Estreias: “Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo” e os melhores filmes pra ver em casa
O multiverso indie chega às locadoras digitais. A programação de filmes da semana destaca o maior “blockbuster” independente do ano: “Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo”, um filme de ação e fantasia que virou unanimidade crítica. Há também a bizarrice biológica de David Cronenberg, um terror tailandês de arrepiar, duas produções brasileiras e vários filmes premiados, com destaque para “A Pior Pessoa do Mundo”, que foi indicado a quase 100 prêmios, entre eles dois Oscars, e venceu 22 vezes. Confira abaixo a sugestão semanal dos 10 melhores lançamentos para programar seu cinema em casa. | TUDO EM TODO O LUGAR AO MESMO TEMPO | VOD* Maior sucesso da História do estúdio indie A24 (de filmes como “Midsommar” e “Ex Machina”), a sci-fi com 95% de aprovação da crítica americana no Rotten Tomatoes conta a história de uma mãe de família exaurida pela dificuldade de pagar seus impostos, quando descobre a existência do multiverso e de muitas versões dela mesma em diferentes realidades. Não só isso: um de seus maridos de outro mundo lhe revela que o destino do multiverso está em suas mãos. E para impedir o fim de todos os mundos, a personagem vivida por Michelle Yeoh (“Star Trek: Discovery”) precisará incorporar as habilidades da totalidade de suas versões para enfrentar Jamie Lee Curtis (“Halloween”) e outras ameaças perigosas que a aguardam em sua missão. O elenco ainda destaca Ke Huy Quan (que foi o menino Short Round de “Indiana no Templo da Perdição”) como o marido de Yeoh, Stephanie Hsu (“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”) como sua filha e o veterano James Hong (“Aventureiros do Bairro Proibido”), entre outros. Roteiro e direção são dos Daniels, pseudônimo da dupla Daniel Kwan e Daniel Scheinert (ambos de “Um Cadáver Para Sobreviver”), e a produção já é considerada cult. | CRIMES OF THE FUTURE | MUBI A sci-fi bizarra marca a volta do diretor David Cronenberg aos horrores biológicos do começo de sua carreira – e até os efeitos parecem de época, sem nenhum tratamento computadorizado. Centrado em mutações biológicas e performances de arte corporal, o filme chama mais atenção por sua ideias subversivas – frases como “cirurgia é o novo sexo” – e pela ambientação decadente – num futuro em que tudo parece antigo, sem computadores nem celulares – do que pela trama, tão nonsense quanto a de “Videodrome” (1983) e com muitas pontas soltas sem resolução. Nesse futuro onde a tecnologia parece alienígena, as pessoas estão sofrendo mutações espontâneas, com o surgimento de novos órgãos internos. O protagonista, vivido por Viggo Mortensen (“Green Book”), é um performer conhecido por transformar seu corpo em espetáculo, extraindo, com a ajuda da esposa (Léa Seydoux, de “007 – Sem Tempo para Morrer”), suas próprias mutações diante de uma plateia extasiada. Ele também é um assistente voluntário de uma organização burocrática criada para catalogar o surgimento de novos órgãos – e sua biologia única encanta os dois encarregados desse processo, vividos por Kristen Stewart (“Spencer”) e Don McKellar (“Ensaio contra a Cegueira”). Como se não bastasse, secretamente ainda é um informante da polícia. Ele se infiltra entre revolucionários pró-mutação, fingindo permitir que suas performances se tornem plataformas para a próxima fase da evolução humana. | A PIOR PESSOA DO MUNDO | VOD* A obra mais premiada do dinamarquês Joachim Trier (“Mais Forte que Bombas”), vencedora de 19 prêmios internacionais, indicada a dois Oscars (Melhor Roteiro Original e Melhor Filme Internacional) e com 97% de aprovação no Rotten Tomatoes, acompanha uma mulher que se aproxima dos 30 anos com uma crise existencial. Vários de seus talentos foram desperdiçados e seu namorado está pressionando para que eles se estabeleçam. Uma noite, ela invade uma festa, conhece um homem charmoso e se joga em um novo relacionamento, esperando encontrar uma perspectiva diferente em sua vida. Elogiadíssima pelo desempenho, a norueguesa Renate Reinsve (“Oslo, 31 de Agosto”) foi consagrada como Melhor Atriz no Festival de Cannes. | DOWNTON ABBEY: UMA NOVA ERA | VIVO PLAY, VOD* O segundo filme baseado na série britânica volta a trazer a maioria do elenco original numa trama que é literalmente cinematográfica, por mostrar a produção de um filme na propriedade da família Crawley. Em sua volta às telas, os personagens também embarcam numa viagem de veraneio, após a Condessa de Grantham (Maggie Smith) herdar uma villa na Riviera Francesa – e deixar todos curiosos para descobrir o mistério por trás dessa herança. E além de encher a tela com a paisagem esplendorosa do litoral francês, a trama ainda inclui um casamento. O roteiro é de Julian Fellowes, que conduziu a série de época entre 2010 e 2015, e a direção está a cargo do cineasta Simon Curtis (“Sete Dias com Marilyn”). | A MEDIUM | VIVO PLAY, VOD* Longe de ser um terror hollywoodiano, “A Médium” é uma história assustadora baseada na espiritualidade tailandesa. O diretor Banjong Pisanthanakun é especialista no gênero, responsável pelo sucesso “Espíritos” (2004), que virou franquia, e vários outros horrores made in Thailand. Sua abordagem segue de perto a escola “found footage” (mais “Holocausto Canibal” que “A Bruxa de Blair”), com equipe de (falsos) documentaristas mobilizada para acompanhar um exorcismo com rituais muito diferentes dos apresentados nos terrores católicos. Na trama, Nim, uma importante médium que mora ao norte da