Klara Castanho se manifesta após revelações: “Ventos de mudança”
Klara Castanho voltou a se manifestar nas redes sociais após as revelações de seu estupro, gravidez e doação de bebê. Ela comentou um post do Instagram da Zola Filmes, produtora responsável pela série “Bom Dia, Verônica”, que será seu próximo trabalho a ir ao ar. A atriz está na 2ª temporada e tem uma cena forte de estupro na produção. Na trama, Klara interpreta uma jovem de 18 anos que é abusada sexualmente pelo próprio pai, um líder religioso interpretado por Reynaldo Gianecchini. Os produtores tem buscado dar atenção especial à cena, de modo a não mostrar nada traumatizante, mas que reflita a trama. O post da Zola Filmes afirmou: “Estamos ao seu lado! Seu talento, carisma e profissionalismo encantaram a todos no set da 2ª temporada de ‘Bom Dia, Verônica’. Uma atriz genuína, uma pessoa doce e inteligente que só inspira amor e respeito”. O texto ainda declara que a produtora rejeita a forma como a intimidade da atriz foi devassada pela mídia. “Nenhuma mulher deveria ser obrigada a expor uma violência que passou. Lamentamos muitíssimo por todo horror e sofrimento que lhe causaram. Todo nosso repúdio a quem expõe e tripudia da dor do outro. Basta de desrespeito à vida das mulheres! Klara, receba nosso amor e respeito”, diz o texto. Ela respondeu à manifestação citando sua personagem na atração. “Que nossa Ângela traga ventos de mudanças. É só o que eu desejo agora. Obrigada pelo cuidado de vocês”, escreveu nos comentários. A postagem também recebeu o apoio da atriz Tainá Müller, protagonista da série, que comentou a publicação com três emojis de coração. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Z O L A (@zolafilmes)
Astro de “Twin Peaks” entra na série do game “Fallout”
A série da Amazon Prime Video baseada nos games “Fallout” ganhou o reforço de Kyle MacLachlan, o astro de “Twin Peaks”. Ele vai se juntar a Ella Purnell (estrela de “Yellowjackets” e “Army of the Dead”) e Walton Goggins (“Tomb Raider: A Origem”), anteriormente anunciados, e mais duas novidades: Aaron Moten (“Luta pela Fé – A História do Padre Stu”) e estreante Xelia Mendes-Jones. Os novos atores não tiveram seus papéis revelados. Lançado em 1997, “Fallout” é uma franquia premiada de RPG pós-apocalíptico, que se passa no final do século 21, após uma guerra nuclear devastar o planeta e os sobreviventes começarem a sair de suas comunidades subterrâneas para um mundo repleto de perigos e criaturas mutantes. A série tem produção do casal Jonathan Nolan e Lisa Joy, criadores de “Westworld”, e terá como showrunners a roteirista Geneva Robertson-Dworet, que escreveu “Tomb Raider: A Origem” e “Capitã Marvel”, e Graham Wagner, produtor-roteirista de “The Office” e “Silicon Valley”. As gravações vão começar no final do ano e ainda não há previsão para a estreia.
Trailer de “Harley Quinn” traz James Gunn e polêmica sexual de Batman
A HBO Max divulgou o trailer da 3ª temporada de “Harley Quinn”, a série animada adulta da Arlequina. A prévia traz Harley e Ivy (a Hera Venenosa) em namoro assumido e faz algumas brincadeiras com o Esquadrão Suicida, incluindo o rapto de Amanda Waller (a chefona do Esquadrão) e uma participação de James Gunn, o diretor do último filme do grupo, que interpreta a si mesmo na produção. O vídeo também tem um trecho picante com Batman e Mulher-Gato, lembrando que as cenas da vida sexual do casal foram censuradas pela DC Comics. O co-criador do desenho, Justin Halpern, afirmou que executivos da DC vetaram uma cena de sexo oral, “recomendando” que ela fosse removida da 3ª temporada da animação. Em entrevista para a revista Variety, Halpern contou que censura foi uma exigência de marketing, “pois, segundo a DC, seria difícil vender um boneco do Batman quando ele aparece na televisão fazendo sexo oral na Mulher-Gato”, contou o produtor. “Eles me disseram ‘você absolutamente não pode fazer isso, já que heróis não fazem isso’”. O desenho não é uma criação do time das animações da DC Comics, que criou a Arlequina, mas dos três produtores da subestimada série de comédia da DC “Powerless”, Justin Halpern, Patrick Schumacker e Dean Lorey. O elenco de dubladores destaca Kaley Cuoco (a Penny de “Big Bang Theory”) como a anti-heroína do título, Lake Bell (“Bless This Mess”) como a voz de Hera Venenosa, Alan Tudyk (“Patrulha do Destino”) como o Coringa e Cara de Barro, Jim Rash (“Community”) como o Charada, Ron Funches (“Doze é Demais”) como Tubarão Rei, Diedrich Bader (“Veep”) como Batman, Sanaa Lathan (“Alien vs. Predador”) como Mulher-Gato e Wayne Knight (o Newman de “Seinfeld”) como o Pinguim. Os novos episódios vão estrear em 28 de julho nos EUA, mas não há data confirmada para o Brasil. As duas primeiras temporadas demoraram a ser disponibilizadas no serviço nacional da HBO Max.
