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    Sonic comemora Ano Novo no Rio em teaser do filme

    1 de janeiro de 2020 /

    A Paramount divulgou um novo teaser de “Sonic: O Filme”, que traz o ouriço supersônico correndo pelo mundo ao som de Ramones, para comemorar a chegada do Ano Novo em vários lugares diferentes – inclusive no Rio. “Sonic – O Filme” marca a estreia de Jeff Fowler como diretor de longas, após disputar o Oscar de Melhor Curta Animado por “Gopher Broke” (2004). O filme também conta com produção do diretor Tim Miller (de “Deadpool”), que roteirizou “Gopher Broke” com Fowler. O elenco inclui James Marsden (“Westworld”), Tika Sumpter (“Policial em Apuros”), Neal McDonough (“Legends of Tomorrow”), Adam Pally (“The Mindy Project”), Ben Schwartz (“House of Lies”) como a voz em inglês de Sonic e Jim Carrey (“Sim Senhor”) como o vilão Dr. Ivo Robotnik (que foi rebatizado de Dr. Eggman nos games mais recentes), cientista maluco que é o grande inimigo do ouriço nos games. A estreia está marcada para 13 de fevereiro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.

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    Um Lugar Silencioso – Parte II ganha trailer legendado repleto de tensão

    1 de janeiro de 2020 /

    A Paramount divulgou o primeiro trailer completo de “Um Lugar Silencioso – Parte II”, em versões legendada e dublada em português. Bastante tensa, a prévia começa com um flashback, mostrando o começo da invasão alienígena, mas logo retoma a história do ponto em que o primeiro filme parou, ao companhar a mãe vivida por Emily Blunt e seus filhos, interpretados por Millicent Simmonds e Noah Jupe, seguindo uma trilha na floresta com a preocupação de não fazer barulho. A família também inclui um bebê, carregado numa caixa de isopor, e a prévia ainda dá bastante destaque ao novo personagem vivido por Cillian Murphy (“Peaky Blinders”). O elenco se completa com Djimon Hounsou (“Capitã Marvel”) e Wayne Duvall (“Pearson”), sobreviventes do mundo pós-apocalíptico dizimado pelas criaturas alienígenas, que reagem com força extrema ao menor barulho. John Krasinski, que vivia o pai, continua na produção e seu personagem é citado no trecho do flashback, mas sua principal função agora é atrás das câmeras. Ele repete seu trabalho como diretor e roteirista na continuação. As filmagens de “Um Lugar Silencioso – Parte II” começaram em julho e duraram um pouco mais de dois meses. Atualmente em pós-produção, o filme chegará aos cinemas brasileiros em 19 de março, um dia antes do lançamento nos EUA.

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    Depois do Baby Yoda, vem aí o Baby Sonic…

    29 de dezembro de 2019 /

    Depois do fenômeno de popularidade do pequeno “Baby Yoda”, nome dado pelos fãs à “Criança” (The Child) da série do Disney+ (Disney Plus) “The Mandalorian”, a Paramount resolveu apresentar um “Baby Sonic” em seu “Sonic – O Filme”. A versão mirim do ouriço azul ganhou um pôster e apareceu num trailer, ambos feitos para o mercado japonês, que podem ser vistos abaixo. As primeiras imagens do personagem em sua idade mais jovem já se tornaram virais, sempre comparados ao Baby Yoda nas redes sociais. Mas isso não é ruim para o estúdio. No começo do ano, a reação foi oposta em relação ao visual inicial de Sonic no filme. Diante da rejeição, o personagem foi redesenhado e a data de estreia do filme atrasada para garantir a substituição dos efeitos visuais. “Sonic – O Filme” marca a estreia de Jeff Fowler como diretor de longas, após disputar o Oscar de Melhor Curta Animado por “Gopher Broke” (2004). O filme também conta com produção do diretor Tim Miller (de “Deadpool”), que roteirizou “Gopher Broke” com Fowler. O elenco inclui James Marsden (“Westworld”), Tika Sumpter (“Policial em Apuros”), Neal McDonough (“Legends of Tomorrow”), Adam Pally (“The Mindy Project”), Ben Schwartz (“House of Lies”) como a voz em inglês de Sonic e Jim Carrey (“Sim Senhor”) como o vilão Dr. Ivo Robotnik (que foi rebatizado de Dr. Eggman nos games mais recentes), cientista maluco que é o grande inimigo do ouriço nos games. A estreia está marcada para 13 de fevereiro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.

