HBO Max revela data, preço e outros detalhes do lançamento no Brasil
Uma das novas plataformas de streaming lançadas para concorrer com a Netflix, a HBO Max finalmente definiu sua data de lançamento e preço no Brasil. Uma apresentação da Warner realizada nesta quarta-feira (26/5) anunciou que o serviço chegará oficialmente ao país – e à toda América Latina – no dia 29 de junho. Com isso, os planos de expansão da HBO Max se mantém inalterados, apesar das mudanças esperadas após a fusão da WarnerMedia com a Discovery na semana passada, que criará em breve um novo grupo de mídia responsável pelo futuro da plataforma. Em seu lançamento nacional, a HBO Max terá uma experiência de degustação, com os primeiros episódios de algumas séries disponibilizados de forma gratuita, além de um período de 7 dias de teste. As assinaturas serão oferecidas com dois preços. A opção Mobile, que permite acesso individual em celulares e tablets com exibição otimizada para pequenos dispositivos, terá custo mensal de R$ 19,97. Já a opção Multitelas, para exibição de 4k em Smart TVs e até três telas simultâneas, com possibilidade de criação de cinco perfis personalizados, sairá por R$ 28,00. Planos anuais abatem os custos, com assinaturas mobile por RS$ 14,21 e multitelas por RS$ 20,07. E há ainda um plano trimestral, com preços intermediários. O anúncio da plataforma revelou que a versão nacional não repetirá a estratégia americana de usar a distribuição simultânea de novos filmes nos cinemas e no streaming para atrair assinantes. Mas a janela entre o multiplex e o cinema em casa será diminuída. Todos os filmes da Warner serão disponibilizados na HBO Max 35 dias após a estreia nas salas de exibição. Isso inclui títulos como “Duna”, “O Esquadrão Suicida” e o novo “Space Jam”. Outro detalhe importante é que, a partir da chegada da HBO Max, a HBO Go será descontinuada. Assinantes do streaming da HBO serão automaticamente transferidos para a nova plataforma, bem como aqueles que assinam o canal pago por meio de provedores de TV por assinatura. Os usuários serão instruídos sobre a transição quando a data se aproximar. Além do conteúdo da HBO, a HBO Max também vai oferecer produções da Warner Bros. Pictures, Warner Bros. Television, Cartoon Network e outras empresas da WarnerMedia. Na prática, isso coloca na mesma plataforma filmes e séries de super-heróis da DC Comics, clássicos como “Cidadão Kane” e “Casablanca” e programas televisivos de sucesso, como “The Big Bang Theory”, “Friends” e “Rick and Morty”. O serviço também contará com esportes, como a transmissão, por exemplo, dos jogos da Champions League, a liga europeia de futebol, que serão apresentados ao vivo. Além disso, a HBO Max seguirá investindo em conteúdo próprio, como as séries “The Flight Attendant”, estrelada por Kailey Cuoco, “Raised by Wolves”, de Ridley Scott, e o especial de reencontro de “Friends”. E pretende estender essa produção à América Latina, prometendo realizar 100 produções originais na região até 2022. Dois projetos brasileiros foram anunciados: o reality show “Pop Divas”, apresentado por Pabllo Vittar e Luísa Sonza, e “Jornada Astral”, programa de astrologia apresentado por Giovanna Ewbank. A empresa também pretende ampliar o serviço, depois do lançamento na América Latina, para o resto do mundo ainda em 2021. Streaming no máximo a partir de 29 de junho.#HBOMax pic.twitter.com/STBbih8Wlq — HBO Max Brasil (@HBOMaxBR) May 26, 2021
Amazon fecha compra da MGM por US$ 8,45 bilhões