Treze Vidas: Trailer recria resgate dramático de meninos numa caverna inundada
A Amazon Prime Video divulgou o pôster e o trailer de “Treze Vidas – O Resgate”, sobre a história real do salvamento de 12 jovens jogadores de futebol tailandeses e seu treinador de uma caverna inundada. O incidente de 2018 chamou atenção de todo o mundo e atraiu mais de 10 mil voluntários, que se uniram a um grupo internacional de especialistas para organizar e executar um dos resgates mais ousados e perigosos de todos os tempos. A trama se concentra na equipe de mergulhadores, os mais habilidosos e experientes do mundo, que foram capazes de navegar pelo labirinto de túneis de cavernas estreitos e inundadas para encontrar os jovens, sem saber se eles tinham sobrevivido à enchente nem quanto tempo teriam de vida. O roteiro é de William Nicholson (indicado ao Oscar por “Gladiador”), a direção de Ron Howard (“Han Solo: Uma História Star Wars”) e o elenco destaca Viggo Mortensen (“Green Book”), Colin Farrell (“Batman”), Joel Edgerton (“Obi-Wan Kenobi”), Tom Bateman (“Morte no Nilo”) e Josh Helman (“Mad Max: Estrada da Fúria”). O filme terá um lançamento limitado nos cinemas em 29 de julho, antes de ser lançado em 5 de agosto no Prime Video. Confira abaixo o trailer nas versões dublada em português e no idioma original (sem legendas).
Produtora revela detalhes da série inspirada em “Os Goonies”
A produtora Gail Berman revelou os primeiros detalhes de “Our Time”, série inspirada no filme clássico “Os Goonies”, confirmando seu desenvolvimento para a plataforma Disney+. O projeto foi escrito por Sarah Watson (criadora de “The Bold Type”) e não é uma adaptação do filme de 1985, mas uma homenagem. A premissa gira em torno de uma professora substituta que conhece três estudantes que sonham filmar sua própria versão do lendário filme de Richard Donner. Em entrevista para a Variety sobre o sucesso de “Elvis”, sua mais recente produção, Berman foi perguntada sobre a série e contou como a ideia surgiu e em que pé se encontra. “Quando eu estava na Paramount, havia esses garotos fazendo um filme sobre ‘Os Caçadores da Arca Perdida’, um remake cena a cena. Na época, o estúdio ficou muito chateado com isso. Mas eu achei que era uma ideia incrível e isso ficou na minha cabeça – como você pode pegar uma ideia como essa e a transforma em uma série?”, indagou Berman. Fãs de “High School Musical” já sabem a resposta, mas vamos adiante. Ele continuou: “Precisávamos de um ótimo roteirista e grandes parceiros, então trouxemos a ideia para a Amblin e os caras adoraram. Sarah Watson é nossa criadora. A série é uma história de uma cidade e uma família ao estilo de ‘Friday Night Lights’, e dentro disso eles contam a história de um remake de ‘Os Goonies’. Tivemos que ir para a Warner Bros., para Toby Emmerich, e perguntar se poderíamos ter direitos [do filme]. Eles disseram que sim, obviamente, por causa de Spielberg e dos Donners. Agora estamos fazendo isso para a Disney+.” Os Donners citados são o falecido diretor Richard Donner, que realizou o longa de 1985 e planejava fazer uma continuação, antes de morrer no ano passado, e sua esposa Lauren Shuler Donner, produtora dos filmes e séries dos X-Men. Além de contar com Richard Donner (que também fez “Superman – O Filme”) atrás das câmeras, “Os Goonies” foi escrito por Chris Columbus (“Esqueceram de Mim”) e por Steven Spielberg em sua fase áurea (época de “E.T,” e “Indiana Jones”), e reuniu um elenco mirim que acabou ficando bem famoso, como as então crianças Josh Brolin (“Vingadores: Ultimato”), Sean Astin (“O Senhor dos Anéis”), Corey Feldman (“Garotos Perdidos”) e Martha Plimpton (“The Real O”Neals”). Nenhum ator foi anunciado para o elenco da série, que prestará tributo ao clássico. Nem há previsão de estreia.