Tailândia, percebe comportamentos cada vez mais sinistros em sua jovem sobrinha Mink, indicando que talvez ela esteja sendo possuída por uma entidade maligna ancestral. A médium logo descobre que a jovem é vítima de algo que aconteceu em sua família, muitos anos atrás. E a câmera tremida deixa tudo muito mais realista e arrepiante. | A SUSPEITA | VIVO PLAY, VOD* Glória Pires foi premiada no último Festival de Gramado como Melhor Atriz pelo desempenho neste filme, em que interpreta uma policial diagnosticada com Alzheimer. Enquanto se conforma com sua aposentadoria, a investigação de seu último caso aponta um esquema que pode torná-la suspeita de assassinato. Logo, ela percebe que precisará encontrar o verdadeiro culpado, enquanto luta contra os lapsos de memória e recusa os conselhos de pegar leve. Diretor de novelas da Globo, Pedro Peregrino fez sua estreia no cinema à frente deste thriller policial, que foi escrito por dois roteiristas experientes, Newton Cannito (“Bróder”, “Reza a Lenda”) e Thiago Dottori (“VIPs” e “Turma da Mônica: Laços”), em parceria com a produtora Fernanda De Capua (“Domingo”). | INFLUENCER DE MENTIRA | STAR+ Escrita e dirigida pela atriz Quinn Shephard (“Sol da Meia-Noite”), a comédia segue Danni Sanders (Zoey Deutch, de “Zumbilândia: Atire Duas Vezes”), uma aspirante a escritora que é praticamente invisível, sem perspectivas românticas nem seguidores nas redes sociais. Quando ela decide fingir ser uma influencer digital para alavancar seu status social, simples e inocentes montagens para mostrá-la em Paris viram seu pior pesadelo. Isto porque a capital francesa vira palco de um atentado, transformando Danni na principal personagem da mídia sobre o ocorrido. Acumulando fama e seguidores como sobrevivente fake do ataque mortal, ela se vê enredada numa ficção muito maior que jamais imaginou. O elenco também destaca um irreconhecível Dylan O’Brien (“Amor e Monstros”), bem loiro e tatuado, além de Embeth Davidtz (“The Morning Show”), Sarah Yarkin (“O Massacre da Serra Elétrica”), Brennan Brown (“Chicago Med”) e Karan Soni (“Deadpool”). | MINHAS FÉRIAS COM PATRICK | MUBI A comédia rendeu o César (o Oscar francês) de Melhor Atriz para Laure Calamy. A história em si é típica do cinema do país, acompanhando uma farsa entre amantes. Calamy vive a professora amante do pai de um de seus alunos, que resolve encontrá-lo “por coincidência” nas férias com a esposa e o filho. O passeio pela locação bucólica, porém, envolve um burro (o animal, não o marido) não muito cooperativo. Vagamente inspirada num conto de Robert Louis Stevenson do final do século 19, “Minhas Férias com Patrick” é o segundo filme dirigido por Caroline Vignal, lançado 20 anos após a estreia da cineasta com “Les Autres Filles” (2000). | A FESTA | MUBI A comédia britânica ironiza a esquerda intelectual com humor ferino e fotografia em preto e branco, mas divide opiniões – talvez porque a esquerda intelectual não tenha gostado de se reconhecer no enquadramento da cineasta Sally Potter (“Ginger & Rosa”). Mesmo quem desdenha, dá o braço a torcer para a interpretação de Patricia Clarkson (“A Livraria”), que rouba as cenas como convidada da festa do título, realizada pela personagem de Kristin Scott Thomas (“O Destino de uma Nação”) para comemorar sua indicação a um cargo político. Clarkson ganhou o BIFA, o prêmio do cinema indie britânico. | BARBA, CABELO E BIGODE | NETFLIX O ex-BBB Lucas Penteado interpreta Richardsson, um jovem que termina o Ensino Médio e entra na fase de descobrir o que fazer com a própria vida. Embora sua mãe (Solange Couto) tenha grandes sonhos para seu futuro, a vontade dele é cortar cabelos no Saigon, salão administrado por ela e que enfrenta crise financeira no bairro carioca da Penha. Sem apoio da mãe, ele busca realizar seu sonho por conta própria, envolvendo-se em várias confusões, enquanto espalha cortes estilosos pelo Rio de Janeiro. A direção é de Rodrigo França (“Como Esquecer um Grande Amor”) e Letícia Prisco (diretora assistente de “Minha Mãe é uma Peça 3”), e o elenco também inclui Juliana Alves, Rebecca, MV Bill, MC Carol, Yuri Marçal, Jeniffer Dias, Sérgio Loroza e Neuza Borges. * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Google Play, Microsoft Store, Loja Prime e YouTube, entre outras, sem necessidade de assinatura mensal.
Blonde: Ana de Armas vive Marilyn Monroe em trailer dramático
A Netflix divulgou o pôster e o trailer legendado de “Blonde”, que traz a atriz cubana Ana de Armas (“007 – Sem Tempo para Morrer”) como Marilyn Monroe. A prévia apresenta várias cenas icônicas da carreira da atriz, contrapostas a cenas de desespero para apresentar seu conflito interno, que pode ser resumido numa frase dita por Armas: “Marilyn Monroe só existe na tela”. Produzido pela Plan B, produtora de Brad Pitt, “Blonde” é uma adaptação do livro de mesmo nome, de Joyce Carol Oates, que mistura realidade e ficção para contar a história da lendária estrela de cinema. Direção e roteiro são de Andrew Dominik (“O Assassino de Jesse James Pelo Covarde Robert Ford”), que aparentemente vai fundo nos momentos mais polêmicos da vida da estrela, do assédio de produtores de cinema a surtos nervosos, mas principalmente a síndrome do impostor. Além de Ana de Armas, o elenco destaca Adrien Brody (“A Crônica Francesa”) como o escritor Arthur Miller e Bobby Cannavale (“O Irlandês”) como o jogador de beisebol Joe DiMaggio, ex-maridos de Marilyn. “Blonde” vai disputar o Leão de Ouro no Festival de Veneza, antes de chegar em streaming no final de setembro.
