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  • Filme

    Diretor de Walking Dead e Watchmen vai filmar monstro clássico da Universal

    2 de abril de 2020 /

    A Universal encomendou uma nova produção de monstro. Intitulado “Don’t Go in the Water”, o projeto não teve premissa revelada, mas são fortes as indicações de que se trata de uma nova versão de “O Monstro da Lagoa Negra” (1954). Os detalhes estão sendo mantidos em segredo, mas o longa deve ser uma reimaginação completa como o recente “O Homem Invisível”. O roteiro foi escrito por Peter Gaffney, criador da série animada “Aaahh!!! Real Monsters”, e o estúdio contratou Stephen Williams, com longa carreira em séries, para fazer sua estreia como diretor de cinema. Williams se destacou à frente de “Lost” e mais recentemente dirigiu episódios de “The Walking Dead”, “Westworld” e “Watchmen”. Pela última série, foi indicado ao prêmio do Sindicato dos Diretores dos EUA, o que chamou atenção dos estúdios de cinema. Para completar, a produção é comandada por Shawn Levy, produtor de “Stranger Things”. O anúncio do projeto mostra que, em meio à pandemia de coronavírus, a indústria cinematográfica segue realizando negócios prevendo um breve retorno à normalidade.

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  • Filme

    Minions 2 ganha nova data de estreia para 2021

    1 de abril de 2020 /

    A Universal anunciou a nova data de estreia de “Minions 2: A Origem de Gru”, que chegaria aos cinemas em julho. Retirado do calendário, como prevenção contra a pandemia de coronavírus, o filme agora será lançado em julho de 2021, um ano após a data originalmente prevista. “Minions 2: A Origem de Gru” vai ocupar a data que estava reservada para outra animação da produtora Illumination, “Sing 2”. Com isso, a estreia da continuação de “Sing: Quem Canta Seus Males Espanta” (2016) foi remarcada para o Natal de 2021. Já a produção da Universal que deveria estrear no Natal, a adaptação cinematográfica do musical “Wicked”, ficou sem previsão de lançamento, porque ainda nem começou a ser filmada.

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  • Filme

    Universal suspende estreia de Minions 2, que só chegaria aos cinemas em julho

    19 de março de 2020 /

    A Universal oficializou o adiamento de mais uma grande estreia de cinema. A animação “Minions 2: A Origem de Gru”, que tinha lançamento marcado para julho nos EUA e no Brasil, saiu do calendário do estúdio, sem receber uma nova data de exibição. Este já é o terceiro anúncio de adiamento da Universal por causa da covid-19, após “Velozes e Furiosos 9” (que chegará só em 2021) e outra animação, “Trolls 2” (que será lançada diretamente em VOD). Mas o que realmente chama atenção é o fato de “Minions 2” ser o primeiro título de julho a ter sua estreia cancelada. Até o momento, os estúdios do Hollywood tinham cancelado apenas estreias de abril e maio. A decisão, porém, não decorre de uma análise mais pessimista da pandemia de coronavírus, mas devido à situação atual do surto na França, onde a produtora Illumination, responsável pela franquia “Meu Malvado Favorito”, tem sua sede. O governo francês ordenou o fechamento de todas as empresas comerciais, o que inclui a sede da produtora em Paris, onde o trabalho de pós-produção ainda estava sendo realizado. “Estamos acatando as ordens do governo francês e fazendo tudo que podemos para retardar a proliferação do vírus, cuidando dos nossos artistas e suas famílias”, declarou o CEO da Illumination, Chris Meledandri. O executivo lamentou que o filme não pudesse ficar pronto para o lançamento, mas se disse “ansioso” para encontrar uma nova data assim que possível.