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    Os Órfãos: Finn Wolfhard aterroriza babá em trailer de terror

    29 de dezembro de 2019 /

    A produtora Entertaiment One, parceira do estúdio Universal, divulgou o pôster e o trailer britânicos de “Os Órfãos” (The Turning), nova versão do clássico do terror gótico americano “A Volta do Parafuso”. A prévia recria, com efeitos modernos, atores mirins famosos e clima de “Invocação do Mal”, uma das histórias de fantasmas mais conhecidas e filmadas de todos os tempos. Baseada na obra de Henry James, a produção conta a história de uma jovem governanta e babá, que aceita cuidar de crianças numa mansão afastada e logo passa a acreditar que o comportamento delas é influenciado por uma assombração na residência. A governanta/babá é vivia por Mackenzie Davis (heroína do vindouro “Exterminador do Futuro: Destino Sombrio”) e as crianças são Finn Wolfhard (o Mike de “Stranger Things”) e Brooklynn Prince (a revelação de “Projeto Flórida”). O clima de “Invocação do Mal” se deve ao fato de a adaptação ser escrita justamente pelos autores do terror de 2013, os irmãos gêmeos Chad e Carey Hayes. Já a direção é da italiana Floria Sigismondi, conhecida por clipes musicais (de David Bowie a Dua Lipa), que estreou no cinema com “The Runaways: Garotas do Rock” (2010). A estreia está marcada para 30 de janeiro no Brasil, uma semana após o lançamento nos Estados Unidos.

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    Ethan Hawke tem Catherine Deneuve como sogra em trailer de comédia dramática

    28 de dezembro de 2019 /

    A IFC Films divulgou o pôster e o trailer americanos da comédia dramática “The Truth” (La Verité), primeiro filme ocidental do premiado cineasta japonês Hirokazu Koreeda, vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes em 2018 com “Assunto de Família”. A prévia mostra o encontro do personagem do americano Ethan Hawke com sua sogra francesa venenosa, vivida por Catherine Deneuve. Curiosamente, os dois também interpretam atores na trama. Apresentada como uma diva, Deneuve tem uma relação conflituosa com a filha, que ganha vida por meio de outra grande estrela francesa, Juliette Binoche. Paralelamente ao enredo central, o longa ainda presta uma homenagem à carreira de Deneuve, ao longo de várias reminiscências. “The Truth” teve première em agosto no Festival de Veneza e estreia comercialmente em 20 de março nos EUA. Por enquanto, não há previsão para seu lançamento no Brasil.

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    Never Rarely Sometimes Always: Drama indie com a cantora Sharon Van Etten ganha primeiro trailer

    28 de dezembro de 2019 /

    A Focus Features divulgou o primeiro trailer de “Never Rarely Sometimes Always”, filme selecionado para o Festival de Sundance 2020. A prévia capricha no drama, ao acompanhar duas primas adolescentes, que partem do interior da Pennsylvania para a cidade de Nova York, em busca de auxílio médico para interromper uma gravidez não planejada. Escrito e dirigido por Eliza Hittman (da série “13 Reasons Why”), “Never Rarely Sometimes Always” traz Sidney Flanigan como a garota grávida e Talia Ryder como sua prima. Ambas são estreantes em longa-metragem. O elenco também inclui, em sua estreia cinematográfica, a cantora Sharon Van Etten, além dos atores Ryan Eggold (“New Amsterdam”) e Théodore Pellerin (“Boy Erased”). A première vai acontecer em 24 de janeiro no Festival de Sundance (EUA) e a estreia comercial está marcada para 13 de março nos cinemas norte-americanos. Não há previsão para o lançamento no Brasil.