Leandro Hassum surta com Maurício Manfrini no trailer de “Vizinhos”
A Netflix divulgou uma coleção de pôsteres e o trailer da nova comédia de Leandro Hassum. Após estrelar “Tudo Bem no Natal que Vem” e “Amor Sem Medida”, ele volta à plataforma em “Vizinhos”, acompanhado por Maurício Manfrini (“No Gogó do Paulinho”). Na história, o personagem de Hassum descobre, após um colapso nervoso, que corre risco de morte caso escute barulhos muito altos. Por orientação médica, ele abandona o Rio de Janeiro e busca o sossego em uma cidade pequena, cercada de paz e natureza. Porém, os planos de relaxamento vão por água abaixo por causa de seu novo vizinho (Manfrini), que é mestre de bateria de uma escola de samba. Além da dupla de humoristas, o elenco da produção inclui Júlia Rabello, Marlei Cevada, Julia Foti, Lucas Leto, Vilma Melo, Nando Cunha, Dja Marthins, Hélio de la Peña, Sophia Guedes e Yves Miguel. Direção e roteiro são de Roberto Santucci e Paulo Cursino, parceiros de longa data de Hassum, que assinaram as franquias de sucesso “Até Que a Sorte nos Separe” e “O Candidato Honesto”. A estreia está marcada para 1º de setembro.
Prólogo de “X – A Marca da Morte” ganha trailer sanguinário
A A24 divulgou o pôster e o trailer de “Pearl”, novo terror dirigido por Ti West (“Cabana do Inferno 2”), que é prólogo de “X – A Marca da Morte”, ainda inédito no Brasil. Os dois filmes são estrelados por Mia Goth (“Ninfomaníaca”). Mas enquanto ela foi um dos alvos da serial killer idosa do primeiro filme, agora dá vida à própria assassina, cujo nome batiza a produção. “Pearl” acompanha a juventude da psicopata, que tem seus sonhos de virar estrela de cinema sufocados pela vida reclusa na fazenda da família. Esse ressentimento dá início à sua saga sangrenta. A própria Mia Goth assina a história, em parceria com o diretor. Vale apontar que a atriz tinha vivido tanto a protagonista Maxine quanto Pearl em “X”. Mas estava irreconhecível no papel da serial killer, debaixo de muitas camadas de maquiagem prostética para parecer uma mulher de mais de 90 anos. “X – A Marca da Morte”, que acompanhava o massacre de uma equipe de filmagem pornográfica no sítio da louca, foi um grande sucesso nos EUA, mas só vai chegar ao Brasil em 11 de agosto. “Pearl” vai estrear poucas semanas depois, em 2 de setembro na América do Norte, seguindo sua première mundial no Festival de Veneza. Por enquanto, o prólogo não tem previsão de lançamento nacional.
Trailer mostra férias frustradas de Kevin Hart com Mark Wahlberg
A Netflix divulgou o pôster e o trailer da comédia “De Férias da Família” (Me Time), que junta pela primeira vez os atores Kevin Hart (“Jumanji: Próxima Fase”) e Mark Wahlberg (“Pai em Dose Dupla”). A prévia é cheia de piadas físicas, com todo tipo de violência acontecendo com o personagem de Hart, que inacreditavelmente sobrevive a tudo, quase como uma versão live-action do Coiote dos desenhos do “Papa-Léguas”. A trama gira em torno de um pai de família (Hart) que pela primeira vez em anos ganha um tempo livre para fazer o que quiser, enquanto sua esposa e filhos viajam. Ele decide então se reconectar com seu antigo melhor amigo (Wahlberg) para passar um fim de semana selvagem, mas a experiência acaba sendo mais radical do que ele esperava. O filme tem direção de John Hamburg (“Eu Te Amo, Cara”), que já tinha trabalhado com Hart como roteirista do sucesso “Operação Supletivo: Agora Vai!” (Night School). Ele também assina o roteiro e coproduz “De Férias da Família” com Hart. O lançamento faz parte de um acordo firmado entre a produtora de Hart, HartBeat Procution, e a Netflix para a produção de quatro longas de streaming do ator, cujos filmes de cinema arrecadaram mais de US$ 4 bilhões em bilheteria mundial. A estreia está marcada para 26 de agosto.
Cate Blanchett é maestrina no teaser de “Tár”
O estúdio americano Focus Features divulgou o teaser de “Tár”, o terceiro longa do diretor Todd Field, que foi indicado ao Oscar por “Entre Quatro Paredes” (2001) e “Pecados Íntimos” (2006) e estava há 16 anos sem filmar. A prévia é uma cena longa da atriz Cate Blanchett (“Carol”) exalando fumaça dos pulmões, enquanto uma narração explica o que é poder. Após um minuto e meio de seu rosto sendo coberto por fumaça em câmera lenta, a cena se altera para mostrar a atriz conduzindo energicamente uma orquestra sinfônica. Embora os detalhes da trama de Field sejam escassos, “Tár” traz a estrela australiana como a fictícia Lydia Tár, uma aclamada compositora que se torna a primeira maestrina feminina de uma orquestra alemã. A história vai segui-la durante sua vida cotidiana em Berlim, levando à gravação de sua última sinfonia. O elenco de apoio inclui a alemã Nina Hoss (“Fênix”), a francesa Noémie Merlant (“Retrato de uma Jovem em Chamas”), os ingleses Mark Strong (“Shazam!”) e Julian Glover (“Game of Thrones”), o sueco Allan Corduner (“Homeland”) e instrumentistas reais em papéis de músicos da orquestra. Tão importante quanto a direção e o roteiro, a música do filme será fornecida por Hildur Guðnadóttir, a compositor islandesa que venceu o Oscar 2020 de Melhor Trilha por “Coringa”. “Tár” deve ser exibido no Festival de Veneza, antes de chegar aos cinemas americanos em 7 de outubro. Ainda não há previsão para o lançamento no Brasil.
