Queen Sono: Netflix renova sua primeira série africana para 2ª temporada
A Netflix renovou “Queen Sono”, sua primeira série original produzida na África. A produção é, especificamente, da África do Sul. Criação do cineasta Kagiso Lediga, a série é estrelada por Pearl Thusi (a Dayana Mampasi de “Quantico”), que vive o papel-título, uma espiã altamente treinada de uma agência governamental sul-africana, que assume sua missão mais perigosa enquanto enfrenta mudanças em sua vida pessoal. Pearl Thusi já tinha trabalhado em 2018 com o diretor e a produtora da série, Diprente Films, no romance “Mais uma Página” (Catching Feelings), também distribuído pela Netflix. Dorothy Ghettuba, responsável pelos lançamentos originais africanos da Netflix, disse em comunicado que “Queen Sono” “marcou o início de nossa jornada para apresentar ao mundo histórias emocionantes feitas na África”, além de representar uma visão “sem precedentes de uma protagonista feminina forte numa produção africana de TV”. “Na 1ª temporada, vimos coragem e glamour, força e vulnerabilidade, além do passado e do presente, convergindo para uma narrativa poderosa que explorou as complexidades e nuances da experiência africana. Kagiso Lediga e a equipe da Diprente apresentaram uma história convincente que ressoou com nossos telespectadores e mal podemos esperar para ver o que eles reservam para ‘Queen Sono’ na próxima temporada”, completou. A 2ª temporada levará a personagem a outros países africanos, numa trama que vai misturar busca pela verdade e desejo de vingança. Na esteira do sucesso da atração, a Netflix já planeja sua segunda série original sul-africana: “Blood & Water”, drama sobre jovens adultos ambientado na Cidade do Cabo. Mas vale destacar que “Queen Sono” emplacou apesar de não ter sido divulgada no Brasil. A plataforma não disponibilizou trailer nacional em sua página no YouTube. Se, por conta disso, você não conheceu a série, veja abaixo seu trailer internacional. A atração merece ser descoberta pelos fãs de thrillers de ação.
Upload: Nova série do criador de Parks and Recreation estreia na Amazon
A Amazon lançou nesta sexta (1/5) a 1ª temporada de “Upload”, a primeira série de Greg Daniels desde o fim de “Parks and Recreation”. A série é uma espécie de “The Good Place” digital – e capitalista. A trama se passa no futuro, quando os seres humanos podem continuar existindo após a morte, por meio de um upload de suas consciências num céu virtual. Mas o negócio é caro e apenas os muito ricos conseguem um céu deluxe, com tudo o que poderiam sonhar, enquanto os remediados precisam se consolar com uma versão mais próxima do purgatório e os pobres nem sequer podem parcelar o ingresso no paraíso. O protagonista Nathan (vivido por Robbie Amell, o Nuclear da série “The Flash”) é apenas remediado, mas sua nova namorada é rica e fútil. Quando ele está para morrer, ela resolve lhe pagar um céu de luxo para poder continuar a vê-lo via realidade virtual. Ao ter a consciência enviada para esse local, Nathan passa a conviver com Nora (Andy Allo, de “A Escolha Perfeita 3”), funcionária responsável pelo atendimento ao cliente desse negócio. “Upload” segue os dois enquanto Nathan se acostuma com a vida longe de seus entes queridos, ao mesmo tempo em que Nora, ainda viva, luta para conciliar sua vida real e a virtual com o rapaz. A comédia, que contém várias críticas ao consumismo contemporâneo, ainda revela que pagar a entrada para o céu é apenas a primeira parcela de uma variedade infinita de compras que os clientes precisam fazer se quiserem aproveitar ao máximo as ofertas da pós-morte eterna. Greg Daniels, que desenvolveu a atração com Howard Klein, seu parceiro nas produções de “Parks and Recreation” e “The Office”, também assina a direção do primeiro episódio. “A Amazon é o lugar perfeito para ‘Upload'”, disse Daniels, no comunicado que apresentou a série. “Devido à sua forte equipe criativa e por ser uma empresa que poderia, na verdade, um dia sediar uma vida digital pós-morte. Se eu ficar bem com eles, estou esperando um grande desconto nos meus primeiros mil anos”, brincou o produtor. Veja abaixo o trailer e o pôster oficiais da produção, já disponível para os assinantes brasileiros do serviço Prime Video.
