Terror revoltante “Faces da Morte” vai ganhar remake
O lendário vídeo “Faces da Morte”, um documentário falso que se tornou um sucesso cult na era do VHS, e que muitos acreditaram se tratar de um “snuff” legítimo, vai ganhar remake. Para quem não lembra, o filme revoltante de 1978 apresentava imagens de mortes supostamente reais, vindas de “diversas fontes”, e tinha o objetivo claro de chocar. Mas era apenas ficção, com cenas criadas pelo diretor e roteirista John Alan Schwartz, que também apareceu num dos segmentos como líder de um culto canibal, mescladas a mortes por acidentes de tráfico. As cenas eram apresentadas como “pesquisa” de um certo Dr. Francis B. Gröss, que na verdade era o ator Michael Carr, responsável pela apresentação e narração de vários curtas mórbidos que encenavam execuções, assassinatos e todo tipo de cena sanguinária. Recebido com críticas extremamente negativas, “Faces da Morte” acabou virando um fenômeno nas locadoras, graças à crença do público de que as mortes eram reais e a um marketing que enfatizava a proibição de seu lançamento em 46 países – um exagero, embora as cenas violentas e (possível simulação de) mortes de animais tenham feito o filme ser censurado no Reino Unido, na Austrália e mais um punhado de países, e rendido processos de pais de adolescentes traumatizados. Considerado escandaloso, o filme virou tabu, ganhou popularidade e rendeu várias sequências – até “Faces da Morte VI”, sem contar “The Worst of Faces of Death” (1987) – e um documentário sobre como foi feito, “Faces of Death: Fact or Fiction?” (de 1999). Com o lançamento em Blu-ray do original, os efeitos toscos na gravação de algumas das “mortes” acabaram se tornando evidentes, mas isso só criou outro atrativo para a produção, como exemplo de terror trash. A Legendary adquiriu os direitos do título e pretende usar sua premissa para lançar uma nova franquia de terror. A adaptação está a cargo da dupla Isa Mazzei e Daniel Goldhaber, responsáveis pelo thriller psicológico “Cam”, de 2018, um terror passado no mundo das “cam girls” (de sites adultos). Não há previsão para o lançamento.
Um Lugar Silencioso – Parte II ganha novo trailer legendado
A Paramount retomou a divulgação de “Um Lugar Silencioso – Parte II”, que deveria ter sido lançado há 14 meses, mas sofreu vários adiamentos devido à pandemia. Foram divulgados novos pôster nacional e trailer legendado. A prévia mostra um flashback do primeiro dia da invasão alienígena, que conta com a presença do personagem de John Krasinski, o pai da família da trama, que faleceu no primeiro filme. Assim, o ator repete sua participação na frente e atrás das câmeras (como diretor). Mas a maior parte da história vai acompanhar o destino de sua mulher (Emily Blunt) e filhos, que agora incluem um bebê, mostrando a fuga da família ao ataque das criaturas alienígenas que reagem com força extrema ao menor barulho. Entre os novos atores confirmados no elenco, destacam-se Cillian Murphy (“Peaky Blinders”), Djimon Hounsou (“Capitã Marvel”) e Wayne Duvall (“Pearson”). Com roteiro e direção de John Krasinski, o filme deverá chegar aos cinemas brasileiros em 10 de junho, duas semanas após o lançamento nos EUA.