Namor invade Wakanda no trailer do novo “Pantera Negra”
A Marvel divulgou o pôster e o trailer de “Pantera Negra: Wakanda Forever” na internet, simultaneamente ao painel do filme na Comic-Con Internacional, em San Diego. Ao som de “No Woman no Cry”, clássico de Bob Marley, a prévia investe num forte clima emocional de luto, mas não explica como T’Chala, o personagem vivido por Chadwick Boseman, faleceu na trama. Na vida real, o ator morreu de câncer em 2020. Mas o povo da nação de Wakanda não tem muito tempo para homenagear seu antigo rei, pois rapidamente as cenas se tornam tensas com a ameaça de uma invasão comandada por Namor, o Príncipe Submarino. A cerimônia em homenagem a T’Chala e as lutas grandiosas rendem cenas belíssimas no vídeo, com ênfase para a ação das guerreiras de Wakanda. O final, porém, apresenta um novo personagem usando a roupa de Pantera Negra. Sem closes que revelem muito, é possível que M’Baku, antigo rival que se tornou aliado de T’Challa no primeiro filme, tenha virado o substituto do herói. Segundo boatos, o diretor-roteirista Ryan Coogler chegou a considerar Letitia Wright como substituta de Boseman. Esta trajetória refletiria os quadrinhos, onde a princesa Shuri, personagem da atriz, já trajou o uniforme do herói. Mas após Wright entrar em polêmica contra a vacinação nas redes sociais, esta opção foi descartada. A atriz também sofreu um acidente durante as filmagens, que a deixou afastada de boa parte da produção. O filme também conta com os retornos de Angela Bassett, Lupita Nyong’o, Danai Gurira, Martin Freeman e Florence Kasumba (mas não Daniel Kaluuya, devido ao conflito com as filmagens de “Não! Não Olhe”), e vai introduzir Dominique Thorne (“Judas e o Messias Negro”) como Riri Williams, a Coração de Ferro, que terá sua própria série na Disney+ em 2023. Para completar, o mexicano Tenoch Huerta (“Uma Noite de Crime: A Fronteira”) vive Namor, o Príncipe Submarino. A estreia de “Pantera Negra: Wakanda para Sempre” está marcada para 10 de novembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Viola Davis está em “Adão Negro”
Viola Davis volta a interpretar Amanda Waller, a inescrupulosa líder do Esquadrão Suicida, em “Adão Negro”, próxima estreia da DC Comics nos cinemas. O trailer original exibido na Comic-Con Internacional, em San Diego, registrou a participação da atriz, que curiosamente foi cortada da versão disponibilizada no YouTube. A Warner não deu explicações para sua presença no filme nem de seu corte no trailer liberado para o público em geral. A prévia mostra apenas os personagens confirmados da produção, enfatizando o embate entre Adão Negro e os membros da Sociedade da Justiça, que fazem sua estreia no cinema – Aldis Hodge (“O Homem Invisível”) no papel do Gavião Negro, Quintessa Swindell (“Gatunas”) como Ciclone, Noah Centineo (“Para Todos os Garotos que Já Amei”) como o Esmaga-Átomo e Pierce Brosnan (“007 Um Novo Dia Para Morrer”) como Sr. Destino. O elenco também destaca Sarah Shahi (“Sex/Life”) como Adrianna Tomaz (identidade civil da Poderosa Isis). O roteiro inicial é de Adam Sztykiel (“Rampage: Destruição Total”), a direção está a cargo de Jaume Collet-Serra (“Sem Escalas”) e a estreia no Brasil vai acontecer em 20 de outubro, um dia antes do lançamento nos EUA.
Adão Negro enfrenta a Sociedade da Justiça em novo trailer
A Warner Bros. divulgou um novo trailer legendado de “Adão Negro”, que traz o ator Dwayne “The Rock” Johnson (“Jumanji: Próxima Fase”) no papel-título. Divulgada simultaneamente à exibição na Comic-Con Internacional, em San Diego, a prévia destaca o encontro pouco amigável do personagem-título com a Sociedade da Justiça, com direito a surra no Gavião Negro, e seu dilema entre se tornar um herói ou “o destruidor deste mundo”. A dualidade do personagem tem sido bastante explorada nos quadrinhos. Vilão clássico de Shazam (desde a época do Capitão Marvel), ele passou a ser considerado um anti-herói nas publicações atuais da DC Comics. Já a Sociedade da Justiça faz sua estreia no cinema, formada por Aldis Hodge (“O Homem Invisível”) no papel do Gavião Negro, Quintessa Swindell (“Gatunas”) como Ciclone, Noah Centineo (“Para Todos os Garotos que Já Amei”) como o Esmaga-Átomo e Pierce Brosnan (“007 Um Novo Dia Para Morrer”) como Sr. Destino. O elenco também destaca Sarah Shahi (“Sex/Life”) como Adrianna Tomaz (identidade civil da Poderosa Isis). O roteiro inicial é de Adam Sztykiel (“Rampage: Destruição Total”), a direção está a cargo de Jaume Collet-Serra (“Sem Escalas”) e a estreia no Brasil vai acontecer em 20 de outubro, um dia antes do lançamento nos EUA. Veja o trailer abaixo em duas versões: legendada e dublada em português.
“Shazam: Fúria dos Deuses” ganha primeiro trailer nacional
A Warner divulgou o primeiro trailer nacional de “Shazam: Fúria dos Deuses”. Lançado no YouTube simultaneamente à exibição na Comic-Con Internacional em San Diego, o vídeo reforça o tom de humor da produção, mostra o que aconteceu com a família de Billy Batson após o final de “Shazam!” e apresenta as novas ameaças – e dragões. Tudo ao som de Eminem – a faixa “Business”, após “My Name Is” no primeiro filme. As principais novidades da continuação são as vilãs. Helen Mirren (“A Rainha”) interpreta Hespera e Lucy Liu (“As Panteras”) é Kalypso. Na mitologia grega, as personagens são filhas de Atlas. Além delas, Rachel Zegler (estrela do remake de “Amor, Sublime Amor”) também está no elenco como outra integrante da família, mas o trailer mostra que ela não compartilha a raiva das irmãs contra a família Shazam por “roubarem” os poderes dos deuses. A prévia é cheia de easter eggs – da Liga da Justiça à Annabelle, passando por uma citação a “Velozes e Furiosos” dita pelo herói à Helen Mirren, que participa daquela franquia. A presença das filhas de Atlas é consequência do compartilhamento do poder de Shazam, que o menino Billy Batson dividiu com seus irmãos adotivos. Eles também se transformaram em super-heróis adultos e agora serão vistos das duas formas no novo filme. A continuação volta a trazer Zachary Levi (“Chuck”) como Shazam, Asher Angel (série “Andi Mack”) como seu alter-ego Billy Batson, Jack Dylan Grazer (“It – A Coisa”) como Freddie Freeman, Adam Brody (“Um Caso de Detetive”) como sua versão adulta, o Shazam Jr., Grace Fulton (“Annabelle 2: A Criação do Mal”) como Mary, antigamente conhecida como Mary Marvel, Ian Chen (série “Fresh Off the Boat”) como Pedro Choi, Ross Butler (“Riverdale”) como sua versão heroica, Jovan Armand (série “The Middle”) como Pedro Peña, DJ Cotrona (“G.I. Joe: Retaliação”) como seu alter-ego poderoso, Faithe Herman (série “This Is Us”) como Darla Dudley e Meagan Good (“Minority Report”) como sua contraparte adulta. Novamente dirigida por David F. Sandberg, a continuação de “Shazam!” tem estreia prevista para 29 de dezembro no Brasil, duas semanas depois do lançamento nos EUA. Veja abaixo o trailer em duas versões: legendado e dublado em português.