Quibi disponibiliza episódios de séries no YouTube. Veja
Plataforma de streaming de conteúdo para celulares, a Quibi resolveu liberar os primeiros capítulos de algumas de suas séries no YouTube, como estratégia para atrair o público. Foram disponibilizados os episódios iniciais de três séries, que não duram mais de 9 minutos cada. São elas “Dummy”, com Anna Kendrick (“A Escolha Perfeita”), “Most Dangerous Game”, com Liam Hemsworth (“Jogos Vorazes”), e “The Stranger”, com Maika Monroe (“Corrente do Mal”). “Dummy” traz Kendrick como Cody, uma jovem que descobre que seu namorado tem uma boneca sexual. Em determinado momento, a boneca começa a conversar com a moça e as duas saem juntas para uma aventura. Série mais assistida da plataforma até o momento, “Most Dangerous Game” acompanha Dodge (Hemsworth), que tem uma doença terminal e aceita a proposta de um milionário para participar de um jogo em que ele é caçado por outras pessoas. Por fim, “The Stranger” conta a história de uma motorista que, sem saber, aceita dar carona para um assassino e se vê presa no carro com ele. Disponível no Brasil, a Quibi está oferecendo três meses grátis para quem quiser conhecer seu conteúdo.
Não Provoque: Série de cheerleaders da Netflix é cancelada
O canal pago americano USA Network cancelou “Dare Me”, série sobre líderes de torcida, disponibilizada no Brasil pela Netflix com o título de “Não Provoque”. Bastante elogiada pela crítica, a série tinha 83% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Baseada no romance homônimo de Megan Abbott, a atração foi desenvolvida pela própria escritora em parceria com a produtora-roteirista Gina Fattore (“Californication”), e acompanhava a disputa de duas melhores amigas quando as regras do time mudam em seu colégio. Os episódios exploravam angústia adolescente, ciúme, lealdade e dinâmica do poder em uma pequena cidade do Centro-Oeste dos EUA, destacando em seu elenco a atriz Willa Fitzgerald (da série “Scream”) como a nova técnica do esquadrão de cheerleaders. A decisão de cancelar “Não Provoque” após apenas uma temporada é resultado de uma nova estratégia do USA Network, que diante da pandemia do novo coronavírus decidiu investir menos em atrações roteirizadas, priorizando reality shows e programas ao vivo. As produtoras da série informaram que tentarão viabilizar uma nova temporada com apoio da Netflix ou de outros interessados em produzir mais episódios, mas essa iniciativa encontrará um mercado desfavorável, pelo momento atual de crise financeira e de produção, em que todos os trabalhos roteirizados encontram-se suspensos.
Spcine Play estende gratuidade de todo seu catálogo até o fim de 2020
O acervo da plataforma Spcine Play vai ficar liberado para acesso gratuito até o final de 2020. Originalmente, o conteúdo ficaria disponível por apenas 30 dias. Mas como a pandemia de covid-19 não dá sinais de amenizar, a prefeitura de São Paulo decidiu estender o prazo, oferecendo uma alternativa de entretenimento gratuito e de qualidade para a população, durante este período de isolamento social. Especializada em filmes brasileiros e cinema de arte, a plataforma paulistana disponibiliza diversas mostras cinematográficas temáticas, como retrospectivas dos diretores Andrea Tonacci, Hector Babenco e José Mojica Marins, uma seleção de obras de cineastas femininas, com destaque para Lucia Murat, Tata Amaral e Helena Ignez, uma Mostra do Audiovisual Negro e um festival de filmes musicais, além de manter em seu catálogo títulos da Mostra de São Paulo, e dos festivais de documentários É Tudo Verdade e In-Edit, entrevistas com artistas e várias opções infantis. Apesar de ser uma iniciativa da cidade de São Paulo, os filmes podem ser assistidos em qualquer lugar do Brasil e sem necessidade de assinatura, via site: www.spcineplay.com.br.