Netflix se preocupa com cenas fortes de Klara Castanho em “Bom Dia, Verônica”
A Netflix vai dar atenção especial à edição das cenas de Klara Castanho na 2ª temporada de “Bom Dia, Verônica”. A atriz, que revelou recente ter sido estuprada, engravidado e dado o bebê para adoção, tem uma cena forte de estupro na produção. Na trama, Klara interpreta uma jovem de 18 anos que é abusada sexualmente pelo próprio pai, um líder religioso interpretado por Reynaldo Gianecchini. O desafio dos produtores é editar a cena de modo adequado, sem mostrar nada traumatizante, mas que reflita a trama. A 2ª temporada já foi totalmente gravada e a equipe está atualmente trabalhando na finalização dos episódios, que vão revelar que o personagem de Gianecchini é quem está por trás da perigosa organização criminosa da trama, responsável por infiltrar aliados em cargos importantes na polícia e no judiciário. Na produção do streaming, o personagem do ator é considerado “gente de bem”, livre de suspeitas. Por isso, será um inimigo difícil de ser combatido pela protagonista Verônica (Tainá Müller). Produção da Zola Filmes, a série é baseada no romance policial de mesmo nome de Ilana Casoy e Raphael Montes (autores de “A Menina que Matou os Pais”), lançado originalmente sob o pseudônimo de Andrea Killmore. Os dois também escrevem e produzem a atração, concebida pelo próprio Raphael Montes. Ainda não há previsão de estreia para os novos episódios.
Filme “Austrália”, de Baz Luhrmann, será relançado como minissérie
O filme “Austrália”, dirigido por Baz Luhrman (“Elvis”) em 2008, será expandido pelo próprio diretor numa minissérie de seis episódios. O projeto foi rebatizado de “Faraway Downs” e será exibido no serviço de streaming Hulu, nos Estados Unidos, e via Disney+ e Star+ internacionalmente. A expectativa é que a produção estreie no inverno norte-americano – ou seja, entre dezembro e fevereiro. Na época do lançamento de “Austrália”, o diretor chegou a gravar três finais diferentes e um deles encerrará a nova versão. Além de incluir filmagens não aproveitadas no longa de 2008, a produção apresentará uma trilha sonora inédita, criada especificamente para a versão seriada. O diretor falou sobre o projeto em comunicado à imprensa. “Eu decidi pegar a ideia do épico arrebatador, no estilo ‘…E o Vento Levou’, e usar esse estilo de romance e drama épico para iluminar o papel das pessoas nativas e a cicatriz dolorosa na história australiana das chamadas ‘Gerações Roubadas'”, explicou. “Enquanto ‘Austrália’ tem vida própria, há outras formas de narrar essa história, com diferentes nuances e reviravoltas, algo que o formato episódico nos permite explorar. Extraído do mesmo material, “Faraway Downs’ é uma nova variação de ‘Austrália’ para ser descoberta pelo público”. Assim como no filme, “Faraway Downs” contará a história de Lady Sarah Ashley (Nicole Kidman), uma aristocrata inglesa que herda uma grande fazenda de gado na Austrália após a morte de seu marido. Quando os barões do gado australianos planejam tomar suas terras, ela une forças com um vaqueiro (Hugh Jackman) para proteger seu rancho. A história é contada pelo jovem Nullah (Brandon Walters), uma criança australiana bi-racial, envolvida na política racial repressora do governo, que ficou conhecida como “Gerações Roubadas”. Curiosamente, “Austrália” passou longe de ser um sucesso de público e crítica. Com um orçamento de US$ 130 milhões, arrecadou pouco mais de US$ 211,7 milhões nas bilheterias em todo o mundo, e atingiu apenas 54% de aprovação no Rotten Tomatoes. O filme original tinha 2 horas e 45 minutos, mas não há informações ainda sobre quanto tempo terá a soma dos seis episódios. A produção está sob a responsabilidade da 20th Television, estúdio do conglomerado Disney.