1899: Nova série de terror dos criadores de “Dark” ganha primeiro teaser
A Netflix divulgou o primeiro teaser de “1899”, nova série dos criadores de “Dark”. A prévia apresenta um navio à distância, no meio do oceano sombrio, enquanto várias vozes soam aflitas. “Não pode ser real” é a última frase ouvida. Desenvolvida pelos produtores e roteiristas alemães Baran Bo Odar e Jantje Friese, que causaram frenesi mundial com a trama de “Dark”, “1899” vai girar em torno de um navio a vapor que vai de Londres a Nova York. Quando os passageiros descobrem outro barco à deriva, sua jornada se transforma em um pesadelo horrível. Odar e Friese foram os primeiros criadores europeus a fechar um contrato de desenvolvimento geral com a Netflix em 2018. Sobre “1899”, Odar chegou a dizer: “O que realmente nos conectou a essa ideia foi o conceito de ter uma série verdadeiramente europeia com um elenco misto de países diferentes. Em seu cerne, está a questão do que nos une e do que nos divide. E como o medo pode ser um gatilho para o último”. A atração será estrelada pelos britânicos Emily Beecham (Melhor Atriz em Cannes pelo terror biológico “Little Joe”), Aneurin Barnard (“Dunkirk”) e Rosalie Craig (“Truth Seekers”), o português José Pimentão (da série da Amazon “Filhas da Lei”), o franco-camaronês Yann Gael (“Loro”), a francesa Mathilde Ollivier (“Operação Overlord”) e vários astros de produções europeias da Netflix, como o alemão Andreas Pietschmann (de “Dark”), o espanhol Miguel Bernardeau (“Elite”), o polonês Maciej Musial (“The Witcher”) e os dinamarqueses Lucas Lynggaard Tønnesen, Clara Rosager (ambos de “The Rain”) e Maria Erwolter (“O Ritual”). A primeira imagem do elenco caracterizado, ao lado dos dois criadores (na extrema esquerda), pode ser vista acima. A data de estreia ainda não foi marcada.
Army of the Dead: Pôsteres destacam personagens do filme de zumbis de Zack Snyder
A Netflix divulgou uma coleção de pôsteres de “Army of the Dead: Invasão em Las Vegas”, que destaca os personagens do filme que traz o diretor de Zack Snyder (de “Liga da Justiça”) de volta ao subgênero dos zumbis. Nunca é demais lembrar que Snyder foi um dos primeiros cineastas a filmar mortos-vivos velocistas em “Madrugada dos Mortos” (2004), remake do clássico “Despertar dos Mortos” (1978), que apesar de bem feitinho desagradou o diretor do filme original, o mestre George A. Romero, por alterar as características de seus famosos canibais lentos. Em “Army of the Dead”, um grupo de mercenários se reúne para realizar o maior assalto já tentado em Las Vegas. O detalhe é que, para chegar nos milhões, eles precisarão invadir uma zona de quarentena e se arriscar em meio a um surto de zumbis – a epidemia estaria supostamente restrita a Vegas. O elenco inclui Dave Bautista (“Guardiões da Galáxia”), Omari Hardwick (“Power”), Hiroyuki Sanada (“Mortal Kombat”), Raul Castillo (“Atypical”), Nora Arnezeder (“Zoo”), Matthias Schweighöfer (“Viagem Sem Volta”), Ella Purnell (“Sweetbitter”), Garrett Dillahunt (“Fear the Walking Dead”), Ana de la Reguera (“Goliath”), Theo Rossi (“Luke Cage”), a dublê Samantha Win (“Mulher-Maravilha”) e Tig Notaro (“Star Trek: Discovery”) – que substituiu Chris D’Elia (“Undateable”) em refilmagens, após o ator sofrer acusações de abuso sexual. A estreia está marcada para 21 de maio.
A Casa Sombria: Rebecca Hall enfrenta assombrações em trailer de terror
A 20th Century Studios Brasil divulgou o trailer legendado de “A Casa Sombria”, terror estrelado por Rebecca Hall (“Professor Marston e as Mulheres-Maravilhas”). O filme traz a atriz como uma viúva que começa a desvendar os segredos perturbadores de seu marido recentemente falecido, especialmente os que se referem à arquitetura pouco convencional de sua casa, que parece assombrada. “A Casa Sombria” foi escrito pela dupla Ben Collins e Luke Piotrowski (de “Tempos Sombrios”) e tem direção de David Bruckner (“O Ritual”), cineasta que também vai comandar o remake de “Hellraiser”. Exibido no Festival de Sundance deste ano, o filme impressionou a crítica, alcançando 88% de aprovação. Alguns elogios podem ser vistos na prévia abaixo, junto com dois pôsteres para o lançamento internacional. A estreia está marcada para 15 de julho no Brasil, um dia antes dos EUA.