A Amazon fechou um acordo nesta quarta (26/5) e comprou lendário estúdio de cinema MGM por US$ 8,45 bilhões. Apesar de ter sido vazada na semana passada, a negociação teria sido bem mais longa – e, além da Amazon, a Apple também teria aberto conversas com o estúdio, mas o preço da aquisição foi considerado muito elevado para o prosseguimento das negociações. “O valor financeiro real por trás deste negócio é o tesouro de um catálogo profundo que planejamos reimaginar e desenvolver junto com a talentosa equipe da MGM. É muito empolgante e oferece muitas oportunidades para contar histórias de alta qualidade”, disse Mike Hopkins, vice-presidente sênior da Prime Video e Amazon Studios, ao revelar a compra pela manhã. O catálogo da MGM é vastíssimo, considerando que se trata de um dos estúdios mais antigos de Hollywood (fundado em 1924). A lista é repleta de clássicos (“O Mágico de Oz”, “E o Vento Levou”, “Rocky”, “O Silêncio dos Inocentes”), franquias cobiçadas no mundo do streaming (como os filmes de 007 e três séries longevas de um mesmo universo, “Stargate”), além de atrações modernas como os filmes “Creed”, “A Família Addams”, “Nasce uma Estrela”, as séries “The Handmaid’s Tale”, “Vikings”, “Fargo”, reality shows como “The Voice”, “Survivor”, “Shark Tank” e até um canal de TV paga, o Epix. Mas como frisou o executivo da Amazon, o negócio também inclui os direitos criativos de todas as produções – menos 007, que é propriedade da EON Productions – , para serem utilizados em novas continuações, remakes e séries derivadas. O negócio é a maior aquisição da Amazon no setor de mídia, e sinaliza que a empresa está disposta a investir pesadamente em conteúdo para seus serviços de streaming. A Amazon investiu US$ 11 bilhões em conteúdo em 2020, ante US$ 7,8 bilhões no ano anterior, e acaba de atingir 200 milhões de assinantes Prime em todo o mundo, dos quais 175 milhões assistiram conteúdo de streaming no ano passado. A aquisição da MGM também é uma estratégia que suprir a eventual perda de conteúdo por parte dos estúdios que estão lançando suas próprias plataformas, e da falta de novas produções inéditas em todo o mercado de entretenimento devido às paralisações durante a pandemia, dando ao Prime Video um reforço instantâneo de títulos para avançar no mercado e preocupar a Netflix. Ao comprar a MGM, a Amazon adicionará cerca de 4 mil títulos e 17 mil horas de programação de TV em seu serviço, que incluem propriedades de empresas adquiridas pelo estúdio ao longo dos anos, como as produções da Orion Pictures e American Internationtal Pictures. Além disso, contará com os novos projetos da MGM para este ano, como “House of Gucci”, de Ridley Scott, estrelado por Lady Gaga, e a sequência animada “Família Addams 2”. O avanço da Amazon reflete a alta competitividade deste mercado e acontece dias após a decisão da AT&T de negociar sua divisão de mídia, a WarnerMedia, com a Discovery, o que criará uma companhia de TV e cinema com valor empresarial de mais de US$ 130 bilhões. Os desdobramentos deste mês ainda refletem o fracasso das companhias de telecomunicações, como a própria AT&T e a Verizon, no negócio de produção de conteúdo e distribuição de streaming, enquanto a Disney prosperou no lançamento de sua própria plataforma, justamente após realizar uma aquisição milionária, dos estúdios Fox. Mas embora os planos para a livraria de títulos da MGM sejam claros, a aquisição deixa algumas incógnitas, como o destino do canal pago premium Epix, que tem seu próprio conteúdo – além de um serviço de streaming independente – com títulos como “Godfather of Harlem” e “Pennyworth”, e a produção do estúdio para outras plataformas, como “The Handmaid’s Tale” na rival Hulu e um spin-off de “Vikings” na Netflix. De todo modo, o negócio ainda precisará ser aprovado pelas agências reguladoras dos EUA, o que deve acontecer sem entraves jurídicos, mas exigirá – e revelará – maiores detalhes sobre a integração da MGM à Amazon.