Jack Quaid e Jensen Ackles vem ao Brasil para evento de “The Boys”
A Amazon Prime Video anunciou dois convidados do primeiro evento de “The Boys” no Brasil – revelado na semana passada. “Vocês pediram e veio aí, p*rra: Jack Quaid e Jensen Ackles são os primeiros confirmados pra vir pro Brasil”, revelou a plataforma nas redes sociais. Os intérpretes de Hughie e Soldier Boy virão acompanhados pelo criador da série, Eric Kripke, mas o anúncio sugere que outros nomes ainda serão revelados. Eles estarão num evento de celebração do final da 3ª temporada, que está programado para acontecer entre os dias 4 e 7 de julho na cidade de São Paulo. Apesar da proximidade, ainda não foram divulgados outros detalhes além das datas e, agora, os primeiros convidados. O capítulo final da atual temporada de “The Boys” será disponibilizado em 8 de julho no streaming da Amazon. 🖕🇧🇷 vcs pediram e veio aí, p*rra: Jack Quaid e Jensen Ackles são os primeiros confirmados pra vir pro Brasil AAAAA🖕🇧🇷 o que vcs querem que eles experimentem aqui? pic.twitter.com/uP9fHkyBJy — Prime Video Brasil (@PrimeVideoBR) June 27, 2022
Carol Burnett vai participar de “Better Call Saul”
O canal pago americano AMC anunciou que a lenda do humor Carol Burnett (“Louco por Você”) fará uma aparição especial na 6ª e última temporada de “Better Call Saul”. A atriz de 89 anos, que batiza um troféu especial do Globo de Ouro, interpretará uma personagem chamada Marion, mas não há outros detalhes sobre sua entrada na trama. “Estou emocionada por fazer parte do meu programa favorito”, disse Burnett em um comunicado. A notícia da participação da atriz vem logo após a confirmação de que Bryan Cranston e Aaron Paul reprisarão seus icônicos papéis de Walter White e Jesse Pinkman na reta final da série. Desenvolvida por Vince Gilligan, o criador de “Breaking Bad”, e Peter Gold, que introduziu o personagem Saul Goodman naquela atração, “Better Call Saul” é um prólogo de “Breaking Bad” que revela como o advogado do título se tornou tão picareta. A série conta a história do personagem vivido por Bob Odenkirk, que perdeu carreira e fortuna ao final de “Breaking Bad”. Após o piloto mostrar seu destino, a trama assume a forma de um interminável flashback, em que ele reflete sua vida antes de cruzar o caminho de Walter White. Passadas cinco temporadas, a fase derradeira vai finalmente mostrar sua transformação no personagem de “Breaking Bad”, deixando de ser o advogado idealista Jimmy McGill para assumir a identidade do vigarista que batiza a atração: Saul Goodman. “Better Call Saul” foi indicada ao Emmy de Melhor Série Dramática ao longo de todas as suas cinco temporadas anteriores. A parte 2 da 6ª temporada e derradeira temporada tem estreia marcada para 11 de julho. A série é disponibilizada no Brasil pela Netflix.
Surface: Mulher perde memória em trailer de nova série de suspense
A Apple TV+ divulgou o pôster e o trailer de “Surface”, série de suspense estrelada por Gugu Mbatha-Raw (“The Morning Show”) e Oliver Jackson-Cohen (“O Homem Invisível”) Criada por Veronica West (“Alta Fidelidade”), a trama gira em torno de uma mulher (Mbatha-Raw) que perdeu a memória após uma suposta tentativa de suicídio. Entretanto, buscando ajuda terapêutica e apoio dos amigos para recuperar as lembranças, começa a se questionar se sua vida era tão perfeita como todos dizem. E se fosse realmente o caso, porque ela tentaria se matar? Até o questionamento fazê-la considerar que sua aparente tentativa de suicídio possa ter sido uma tentativa de homicídio, colocando seu marido (Jackson-Cohen) como principal suspeito. O elenco também inclui Stephan James (“Se a Rua Beale Falasse”), Ari Graynor (“I’m Dying Up Here”), Marianne Jean-Baptiste (“Segredos & Mentiras”), François Arnaud (“Eu Matei Minha Mãe”) e Millie Brady (“Orgulho e Preconceito e Zumbis”). A série terá oito episódios lançados semanalmente na Apple TV+ a partir de 29 de julho.