Viúva quer filmar último roteiro de zumbis de George A. Romero
Suzanne Romero, viúva do cineasta George A. Romero, está tentando viabilizar a produção do último roteiro do diretor, que criou o gênero dos zumbis modernos em 1968 com o clássico “A Noite dos Mortos-Vivos” (Night of the Living Dead). Intitulado “Twilight of the Dead”, o filme seria o sétimo longa de zumbis de Romero e o final de sua longa saga. O projeto estava sendo desenvolvido pelo diretor em parceria com o ator Paolo Zelati (“O Segredo da Borboleta”) e, após a morte de Romero em 2017, Zelati pediu a Suzanne Romero permissão para finalizá-lo, trazendo os roteiristas Joe Knetter (“Blind – Eu Estou Aqui”) e Robert L. Lucas (do documentário “One for the Fire: The Legacy of ‘Night of the Living Dead'”) para ajudar. “Eu dei a ele minha total bênção, contanto que eu pudesse estar lá a cada passo do caminho para que permanecesse fiel à visão de George”, disse Suzanne Romero ao site The Hollywood Reporter. “Tivemos um tratamento sólido e o início do roteiro. Posso dizer que George ficaria incrivelmente feliz em ver isso continuar. Ele queria que essa fosse sua marca final no gênero zumbi.” “Twilight of the Dead” deverá explorar a ideia do zumbi inteligente, que Romero introduziu em “Dia dos Mortos” (1985) e aprofundou em “Terra dos Mortos” (2005). “Tudo começou com a minha pergunta para ele: ‘Para onde vão os zumbis no final da Terra dos Mortos ?’”, disse Zelati sobre a origem do projeto. George A. Romero dirigiu mais dois filmes de zumbis após “Terra dos Mortos” – “Diário dos Mortos” (2007) e “A Ilha dos Mortos” (2009) – , mas não considerava estes dois como parte da história global que ele começou a contar com “A Noite dos Mortos Vivos” e no igualmente cultuado “Despertar dos Mortos” (1978). “Não é nenhum segredo que ‘Diário’ e ‘A Ilha’ não eram o final que ele imaginava para a saga”, observa Zelati. “’Twilight of the Dead’ seria seu adeus ao gênero que ele criou e queria lançar um filme poderoso”. Enquanto os três roteiristas trabalhavam, eles também assistiam a vídeos de George A. Romero sugerindo como seria a história. “Eu pude ver como George estava feliz, quase tonto”, Joe lembra Knetter. “Isso nos fez focar ainda mais em trazer a história à vida da maneira que ele gostaria.” Fã dos filmes do diretor, Robert L. Lucas disse que a experiência de “desenvolver a peça final do quebra-cabeça no universo morto-vivo” foi um sonho que se tornou realidade. A viúva de Romero agora busca o diretor certo (e o financiamento) para completar a saga de zumbis de seu falecido marido. “Este é o filme que ele queria fazer. E embora outra pessoa carregue a tocha como diretor, será mais um filme de George A. Romero”, ela acredita.