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    The Sonata: Último terror estrelado por Rutger Hauer ganha trailer

    28 de dezembro de 2019 /

    A Screen Media divulgou o pôster e o trailer de “The Sonata”, último terror estrelado pelo ator Rutger Hauer (“Blade Runner”), falecido em julho passado. Ele deixou mais três filmes inéditos, mas em outros gêneros. Na trama, Hauer é um músico excêntrico que deixa sua mansão de herança para a filha (Freya Tingley, de “Hemlock Grove”), uma violinista virtuosa. Ao descobrir a partitura de uma composição inédita do pai no imóvel, ela inicia uma pesquisa que a convence se tratar da “música do diabo”, uma sonata capaz de seduzir o anticristo. O diretor Andrew Desmond (“Galaxy of Horrors”) foi premiado pelo trabalho no FilmQuest, festival de cinema fantástico de Utah (EUA). Coprodução entre França e Reino Unido, o filme também traz no elenco Simon Abkarian (“No Limite”), James Faulkner (“Game of Thrones”) e Matt Barber (“Downton Abbey”). A estreia nos cinemas americanos está marcada para 10 de janeiro e não há previsão para lançamento no Brasil.

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    Minha Mãe É uma Peça 3 é o último grande lançamento de 2019

    26 de dezembro de 2019 /

    Em clima de ressaca natalina, as telas recebem apenas cinco estreias… e “Cats”. Apesar de estar em cartaz há uma semana, o musical que miou nas bilheterias agora pode se considerar “oficialmente” lançado. Entre as novidades, “Minha Mãe É uma Peça 3” tem a distribuição mais ampla, virando o último grande lançamento de 2019 nos cinemas brasileiros. Com a perda literal de peso de Leandro Hassum, Paulo Gustavo virou o maior chamariz de público para as produções nacionais. Seu humor tem se provado bastante popular, mas o mercado não é mais o mesmo da época dos primeiros “Minha Mãe”. Mesmo assim, o final da trilogia de Dona Hermínia (Paulo Gustavo), que vai virar série, segue à risca a fórmula das produções do gênero, inclusive na viagem obrigatória para os EUA de toda franquia de comédia nacional. A situação é tão batida que o próprio Paulo Gustavo já viveu esse contexto em “Minha Vida em Marte”, com direito à piada parecida de inglês ruim na hora de pedir comida. A diretora, por sinal, também é a mesma – Susana Garcia. A programação alternativa é totalmente europeia. O destaque é “Aqueles que Ficaram”, drama pós-Holocausto que representou a Hungria na busca por uma indicação ao Oscar de Filme Internacional. Complexo, o primeiro longa do diretor Barnabás Tóth tende a render discussões, ao apresentar uma “Lolita” sobrevivente do Holocausto, um relacionamento proibido aos olhos da sociedade e como a substituição do nazismo pelo comunismo no Leste Europeu trocou uma repressão cruel por outra. Confira abaixo mais detalhes das estreias da semana com todos os títulos, suas sinopses e trailers. Minha Mãe É uma Peça 3 | Brasil | Comédia Dona Hermínia (Paulo Gustavo) vai ter que se redescobrir e se reinventar porque seus filhos estão formando novas famílias. Essa supermãe vai ter que segurar a emoção para lidar com um novo cenário de vida: Marcelina (Mariana Xavier) está grávida e Juliano (Rodrigo Pandolfo) vai casar. Dona Hermínia está mais ansiosa do que nunca! Para completar as confusões, Carlos Alberto (Herson Capri), seu ex-marido, que esteve sempre por perto, agora resolve se mudar para o apartamento ao lado. Aqueles que Ficaram | Hungria | Drama Na Húngria,após o fim da 2ª Guerra Mundial, uma nação de sobreviventes do Holocausto tenta se curar através do amor. Em meio ao conflito nacional e ao trauma, um médico de meia idade e uma jovem menina de luto por familiares perdidos em campos de concentração formam uma conexão e ajudam um ao outro a retomar suas vidas. Deus É Mulher e seu Nome É Petúnia | Macedônia | Drama Todo dia 19 de janeiro, um ritual único é realizado na Macedônia. O pároco mais importante de cada cidade lança uma cruz no rio, e centenas de homens mergulham para alcançá-la, sob a promessa de que assim terão felicidade e prosperidade durante o ano. Na pequena vilda de Stip, a cerimônia é interrompida por um acontecimento inédito. Petrunya, mulher de 31 anos que está solteira e desempregada, mergulha para pegar a cruz e se torna a vencedora. Mas o povo de sua cidade não permitirá que ela seja reconhecida como tal. O Último Amor de Casanova | França | Drama Casanova (Vincent Lindon), conhecido por gostar de participar de diversão e esbórnia, chega em Londres após ser obrigado a se exilar. Nesse novo lugar, ele conhece Marianne de Charpillon (Stacy Martin), uma moça que o atrai a ponto de fazê-lo deixar sua vida de conquistador de lado. Minha Irmã de Paris | França | Comédia Uma atriz de comédia decide contratar uma “dublê” para tomar seu lugar no set de filmagens, depois que uma cirurgia plástica dá errado. E a impostora não poderia ser mais prefeita: é a sua própria irmã gêmea – que ela nem sabia da existência.

