol. 3”, que só vai chegar aos cinemas em 2023. Enquanto isso, a série do desprezível personagem de John Cena em “O Esquadrão Suicida” encontra-se em pós-produção. O lançamento de “Pacificador” está marcado para 16 de janeiro na HBO Max. Yes, I'm developing another DC project besides Peacemaker. — James Gunn (@JamesGunn) October 3, 2021
“007 – Sem Tempo para Morrer” bate recorde em estreia internacional
“007 – Sem Tempo para Morrer” marcou um novo recorde da pandemia em seu lançamento internacional, tornando-se a primeira estreia de Hollywood a ultrapassar os US$ 100 milhões em seu primeiro fim de semana sem contar ingressos vendidos na China e nos EUA. Ao todo, o filme fez US$ 119,1 milhões em 54 mercados, liderando a bilheteria mundial do fim de semana. O valor foi maior até que a impressionante arrecadação de “Venom: Tempo de Carnificina” na América do Norte, onde o filme da Sony também registrou um recorde da pandemia, com uma abertura de US$ 90,1 milhões. Mesmo com os US$ 13,8 milhões da Rússia, o segundo “Venom” não conseguiu superar o entusiasmo pelo novo “007”. Três vezes adiado pela pandemia, o 25º lançamento da franquia oficial do agente secreto deixou passar seis anos desde “007 Contra Spectre” e só fez crescer a expectativa para a despedida de Daniel Craig do papel de James Bond. O público correspondeu com cinemas lotados ao redor do mundo. No Reino Unido e na Irlanda, “007 – Sem Tempo para Morrer” chegou a arrecadar US$ 11,4 milhões só com ingressos vendido no sábado (2/10), maior faturamento já contabilizado num único dia para qualquer filme da franquia, além da maior venda diária da pandemia. O resultado também reflete a maior distribuição já feita para um único filme no Reino Unido, ocupando 772 cinemas. Em sua estratégia para priorizar o mercado internacional – e assim evitar confronto com Venom – , o novo James Bond só vai chegar aos EUA na próxima sexta (8/10), onde a produção da MGM travará uma batalha royale pela liderança com o simbionte da Sony. Vale lembrar que “007 – Sem Tempo para Morrer” não é o único filme lançado com antecedência no exterior. “Duna” completou três fins de semana em cartaz com mais US$ 13,7 milhões de 32 mercados, para também ultrapassar a marca de US$ 100 milhões internacionais. A estreia da sci-fi da Warner Bros. vai acontecer em 22 de outubro nos EUA, um dia depois do Brasil. Outro detalhe importante do mercado internacional é que todos os filmes de Hollywood foram barrados da China para os cinemas locais priorizarem um filme patriótico. Sem competição hollywoodiana, “The Battle At Lake Changjin” bateu vários recordes chineses para se tornar o verdadeiro líder mundial de bilheteria deste fim de semana, com arrasadores US$ 230 milhões contabilizados no país.