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  • Filme

    Bilheterias dos EUA têm pior arrecadação do século

    15 de março de 2020 /

    Com cinemas fechados em muitas cidades e algumas redes exibidoras operando com capacidade limitada, a precaução contra a pandemia de coronavírus resultou na pior bilheteria de fim de semana deste século na América do Norte. A contagem oficial será finalizada na segunda-feira, mas a receita deve girar em torno de US$ 55,3 milhões, segundo a Comscore. Ou menos. A última vez que os cinemas norte-americanos registraram receita menor foi num fim de semana de setembro de 2000 (US$ 54,5 milhões), ainda no século 20. Até os dois fins de semana após o ataque terrorista de 11 de setembro de 2001 renderam mais – US$ 66,3 milhões e US$ 59,7 milhões, respectivamente. Diante deste quadro, o filme que mais vendeu ingressos, a animação “Dois Irmãos – Uma Jornada Fantástica”, da Disney/Pixar, rendeu apenas US$ 10,5 milhões, 73% menos que a arrecadação da semana passada. Trata-se da queda mais acentuada da história da Pixar. O recorde negativo pertencia a “O Bom Dinossauro”, que caiu 59% em sua segunda semana de exibição, em 2015. Em 10 dias, “Dois Irmãos” somou US$ 60,2 milhões na América do Norte e cruzou a marca dos US$ 100 milhões em todo o mundo. Mas, como custou entre US$ 100 e 200 milhões, deve dar prejuízo. Não é o único lançamento que preocupa seu estúdio. As três estreias da semana tiveram desempenho abaixo do esperado, com uma queda acentuada entre a arrecadação de sexta a domingo. Entre os estreantes, a produção religiosa “Enquanto Estivermos Juntos” teve o melhor desempenho, com US$ 9,5 milhões. O que vem a comprovar que, em tempos apocalípticos, a fé ainda atrai multidões, mesmo contra a recomendação de médicos e da crítica especializada. Considerado ruim, com apenas 43% de aprovação dos críticos em geral e míseros 13% entre os profissionais da imprensa norte-americana, o filme chega em 2 de abril no Brasil. A produção de super-herói de Vin Diesel, “Bloodshot”, abriu em 3º lugar com US$ 9,3 milhões. Antes mesmo da crise de saúde, analistas não consideravam que a produção faria sucesso. A crítica achou um lixão, com somente 31% de aprovação no Rotten Tomatoes. Mas o público parece ter gostado, dando nota A no Cinemascore, na pesquisa após as sessões. Orçado em US$ 45 milhões, deveria se pagar em tempos normais. A última estreia, o polêmico thriller “A Caçada”, rendeu apenas US$ 5,3 milhões e ficou com o 5º lugar, atrás de “O Homem Invisível”. Os 53% de aprovação da crítica refletem como sua trama é divisiva. No filme, ativistas pobres da direita racista são caçados por esquerdistas endinheirados e politicamente corretos por esporte. O público americano odiou com um C+ no CinemaScore. A previsão de lançamento no Brasil é apenas para maio, se os cinemas ainda estiverem abertos até lá. Confira abaixo mais detalhes dos rendimentos dos 10 filmes mais vistos no fim de semana no mercado norte-americano – e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Dois Irmãos – Uma Jornada Fantástica Fim de semana: US$ 10,5M Total EUA e Canadá: US$ 60,2M Total Mundo: US$ 101,6M 2. Enquanto Estivermos Juntos Fim de semana: US$ 9,5M Total EUA e Canadá: US$ 9,5M Total Mundo: US$ 9,5M 3. Bloodshot Fim de semana: US$ 9,3M Total EUA e Canadá: US$ 10,5M Total Mundo: US$ 25,6M 4. O Homem-Invisível Fim de semana: US$ 6M Total EUA e Canadá: US$ 64,4M Total Mundo: US$ 122,7M 5. A Caçada Fim de semana: US$ 5,3M Total EUA e Canadá: US$ 5,7M Total Mundo: US$ 6,4M 6. Sonic: O Filme Fim de semana: US$ 2,5M Total EUA e Canadá: US$ 145,8M Total Mundo: US$ 306,5M 7. The Way Back Fim de semana: US$ 2,4M Total EUA e Canadá: US$ 13,4M Total Mundo: US$ 14,3M 8. O Chamado da Floresta Fim de semana: US$ 2,2M Total EUA e Canadá: US$ 62,1M Total Mundo: US$ 107,3M 9. Emma Fim de semana: US$ 1,3M Total EUA e Canadá: US$ 10M Total Mundo: US$ 25,1M 10. Bad Boys para Sempre Fim de semana: US$ 1,1M Total EUA e Canadá: US$ 204,2M Total Mundo: US$ 417,8M  