David Cronenberg volta ao futuro com Kristen Stewart
Sete anos depois de “Mapas para as Estrelas”, David Cronenberg finalmente vai voltar a dirigir mais um filme. Intitulado “Crimes of the Future”, o projeto também representará uma volta do diretor aos temas de terror biológico que o tornaram famoso. Não por acaso, o filme tem o mesmo título de seu primeiro longa-metragem, lançado em 1970. A história também sugere um remake – ou melhor, um redesenvolvimento da trama original com maior foco. “Crimes of the Future” se passa num futuro próximo em que os humanos evoluíram para se adaptar aos elementos sintéticos que os cercam. Essa adaptação leva um artista a ganhar órgãos a mais e ficar famoso com performances de remoção dessas partes extras. Ao atrair olhares do governo e do público, ele começa a planejar sua apresentação mais ambiciosa. O elenco foi anunciado com Viggo Mortensen (que volta a trabalhar com o diretor uma década após viver Freud em “Um Método Perigoso”), Léa Seydoux (“007 Contra Spectre”) e Kristen Stewart (“As Panteras”) nos papéis principais, além de Scott Speedman (“Anjos da Noite”), Welket Bungué (“Berlin Alexanderplatz”), Don McKellar (“Saving Hope”) e Lihi Kornowski (“Losing Alice”) como coadjuvantes. As filmagens começarão entre junho e agosto em Atenas, na Grécia, e ainda não há previsão de estreia.
Isla Fisher e Josh Gad farão série em streaming
Josh Gad e Isla Fisher vão se envolver romanticamente em “Wolf Like Me”, uma nova série produzida em parceria entre a plataforma Peacock e o serviço de streaming australiano Stan. Com seis episódios de meia-hora (formato de série britânica), “Wolf Like Me” vai trazer Gad como Gary, um homem em crise emocional que luta para sustentar sua filha após a morte de sua esposa, e Fisher como Mary, uma mulher com um segredo que ela não consegue compartilhar com ninguém. O universo vai juntar esses dois por um motivo, mas eles precisam ficar atentos aos sinais. A série é uma criação de Abe Forsythe, o cineasta do terrir “Pequenos Monstros” (Little Monsters), que também foi estrelado por Josh Gad. Ele assina o roteiro e vai compartilhar a produção executiva com Gad, Fisher e a equipe das produtoras Made Up Stories e Endeavor Content. “Nós nos apaixonamos pela narrativa criativa de Abe Forsythe e pelo dom de criar personagens complexos e atraentes”, disse Lisa Katz, presidente de conteúdo roteirizado da divisão de streaming e televisão da NBCUniversal. “Com os incrivelmente talentosos Isla Fisher e Josh Gad em seu centro, ‘Wolf Like Me’ será envolvente, peculiar e totalmente original.” Gad atualmente estrela a série da HBO “Avenue 5” e empresta sua voz para a animação da Apple “Central Park”. Ele é conhecido principalmente por seus papéis na Disney, como dublador de Olaf na franquia “Frozen” e como intérprete de LeFou na versão live-ation de “A Bela e a Fera” (2017). Já Fisher começou a carreira na TV australiana nos anos 1990 (em “Home and Away”), antes de estourar no cinema. A esposa do ator Sacha Baron Cohen (o Borat) também participou do revival de “Arrested Development” na Netflix e de filmes de sucesso como “Penetras Bons de Bico” (2005), “Truque de Mestre” (2013) e o recente “Fada Madrinha” (2020) na Disney+.
Filha de Michael Jackson teria entrado em “American Horror Stories”
A atriz e cantora Paris Jackson, filha de Michael Jackson, deve aparecer em breve numa série de terror do produtor Ryan Murphy. A informação foi publicada pelo site americano de celebridades TMZ, que indicou sua participação na 10ª temporada de “American Horror Story”. Entretanto, outras fontes indicam que ela deve atuar, na verdade, na nova série “American Horror Stories”. Jackson deve participar de um dos episódios da vindoura série de antologia da plataforma Hulu, que contará uma história de terror diferente por capítulo. A participação não seria o primeiro papel da carreira da herdeira de Michael Jackson. Ela já apareceu nas séries “Star” e “Pânico” (Scream) e no filme “Gringo” (2018), além de ter atuado nos ainda inéditos “Habit”, com Bella Thorne, e “The Space Between”, com Kelsey Grammer. “American Horror Stories” ainda não têm previsão de estreia, mas devem ser lançada ainda em 2021.