Stranger Things: Onze encara Vecna no pôster do fim da temporada
A Netflix divulgou o pôster oficial do final da 4ª temporada de “Stranger Things”, que mostra Onze (Eleven) frente a frente com o monstro Vecna. O conflito entre a super-heroína e o monstro, como ela mesma definiu no início da temporada, também foi foco do trailer mais recente da atração. A parte 2 da temporada estreia na sexta (1/6) e terá dois episódios com tamanho de filmes. O 8º capítulo dura cerca de 1 hora e 25 minutos, enquanto o 9º e derradeiro terá quase 2 horas e meia. ATENÇÃO PARA O PÔSTER OFICIAL DO VOLUME 2 DE #STRANGERTHINGS! 💥CHEGA🔥LOGO🚨SEXTA-FEIRA 🆘 pic.twitter.com/VAqhe82POD — netflixbrasil (@NetflixBrasil) June 27, 2022
Conservadorismo aumentou relevância de “The Handmaid’s Tale”, diz produtor
O produtor executivo de “The Handmaid’s Tale”, Warren Littlefield, disse que a decisão de sexta-feira (2/6) da Suprema Corte dos EUA, permitindo que estados conservadores considerem o aborto ilegal, tornou a série distópica de streaming ainda mais relevante. “Nós dissemos muitas vezes, ao longo de vários anos, que adoraríamos ser menos relevantes, mas, infelizmente, a série tem sido assustadoramente relevante. E hoje parece ainda mais”, ele afirmou, em entrevista ao site americano Deadline. “Acho que todos nós desejaríamos ser esse conceito bizarro, distópico, em que ninguém acreditaria. Todos nós desejávamos ser apenas uma ficção científica fantasiosa”. O fato é que a série saiu das telas para a realidade, e várias mulheres vestidas como as aias da trama foram protestar na frente da Suprema Corte durante o julgamento que reverteu os direitos reprodutivos femininos para uma condição anterior a dos anos 1970. Escrito por Margaret Atwood, o romance sci-fi (“O Conto da Aia” no Brasil) adaptado na série premiada se passa num futuro próximo quando os EUA se transformam num patriarcado religioso e totalitário – conhecido como República de Gilead – onde as mulheres tem seus direitos suprimidos. A série começou a ser desenvolvida na primavera de 2016 pelo criador Bruce Miller, quando ninguém imaginava que uma ameaça aos direitos reprodutivos poderia surgir durante sua exibição. Mas já no outono tudo começou a mudar. “Todos nós ficamos acordados até muito tarde na noite da eleição, sentindo que estaríamos celebrando a posse da primeira mulher presidente dos Estados Unidos. Achamos que, mesmo assim, [‘The Handmaid’s Tale’] ainda seria relevante e importante”, lembrou Littlefield. “De repente, Trump foi eleito e o mundo mudou. Quando entramos no ar [em abril de 2017], foi o início do governo Trump”, e a partir daí “The Handmaid’s Tale” ganhou surpreendente relevância. Foi Trump quem formou a maioria conservadora da Suprema Corte, substituindo juízes progressistas, como a lendária Ruth Bader Ginsburg, falecida em 2020, por defensores de legislações repressivas. A onda conservadora também levou a uma série de mudanças nas legislações estaduais de estados como Geórgia, Ohio e Texas. E quanto mais os direitos regrediam, mais trajes de aias passaram a ser vistos nos protestos, tornando-se um símbolo da resistência. “É uma tremenda fonte de orgulho ver protestos em todo o país – e também protestos em todo o mundo – onde as mulheres estão vestindo a fantasia de aia – os mantos vermelhos, os chapéus – e vemos isso se tornar um símbolo da luta pela liberdade e os direitos das mulheres”, disse Littlefield. “Mas hoje sinto uma tremenda tristeza, raiva e frustração por causa de quem somos agora e o que isso diz. Nos últimos anos, vimos em todo o planeta a ascensão da extrema direita, e com a ascensão desse movimento as restrições dos direitos e liberdade das mulheres têm sido contínuas”. O produtor ainda reparou que a diferença política vista na série, entre