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    Buffaloed: Zoey Deutch é cobradora de dívidas em trailer de comédia indie

    25 de dezembro de 2019 /

    O estúdio indie Magnolia Pictures divulgou o trailer e o pôster de “Buffaloed”, comédia em que Zoey Deutch (de “Zumbilândia: Atire Duas Vezes”) vive uma ex-presidiária vigarista que se transforma numa cobradora de dívidas implacável. Tão implacável que decide tomar o negócio de seu patrão (ninguém menos que Jai Courtney, de “Esquadrão Suicida”). O filme tem direção de Tanya Wexler (do divertido “Histeria”) e inclui em seu elenco Judy Greer (“Halloween”), Noah Reid (“Kevin from Work”) e Jermaine Fowler (“Crashing”). Exibido no Festival de Tribeca, “Buffaloed” atingiu 100% de aprovação, mas com poucas críticas registradas no Rotten Tomatoes. A estreia vai acontecer em 14 de fevereiro nos EUA, mas ainda não há previsão de lançamento no Brasil.

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    Saint Maud: Novo terror do estúdio de Hereditário ganha trailer perturbador

    25 de dezembro de 2019 /

    A A24 divulgou o primeiro trailer de “Saint Maud”. A prévia evoca o fanatismo e a paranormalidade de “Carrie, a Estranha”, e alinha-se ao estilo de produções perturbadoras do estúdio indie que lançou “A Bruxa”, “Hereditário” e “Midsommar”. “Saint Maud” (Santa Maud) é o apelido que uma enfermeira devota (vivida por Morfydd Clark, de “His Dark Materials”) recebe de sua paciente Amanda (Jennifer Ehle, de “A Hora Mais Escura”), uma mulher rica, doente e que não acredita em Deus. Isto se torna fonte de frustração para Maud, que não tem vida social e se dedica a servir os outros, mantendo-se livre de pecados pela prática de autoflagelo – verdadeiras torturas infligidas contra si mesma. Conforme o deboche a sua crença aumenta, maior se torna a obsessão de Maud para salvar a alma de Amanda, com resultados assustadores. Estreia em longas da diretora e roteirista Rose Glass, a produção britânica foi premiada no Festival de Londres e atingiu 91% no Rotten Tomatoes após impressionar no Festival de Toronto. A estreia está marcada para 27 de março nos EUA, mas ainda não há previsão para o lançamento no Brasil.

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    Magnatas do Crime: Matthew McConaughey é o poderoso chefão em novo trailer