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  • Série

    Universal suspende produção de 35 séries, inclusive as franquias Chicago, Law & Order e FBI

    13 de março de 2020 /

    Na reação mais abrangente à pandemia de coronavírus, a NBCUniversal suspendeu a produção na maioria de suas séries de TV, em todas as unidades de produção, que incluem Universal Television, UCP, Universal Television Alternative Studios e First Run Syndication. A paralisação soma cerca de 35 atrações. A lista inclui todos os dramas do produtor Dick Wolf: “Chicago Fire”, “Chicago PD”, “Chicago Med” e “Law & Order: SVU”, na rede NBC, e “FBI” e “FBI: Most Wanted” na CBS. Também será afetada a produção do hit médico “New Amsterdam” da NBC. As séries de “Chicago” têm locações na cidade do título, que registrou o primeiro caso de um integrante de produção de TV com coronavírus – um membro da equipe de “NeXt”, da Fox. Já os “FBI” são gravados em Nova York, onde o governador Andrew M. Cuomo declarou estado de emergência, devido à rápida proliferação do surto. Além da paralisação das séries que estavam em produção, o conglomerado suspendeu o início de todas as gravações previstas para os próximos dias, entre elas das séries “Russian Doll”, da Netflix, e “Little America”, da Apple TV+. Da mesma forma, interrompeu as gravações de novos projetos, como a série limitada “Angelyne”, estrelada por Emmy Rossum na vindoura plataforma de streaming Peackock, e “Rutherford Falls”, com Ed Helms. Sem esquecer reality shows e programas de variedades, como “Kelly Clarkson Show” e “World of Dance”. “A segurança e a saúde de nosso elenco, equipe e funcionários é nossa principal prioridade”, disse a NBCUniversal em comunicado emitido na noite de quinta-feira (12/3). “Sempre que possível, estaremos interrompendo as produções por duas semanas como medida de precaução, período após a qual iremos reavaliar e determinar uma data de início apropriada. Em alguns casos, estamos acelerando os planos para encerrar a produção”. O trecho final se fere aos dramas de Dick Wolf, que estão prestes a encerrar suas temporadas e devem ser dados como finalizados. A ideia é encerrar as produções mais avançadas em seu último capítulo gravado, deixando os episódios que faltaram para exibição no começo da próxima temporada. Essa é uma estratégia que também deve ser empregada pela CBS TV Studios em seus dramas processuais, como a franquia “NCIS”.

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  • Etc

    Sony e Paramount suspendem passeios turísticos nos estúdios

    12 de março de 2020 /

    A Sony e a Paramount decidiram suspender os passeios turísticos por seus estúdios tradicionais em Hollywood até segundo aviso. A decisão acompanha o fechamento de outras duas atrações ligadas aos grandes estúdios de cinema, os parques temáticos Disneylândia e Universal Studios Hollywood. O governador da Califórnia, Gavin Newsom, proibiu eventos com mais de 250 pessoas no estado, o que tem levado ao cancelamento de várias atrações turísticas do estado.