“Jurassic World” e “Agente Oculto” são principais estreias de streaming pro cine sofá
Com os lançamentos de um dos maiores blockbusters do ano e o novo thriller de ação dos diretores de “Vingadores: Ultimato”, as locadoras digitais e plataformas de streaming travam nesta semana uma disputa feroz pela preferência do público. Mas entre filmes de dinossauros, assassinos profissionais, romances adolescentes, desenho animado e até princesa, a programação também oferece prazeres cinéfilos, com estreias cultuadas do circuito dos festivais internacionais. Confira abaixo as 10 melhores novidades da semana, numa variedade de estilos bastante ampla para possibilitar mais opções de escolha na hora de apertar o play pra assistir no sofá. | JURASSIC WORLD – DOMÍNIO | CLARO TV+, VOD* A conclusão da franquia jurássica reúne as estrelas da trilogia atual (Chris Pratt, Bryce Dallas Howard e a jovem Isabella Sermon) com os astros originais de “Jurassic Park” (Sam Neill, Jeff Goldblum e Laura Dern), além de introduzir novos intérpretes para mostrar o que acontece após os dinossauros serem soltos em meio à civilização contemporânea – situação do final do filme anterior, “Jurassic World: Reino Ameaçado”. Só que os bichos, ainda impressionantes, tornam-se praticamente irrelevantes na nova trama, já que a verdadeira ameaça é uma corporação sinistra, responsável por experimentos causadores de desastres ecológicos. Neste sentido, a trama abraça o espírito do primeiro “Jurassic Park” (1993), colocando as consequências brutais das ambições humanas no centro da história. Dirigido por Colin Trevorrow (do primeiro “Jurassic World”), “Domínio” também envolve numa missão de resgate – a neta (ou clone da filha) do fundador do Jurassic Park é sequestrada pelos vilões. Com essa premissa, a aventura também mistura um pouco de “Indiana Jones” e “Missão: Impossível”, providenciando picos de adrenalina a cada 15 minutos, no lugar do encantamento com os dinossauros. Ao menos, o clímax é reservado para a primeira aparição do Giganotossauro, o maior carnívoro que já existiu. | AGENTE OCULTO | NETFLIX O novo filme dos irmãos Joe e Anthony Russo, diretores de “Vingadores: Ultimato”, reúne um elenco vistoso e entrega muita ação, mas no fundo é um thriller genérico de orçamento inflado – o que, aparentemente, virou uma especialidade da Netflix. Inspirado no livro de estreia de Mark Greaney, publicado em 2009, traz Ryan Gosling (“La La Land”) como o personagem-título, um assassino de aluguel e ex-agente da CIA, que é caçado ao redor do mundo por um ex-colega de agência, vivido por Chris Evans (o Capitão América de “Vingadores: Ultimato”). Não faltam explosões, tiros, pancadarias, locações internacionais e piadinhas na disputa letal, que a cada confronto se torna mais exagerada e cansativa. O elenco grandioso ainda inclui a cubana Ana De Armas (“007: Sem Tempo para Morrer”), o brasileiro Wagner Moura (“Narcos”), o indiano Dhanush (“Karnan”), os ingleses Regé-Jean Page (“Bridgetown”) e Jessica Henwick (“Matrix Ressurections”), e os americanos Billy Bob Thornton (“Goliath”), Alfre Woodard (“Luke Cage”) e a menina Julia Butters (“Era Uma Vez Em… Hollywood”). | A PRINCESA | STAR+ A fantasia de ação traz Joey King (“A Barraca do Beijo”) como uma Princesa nada convencional. Numa história típica de conto de fadas, ela é aprisionada numa torre por recusar-se a se casar com um tirano que ameaça seu reino. Entretanto, não espera ser salva por um Príncipe Encantado, porque não precisa, conseguindo sua liberdade na base da porrada. Subestimada por ser uma princesinha, ela usa seu kung fu para iniciar uma rebelião contra as forças invasoras, jurando vingança sangrenta contra o usurpador do trono de seus pais. O elenco também destaca Dominic Cooper (“Agent Carter”) como o vilão e Veronica Ngo (“The Old Guard”) como uma aliada da princesa, que é mestre em artes marciais. Com direção do vietnamita Le-Van Kiet (“Fúria Feminina”), a produção tem muita pancadaria e uma protagonista simpática, que compensa seu orçamento de telefilme. | TUDO É POSSÍVEL | AMAZON PRIME VIDEO O primeiro filme dirigido por Billy Porter, vencedor do Emmy de Melhor Ator de Série Dramática por “Pose”, narra o romance de uma confiante adolescente trans chamada Kelsa (a estreante Eva Reign) e um colega de classe apaixonado, Khal (Abubakr Ali, de “Katy Keene”), apesar do drama que sabem que isso pode causar – especialmente porque o garoto é crush da melhor amiga da protagonista. O roteiro da novata Ximena García Lecuona foi inspirado num post no Reddit em que um garoto pedia conselhos sobre como convidar uma garota trans para sair. Esse sentimento de insegurança e cuidado faz o diferencial da trama ágil e franca. Além disso, a inspiração online também materializa uma reflexão sobre as relações empáticas formadas pelos adolescentes via mídias sociais. Kelsa, por exemplo, usa seu canal no YouTube para compartilhar sua jornada de transição, atualizações de relacionamento e seu interesse por animais. Mas nem tudo é cor-de-rosa. Por mais descontruído que seja, Khal tem receios muito realistas sobre como seus pais antiquados e seu melhor amigo, que é transfóbico, lidarão com seu relacionamento com