    23 de dezembro de 2019 /

    A STX divulgou um novo trailer de “The Gentleman”, que ganhou o título de “Magnatas do Crime” no Brasil. A produção traz o diretor Guy Ritchie de volta às histórias de gângsteres britânicos, repletas de humor negro, que lhe renderam fama no começo de sua carreira – época de “Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes” (1998) e “Snatch: Porcos e Diamantes” (2000). Definitivamente, não é “Aladdin” (2019) nem “Rei Arthur: A Lenda da Espada” (2017). Mas o protagonista é o intérprete do Rei Arthur, Charlie Hunnam, um gângster bem educado, que trabalha para um chefão do crime interpretado por Matthew McConaughey (“Interestelar”), americano que construiu um império de drogas no Reino Unido. Quando rumores começam a circular sobre uma aposentadoria do chefão, todos os outros criminosos de Londres criam seus próprios esquemas para tomar o lugar dele. O elenco ainda inclui Henry Golding (“Podres de Ricos”), Michelle Dockery (“Downton Abbey”), Jeremy Strong (“Succession”), Eddie Marsan (“Ray Donovan”), Colin Farrell (“Dumbo”) e Hugh Grant (“Florence: Quem é Essa Mulher?”). A estreia está marcada para 24 de janeiro nos Estados Unidos e apenas três meses depois, em 23 de abril, no Brasil.

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    Ascenção Skywalker é fanfic que enfraquece a Força da saga Star Wars