Entrave à fusão de Disney e Fox no Brasil pode cair na próxima semana
Único país do mundo que ainda não autorizou a fusão definitiva entre a Disney e a Fox, o Brasil finalmente pode dar fim ao impasse na próxima sessão do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), marcada para quarta que vem (6/5). A reunião dos conselheiros, que deveria ser presencial, vai acontecer à distância, via videochamada, devido à pandemia do novo coronavírus. Mas o UOL Esporte teve acesso e publicou com antecedência o relatório do conselheiro Luis Henrique Bertolino Braido, responsável por analisar o caso. E ele sinaliza para a aprovação da fusão. A demora na definição se deve à concentração de canais esportivos que a aquisição da Fox deixará nas mãos da Disney. Proprietária da ESPN, a Disney também ficará com o Fox Sports. Por isso, o Cade, assim como seu similar mexicano, condicionaram a aprovação do negócio à venda da Fox Sports. Só que a Disney não conseguiu fazer isso no Brasil durante o prazo estipulado. Em fevereiro, a Disney apresentou todas as ofertas recebidas para compra do Fox Sports, mostrando que o negócio não aconteceu porque o próprio Cade impediu propostas do maior interessado, o grupo Globo, e empresas como a joint-venture Simba, a produtora espanhola Mediapro e a DAZN não reuniram as condições necessárias, exigidas pelo Cade, para a transação. De acordo com o UOL, o relatório de Bertolino Braido condiciona a aprovação a um “Acordo em Controle de Concentrações”, que obrigará a Disney a oferecer algumas garantias para os profissionais do Fox Sports e para sua estrutura nos próximos anos, como estabilidade de emprego e até continuidade do canal esportivo por algum tempo. A proposta será discutida e colocada para votação na quarta. Apesar da ênfase dada pelo Cade ao futuro do canal Fox Sports, a demora na aprovação da fusão está atrasando outros investimentos da Disney no país, em especial o lançamento da plataforma de streaming Disney+ (Disney Plus). O objetivo é inaugurar o serviço ainda em 2020 no Brasil, acompanhando o lançamento em outros países da América Latina, já confirmados. A empresa americana espera a aprovação da fusão com a Fox para tomar decisões sobre a vinda do streaming e outros projetos no país.
Chefe da Universal diz que o público vê mais filmes em casa que no cinema
Envolvido numa polêmica com as grandes redes de exibição após lançar “Trolls 2” diretamente para locação digital nos EUA, Jeff Shell, o CEO da NBCUniversal, parabenizou nesta quinta (30/4) a iniciativa dos responsáveis pela disponibilização do desenho animado, que rendeu mais de US$ 100 milhões em VOD, e ainda disse que o público vê mais filmes em casa que nas salas do circuito cinematográfico. O comentário de Shell aconteceu durante uma videoconferência com acionistas do estúdio e membros da imprensa. Após salientar que “a distribuição tradicional nos cinemas sem dúvidas voltará a ser a peça central das nossas operações” após a pandemia, Shell concluiu que a disponibilização digital de filmes, seja em plataformas de assinatura, como a Netflix, ou por locação via serviços on demand (VOD), também precisa ser considerada importante. O executivo comentou de forma entusiasmada os resultados obtidos com o lançamento de “Trolls 2” em VOD, que foi o estopim para o conflito entre o estúdio e os exibidores. “Os números que conseguimos foram muito interessantes. O filme estava pronto, e a gente investiu muito dinheiro nele. Além disso, o público estava precisando de uma opção infantil em casa”, argumentou. “Trolls 2” testou o mercado como a primeira sequência de blockbuster lançada direto em streaming – oficialmente, de forma simultânea em VOD e nos cinemas (fechados) – e também o preço que o público estaria disposto a pagar por um produto premium digital. O valor de US$ 19,99 por locação é US$ 10 mais caro que o custo médio de um ingresso de cinema nos EUA. Mas a aposta deu certo. Mais que certo. Disponível há apenas três semanas, a versão digital da continuação rendeu US$ 100 milhões, quase o mesmo que o lançamento cinematográfico do primeiro filme, que durante igual período de exibição, em 2016, gerou US$ 116 milhões nas bilheterias. O detalhe é que os serviços de streaming dão maior retorno financeiro, já que ficam com uma parcela menor da arrecadação. Ao todo, a Universal faturou US$ 77 milhões, deixando apenas 23% do faturamento total com as plataformas. Já as salas de exibição ficam com 50% dos rendimentos. Considerando que a bilheteria norte-americana do primeiro “Trolls” ficou em torno dos US$ 153 milhões, após a divisão com os estabelecimentos