Elizabeth Banks vai adaptar fantasia “A Rainha Vermelha” em série de streaming
A atriz Elizabeth Banks vai adaptar o livro de fantasia “A Rainha Vermelha”, escrito por Victoria Aveyard, como série para o Peacock, serviço de streaming da NBCUniversal. A estrela de “As Panteras” vai produzir, dirigir e aparecer nos episódios. Já os roteiros ficarão à cargo da autora do livro em parceria com Beth Schwartz, ex-showrunner de “Arrow”. Schwartz também será showrunner da nova série, batizada com o título original em inglês “The Red Queen”. Banks já estava escalada para dirigir uma adaptação de “A Rainha Vermelha” para o cinema desde o lançamento do livro em 2015, mas aquela versão do projeto nunca saiu do papel. Como série, a adaptação foi rapidamente aprovada e agora vai começar a escalar seu elenco para começar as gravações. “A Rainha Vermelha” é o primeiro volume de uma coleção literária de fantasia distópica, que se passa em um futuro próximo dos EUA, onde a democracia foi substituída por uma monarquia, criada por um grupo de humanos com superpoderes que governam com punho de ferro aqueles sem poderes. A elite é identificada por possuir sangue de cor prateada, enquanto os plebeus sangram vermelho. A protagonista é Mare Barrow, uma jovem impetuosa nascida na pobreza sem poderes, que faz o melhor que pode para sobreviver e proteger sua família, até que descobre o impensável: ela de alguma forma também tem poderes. Esta descoberta chocante vira nosso mundo de cabeça para baixo e catapulta a heroína improvável para se tornar o rosto de uma revolução para os oprimidos enquanto busca a verdade por trás do maior mistério de todos… como ela se tornou tão poderosa, mesmo tendo sangue vermelho. A publicação de “A Rainha Vermelha” foi seguida pelos livros “Espada de Vidro”, “A Prisão do Rei”, “Tempestade de Guerra” e por último “Trono Destruído”. A mesma saga ainda contém dois contos, “Canção da Rainha” e “Cicatrizes de Aço”, publicados na antologia “Coroa Cruel”. Ou seja, não falta material para várias temporadas.
Diretora de “Mulan” e Charlize Theron farão filme sobre mulheres surfistas
A diretora Niki Caro vai dar sequência à superprodução de “Mulan” com outro filme sobre mulheres empoderadas, que desafiam conceitos machistas sobre o que elas podem ou não fazer. A diferença é que desta vez a trama não será baseada numa lenda, mas numa reportagem sobre pessoas reais. A produção está a cargo da atriz Charlize Theron (“The Old Guard”), que a cineasta neozelandesa dirigiu em 2005 no drama “Terra Fria” – seu filme mais feminista. Ainda sem título, o longa vai acompanhar a luta por igualdade de quatro mulheres surfistas, que se destacam nas ondas mais perigosas do mundo e pleiteiam o direito de participar em competições de ondas gigantes com os esportistas masculinos. A história é baseada num artigo do New York Times e está sendo escrita pela roteirista Becky Johnston (“Sete Anos no Tibet”). Ainda não há previsão de estreia, mas o longa será lançado em streaming pela Netflix.
O Diretor Nu: 2ª temporada da série sobre pornô japonês ganha trailer legendado
A Netflix divulgou três pôsteres e o trailer legendado da 2ª temporada de “O Diretor Nu” (The Naked Director), série japonesa sobre a explosão da indústria pornográfica no país durante os anos 1980. A produção é inspirada na história real de Toru Muranishi, um vendedor de Tóquio que se depara com a indústria pornô japonesa quando o negócio está prestes a decolar devido à rápida ascensão do mercado de vídeo doméstico, e acaba se tornando um dos diretores de filmes adultos mais notórios da história do Japão. Conhecido como o “Imperador da Pornografia” por seus trabalhos de estilo gonzo, quase documentais e exploradores de perversões, Toru Muranishi assinou mais de 3 mil vídeos adultos, apesar de ter enfrentado uma série de restrições ao longo de sua carreira, sofrendo forte repressão do governo. O título da série faz referência ao seu costume de gravar suas obras apenas de cueca – uma característica explorada nos pôsteres. Dirigido por Masaharu Take (“Eden”), a série destaca Takayuki Yamada (“13 Assassinos”) no papel de Muranishi e também conta com Shinnosuke Mitsushima (“O Habitante do Infinito”), Misato Morita (“Sacrifice Dilemma”), Koyuki (“O Último Samurai”), Jun Kunimura (“Kill Bill: Vol. 1”), Tetsuji Tamayama (“Norwegian Wood”), Lily Franky (“Assunto de Família”) e Ryo Ishibashi (“Audition”). A 2ª temporada tem estreia marcada para o dia 24 de junho na Netflix.
Bonde do Tigrão grava clipe para “Army of the Dead”
O departamento de marketing nacional da Netflix convidou o Bonde do Tigrão para gravar uma nova versão de “Cerol na Mão”, um dos primeiros hits do funk a sair dos bailes e estourar no Brasil em 2001, tendo como tema o lançamento de “Army of the Dead – Invasão em Las Vegas”. O que uma coisa tem a ver com a outra? Aparentemente, o tigrão zumbi do filme. O clipe do Tigrão no baile dos mortos-vivos ganhou até um clipe. Quer dançar? Quer dançar? Dá play abaixo que o Bonde do Tigrão Zumbi vai te ensinar. Disponibilizado na sexta (21/5), “Army of the Dead” tem direção de Zack Snyder (“Liga da Justiça de Zack Snyder”) e recicla uma porção de cenas já vistas em outros filmes, de “Aliens – O Resgate” (1986) a “Extermínio 2” (2007). Não é à toa que reveja também um clássico do funk nacional.