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  • Etc

    Parque da Universal fecha devido ao coronavírus

    12 de março de 2020 /

    Acompanhando a decisão da Disneylândia, o parque Universal Studios Hollywood também anunciou seu fechamento. A princípio, a Universal pretende manter o parque fechado por apenas duas semanas na Califórnia. O anúncio diz que as atrações devem voltar a funcionar em 26 de março. “A saúde e a segurança dos membros da nossa equipe e dos convidados são sempre a nossa principal prioridade”, disse um porta-voz do Universal Studios Hollywood nesta quinta (12/3). “Com muita cautela e em resposta às orientações fornecidas pelo Departamento de Saúde Pública da Califórnia, o Universal Studios Hollywood fechará temporariamente a partir de sábado, 14 de março”, continuou, acrescentando que “o parque temático antecipa sua reabertura em 28 de março, enquanto continuamos a monitorar a situação.” Não foi divulgado se o parque Universal Orlando, da Flórida, também será afetado pela medida. Na tarde de quinta (12/3), a Disney anunciou que a Disney World de Orlando também seria fechada. O governador da Califórnia, Gavin Newsom, proibiu eventos com mais de 250 pessoas no estado, o que levou ao inevitável fechamento dos parques.

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  • Filme

    Paramount cancela mais duas estreias de cinema previstas para as próximas semanas

    12 de março de 2020 /

    Poucas horas depois de anunciar o adiamento da estreia de “Um Lugar Silencioso – Parte II” por tempo indeterminado, a Paramount tirou mais dois filmes do calendário devido à pandemia de coronavírus: “The Lovebirds” e “Blue Story”. Previamente agendado para 20 de março em circuito limitado nos EUA, “Blue Story” é uma adaptação de baixo orçamento da série homônima de Rapman no YouTube sobre dois jovens amigos que se tornam rivais em uma guerra de rua. E “The Lovebirds” é uma comédia estrelada por Issa Rae (“Insecure”) e Kumail Nanjiani (“Silicon Valley”), cujo lançamento estava marcado para 3 de abril na América do Norte. Assim como “Um Lugar Silencioso – Parte II”, nenhum dos dois filmes recebeu nova previsão de estreia. Eles não tinham lançamento agendado no Brasil. Embora os cinemas permaneçam abertos nos EUA, há uma expectativa crescente de que eles serão fechados a qualquer momento, após o governo da Califórnia proibir, na quarta-feira (11/9), que eventos com mais de 250 pessoas sejam realizados no estado. Uma das primeiras medidas anunciadas pela China, durante o início do surto viral, foi o fechamento de todos os cinemas. A Itália seguiu a orientação, ordenando o fechamento de cinemas nas regiões mais afetadas pela pandemia, assim como a Coréia do Sul e a França. Os estúdios estão se antecipando a um possível anúncio do governo americano, em meio à crescente crise global. O primeiro filme adiado foi “007 – Sem Tempo Para Morrer”, que foi empurrado para o mês de novembro, seguido na quarta por “Pedro Coelho 2: O Fugitivo”, remarcado para agosto. Há poucos minutos, “Um Lugar Silencioso – Parte II” perdeu sua previsão de estreia e “Velozes e Furiosos 9” escapou para 2021. Até filmes brasileiros começaram a ser remarcados. Os dois filmes sobre o crime de Suzane von Richthofen, “A Menina que Matou os Pais” e “O Menino que Matou Meus Pais”, que chegariam aos cinemas na próxima quinta-feira (19/3) agora não tem mais previsão de estreia. Apesar disso, a distribuidora espera que eles entrem em cartaz ainda em 2020.

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  • Filme

    Velozes e Furiosos 9 é adiado para 2021 devido ao coronavírus

    12 de março de 2020 /

    “Velozes e Furiosos 9”, um dos filmes mais aguardados de 2020, só será visto em 2021. O lançamento foi adiado em quase um ano por conta da pandemia de coronavírus. A conta oficial da franquia no Twitter anunciou o adiamento nesta quinta (12/8). Previsto para chegar aos cinemas em maio, o longa teve sua estreia remarcada para 2 de abril de 2021 nos EUA e Cadaná. Essa mudança deve afetar todo o mundo, mas o estúdio Universal ainda não oficializou a nova data para o Brasil. “Para nossa família e os fãs em todo o mundo, saibam que sentimos o amor e a ansiedade de vocês pelo próximo capítulo da nossa saga. É por isso que é especialmente difícil dizer que precisamos adiar o lançamento do nosso filme”, diz o texto. “Ficou claro que não será possível para todos os nossos fãs ao redor do mundo assistirem ao filme em maio. Sabemos que há decepção em ter que esperar um pouco mais, mas esta decisão foi tomada com a segurança de todo mundo em mente”. “A mudança vai permitir que a nossa família global experimente este novo capítulo unida. Nos vemos no ano que vem”, completa o comunicado. “Velozes e Furiosos 9” é o quarto candidato a blockbuster adiado devido ao covid-19, e o que teve o maior adiamento entre todos. O primeiro foi “007 – Sem Tempo Para Morrer”, adiado para novembro, seguido por “Pedro Coelho 2: O Fugitivo”, remarcado para agosto, e há poucos minutos “Um Lugar Silencioso – Parte II” perdeu sua previsão de estreia. #F9 pic.twitter.com/agQAFNLm9w — #F9 (@TheFastSaga) March 12, 2020