Gilead (EUA) e Canadá, também se refletiu na forma como os americanos da produção, que é gravada no Canadá, receberam apoio da equipe local após a decisão da Suprema Corte. “Eu ouvi de vários canadenses que trabalham conosco: ‘Estamos tão tristes quanto você, e estamos com você’”, contou. “Então tem havido uma conexão, em que os cidadãos do mundo ficam chocados, consternados e percebem que nossa narrativa dramática está cada vez mais próxima da realidade, e isso é extremamente desconfortável. Mas também nos diz que somos um farol importante, e essa é a nossa pequena parte nisso, eu acho.” Ele adiantou que a 5ª temporada, marcada para estrear em 14 de setembro, vai “mergulhar em como a direita se infiltrou até no Canadá, que foi tratado anteriormente como um lugar muito sagrado”. “Vamos mostrar que Gilead cresce lá também”, adiantou. Littlefield acrescentou que não foi preciso fazer nenhum ajuste de última hora nos episódios da série para refletir a guinada conservadora do mundo real. Atualmente, as equipes estão gravando os dois capítulos finais da temporada, dirigidos pelas estrelas da série Bradley Whitford (episódio 9) e Elizabeth Moss (o final da temporada). “Suspeito que não haverá [mudanças] porque temos uma narrativa bastante poderosa. Quero dizer, a série ecoa o que estamos vivendo hoje”, explicou. Na conversa com a imprensa, o produtor foi questionado sobre se o avanço do conservadorismo não justificaria a continuidade da série, ou ao menos uma renovação para a 6ª temporada. “Acho que, desde o primeiro dia, o objetivo foi ter uma narrativa poderosa e dramática com June assumindo a luta e nós, como público, unindo-nos a ela em busca de esperança. Bem, ela não desistiu e não podemos desistir”, disse o produtor. “Acho que é uma mensagem importante e poderosa que, apesar de tudo o que June enfrenta em Gilead, há um raio de esperança em sua luta e determinação. Acho que isso é valioso e importante, ainda somos relevantes, e enquanto Bruce e a equipe de roteiristas sentirem que há mais a dizer, é isso que faremos.” Produzida pela MGM e exibida na plataforma Hulu nos EUA, “The Handmaid’s Tale” chega ao Brasil pela Paramount+ e Globoplay.
Criador de “The Boys” revela único pedido da Amazon para produção do “Herogasm”
O criador e showrunner de “The Boys”, Eric Kripke, revelou o único pedido que a Amazon fez durante a produção do já famoso episódio do “Herogasm” (“Supersuruba” no Brasil). E não foi um pedido para maneirar. Ao contrário. “A única mensagem que recebemos da Amazon, e que foi uma boa sugestão, foi: ‘Em todos os momentos, nós temos de entender que isto é uma orgia de super-heróis, e não só uma orgia'”, contou o produtor à revista americana Variety. “Nós então adicionamos várias novas piadas e efeitos visuais”, explicou, citando como exemplo um vibrador que flutua pela cena. “Nós adicionamos depois, digitalmente. Há muitos momentos como esse que meio que só acontecem ao fundo da cena”. O episódio, claro, é bem menos explícito que os quadrinhos. Mas Kripke garantiu que nunca pretendeu fazer uma adaptação literal das páginas escritas por Garth Ennis e desenhadas por Darick Robertson. “Por mais louca que a série seja, os quadrinhos são exponencialmente mais loucos”, disse ele. “E havia algumas coisas lá que eu simplesmente não gostaria de tocar – literal ou figurativamente. Então era mais sobre nós tentarmos decidir o que parecia adequado para nós – o que seria ultrajante, mas não gratuito”, completou. O episódio “Herogasm/Supersuruba” foi disponibilizado na sexta (24/6) na plataforma Prime Video, da Amazon, e a orgia é apenas um detalhe em sua trama, que ainda tem muito sangue, mortes impactantes, o aparente fim dos Sete e o aguardado confronto entre Capitão Pátria (Homelander) e Soldier Boy.