Jeffrey Dean Morgan revela foto de seu filho como zumbi em “The Walking Dead”
Jeffrey Dean Morgan revelou a primeira foto de seu filho nos bastidores de “The Walking Dead”. Gus Morgan, de 11 anos, será um zumbi na temporada final da atração. “Meu filho. Só uma espiadinha…”, ele escreveu ao lado da imagem, acrescentando: “Como pai, devo dizer que é difícil me lembrar de uma época em que tive mais orgulho desse cara. Mal posso esperar para vocês pvê-lo em ação”. Segundo morgan, o menino é fã da série e vai aparecer no quinto episódio da última temporada. “Ele vai passar por todos os protocolos, incluindo os testes de covid-19, para ficar no set”, contou o ator durante participação no programa “The Late Show with James Corden” no começo de abril. “Ele está muito empolgado. É um papel pequeno mas muito legal. A última vez que fizemos uma maquiagem de zumbi nele, quando ele se olhou no espelho, ficou assustado!”, completou. No último episódio da 10ª temporada, Morgan já tinha contracenado com Hilarie Burton (conhecida da série “The OC”), sua esposa na vida real, que interpretou Lucille, a esposa de Negan, durante um longo flashback. A 11ª e última temporada de “The Walking Dead” tem estreia prevista para 22 de agosto, mas será dividida em duas partes, chegando ao fim apenas no segundo semestre de 2022. Durante a entrevista com James Corden, Morgan também revelou que as gravações vão durar um ano e ele só vai sair da Georgia, onde a produção é sediada, em março de 2022. A informação também é um spoiler, apontando que, ao contrário dos quadrinhos, Negan vai participar ativamente de todos – ou da maioria – dos 24 episódios da temporada final. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Jeffrey Dean Morgan (@jeffreydeanmorgan)
The Last of Us: Série será dirigida pelos cineastas de “Quo Vadis, Aida?” e “Border”
A série “The Last of Us”, que adapta o game homônimo, fez uma escolha inusitada para direção de seus episódios. A atração da HBO será comandada por dois diretores premiados: a bósnia Jasmila Žbanić e o iraniano Ali Abbasi. Žbanić é a cineasta de “Quo Vadis, Aida?”, drama vencedor do Spirit Award de Melhor Filme Internacional na quinta passada (22/4) e que concorre ao Oscar da mesma categoria neste domingo (25/4). E Abbasi venceu o troféu de Melhor Direção da mostra Un Certain Regard do Festival de Cannes em 2018 pelo perturbador “Border” (também conhecido como “Gräns”). Baseada no game criado por Neil Druckmann em 2013 – e na sequência lançada em junho passado – , a série foi desenvolvida por Craig Mazin, autor da premiada minissérie “Chernobyl”, e também terá direção do russo Kantemir Balagov, premiado no Festival de Cannes de 2019 pelo drama de época “Uma Mulher Alta”. A trama, que se passa 20 anos após a destruição da civilização por um vírus, acompanha Joel, um sobrevivente endurecido, que recebe a missão de contrabandear uma adolescente chamada Ellie de uma zona de quarentena. A garota pode ser a chave para curar a humanidade. Mas o que começa como um pequeno trabalho logo se torna uma jornada brutal e de partir o coração, conforme os dois atravessam os Estados Unidos e passam a depender cada vez mais um do outro para sobreviver. O elenco é encabeçado por Pedro Pascal (“The Mandalorian”) como Joel, Bella Ramsey (Lyanna Mormont de “Game of Thrones”) e Gabriel Luna (o vilão robô de “O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio”) como Tommy, irmão de Joel.