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  • Filme

    Diretora de Garota Infernal vai filmar Drácula para a produtora de O Homem Invisível

    11 de março de 2020 /

    A Universal deve fechar uma nova parceria com a produtora Blumhouse. Após o sucesso da reimaginação de “O Homem Invisível”, que na segunda-feira (9/9) cruzou a marca dos US$ 100 milhões de arrecadação global, os dois estúdios estão negociando voltar a se juntar para tirar outro monstro clássico da tumba: “Drácula”. Segundo o site The Hollywood Reporter, a Blumhouse já deu início ao projeto, contratando a diretora Karyn Kusama, conhecida dos fãs de terror por “Garota Infernal” (2009), estrelado por Megan Fox. Caso a Universal demore a entrar na produção, o estúdio fará o filme por conta própria, já que “Drácula” pertence ao domínio público. Assim como “O Homem Invisível”, esse novo “Drácula” se passaria nos tempos atuais, segundo as fontes do THR. O roteiro está a cargo de Matt Manfredi e Phil Hay, que colaboraram com Kusama em vários filmes, incluindo o suspense psicológico “O Convite” (2015) e o thriller “O Peso do Passado” (2018). Neste ano, “Drácula” já ganhou uma minissérie coproduzida por BBC e Netflix e está escalado no piloto do “derivado” “The Brides”, projeto de série de terror centrado em suas três noivas vampiras.