Terceiro “Animais Fantásticos” vai contar “segredos de Dumbledore”
A Warner Bros. anunciou o título oficial e a data de estreia do terceiro filme de “Animais Fantásticos”. Com o título “Fantastic Beasts: The Secrets of Dumbledore” (Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore, em tradução não oficial), o novo longa da franquia escrita por J.K. Rowling vai estrear nos cinemas americanos em 15 de abril de 2022 e, como o nome indica, deve focar na história de Alvo Dumbledore, diretor de Hogwarts na saga de Harry Potter. A própria Rowling já contou o maior segredo do personagem, na época do final da saga de “Harry Potter”. Dumbledore seria gay. O personagem retornou no filme “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindewald” (2018), prelúdio do universo mágico de “Harry Potter”, e, em sua versão jovem, passou a ser interpretado por Jude Law. O terceiro filme da franquia ainda está em produção e teve que ser pausado após alguns membros da equipe testarem positivo para covid-19. Logo no começo das filmagens, Johnny Depp foi “convencido” a se desligar da franquia, deixando de viver o papel do vilão Grindelwald, que no novo filme será interpretado por Madds Mikkelsen (“Druk – Mais uma Rodada”). Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Fantastic Beasts (@fantasticbeastsmovie)
Criador dos Sopranos está irritado com lançamento do prólogo na HBO Max
O criador de “Família Soprano” (The Sopranos), David Chase, juntou-se ao grupo crescente de criativos descontentes com a estratégia de lançamentos híbridos da Warner, que já fez o estúdio perder o diretor Christopher Nolan para a Universal Pictures. Em entrevista ao site Deadline, Chase se declarou “extremamente irritado” com o lançamento simultâneo de “The Many Saints of Newark” nos cinemas e na HBO Max. “Francamente, acho que não teria aceitado o trabalho se soubesse que o lançamento [nos cinemas e no streaming] seria no mesmo dia. Acho péssimo”. “The Many Saints of Newark” é um prólogo da série “Família Soprano”, um dos maiores sucessos da HBO, e Chase disse que não queria que as pessoas pensassem que se trata de um produto televisivo. Chase disse ter ficado chateado, porque as pessoas já associam a “Família Soprano” à TV, mas “The Many Saints of Newark” foi concebido como experiência cinematográfica. “As pessoas deveriam ver no cinema. Foi pensado pra ser um filme, e ele é lindo. Nunca pensei que voltaria para a HBO. Nunca”. O filme será lançado em 1 de outubro nos EUA, mas ainda não há previsão para o Brasil, onde os lançamentos da Warner não acontecem simultaneamente em streaming. Além de Chase e Nolan, o diretor Denis Villeneuve também lamentou lançar “Duna” em outubro nos cinemas e na HBO Max. Mas há mais diretores inconformados, como James Gunn (“O Esquadrão Suicida”) e Jon M. Chu (“Em um Bairro de Nova York”), que não se manifestaram com a mesma veemência em público. O efeito colateral negativo da estratégia de lançamento da WarnerMedia, que implodiu o relacionamento do estúdio com vários diretores, é apontado como um dos fatores que levaram a AT&T a buscar se livrar da encrenca, negociando a empresa com a Discovery, numa joint venture que criará uma nova companhia com diferentes executivos e já batizada com o nome de Warner Bros. Discovery.
Christopher Nolan rompe com a Warner e vai filmar na Universal
O próximo filme de Christopher Nolan (“Tenet”) será lançado pela Universal Pictures. O diretor levou o projeto ao mercado, mostrando sua contrariedade com a Warner, estúdio por onde lançou quase todos os seus longas nos últimos 20 anos – desde “Insônia” em 2002. Seu último filme, “Tenet”, foi lançado exclusivamente nos cinemas em outubro de 2020. Apesar das dificuldades da crise sanitária, o épico de ação arrecadou US$ 363 milhões em bilheterias ao redor do mundo. Mesmo assim, a Warner considerou o valor baixo e optou por lançar todos os seus filmes posteriores num modelo híbrido de distribuição. Nolan ficou irritadíssimo. Após falar mal da estratégia do estúdio de distribuir filmes simultaneamente nos cinemas e no “pior serviço streaming”, a HBO Max, ele decidiu buscar outra parceria. Em seu novo filme, Nolan pretende voltar à época da 2ª Guerra Mundial, mas em vez das batalhes de “Dunkirk” focará nos bastidores burocráticos e científicos da criação da bomba atômica, com destaque para o envolvimento do cientista J. Robert Oppenheimer, gênio por trás do projeto Manhattan e autor da famosa frase: “Agora, eu me tornei a morte, a destruidora de mundos”. Segundo o site Deadline, o ator Cillian Murphy vai participar do projeto. Mais conhecido como protagonista de “Peaky Blinders”, Murphy já trabalhou várias vezes com Nolan, desde os filmes de Batman (onde viveu o vilão Espantalho), além de ter aparecido em “A Origem” e “Dunkirk”. Oppenheimer já foi o tema de filme, o fracasso de bilheteria de 1989 “O Início do Fim” (Fat Man and Little Boy), estrelado por Paul Newman, dirigido por Roland Joffé e apreciado por poucos, com 47% de aprovação no Rotten Tomatoes.