Invocação do Mal 3 ganha primeiro trailer legendado
A Warner divulgou o pôster e o primeiro trailer legendado de “Invocação do Mal 3”, que recebeu o título completo de “Invocação do Mal: A Ordem do Demônio” (em inglês, “The Conjuring: The Devil Made Me Do It”). A prévia mantém o clima assustador dos lançamentos anteriores da franquia. O filme traz de volta Patrick Wilson e Vera Famiga como Ed e Lorraine Warren para investigar mais um caso sobrenatural baseado em fatos reais. Dessa vez, a trama envolve um caso de assassinato por suposta possessão demoníaca que foi levado ao tribunal dos Estados Unidos. O elenco da continuação ainda traz de volta Sterling Jerins ao papel de Judy, a filha dos Warren, após ser substituída por Mckenna Grace em “Annabelle 3”, e conta com John Noble (de “Fringe” e “Sleepy Hollow”) na pele de um especialista em satanismo, Ruairi O’Connor (“The Spanish Princess”) como o jovem assassino, e o menino Julian Hilliard (“WandaVision”). Novamente escrito por David Leslie Johnson, que assinou “Invocação do Mal 2”, o terceiro longa será o primeiro da franquia sem direção de James Wan. O cineasta, que permanece como produtor, escolheu pessoalmente o diretor Michael Chaves como substituto, após este fazer sua estreia no universo de “Invocação do Mal” com o terror “A Maldição da Chorona” (2019). A estreia está marcada para 3 de junho nos cinemas brasileiros.
Monte Hellman (1929–2021)
O diretor Monte Hellman, que dirigiu os clássicos cultuados “O Tiro Certo” (The Shooting) e “Corrida Sem Fim” (Two-Lane Blacktop), morreu na terça-feira, uma semana após sofrer uma queda em casa, aos 91 anos. Chamado de o cineasta americano mais talentoso de sua geração pela influente revista francesa Cahiers du Cinema, Monte Himmelbaum (seu nome verdadeiro) começou sua carreira nos anos 1950, abrindo uma companhia de teatro em Los Angeles. Ninguém menos que Roger Corman, o rei dos filmes B, foi um de seus investidores e eles se juntaram na primeira montagem de “Esperando Godot”, de Samuel Beckett, na cidade. Quando foi expulso de seu espaço depois de um ano, Hellman foi encorajado pelo produtor a entrar no cinema e assim fez sua estreia em 1959, dirigindo o terror barato “A Besta da Caverna Assombrada” com produção de Corman. Ele também foi um dos envolvidos nas filmagens de “Sombras do Terror”, que aconteceu apenas para aproveitar dois dias de estúdio agendado com cenários góticos, numa sobra do cronograma da produção de “O Corvo”, em 1963. Após Corman filmar dois dias de cenas de Boris Karloff subindo e descendo escadas, andando por corredores e abrindo portas num castelo, vários diretores foram convocados para completar a produção com cenas ao ar livre, entre eles Hellman e Francis Ford Coppola. Foi nessa produção inusitada que Hellman conheceu Jack Nicholson, astro do filme – trajado no uniforme napoleônico de Marlon Brando, contrabandeado de “Désirée, o Amor de Napoleão” (1954). Os dois se tornaram parceiros em várias produções. Hellman e Nicholson rodaram dois filmes consecutivos nas Filipinas para Corman em 1964, “Flight to Fury” e “Guerrilheiros do Pacífico”. O diretor filmou o segundo enquanto editava o primeiro, e antes de terminar o ano ainda completou “Cordilheira”, o que dá ideia do ritmo insano das produções de Corman. Depois de mostrar serviço, Hellman procurou o produtor para financiar um faroeste escrito por uma amiga de Jack Nicholson, a estreante Carole Eastman (que depois escreveria outro clássico, “Cada um Vive como Quer”). O produtor topou, desde que o mesmo orçamento rendesse dois westerns. O resultado foi “O Tiro Certo”, escrito por Eastman, e “A Vingança de um Pistoleiro”, com história concebida rapidamente