o filme rendeu apenas US$ 76,5 milhões para o estúdio. Ou seja, menos do que a Universal já arrecadou com o VOD de “Trolls 2”. O problema é que, ao comemorar esses números e sinalizar que o estúdio deve lançar mais filmes dessa forma, Shell despertou a ira do parque exibidor. Grandes redes de cinema, como AMC Theatres e Regal Cinemas, nos EUA, e Odeon, no Reino Unido, afirmaram que, quando reabrirem para o público, vão boicotar os filmes da Universal. A avaliação do mercado, entretanto, sinaliza como pouco provável que as redes de cinema possam se dar ao luxo de deixar de exibir “Velozes e Furiosos 9”, “Minions: A Origem de Gru” e “Jurassic World 3”, especialmente a maior delas, a AMC, que foi bastante impactada pela pandemia por causa de sua grande carga de dívidas. Após o fechamento de todas as salas da AMC na segunda metade de março, os analistas de Wall Street previram que o circuito seria forçado a declarar falência. “Eu acho que os consumidores voltarão aos cinemas quando puderem, mas o streaming será parte do esquema de distribuição, querendo ou não. Mesmo que seja como uma oferta complementar”, conclui Shell, em sua avaliação do futuro do negócio cinematográfico.
Hanna: Teaser da 2ª temporada destaca Dermot Mulroney como novo vilão
A Amazon Prime Video divulgou o pôster e o primeiro teaser da 2ª temporada de “Hanna”, que apresenta a data de estreia e o novo vilão da série, interpretado por Dermot Mulroney (“Homecoming”). Ele aparece na prévia vigiando, por meio de uma parede de monitores, os movimentos da personagem-título. Baseada no filme de mesmo nome, dirigido por Joe Wright (“Anna Karenina”) e estrelado por Saoirse Ronan (“Adoráveis Mulheres”) em 2011, a série acompanha Hanna, uma adolescente treinada desde pequena para ser uma assassina. Ao ser envida para sua primeira missão secreta por seu pai, ela acaba perseguida por uma agente da CIA, que tem informações capazes de fazê-la questionar sua verdadeira identidade. A adaptação foi criada por David Farr, que coescreveu o roteiro do filme original. O elenco traz Esme Creed-Miles (“Pond Life”) como Hanna, e volta a reunir Joel Kinnaman e Mireille Einos após a parceria da dupla em “The Killing”. Kinnaman interpreta Erik, o pai de Hanna, e Einos é a agente da CIA Marissa. A 2ª temporada, com produção da NBCUniversal, estreia em 3 de julho.
Maiores redes de cinema dos EUA decidem boicotar os filmes da Universal
As duas maiores redes de cinema dos EUA reagiram contra a decisão da Universal de dar mais atenção às plataformas on demand, as “locadoras virtuais”, após o sucesso estrondoso de “Trolls 2” em VOD nos EUA. A AMC Theatres e a Cineworld, dona da rede Regal Cinemas, anunciaram que não vão exibir novos filmes da Universal Pictures enquanto o estúdio não desistir de lançar longas simultaneamente nos cinemas e nos serviços de streaming on demand. “Trolls 2” testou o mercado como a primeira sequência de blockbuster lançada direto em streaming – oficialmente, de forma simultânea em VOD e nos cinemas (fechados) – e também o preço que o público estaria disposto a pagar por um produto premium digital. O valor de US$ 19,99 por locação é US$ 10 mais caro que o custo médio de um ingresso de cinema nos EUA. Mas a aposta deu certo. Mais que certo. Disponível há apenas três semanas, a versão digital da continuação rendeu US$ 100 milhões, quase o mesmo que o lançamento cinematográfico do primeiro filme, que durante igual período de exibição, em 2016, gerou US$ 116 milhões nas bilheterias. O detalhe é que os serviços de streaming dão maior retorno financeiro, já que ficam com uma parcela menor da arrecadação. Ao todo, a Universal faturou US$ 77 milhões, deixando apenas 23% do faturamento total com as plataformas. Já as salas de exibição ficam com 50% dos rendimentos. Considerando que a bilheteria norte-americana do primeiro “Trolls” ficou em torno dos US$ 153 milhões, após a divisão com os estabelecimentos o filme rendeu apenas US$ 76,5 milhões para o estúdio. Ou seja, menos do que a Universal já arrecadou com o VOD de “Trolls 2″. Em entrevista ao Wall Street Journal, o presidente da Universal, Jeff Shell, afirmou que o resultado “superou nossas expectativas e mostrou que o lançamento on demand é viável”. Ele também anunciou que vai materializar o pior pesadelo do parque exibidor. “Quando os estabelecimentos reabrirem, pretendemos lançar filmes nos cinemas e on demand”. “É decepcionante para nós, mas os comentários de Jeff sobre as ações e intenções unilaterais da Universal não nos deixaram escolha. Portanto, com efeito imediato, a AMC não exibirá mais filmes da Universal em nenhum