São Paulo FC vai divulgar séries da Amazon no uniforme
O time do São Paulo Futebol Clube vai trazer novidades do streaming estampadas em sua camisa durante as próximas três partidas do calendário do futebol. O atual campeão paulista entrará em campo com a logo da Amazon Prime Video na parte superior das costas de seu uniforme e também destacará, à frente, séries e produções exclusivas do serviço de streaming. O acordo de patrocínio foi divulgado nesta terça (25/5) pelo clube e passa a valer já na partida contra o Sporting Cristal, pela última rodada da fase de grupos da Libertadores. Classificado antecipadamente para as oitavas de final do torneio, o time brasileiro vai enfrentar o peruano às 21h30, no Estádio do Morumbi, trazendo a série “Dom” em destaque em seu uniforme.
Jesse Plemons vai se juntar a Elizabeth Olsen em série criminal da HBO
O ator Jesse Plemons (“Judas e o Messias Negro”) vai contracenar com Elizabeth Olsen (“WandaVision”) na minissérie “Love and Death”, em desenvolvimento para a plataforma HBO Max. A trama acompanha dois casais religiosos, que convivem harmonicamente e compartilham o mesmo modo de vida conservador numa pequena cidade no Texas. Até o dia que alguém pega um machado. A série é baseada na história verídica da dona de casa texana Candy Montgomery, que assassinou sua amiga da igreja, Betty Gore, à machadadas em 1980. Na minissérie, Olsen interpretará Candy Montgomery, que foi condenada pelo assassinato de sua vizinha, enquanto Plemons viverá o marido da vítima, Allan Gore. “Love and Death” é inspirada no livro “Evidence of Love: A True Story of Passion and Death in the Suburbs”, de John Bloom e Jim Atkinson, que está sendo adaptado por David E. Kelley. Ele também produz a atração em parceria com a atriz Nicole Kidman, depois dos dois trabalharem juntos nas séries “Big Little Lies” e “The Undoing”, ambas lançadas pela HBO. Para o novo projeto, a dupla ainda se associou à diretora Lesli Linka Glatter, indicada cinco vezes ao Emmy pela série “Homeland”. Coproduzida pela Lionsgate Television, a minissérie ainda não tem previsão de estreia.
Maria Fernanda Cândido vai estrelar 2ª temporada de “El Presidente”
A atriz Maria Fernanda Cândido, que desde o filme italiano “O Traidor”, de 2019, tem se dedicado à carreira internacional, entrou na 2ª temporada de “El Presidente”, da Amazon. Na coprodução latina, ela interpretará a mulher de João Havelange (Albano Jerónimo). Polliana Aleixo (“Em Família”) e Leo Cidade (“Cinderela Pop”) viverão o casal na juventude. Em sua 1ª temporada, a série criada por Armando Bó, roteirista argentino que venceu o Oscar pelo filme “Birdman” (2014), abordou o começo do escândalo conhecido como “FIFA Gate”, a partir do envolvimento da Federação Argentina. Já os novos episódios focarão nos desdobramentos da corrução do futebol no Brasil. As gravações estão acontecendo no Uruguai e trarão Maria Fernanda falando inglês. Além dos citados, a produção também contará com vários outros brasileiros, como Eduardo Moscovis (“Bom dia, Verônica”), Lourinelson Vladimir (“O Escolhido”), Guilherme Prates (“Onisciente”), Nelson Freitas (“Socorro, Virei uma Garota!”) e Marianna Armellini (“Bate Coração”). Recentemente, Maria Fernanda Cândido filmou “La Chambre des Merveilles”, da diretora francesa Lisa Azuelos (“Rindo à Toa”), e “Bastardi a Mano Armata, do italiano Gabriele Albanesi (“O Bosque Maldito”). Mas não esqueceu o Brasil, encaixando “Vermelho Monet”, de Halder Gomes (“Cine Holliúdy”), e “A Paixão Segundo G.H.”, adaptação de Clarice Lispector dirigida por Luiz Fernando Carvalho (“Lavoura Arcaica”), entre seus projetos. Todos os trabalhos já foram completados, mas os filmes continuam inéditos devido à pandemia de covid-19.