    23 de dezembro de 2019 /

    No belíssimo plano final de “Os Últimos Jedi”, o diretor Rian Johnson estabelecia três pontos muito claros: a Força não era mais apenas exclusiva de uma família, mas sim estava em toda a galáxia, em todas as pessoas – isso, por si só, definia que qualquer pessoa poderia almejar se tornar um herói. O segundo ponto era de que a esperança havia retornado à galáxia, visto que o sacrifício de Luke Skywalker o transformara em uma lenda ainda maior, o homem capaz de reconhecer seus erros e usá-los a seu favor. O terceiro, e talvez principal ponto, era o de que a saga apontava finalmente para o futuro: o olhar do garoto para um espaço infinito abria também infinitas possibilidades de avanço. O recado era claro: vamos deixar o passado para trás. Deixar de viver eternamente presos a um nome, mas acreditar em uma ideia, em um ideal, em um futuro brilhante no qual todos podemos fazer a nossa parte. Pois é. Pena que nem tudo é perfeito. A ousadia e a coragem de Rian Johson foram vistas por uma pequena – mas barulhenta – parte dos fãs de “Star Wars” como uma heresia. Muitos foram – e ainda são – incapazes de aceitar que Luke Skywalker talvez não fosse o mesmo personagem de 35 anos atrás. Afinal, quem muda em 35 anos?? Como era possível que o herói idealizado por décadas de repente se tornasse um velho ermitão ranzinza que em determinado momento da vida cometeu uma falha que o maculou para sempre (vale aqui lembrar que a ideia de que Luke fosse um sujeito isolado a la Coronel Kurtz veio de ninguém menos que George Lucas)? Como era possível que uma garota qualquer tivesse familiaridade com a Força? Como era possível que o Snoke morresse daquela forma sem sabermos mais sobre ele (um personagem cujo hype foi criado única e exclusivamente pelos fãs)? Tudo isso, alinhado a uma necessidade quase infantil de atender expectativas fez com que J.J Abrams – que havia feito um trabalho dos mais consistentes em “O Despertar da Força”, mesmo remakeando sem firulas o “Episódio IV” – transformasse este “A Ascensão Skywalker” em uma salada indigesta de fan service mesclada com uma trama digna de fanfic com a pior inspiração possível. Desta vez, a história começa com o retorno[!] do Imperador Palpatine, que aparentemente está fazendo um podcast em algum lugar da galáxia e avisando que construiu em segredo ao longo dos últimos 35 anos uma esquadra maligna com centenas de naves para dominar a galáxia. Sim, é isso mesmo. Os rebeldes, cientes dessa ameaça, precisam ir para um lugar achar uma adaga que precisa ser traduzida em outro lugar para que esta indique outro lugar onde estará o sinalizador que indicará o lugar onde está Palpatine. Ou algo assim. Nesse meio tempo, Kylo Ren é orientado por Palpatine a destruir Rey por motivos de ‘porque sim’ mas que no fundo não é bem isso porque ele tem outros planos para a garota. Este roteiro é de J.J escrito em parceria com Chris Terrio, o cara por trás de “Batman v Superman”. O que diz muita coisa. Nitidamente com o objetivo de disfarçar a fragilidade dessa história, J.J. faz uma escolha criativa que se mostra fatal para a trama, criando um filme acelerado, com uma montagem que parece saída de alguma obra de Michael Bay. Não há tempo para que o espectador possa apreciar ou mesmo ser tocado por certas passagens. Nem mesmo os money shots são aproveitados. Pra piorar, o filme usa um recurso vagabundo de morre/não morre várias vezes, o que enfraquece completamente o envolvimento do espectador, tanto que na hora da morte real de uma personagem realmente importante, esta acaba não tendo o menor impacto. As sequências de ação são eficientes, como sempre, mas não há sequer UM momento capaz de maravilhar o público, seja por conta de obviedade de suas escolhas (há um momento em que só faltou Lando Calrissian dizer “on your left” para Poe Dameron) como por uma mis en scène trôpega (como na sequência do sequestro de Chewbacca, em que todo mundo parece perder a visão periférica) e a completa falta de criatividade na criação de novos mundo (sim, temos novamente uma floresta, um deserto e um oceano). Nem mesmo o humor funcional de J.J. dá certo aqui, com C3-PO fazendo o possível para dar um mínimo de alma a essa obra planejada por comitê. A decisão de “esquecer” o que havia sido estabelecido em “Os Últimos Jedi” afeta o próprio desenvolvimento do trio principal de heróis [aqui vamos entrar na área de SPOILERS]. Se no último filme Rey havia finalmente se livrado do peso do passado ao descobrir que seus pais não eram ninguém e estava finalmente pronta para desenvolver seus dons naturais da Força, aqui J.J. dá uma marcha a ré indigna e a coloca como NETA de Palpatine – deixando pelo menos felizes todos os que a acusavam de ser uma Mary Sue, algo que nunca ninguém questionou em Anakin ou Luke. Na visão de Rian Johnson, qualquer pessoa pode ser um herói. Na de J.J. não, apenas quem for descendente de UMA única família. Finn, do mesmo modo, retorna ao seu personagem em busca de um caminho do primeiro filme. Se em “Os Últimos Jedi” ele havia finalmente compreendido – sim, lá em Canto Bight – que sua luta deveria ser em prol de um bem maior e não apenas “cadê a Rey”, aqui ele volta a ser o cara que passa o filme inteiro atrás da Rey. Já Poe Dameron, que, pelo sacrifício da General Holdo, finalmente compreendera a força e a necessidade de uma liderança carismática, aqui volta a ser o aventureiro engraçadão – e o filme ainda inventa um link com Han Solo ao informar aleatoriamente que ele havia sido um contrabandista no passado. Pelo menos, mas pelo menos, Kylo Ren consegue finalizar seu arco de forma digna, ainda que obviamente dentro das expectativas. Nada porém bate a covardia feita com a atriz Kelly Marie Tran e sua personagem Rose Tico, que aqui vira uma coadjuvante irrelevante com menos falas do que Greg Gunberg, amigão de J.J. O mesmo pode ser dito do General Hux, presenteado com um plot twist (mais um) vergonhoso. Maz Kanata (o dinheiro mais fácil ganho por Lupita N´yongo esse ano) entra apenas para explicar ao público o que está acontecendo – “Veja, Leia vai se conectar com seu filho, isso vai sugar toda sua energia vital”… Carrie Fischer, por sua vez, é inserida no filme com sobras de sua participação nos dois filmes anteriores, o que soa tristemente artificial, pois é nítido que os diálogos são adaptados para suas respostas – que na maioria das vezes, porém, não correspondem ao que está sendo conversado. Com truques baratos e soluções facilitadas para os protagonistas (como o fato deles caírem numa areia movediça que – nossa, olha só – leva eles diretamente para o objeto que estão procurando), “A Ascensão Skywalker” poderia se redimir por conta de uma conclusão poderosa – caso de “Retorno de Jedi”, um filme medíocre em seus dois terços iniciais mas com uma conclusão antológica. Nem isso. J.J. cria um clímax que parece saído de alguma produção genérica, que chupa – conscientemente ou não – momentos recentes de “Vingadores: Ultimato” (não falta nem um “Eu sou …. todos os Jedi”), o famigerado raio azul da morte de 90% dos filmes de ação desta década e uma conclusão basicamente igual a de “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte II”. E nem vamos citar aqui a claque de personagens obscuros que fica observando tudo isso em uma arena sem iluminação e sem noção de espaço, dando a impressão de que Palpatine passou os últimos 30 anos criando uma armada invencível e clones para ficarem aplaudindo seus gritos de vilão de terceira. Há momentos emocionantes? Sim, há. Confesso que chorei duas ou três vezes ao longo do filme – ver Chewbacca finalmente ganhar a sua medalha é um fan service muito bacana. A conclusão, em que heróis confraternizam por sua vitória emociona, mas fica claro que essa emoção não vem por causa deste filme em especial, mas por toda a conexão estabelecida há anos pelo público com a saga. O plano final, ainda que lindo, é tão evidente que qualquer pessoa poderia imaginá-lo assim que o filme começa. Talvez seja este o grande problema de “Ascensão Skywalker”: com medo de desagradar o público, J.J. entrega um filme sem surpresas, sem imaginação, com plot twists que variam entre vergonhosos e inconsequentes e com um triste retrocesso nas possibilidades estabelecidas por Rian Johnson no filme anterior. Não é o pior filme de “Star Wars”. “Ataque dos Clones”, “Ameaça Fantasma” e “Han Solo” ainda tem seu lugar cativo. Não é um filme chato ou entediante. Há aqui e ali muito da magia que fez e faz “Star Wars” ser uma das sagas mais amadas de todos os tempos. Mas é triste perceber que a equipe criativa por trás deste novo filme pareceu muito mais preocupada em não ofender um público sensível do que em avançar a história, olhar para a frente. “Star Wars” – ou pelo menos esta saga – termina com um gosto amargo, em um filme que no afã de agradar todo mundo, acabou virando uma obra sem um pingo de personalidade, incapaz de reconhecer seus próprios erros e aprender com eles. Algo que até um personagem fictício como Luke Skywalker aprendeu.