de nossos cinemas nos Estados Unidos, Europa ou Oriente Médio”, disse Adam Aron, presidente e CEO da AMC Theatres, em comunicado sobre o boicote. “Essa política afeta todo e qualquer filme da Universal e entra em vigor hoje, permanecendo quando nossos cinemas reabrem, e não é uma ameaça vazia ou mal considerada”, continuou ele. “Incidentalmente, essa política não visa apenas a Universal… também se estende a qualquer estúdio ou cineasta que abandonar unilateralmente as práticas de janelas atuais, sem negociações de boa fé entre nós, para que eles, como distribuidores, e nós, como o exibidores, possamos nos beneficiar mutuamente sem sermos prejudicados com essas mudanças. Atualmente, com o comentário feito pela imprensa, a Universal é hoje o único estúdio contemplando uma mudança geral no status quo. Portanto, essa comunicação merece uma resposta imediata”. É um “movimento inapropriado” do estúdio, condenou também Mooky Greidinger, CEO da Cineworld. “Nós investimos muito nos nossos cinemas ao redor do mundo, e isso permite que os estúdios deem aos seus clientes a melhor experiência possível. Não há como contestar que a tela grande é a melhor forma de assistir a um filme”, argumentou, em seu próprio comunicado. Além das duas redes, a entidade que reúne os maiores exibidores, a NATO (sigla em inglês da Associação Nacional dos Donos de Cinema) também se pronunciou, chamando atenção sobre a condição excepcional do sucesso de “Trolls 2”. Para ela, a arrecadação do filme em VOD não poderia ser usado pela Universal como uma “desculpa para pular o lançamento” tradicional de seus maiores filmes, pois esse lucro impressionante não é o “novo normal de Hollywood”. “Essa performance é consequência do isolamento de milhões de pessoas que estão em suas casas em busca de entretenimento, não uma mudança na preferência do espectador”, disse a organização em comunicado. A NATO chega a afirmar não ter se surpreendido com os números acima da média do filme, já que as famílias em quarentena estão com opções limitadas para entreter crianças, público-alvo de “Trolls 2″. “A Universal não tem razão para usar circunstâncias incomuns em uma situação sem precedentes como trampolim para pular o lançamento nos cinemas”, segue o texto. “Cinemas trazem uma experiência imersiva e compartilhada que não pode ser reproduzida – uma experiência que muitos consumidores de plataformas digitais viveriam se não estivessem presos em suas casas, desesperados para assistir algo em família”, conclui a NATO. Diante da reação dos exibidores, a Universal distribuiu uma nota de esclarecimento, ressaltando que continua dedicada ao cinema e que os comentários de seu presidente foram mal-interpretados. “Acreditamos absolutamente na experiência cinematográfica e não declaramos o contrário. Como dissemos anteriormente, daqui para frente, esperamos lançar filmes diretamente para os cinemas, bem como no VOD, quando essa via de distribuição fizer sentido. Estamos ansiosos para ter conversas privadas adicionais com nossos parceiros de exibição, mas estamos desapontados com essa tentativa aparentemente coordenada de confundir nossa posição e nossas ações”, afirmou a Universal. “Nosso objetivo ao lançar ‘Trolls 2’ em VOD era oferecer entretenimento a pessoas que estão abrigadas em casa, enquanto os cinemas e outras formas de entretenimento externo não estão disponíveis. Com base na resposta entusiasmada ao filme, acreditamos que fizemos o movimento certo”, acrescenta a declaração. A ameaça dos donos de cinemas, entretanto, não afeta o mercado neste momento em que os cinemas encontram-se fechados devido à crise do novo coronavírus. E tampouco leva em consideração movimentos de outros estúdios, como a Disney e a Warner, que também relocaram filmes destinados ao parque exibidor para lançamentos digitais – “Artemis Fowl: O Mundo Secreto” será disponibilizado em 12 de junho na Disney+ (Disney Plus) e a animação “Scooby! O Filme” ganhará chegará para aluguel e compra digital em 15 de maio nos EUA. A avaliação do mercado, entretanto, sinaliza como pouco provável que as duas redes de cinema possam se dar ao luxo de deixar de exibir “Velozes e Furiosos 9”, “Minions: A Origem de Gru” e “Jurassic World 3”, especialmente a maior delas, a AMC, que foi bastante impactada pela pandemia por causa de sua grande carga de dívidas. Após o fechamento de todas as salas da AMC na segunda metade de março, os analistas de Wall Street previram que o circuito seria forçado a declarar falência. O próprio CEO da empresa, que vociferou em comunicado, encontra-se entre os funcionários licenciados devido à crise sanitária.