Disney anuncia fim de lançamentos simultâneos em streaming, mas impõe derrota aos cinemas
A Disney anunciou o fim de sua experiência com lançamentos híbridos. Após o processo de Scarlett Johansson contra a estreia simultânea de “Viúva Negra” nos cinemas e no Premier Acess (um PVOD) da Disney+, e do sucesso de “Shang Chi e a Lenda dos Dez Anéis” nas bilheterias, os próximos filmes do estúdio serão lançados primeiro nos cinemas, antes de estarem disponíveis em streaming. Com isso, o filme de animação “Encanto” estreará nos cinemas no dia 24 de novembro e não aparecerá na plataforma Disney+ até 24 de dezembro. Todos os demais lançamentos previstos para 2021, como “O Último Duelo” de Ridley Scott, “Eternos” de Chloé Zhao e “Amor, Sublime Amor” de Steven Spielberg, terão ao menos 45 dias de exclusividade nas salas de cinema. O circuito exibidor dos EUA considerou a decisão uma vitória. Anteriormente, a Associação Nacional de Donos de Cinemas dos Estados Unidos (NATO, na sigla em inglês) chegou a divulgar um comunicado agressivo contra a Disney, apontando que “Viúva Negra” teve uma queda de 67% de arrecadação em sua segunda semana em cartaz por não ser um lançamento exclusivo dos cinemas. Argumentos deste comunicado foram utilizados no processo movido por Johansson contra o estúdio. Mas a verdade é que os donos de cinemas, que se dizem felizes agora, perderam a disputa. E perderam muito. O anúncio da Disney consolida a janela de 45 dias de exibição e se segue à iniciativas anteriores da Warner e da Paramount no mesmo sentido. Antes da pandemia, porém, a exclusividade dos cinemas durava o dobro do tempo: 90 dias. Há anos, Hollywood tentava diminuir o tempo de exclusividade dos filmes nos cinemas, mas os exibidores nunca permitiram, ameaçando boicotar quem ousasse lançar em vídeo qualquer filme antes dos 90 dias tradicionais. No começo da pandemia, quando a Universal tirou “Trolls 2” do circuito cinematográfico norte-americano e celebrou um dos maiores faturamentos de VOD de todos os tempos, as grandes redes peitaram o estúdio com ameaças contra suas futuras produções. O tom mudou muito desde então e agora as redes comemoram cortar pela metade sua janela anteriormente intocável. Trata-se de uma vitória de Hollywood, que em dois anos – e com a ajuda da pandemia – mudou de forma radical sua relação com os donos de cinema. O lançamento de várias plataformas ligadas aos estúdios tirou do circuito cinematográfico seu poder de barganha, consolidando uma alternativa mais viável que as salas de exibição para levar conteúdo ao público. A troca de paradigma fragilizou a posição dos cinemas, que agora comemoram perder “apenas” metade de seu antigo poder.
“Aquaman” volta a ser zoado em nova animação
A HBO Max divulgou o teaser de “Aquaman: King of Atlantis”, uma produção que joga por água abaixo todo o esforço de transformar Aquaman num herói sério. Para quem não lembra, o personagem foi alvo de várias piadas no Cartoon Network, que aproveitou um desenho antigo para zoar o herói que se comunica com peixes. Depois do esforço de Jason Momoa para mostrar que Aquaman podia ser “badass”, a HBO Max resolveu zoar o personagem de novo, incorporando algumas mudanças trazidas pelo ator, como a barba, numa trilogia animada (ou minissérie de três episódios) de comédia. O mais curioso é que a sátira animada tem produção do cineasta James Wan, diretor do filme estrelado por Jason Momoa e sua continuação, atualmente em filmagens. A atração mostrará em três partes o início atrapalhado do reinado de Aquaman em Atlantis, após assumir o poder com uma surra em Orm, o Mestre do Oceano, no filme de 2018. Roteiros e produção estão a cargo de Victor Courtright e Marly Halpern-Graser (ambos de “ThunderCats Roar!”) e a dublagem original destaca Cooper Andrews (“The Walking Dead”) como Aquaman, Gillian Jacobs (“Community”) como Mera, Thomas Lennon (“Máquina Mortífera”) como Vulko e Dana Snyder (dublador de “Squidbillies”) como Mestre do Oceano. A estreia está marcada para 14 de outubro.