Kelsa. | ESSE ANO VAI | DISNEY+ Selena Gomez e David Henrie, que foram irmãos em “Os Feiticeiros de Waverly Place” (série encerrada em 2012), retomaram a parceria neste filme. Ela produziu e ele estreou com diretor à frente deste road movie adolescente, que é estrelado por Lorenzo James Henrie (o irmão caçula de David, de “Fear the Walking Dead”), Vanessa Marano (“Switched at Birth”), Alyssa Jirrels (“Boo, Bitch”) e ainda inclui dois intérpretes de “Feiticeiros”, os atores Gregg Sulkin e Jeff Garlin. O filme, que Henrie escreveu com Pepe Portillo (“Little Boy – Além do Impossível”) e Bug Hall (ator de “Os Batutinhas”), segue um aluno nerd (Lorenzo) do último ano do ensino médio que, em um último esforço para conquistar a garota dos seus sonhos (Jirrels), embarca em uma viagem com seus amigos para ver sua banda favorita no maior festival de música do ano. Tudo parece correr como ele planejou, menos por uma detalhe. Uma das amigas da viagem (Marano) se revela legal demais, como ele nunca tinha reparado, criando uma grande dúvida em seu coração. | CONCORRÊNCIA OFICIAL | STAR+ A nova comédia que junta os astros espanhóis Penélope Cruz e Antonio Banderas (ambos de “Dor e Glória”) arrancou críticas elogiadíssimas e atingiu 94% de aprovação no Rotten Tomatoes ao passar pelos festivais de Veneza, Toronto e San Sebastián. Escrito e dirigido pelos argentinos Mariano Cohn e Gastón Duprat (do premiado “O Cidadão Ilustre”), o filme acompanha três artistas que não se suportam tentando fazer um filme que deixe sua marca na história. Cruz vive a diretora, Banderas é um galã de Hollywood e o argentino Oscar Martínez (“O Cidadão Ilustre”) é um ator premiado de teatro, que considera o colega de cena canastrão. Antes que as filmagens comecem, a diretora precisa fazer com que esses dois se entendam – e ela tem alguns truques radicais na manga. | UMA HISTÓRIA EM MONTANA | CLARO TV+, VOD* Dois irmãos jovens e distantes se encontram após muitos anos em seu antigo lar, um enorme rancho em Montana, EUA, após seu pai ser desenganado, dando seus últimos suspiros com ajuda artificial numa cama de hospital. Nesse retorno, eles confrontam um profundo e amargo legado familiar, que envolve o motivo da partida da irmã, enquanto o irmão descobre dívidas e deveres ingratos, sentindo o peso que representa aquele lugar. O filme escrito e dirigido pela dupla Scott McGehee e David Siegel, parceiros de longa data, mas que não filmavam desde “Pelos Olhos de Maisie” há dez anos, foi exibido no Festival de Toronto passado e emocionou a crítica norte-americana, atingindo 78% de aprovação no Rotten Tomatoes. | A COMUNIDADE | MUBI Uma mansão herdada por um casal de intelectuais (Ulrich Thomsen, da série “Banshee”, e Trine Dyrholm, de “Amor é Tudo o Que Você Precisa”) vira uma comunidade compartilhada com amigos e desconhecidos em 1975, era em que o movimento hippie, de paz, amor e vida coletiva, estava em alta. A experiência origina um senso de coletividade, mas as regras de convívio, por mais claras que sejam, geram impactos imprevisíveis. E a grande ironia é que é justamente o amor que pode ruir tudo, conforme amantes são integrados à comunidade e o casal central se desfaz. Um dos mais premiados diretores dinamarqueses da atualidade, Thomas Vinterberg adora temas polêmicos, e ao lançar este filme em 2016 recebeu o prêmio Robert (o Oscar dinamarquês) de Melhor Roteiro, antes de vencer seu Oscar de Melhor Filme Internacional por “Druk – Mais uma Rodada” no ano passado. Além do cineasta, Trine Dyrholm também foi reconhecida com o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Berlim por esse trabalho. | PIG – UMA COMÉDIA MATADORA | CLARO TV+, VIVO PLAY, VOD* Filme iraniano diferente de todos que você já viu, a obra de Mani Haghigh é um terrir trash, que disfarça em sua metalinguagem várias críticas ao governo e ao cinema do país. O enredo gira em torno de um cineasta iraniano frustrado. Ele está proibido de filmar, sua musa tem trabalhado com outros diretores e sua vida doméstica é uma procissão de discussões intermináveis com a esposa e uma mãe cada vez mais sem noção da realidade. Como se não fosse suficiente, surge em cena um serial killer que resolve matar os melhores cineastas iranianos, mas tem a audácia de ignorar o protagonista sofredor. O que o leva questionar: por que o melhor diretor de cinema de todos continua vivo? | BOB’S BURGER: O FILME | STAR+ A série animada de Loren Bouchard e Jim Dauterive comemora sua primeira década no ar com um filme, que foi lançado nos cinemas nos EUA e aqui chega direto em streaming. Eleita a Melhor Série Animada no Emmy de 2014 e 2017, “Bob’s Burguers” é exibida pela rede americana Fox desde 2011 e acompanha Bob Belcher, sua esposa e seus três filhos na missão de comandar um restaurante enquanto tentam manter a família unida. Seu primeiro filme começa com o estouro de um cano, que cria um enorme sumidouro bem em frente ao Bob’s Burgers, arruinando os planos dos Belchers para um verão de sucesso. Enquanto Bob e Linda lutam para manter o negócio funcionando, as crianças tentam resolver um mistério que pode salvar o restaurante da família, numa trama que envolve “sexy burgers”, robôs e um disco voador.