Criadora de Orange Is the New Black fará série sobre o distanciamento social da covid-19
A produtora-roteirista Jenji Kohan, criadora da série “Orange is the New Black”, vai produzir uma antologia sobre a vida durante a pandemia de covid-19. Com o nome de “Social Distance” (Distanciamento Social, em tradução literal), o projeto é uma nova parceria com a Netflix e está sendo descrito como um diário visual do momento atual. “Nosso trabalho como contadores de histórias é refletir a realidade e, nesta nova realidade bizarra e desconcertante que estamos vivendo, sentirmos paixão por encontrar conexão, já que todos permanecemos à distância”, explicou a produtora, em comunicado. “Fomos inspirados a criar uma série de antologias que conta histórias sobre o momento atual em que vivemos – histórias únicas, pessoais e profundamente humanas que ilustram como estamos vivendo separados. Estamos nos desafiando a fazer algo novo: criar e produzir virtualmente para que nosso elenco e equipe possam permanecer saudáveis”. Os capítulos serão feitos com interação apenas por meio de videoconferência entre o elenco e a equipe técnica. Por conta da quarentena, o projeto necessitará que os atores façam mais que atuar. Eles também terão que gravar todas as cenas, cuidar da iluminação, da cenografia (a arrumação), do set (suas casas) e outros detalhes da produção. Apesar da iniciativa, “Social Distance” não é o primeiro projeto de antologia da pandemia. Há duas semanas, a HBO Europa anunciou a produção de uma série espanhola “da quarentena”, chamada “En Casa”, com episódios independentes de até 15 minutos filmados por cinco cineastas espanhóis em suas casas, e o canal britânico ITV encomendou uma atração com a mesma premissa para o produtor Jeff Pope (“Stan & Ollie”), chamada “Isolation Stories”. Ainda não há previsão para a estreia de nenhuma dessas séries.
Filmes lançados em streaming poderão concorrer ao Oscar 2021
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas vai aceitar que filmes lançados apenas em streaming concorram ao Oscar 2021. A decisão reflete o estado atual da indústria, com o fechamento dos cinemas em quase todo o mundo e o fortalecimento das plataformas digitais como opção para lançamentos durante a pandemia do novo coronavírus. As mudanças foram determinadas após uma reunião do Conselho de Governadores da Academia por videoconferência nesta terça-feira (28/4). Até então, só poderiam concorrer ao Oscar filmes exibidos em pelo menos uma sala de cinema de Los Angeles por sete dias, com três sessões diárias. Em comunicado, a Academia informou que a flexibilização para permitir inscrição de títulos de streaming só vai valer durante a pandemia e os filmes que forem lançados após o fim do isolamento deverão seguir as regras antigas. “A Academia acredita firmemente que não há maneira melhor de experimentar a magia dos filmes do que vê-los em um cinema. Nosso compromisso com isso é inalterado e inabalável”, diz o texto assinado pelo presidente da Academia, David Rubin, e pela diretora executiva, Dawn Hudson. “No entanto, a pandemia historicamente trágica da covid-19 exige essa exceção temporária às nossas regras de elegibilidade para prêmios. A Academia apoia nossos membros e colegas durante esse período de incerteza. Reconhecemos a importância de seu trabalho ser visto e comemorado, especialmente agora, quando o público aprecia filmes mais do que nunca.” A Academia aproveitou o comunicado para anunciar também que as categorias de mixagem e edição de som serão combinadas em uma única categoria, de Melhor Som, para a premiação do Oscar 2021 – reduzindo assim o número total de troféus concedidos para 25. A combinação das duas categorias era uma vontade antiga dos organizadores, que encontrava resistência entre os sindicatos profissionais. A realização da 93ª edição do Oscar continua prevista para 28 de fevereiro de 2021. A Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood também deve anunciar em breve mudanças em suas regras de elegibilidade para o Globo de Ouro de 2021.