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  • Filme

    Dois Irmãos tem uma das piores estreias de animação da Pixar nos EUA

    8 de março de 2020 /

    A nova animação da Disney/Pixar, “Dois Irmãos – Uma Jornada Fantástica”, estreou em 1º lugar nas bilheterias dos EUA e Canadá com arrecadação de US$ 40 milhões. O valor correspondeu à expectativa do mercado, que já calculava que o novo lançamento do estúdio não repetiria fenômenos anteriores por não fazer parte de uma franquia. Mesmo assim, foi uma das piores estreias para uma animação da Pixar na América do Norte, com desempenho similar ao de “O Bom Dinossauro”, que abriu com US$ 39,2 milhões em 2015 e deu prejuízo. Para preocupar não apenas a Disney, mas todos os grandes estúdios de Hollywood, o faturamento internacional foi bem pior. O surto mundial de coronavírus impactou a arrecadação do lançamento, que rendeu apenas US$ 28 milhões em 47 mercados (incluindo US$ 1,1 milhão no Brasil). Todos os cinemas da China estão fechados, assim como boa parte do parque exibidor da Coreia do Sul, Japão e Itália. Ao todo, “Dois Irmãos” teve uma estreia global de US$ 68 milhões. A produção recebeu uma nota A- no CinemaScore, pesquisa de opinião feita junto ao público americano, e conquistou 86% de aprovação entre os críticos no Rotten Tomatoes, o que pode ajudar a animação a se manter entre os filmes mais vistos nas próximas semanas. Líder da semana passada, “O Homem Invisível” caiu para o 2º lugar, somando mais US$ 15,1 milhões na sua conta para superar os US$ 50 milhões na América do Norte e se aproximar dos US$ 100 milhões em todo o mundo. Orçado em apenas US$ 7 milhões, o terror da Universal é um sucesso bastante visível e extremamente lucrativo. A outra grande estreia da semana na América do Norte ficou com o 3º lugar. Ainda sem título em português, “The Way Back”, que traz Ben Affleck lutando contra o alcoolismo, num paralelo com sua vida real, rendeu US$ 8,5 milhões em 2,7 mil cinemas. Muito abaixo das projeções. Mas os críticos se impressionaram o suficiente para dar ao drama 87% de aprovação no Rotten Tomatoes. A estreia no Brasil vai acontecer apenas em 24 de abril. Outros números relevantes do ranking são a aproximação de “Sonic: O Filme” da marca dos US$ 300 milhões mundiais, o avanço de “O Chamado da Floresta” para os US$ 100 milhões mundiais – ainda longe de cobrir seu orçamento de US$ 135 milhões – , a chegada lenta de “Aves de Rapina” na vizinhança dos US$ 200 milhões globais e o sucesso incontestável de “Bad Boys para Sempre”, que superou os US$ 200 milhões tanto nas bilheterias domésticas quanto no mercado internacional para atingir mais de US$ 400 milhões de arrecadação total. Confira abaixo mais detalhes dos rendimentos dos 10 filmes mais vistos no fim de semana no mercado norte-americano – e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Dois Irmãos – Uma Jornada Fantástica Fim de semana: US$ 40M Total EUA e Canadá: US$ 40M Total Mundo: US$ 68M 2. O Homem-Invisível Fim de semana: US$ 15,1M Total EUA e Canadá: US$ 52,6M Total Mundo: US$ 98,2M 3. The Way Back Fim de semana: US$ 8,5M Total EUA e Canadá: US$ 8,5M Total Mundo: US$ 9,1M 4. Sonic: O Filme Fim de semana: US$ 8M Total EUA e Canadá: US$ 140,8M Total Mundo: US$ 295,6M 5. O Chamado da Floresta Fim de semana: US$ 7M Total EUA e Canadá: US$ 57,4M Total Mundo: US$ 99,5M 6. Emma Fim de semana: US$ 5M Total EUA e Canadá: US$ 6,8M Total Mundo: US$ 20,8M 7. Bad Boys para Sempre Fim de semana: US$ 3M Total EUA e Canadá: US$ 202M Total Mundo: US$ 415M 8. Aves de Rapina Fim de semana: US$ 2,1M Total EUA e Canadá: US$ 82,5M Total Mundo: US$ 195,7M 9. Impractical Jokers: The Movie Fim de semana: US$ 1,8M Total EUA e Canadá: US$ 9,6M Total Mundo: US$ 9,6M 10. My Hero Academy: Heroes Rising Fim de semana: US$ 1,5M Total EUA e Canadá: US$ 12,7M Total Mundo: US$ 27,8M  

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  • Filme

    James Wan vai produzir novo filme de monstro clássico da Universal

    7 de março de 2020 /

    Depois do sucesso de “O Homem Invisível”, a Universal já planeja seu próximo lançamento baseado num de seus monstros clássicos. O site The Hollywood Reporter apurou que James Wan, diretor de “Invocação do Mal”, vai produzir uma nova adaptação das propriedades do estúdio. Maiores detalhes sobre o filme não foram revelados, mas a descrição sugere uma abordagem moderna de “Frankenstein”, que seria tão diferente da trama clássica quanto o reboot de “O Homem Invisível”. Segundo a sinopse apurada pelo site, a trama acompanharia um grupo de jovens que descobre que um de seus vizinhos está construindo um monstro no porão da sua casa. E o monstro escapa. Wan não vai dirigir o filme, que será coproduzido por sua empresa, Atomic Monster. O roteiro foi escrito por Robbie Thompson, roteirista e produtor da série “Supernatural”.