“O Poderoso Chefinho 2” terá lançamento simultâneo em streaming
A nova animação da Universal, “O Poderoso Chefinho 2: Negócios de Família”, será o primeiro lançamento do estúdio a chegar simultaneamente aos cinemas e ao streaming nos EUA. Com a iniciativa, a Universal repete tática já empregada pelas concorrentes Disney e Warner. O negócio, por sinal, é parecido com a prática da Disney+, que cobra um preço extra dos assinantes para assistir a lançamentos selecionados de cinema em casa. “O Poderoso Chefinho 2” será disponibilizado por um valor adicional “premium” na plataforma Peacock, ainda inédita – e sem previsão de chegar – no Brasil. Com a decisão, a Universal adiantou a estreia do filme para 2 de julho, dois meses antes da data prevista para os cinemas. Não há informações se isso afetará a estratégia nacional. O filme está marcado para novembro nos cinemas brasileiros. “O Poderoso Chefinho 2” é novamente dirigido por Tom McGrath, que assinou o primeiro longa, e volta a trazer a voz de Alec Baldwin como Ted, o bebê chefinho, na versão original em inglês. Por outro lado, houve mudanças no intérprete de Tim, o irmão mais velho. James Marsden (“Sonic – O Filme”) substituiu Tobey Maguire e Miles Bakshi, que dublavam o personagem no primeiro filme. Para completar, a produção ainda vai introduzir Amy Sedaris (“The Mandalorian”) como a nova bebê da história – Tina, a filha de Tim. É que a continuação do desenho de 2017 vai encontrar os personagens originais adultos. Mas não por muito tempo. A filha de Tim logo transforma os irmãos birrentos novamente em crianças para os três se juntarem nos “negócios da família” – isto é, espionagem infantil – e, de quebra, enfrentar bebês ninja perigosos.
“Clarice” vai para a Paramount+ na 2ª temporada
A Paramount+ vai receber a 2ª temporada de “Clarice”. A série derivada do filme “O Silêncio dos Inocentes” (1991) vai se juntar a “Evil” e “SEAL Team”, que também estão trocando a TV aberta pelo streaming, saindo da rede CBS para continuar na plataforma do conglomerado ViacomCBS. “Quando desenvolvemos o projeto, presumimos que seria um programa de streaming”, disse a co-criadora de “Clarice”, Jenny Lumet, durante o anúncio original da série, confessando que foi convencida a enquadrar a produção nos limites da TV convencional para sua exibição na CBS. Mas algo não encaixou bem, porque nem crítica nem público se entusiasmaram. Com apenas 36% de aprovação no Rotten Tomatoes e uma média de 3,1 milhão de telespectadores ao vivo, a 1ª temporada de “Clarice”, que tem apenas mais um episódio inédito, chega ao fim como a pior avaliada e como a menor audiência dramática do canal americano. “Clarice” é uma criação de Alex Kurtzman e Jenny Lumet, que atualmente trabalham juntos em “Star Trek: Discovery”. Jenny é a filha do lendário cineasta Sydney Lumet (“Um Dia de Cão”) e iniciou sua parceria com Kurtzman ao escrever “A Múmia” (2017), fracasso dirigido pelo produtor. Por curiosidade, ela também trabalhou com o falecido diretor de “O Silêncio dos Inocentes”, Jonathan Demme, como autora do roteiro de “O Casamento de Rachel” (2008). A série traz a australiana Rebecca Breeds, que viveu uma vampira vingativa na serie “The Originals”, no papel-título. Ela é a terceira intérprete de Clarice Starling nas telas. Além de Jodie Foster, que venceu seu segundo Oscar de Melhor Atriz pelo papel em “O Silêncio dos Inocentes”, a personagem criada pelo escritor Thomas Harris também foi interpretada por Julianne Moore na continuação daquele filme, “Hannibal” (1999). A trama, que se passa após os eventos de “O Silêncio dos Inocentes”, ignora o filme “Hannibal” e até mesmo o próprio Hannibal Lecter. É que os direitos dos personagens do longa de 1991 estão divididos entre as produtoras MGM e Dino De Laurentiis Company, de modo que a nova série, produzida pela MGM para a rede CBS, não pode referenciar quem apareceu na série “Hannibal”, produção da Dino de Laurentiss para a rede NBC. Por outro lado, “Clarice” traz todos os personagens que não apareceram em “Hannibal”, e isto inclui, além de Clarice Starling, sua colega Ardelia Mapp, o procurador-geral adjunto Paul Krendle, o serial killer Buffalo Bill e a garota sequestrada que ela salvou, Catherine Martin. Eles são vividos por Devyn A. Tyler (“Fear the Walking Dead”), Michael Cudlitz (“The Walking Dead”), Simon Northwood (“Code 8: Renegados”) e Marnee Carpenter (“Painter”), respectivamente As idas de “Clarice”, “Evil” e “SEAL Team” para a Paramount+ coincidem com a decisão da ViacomCBS de apostar numa programação mais conservadora na TV aberta, enfatizada pela encomenda de novos spin-offs de franquias estabelecidas, como “CSI”, “NCIS” e “FBI”, que ganharão novas séries a partir do outono norte-americano (nossa primavera) na rede CBS.