Não se Preocupe, Querida: Filme com Harry Styles envereda pelo terror em novo trailer
A Warner divulgou um novo trailer do thriller fantástico “Não Se Preocupe, Querida” (Don’t Worry Darling), estrelado por Florence Pugh (“Viúva Negra”) e o cantor Harry Styles (“Dunkirk”). E as imagens exploram mais um clima de terror que a primeira prévia. Com uma ambientação similar a do clássico “As Esposas de Stepford” (1975), a produção mostra como esposas levam vidas domésticas confortáveis num subúrbio isolado do deserto da Califórnia nos anos 1950. Entretanto, a aparente vida perfeita dos casais e seus vizinhos tem uma condição: o segredo absoluto do trabalho dos maridos. Ninguém fala sobre o misterioso Projeto Vitória, que estaria “mudando o mundo”. Mas sinais de que algo está errado são cada vez mais evidentes, com pesadelos, apagões e coincidências marcando a vida das mulheres. E quando a personagem de Pugh começa a questionar tudo, não é apenas seu casamento com Styles que fica em risco. O segundo longa dirigido pela atriz Olivia Wilde foi apresentado pela cineasta na CinemaCon 2022, evento da indústria cinematográfica dos EUA, como “uma carta de amor aos filmes que ultrapassam os limites da nossa imaginação”. Ela citou “A Origem”, “Matrix” e “O Show de Truman” como inspirações. O roteiro foi escrito pelos irmãos Shane e Carey Van Dyke (netos do veterano ator Dick Van Dyke) e retrabalhado por Katie Silberman (coautora de “Fora de Série”, primeiro longa assinado por Wilde). E o elenco ainda destaca Chris Pine (“Mulher-Maravilha”), Gemma Chan (“Eternos”), Nick Kroll (“Nossa Bandeira é a Morte”), Kiki Layne (“Um Príncipe em Nova York 2”) e a própria Olivia Wilde. O filme terá première mundial no Festival de Veneza e chega aos cinemas do Brasil em 22 de setembro, um dia antes do lançamento nos EUA.
Fantasmas de “O Telefone Preto” e “Pluft” são as maiores atrações nos cinemas
Por coincidência, as duas estreias mais amplas desta quinta (21/7) contam histórias com crianças fantasmas, que querem ajudar crianças de verdade a enfrentar sequestradores malvados. Mas enquanto uma é aterrorizante, a outra é uma comédia infantil. “O Telefone Preto” marca a volta do diretor Scott Derrickson (de “A Entidade” e “Livrai-nos do Mal”) ao terror sobrenatural, após um desvio por “Doutor Estranho”. Já “Pluft – O Fantasminha” tem uma das maiores estreias nacionais dos últimos tempos, chegando em 700 salas. O circuito limitado recebe mais dois filmes nacionais, com destaque para “A Casa das Antiguidades”, exibido nos principais festivais internacionais do mundo, inclusive Cannes, que premiou o principal título internacional da lista: “Memória”, de Apichatpong Weerasethakul, vencedor do Prêmio do Júri do festival francês no ano passado. Embora a maioria do público brasileiro só vá ter acesso aos dois filmes de fantasmas, a programação de cinema recebe ao todo nove lançamentos. Confira abaixo os trailers e os detalhes de cada um deles, inclusive daqueles que são filmes fantasmas de verdade – visíveis apenas para cinéfilos que conhecem as salas mitológicas que projetam arte fora dos shopping centers. | O TELEFONE PRETO | A volta do diretor Scott Derrickson ao terror, após comandar “Doutor Estranho” (2016), é um dos melhores filmes recentes do gênero, com 86% de aprovação no Rotten Tomatoes. A trama é baseada no conto de mesmo nome de Joe Hill, filho de Stephen King e autor da obra que inspirou a série “Locke & Key”. A história faz parte do best-seller “Fantasmas do Século XX” e foi adaptada pelo próprio Derrickson em parceria com o roteirista Robert Cargill, com quem o diretor desenvolveu a franquia “A Entidade”. Por sinal, o papel principal é de Ethan Hawke, que estrelou o primeiro “A Entidade” (2012). Ele vive um serial killer sequestrador de crianças que, numa referência distorcida a “It”, usa balões negros e disfarce de palhaço para cometer seus crimes. Só que seus planos são atrapalhados quando seu alvo mais recente recebe uma ajuda inesperada para escapar. Fantasmas de vítimas passadas ligam para o menino recém-sequestrado no telefone preto do título, que não tem fio e não deveria funcionar, ensinando-o a sobreviver, enquanto sua melhor amiga da escola começa a ter visões de seu cativeiro. Os jovens Mason Thames (“For All Mankind”) e Madeleine McGraw (a jovem Hope de “Homem-Formiga e a Vespa”) encabeçam o elenco mirim. | PLUFT – O FANTASMINHA | A nova adaptação da famosa peça infantil de Maria Clara Machado é o primeiro filme live-action infantil brasileiro produzido para exibição em 3D. A trama clássica mostra como Pluft, uma criança fantasma com medo de gente, inicia uma amizade com Maribel, uma menina com medo de fantasma, que foi raptada pelo terrível pirata Perna-de-Pau. Como os únicos em busca de Maribel são três marinheiros atrapalhados, Pluft se vê impelido a virar o herói da história. O longa dirigido por Rosane Svartman (“Tainá, a Origem”) chega às telas 60 anos depois da primeira adaptação cinematográfica de “Pluft”, que contou com participação de Tom Jobim e Dorival Caymmi. A nova versão destaca a volta às telas de Arthur Aguiar, vencedor do “BBB 22”. As filmagens aconteceram bem antes do reality show, em 2020, e o papel do ex-“Rebelde” é pequeno, como um dos três marinheiros que procuram a protagonista. Além dele, o elenco traz as crianças Nicolas Cruz e Lola Belli (“Onde Está Meu Coração”), Fabiula Nascimento (“Segundo Sol”), Juliano Cazarré (“Pantanal”), Lucas Salles (“Detetive Madeinusa”) e Hugo Germano (“Desenrola”). | CASA DE ANTIGUIDADES | Exibido nos festivais de Cannes e Toronto, e premiado em Estocolmo e Chicago, o longa de estreia de João Paulo Miranda Maria retrata a vida de um trabalhador negro em uma cidade fictícia de colonização germânica no sul do Brasil. Natural do sertão brasileiro, ele se sente solitário, condenado ao ostracismo pelas diferenças culturais e étnicas, e invisível para os patrões. Um dia, descobre uma casa abandonada repleta de objetos que o lembram de suas origens. Ele se instala lentamente nesta casa e cada vez mais objetos começam a aparecer. Estrelado pelo veterano Antônio Pitanga (“Ganga Zumba”, “Rio Babilônia”, “Irmãos Freitas”), o drama trata de racismo estrutural e foi rodado em Treze Tílias, cidade catarinense que deu forte apoio ao presidente eleito em 2018. | ELA E EU | A dramédia brasileira traz Andréa Beltrão como uma roqueira que desperta depois de 20 anos de coma e descobre que tem uma filha adulta, criada pela atual esposa de seu ex-marido. Seu despertar impacta a todos na família, que precisam absorver seu retorno, enquanto ela reaprende a andar, falar e se relacionar, com o detalhe de permanecer tão desajustada quanto era há duas décadas. Exibido nos festivais do Rio e de Brasília do ano passado com outro título (“Antes Tarde”), a produção é o segundo longa de ficção dirigido por Gustavo Rosa de Moura (“A Canção da Volta”), que já teve um terceiro (“Cora”) exibido no circuito dos festivais nacionais no final do ano passado. | ÚLTIMA CIDADE | A produção independente é um drama de vingança estrelado por Julio Adrião (“Nise: O Coração da Loucura”) e rodado com trejeitos de cinema de arte – e com bela fotografia – pelo estreante Victor Furtado (assistente de “O Clube dos Canibais”). Montado em seu cavalo e na companhia de um andarilho, o personagem de Adrião é carregado de simbolismo quixotesco ao embarcar em sua jornada para uma grande cidade do Nordeste brasileiro (uma Fortaleza futurista), visando enfrentar aquele que tomou suas terras e acabou com sua família. O estilo alegórico também evoca a politização do Cinema Novo e ajuda a enfatizar uma crítica à desigualdade e à especulação que assolam as grandes cidades do país. | DIÁRIOS DE OTSOGA | A obra do casal português Miguel Gomes (“As Mil e Uma Noites”) e Maureen Fazendeiro é um drama metalinguístico para cinéfilos, um filme de confinamento pandêmico sobre um filme de confinamento pandêmico, que tem a peculiaridade de ser montado de trás para frente. É que a projeção começa pelo fim e avança em direção a seu começo, mostrando os bastidores de uma produção cinematográfica sob as mesmas circunstâncias do filme real, com baixo orçamento e protocolo pesado contra covid-19. Os atores interpretam atores, os diretores aparecem como (versões de) si mesmos e cada cena é motivada pela que vem depois dela (ou seja, antes dela). Confuso? Mas inteligente, com personagens que surgem do nada para só chegarem depois na projeção desordenada, criando um senso de caos que reflete a própria situação da pandemia. A propósito do tema, Otsoga é Agosto escrito ao contrário. O quebra-cabeças cinematográfico rendeu o prêmio de Melhor Direção no Festival de Mar del Plata e de Melhor Filme Estrangeiro do ano pela Associação dos Críticos Online dos EUA. | OS AMORES DELA | O primeiro filme de Charline Bourgeois-Tacquet teve première em Cannes, foi premiado em Melbourne e atingiu 91% de aprovação no Rotten Tomatoes com um triângulo amoroso típico do cinema francês, apresentado de forma atípica. A atriz Anaïs Demoustier (“Alice e o Prefeito”) interpreta a Anaïs do título original (“Les Amours d’Anaïs”), uma mulher de 30 anos falida e em crise amorosa, que um dia conhece um homem casado que imediatamente se apaixona por ela. O detalhe é que a esposa do novo amante é uma escritora famosa (Valeria Bruni Tedeschi, de “Loucas de Alegria”), de quem Anaïs é fã declarada e por quem se sente totalmente atraída, criando uma confusão conjugal. | PARADISE – UMA NOVA VIDA | A comédia italiana explora a paranoia de um jovem (Vincenzo Nemolato, de “Martin Eden”) enviado a uma cidade isolada nos Alpes suíços pelo serviço de proteção a testemunhas, onde dá de cara com o assassino da máfia denunciado por ele, que também foi relocado pelo mesmo programa. Temendo pela vida, ele procura se disfarçar e aprender formas de matar o assassino antes de ser morto. Mas se prova mais que amador, completamente inepto. Até que a desconfiança começa a ruir, conforme a solidão e as saudades da Sicília os aproxima. A amizade inesperada rende cenas divertidas, porém não afasta a sensação de uma ameaça em potencial. | MEMÓRIA | Vencedor da Palma de Ouro de 2010 com “Tio Boonmee, Que Pode Recordar Suas Vidas Passadas”, o tailandês Apichatpong Weerasethakul voltou a ser consagrado no Festival de Cannes com este filme, vencedor do Prêmio do Júri do ano passado. “Memória” também marca a estreia em inglês e espanhol do cineasta e foi rodado na Colombia. O filme acompanha Jessica, personagem da inglesa Tilda Swinton (“Doutor Estranho”), que visita sua irmã em Bogotá. Lá, ela lida com ataques de insônia e procura a fonte de sons que lhe parecem sobrenaturais no meio da noite. Durante o dia, faz amizade com uma arqueóloga, que estuda restos humanos descobertos dentro de um túnel em construção, e com um escamador de peixes em uma pequena cidade próxima. Com eles, compartilha memórias e momentos de lirismo característicos das obras do diretor, que retrata a linha tênue entre a vida e a morte – e o cinema e o sonho – com nenhum outro.