Documentário de Spike Jonze sobre os Beastie Boys chega na Apple TV+
A Apple disponibilizou o documentário sobre a banda The Beastie Boys, dirigido pelo cineasta Spike Jonze (“Ela”). O filme teria première no Festival SXSW e seria lançado nos cinemas, exclusivamente no circuito IMAX, mas o festival foi cancelado e os cinemas fechados pela pandemia do novo coronavírus. Assim, saiu no fim de semana diretamente em streaming. Com estrutura não convencional, “Beastie Boys Story” traz Mike Diamond (Mike D) e Adam Horovitz (Ad-Rock) apresentando e comentando cenas da carreira da banda para uma plateia, e foi gravada durante um evento de 2018, em que a dupla levou ao palco os altos e baixos de 40 anos dos Beastie Boys para o lançamento de um livro – “Beastie Boys Book”, livro de quase 600 páginas, em que contam de forma detalhada e anárquica a história do grupo. O filme une essa performance com imagens de arquivo do trio original, que também inclui o falecido Adam Yauch (MCA), que morreu de câncer em 2012. Com uma longa relação com os Beastie Boys, Spike Jonze chegou a dirigir vários clipes da banda, como “Sabotage” e “Sure Shot”, o que lhe permitiu maior acesso ao material de arquivo e apoio para a produção do filme. Veja abaixo o trailer de “Beastie Boys Story”.
Príncipe Harry participará de episódio comemorativo de Thomas e Seus Amigos
O príncipe Harry gravou uma participação especial para a série animada britânica “Thomas e Seus Amigos”. A produção ganhou um vídeo de bastidores que revela os detalhes do projeto. O episódio é comemorativo dos 75 anos da criação de “Thomas e seus Amigos” e também traz versões animadas do pai e da avó de Harry, que são o príncipe Charles e a rainha Elizabeth II. Na trama, um dos amigos de Thomas recebe uma honra especial no palácio de Buckingham. O desenho é baseado na coleção literária sobre locomotivas falantes “The Railway Series”, do reverendo Wilbert Awdry, que começou a ser publicada em 1945 e segue até hoje. Seu filho Christopher, para quem ele concebeu as histórias originais, continuou seu legado com novas publicações a partir de 1983. A série animada, por sua vez, foi lançada no Reino Unido em 1984 pelo canal ITV. Os primeiros anos tiveram alguns hiatos de produção, porque a técnica utilizada, animação computadorizada, ainda estava dando seus primeiros passos e a renderização era extremamente demorada. Por isso, a série vai chegar apenas à sua 24ª temporada com o lançamento do episódio especial. Apesar disso, a produção tem a mesma idade do príncipe Harry, atualmente com 35 anos. Intitulado “Thomas e Seus Amigos: Visitando a Rainha” (Thomas & Friends: The Royal Engine), o capítulo contará com introdução de Harry, que falará justamente sobre suas lembranças de infância do desenho. “Muitas crianças foram entretidas, inspiradas e educadas em temas importantes por essas histórias e personagens”, ele declarou em comunicado. Além de Harry, o desenho também contará com participação da atriz Rosamund Pike (“Garota Exemplar”), que vai dublar uma personagem chamada Duquesa, a locomotiva falante da família real. O especial será disponibilizado pela Netflix em todo o mundo, inclusive no Brasil, na sexta-feira (1/5). Veja abaixo o vídeo com cenas e bastidores da produção.