Lindsay Lohan vai estrelar romance de Natal na Netflix
Lindsay Lohan vai retomar a carreira de atriz. Ultimamente mais conhecida por filmes trash, reality shows de baixa audiência e muitos escândalos na mídia, a antiga estrela de “Meninas Malvadas” (2004) foi contratada pela Netflix para uma nova comédia romântica, sua primeira desde “Meu Trabalho” é um Parto” em 2009. Depois de ter passado até alguns meses na prisão, a atriz terá sua segunda (ou quinta) chance de dar a volta por cima numa típica trama água com açúcar. A Netflix anunciou que ela será uma herdeira mimada de um hotel de luxo, que sofre amnésia num acidente de ski e acaba às voltas com um dono de alojamento pobre e sua filha precoce na véspera de Natal. Aparentemente, os responsáveis pela história viram “Um Salto para a Felicidade” (1987), sobre uma herdeira mimada que sofre amnésia e acaba convencida que é mulher de um carpinteiro pobre e mãe de seus filhos. Não há mais detalhes sobre a trama, que deve ter mais detalhes diferentes da premissa do filme de 1987, nem do elenco, além da escalação de Lohan, que voltará a Hollywood após morar uma temporada da Grécia – que virou reality show da MTV – e outra mais recente na Arábia Saudita. Ainda sem título, o filme marcará a estreia da roteirista Janeen Damian (“O Príncipe e Eu”) na direção. Ela também assina o roteiro ao lado de Michael Damian, com quem fez “Christmas Waltz” (2020), Jeff Bonnett (“Love by the Book”) e Ron Oliver (“Natal no Hotel Plaza”). Não há previsão para a estreia, mas a temática aponta um lançamento próximo do Natal. Um novo filme com Lindsay Lohan parece mesmo um milagre natalino. Lindsay Lohan will star in a new romantic comedy about a newly engaged and spoiled hotel heiress who finds herself in the care of a handsome, blue-collar lodge owner and his precocious daughter after getting total amnesia in a skiing accident pic.twitter.com/umpCpCzW4w — Netflix (@netflix) May 24, 2021
Teaser anuncia que final de “La Casa de Papel” será dividido em duas partes
A Netflix divulgou um teaser dos novos episódios de “La Casa de Papel”, que mostra os personagens cercados e levando tiros de todos os lados. A prévia tem a função de revelar as datas de estreia da Parte 5. Datas no plural, porque a plataforma vai exibir a Parte 5, com o perdão da redundância, em duas partes. Como optou por chamar as temporadas da série espanhola de Partes, agora as “partes” das Partes foram batizadas de “volumes”. Assim, a “Parte 5: Volume 1” será lançada em 3 de setembro e a “Parte 5: Volume 2” em 3 de dezembro. A opção de estender o final reflete a popularidade da série. “La Casa de Papel” se tornou uma das atrações mais assistidas da Netflix nos últimos anos, gerando uma legião de fãs. No desfecho da história, o grupo de ladrões da trama está há 100 horas dentro do Banco da Espanha e cercado pelas forças militares, apesar de ter conseguido resgatar Lisboa (Itziar Ituño). No entanto, o Professor (Álvaro Morte) foi capturado por Sierra (Najwa Nimri), deixando o grupo sem comando. Para complicar ainda mais, eles terão de enfrentar o exército espanhol. Os 10 episódios derradeiros foram gravados na Espanha, em Portugal e na Dinamarca, e receberam dois reforços: os atores Miguel Ángel Silvestre (o Lito de “Sense 8”) e Patrick Criado (o Daniel de “O Sucessor, também da Netflix), que estreiam na produção em sua fase final.