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    Aves de Rapina recebe classificação “R”, proibido para menores nos EUA

    21 de dezembro de 2019 /

    A produção de “Aves de Rapina” recebeu oficialmente a classificação “R” nos Estados Unidos. Trata-se do equivalente ao “proibido para menores”, embora não seja a classificação mais elevada. Um filme “R-Rated” é proibido para menores de 17 anos, mas pode ser visto por adolescentes que forem acompanhados por pais ou responsáveis. Já a classificação seguinte, “NC-17”, proíbe terminantemente a presença de menores, mesmo com o pai e a mãe. A razão para a faixa etária elevada, segundo a MPA (Associação do Cinema dos EUA), são “cenas fortes de violência, palavras de baixo calão e alguns materiais envolvendo sexo e drogas”. Com isso, “Aves de Rapina” se junta a “Kick-Ass”, “Kick-Ass 2”, “Deapool”, “Logan” e “Coringa” na lista de filmes de super-heróis/vilões de quadrinhos rotulados pela MPA com um “R”. Os quatro últimos foram lançados no Brasil com indicação para maiores de 16 anos, mas “Kick-Ass”, que veio antes (em 2010), acabou recebendo “censura” para 18 anos. Escrito por Christina Hodson (“Bumblebee”), dirigido pela chinesa Cathy Yan (“Dead Pigs”) e com um longo título oficial, “Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa”, o filme vai juntar a Arlequina (vida por Margot Robbie) com novas “amiguinhas”: o grupo de heroínas conhecido como Aves de Rapina, formado por Canário Negro (Jurnee Smollett-Bell, de “True Blood”), Caçadora (vivida por Mary Elizabeth Winstead, de “Rua Cloverfield, 10”), Cassandra Cain (Ella Jay Basco, da série “Teachers”) e até a policial Renee Montoya (Rosie Perez, de “O Conselheiro do Crime”) na versão do cinema. Para completar, ainda entram na história os vilões Máscara Negra (Ewan McGregor, de “Christopher Robin”) e Victor Zsasz (Chris Messina, de “The Mindy Project”). A estreia está prevista para 6 de fevereiro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.

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