por Nicholson. Os dois filmes marcaram época pelo uso das paisagens desertas e empoeiradas em Kanab, Utah, e levaram apenas três semanas para serem concluídos em 1966. “O Tiro Certo” também inaugurou a parceria do diretor com outro astro, Warren Oates (1928–1982), que Hellman passou a considerar seu alter ego no cinema. Na trama, o personagem de Oates era contratado para guiar uma mulher misteriosa (Millie Perkins) pelo deserto opressivamente quente, cuja agenda de vingança acaba incluindo um terceiro viajante, um pistoleiro habilidoso retratado por Nicholson. Já “A Vingança de um Pistoleiro” trazia Nicholson e mais dois cowboys em fuga, sendo caçados por vigilantes. “Achávamos que estávamos fazendo ‘Duelo ao Sol’”, Hellman disse uma vez ao LA Weekly sobre as filmagens, citando um western clássico dos anos 1940. Mas embora os dois longas tenham sido exibidos no Festival Cannes em 1966, nenhum recebeu distribuição nos cinemas dos Estados Unidos, porque a companhia europeia que os adquiriu no festival faliu. Eles só chegaram aos EUA na TV, onde estrearam dois anos depois. Por isso, a crítica cinematográfica demorou a descobri-los, o que só aconteceu na era do VHS, quando se tornaram cultuadíssimos e considerados pioneiros do western subversivo que revolucionou o gênero nos anos 1960. A decepção com o destino dos longas fez Hellman levar cinco anos para voltar a dirigir. Nesse meio tempo, trabalhou como editor em cult movies como “Os Anjos Selvagens” (1966) para Corman e “Os Monkees Estão de Volta” (Head, 1968) para Bob Rafelson. Mas quando decidiu que era hora de voltar ao cinema, trouxe ao mundo sua obra mais cultuada, “Corrida Sem Fim”, em 1971. O filme trazia o cantor James Taylor e o baterista dos Beach Boys, Dennis Wilson, como dois hot-rodders, que ganhavam a vida vencendo corridas de arrancada com seu Chevy One-Fifty de 1955 incrementado. Eles acabam desafiados pelo personagem de Warren Oates, proprietário de um novo Pontiac GTO, numa corrida pelas estradas do Arizona a Washington. As sessões de imprensa do longa chamaram atenção pelos aplausos, as primeiras críticas rasgaram elogios e o então chefe da Universal Pictures, Ned Tanen, chegou a dizer que “Corrida Sem Fim” era o melhor filme ao qual ele já tinha se associado. Infelizmente, seu chefe, Lew Wasserman, não compartilhou do mesmo entusiasmo. Ao contrário, achou que o filme era “subversivo”, segundo contava Hellman, e proibiu que o estúdio gastasse publicidade para promovê-lo, resultando num fracasso comercial. Hellman fez mais dois longas com Warren Oates, “Galo de Briga” (1974) e “A Volta do Pistoleiro” (1978), este último um spaghetti western rodado na Espanha. E passou muitos anos envolvido em projetos – mais de 50, segundo uma contagem – que acabaram nunca sendo realizados. Ele ainda trabalhou como editor de “Elite de Assassinos” (1975) para Sam Peckinpah e diretor de segunda unidade nas cenas de ação de “Agonia e Glória” (1980), de Samuel Fuller, e “RoboCop” (1987), de Paul Verhoeven. Além disso, como produtor executivo, ajudou a financiar “Cães de Aluguel” (1992), primeiro filme dirigido por Quentin Tarantino, enquanto pensava que poderia dirigir o roteiro do colega, que vislumbrava como um potencial clássico. Após seus últimos longas fracassarem – a aventura “Iguana: A Fera do Mar” (1988) e o terror “Noite do Silêncio” (1989), lançado direto em vídeo – o diretor só foi ressurgir mais de duas décadas depois, com “Caminho para o Nada” (2010), produzido por sua filha. Exibido no Festival de Veneza, o filme foi recebido com curiosidade, mas sua maior repercussão foi trazer de volta a lembrança de Monte Hellman para os cinéfilos de todo o mundo.