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  • Filme

    O Homem Invisível transforma masculinidade tóxica em terror

    1 de março de 2020 /

    A Universal Pictures já foi a principal referência do cinema de horror em Hollywood, lar do primeiro “Drácula”, depois “Frankenstein”, “A Múmia”, “O Homem Invisível”, “O Lobisomem” e “O Monstro da Lagoa Negra”, que renderam variadas continuações e derivados. Foi um sucesso estrondoso que durou mais de duas décadas, entre os anos 1930 e 1950. E que nunca mais se repetiu. Tanto que as tentativas de retomar essa era de ouro resultou numa sucessão de fracassos – tendência comprovada, recentemente, entre as refilmagens de “O Lobisomem” de 2010 e “A Múmia” de 2017. “O Homem Invisível”, inspirado na obra centenária do escritor W.G. Wells, jamais foi um personagem tão marcante quanto os demais. Mas o australiano Leigh Whannell, apesar de ter dirigido apenas dois longas, já tinha originado duas franquias de terror bem-sucedidas, “Jogos Mortais” e “Sobrenatural”. E ao reinventar completamente a premissa do personagem, deu à luz o primeiro remake/reboot digno do legado clássico da Universal. Seu grande acerto foi proporcionar uma mudança completa de ponto de vista. Sua história passa a acompanhar a esposa do cientista-monstro, uma mulher que foge de um casamento abusivo, escapando literalmente de sua prisão, uma moderna e sofisticada casa de vidro em uma primeira sequência cheia de tensão. Vivida pela excelente Elisabeth Moss (de “Handmaid’s Tale”), Cecilia Kass consegue unir a fragilidade e a fortaleza em um único personagem, uma mulher tão profundamente traumatizada pelo marido que duvida até que ele esteja morto, quando essa notícia lhe é apresentada. Mas a verdade é que ele deu um jeito de forjar a própria morte e se tornou invisível para atormentá-la. Obviamente ninguém acredita nessa história e ela é tida como louca. O próprio filme explora a possibilidade de que tudo não passa de loucura da personagem. O interessante é que jamais vemos os maus tratos sofridos por Cecilia durante o casamento. Ele é expresso apenas pelo medo intenso que ela sente do marido sádico. Tampouco vemos o terror que a apavora nos momentos mais intensos da produção. Um dos feitos mais fantásticos do filme é sua capacidade de transmitir um clima de medo e tensão constantes, com a simples sugestão de que há uma ameaça invisível à solta em qualquer parte da tela. Whannell explora os cenários e enfatiza os espaços amplos da residência, enquadrando a protagonista sempre nos cantos das cenas, enquanto os móveis e as paredes ocupam os dois terços restantes da imagem. Quem tiver a oportunidade de ver o filme em uma sala IMAX, deve aproveitar essa chance para absorver o impacto cinematográfico dessa opção. A elegância dos planos, quase sem close-ups, é um dos destaques da encenação, assim como o uso magnífico do som e da trilha musical, que amplificam o horror da situação sofrida pela desacreditada personagem. Vale destacar o nome do compositor: o inglês Benjamin Wallfisch, que havia trabalhado em filmes como “Blade Runner 2049” e “It – A Coisa”, entre outros. Mas é neste “O Homem Invisível” que vemos a excelência de seu trabalho. Em entrevista ao site Moviemaker, ele contou que se inspirou na trilha de Bernard Herrmann para “Psicose”. Ou seja, há momentos de completo silêncio e outros em que a música irrompe como uma faca nas mãos de alguém louco ou desesperado. Há outros elementos hitchcockianos em “O Homem Invisível”, como as reviravoltas e surpresas. Diferente de muitos filmes do gênero, isso ajuda a trama a chegar ao seu clímax sem perder força e intensidade, fazendo o espectador prender a respiração. Há também uma dose generosa de gore e pelo menos uma cena de ação fora de série, passada num manicômio. Claro que ter uma atriz como Elisabeth Moss, que já interpretou outras mulheres sofridas em séries como “Top of the Lake” e “The Handmaid’s Tale”, faz uma diferença e tanto, e ela entrega a alma nas cenas, ao manifestar fisicamente a luta contra a violência doméstica e o abuso sexual, numa performance que simboliza o embate de inúmeras vítimas de feminicídio, assédio e masculinidade tóxica.

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